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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

 
Artista: Tommy Flanagan (1957) & Herbert Hancock  (1962)
Lançamento: 2020.
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz


Análise Crítica e Curatorial do CD6: A Elegância Suprema de Tommy Flanagan e o Despertar Genial de Herbie Hancock. O sexto volume (CD6) da prestigiosa caixa antológica The Art Of The Piano..., lançada em 2020, representa um verdadeiro tesouro arqueológico e estético para os amantes sincopados. Longe de apenas revisitar os caminhos mais batidos da historiografia oficial, a curadoria deste volume traça um paralelo fascinante entre o apogeu lírico do mestre do acompanhamento, Tommy Flanagan, e os primeiríssimos e raríssimos passos de um jovem prodígio que viria a redefinir a física do piano moderno: Herbie Hancock. Este disco serve como um tratado sobre o equilíbrio entre a tradição melódica do bebop e as tensões harmônicas embrionárias que desaguariam no jazz modal e no post-bop dos anos 1960. As Performances, Cronologia e os Registros Histórico, para os aficionados por dados de arquivo e pela pureza mecânica das sessões analógicas, o CD6 destaca-se por resgatar duas fitas master de altíssimo valor histórico, capturadas em contextos geográficos e criativos completamente distintos: Tommy Flanagan: O Poeta de Detroit em Solo Escandinavo, conhecido na comunidade do jazz como o "Poeta Laureado do Piano", Tommy Flanagan exibe no CD6 o toque aristocrático, a clareza cristalina e a sutileza rítmica que fizeram dele o músico de escolha de Ella Fitzgerald e John Coltrane (marcando presença no antológico Giant Steps). Suas performances neste disco transbordam um lirismo introspectivo, onde cada nota improvisada funciona como uma extensão natural da melodia original, pontuada por um suingue discreto e uma precisão cirúrgica de dinâmica. Data e Local de Gravação: Gravado no renomado Metronome Studio, em Estocolmo, Suécia (Stockholm, Sweden), em 15 de agosto de 1957. Esta sessão histórica captura Flanagan no auge de sua forma, aproveitando a impecável acústica e a engenharia de som europeia da época para registrar um de seus trabalhos em trio mais puros e sofisticados da década. Músicos de Apoio e Dinâmica: Escoltado por uma seção rítmica local de altíssimo nível, o trio constrói uma atmosfera intimista típica do Chamber Hard Bop. A conversa entre o piano de Flanagan, as linhas sinuosas do contrabaixo e a condução sutil dos pratos traduz o ambiente de um clube europeu esfumaçado, onde o silêncio da plateia reverenciava a precisão do toque do pianista. Herbie Hancock: O Despertar Arqueológico de um Gênio. A inclusão das faixas de Herbie Hancock no CD6 é o ponto que faz os olhos dos colecionadores brilharem. Trata-se de um registro milagroso de Hancock quando ele tinha meros 15 anos de idade. Para o ouvido atento do amante sincopado, a audição é eletrizante: embora o jovem Herbie ainda estivesse sob a forte influência estilística de mestres como Oscar Peterson e George Shearing, já é possível detectar os germes de sua genialidade futura. Há uma ousadia rítmica sutil nas síncopas, um ataque percussivo diferenciado e escolhas de inversões harmônicas que apontavam para o revolucionário que, anos mais tarde, ancoraria o segundo grande quinteto de Miles Davis e eletrificaria o mundo com os Headhunters. Data e Local de Gravação: Registrado em Los Angeles, Califórnia (CA), em 1 de agosto de 1955. Trata-se de um documento de valor inestimável — uma sessão gravada muito antes de sua estreia oficial pela Blue Note com o álbum Takin' Off (1962). Capturado nos Estados Unidos, este registro flagra o pianista em sua fase de transição entre o prodígio da música clássica (tendo tocado Mozart com a Sinfônica de Chicago aos 11 anos) e sua conversão definitiva ao jargão do jazz moderno. A Estética Sincopada: O balanço das faixas de 1955 revela um vigor juvenil fascinante. O fraseado corre veloz, mas a síncopa é distribuída com uma maturidade precoce. Herbie brinca com os tempos fracos do compasso e introduz pequenas tensões de blues que quebravam a rigidez acadêmica, oferecendo um vislumbre fascinante da arquitetura harmônica que ele viria a reinventar na década seguinte. Curiosidades do CD6 e Joias Ocultas, a grande curiosidade histórica que este volume consolida reside na desconcertante distância geográfica e cronológica que as duas sessões apresentam, mas que se unem organicamente pela linha evolutiva do instrumento. Enquanto Tommy Flanagan estava na Europa em 1957 operando como um mestre maduro e estabelecendo o padrão ouro de elegância pós-bebop no Metronome Studio de Estocolmo, um Herbie Hancock adolescente, dois anos antes (1955), absorvia o suco do rhythm and blues e da efervescência da Costa Oeste em Los Angeles, tentando traduzir o complexo vocabulário de síncopas para seus dedos ainda em formação. Outro detalhe técnico fascinante para os entusiastas da alta-fidelidade: a sessão de Flanagan na Suécia foi uma das pioneiras na Europa a utilizar microfonação de alta sensibilidade posicionada de forma extremamente próxima às cordas e martelos do piano. Isso confere às faixas do CD6 um realismo impressionante, onde o ouvinte consegue escutar o estalar da madeira e a dinâmica física do pedal do pianista, criando um contraste rústico e belíssimo com o som mais aveludado, histórico e denso de fita monofônica da sessão de Hancock de 1955. Nível de Escolha das Faixas: Um Monumento à Curadoria Histórica, o nível curatorial do CD6 transcende o mero entretenimento e atinge o status de documentário musical de vanguarda. A escolha do repertório demonstra uma coragem intelectual rara em caixas comemorativas: Em vez de rechear o disco com as gravações amplamente difundidas de Herbie Hancock nos anos 60 — como Watermelon Man ou Maiden Voyage —, a curadoria optou por dar ao público a oportunidade única de testemunhar a arqueologia do gênio. O encadeamento do disco é cirúrgico: a audição flui do refinamento pacificado, lírico e matematicamente perfeito de Tommy Flanagan diretamente para o frescor audacioso, enérgico e sincopado do jovem Hancock de 15 anos. A masterização realizada em 2020 unificou esses dois universos sonoros díspares através de um ganho harmônico sutil, preservando a patine e o chiado característico das fitas originais, para o completo deleite dos puristas do jazz. Veredito Curatorial: O CD6 de The Art Of The Piano... é um marco indispensável para os ouvintes de percepção aguçada. Ao costurar a poesia estruturada de Tommy Flanagan em Estocolmo com o despertar histórico de Herbie Hancock em Los Angeles, o volume oferece mais do que grandes performances: ele entrega uma radiografia da evolução do piano jazz. Um disco essencial, profundo e intensamente sincopado, moldado para os ouvidos que buscam a beleza nas entrelinhas do tempo e do ritmo.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)


O box set "The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond", produzido pelos grupos The Intense Media e Documents como parte da série de compilações "Milestones of a Jazz Legends", é um verdadeiro tesouro para os entusiastas da música, especialmente aqueles apaixonados por jazz e composições clássicas para piano. O que torna este box set excepcional é a sua extensa seleção de faixas que abrangem uma ampla gama de estilos e épocas da música para piano. Apresenta performances de vinte dos pianistas mais influentes da história, incluindo Bill Evans, Oscar Peterson, Duke Ellington e Bud Powell. Cada disco do conjunto foi cuidadosamente selecionado para destacar a evolução e a versatilidade da música para piano, desde trios intimistas a quintetos expansivos. Melodia, harmonia e ritmo – "The Art of the Piano" combina essas três qualidades elementares da música de forma maravilhosa e perfeita. Os vinte álbuns originais documentados neste box set comprovam que, nas mãos de um mestre, a música que esses mestres produzem ao piano pode e irá realizar verdadeira magia. Um dos principais motivos pelos quais este box set é indispensável para qualquer colecionador de música sério é o seu valor histórico e educativo. A coleção não só demonstra a maestria técnica dos artistas apresentados, como também oferece uma imersão profunda no desenvolvimento da música para piano ao longo das décadas. Por exemplo, os ouvintes podem apreciar a delicada interação do Bill Evans Trio, a energia vibrante das performances de Oscar Peterson e as composições inovadoras de Duke Ellington. Além disso, o box set proporciona uma oportunidade única de explorar faixas raras e pouco conhecidas, de difícil acesso em outros lugares. Isso o torna um recurso inestimável para aqueles que apreciam as nuances e sutilezas da música para piano. A inclusão de peças menos conhecidas ao lado de faixas icônicas garante uma experiência auditiva completa, que agrada tanto aos aficionados experientes quanto aos iniciantes. Além de sua importância musical, o box também é um testemunho do legado duradouro desses pianistas lendários. Ele serve como uma lembrança de suas contribuições para o mundo da música e de sua influência nas gerações subsequentes de músicos. Possuir esta coleção não se trata apenas de apreciar boa música; trata-se de preservar um pedaço da história da música e celebrar o talento artístico de alguns dos maiores pianistas de todos os tempos. A obra "The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond" merece um lugar na biblioteca de todo amante da música.


Boa audição - Namastê


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Bill Evans - Smile With Your Heart: The Best of Bill Evans on Resonance Records


Artista: Bill Evans
Lançamento: 2019
Selo: Resonance Records/HLP-9043
Gênero: Modern jazz, Cool Jazz

Quase quatro décadas após sua morte, o legado de Bill Evans continua vivo. Sua influência sobre os pianistas do futuro reside na utilização criativa de acordes em bloco, harmonia impressionista e desenvolvimento motívico. Após trabalhos impressionantes com Miles Davis (Kind Of Blue) e Art Farmer (Modern Art), Evans iniciou uma carreira solo que redefiniu o piano jazz. Seu catálogo mais prolífico foi em formato de trio. Ele habilmente delegava os acordes fundamentais ao baixista, permitindo-se maior flexibilidade na improvisação e na exploração melódica. Permaneceu dedicado ao jazz "estrito" e jamais abraçou os diversos movimentos de fusão ou outras fusões de gênero. Apesar de suas batalhas com demônios pessoais, a produção de Evans ao longo das décadas de 60 e 70 foi extraordinária. A Resonance Records, uma gravadora independente de jazz, fundada por George Klabin em 2005 e seu objetivo da gravadora era preservar a arte e o legado do jazz e promover novos talentos do gênero. Entre os artistas preservados estavam John Coltrane, Gene Harris, Scott LeFaro, Wes Montgomery e Bill Evans. A descoberta de gravações "perdidas" de grandes estrelas do jazz catapultou a Resonance para o estrelato no gênero. Houve quatro lançamentos de material de Bill Evans: Live At Art D'Lugoff's Top Of The Gate, Some Other Time: The Last Session From The Black Forest, Another Time: The Hilversum Concert e Evans In England. Com a colaboração dos herdeiros do pianista (um elemento essencial deste programa), Klabin e o co-produtor Zev Feldman reuniram uma seleção desses álbuns. Bill Evans – Smile With Your Heart certamente encantará a legião de fãs de Bill Evans, ou qualquer entusiasta do jazz. A faixa de abertura é uma versão acelerada em compasso 3/4 de "Someday My Prince Will Come", canção inspiradora foi apresentada pela primeira vez no filme da Disney de 1937, Branca de Neve e os Sete Anões. Ela agora está enraizada nos anais da história do jazz, com versões de Dave Brubeck, Miles Davis e Herbie Hancock, para citar alguns. Evans gravou essa composição no álbum de 1959, Portrait In Jazz. Esta versão é ao vivo e abraça a dinâmica de seu trio (Eddie Gomez/contrabaixo; Marty Morell/bateria). Evans desliza com a melodia, trazendo seu ritmo e fraseado precisos à tona. Os acordes e a notação no primeiro solo são hipnotizantes. Gomez traz uma urgência discreta ao seu solo. As viradas de bateria de Morell são eficazes. Evans consegue destilar o anseio intrínseco e esperançoso e traduzi-lo para o swing. Músicos de jazz frequentemente tocam uma canção popular menos conhecida e a apresentam a um novo público. Esse é o caso de “Yesterdays”. Oscar Peterson, Erroll Garner, Art Tatum e Bud Powell gravaram essa música. Bill Evans a incluiu em Further Conversations With Myself. Novamente, piano, contrabaixo e bateria se entrelaçam com maestria. Enquanto Gomez faz um solo, Evans e Morell respondem com uma elocução precisa. Evans executa uma passagem emocionante aos 2:40, que é ao mesmo tempo vigorosa e lírica. O ritmo geral do trio é impecável. Em uma mudança de ritmo, “Mother Of Earl” exala uma atmosfera lúdica e saltitante. Evans parece flutuar sobre as notas, injetando acordes atmosféricos enquanto Gomez responde. O final remete à fraseologia da música clássica e ao ritmo do jazz. “You're Gonna Hear From Me” faz parte da trilha sonora de André e Dory Previn para o filme cult de 1965, “Inside Daisy Clover”. A vibração de estalar os dedos é emoldurada por acordes e notas alegres que possuem um tom inspirador e pontuações ocasionais. Em “Baubles Bangles And Beads”, outra canção da Broadway, o fluxo perfeito de Evans em ritmo de valsa conduz a um solo característico, liricamente notado. Seus solos são medidos e tornam-se cada vez mais complexos. O floreio sincopado de Gomez adiciona outra textura. Quando uma ótima melodia se une a um grande músico, o resultado pode ser algo especial. O clássico perene de Rodgers/Hart, “My Funny Valentine”, tornou-se parte vital da história do jazz quando Chet Baker e Stan Getz o interpretaram em 1954. Esta ode à melancolia em dó menor é o veículo perfeito para a interpretação melódica de Evans. Sua sensibilidade etérea, ressonância comovente e floreios precisos são cativantes. Há mudanças de andamento, alterações de acordes e uma eloquência geral que envolvem a canção. “Nardis” é uma composição de Miles Davis que se tornou fortemente associada a Evans. Este exemplo clássico da modalidade jazzística do final dos anos 50 tem sido uma parte significativa do legado de gravações de Bill (múltiplas versões). Aqui, Evans apresenta riffs swingados e passa a palavra para Gomez, que executa seu solo com maestria. O trio retorna com ferocidade e o solo de Evans é cintilante. Jack DeJohnette é magnético em um extenso solo de quatro minutos. É um trio de jazz em sua melhor forma! “Very Early” (uma composição original) data de 1962, o início da história do trio de Evans. Após a introdução contemplativa, Evans transita para um swing com nuances de bebop, construindo a partir de uma transição em 3/4 que também encerra a música. Essas mudanças reflexivas são um componente de outra composição original, “Turn Out The Stars”. Evans transita com maestria entre o ritmo acelerado e a contemplação tranquila. O primeiro sucesso de Frank Sinatra com big band, “Polka Dots And Moonbeams”, já foi interpretado por diversos artistas de jazz, mas nenhum com as nuances sofisticadas de Evans. Esta apresentação ao vivo é um clássico. O ouvinte pode apreciar a expressividade e a leveza da interpretação de Evans em “Re; The Person I Know”. Além disso, a intensidade musical nunca diminui, com o baixo pulsante e a bateria constante impulsionando essa jam. É provável que “Waltz For Debbie” (inspirada em sua sobrinha) seja a obra mais marcante de Bill Evans em seu notável repertório. Os críticos consideram a canção o ápice da performance de Bill Evans com trio. É lúdica e organicamente propulsiva. Smile With Your Heart: The Best Of Bill Evans On Resonance é um álbum de jazz extremamente agradável e um testemunho de um artista lendário e de uma gravadora à altura de sua arte.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Boxset: Blue Instrumentalists Blue Note

Artista: VA
Lançamento: 2002/2006
Selo: Blue Note Records/Blue Note
Gênero: Cool Jazz, Hard Bop, Sool Jazz


No final de 1939, o seu amigo de infância Francis Wolff saiu da Alemanha de Hitler com destino aos Estados Unidos. Ele encontrou emprego em um estúdio fotográfico e juntou forças com Alfred Lion no projeto ‘Blue Note’. No final dos anos 1940, o jazz havia mudado novamente, e Lion e Wolff já não podiam resistir mais ao movimento do bebop, uma das correntes mais influentes do jazz. O saxofonista Ike Quebec tornou-se um amigo íntimo e conselheiro para os dois. Logo eles estavam gravando Fats Navarro, Bud Powell, Tadd Dameron, Thelonious Monk, Art Blakey, entre outros. Lion e Wolff eram especialmente fascinados por Thelonious Monk e ajudaram a sua carreira em todos os sentidos possíveis. Apesar da resistência dos críticos musicais e das vendas fracas, eles gravaram com ele até 1952. O caso de Monk foi o primeiro grande exemplo do que Horace Silver descreveu em uma entrevista de 1980: ‘Alfred Lion e Frank Wolff eram homens de integridade e realmente fãs de jazz. Deram a vários músicos a chance de gravar quando todas as outras gravadoras não estavam interessadas. E eles apoiavam o artista, mesmo que ele não estivesse vendendo quase nada.’ Em 1954, a ‘Blue Note’, partiu em direção a um sistema que foi muito semelhante a uma companhia de teatro usando um elenco de ‘sidemen’, músicos profissionais contratados para executar ou gravar com um grupo do qual não era um membro regular; e líderes que assegurassem a criatividade e a confiabilidade. Logo depois a gravadora colocou em movimento uma outra tendência do jazz. Seguindo o conselho de Babs Gonzales e outros músicos, Alfred Lion e Frank Wolff se aventuraram a ouvir um pianista da Filadélfia, que tinha abandonado o seu instrumento original e agora tocava um órgão Hammond no canto de um armazém alugado. E assim ouviram pela primeira vez Jimmy Smith em 1956, no seu primeiro show em Nova York. Descrito por Alfred como uma visão impressionante, um homem de rosto contorcido, agachado sobre o teclado em agonia aparente, os dedos em vôo e os pés que dançavam sobre os pedais. Um som que ele nunca tinha ouvido antes. Foi estarrecedor. Ao mesmo tempo, Wolff conheceu Reid Miles, um artista comercial, que era um devoto fã de música clássica. Miles se tornou o designer para o selo por 11 anos e criou gráficos maravilhosos para as capas dos discos. Os detalhes fizeram a diferença.


Coletânea instrumental que coloca o piano no centro da expressão do blues e do jazz contemporâneo. A proposta do projeto é destacar o instrumento não apenas como base harmônica, mas como verdadeira voz narrativa, explorando sua capacidade melódica e improvisatória. O repertório dialoga com o blues tradicional de 12 compassos e com o jazz moderno, apresentando acordes estendidos (7ª, 9ª e 13ª), progressões sofisticadas e momentos de improvisação refinada. A estética do álbum remete ao ambiente intimista dos clubes de jazz, com interpretações elegantes e atmosfera noturna. A série à qual pertence — que também inclui versões dedicadas à guitarra e ao saxofone — evidencia diferentes protagonistas instrumentais dentro do mesmo universo estilístico. Pianistas associados ao catálogo da gravadora e à linguagem explorada no disco incluem nomes como Horace Silver, Herbie Hancock e Gene Harris, artistas que ajudaram a consolidar o soul jazz e o hard bop. Assim, o álbum funciona tanto como apreciação estética quanto como material didático para compreender a evolução do piano no blues e no jazz instrumental.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

VA - The Very Best Jazz Instrumentals

Artista: VA
Lançamento: 2015
Selo: Verve Records/Compilation 
Gênero: Cool Jazz, Bossa Jazz, Soul Jazz, Funk Jazz, Swing, Big Band, Standards 


O álbum funciona como uma curadoria definitiva da virtuosidade instrumental. Sem o uso de letras, a narrativa é conduzida puramente pela improvisação e pelo diálogo entre instrumentos icônicos como o saxofone, o trompete e o piano. É uma obra projetada tanto para o ouvinte atento quanto para quem busca uma atmosfera sofisticada de "easy listening". O destaques do repertório dessa seleção atravessa diferentes vertentes do Cool Jazz ao Swing e à Bossa Nova incluindo gigantes da música de "Hinos Eternos" que abre com clássicos absolutos como "Take Five" do Dave Brubeck Quartet e "So What" de Miles Davis, groove e ritmo energia de "Soul Bossa Nova" de Quincy Jones e o Hard Bop de "Moanin’" de Art Blakey trazem o balanço necessário à coletânea e grandes Orquestras e solistas trafendo nomes como Duke Ellington ("Take the 'A' Train"), Herbie Hancock ("Watermelon Man") e Stan Getz ("Desafinado") para garantem a diversidade técnica e cultural da obra.  A crítica e os ouvintes destacam que "cada faixa é uma vencedora", oferecendo uma mistura equilibrada de temas muito conhecidos e raridades relativas. As edições recentes, como a de 2023, apresentam áudio remasterizado, preservando a vitalidade das gravações originais em formatos de alta qualidade como o Vinil de 180g. Em suma, "The Very Best Jazz Instrumentals" é um mapa essencial para qualquer pessoa que deseje explorar o jazz sem a distração das palavras, focando apenas no sentimento e na técnica que definiram o século XX.


Boa audição - Namastê
 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD22)

Lançamento: 1976 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Post Bop, Fusion


É consenso. Jaco Pastorius foi o maior virtuose do baixo elétrico em todos os tempos. Este é seu primeiro disco solo. Antes, em 1974, ele tinha gravado o CD Jaco com Pat Metheny. Sua habilidade é algo arrebatador. Esta não é a melhor amostra de Pastorius, muito melhor é esta, mas mesmo assim este álbum é hoje um clássico intocável. Segundo o próprio Pastorius, suas principais influências musicais foram: “James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.”  O baixista morreu de forma estúpida. Após ter provocado uma briga na porta de um bar, Jaco tomou uma surra de um segurança, vindo a falecer após longo período de coma. Tinha 35 anos.

Jaco Pastorius – Baixo Elétrico
Don Alias ​​– Congas
Herbie Hancock – Clavinet Hohner, Piano Elétrico Fender Rhodes
Narada Michael Walden, Lenny White, Bobby Economou – Bateria
Sam Moore. Dave Prater - vocal
Randy Brecker, Ron Tooley - Trompete
Peter Graves – Trombone Baixo
David Sanborn, Michael Brecker, Howard Johnson – Saxofone Barítono
Alex Darqui – Piano Elétrico Fender Rhodes
Richard Davis, Homer Mensch, Michael Gibbs – baixo
Wayne Shorter – Saxofone Soprano

Gravado em Outubro de 1975, Estúdios Camp Colomby, Columbia Recording Studios C&B, Nova Iorque.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD20)

Artista: Herbie Hancock   
Álbum:... Head Hunters
Lançamento: 1973 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Jazz-Funk

Head Hunters, décimo segundo álbum de estúdio do pianista, tecladista e compositor americano Herbie Hancock, lançado em 26 de outubro de 1973 pela Columbia Records. As gravações do álbum ocorreram à noite nos estúdios Wally Heider e Different Fur Trading Co., em São Francisco, Califórnia. O álbum representou um avanço comercial e artístico para Hancock conquistando o público do funk e do rock e levando o jazz-funk e o jazz fusion à atenção do grande público, alcançando o 13º lugar na Billboard 200. Hancock conta com a participação do instrumentista de sopro Bennie Maupin, de seu sexteto anterior "Mwandishi" e de três novos colaboradores: o baixista Paul Jackson, o percussionista Bill Summers e o baterista Harvey Mason. Este último grupo de colaboradores que mais tarde ficaria conhecido como The Headhunters, também tocou no álbum de estúdio seguinte de Hancock "Thrust" (1974). Todos os músicos (com exceção de Mason) tocam vários instrumentos no álbum.

Herbie Hancock – Piano elétrico Fender Rhodes, sintetizadores Hohner Clavinet D6, ARP Odyssey e ARP Pro Soloist
Bennie Maupin – Sax. Tenor, Sax. Soprano, Saxello, Blarinete Baixo, Alauta Alto
Paul Jackson – Baixo, Marímbula
Harvey Mason – Bateria; Arranjo em "Watermelon Man"
Bill Summers - Agogô, Balafon, Cabasa, Congas, Gankogui, Tambor de Toras , Shekere, Surdo, Pandeiro; Garrafa de Cerveja em "Watermelon Man"

Gravado no Estúdio Wally Heider e Different Fur, São Francisco - Setembro de 1973


Boa audição - Namastê

sábado, 28 de janeiro de 2023

HS 11 - Cravic, Roussin, Varis - Cordes Et Lames

Artista: Cravic, Roussin & Varis

Álbum: Jazz in Paris- Hors-Série 11

Lançamento: 2012

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Post-bop

Post-bop é um gênero de jazz de combo pequeno que evoluiu no início e meados da década dos anos 1960, Nova York. Instrumentos típicos: Bateria saxofone trompete trombone clarinete piano contrabaixo.  O Post-bop é um termo que utilizado para designar pequenos grupos de jazz, que se desenvolveram em meados da década de 60. O género tem a sua origem em músicos como John Coltrane, Miles Davis, Bill Evans, Charles Mingus e, em particular, Herbie Hancock. Atualmente, este género de jazz tem uma natureza eclética, que envolve influências de hard bop, avant-garde jazz e free jazz, sem no entanto se identificar com estes. Vários trabalhos de post-bop foram gravados pela Blue Note Records e desses destacam-se Speak No Evil de Wayne Shorter; The Real McCoy de McCoy Tyner; Maiden Voyage de Herbie Hancock; e Search For the New Land de Lee Morgan. A evolução natural dos artistas do post-bop foi o Jazz fusion, na década de 70. Wynton Marsalis e Branford Marsalis, lideraram um revivalismo deste estilo nos anos 80, até hoje.

Acordeão – Francis Varis

Contrabaixo – Yves Torchinsky

Bateria – Jean-Claude Jouy

Guitarra [Gibson 175] – Dominique Cravic

Violino – Dominique Pifarely


Gravado em Studio J.L. Witas, Chaville - setembro, 1985

Gravado em Studio J.L. Witas, Chaville - março e junho, 1983

Gravado em Studio Bob Mathieu, Dravell - maio 1988, Sutton's Place Studio, Hollywood


Boa audição - Namastê


terça-feira, 8 de novembro de 2022

# 097 - Andre Hodeir - Jazz & Jazz (1960)

Artista: Andre Hodeir

Álbum: Jazz in Paris 097

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Free Jazz, Experimental

O jazz é a musica que expressa o melhor do espírito humano. Tem a ver com a ideia de compartilhar, não com a de competir. Jazz tem a ver com trabalho em grupo. 

 Herbie Hancock 


Saxofone Alto – Hubert Rostaing (faixas: 7 a 9), Pierre Gossez (faixas: 2 a 4)

Saxofone Barítono – Armand Migiani (faixas: 2 a 4, 7 a 9)

Maestro – André Hodeir (faixas: 2 a 4, 7 a 9)

Contrabaixo – Emmanuel Soudieux (faixas: 10), Pierre Michelot (faixas: 1 a 9, 11)

Bateria – Christian Garros (faixas: 2 a 4, 7 a 9), Kenny Clarke (faixas: 1, 5, 6, 11), Richie Frost (faixas: 10)

Flauta – Raymond Guiot (faixas: 1)

Piano – Martial Solal (faixas: 1, 5, 6, 10, 11)

Piano [Preparado] – Jean Barraqué (faixas: 10)

Saxofone Tenor – Georges Grenu (faixas: 2 a 9, 11)

Trombone – André Paquinet (faixas: 2 a 4), Nat Peck (faixas: 5 a 9, 11)

Trompete – Christian Bellest (faixas: 2 a 4, 7 a 9), Roger Guérin (faixas: 2 a 11)

Vibrafone, Percussão – Jean-Pierre Drouet (faixas: 2 a 4, 7 a 9)

Vocais – Christiane Legrand (faixas: 2 a 4)


Gravado em 1960 em Paris

Nat Peck e Kenny Clarke são convidados estrangeiros que não pertencem ao Le Jazz Groupe De Paris. A faixa "Jazz Et Jazz" foi uma trilha sonora original produzida em 1952 no Groupe de Recherche,



Boa audição - Namastê

 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Puro Jazz

 O jazz é, sem dúvida, a música mais livre do planeta. Nela é permitido ao músico esquecer as regras e os dogmas criados pelo mundo e ao ouvinte entregar-se ao feitiço e pureza do seu ritmo. Quando surgiu, no final do século XIX e início do século XX, no sul dos Estados Unidos, principalmente na cidade de Nova Orleans, o jazz foi considerado profano. No início do ano de 1800, os escravos se reuniam na Praça do Congo para tocar suas músicas e mostrar suas danças tradicionais. Os negros norte-americanos foram os porta-vozes do jazz. Cantado ou tocado eles fizeram do jazz a sua identidade, que é respeitada e admirada até hoje em todo o mundo.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

1996 - Antonio Carlos Jobim and Friends - Tom Jobim

Artista: Antonio Carlos Jobim
Álbum: Antonio Carlos Jobim and Friends
Lançamento: 1996
Selo:   Verve Records
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Song
Em 1993, um ano antes da sua morte, aconteceu o último concerto de Tom Jobim no Brasil. Gravado em São Paulo, durante o ‘Free Jazz Festival,’ várias feras do jazz como Herbie Hancock, Shirley Horn e Joe Henderson se juntaram para prestar uma homenagem ao amigo, que também participou do tributo. A platéia ouviu clássicos da bossa nova e o resultado foi o disco ‘Antonio Carlos Jobim and Friends’. O disco abre com Hancock sozinho ao piano. A pianista e cantora norte-americana Shirley Horn contagia. O jazz aparece liderado pelo saxofonista tenor Joe Henderson. O pianista cubano Gonzalo Rubalcaba aparece no arranjo para ‘Água de beber’. Gal Costa e Jon Hendricks são responsáveis pelos momentos cantados. Hendricks é responsável por um dos melhores momentos do show quando canta ‘Chega de Saudade’, que nos EUA se chama 'No More Blues'. Jobim tem seu momento intimista em ‘Luiza’ e finaliza comandando as feras na música ‘Wave’, uma das canções mais belas escrita pelo maestro. Fonte: Pintando Musica


Boa audição - Namastê

terça-feira, 3 de julho de 2018

CTI records: the cool revolution

A ‘CTI Records’ (Creed Taylor Incorporated) foi uma gravadora de jazz fundada em 1967 por Creed Taylor. Em 1970, o visionário produtor montou e desenvolveu uma lista histórica de artistas, apoiados por uma equipe criadora, chefiada pelo engenheiro de som Rudy Van Gelder. Inicialmente foi uma filial da ‘A&M Records’ e Don Sebesky, trombonista de jazz, foi o criador dos muitos arranjos para o rótulo, mais tarde se juntou a ele Bob James e, em seguida, em meados dos anos 70, David Matthews. Cada sessão contava com alguns dos melhores do jazz, o baixista Ron Carter, o guitarrista Eric Gale, organista Richard Tee e, nos primeiros anos, Herbie Hancock foi frequente ao piano. A ‘CTI Records’ trabalhou quase como uma companhia teatral, em que grandes músicos se revezavam no centro das atenções e acompanhavam uns aos outros. Os álbuns criados estabeleceram novos padrões e o sucesso imediato das gravações ecoou através das décadas, como uma profunda influência no jazz, pop, R&B e hip-hop. Suas produções para a ‘CTI Records’ ajudaram a estabelecer o ‘smooth jazz’ como um gênero musical comercialmente viável. O rótulo também se tornou conhecido pelas suas capas marcantes, algumas delas com imagens fotográficas de Pete Turner. Creed TaylorCreed Taylor já era importante na indústria da gravação a algum tempo. Ele tocou trompete antes de se tornar o chefe da ‘A&R Records’, em 1954, e durante dois anos registrou artistas como Carmen McRae e Charles Mingus entre outros. Em 1956, mudou para a ‘ABC-Paramount’, e em 1960 fundou a sua subsidiária ‘Impulse Records’. Apesar de ter assinado com John Coltrane para a gravadora, mudou para a ‘Verve Records’. Em 1970, na 'CTI Records' teve grande sucesso em equilibrar o artístico com o comercial. Entre os artistas que gravaram alguns de seus melhores trabalhos com Taylor durante este período foram Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, George Benson e Hubert Laws. No entanto, as grandes gravadoras começaram a atrair os artistas de Taylor e embora ele fosse capaz de gravar com Chet Baker, Art Farmer e Yusef Lateef, problemas financeiros forçaram a gravadora à falência em 1978, que foi posteriormente adquirida pela Columbia. É lamentável que Creed Taylor tenha sido responsabilizado pelo fim da gravadora apesar da evidente traição de Hubbard, Turrentine, Benson e Laws cujos discos foram bastante inferiores nos outros rótulos às joias gravadas para a CTI. Depois de anos fora da cena, Taylor fundou uma nova CTI na década de 1990, que não conseguiu estabelecer a sua própria identidade como a antecessora. Fonte: Pintando Musica.
Boa leitura - Namastê

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Artista: VA
Lançamento: 2009
Selo: Blue Note Records 
Gênero: Jazz, Bebo, Hard Bob, Cool West, Free Jazz
Como parte da celebração de setenta anos da ‘Blue Note Records’, em 2009, o selo convocou jovens e experientes estrelas do jazz para executar composições ‘hard bop’, estilo estreitamente identificado com a gravadora nos anos 50 até meados dos anos 60. E assim foi gravado ‘Mosaic’. Uma curiosa coleção. Uma viagem nostálgica por canções famosas. ‘Mosaic’ é um título perfeito, peças assimétricas estabelecidas de forma organizada, intrigante e desigual. O CD 1 foi produzido pelo pianista Bill Charlap e líder do ‘Blue Note 7’, um septeto de jazz formado em 2008. O grupo é constituído por Peter Bernstein (guitarra), Bill Charlap (piano), Ravi Coltrane (saxofone tenor), Lewis Nash (bateria), Nicholas Payton (trompete), Peter Washington (contrabaixo), e Steve Wilson (sax alto, flauta). Bill Charlap é o único membro do grupo que assinou com a gravadora. No entanto, Ravi Coltrane tem ligações familiares importante com a ‘Blue Note’. Seu legendário pai, John Coltrane, gravou apenas uma sessão para o rótulo, ‘Blue Train’, mas foi um grande sucesso. ‘Blue Note 7’ é muito bem conhecido na cena do jazz em Nova York. O CD 2 é constituído pelas mesmas músicas, mas são as originais produzidas por Alfred Lion e interpretadas pelos magníficos artistas contratados na época.

Boa audição - Namastê

domingo, 20 de novembro de 2016

1963 - Miles Davis na Europa - Miles Davis


Ele foi chamado de o Príncipe da Escuridão. Um homem mítico que atravessou diversas vezes o inferno e de lá saía cada vez mais surpreendente e inovador. Se tivesse sido apenas um extraordinário músico com uma carreira de quase 50 anos e uma discografia tão extensa e difícil de enumerar, ele já teria seu lugar mais do que reservado no mundo do jazz e da música como um todo. Miles pertenceu à uma classe tradicional de trompetistas de jazz que começou com Buddy Bolden e desenvolveu-se com Joe "King" Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge passando por Dizzy Gillespie. Ao contrário desses músicos ele nunca foi considerado com um alto nível de habilidade técnica. Seu grande êxito como músico, entretanto, foi ir mais além do que ser influente e distinto em seu instrumento e moldar estilos inteiros e maneiras de fazer música através dos trabalhos com seus famosos grupos em que muitos dos quase se tornaram importantes músicos de jazz e fizeram seu nome na segunda metade do século XX. Este álbum é a soma disso e mais um lembrete ao navegantes e pescadores de fim de semana de como a arte é diferente do autor e vice e versa como muitos tem comparado. Gravado ao vivo na França no Festival Mundial du Jazz Antibes, Miles Davis na Europa traça um novo perfil do trompetista no final 1963 já com um novo embrião para a formação definitiva do seu segundo grande quinteto (64-68). Miles Davis na Europa é uma convite a explorar novos talentos que inclui o saxofonista tenor George Coleman premiado pela Jazz Foundation of América em 1997 com o premio "Life Achievement Award", o pianista Herbie Hancock inovador e quase pai do teclado no jazz, o baixista Ron Carter veterano com uma extensa lista de gravações e parcerias e o baterista Tony Ruption Williams. Embora Coleman seria afastado do grupo em menos de um ano ele revelou-se um desejoso improviser que merecia mais atenção em uma carreira solo do que naquela altura. Nada menos do que três álbuns com esse formação - "Miles Davis na Europa", "My Funny Valentine", e "Four and More". A produção desse álbum ficou a cargo do então cherife e empresario de Miles,Téo Macero.
 
 

Boa audição - Namastê.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

2010 - Live-Evil - Miles Davis (Original Columbia Jazz Classics Remaster 1971)


Artista: Miles Davis
Álbum: Live-Evil (Remaster)
Lançamento: 2010 (1971)
Selo: Columbia, Legacy
Gênero: Jazz / Fusion / Jazz Rock / Jazz Funk
 Dates & Personnel:
February 6, 1970 (a): Miles Davis (tpt); Wayne Shorter (ss); John McLaughlin (el-g); Chick Corea (el-p); Joe Zawinul (el-p); Dave Holland (b); Khalil Balakrishna (el-sitar); Jack DeJohnette (d); Billy Cobham (d); Airto Moreira (perc), Columbia Studio B, NYC
June 3, 1970 (b): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); Chick Corea (el-p); Herbie Hancock (el-p); Keith Jarrett (org); Ron Carter (b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto
Pascoal (d, voc), Columbia Studio B, NYC
June 4, 1970 (c): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); John McLaughlin (el-g); Herbie Hancock (el-p); Chick Corea (el-p); Keith Jarrett (org); Dave Holland (b, el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto Pascoal (d, voc, whistling, el-p) Columbia Studio B, NYC
December 19, 1970 (d): Miles Davis (tpt); Gary Bartz (ss, as); John McLaughlin (el-g); Keith Jarrett (el-p, org); Michael Henderson (el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc, voc); Conrad Roberts (narr), The Cellar Door, Washington, D.C.

Boa audição - Namastê