Photograph by Jack Bradley, 1969
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
sábado, 23 de janeiro de 2016
2013 - Thelonious Monk in Paris 1969 - Thelonious Monk
Artista: Thelonious Monk
Álbum: Paris 1969
Lançamento: 2013
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Bebop, Hard bop
Álbum: Paris 1969
Lançamento: 2013
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Bebop, Hard bop
Personnel:
Thelonious Monk - Composer, Piano, Primary Artist; Charlie Rouse - tenor sax;
Thelonious Monk - Composer, Piano, Primary Artist; Charlie Rouse - tenor sax;
Nate Hygelund - bass; Paris Wright - drums & Philly Joe Jones - drums (11)
Recording, December 15, 1969
Recording, December 15, 1969

Boa audição - Namastê
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Miles Davis 5tet - Directions (1969)
Miles Davis - Trumpet, Wayne Shorter - Soprano & Tenor Sax,
Chick Corea - Rhodes, Dave Holland - Bass, Jack DeJohnette - Drums
(Teatro Sistina, Rome, Italy October 27, 1969)
Marcadores:
1969,
Chick Corea,
Miles Davis,
Wayne Shorter
quarta-feira, 30 de julho de 2008
1969 - Bitches Brew
Em meados dos anos 60, existia uma rixa (indireta) entre o Jazz e o Rock. Enquanto os músicos de Jazz se ressentiam de perder sua estabilidade nas paradas pelos grupos de Rock (com os Beatles e os Stones só como exemplos óbvios), os músicos de Rock se ressentiam pelo que os jazzistas se colocavam diante deles, chamando-os de músicos de segunda classe ou de inexperientes demais. Se a partir de 1966/67, o rock começa a incorporar (muito lentamente) elementos jazzísticos em seu som, dando o pontapé inicial para o nascimento do que iria ser o Rock Progressivo, o jazz sofria com uma espécie de bloqueio em incorporar melodias ligadas ao Rythm n´blues e do folk em seu som, principalmente por acharem que assim, estariam dando uma espécie de atestado de que esse estilo precisava de mudanças. Muitos achavam que essa união de estilos seria longa, gradativa e dolorosa. Porém coube a Miles a tarefa de fazer essa união, e a mesma se deu de forma radical, grandiosa e genial. Davis, um conservador nato, cansado da mesmice estética do qual o jazz se encontrava, começou a estudar uma forma de criar um novo estilo, ou uma nova forma de se apresentar o mesmo ao público. Em agosto de 69, juntou um
grupo de talentosíssimos músicos e decidiu juntar o jazz com elemento africanos, com o blues, com funk negro americano e batidas latinas. A partir daí nasceria um dos discos mais influentes, geniais e polêmicos da história da música, "Bitches Brew" , o nascimento de um novo estilo de jazz, o fusion, que seria uma das principais influências sonoras de boa parte do rock Progressivo na primeira metade dos anos 70. . Em seus quase 100 minutos, o que vemos é um artista desconstruindo e reconstruindo um estilo de forma genial. Temos a bombástica "Pharaoh´s Dance" e a antológica musica título, altamente introspectiva com algumas explosões sonoras. Miles utiliza o talento de seus músicos de forma quase obsessiva, seja pela empolgante "Sanctuary" ou mais especificamente em "Miles Runs the Voodoo Down", que mescla de forma impressionante o blues, o jazz e uma pitada de musica africana em seus 14 minutos de duração(percebam os solos de sax de Wayne Shorter e o de teclado de Corea de forma arrasadoras). O grande prazer de ouvir esse album é perceber que Miles além de só chamar músicos de primeira linha, fazia de bom usos deles, utilizando suas capacidades as vezes a exaustão (dizem que na faixa John McLaughlin, o excelente guitarrista ouvia poucas e boas de Davis por não utilizar todo o seu talento, aliás, também excelente). Ao ser lançado, o disco causou um estardalha
ço, tanto pela crítica como pelo público. Ambos ficaram extremamente divididos, chamando o trabalho tanto de inovador e brilhante como de pretensioso e desnecessário, mesmo assim o album alcançou o top 10 americano, feito impressionante para um disco de Jazz. Para o rock Progressivo, o impacto não foi menor, muitos músicos de prog rock (Fripp, Wyatt, Wetton, Brufford, Collins, entre outros) afirmam que esse álbum influenciou e muito a direção musical que seguiriam posteriormente, e o próprio Meio progressivo viria a ser muito influenciado pelo fusion, com bandas incorporando esse estilo ao seu som (o Crimson de 1972-74 e o Soft Machine pós 1970). Miles após esse álbum, cairia em extremos ao explorar as possibilidades desse novo estilo, lançando os excelentes On the Corner (1972) e Get Up With (1974), mas sem o mesmo impacto comercial. Muitos afirmam que Sgt. Pepper´s foi o disco que mais influenciou o Rock Progressivo, mas esse album sem duvida não ficou atrás. "Bitches Brew", álbum duplo no qual dentro da transformação que marcava a música contemporânea na época, Davis não se assustou com a parafernália eletrônica e eletrificou sua banda, ao mesmo tempo que incluía um percussionista recém-chegado aos Estados Unidos, o catarina-curitibano Airto Guimorvan Moreira. "Bitches Brew", tal como o disco seguinte - "Live at the Fillmore East" (gravado no hoje desaparecido teatro-templo musical de San Francisco) foram álbuns de ruptura em sua carreira, separando-o de uma fase anterior, com raízes no bebop dos anos 40. Após cinco meses de gravação e estudo minuscioso de uma infinidade de rolos de fita, o resultado expressou o que Miles desejava: tornar “
Pharaoh´s Dance”, “Bitches Brew”, “Spanish Key”, “John McLaughlin”, “Miles Runs The Voodoo Down” e “Sanctuary” obras abertas, sujeitas à novos diálogos. Essência do improviso jazzístico que é fundamento da música do século XXI. As gravações durante apenas três dias - 19, 20 e 21 de agosto - e foi impressionante a quantidade de música gravada. Sem contar, as discussões entre Miles e o produtor Teo Macero. Ao longo dos anos, Bitches Brew recebeu várias reedições. A primeira, em CD, trazia apenas uma canção extra: "Feio", de Wayne Shorter. Mas foi em 1998 que os fãs urraram de prazer quando foi editado - primeiro em um lindo estojo e depois em uma caixa retangular - Miles Davis - The Complete Bitches Brew Sessions que postarei em breve.Miles Davis - Trumpete
Chick Corea - Teclados, piano
Wayne Shorter - Saxofone
John McLaughlin - Guitarra
Dave Holland - Baixo
Billy Cobham - Bateria
Airto Moreira - Percussão
Jumma Santos - Percussão
Faixas:
Disc - I
01 - Pharaoh's Dance
02 - Bitches Brew
Disc - II
01 - Spanish Key
02 - John McLaughlin
03 - Miles Runs the Voodoo Down
04 - Sanctuary
05 - Feio (Bonus Take)
Download - Here Parte I
Download - Here Parte II
Boa audição - Namastê
segunda-feira, 14 de julho de 2008
1969 - Miles, Festiva De Juan Pins (Japan Edition)
Miles era o segundo filho de uma família de classe média, tendo seu pai, um dentista prático e sua mãe professora de música, como figuras centrais de sua vida, Começou a estudar trompete aos doze anos de idade e fazia espetáculos junto com seus dois irmãos, Dorathy, que tocava piano, e Vernon, que dançava para as visitas que freqüentavam sua casa. Sua primeira banda foi a Eddie Randle’s Blue Devils. Aos 17 anos viu o trompetista Dizzy Gillespie e o saxofonista Charlie Parker tocarem em um show na cidade onde morava com a família em St. Louis, acompanhando a big band de Billy Eckstine, ficou fascinado, isso em 1944. Ele então acabara de descobrir como e com quem queria tocar. " Quando eu estava na sexta serie, havia um programa de radio chamado ' Harlem Rhythm' que eu escultava antes de ir para escola por quinze minutos - era isso. Foi quando eu disse: Quero fazer musica assim". Com a saída de um dos trompetistas da banda de Eckstine, Miles conseguiu a vaga e teve a oportunidade de tocar por duas semanas com seus ídolos Parker e Dizzy. Em 1944 mudou-se para Nova York para estudar música na famosa Julliard School (onde aprofundou seus conhecimentos de teoria, harmonia e música clássica) e ficar mais próximo de seus ídolos e da nova música que estava acontecendo por lá, o Bebop. Miles começou a freqüentar o Minton’s e a trabalhar como sideman de Parker, apesar de não estar preparado tecnicamente para tocar o Bebop. Miles Davis efetivamente constitui, sozinho, um capítulo à parte dentro do jazz. Sua carreira, inciada dentro do bebop, apresentou uma fase brilhante já em 1948-50, com a formação da célebre Miles Davis-Capitol Orchestra, onde o genial arranjador Gil Evans começou a escrever verdadeiras obras-primas que davam todas as condições para a expressividade de Miles. A colaboração Miles-Evans continuou ao longo dos anos 50. Os arranjos de Evans não têm paralelo em nenhuma big band: trata-se de peças impressionistas, com estruturas elaboradas, texturas timbrísticas sofisticadas, revelando influências variadas que incluíam, por exemplo, a música espanhola. O som de seu trompete foi único. Poucos músicos conseguiram usar momentos de silêncio em seus solos como Dewes Miles Davis Jr. Quase sempre sem vibrato (efeitos de oscilação do som) e com o uso da surdina, tocava frases musicais curtas de forma macia. Com sua arte foi construída uma obra jazzística vasta, desbravadora e lírica. Miles, Festiva De Juan Pins foi Gravado ao vivo no Jazz Festival Antibes (uma comuna francesa) em 25 de Julho de 1969, três semanas antes do início do "Bitches Brew Sessions", com - Miles Davis, Wayne Shorter, Chick Corea, Dave Holland, e Jack DeJohnette. A apresentação mostra uma natural transitória do repertório - que inclui, desde "Round Midnight" e "Milestones", que Miles primeiro gravou na década de 1950. Magnifico arcevo, indispensavel para colecionadores de fim de semana como eu, já que se trata de uma gravação não disponível no mercado interno, tendo em vista que em março de 1970 a Fillmore East lançou nos EUA uma versão não oficial do show (diz alguns que Miles ficou puto e cogitou processar a gravadora). Isso Levou a perpetua quase 26 anos de espera, até 26 de Agosto de 95, quando foi lançado no mercado japones o master oficial. Produzido por Teo Macero que produziu muitos álbuns importantes para Miles Davis, tais como “Kind of Blue” ” Bitches Brew”, “ In a Silent Way”, e "A Tribute to Jack Johnson" entre outros. Teo era saxofonista e compositor, sendo contratado pela Columbia Records em 1957 onde veio a fazer parte da equipe de produtores onde auxiliou Miles em varias produções.Gravado: 25-o7-1967 Antibes, França
Tracks:
01 - Directions
02 - Miles Runs the Voodoo Down
03 - Milestones
04 - Footprints
05 - Round About Midnight
06 - It's About That Time
07 - Sanctuary & The Theme
Músicos:
Miles Davis - Trompete
Wayne Shorter - Sax. Tenor e Soprano
Chick Corea - Piano Eletrico
Dave Holland - Baixo
Jack De Johnette - Bateria e Percursão
Download - Here

Boa audição - Namastê.
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