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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:02


Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop


Faixas 01–04
Miles Davis – Trompete
Zoot Sims – Saxofone Tenor
Al Cohn – Saxofone Tenor
Sonny Truitt – Trombone (toca apenas em "Floppy")
John Lewis – Piano
Leonard Gaskin – Baixo
Kenny Clarke – Bateria

Faixas 05–08
Miles Davis – Trompete
Sonny Rollins – Saxofone Tenor
Bennie Green – Trombone
John Lewis – Piano
Percy Heath – Baixo
Roy Haynes – Bateria

Faixas 01 a 04 gravadas em 19 de fevereiro de 1953.
Faixas 05 a 09 gravadas em 17 de janeiro de 1951.

Boa audição - Namastê

sábado, 26 de novembro de 2022

# 105 - Sonny Stitt - Sits In With The Oscar Peterson Trio (1959)

Artista: Sonny Stitt

Álbum: Jazz in Paris 105

Lançamento: 2007

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bebop

Sonny Stitt (1924-1982) foi um saxofonista competente e confiável, e isso fica demonstrado pelo grande número de sessões de gravação em que participou como sideman, nos anos 50, 60 e 70. No início dos anos 40 tocou sax alto na orquestra de Tiny Bradshaw, e em 1945 entrou para a célebre big band de Billy Eckstine, onde estavam também outros bebop como os tenoristas Gene Ammons e Dexter Gordon. Ammons seria seu parceiro musical entre o fim dos anos 40 e o início dos anos 60. Depois tocou na big band e no sexteto de Dizzy Gillespie e gravou com Bud Powell e J. J. Johnson em 1949. Nesse ano começou a tocar sax tenor e barítono. Liderou diversos pequenos grupos nos anos 50 e gravou com o trio de Oscar Peterson em 1957. Voltou a se reunir por um breve período com Dizzy no final dos anos 50, e tocou com o quinteto de Miles Davis em 1960, substituindo John Coltrane. Sonny Stitt tocou com os ‘giants of jazz’: Dizzy Gillespie, Art Blakey, Kai Winding, Thelonious Monk e Al McKibbon no início dos anos 70. A influência de Charlie Parker sobre Sonny Stitt é incontestável, e absorveu muito de Bird, evidente apenas quando toca sax alto. À medida que Sonny começou a privilegiar o sax tenor em vez do alto, a similaridade de estilo, inicialmente muito forte, foi se diluindo. Quando toca tenor lembra, em vários momentos, Lester Young. Nas baladas, em particular, apresenta seu lado mais lírico. Nesse sentido, Sonny está mais próximo de Dexter Gordon. Dominou o bebop, pois esteve presente no movimento desde sua origem, mas também teve o seu lado mais cool; e assim acabou desenvolvendo um estilo próprio, que combina influências de ambos. Sonny Stitt morreu de câncer aos 58 anos. (por V.A. Bezerra)

Alto Sax. (tracks 1-5), Tenor Sax. (tracks 6-8) – Sonny Stitt

Baixo – Ray Brown

Bateria – Ed Thigpen

Piano – Oscar Peterson


Gravado em 08 de maio de 1959 em Paris.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

2004 - Jazz Ballads 17 - Tenor Giants



Artista: VA
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Bebop, Big Bang, Free Jazz


 O saxofone tenor tornou-se mais conhecido do público em geral através do seu uso frequente no jazz. Foi o gênio pioneiro de Coleman Hawkins em 1930, que deu ao saxofone tenor o seu papel tradicional de acrescentar peso ao conjunto. Como resultado de sua proeminência no jazz norte-americano, o instrumento também tem destaque em outros gêneros, e foi dito que muitas inovações na música americana foram iniciadas por saxofonistas tenores. De fato, os instrumentistas que mais gravaram nas duas últimas décadas provavelmente foram os saxtenoristas, ocupando o lugar que já foi dos trompetistas. Essa proeminência se deve, em grande parte, à atração que o jazz fusion tem pelo tenor da família de instrumentos inventados pelo belga Adolphe Sax. Um conjunto típico de jazz fusion na atualidade se compõe de sax tenor ou soprano, teclados eletrônicos, guitarra, contrabaixo elétrico e bateria. No entanto, o sax tenor tem uma rica história que antecede em muito os modismos recentes, e que remonta a mestres como Coleman Hawkins e Lester Young.


- Dexter Gordon é considerado o principal saxofonista tenor a emergir durante a era do bebop. Começou estudando clarinete, que depois trocou pelo sax tenor. Sua carreira começou em 1940 com Lionel Hampton. Já em 1941 o grande Coleman Hawkins afirmou que Dexter era um de seus tenoristas favoritos. Dexter tocou em seguida com Nat King Cole, Lester Young, Fletcher Henderson e Louis Armstrong. Também tocou com Dizzy Gillespie. Um de seus principais parceiros era Wardell Gray, com quem também travou batalhas de tenores que ficaram célebres.

- Wardell Gray foi um saxofonista tenor de jazz que navegava no swing e bebop. Foi um dos tenores a surgir durante a era bop junto com Dexter Gordon e Teddy Edwards e influenciado por Lester Young. Ele cresceu em Detroit, tocando em bandas locais. E depois com Earl Hines. Quando se mudou para Los Angeles se tornou uma parte importante da cena do jazz com Dexter Gordon. Gray gravou com Charlie Parker e com Benny Goodman. De volta a Nova York tocou e gravou com Tadd Dameron e Count Basie.

- Sonny Stitt foi um dos saxofonistas mais ativos do jazz dos anos 1950 até sua morte em 1982. Quando Stitt entrou no mundo do jazz o difícil estilo bebop estava apenas começando a crescer. Especializando-se em tenor e saxofone alto, Stitt também tocava sax barítono e mais raro ainda o saxofone Varitone que chegou ao mercado em 1960. Não é tão conhecido como alguns de seus contemporâneos, mas Sonny Stitt ajudou a fazer o saxofone mais estreitamente identificado com o jazz em geral.

- Illinois Jacquet nascido Jean-Baptiste Jacquet se juntou a Milton Larkin Orquestra com 15 anos, e depois à Orquestra de Lionel Hampton. Tocou na banda de Count Basie, e formou seu próprio sexteto Illinois Jacquet Big Band. É considerado o primeiro solista de sax de R&B e gerou toda uma geração de tenores mais jovens e seu tom emocional forte o definiu como o som da escola tenor do Texas.

- Al Cohn foi um excelente saxofonista, arranjador e compositor, e muito admirado pelos seus colegas músicos. Mas foi quando substituiu Herbie Steward que Cohn começou a causar uma forte impressão. Ele realmente foi ofuscado por Stan Getz e Zoot Sims durante este período, mas, ao contrário dos outros dois tenores, ele também contribuiu com arranjos.

- John Haley ‘Zoot’ Sims seguindo os passos de Lester Young era um saxofonista tenor inovador. Ao longo de sua carreira, tocou com bandas de renome, incluindo Benny Goodman, Artie Shaw, Stan Kenton e Buddy Rich. Sims era conhecido entre seus pares como um dos mais fortes swingers.

- Flip Phillips, que irritou alguns críticos no início, foi um excelente saxofonista tenor que inicialmente tocava clarinete em um restaurante do Brooklyn durante os anos 30 e depois passou um tempo nas bandas de Benny Goodman.

- Bill Harris no início de sua carreira, tocou com Benny Goodman, Charlie Barnet e Eddie Condon. Juntamente com Flip Phillips, ele se tornou um dos esteios do grupo de Benny Goodman em 1959. Mais tarde, Harris trabalhou em Las Vegas.

Boa audição - Namastê



sábado, 14 de abril de 2018

1963 - Stitt Plays Bird - Sonny Stitt


Artista: Sonny Stitt
Álbum: Stitt Plays Bird
Lançamento: 1963
Selo: Atlantic / Wea
Gênero: Jazz,  Bebop, Hard Bop


Boa audição - Namastê

domingo, 5 de abril de 2015

1957 - At the Opera House - Ella Fitzgerald

Artista: Ella Fitzgerald
Álbum: At the Opera House
Lançamento: 1957
Selo: Verve

Recorded - September 29, 1957, Chicago Opera House, Chicago and October 7, 1957
Shrine Auditorium, Los Angeles.
Personnel: Ella Fitzgerald (Vocals); Oscar Peterson (Piano); Ray Brown (Double Bass); Herb Ellis (Guitar); Jo Jones (Drums) - 1-16; Roy Eldridge (Trumpet) - 17,18; J.J. Johnson (Trombone) - 17,18; Sonny Stitt (Alto Saxophone) - 17,18; Lester Young (Tenor Saxophone) - 17,18; Illinois Jacquet (Tenor Saxophone) - 17,18; Coleman Hawkins (Tenor Saxophone) - 17,18; Stan Getz (Tenor Saxophone) - 17,18; Flip Phillips (Tenor Saxophone) - 17,18 & Connie Kay (Drums) - 17,18.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 23 de março de 2009

1956 - Plays - Sonny Stitt

"O saxofonista alto, tenor e barítono Sonny Stitt foi um dos mais completos e fecundos improvisadores do jazz. Alguns o consideram um discípulo de Charlie Parker, mas, a despeito das semelhanças estilísticas, ele desenvolveu sua própria linguagem com sonoridade facilmente identificável, continuidade e imaginação virtualmente ilimitadas. Tal como Parker, foi um dos jazzmen mais fluentes de todos os tempos, tocando com rara facilidade de construir frases sobre frases em qualquer andamento. A discografia de Sonny Stitt ultrapassa a marca de 250 discos/CDs em seu nome, além de centenas de gravações com outros músicos. Ele jamais gravou um mau solo; ao contrário, sua consistência é objeto da atenção e admiração de todos. Músico extraordinário, tocava qualquer música em qualquer tom. São conhecidas as histórias de como ele evitava que alguns saxofonistas indesejáveis tocassem a seu lado nas jam sessions. Entre outros, Stan Getz e Johnny Griffin foram suas vítimas. Uma noite Stitt tocava com seu quarteto num clube de New Jersey e Getz estava na platéia. No intervalo, Getz manifestou vontade de subir ao palco. Stitt.convidou-o na certeza de que o colocaria fora de combate com uma das suas armadilhas. Stitt disse a Getz que ia tocar "Cherokee".
Getz - Em que tom ?
Stitt - Si bemol.
Getz - Si bemol ? Só toco em Lá maior.
Stitt - Então não toque.
Getz deixou o palco sem soprar uma nota. Na noite seguinte, Getz voltou ao clube e dirigiu-se a Sitt: "Vamos tocar "Cherokee" em Si bemol ?"
Stitt - "Não, hoje é em Fá sustenido", e Getz não tocou.
Assim ele fazia com os indesejáveis. Este episódio é contado num livro do crítico Ira Gitler. Quando Stitt veio ao Rio, em 1979, perguntei-lhe sobre esses incidentes, respondendo: - Eles ganham todos os concursos das revistas como os melhores do ano mas, quando se trata de tocar jazz eu engulo todos eles. Stitt tinha o vício de beber. No Rio, num bar próximo à Sala Cecília Meirelles, todas as noites comprava duas garrafas de vodka e as consumia numa velocidade impressionante mas a bebida em nada afetava sua execução. Nessa ocasião, contou que em Londres, nos anos 60, procurou um conhecido hipnotizador famoso por curar as pessoas do vício da bebida. Ele ia diariamente ao consultório do hipnotizador para as sessões de cura. Depois de 10 ou 12 sessões desistiu das consultas. Motivo: - Não adiantou nada. Depois algumas sessões, eu não fui curado e o hipnotizador começou a beber comigo." Fonte: José Domingos Raffaelli.
Gravado em 01 de Setembro de 1956.

Faixas:
01 - There Will Never Be Another You
02 - The Nearness Of You
03 - Biscuit Mix
04 - Yesterdays
05 - Afterwards
06 - If I Should Lose You
07 - Blues For Bobby
08 - My Melancholy Baby

Musicosl:
Sonny Stitt - Sax. Alto
Hank Jones - Piano
Freddie Greene -Guitarrs (1-4)
Wendell Marshall Baixo Acustico
"Shadow" Wilson - Bateria
Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.