sexta-feira, 1 de maio de 2026
Boxset: Kuschel Jazz Collection, Vol.1-8 (2002-2011)
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Boxset: Kuschel Jazz Collection, Vol.1-8 (2002-2011)
Mesmo antes do primeiro álbum do KuschelRock, o nome já existia como programa musical noturno semanal na rádio HR3 (com sede em Frankfurt, Alemanha). O autor e apresentador do projeto era Thomas Koschwitz, considerado coautor de diversos álbuns do Kazle… Após a Sony Music patentear os direitos de lançamento da série de álbuns "KuschelRock", a rádio HR3 foi proibida de transmitir o programa noturno… Atualmente, a Sony Music lança álbuns regularmente todos os anos… Posteriormente, a Mpano começou a produzir uma série de álbuns por gênero, alguns dos quais intitulados "Kuschel Jazz". Este lançamento merece sua atenção. A série Kuschel Jazz não é apenas um derivado da gigante marca alemã Kuschelrock; ela representa uma curadoria estratégica que ajudou a definir o consumo do "Jazz de Estilo de Vida" (Lifestyle Jazz) na Europa no início dos anos 2000. Aqui está uma análise aprofundada sobre a identidade, a sonoridade e o impacto dessa coleção:
1. A Proposta Estética: O Jazz como Refúgio. O termo alemão Kuschel (aconchego/carinho) dita a regra de ouro da série: a ausência de atrito. Diferente do jazz purista, que muitas vezes foca na improvisação complexa e no virtuosismo técnico que exige atenção plena, o Kuschel Jazz foca na atmosfera. A premicia da série passa invariavelmente pela transição do Jazz para o Lounge. As faixas são selecionadas para servir como uma "trilha sonora de bem-estar", priorizando:
*Andamentos lentos (Ballads): Predomínio de escovinhas na bateria e pianos suaves.
*Vozes Aveludadas: Grande foco em vocalistas de timbres quentes e envolventes.
*Produção Impecável: Áudio limpo, com muita profundidade (reverb) para criar uma sensação de espaço e relaxamento.
2. Curadoria: A Ponte entre o Clássico e o Pop. O grande triunfo do Kuschel Jazz foi a sua capacidade de misturar épocas sem soar datado. Em um mesmo volume, a Sony Music conseguiu colocar:
*Os Gigantes do Passado: Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Chet Baker trazem a legitimidade e a nostalgia.
*O "Vocal Jazz" Moderno: Artistas como Norah Jones, Diana Krall e Michael Bublé, que foram os pilares comerciais do gênero na década de 2000.
*Incursões Pop: Versões jazzísticas de músicas pop ou artistas como Sade e George Michael, que utilizam elementos do soul e jazz em suas produções.
Essa mistura democratizou o gênero, tornando o jazz acessível para quem o considerava "difícil" ou intelectualizado demais.
3. Impacto Cultural e o "Efeito Starbucks"
*A série Kuschel Jazz surfou a onda da sofisticação urbana. Era a música perfeita para o florescimento dos cafés modernos e do design de interiores minimalista.
*A "Playlist" antes do Streaming: Antes do Spotify, essas coletâneas em CD duplo eram o equivalente às atuais playlists de "Lofi Jazz" ou "Coffee Table Jazz". Elas resolviam o problema do ouvinte que queria 2 ou 3 horas de música ininterrupta sem precisar trocar o disco ou conhecer profundamente a discografia de cada artista.
Ponto Crítico: para os críticos mais severos do jazz, a série pode ser vista como uma "diluição" da arte, transformando o jazz em "música de elevador" de luxo. No entanto, do ponto de vista da apreciação musical, serve como uma excelente porta de entrada. Muitas pessoas descobriram o trompete melancólico de Miles Davis ou a profundidade de Nina Simone através dessas compilações comerciais.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)
Astrud Gilberto (1940–2023) foi uma cantora brasileira reconhecida mundialmente como uma das principais vozes da bossa nova. Seu estilo suave, contido e intimista marcou profundamente a música internacional, especialmente a partir da década de 1960. Nascida como Astrud Evangelina Weinert, em 29 de março de 1940, na cidade de Salvador, Bahia, mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde teve contato direto com o movimento da bossa nova. Apesar de não ser cantora profissional no início, sua entrada na música ocorreu de forma inesperada, mas decisiva. Seu reconhecimento internacional aconteceu em 1963, durante a gravação do álbum “Getz/Gilberto”, ao lado de João Gilberto e do saxofonista norte-americano Stan Getz. Nesse projeto, Astrud interpretou, em inglês, a canção “The Girl from Ipanema”, que se tornaria um dos maiores sucessos da música mundial. Sua voz simples e natural foi fundamental para a aceitação da bossa nova pelo público estrangeiro. Diferente de cantoras tradicionais da época, Astrud adotava uma abordagem minimalista: sua interpretação evitava excessos emocionais e priorizava a leveza, a naturalidade e a precisão. Esse estilo acabou se tornando uma de suas maiores características, influenciando gerações de músicos e cantores. Após o sucesso internacional, desenvolveu uma carreira sólida, lançando diversos álbuns e se apresentando em vários países. Cantou em diferentes idiomas, incluindo inglês, português, espanhol e italiano, ampliando ainda mais seu alcance global. Ao longo de sua trajetória, Astrud colaborou com importantes nomes do jazz e da música popular, consolidando-se como uma artista de relevância internacional. Sua obra contribuiu significativamente para a difusão da música brasileira no exterior. Nos últimos anos de vida, viveu nos Estados Unidos e manteve-se mais reservada em relação à vida pública. Faleceu em 5 de junho de 2023. Seu legado permanece como um marco na história da música: uma artista que, com simplicidade e sutileza, transformou a forma de interpretar canções e levou a bossa nova a um reconhecimento mundial duradouro.
Boa audição - Namastê
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)
segunda-feira, 30 de março de 2026
Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)
sexta-feira, 27 de março de 2026
Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)
quarta-feira, 25 de março de 2026
Archie Shepp – The Way Ahead
segunda-feira, 23 de março de 2026
VA - Jazz Noire, Drink Up, Light Up! Tales Of Dope, Booze & Sleaze (2012)
sexta-feira, 20 de março de 2026
VA – Jazz Noire (Darktown Sleaze From The Mean Streets Of 1940s L.A.) 2xCD.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
Boxset: The Diva Series (9xCD's) + Bonus
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Boxset: The Diva Series (9xCD's) + Bonus
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Boxset: - The Diva Series (9xCD's) + Bonus
História que tem início de forma inusitada e casual como em um conto de fadas, The Astrud Gilberto Album foi gravado entre os dias 27 e 28 de janeiro de 1965, e logo se impôs como explosão, como o ápice, de um processo lento e revelador. Pouco menos de dois anos antes, nos dias 18 e 19 de março de 1963, João Gilberto, então marido de Astrud, fez o mesmo trajeto Rio de Janeiro/Nova York para registrar, pela mesma Verve e em parceria com o saxofonista tenor americano Stan Getz, o álbum Getz/Gilberto. Produzido por Creed Taylor, o chefão da Verve, depois do relativo sucesso de um experimento anterior, o LP Jazz Samba Encore!, que reuniu Getz e o violonista Luiz Bonfá, Getz/Gilberto foi arranjado por Tom Jobim e contou também com as presenças do baterista Milton Banana e do baixista Tião Neto. Nascida Astrud Weinert em Salvador, filha de um imigrante alemão, professor de idiomas e de literatura, e de uma dona de casa baiana, Astrud partiu com a família, aos 8 anos de idade, para morar na zona sul do Rio de Janeiro, na Avenida Atlântica, em Copacabana. Caçula de três irmãs, Astrud cresceu observando os procedimentos cultos do pai e se deixando influenciar pela paixão da mãe (que cantava e tocava bandolim) pela música. Tímida, passou anos a reprimir seu interesse pelo canto. Situação confrontada na adolescência pela melhor amiga, a aspirante a cantora Nara Leão, que aos poucos foi incentivando a amiga baiana a soltar a voz até que, apresentada por Nara ao amigo João Gilberto, Astrud cruzou o caminho do conterrâneo e, no papel de namorada dedicada, passou a ter em João seu grande incentivador e norte estético. João e Astrud se casaram em 1959. Em menos de um ano ela esperava o menino João Marcelo, primogênito de João e filho ûnico do casal. Sem grandes pretensões, em maio de 1960, Astrud experimentou, pela primeira vez, a sensação de subir em um palco e soltar a voz, no histórico show A Noite do Amor, do Sorriso e da Flor. Apesar desse sucesso, ela nunca foi aceita como uma estrela em seu país natal. Nisso, ela não estava sozinha: o Brasil raramente acolhe brasileiros que chegam ao estrelato morando no exterior, principalmente nos Estados Unidos. Antes de Gilberto, a cantora Carmen Miranda recebeu a mesma frieza. E os brasileiros também desdenharam (e ainda desdenham) de Sérgio Mendes, uma lenda da música brasileira, que alcançou a fama internacional no final dos anos 1960. Astrud Gilberto acabou se apresentando apenas uma vez em seu país de origem depois do estrelato e de emigrar para os Estados Unidos em meados da década de 1960. Apesar de uma carreira de quatro décadas, Astrud foi e é vista por muitos no Brasil apenas como a esposa de João Gilberto – a garota que teve sorte com aquele disco de sucesso. Morreu na cidade de Filadélfia, em 05 de junho de 2023 aos 83 anos, conforme anunciado por sua neta Sofia Gilberto.
Boa audição - Namastê
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Boxset: The Ultimate Diva Collection (10xCDs)
O jazz, assim como a ópera, sempre teve suas divas, que deram sua contribuição a esse gênero musical. O número das grandes cantoras supera o dos cantores que se destacaram. Para cada Frank há uma Billie, uma Bessie, uma Ella e uma Sarah. Presença constante no jazz, a diva foi mudando de perfil ao longo do tempo. Nos anos 30 e 40, os grandes ícones eram Billie Holiday, Bessie Smith, Anita O’Day. A especialidade não era o virtuosismo vocal, e sim a emoção, proporcionada por fartas doses de aflições românticas, familiares e com drogas. Tudo doia. Nos anos 50 e 60, as divas Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Lena Horne, intérpretes irretocáveis, mostravam sua diversidade no repertório, iam de standards da canção americana a bossa nova e canções dos ‘Beatles’. Elas tudo podiam. Eram épocas ‘de’ ouro. Nos anos 70 e 80, as cantoras passaram a ser também instrumentistas. Umas recuperavam as raízes blues do gênero e outras incorporavam ritmos africanos. As divas eram Diane Schuur, Nina Simone e a brasileira Eliane Elias. Elas faziam tudo. A nova encarnação de diva surgiu nos anos 90 e 2000. Os atributos eram a sensualidade e o fato de emprestarem um tratamento pop ao jazz, em vez de dar um tratamento jazzístico ao popular. Elas dão um verniz refinado ao pop. A elas faltam a emoção e o virtuosismo técnico de suas antecessoras, mas é gostoso ouví-las. É essa receita que tem garantido o sucesso de intérpretes como Diana Krall, Norah Jones e Jane Monheit. Beldades que cantam, tocam, saem muito bem nas fotos e vendem milhões de discos. Elas dão as cartas na indústria do jazz. Elas são tudo. É a época ‘do’ ouro. (fonte: revista Veja)
Boa audição - Namastê

































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