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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

VA – Clássicos do Jazz

Artista: VA

Álbum: Cssicos do Jazz

Lançamento: 1988

Selo: CBS Records

Gênero: Smooth, Cool jazz, Soul jazz, Bebop, Hard bop

‘Classics in Jazz’ é uma coleção de peças clássicas de Debussy, Strauss, Fauré, Villa-Lobos, Satie, Bach, Purcell e Joaquín Rodrigo com interpretações de jazz executadas por grandes nomes do jazz, fugindo um pouco do tradicionalista sincopado. Compilação feitas pelo engenheiro Rudy Van Gelder uma das lendas por trás da cena do jazz, gravando centenas de sessões Jazzística, incluindo muitas consideradas clássicas.

Hubert Laws, flautista norte-americano com 30 anos de carreira no jazz, música clássica, e outros gêneros musicais. Laws é um músico extremamente talentoso, e é um dos poucos artistas clássicos que também domina jazz, pop, e rhythm and blues; transitando facilmente de um repertório para outro.

George Benson, guitarrista norte-americano de smooth jazz com uma carreira de mais de 50 anos, os feitos de Benson são numerosos e variados. Como um virtuoso guitarrista de jazz, já se apresentou ao lado de Miles Davis e Herbie Hancock, enquanto na arena pop sua emocionante voz de tenor trouxe-lhe fama e legiões de admiradores. Um artista completo, multifacetado.

Paul Desmond,  saxofonista e compositor norte-americano, que ficou famoso por tocar no quarteto de Dave Brubeck, entre 1959 e 1967. Fez parte do ‘West Coast Jazz’, e uma das suas composições mais conhecidas é ‘Take Five’. Paralelamente ao seu trabalho com Brubeck, Desmond tocou também com Gerry Mulligan, Jim Hall e Chet Baker. De fraca saúde, Desmond era um fumante inveterado, acabando por morrer de câncer no pulmão, em 1977, após ter feito uma última turnê com Brubeck.

Jackie & Roy, foi um grupo de jazz composto pela vocalista Jackie Cain e por seu marido também vocalista e pianista Roy Kral.

Jim Hall  guitarrista de jazz estadunidense, suas colaborações com Bill Evans, Paul Desmond, e Ron Carter são legendárias, é considerado um dos maiores guitarristas de jazz vivo.

Eumir Deodato produtor musical e arranjador brasileiro, embora seja predominantemente ligado ao jazz, Deodato é também conhecido por seu ecletismo, por misturar diversos gêneros musicais, como o rock, o pop, o rhythm and blues, o funk e a música de orquestra. Um de seus mais conhecidos trabalhos é a versão do tema de ‘Also Sprach Zarathustra’ (Assim Falava Zaratustra) de Richard Strauss que foi utilizada no cinema, no filme ‘Being There’ (Muito Além do Jardim) de 1979, dirigido por Hal Ashby, com Peter Sellers.


 Boa audição - Namastê

domingo, 23 de junho de 2019

2010 - Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Album: Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 2010
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
O cantor (Sinatra) sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos".
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Outras Bossas são coisa nossas - Parte II

Entre 1958 e 1961, Tom Jobim produziu a maioria de suas canções clássicas, que ficariam identificadas como bossa nova: "Chega de Saudade" (com Vinicius de Moraes, 1958), "Desafinado" (com Newton Mendonça, 1958), "Esse Seu Olhar" (1958), "A Felicidade" (com Vinicius de Moraes, 1959), "Eu Sei Que Vou te Amar" (com Vinicius de Moraes, 1959), "Samba de Uma Nota Só" (com Newton Mendonça, 1960), "Meditação" (com Newton Mendonça, 1960), "Corcovado" (1960), "Insensatez" (com Vinicius de Moraes, 1961), "Água de Beber" (com Vinicius de Moraes, 1961) e "Garota de Ipanema" (com Vinicius de Moraes, 1961). Eis as mais emblemáticas - a lista, é claro, estende-se cancioneiro afora. Com Vinicius, o poeta moderno que aos poucos migrou da poesia escrita para a poesia cantada, Tom criou canções elegantes e sofisticadas que abriram um diálogo com a grande poesia modernista de sua geração - João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles. Com o também pianista Newton Mendonça, seu amigo de infância e adolescência musical, Tom compôs sobretudo canções irônicas, paródicas ou metalingüísticas, como as canções-manifesto "Desafinado" e "Samba de Uma Nota Só". A bossa nova de Tom, Vinicius, João Gilberto e Mendonça descortinou uma área de permeabilidade inédita na cultura brasileira: sob a forma da canção popular urbana de sucesso, criou-se uma arte ao mesmo tempo "popular" e "sofisticada". O projeto de modernização do Brasil de Juscelino Kubitschek, no final dos anos 50, tinha a bossa nova como trilha sonora. JK, o "presidente bossa nova", soube capitalizar tudo de bom que o país produzia nas áreas das artes e dos esportes (o Brasil começava então a fixar sua imagem de país do futebol), moldando uma identidade nacional em que a soft evasive mist da bossa nova, os dribles de Garrincha e Pelé e o perfil empreendedor da política nacional pareciam fazer parte da mesma jogada. Por outro lado, esse período representou um momento de utopia de modernização conduzida por intelectuais e artistas progressistas e criativos, cujo símbolo maior foi a construção de Brasília, projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer - com música de inauguração encomendada à dupla Tom e Vinicius: Sinfonia da Alvorada. O desdobramento mais próximo da bossa nova pode ser identificado na efervescência cultural e política da segunda metade da década de 1960. Ao mesmo tempo popular e sofisticada, essa música forneceu parte dos elementos musicais e poéticos para os movimentos artísticos do período, quando as oposições dualistas entre democracia e ditadura militar, modernização e atraso, desenvolvimento e miséria, passado arcaico colonizado e processo moderno de industrialização e "raízes" culturais versus cultura de massas internacional passaram a ser compreendidas como integrantes de uma lógica contraditória e paradoxal, sobretudo pelos artistas e intelectuais que criaram a Tropicália. É nesse sentido, pensando de modo amplo em seus desdobramentos, que se pode dizer da bossa nova que ela abriu uma área de permeabilidade cultural inédita no Brasil. E para Tom Jobim tudo isso ganhou um sentido particular. O trânsito entre o popular e o erudito, a sinfonia e a canção ou o samba e o jazz, por exemplo, nunca foi problema para ele. Tom criou um gênero musical e ajudou a internacionalizá-lo, como veremos, de modo absolutamente pessoal e profundamente brasileiro, ao contrário de outros músicos bossa-novistas como Sérgio Mendes ou Eumir Deodato, que fixaram residência definitiva nos EUA. Mas a bossa nova, e mais especificamente a figura de Tom Jobim, seria acusada por parte da crítica nacional de não ser genuinamente brasileira. A reação do compositor ao pensamento dessa crítica mais conservadora (e ao conservadorismo generalizado do regime militar pós-1964) manifestou-se de modo irônico, numa verdadeira antologia de tiradas sobre o tema: "O inimigo do brasileiro parece que é o brasileiro mesmo"; "A gente faz uma batidinha de bossa nova; no dia que os americanos copiam, você é imediatamente acusado de os americanos já terem feito aquela batida"; ou aquela famosa boutade que lhe foi atribuída, cuja autoria Tom nunca assumiu ou negou completamente: "a melhor saída para o músico brasileiro é o Galeão".  - Por Cacá Machado 

Boa leitura - Namastê

domingo, 11 de novembro de 2018

2000 - Bossa Nova - VA (OST)

Artista: VA
Álbum: Bossa Nova (OST)
Lançamento: 2000
Selo: Verve (USA)
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
NARA LEÃO: Em determinado momento ela rompeu com a Bossa Nova. “Chega de Bossa Nova”, “de cantar para dois ou três intelectuais uma musiquinha de apartamento. Quero o samba puro, que tem muito mais a dizer, que é expressão do povo, e não uma coisa feita de um grupinho para outro grupinho”. “E essa história de dizer que a Bossa Nova nasceu na minha casa é uma grande mentira. Se a turma se reunia aqui, fazia-o em mais de mil lugares. Eu não tenho nada, mas nada mesmo, com um gênero musical que não é o meu e nem é verdadeiro”. - Trecho do livro 'Chega de Saudade, Ruy Castro - Cia das letras'
Boa audição - Namastê

segunda-feira, 9 de julho de 2018

2010 - CTI Records: The Cool Revolution Box Set - VA

 Artista: VA
Álbum: CTI Records: The Cool Revolution
Selo: Masterworks Jazz, Sony Music
Lançamento: 2010
Gênero: Jazz, Funk Jazz, Soul Jazz, Blues, Cool Jazz, 
Brazillian Jazz, Eletric Jazz, Fusion
Remasterizados pela primeira vez com os mestres originais este conjunto de quatro CDs celebra os anos de ouro da CTI, quando um estilo distinto nasceu. Cada disco representa um aspecto da personalidade artística da gravadora. Uma compilação simples que consiste em quatro discos temáticos, centrando-se nos anos da independente e próspera gravadora entre os de 1970 a 1976. O primeiro disco, ‘Straight Up’, não é nada se não jazz e destaca os puristas. O disco dois, ‘Deep Grooves / Big Hits’, apresenta algumas das reinterpretações mais notáveis da etiqueta e os cruzamentos criativos, incluindo o brasileiro Eumir Deodato na versão do poema sinfônico de Richard Strauss, ‘Also Sprach Zarathustra’ e a assombrosa e sensual interpretação de Esther Phillips em ‘What A Difference A Day Makes'. O disco três preserva o legado de Creed Taylor como a pessoa que trouxe a música brasileira para os EUA, quando ele estava com a ‘Verve Records’ nos anos 60. Lançamentos de Antonio Carlos Jobim, Astrud Gilberto, Eumir Deodato e Airto Moreira são exibidos, enquanto Turrentine na versão de ‘Salt Song’ de Milton Nascimento é acompanhado por uma orquestra arranjada por Eumir Deodato. Muito jazz cool e clássicos no quarto disco enfatizam a ligação da etiqueta com o passado e que alcançou relevância contemporânea. - Fonte: Pintando Musica.
Boa audição - Namastê