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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

1974 - She Was Too Good To Me - Chet Baker

Considerado um dos mais férteis trompetistas do jazz em sua história musical, Chet personificou um estilo peculiar e reticente - raramente ultrapassava o mezzo forte - e logo se tornou a marca do cool jazz como um dos criadores do "west coast" a variavel californiana lançado por Miles Davis e Gerry Mulligan Personificando o jazz com exatidão durante mais de seis décadas. Não que algum instrumento seja mais importante do que outro mas quando um leigo experimenta traduzir o jazz em uma única imagem ou em um único nome logo brilha em sua memória a face sorridente de Chet Baker. Alguns o retrata como um um anjo que desceu ao inferno mas Chet iníciou uma carreira de prestigio e glamor entre mulheres de pura beleza e seu canto arroucado e suave hostendando gorjeios único e formal. Vinte anos mais tarde a vida apresentava-lhe um rosto sulcado e cheio de marcas pela jornada alucionorgica e perseguição pela polícia. Mas existe algumas curiosidades que alardeou a vida desse grande musico:
_Embora não intencionalmente o título de um filme estrelado por Chet em 1955 parecia simbolizar sua tragédia pessoal: "Horizonte do Inferno".
_Atuou em um filme italiano chamado "Urlatori alla Sbarra" de 1960.
_A voz frágil e suave de Chet influenciou desde a bossa nova até Caetano Veloso. Não por acaso,
ele acabou se aproximando de músicos brasileiros.
_Gravou com o pianista Rique Pantoja os discos "Chet Baker & The Boto Brasilian Quartet", e "Cinema 1". Em 1985, veio ao Free Jazz Festival.
_O quarteto de Gerry Mulligan com Chet Baker causou sensação por dispensar o piano mas não resistiu à perda do sax. Formado em 52 acabou apenas 11 meses depois quando o líder foi preso por porte de drogas. Dos anos 40 até pelo menos os idos de 60, as drogas parecem ter sido o combustível no mundo do jazz. Charlie Parker foi a figura mais emblemática com a carreira e a vida abreviadas pela heroína. Chet Baker teve o mesmo destino.
_"Prince of Cool" de Josh Hartnett ("Dália Negra", "Sin City", "Pearl Harbor") personifica o trompetista em uma filmagem quase a beira da vida real que leva-va. Foi retratado no documentário "Let's Get Lost" de Bruce Weber lançado quatro meses após sua morte e indicado ao Oscar de melhor documentario.
_A ficção "Apaixonados Impetuosos (All the Fine Young Cannibals)" de 1960 foi claramente
inspirada no então jovem astro. O nome do protagonista, Chad Bixby (interpretado por Robert Wagner) fazia uma dupla referência à Chet e ao pioneiro do dixieland, Bix Beiderbecke uma de suas maiores influências. E foi desse filme que a banda pop britanica Fine Young Cannibals tirou o nome.
_Viciado desde os anos 50 Chet teve uma carreira problematica com períodos de inatividade devido à dependência e às prisões. Gravou discos em excesso e morreu de morte misteriosa aos 59 anos.
_Nos anos 60 além de mais de um ano preso na Itália ele foi expulso de quatro países até ser deportado de volta para os Estados Unidos.
_Em 966 foi espancado em San Francisco por cinco rapazes que resultou alguns dentes quebrados passando a usar dentadura que posteriormente o prejudicou em sua embocadura.
_Para tocar as músicas pedia apenas o tom. Econômico nas notas (ao contrário de outros tompetistas que preferiam o virtuosismo) Chet improvisava com sentimento. Certo dia deram-lhe o tom errado de uma música de propósito e mesmo assim Chet Baker conseguiu encontrar um caminho harmônico. Valorizava as frases melódicas com notas longas e encorpadas o que acabou lhe valendo o rótulo de cool.
Após um período de 4 anos sem gravar em estúdio Chet grava esse excelente trabalho pela CTI de 1974 acompanhado de Paul Desmond, Ron Carter, Jack De ohnette, Steve Gadd, Hubert Laws, Romeu Penque e orquestração, arranjos e regência do mestre Bob James. O destaque fica por conta das faixas Tangerine, With A Song In My Heart e a incrível What'll I Do, interpretada por de maneira majestosa!

Faixas:
01 - Autumn Leaves
02 - She Was To Good To Me
03 - Funk In Deep Freeze
04 - Tangerine
05 - With A Song In My Heart
06 - What'll I Do
07 - It's You Or No One
08 - My Future Just Passed ( bonus track)

Musicos:
Chet Baker - Trompete
Paul Desmond - Sax Alto
Ron Carter - Baixo Acustico
Jack De Johnette - Bateria
Steve Gadd - Bateria
Hubert Laws - Flauta
Romeu Penque - Flauta

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Boa audição - Namastê

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

1974 - Dark Magus - Miles Davis (Live)

Principe das Trevas ou Dark Magus conhecido álbum ao vivo do icone maximo do jazz Miles Davis lançado em 1974 em um LP duplo pela Columbia Records e desde então foi re-lançado em um formato de CD duplo em 2001 sendo conciderado pela revista Q como um dos 50 álbuns mais pesado de todos os tempos (Opiniões a parte). A coisa começa com Miles bagunçando de vez o coreto jazzístico implodindo os alicerces do gênero com o monstuoso albúm "Bitches Brew", incrementando o impacto de sua última e mais estupenda revolução estilística disco após disco até chegar ao ápice da subversão elétrica of all things jazzy durante o biênio 1974-75 cujo primeiro resultado seria justamente o álbum que doravante passaremos a considerar. O que dizer portanto a propósito de mais esta devastadora desorientação sônica surdina pelo infernal Miles, o insuperável e único 'Dark Magus'? À semelhança de seu congênere Agharta (albúm anterior) com Dark Magus (apresentação ao vivo no Carnegie Hall em NY) é mais um maremoto de galáxias circuncidada de psych jazz colidindo com vudu percussivo funk e estratosféricas alucinado de acid rock diretamente Mefistófeles (diabolico-sarcastico) saturnália pagã conjurada por Miles em íncubos demorados sob o eflúvio (perda de cabelos decorrente de um distúrbio no ciclo de vida capilar) de miasmas (modo de reagir) lunares na floresta na arena transpsicodélica. Como acontece com obras deste jazzmam, uma análise faixa a faixa revela um mister de criatividade e superação em novo estilo e forma; assim sendo o que se pode fazer é uma tentativa de evocar a atmosfera que emana deste blasfemo e inebriante ritual cabalístico-musical contido neste albúm ao vivo em N. York. Capitaneando a fuzilaria de metais o anfetamínico Maldoror do jazz converte seu trompete em sirene hipercinética despejando rajadas sucessivas de uivos eletromagnéticos enquanto o oceano radioativo de drones magmáticos emitidos por seu órgão elétrico levanta uma muralha orquestral; os saxofones de Lawrence e Liebman incrementa o psicossônica vociferando de todos os lados numa miríade de exclamações assimétricas; Reggie Lucas opera suas guitarras elétricas como uma implacável cortina de lança-chamas em rajadas espasmódicas, incinerando tudo à sua volta; por fim, Henderson emoldura esta estraçalhante usina de força com seu baixo borbulhante, e Al Foster e James Mtume seguram tudo no fundo disparando morteiros percussivos aos borjões para propelir a frenética garage hermetica mileiana à frente "sedenta de horizontes e presas siderais" em direção às mais ignotas e inauditas paragens.
Então: apertem os cintos, coloquem seus capacetes e cruzem os dedos e boa audição!

Faixas:
01 - Moja (Pt. I)
02 - Moja (Pt. II)
03 - Wili (Pt. I)
04 - Wili (Pt. II)
05 - Tatu (Pt. I)
06 - Tatu "Calypso Frelimo" (Pt. II)
07 - Nne "Lfe" (Pt. I)
08 - Nne (Pt. II)

Músicos:
Miles Davis - Trompete & Órgão Elétrico
Azar Lawrence - Sax. Tenor
Dave Liebman - Flauta, Sax. Soprano & Sax Tenor
Pete Cosey - Guitarra Elétrica
Dominique Gaumont - Guitarra Elétrica
Reggie Lucas - Guitarra Elétrica
Michael J. Henderson - Baixo Elétrico & Baixo Acústico
Al Foster - Bateria
James Mtume - Percussão

Download Here - Click Aqui Cd I

Download Here - Click Aqui CD 2
Boa audição - Namastê