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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel

O épico retrato de uma era em ,utação, o Apogeu de Chicago e as Raízes Territoriais:
Se o CD 03 do box Au Temps Du Ragtime Et Du Swing (1898–1952) já se impunha como um marco histórico, a análise aprofundada de seu alinhamento completo revela uma verdadeira enciclopédia sonora. Este disco não apenas documenta a transição dos estúdios de Chicago, mas constrói uma ponte monumental entre o Blues clássico clássico, o Jazz Tradicional de New Orleans, o balanço inicial das Territory Bands e a sofisticação branca que começava a florescer na Costa Leste. A Temática do mosaico da diversidade e a expansão geográfica é a grande temática deste terceiro volume, a descentralização e o diálogo cultural. O jazz de 1925 e 1926 não acontecia em um vácuo embora Chicago fosse o epicentro magnético, o CD retrata como a linguagem estava se ramificando: O Blues de Vaudeville e das divas onde vozes femininas imponentes davam as cartas e moldavam a carga emocional que o jazz herdaria. A transição do "Hot" ao "Sweet"m o contraste entre a pulsação ardente do sul dos EUA e o refinamento estruturado que as orquestras de Nova York propunham. O estilo de Kansas City, o nascimento de um balanço focado nos riffs repetitivos e em um groove mais pesado e voltado para a dança. A gonstrução do gênero, os Arquitetos do ritmo e do arranjo e a engenharia musical presente neste CD mostra que o jazz estava abandonando de vez o caráter de "marcha" para ganhar maleabilidade artística, construída por diferentes frentes: As divas vocais e os nestres do sopro são a abertura e o miolo do disco assentam a fundação emocional do jazz através do Blues clássico. Bessie Smith (a "Imperatriz do Blues") e Ma Rainey (a "Mãe do Blues") trazem o lamento e a poesia urbana das dores do cotidiano, enquanto Ethel Waters injeta uma sofisticação vocal que pavimentaria o caminho para o jazz cantarolado das décadas seguintes. Elas não cantavam sozinhas: eram amparadas por gênios como Louis Armstrong, cujo trompete cortante redefiniu o papel da improvisação, e King Oliver, que trazia a tradição das surdinas e o som clássico de New Orleans rejuvenescido. A dialética dos grupos de Chicago, o disco promove o embate estético definitivo. De um lado, os Hot Five de Louis Armstrong e os New Orleans Wanderers desmilinguem as estruturas com solos explosivos e virtuosismo. De outro, Jelly Roll Morton & His Red Hot Peppers organizam o caos: Morton prova que o jazz pode ser complexo, escrito e orquestrado sem perder o calor da improvisação. A sofisticação branca e os arranjos de Nova York: Grupos como The Stomp Six (com Muggsy Spanier), The Charleston Chasers, California Ramblers e o pianista Frank Banta mostram como os músicos brancos absorveram o Hot Jazz e criaram ramificações focadas na precisão harmônica. No topo dessa pirâmide estava o genial cornetista Bix Beiderbecke, que oferecia uma alternativa ao estilo explosivo de Armstrong: um som lírico, introspectivo, melancólico e de uma beleza técnica impecável, que influenciaria todo o Cool Jazz trinta anos mais tarde. Ao mesmo tempo, Fletcher Henderson começava a desenhar em Nova York o que seriam as Big Bands, dividindo a orquestra em seções de sopros que dialogavam entre si. O legado de Kansas City e as raízes coletivas traduz o balanço inconfundível do Meio-Oeste americano ganha vida com Bennie Moten e sua icônica "Kansas City Shuffle", que trazia o ritmo pulsante e o uso de riffs que mais tarde consagrariam Count Basie. Correndo em paralelo, o pianista Luis Russell experimentava estruturas que libertavam o contrabaixo, a pianista e líder de banda Lovie Austin comandava sessões impecáveis de Blues de vanguarda, e o pianista de Stride Cliff Jackson mostrava a transição virtuosa do piano Ragtime para o jazz moderno. A curiosidades históricas deste Volume, bo som Inusitado dos Dixieland Jug Blowers uma das maiores excentricidades e curiosidades do CD 03 é a inclusão de faixas como "Banjoreno", gravada pelos Dixieland Jug Blowers. Esse grupo utilizava instrumentos rudimentares e folclóricos, como o jug (um garrafão de cerâmica ou vidro soprado pelo músico para emular o som de uma tuba). Essa faixa demonstra as origens rústicas do jazz e como o gênero, mesmo se sofisticando nos estúdios, mantinha um pé firme nas tradições rurais das jug bands. O mistério e a devoção do "Reverend Gates": outro destaque curioso e culturalmente denso é a presença das gravações do Reverend J.M. Gates. Longe de ser um músico de jazz tradicional, ele era um pastor cujos sermões gravados eram acompanhados por coros que utilizavam a técnica de Call and Response (Chamada e Resposta). A presença de Gates neste CD ilustra perfeitamente como o fervor e a rítmica das igrejas batistas negras moldaram de forma definitiva o DNA espiritual e estrutural do Jazz. O registro da transição tecnológica o biênio 1925-1926 marca a introdução da gravação elétrica (com microfones) substituindo a antiga gravação acústica (onde os músicos tocavam diante de uma enorme corneta de captação). Este CD permite ouvir a evolução da engenharia de som da época, onde a sutileza do piano de Jelly Roll Morton e as nuances da corneta de Bix Beiderbecke puderam, finalmente, ser registradas com clareza. O CD 03 de La Grande Histoire Du Jazz é o volume definitivo do amadurecimento. Ele não se apoia apenas em um ou dois nomes sagrados, mas reconstrói a rica tapeçaria de uma época em que o jazz era uma colcha de retalhos genial — alimentada pelo lamento sagrado do reverendo no altar, pelo garrafão de cerâmica das ruas do sul, pelo piano aristocrático de Nova York e pelo sopro revolucionário de Armstrong em Chicago. Um documento histórico


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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


Se o primeiro volume desta monumental caixa funcionou como uma certidão de nascimento, o CD 02 de La Grande Histoire Du Jazz: From Ragtime To Swing 1898-1952 é o registro da maioridade do gênero. Este disco captura o exato momento em que o jazz deixa de ser uma curiosidade regional ou uma música de dança puramente folclórica para se consolidar como uma forma de arte sofisticada, revolucionando a cultura global. A abordagem aqui é direta: este volume foca na transição crucial dos anos 1920 para o início dos anos 1930, documentando a consolidação das grandes orquestras e o amadurecimento técnico dos solistas. A estrutura e a evolução sonora é o valor estético e histórico deste segundo volume reside na sua capacidade de mostrar a evolução da complexidade harmônica e rítmica. A curadoria divide o panorama em movimentos muito claros: A consolidação de Chicago e New York: o disco ilustra como o centro de gravidade do jazz migrou do Sul para as grandes metrópoles do Norte. É a era das big bands pioneiras e do refinamento dos arranjos. O reinado do solista e a revolução de Armstrong: Se no CD 01 Louis Armstrong era uma promessa brilhante em bandas alheias, aqui ele (junto com seus grupos Hot Five e Hot Seven) assume o protagonismo definitivo. O valor dessa transição é imensurável: o jazz estabelece de vez a primazia do solista sobre o grupo. A arquitetura das grandes orquestras (Pré-Swing): O terço final do disco prepara o terreno para a era de ouro das Big Bands, introduzindo a sofisticação inicial de figuras como Duke Ellington e Fletcher Henderson. O jazz ganha texturas sofisticadas, misturando a crueza do blues com a erudição dos arranjos escritos. Já os valores consideráveis e pontos fortes é o maior mérito crítico deste CD 02 é o equilíbrio perfeito entre o instinto e a técnica. A revolução da escrita orquestral de Fletcher Henderson e o jovem Duke Ellington aparecem moldando o que viria a ser o "som de New York"perfazendo o valor histórico dessas faixas está em provar que o jazz sabia ser altamente disciplinado sem perder a sua alma síncope e a sua energia visceral. A engenharia de som e a restauração de áudio continuam merecendo destaque. A transição para o final dos anos 20 marca a introdução da gravação elétrica (microfones substituindo as antigas cornetas acústicas). O CD 02 se beneficia imensamente disso: há mais definição nos contrabaixos, o brilho dos metais é menos estridente e a dinâmica dos tambores ganha um peso que simplesmente não existia no primeiro volume. Análise crítica e desafio ao ouvinte que busca uma análise sem concessões, vale notar que o CD 02 exige uma escuta atenta para além do "charme retrô". Como o repertório cobre o período de transição que desaguaria no Swing, algumas faixas ainda carregam o ritmo rígido de "dois tempos" (two-beat style) herdado das marchas militares, o que pode soar um pouco datado se comparado à fluidez rítmica de quatro tempos que dominaria a década de 1930. Além disso, a profusão de faixas de Louis Armstrong e seus contemporâneos de Chicago pode parecer repetitiva em termos de estrutura (tema - solo - solo - tema) para quem não está atento às microrevoluções que aconteciam em cada improviso. O CD 02 é o miolo de ouro do nascimento do jazz moderno. Enquanto o CD1 plantou as sementes na terra, este segundo volume mostra a árvore rompendo o solo com uma força intelectual e artística avassaladora. É um disco vibrante, tecnicamente superior ao seu antecessor e absolutamente vital para compreender como a música negra americana reivindicou — e conquistou — o status de alta cultura.


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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz From Ragtime To Swing 1898-1952 (25 CDs)

Coleção: VA - La Grande Histoire Du Jazz From Ragtime To Swing 1898-1952  Configuração Física: Box Set Monumental contendo 25 CDs (Edição de 2010)  Selo Editorial: Le Chant du Monde (França) — Fundado em 1938  Métrica Documental: 1.677 faixas integralmente restauradas e remasterizadas  Aparelho Crítico: Livreto enciclopédico e analítico com 186 páginas  Formato Digital: FLAC (Free Lossless Audio Codec)

A análise crítica de uma antologia com a magnitude de La Grande Histoire Du Jazz exige o abandono de resenhas jornalísticas genéricas bem como o selo francês Le Chant du Monde executou uma verdadeira operação de arqueologia musical e preservação de patrimônio fonográfico global. O manifesto institucional e o rigor da curadoria chancela histórica o selo Le Chant du Monde e eleva o patamar desta obra de uma simples coletânea comercial para um tratado científico. A gravadora, célebre pela salvaguarda de patrimônios etnomusicológicos, aplicou um rigor acadêmico sem precedentes na seleção do material. A densidade numérica de 1.677 faixas prova que a coleção rejeitou o caminho fácil dos "maiores sucessos" com objetivo central de registrar a transição orgânica diária e as microevoluções estéticas do gênero. O livreto crítico de 186 páginas atua como a bússola teórica do ouvinte para cada sessão é destrinchada com datas exatas, locais de captação, matrizes originais e o detalhamento completo de pessoal (personnel). A cronologia de evolução e quebra de blocos para compreender como a coleção organiza mais de meio século de música, a estrutura abaixo mapeia as grandes eras e os eixos de transição registrados ao longo dos 25 CDs, observa a matriz cronológica e mutação estrutural do gênero, analisando as raízes sincopadas (1898 – 1917), era cadastrada compreende o recorte temporal focado na investigação da transição do Ragtime, das marchas militares e do Blues primitivo. Os principais artistas mapeados e responsáveis por fundamentar este período inicial são Vess L. Ossman, Arthur Pryor e Scott Joplin. Eras de ouro (1920s – 1930s), este ciclo histórico documenta a consolidação dos eixos urbanos de Chicago e Nova York, trazendo como foco de estilo a migração da polifonia primitiva para o protagonismo do solista virtuoso. Os principais artistas mapeados que lideraram essa transformação técnica são Louis Armstrong, Jelly Roll Morton e King Oliver. Explosão do Swing (1930s – 1940s), O recorte temporal em questão destaca o fenômeno de consolidação das Big Bands na indústria fonográfica, fixando seu estilo através de arranjos matemáticos complexos e alta precisão orquestral. Os principais artistas mapeados e regentes dessa engenharia sonora são Duke Ellington, Count Basie e Benny Goodman. Inflexão moderna (Anos 40 – 1952), era que encerra a cronologia tradicional delimita a transição definitiva da música coreográfica para uma dinâmica de audição atenta, marcando o exato nascimento da vanguarda moderna no jazz. Os principais artistas mapeados que romperam os padrões comerciais do período são Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Billie Holiday. Arqueologia pré-Jazz e raridades documentadas o grande trunfo científico desta antologia reside em iniciar sua linha do tempo dezenove anos antes do primeiro disco oficial de Jazz (1917). O resgate fonográfico expõe as fundações do gênero de maneira cirúrgica.  Os pioneiros marginais ganham protagonismo técnico nos primeiros volumes. O virtuosismo técnico no banjo de Vess L. Ossman e as marchas militares sincopadas de Arthur Pryor são analisados sob uma ótica de continuidade histórica. A tese evolutiva da caixa prova que o Jazz não emergiu de uma ruptura cultural abrupta. Ele se consolidou como uma fusão sistemática entre as bandas de metais, os rolos de piano pneumático e os lamentos do Blues primitivo.O trabalho de detetive proporcionado pelo livreto permite rastrear "linhas de sangue" musicais, identificar um jovem solista obscuro na década de 1920 atuando como músico de apoio para, anos depois, reencontrá-lo como o regente de sua própria Big Band. Engenharia de áudio e restauração de sinal, resulta em um tratamento acústico aplicado a matrizes gravadas entre o fim do século XIX e meados do século XX representa um capítulo à parte na engenharia de som. Os técnicos enfrentaram suportes físicos severamente degradados. O resgate fino de cilindros de cera, discos de acetato e velhas matrizes de 78 RPM exigiu precisão matemática. A engenharia evitou o erro crasso de aplicar filtros de redução de ruído (noise reduction) agressivos onde esse erro comum costuma extirpar as frequências altas e silenciar o ambiente espacial original da gravação. A preservação em FLAC cumpre o papel de manter a integridade harmônica, garantindo o impacto percussivo original e o calor dos sopros na reprodução contemporânea. O ponto de Inflexão de 1952, o fechamento da cortina marco de escolha precisa do ano de 1952 como encerramento da caixa valida o rigor científico do Le Chant du Monde. Não se trata de uma interrupção arbitrária, mas de um marco divisório tecnológico e mercadológico.  O fim do ciclo do Swing coincide com o declínio econômico das grandes orquestras pós-guerra. A consolidação institucional do Bebop e do Modern Jazz desloca a música dos salões de dança coreografados para convertê-la em uma arte de vanguarda e audição puramente intelectualizada. A revolução tecnológica do período sepulta os velhos discos de 78 RPM e estabelece a hegemonia definitiva do formato Vinil Long Play (LP) de 12 polegadas. Para comprovar o valor desta antologia em seu texto, selecione um registro mecânico anterior a 1910 presente nos primeiros CDs e confronte-o diretamente com uma faixa complexa de 1952. Descreva a transição brutal da captação por cone acústico para a captação elétrica avançada, evidenciando como a densidade harmônica se transformou ao longo desse arco de 54 anos. Considerações finais, o legado de um monumento fonográfico, são análise exaustiva de "La Grande Histoire Du Jazz" consolida este box set não apenas como uma ferramenta de entretenimento para entusiastas, mas como um autêntico repositório acadêmico da memória acústica do século XX. O selo Le Chant du Monde foi bem-sucedido na ambiciosa missão de converter 1.677 faixas fragmentadas e fisicamente vulneráveis em um monumento cronológico contínuo e indestrutível. A legitimação metodológica do projeto reside no seu desapego aos anacronismos mercadológicos. Ao acolher os registros embrionários de Vess L. Ossman e Arthur Pryor, a obra força o ouvinte a reconhecer a engenharia pré-Jazz como o pilar estrutural que viabilizou a genialidade posterior de Duke Ellington e Charlie Parker.  O equilíbrio acústico alcançado na transposição das matrizes de 78 RPM para o formato FLAC estabelece um novo paradigma para a engenharia de som contemporânea. Provou-se que a restauração fina e científica é capaz de purificar o sinal sem assassinar a assinatura de áudio original das salas de gravação e o calor natural dos sopros. O encerramento cirúrgico fixado no ano de 1952 funciona como um ponto de fuga histórico perfeito. Ao travar a linha do tempo exatamente no crepúsculo da Era do Swing e no alvorecer do modernismo, a antologia preserva a pureza de seu recorte temático, entregando um panorama definitivo de como a música sincopada migrou do folclore coreográfico para a erudição intelectualizada. O primeiro vetor de impacto a ser considerado é o valor arquivístico do projeto, que se manifesta por meio de um rigor técnico e documental exaustivo. A presença de um livreto de 186 páginas, inteiramente dedicado à catalogação minuciosa das matrizes originais e do personnel de cada sessão, eleva o patamar da obra. Esse aparato crítico afasta o lançamento do conceito de mera coletânea comercial e consolida a obra como uma enciclopédia sonora de referência obrigatória para qualquer pesquisa técnica ou historiográfica sobre o tema.  Em perfeita simetria com a qualidade da documentação escrita, a fidelidade de sinal surge como o elemento de sustentação acústica da antologia. O processo de transferência digital lossless (sem perdas), focado estritamente na preservação da dinâmica original do espectro sonoro, reflete o compromisso com a verdade fonográfica. Essa engenharia de restauração fina atende diretamente às exigências de audiófilos e pesquisadores, entregando com precisão a textura real, o ambiente espacial e o peso acústico característicos das primeiras cinco décadas de registro do gênero.  2. A Coerência Histórica e a Conclusão MusicofonográficaO último pilar analítico repousa sobre a coerência histórica e a delimitação metodológica do tempo. A escolha de uma fronteira cronológica linear estrita, estabelecida rigorosamente entre os anos de 1898 e 1952, cumpre uma função científica vital. Em vez de expandir o escopo indefinidamente, esse limite matemático e estrito serve para validar a tese central da obra, demonstrando com exatidão a evolução, a maturação e a transição orgânica do estilo.  Conclui-se, portanto, que o cruzamento desses três vetores confere à obra um status de legitimação patrimonial definitivo. Ao alinhar uma catalogação enciclopédica, um tratamento de áudio audiófilo e um recorte temporal cirúrgico, o projeto atinge o seu objetivo máximo: salvaguardar a memória fonográfica e oferecer uma base empírica e inquestionável para o estudo aprofundado da metamorfose musical. Em última análise, a caixa de 25 CDs do selo Le Chant du Monde é mais do que uma audição imersiva: é um documento de arqueologia viva. Ela testemunha o exato período em que o Jazz operou como a força motriz, estética e tecnológica mais influente da música ocidental, imortalizando em alta fidelidade a transição definitiva da herança sincopada em direção à imortalidade clássica.        


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segunda-feira, 29 de abril de 2024

CD037 - King Oliver (1930-31)

Artista: King Oliver

Álbum: CD037

Lançamento: 2007

Selo: Membran International GmbH

Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 

Gênero: Dixieland



 Boa audição - Namastê

sexta-feira, 26 de abril de 2024

CD036 - King Oliver (1929-30)


Artista: King Oliver
Álbum: CD036
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland



 Boa audição - Namastê

quarta-feira, 24 de abril de 2024

CD035 - King Oliver in New York (1928)

Artista: King Oliver

Álbum: CD035

Lançamento: 2007

Selo: Membran International GmbH

Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 

Gênero: Dixieland


Boa audição - Namastê


 

segunda-feira, 22 de abril de 2024

CD034 - King Oliver in New York (1927-28)

Artista: King Oliver

Álbum: CD034

Lançamento: 2007

Selo: Membran International GmbH

Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 

Gênero: Dixieland



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sexta-feira, 19 de abril de 2024

CD033 - King Oliver's Dixie Syncopators (1926-27)

Artista: King Oliver

Álbum: CD033

Lançamento: 2007

Selo: Membran International GmbH

Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 

Gênero: Dixieland



 Boa audição - Namastê

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

CD004 - King Oliver (1923-24) Vol.2


Artista: King Oliver
Álbum: Vol. 02 
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland


Boa audição - Namastê


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

CD003 - King Oliver (1923) Vol.1

Artista: King Oliver
Álbum: Vol. 03 
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland



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terça-feira, 3 de outubro de 2023

Box: King Oliver & His Orchestra – 1929-1930 (2xCD-Compilation)

Artista: King Oliver

Álbum: His Orchestra – 1929-1930 (2CDBox)

Lançamento: 2008

Selo: JSP Records

Gênero: New Orleans Jazz

Joe “King” Oliver mudou-se de Nova Orleans para Chicago e mudou o mundo! Ele trouxe o jazz em brasa para o norte. Ele era o atual campeão das casas noturnas e um artista que mais vendeu. Antes que você perceba, ele estava tão ocupado que decidiu mandar chamar seu protegido, que tinha apenas vinte e poucos anos, em Nova Orleans. O nome daquele jovem: Louis Armstrong. Ao fechar o contrato de Oliver em 1928 com a gravadora Victor, King pediu um adiantamento inédito de US$ 1.000. Ele percebeu. Agora você pode ter aquelas mesmas gravações que ele fez para Victor entre 1929 e 1930.  A maioria dos colecionadores de jazz está familiarizada com as gravações de 1923 da King Oliver's Creole Jazz Band, que, entre outras coisas, apresentou Louis Armstrong a um público mais amplo. Seus duetos com Oliver e o trabalho de Johnny e Baby Dodds e do resto da banda são lendários. Depois que Armstrong e os irmãos Dodds saíram para fazer as gravações do Hot Five e do Hot Seven, Oliver continuou a gravar até o final dos anos vinte. Este é o material que foi coletado aqui, remasterizado com sensibilidade por John RT Davis, que fez as melhores remasterizações geralmente reconhecidas dos grupos de Armstrong e dos Red Hot Peppers de Jelly Roll Morton. São gravações essenciais, não tão fortes como as da Creole Jazz Band mas sempre interessantes. Os colecionadores devem estar cientes, entretanto, que a JSP lançou este mesmo álbum há alguns anos com uma capa diferente.

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Sax. Alto - Bobby Holmes, Glyn Pacque, Hilton Jefferson

Banjo - Arthur Taylor 

Baixo - Clinton Walker 

Clarinete - Bobby Holmes 

Bateria - Edmund Jones, Fred Moore 

Guitarra - Jean Stultz 

Harmônica - Roy Smeck 

Líder - Carroll Dickerson 

Piano - Don Frye, Eric Franker, Henry Duncan, James P. Johnson

Sax. Soprano – Bobby Holmes

Steel Guitarra - Roy Smeck 

Sax. Tenor - Charles Frazier, Walter Wheeler

Trombone - James Archey 

Trumpete - Bubber Miley, Dave Nelson, Henry Allen, King Oliver

Violino - Carroll Dickerson

Vocais - Dave Nelson, Frank Marvin 


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sábado, 23 de setembro de 2023

King Oliver - The Complete Victor Recordings, Vol.2 - New Orleans Shout

Lançamento: 2007
Selo: Frog Records
Gênero: Dixieland, Ragtime


Na década de 1890, New Orleans já era um caldeirão musical. Em seguida, o ragtime e o blues chegaram. O ragtime era uma música dançante, que combinava elementos de marchas militares, música européia e a arte dos menestréis. Os jovens adoravam. Seus pais odiavam. O blues chegou na mesma época, trazido por negros refugiados provenientes de outros estados do Sul, que vieram para New Orleans para escapar ao ódio racial e aos campos de algodão. Basicamente, o jazz de New Orleans nasceu quando os músicos negros e os crioulos adicionaram ragtime e estilos de blues à mistura já potente da música que tocavam e sobre tudo improvisavam. Enquanto a secção rítmica, termo que designa um grupo de instrumentos musicais, tocava uma música, um trombetista interrompia mostrando seu talento e habilidade. E depois outros também o faziam e assim, a improvisação tornou-se a essência do jazz. Um pianista crioulo chamado Jelly Roll Morton foi o primeiro homem a escrever melodias do jazz original, e ele alegou ter ‘inventado’ o jazz. Mas a tradição diz que o trompetista e barbeiro Buddy Bolden foi o primeiro homem a liderar uma banda de jazz real. Buddy Bolden foi internado num hospício em 1907 e lá permaneceu até sua morte em 1931. Até então, os sucessores como King Oliver e Louis Armstrong tinham levado o jazz a um novo patamar de popularidade e para outras cidades como Chicago e Nova York. A música nascida em New Orleans é considerada a mais importante. Como uma linguagem musical, o jazz através dos negros das Américas a partir da batida sincopada do ragtime, das fanfarras e dos coros de gospel misturado aos gritos dos campos de algodão e ao rosnado profundo do blues foi exportado para todo o mundo. As ‘brass bands’, um grupo musical em geral, constituído exclusivamente por instrumentos de metal, para o conforto das famílias, tocam durante os funerais. O ‘jazz funeral’ começa sombrio. Em seu caminho para o cemitério, a banda de metais executa tristes hinos fúnebres chamados ‘lamúrias’. ‘Nearer My God to Thee’ é a escolha mais popular, mas pode ser qualquer outra música que lembre aos enlutados os altos e baixos da vida. Este tom sombrio dura até que a procissão resolve mandar o carro fúnebre para o destino final, o cemitério. É neste ponto que a banda de repente passa a tocar ‘When the Saints Go Marching In’ ou ‘Didn’t He Ramble,’ ou talvez ‘Lil Liza Jane’. E os próprios enlutados, parentes e carpideiras, dançam com abandono selvagem. Eles vão freqüentemente enfeitados com guarda-chuvas, e os transeuntes são convidados, com sorrisos e alegria, a participarem da comemoração. Este funeral remonta a antigas tradições africanas dos iorubás da África Ocidental. Uma crença de que a vida acabou neste mundo, mas um espírito corre livre e solto e aqueles que vivem em luto podem deleitar-se com o conhecimento de que seu parente ou velho amigo estará dançando do outro lado com o coração cheio de alegria.


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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

King Oliver - The Complete Victor Recordings, Vol.1 - Call of the Freaks


Lançamento: 2007
Selo: Frog Records
Gênero: Dixieland, Ragtime


 King Oliver's Creole Jazz Band FOI uma das melhores ou a melhores bandas de jazz clássico de sua época. A Creole Jazz era formada pela nata dos músicos do Hot Jazz de Nova Orleans com Baby Dodds (bateria), Honore Dutrey (trombone), Bill Johnson (baixo), Louis Armstrong (segunda corneta), Johnny Dodds (clarinete) , Lil Hardin-Armstrong (piano), e o líder da emblemática banda, Joe “King” Oliver (corneta). King era cego de um olho quando criança além de mentor e professor de Louis Armstrong iniciando sua carreira solo. Era famoso por usar surdinas, derbies, garrafas e copos para alterar o som de sua corneta, técnica que inspirou muitos, Oliver começou a tocar em Nova Orleans por volta de 1908 como membro de várias bandas marciais (The Olympia, The Onward Brass Band, The Original Superior, the Eagle Band…), trabalhou frequentemente na banda de Kid Ory e em 1917 foi anunciado como “King ” pelo líder da banda. Em 1919 se mudou para Chicago com Ory e tocou na The Original Creole Orchestra de Bill Johnson no Dreamland Ballroom. Excursionou com a banda mas quando retornou a Chicago em 1922 fundou a King Oliver's Creole Jazz Band em Lincoln Gardens (459 East 31st Street). Infelizmente a Creole Jazz Band gradualmente se desfez em 1924. Oliver gravou dois duetos com o pianista Jelly Roll Morton naquele mesmo ano e então assumiu a banda de Dave Peyton em 1925, rebatizando-a de Dixie Syncopators. Oliver mudou a banda para Nova York em 1927 onde tomou algumas péssimas decisões de negócios como recusar o show regular no Cotton Club que catapultou Duke Ellington para a fama entreoutros  músicos. Em 1929, Luis Russell assumiu os Dixie Syncopators e mudou o nome para Luis Russell e sua Orquestra. Oliver continuou a gravar até 1931 mas rapidamente se tornou um nome esquecido mas continuou a viajar pelo Sul com vários grupos, até ficar sem dinheiro e se estabelecer na Geórgia onde trabalhou como zelador em um salão de bilhar até sua morte em 1938.

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terça-feira, 11 de julho de 2023

King Oliver's Creole Jazz Band – The Complete Set, 1923-1924 (2CD)

Artista: King Oliver

Álbum: The Complete Set

Lançamento: 1995

Selo: Retrieval

Gênero: Jazz, Swing, Dixieland

No século 19, New Orleans era um próspero porto e uma das mais cosmopolitas cidades da América. Continha uma mistura picante de raças e etnias, incluindo os europeus, africanos, crioulos, termo que se referia ao escravo negro nascido nas Américas, e outros. Desde os primórdios da história de New Orleans, os negros coexistiram com os brancos de origem européia. Alguns eram ex-escravos que conseguiram comprar sua liberdade. Milhares chegaram à New Orleans de Saint-Domingue (atual Haiti), após as revoltas de escravos no fim dos anos 1700 e início de 1800. Muitos também vieram de Cuba depois de 1809. Esta grande variedade deu a New Orleans uma cultura única, e todos os ingredientes necessários para preparar um novo estilo de música. A cidade tem um lugar de destaque no início do desenvolvimento do jazz. Uma cidade portuária com portas abertas aos sons coloridos do Caribe e do México e uma grande população negra bem estabelecida. E a crescente cidade estava madura para o desenvolvimento da nova música na virada do século. New Orleans foi o lar de grandes clarinetistas como Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet. E de grandes cornetistas que chegaram. Primeiro Joe ‘King’ Oliver que veio de Louisiana e foi professor da futura estrela, o trompetista Louis Armstrong. Joe ‘King’ Oliver foi seu mentor e professor e sua influência foi tal que Armstrong afirmou: se não tivesse sido por Joe Oliver, o jazz não seria o que é hoje. Depois, de Mississippi à New Orleans, juntamente com outros músicos influentes, chegou Jelly Roll Morton.

Banjo – Bill Johnson (faixas: 1-1 a 1-8), Bud Scott (faixas: 1-9 a 1-16), Johnny St. Cyr (faixas: 1-17 a 2-17)

Sax. Barítono – Charlie Jackson faixas: 2-5 a 2-17)

Clarinete – Buster Bailey (faixas: 2-2 a 2-), Jimmie Noone (faixas: 2-1), Johnny Dodds (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Corneta – King Oliver, Louis Armstrong (faixas: 1-1 a 2-17)

Bateria – Warren "Baby" Dodds (faixas: 1-1 a 2-17)

Piano – Clarence Williams faixas: 2-18, 2-19 ), Jelly Roll Morton (faixas: 2-20, 2-21), Lillian Hardin (faixas: 1-1 a 2-17)

Saxofone [C-Melody] – Paul "Stump" Evans (faixas: 1-17 a 1-20)

Trombone – Eddie Atkins (faixas: 2-1 a 2-4), Honore Dutrey (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Vocais – Bill Johnson (faixas: 1-7), Bud Scott (faixas: 1-10, 11-5) , Butterbeans & Susie (faixas: 2-18, 2-19)

Apito [Swanee] – Louis Armstrong (faixas: 1-13, 2-6)

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Faixas 1-1 a 1-5 gravadas em 5 de abril de 1923

Faixas 1-6 a 1-9 gravadas em 6 de abril de 1923

Faixas 1-10 a 1-13 gravadas em 22 de junho de 1923

Faixas 1-14 a 1-16 gravadas em 23 de junho , 1923

Faixas 1-17 a 1-20 gravadas em 5 de outubro de 1923


Faixas 2-1 gravadas em 15 de outubro de 1923

Faixas 2-2 a 2-4 gravadas em 16 de outubro de 1923

Faixas 2-5 a 2-8 gravadas em 25 de outubro de 1923

Faixas 2-9 a 2-12 gravadas em 26 de outubro de 1923

Faixas 2-13 a 2-17 gravadas em 24 de dezembro de 1923

Faixas 2-18 e 2-19 gravadas em 12 de setembro de 1924

Faixas 2-20 e 2-21 gravadas em 6 de dezembro , 1924


 Boa audição - Namastê