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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz From Ragtime To Swing 1898-1952 (25 CDs)

Coleção: VA - La Grande Histoire Du Jazz From Ragtime To Swing 1898-1952  Configuração Física: Box Set Monumental contendo 25 CDs (Edição de 2010)  Selo Editorial: Le Chant du Monde (França) — Fundado em 1938  Métrica Documental: 1.677 faixas integralmente restauradas e remasterizadas  Aparelho Crítico: Livreto enciclopédico e analítico com 186 páginas  Formato Digital: FLAC (Free Lossless Audio Codec)

A análise crítica de uma antologia com a magnitude de La Grande Histoire Du Jazz exige o abandono de resenhas jornalísticas genéricas bem como o selo francês Le Chant du Monde executou uma verdadeira operação de arqueologia musical e preservação de patrimônio fonográfico global. O manifesto institucional e o rigor da curadoria chancela histórica o selo Le Chant du Monde e eleva o patamar desta obra de uma simples coletânea comercial para um tratado científico. A gravadora, célebre pela salvaguarda de patrimônios etnomusicológicos, aplicou um rigor acadêmico sem precedentes na seleção do material. A densidade numérica de 1.677 faixas prova que a coleção rejeitou o caminho fácil dos "maiores sucessos" com objetivo central de registrar a transição orgânica diária e as microevoluções estéticas do gênero. O livreto crítico de 186 páginas atua como a bússola teórica do ouvinte para cada sessão é destrinchada com datas exatas, locais de captação, matrizes originais e o detalhamento completo de pessoal (personnel). A cronologia de evolução e quebra de blocos para compreender como a coleção organiza mais de meio século de música, a estrutura abaixo mapeia as grandes eras e os eixos de transição registrados ao longo dos 25 CDs, observa a matriz cronológica e mutação estrutural do gênero, analisando as raízes sincopadas (1898 – 1917), era cadastrada compreende o recorte temporal focado na investigação da transição do Ragtime, das marchas militares e do Blues primitivo. Os principais artistas mapeados e responsáveis por fundamentar este período inicial são Vess L. Ossman, Arthur Pryor e Scott Joplin. Eras de ouro (1920s – 1930s), este ciclo histórico documenta a consolidação dos eixos urbanos de Chicago e Nova York, trazendo como foco de estilo a migração da polifonia primitiva para o protagonismo do solista virtuoso. Os principais artistas mapeados que lideraram essa transformação técnica são Louis Armstrong, Jelly Roll Morton e King Oliver. Explosão do Swing (1930s – 1940s), O recorte temporal em questão destaca o fenômeno de consolidação das Big Bands na indústria fonográfica, fixando seu estilo através de arranjos matemáticos complexos e alta precisão orquestral. Os principais artistas mapeados e regentes dessa engenharia sonora são Duke Ellington, Count Basie e Benny Goodman. Inflexão moderna (Anos 40 – 1952), era que encerra a cronologia tradicional delimita a transição definitiva da música coreográfica para uma dinâmica de audição atenta, marcando o exato nascimento da vanguarda moderna no jazz. Os principais artistas mapeados que romperam os padrões comerciais do período são Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Billie Holiday. Arqueologia pré-Jazz e raridades documentadas o grande trunfo científico desta antologia reside em iniciar sua linha do tempo dezenove anos antes do primeiro disco oficial de Jazz (1917). O resgate fonográfico expõe as fundações do gênero de maneira cirúrgica.  Os pioneiros marginais ganham protagonismo técnico nos primeiros volumes. O virtuosismo técnico no banjo de Vess L. Ossman e as marchas militares sincopadas de Arthur Pryor são analisados sob uma ótica de continuidade histórica. A tese evolutiva da caixa prova que o Jazz não emergiu de uma ruptura cultural abrupta. Ele se consolidou como uma fusão sistemática entre as bandas de metais, os rolos de piano pneumático e os lamentos do Blues primitivo.O trabalho de detetive proporcionado pelo livreto permite rastrear "linhas de sangue" musicais, identificar um jovem solista obscuro na década de 1920 atuando como músico de apoio para, anos depois, reencontrá-lo como o regente de sua própria Big Band. Engenharia de áudio e restauração de sinal, resulta em um tratamento acústico aplicado a matrizes gravadas entre o fim do século XIX e meados do século XX representa um capítulo à parte na engenharia de som. Os técnicos enfrentaram suportes físicos severamente degradados. O resgate fino de cilindros de cera, discos de acetato e velhas matrizes de 78 RPM exigiu precisão matemática. A engenharia evitou o erro crasso de aplicar filtros de redução de ruído (noise reduction) agressivos onde esse erro comum costuma extirpar as frequências altas e silenciar o ambiente espacial original da gravação. A preservação em FLAC cumpre o papel de manter a integridade harmônica, garantindo o impacto percussivo original e o calor dos sopros na reprodução contemporânea. O ponto de Inflexão de 1952, o fechamento da cortina marco de escolha precisa do ano de 1952 como encerramento da caixa valida o rigor científico do Le Chant du Monde. Não se trata de uma interrupção arbitrária, mas de um marco divisório tecnológico e mercadológico.  O fim do ciclo do Swing coincide com o declínio econômico das grandes orquestras pós-guerra. A consolidação institucional do Bebop e do Modern Jazz desloca a música dos salões de dança coreografados para convertê-la em uma arte de vanguarda e audição puramente intelectualizada. A revolução tecnológica do período sepulta os velhos discos de 78 RPM e estabelece a hegemonia definitiva do formato Vinil Long Play (LP) de 12 polegadas. Para comprovar o valor desta antologia em seu texto, selecione um registro mecânico anterior a 1910 presente nos primeiros CDs e confronte-o diretamente com uma faixa complexa de 1952. Descreva a transição brutal da captação por cone acústico para a captação elétrica avançada, evidenciando como a densidade harmônica se transformou ao longo desse arco de 54 anos. Considerações finais, o legado de um monumento fonográfico, são análise exaustiva de "La Grande Histoire Du Jazz" consolida este box set não apenas como uma ferramenta de entretenimento para entusiastas, mas como um autêntico repositório acadêmico da memória acústica do século XX. O selo Le Chant du Monde foi bem-sucedido na ambiciosa missão de converter 1.677 faixas fragmentadas e fisicamente vulneráveis em um monumento cronológico contínuo e indestrutível. A legitimação metodológica do projeto reside no seu desapego aos anacronismos mercadológicos. Ao acolher os registros embrionários de Vess L. Ossman e Arthur Pryor, a obra força o ouvinte a reconhecer a engenharia pré-Jazz como o pilar estrutural que viabilizou a genialidade posterior de Duke Ellington e Charlie Parker.  O equilíbrio acústico alcançado na transposição das matrizes de 78 RPM para o formato FLAC estabelece um novo paradigma para a engenharia de som contemporânea. Provou-se que a restauração fina e científica é capaz de purificar o sinal sem assassinar a assinatura de áudio original das salas de gravação e o calor natural dos sopros. O encerramento cirúrgico fixado no ano de 1952 funciona como um ponto de fuga histórico perfeito. Ao travar a linha do tempo exatamente no crepúsculo da Era do Swing e no alvorecer do modernismo, a antologia preserva a pureza de seu recorte temático, entregando um panorama definitivo de como a música sincopada migrou do folclore coreográfico para a erudição intelectualizada. O primeiro vetor de impacto a ser considerado é o valor arquivístico do projeto, que se manifesta por meio de um rigor técnico e documental exaustivo. A presença de um livreto de 186 páginas, inteiramente dedicado à catalogação minuciosa das matrizes originais e do personnel de cada sessão, eleva o patamar da obra. Esse aparato crítico afasta o lançamento do conceito de mera coletânea comercial e consolida a obra como uma enciclopédia sonora de referência obrigatória para qualquer pesquisa técnica ou historiográfica sobre o tema.  Em perfeita simetria com a qualidade da documentação escrita, a fidelidade de sinal surge como o elemento de sustentação acústica da antologia. O processo de transferência digital lossless (sem perdas), focado estritamente na preservação da dinâmica original do espectro sonoro, reflete o compromisso com a verdade fonográfica. Essa engenharia de restauração fina atende diretamente às exigências de audiófilos e pesquisadores, entregando com precisão a textura real, o ambiente espacial e o peso acústico característicos das primeiras cinco décadas de registro do gênero.  2. A Coerência Histórica e a Conclusão MusicofonográficaO último pilar analítico repousa sobre a coerência histórica e a delimitação metodológica do tempo. A escolha de uma fronteira cronológica linear estrita, estabelecida rigorosamente entre os anos de 1898 e 1952, cumpre uma função científica vital. Em vez de expandir o escopo indefinidamente, esse limite matemático e estrito serve para validar a tese central da obra, demonstrando com exatidão a evolução, a maturação e a transição orgânica do estilo.  Conclui-se, portanto, que o cruzamento desses três vetores confere à obra um status de legitimação patrimonial definitivo. Ao alinhar uma catalogação enciclopédica, um tratamento de áudio audiófilo e um recorte temporal cirúrgico, o projeto atinge o seu objetivo máximo: salvaguardar a memória fonográfica e oferecer uma base empírica e inquestionável para o estudo aprofundado da metamorfose musical. Em última análise, a caixa de 25 CDs do selo Le Chant du Monde é mais do que uma audição imersiva: é um documento de arqueologia viva. Ela testemunha o exato período em que o Jazz operou como a força motriz, estética e tecnológica mais influente da música ocidental, imortalizando em alta fidelidade a transição definitiva da herança sincopada em direção à imortalidade clássica.        


Boa audição - Namastê
 

segunda-feira, 21 de abril de 2025

VA - The Rough Guide to the Roots of Jazz

Artista: VA
Lançamento: 2021
Selo: Music Rough Guides / World Music Network
Gênero: Dixieland, Swing 

Os estilos musicais mais vibrantes da América do Norte foram gradualmente sofrendo modificações e em 1910 o Ragtime e o Blues estavam se tornando Jazz. No ano de 1917 a primeira gravação sob a chancela de Jazz já se encontrava nas lojas dos EUA. De um modo geral, o público comprava sem ter o conhecimento exato do novo gênero. A música que se tornaria conhecida como Jazz era executada em New Orleans e em outras partes do Sul dos EUA por muitas bandas como as lideradas por músicos tais como: Buddy Bolden, Frankie Dusen, Jack Laine, Tom Brown e outros. A Creole Jass Band do baixista Bill Johnson é considerada a primeira banda de New Orleans a tocar esse estilo de música fora do Sul dos EUA, se integrando e viajando pelo circuito de teatro vaudeville de 1914 a 1918. O bandleader Bert Kelly de San Francisco afirmava ter tocado Jazz em 1914 e depois em Chicago em 1915. Ambos os grupos Brown's Dixieland Jass Band e Stein's Dixieland Jass Band atuaram em espetáculos e “vendiam” o estilo de Jass Band em Chicago em 1916. Contudo, nenhuma dessas bandas gravou discos até 1917 e muitas jamais deixariam registros fonográficos. A história padrão do Jazz considera a primeira gravação aquela feita pela Original Dixieland Jass Band (ODJB) com os temas ― Dixie Jass Band One Step (J. Russel Robinson / Nick LaRocca) e Livery Stable Blues (Ray Lopez / Yellow Nuñez). Esta gravação foi feita no selo Victor (Talking Machine Co.) na data de 26 de fevereiro de 1917 em New York. O lançamento ocorreu em março do mesmo ano tendo obtido um sucesso imediato, de tal forma que se tornou a centelha que inflamou a novidade JAZZ espalhando-o por todo o mundo, durante e após a 1ª Guerra Mundial. Os membros da ODJB eram músicos brancos naturais de New Orleans que atuaram na Papa Jack Laine's Reliance Brass Band antes de deixarem a cidade em 1916 para formar a ODJB, competentes mas não propriamente representativos do gênero, liderados pelo cornetista Dominic James La Rocca e mais Larry Shields (cl), Henry Ragas (pi), Edwin Eddie Edwards (tb) e Tony Sbarbaro (bat). Inicialmente foram para o norte tocar em Chicago sob o nome de Stein's Dixieland Jass Band no Schiller's Cafe na 31st street. Após uma desavença com o líder baterista Johnny Stein o resto da banda arranjou trabalho no Del' Abe Cafe do Hotel Normandy localizado na Clark & Randolph Street, empregando então o título de Original Dixieland Jass Band adicionando o baterista Tony Sbarbaro. Depois foram para o Casino Gardens na North Clark com a Kinzie Street, ainda em Chicago. O local era um ponto de reunião popular do pessoal envolvido com o show business. Foi ali que o famoso cantor de vaudeville Al Jolson ouviu a banda e a recomendou para um agente teatral Max Hart de New York que fechou temporada do grupo no sofisticado Reisenweber's Restaurant situado na Columbus Circle uma região da Broadway, estreando a 15/janeiro/1917, de início como uma atração menor das segundas-feiras. Entretanto o sucesso foi enorme advindo logo a primeira gravação e depois várias outras. Esta é a versão padrão da primeira gravação sob a chancela de música de Jazz. Freddie Keppard um soberbo cornetista afro-americano de New Orleans em 1916 foi convidado por 2 companhias fonográficas, contudo recusou receoso de que tendo seu estilo perpetuado em disco fosse muito copiado. Keppard só entrou no estúdio em 1918 com a Creole Jass Band. O Jazz perdeu assim a oportunidade de ter sua certidão de nascimento fonográfico assinada por um afro-americano! Afinal a música era deles! O primeiro disco 78rpm de 10 polegadas gravado pela ODJB, editado comercialmente a 15 de março daquele ano com o n° 18.255 e vendido ao preço de 75 cents, na verdade não foi a primeira gravação fonográfica publicada que se referia à música como Jazz na canção título, mesmo a banda sendo denominada de JASS BAND. Existem convincentes argumentos de que a edição do cilindro pela Edison Blue Amberol da canção ― That Funny Jas Band From Dixieland (música por Henry L. Marshall e letras por Gus Kahn) interpretada em vocal pela dupla de cômicos Arthur Collins & Byron Harlan tenha sido de fato a primeira gravação supostamente de “Jazz” ocorrida em 8 de dezembro de 1916, contudo os instrumentistas são desconhecidos. Esta é a primeira gravação conhecida a usar o termo Jas, mais tarde conhecido como Jass e Jazz. A dupla Arthur Collins & Byron Harlan regravou outra versão do tema em janeiro de 1917 publicada pela Victor um mês após da gravação da ODJB. As partes instrumentais, fraseado, breaks, etc. dessa versão de That Funny Jas Band From Dixieland são mais adequadas ao estilo Jazz do que as executadas pelos rapazes da ODJB, contudo não obtiveram a mesma oportunidade da ODJB e o consequente maior sucesso. O artista menestrel George H. O'Connor gravou uma canção chamada Ephraham's Jazbo Band a 10/fevereiro/1917 para piano e vocal, porém foi tida como Ragtime. O'Connor era branco mas atuava com o rosto pintado de preto o que influenciou mais tarde Al Jolson a fazer o mesmo no filme O Cantor de Jazz de 1925. A Borbee's Jass Orchestra gravou 2 canções ― It's A Long, Long Time e Just The Kind Of Girl You'd Love To Make Your Wife a 14/fevereiro/1917, porém o disco só foi publicado em julho após o sucesso da ODJB. Em princípio a banda teria o nome de Borbee's Tango Orchestra, contudo o Tango foi mudado para Jass na esteira do sucesso comercial da ODJB. Outro tema a ser gravado com a palavra Jass no título foi ― Everybody Loves A Jass Band original de Arthur Fields. A gravação ocorreu a 15/março/1917 e editada em julho do mesmo ano. O encarte deste disco da Edison Records vinha com os dizeres: ― "Do you love a 'Jass' band?" seguido da frase ― "Indubitavelmente gostaria, se soubesse o que é, mas ao ouvir esta canção você passará a saber o que é uma Jass Band !". Fonte: https://charutojazz.blogspot.com

(*) - TIN PAN ALLEY - expressão que designou um local ao sul da ilha de Manhattan em New York, próximo a Union Square (entorno da rua 28), onde a partir do início do século XX concentraram-se as casas editoras de música e que passaram a dominar inteiramente o mercado de música popular.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

CD010 - Jelly Roll Morton (1928-29) Vol.2

Álbum: Vol.2
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

CD009 - Jelly Roll Morton (1926-27) Vol.1

Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland



Boa audição - Namastê
 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

CD008 - Jelly Roll Morton Groups (1923-26)

Artista: JRNG
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland


 Boa audição - Namastê

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

CD006 - New Orleans Rhythm Kings (1923-25) Vol.2

Artista: NORK
Álbum: Vol. 02
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

CD005 - New Orleans Rhythm Kings (1923-25) Vol.1


Artista: NORK
Álbum: Vol. 01 
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland

 Boa audição - Namastê

terça-feira, 26 de setembro de 2023

NORK & JRM - New Orleans Rhythm Kings & Jelly Roll Morton

Álbum: NORK & JRM
Lançamento: 1992
Selo: Milestone Classic Jazz
Gênero: Dixieland, Ragtime
 

Quando o trompetista Lee Collins foi contratado por Jelly Roll Morton, a primeira coisa que Morton disse ao surpreso Collins foi: “Você sabe que trabalhará para o melhor pianista de jazz do mundo... não um dos maiores - eu sou o maior”, de acordo com historiador do jazz Martin Williams. Quando Morton se apresentava, ele costumava dizer: “Eu inventei o jazz”. Convencido? Definitivamente. Arrogante? Certamente. Mas acontece que ele provavelmente estava certo. De acordo com historiadores do jazz, quando Jelly Roll Morton disse: “Eu inventei o jazz”, havia muito em sua afirmação. Buddy Bolden pode ter sido o primeiro músico a adicionar improvisação ao que viria a ser conhecido como jazz, mas Jelly Roll Morton é considerado o primeiro verdadeiro compositor de jazz. Ele foi o primeiro a escrever seus arranjos de jazz – e várias de suas composições tornaram-se um marco do jazz. Jelly nasceu Ferdinand Joseph Le Menthe em 1885, em uma família crioula de classe média na Frenchmen Street, em Nova Orleans. Aos 8 anos, Ferdinand recebeu aulas formais de violão. Pouco tempo depois, ele foi contratado como pianista pela condessa Willie Piazza, uma senhora de Storyville, que dizia falar sete línguas, usar um monóculo e pontuar sua fala com uma piteira de trinta centímetros de comprimento. Ela também conhecia boa música quando a ouvia. Quando Jelly tinha vinte e poucos anos, ele era um músico requisitado, tocando em toda a Costa do Golfo. De 1917 a 1922, ele conquistou a Costa Oeste. E em 1922, ele trocou a Califórnia por Chicago. Durante esse período, ele criou algumas das músicas mais inovadoras e criativas que já surgiram – músicas como “King Porter Stomp”, “New Orleans Blues”, “Kansas City Stomp”, “Shreveport Stomp” e “Original Jelly Roll Blues”. ” Em seu típico jeito humilde, Jelly disse uma vez: “Todo mundo hoje está tocando minhas músicas e eu nem recebo crédito". Estilo Kansas City, estilo Chicago, estilo Nova Orleans, inferno, todos eles são estilo Jelly Roll. Em 1938, Jelly coroou uma brilhante carreira musical com uma grande sessão de gravação para a Biblioteca do Congresso. Resultaram 52 discos com mais de cem composições individuais. Jelly seria a primeira a dizer: “Eles eram os maiores”. Ele morreu em 1941.

Banjo - Lou Black 

Baixo - Steve Brown 

Clarinete – Leon Rappolo 

Bateria - Ben Pollack, Frank Snyder

Piano - Charlie Pierce, Elmer Schoebel, Jelly Roll Morton , Mel Stitzel

Saxofone - Glen Scoville, Jack Pettis

Trombone – George Brunis

Trombeta – Paul Mares


(Faixas 1 a 8) gravadas em Richmond, Indiana, de 29 a 30 de agosto de 1922, originalmente emitidas como "Friar's Society Orchestra".

(Faixas 9 a 13) gravadas em Richmond, Indiana, de 12 a 13 de março de 1923.

(Faixas 14 a 27) gravadas em Richmond, Indiana, de 17 a 18 de julho de 1923.


Boa audição - Namastê

sábado, 23 de setembro de 2023

King Oliver - The Complete Victor Recordings, Vol.2 - New Orleans Shout

Lançamento: 2007
Selo: Frog Records
Gênero: Dixieland, Ragtime


Na década de 1890, New Orleans já era um caldeirão musical. Em seguida, o ragtime e o blues chegaram. O ragtime era uma música dançante, que combinava elementos de marchas militares, música européia e a arte dos menestréis. Os jovens adoravam. Seus pais odiavam. O blues chegou na mesma época, trazido por negros refugiados provenientes de outros estados do Sul, que vieram para New Orleans para escapar ao ódio racial e aos campos de algodão. Basicamente, o jazz de New Orleans nasceu quando os músicos negros e os crioulos adicionaram ragtime e estilos de blues à mistura já potente da música que tocavam e sobre tudo improvisavam. Enquanto a secção rítmica, termo que designa um grupo de instrumentos musicais, tocava uma música, um trombetista interrompia mostrando seu talento e habilidade. E depois outros também o faziam e assim, a improvisação tornou-se a essência do jazz. Um pianista crioulo chamado Jelly Roll Morton foi o primeiro homem a escrever melodias do jazz original, e ele alegou ter ‘inventado’ o jazz. Mas a tradição diz que o trompetista e barbeiro Buddy Bolden foi o primeiro homem a liderar uma banda de jazz real. Buddy Bolden foi internado num hospício em 1907 e lá permaneceu até sua morte em 1931. Até então, os sucessores como King Oliver e Louis Armstrong tinham levado o jazz a um novo patamar de popularidade e para outras cidades como Chicago e Nova York. A música nascida em New Orleans é considerada a mais importante. Como uma linguagem musical, o jazz através dos negros das Américas a partir da batida sincopada do ragtime, das fanfarras e dos coros de gospel misturado aos gritos dos campos de algodão e ao rosnado profundo do blues foi exportado para todo o mundo. As ‘brass bands’, um grupo musical em geral, constituído exclusivamente por instrumentos de metal, para o conforto das famílias, tocam durante os funerais. O ‘jazz funeral’ começa sombrio. Em seu caminho para o cemitério, a banda de metais executa tristes hinos fúnebres chamados ‘lamúrias’. ‘Nearer My God to Thee’ é a escolha mais popular, mas pode ser qualquer outra música que lembre aos enlutados os altos e baixos da vida. Este tom sombrio dura até que a procissão resolve mandar o carro fúnebre para o destino final, o cemitério. É neste ponto que a banda de repente passa a tocar ‘When the Saints Go Marching In’ ou ‘Didn’t He Ramble,’ ou talvez ‘Lil Liza Jane’. E os próprios enlutados, parentes e carpideiras, dançam com abandono selvagem. Eles vão freqüentemente enfeitados com guarda-chuvas, e os transeuntes são convidados, com sorrisos e alegria, a participarem da comemoração. Este funeral remonta a antigas tradições africanas dos iorubás da África Ocidental. Uma crença de que a vida acabou neste mundo, mas um espírito corre livre e solto e aqueles que vivem em luto podem deleitar-se com o conhecimento de que seu parente ou velho amigo estará dançando do outro lado com o coração cheio de alegria.


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 13 de julho de 2023

New Orleans Jazz Box-Set (3CD)


Lançamento: 2003
Selo: Union Square Music
Gênero: Jazz, Swing, Dixieland

A partir de 1817, os escravos negros de New Orleans foram autorizados a dançar e cantar nas tardes de domingo, na ‘Congo Square’, perto do bairro francês. Centenas se reuniam para as celebrações. Alguns cantavam as músicas entoadas nas plantações de algodão que eram derivações dos cantos da Igreja Batista. Outros dançavam ao som das batidas tribais dos caribenhos. Ainda outros mostravam as danças africanas transmitidas através de gerações. À medida que o século avançava a música de New Orleans também foi influenciada pela arte dos menestréis, que se tornou extremamente popular e foi responsável pela popularização da música e da dança, principalmente o sapateado. A música era escrita por negros e brancos e dominou as paradas por décadas e produziu alguns dos primeiros compositores afro-americanos de sucesso. Na década de 1890, New Orleans já era um caldeirão musical. Em seguida, o ragtime e o blues chegaram. O ragtime era uma música dançante, que combinava elementos de marchas militares, música européia e a arte dos menestréis. Os jovens adoravam. Seus pais odiavam. O blues chegou na mesma época, trazido por negros refugiados provenientes de outros estados do Sul, que vieram para New Orleans para escapar ao ódio racial e aos campos de algodão. Basicamente, o jazz de New Orleans nasceu quando os músicos negros e os crioulos adicionaram ragtime e estilos de blues à mistura já potente da música que tocavam e sobre tudo improvisavam. Enquanto a secção rítmica, termo que designa um grupo de instrumentos musicais, tocava uma música, um trompetista interrompia mostrando seu talento e habilidade. E depois outros também o faziam e assim, a improvisação tornou-se a essência do jazz. Um pianista crioulo chamado Jelly Roll Morton foi o primeiro homem a escrever melodias do jazz original, e ele alegou ter ‘inventado’ o jazz. Mas a tradição diz que o trompetista e barbeiro Buddy Bolden foi o primeiro homem a liderar uma banda de jazz real. Buddy Bolden foi internado num hospício em 1907 e lá permaneceu até sua morte em 1931. Até então, os sucessores como King Oliver e Louis Armstrong tinham levado o jazz a um novo patamar de popularidade e para outras cidades como Chicago e Nova York. A música nascida em New Orleans é considerada a mais importante. Como uma linguagem musical, o jazz através dos negros das Américas a partir da batida sincopada do ragtime, das fanfarras e dos coros de gospel misturado aos gritos dos campos de algodão e ao rosnado profundo do blues foi exportado para todo o mundo.


Boa audição - Namastê

terça-feira, 11 de julho de 2023

King Oliver's Creole Jazz Band – The Complete Set, 1923-1924 (2CD)

Artista: King Oliver

Álbum: The Complete Set

Lançamento: 1995

Selo: Retrieval

Gênero: Jazz, Swing, Dixieland

No século 19, New Orleans era um próspero porto e uma das mais cosmopolitas cidades da América. Continha uma mistura picante de raças e etnias, incluindo os europeus, africanos, crioulos, termo que se referia ao escravo negro nascido nas Américas, e outros. Desde os primórdios da história de New Orleans, os negros coexistiram com os brancos de origem européia. Alguns eram ex-escravos que conseguiram comprar sua liberdade. Milhares chegaram à New Orleans de Saint-Domingue (atual Haiti), após as revoltas de escravos no fim dos anos 1700 e início de 1800. Muitos também vieram de Cuba depois de 1809. Esta grande variedade deu a New Orleans uma cultura única, e todos os ingredientes necessários para preparar um novo estilo de música. A cidade tem um lugar de destaque no início do desenvolvimento do jazz. Uma cidade portuária com portas abertas aos sons coloridos do Caribe e do México e uma grande população negra bem estabelecida. E a crescente cidade estava madura para o desenvolvimento da nova música na virada do século. New Orleans foi o lar de grandes clarinetistas como Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet. E de grandes cornetistas que chegaram. Primeiro Joe ‘King’ Oliver que veio de Louisiana e foi professor da futura estrela, o trompetista Louis Armstrong. Joe ‘King’ Oliver foi seu mentor e professor e sua influência foi tal que Armstrong afirmou: se não tivesse sido por Joe Oliver, o jazz não seria o que é hoje. Depois, de Mississippi à New Orleans, juntamente com outros músicos influentes, chegou Jelly Roll Morton.

Banjo – Bill Johnson (faixas: 1-1 a 1-8), Bud Scott (faixas: 1-9 a 1-16), Johnny St. Cyr (faixas: 1-17 a 2-17)

Sax. Barítono – Charlie Jackson faixas: 2-5 a 2-17)

Clarinete – Buster Bailey (faixas: 2-2 a 2-), Jimmie Noone (faixas: 2-1), Johnny Dodds (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Corneta – King Oliver, Louis Armstrong (faixas: 1-1 a 2-17)

Bateria – Warren "Baby" Dodds (faixas: 1-1 a 2-17)

Piano – Clarence Williams faixas: 2-18, 2-19 ), Jelly Roll Morton (faixas: 2-20, 2-21), Lillian Hardin (faixas: 1-1 a 2-17)

Saxofone [C-Melody] – Paul "Stump" Evans (faixas: 1-17 a 1-20)

Trombone – Eddie Atkins (faixas: 2-1 a 2-4), Honore Dutrey (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Vocais – Bill Johnson (faixas: 1-7), Bud Scott (faixas: 1-10, 11-5) , Butterbeans & Susie (faixas: 2-18, 2-19)

Apito [Swanee] – Louis Armstrong (faixas: 1-13, 2-6)

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Faixas 1-1 a 1-5 gravadas em 5 de abril de 1923

Faixas 1-6 a 1-9 gravadas em 6 de abril de 1923

Faixas 1-10 a 1-13 gravadas em 22 de junho de 1923

Faixas 1-14 a 1-16 gravadas em 23 de junho , 1923

Faixas 1-17 a 1-20 gravadas em 5 de outubro de 1923


Faixas 2-1 gravadas em 15 de outubro de 1923

Faixas 2-2 a 2-4 gravadas em 16 de outubro de 1923

Faixas 2-5 a 2-8 gravadas em 25 de outubro de 1923

Faixas 2-9 a 2-12 gravadas em 26 de outubro de 1923

Faixas 2-13 a 2-17 gravadas em 24 de dezembro de 1923

Faixas 2-18 e 2-19 gravadas em 12 de setembro de 1924

Faixas 2-20 e 2-21 gravadas em 6 de dezembro , 1924


 Boa audição - Namastê