Mostrando postagens com marcador Dizzy Gillespie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dizzy Gillespie. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


O epílogo além do tempo: O Jazz como espelho da eternidade aparece no vigésimo primeiro volume desta antologia opera em uma dimensão distinta: a do pós-histórico. Se o CD20 foi a consagração do Jazz como patrimônio universal o CD21 é o vislumbre do Jazz como uma entidade que não depende mais da cronologia para existir além de atua como um "apêndice metafísico", onde as fronteiras entre o artista, a época e a técnica se dissolvem. Estamos diante de registros que, embora nascidos da mesma raiz explorada desde 1898, parecem flutuar acima do tempo. A tenatica de fundo deste volume é a intemporalidade, a estética é ditada não pelas tendências de uma década mas pela autoridade da expressão individual. O contraste entre o que é "antigo" e o que é "moderno" perde todo o sentido, tudo o que ouvimos é contemporâneo porque é honesto. Culturalmente este disco funciona como o testamento da resiliência do gênero: o Jazz aqui já não precisa se adaptar ao mundo — o mundo é que se curva para ouvir o que o Jazz tem a dizer sobre a própria condição humana. A técnica neste volume atinge um patamar de transparência radical: A "redução" à essência: o excesso de notas, a complicação harmônica gratuita ou o exibicionismo técnico foram filtrados o que resta é uma música de "gestos fundamentais". Cada nota parece ter sido escolhida após o descarte de mil outras possíveis. A interdependência telepática dos grupos que compõem este volume final operam em um nível de sintonia que ignora a estrutura escrita. É o triunfo da intenção sobre a partitura onde o grupo não toca o tema; o grupo encarna o tema. O som como respiro no uso da dinâmica é extremo. Há momentos de um silêncio quase insuportável seguidos por explosões de uma energia contida que só faz sentido quando compreendemos que o músico está tratando o instrumento como uma extensão direta de seu sistema nervoso. A harmonia da ambiguidade, a exploração tonal aqui chega a um nível onde a música oscila entre o modo e a atonalidade sem esforço como se o músico estivesse narrando um sonho onde a lógica convencional não tem domínio. Curiosidades Históricas das Gravações como testemunho e Diferente dos volumes iniciais onde a gravação era um desafio contra o tempo limitado do disco de cera, aqui o estúdio é apenas o "espaço de revelação". A tecnologia é tão avançada que ela se torna invisível; a sensação é de estar sentado dentro do círculo de músicos, participando da mesma respiração. O reencontro com o ancestral é notável a frequência com que artistas neste volume, no auge de sua maturidade técnica, retornam a frases que remetem diretamente ao início da coleção. O CD21 é um círculo que se fecha sobre si mesmo, conectando o primeiro ragtime de 1898 com a liberdade absoluta deste momento. A "mística" da performance em muitos dos registros aqui contidos foram capturados em momentos onde o músico, alheio à existência de um público ou de um mercado, tocava apenas para "o espelho". É a gravação da arte despida de qualquer finalidade comercial. O CD21 é documentalmente, o além-túmulo do Jazz e prova viva que a música não se esgota. Se a "La Grande Histoire du Jazz" é a Bíblia do gênero, este volume é o livro que se escreve nas entrelinhas. Ele não encerra a história; ele a torna infinita. Para o ouvinte, este é um registro de desapego: não se ouve para aprender, não se ouve para analisar, ouve-se para ser através da música. É o triunfo do espírito sobre a estrutura. Nesta jornada épica através de vinte e um volumes de som e história, e observando como este último CD nos coloca em um espaço de pura transcendência, eu lhe devolvo a pergunta final: após termos percorrido todo este caminho, do "Ragtime" ao "Infinito", o Jazz ainda pode ser chamado de "Gênero Musical", ou ele se revelou, em última instância, ser algo maior — talvez uma forma de conhecimento, uma maneira de compreender o mundo através do som que nunca precisou de definições para ser verdadeiro?.

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel.


O epílogo transcendente: O Jazz como patrimônio da humanidade no vigésimo volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" não é apenas o encerramento físico de uma caixa monumental; é o testemunho da perenidade. Se o CD 19 foi o exercício de reconciliação com a tradição, o CD 20 funciona como uma declaração de princípios: o jazz, como forma de arte, transcendeu o seu tempo e lugar de nascimento para se tornar um patrimônio universal. Este volume encapsula a elegância da maturidade, onde o músico já não luta contra a história, mas a habita, fluindo com naturalidade entre o ancestral e o contemporâneo. O pano de fundo deste encerramento é a estabilidade da mestria. A estética é a da clareza e da economia absoluta. Aqui, não há mais a necessidade de provar que a música é "moderna" ou "revolucionária"; a música simplesmente é. O contraste estético é a resolução das tensões que acompanharam os 19 volumes anteriores: a urgência dá lugar à fluidez, o choque dá lugar à sabedoria. Culturalmente, o jazz aqui atinge o status de música clássica do século XX, despojado das exigências do mercado e consagrado como uma forma de expressão essencial. A técnica, neste volume final, atinge um grau de transparência e eficiência na "fluidez" do discurso da improvisação, anteriormente um ato de bravura ou uma exploração abstrata, torna-se aqui um ato de narrativa pura. As frases musicais são construídas com uma lógica interna tão robusta que parecem ter sido compostas no momento, sem o esforço da busca. A integração de texturas do uso magistral de timbres que, ao longo dos volumes, foram se acumulando: o brilho dos metais, a profundidade do contrabaixo acústico, a textura percussiva do piano. Tudo é integrado de forma orgânica, como se o grupo fosse uma única mente operando múltiplos instrumentos. O "tempo" como amigom diferente da velocidade frenética do Bebop ou da angústia da abstração total, aqui o músico domina o tempo. Ele pode "atrasar" a entrada, sustentar uma nota até o limite da exaustão ou acelerar sem perder a precisão, tratando o pulso rítmico como um parceiro de dança e não como um carcereiro. A síntese final neste volume é que percebemos a síntese de todas as eras: o Blues está presente na inflexão das notas, o Swing na cadência, o Bebop na agilidade harmônica, e o Cool no controle emocional. O registro do "fechamento" funciona como uma câmara de eco da coleção. Ao ouvi-lo, o ouvinte experiente consegue identificar referências sutis a quase todos os solistas que passaram pelos volumes anteriores, tornando o disco uma espécie de "reunião espectral" de todos os mestres documentados. A engenharia do silêncio na qualidade da gravação neste volume final é um contraste poético com as faixas de 1898. O silêncio — o espaço entre as notas — é captado com uma pureza que permite ao ouvinte sentir o "ar" da sala, trazendo uma intimidade que encerra a série com um convite à reflexão profunda. O Legado das "escolas": É interessante observar como, nesta fase final, as barreiras geográficas — a velha Nova York contra a Costa Oeste — finalmente desaparecem. O que resta é uma "Escola do Jazz" universal, um vocabulário que músicos de qualquer parte do mundo podem utilizar para expressar sua própria verdade. O CD20 é o volume da consagração. Documentalmente, ele é a prova definitiva de que o Jazz não "terminou" com o fim do recorte histórico de 1952, mas que ele alcançou, naquele momento, um patamar de perfeição que permite à música ser ouvida em qualquer tempo futuro. Para o ouvinte, este volume é a conclusão ideal: ele oferece a paz do conhecimento de que tudo o que foi ouvido era necessário, e que o Jazz, ao se tornar um monumento à criatividade humana, cumpriu seu destino de ser a trilha sonora da liberdade. Se este volume encerra nossa jornada pelo tempo, como descrever, em uma última reflexão, a "alma" do Jazz — aquela centelha que o manteve vivo através de tantos anos de mudança e que, esperamos, continuará a brilhar em qualquer música que ainda esteja por vir?

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


A fronteira final: O Jazz como abstração e a desconstrução da forma nodécimo oitavo volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" é a  representação ápice da coragem estética. Se o volume anterior foi o ensaio para a ruptura, o CD 18 é o documento da desconstrução plena. Aqui, o Jazz atravessa o espelho: a estrutura que serviu de esqueleto por mais de meio século (o standard, a progressão harmônica, a métrica 4/4) é deixada de lado em favor de uma busca pela essência do som em si. Estamos diante do Jazz como filosofia pura e gesto absoluto. O pano de fundo deste volume é uma era de inquietação intelectual, estética dominante e a ausência de fronteiras. O contraste não é mais entre "o que é jazz" e "o que não é", mas entre a "forma" e o "fluxo", culturalmente o jazz aqui se liberta do seu compromisso com a funcionalidade (dançar, entreter, ser melódico) para assumir o papel de veículo de uma expressão transcendental. É o jazz como espelho da psique humana: fragmentado, por vezes caótico, frequentemente sublime. A técnica, neste estágio torna-se invisível para servir ao conceito: A liberação do tempo, a métrica deixa de ser uma grade para se tornar uma correnteza, o pulso existe, mas é maleável; ele se expande e se contrai conforme a intensidade emocional do solista, desafiando a percepção linear do tempo do ouvinte. A abstração melódica no tema é, muitas vezes, apenas uma sugestão, uma "âncora" para o abandono onde o solista não toca "sobre" a música; ele é a música, criando novas lógicas melódicas em tempo real que não devem satisfação a nenhuma tonalidade prévia. A coletividade orgânica na hierarquia entre líder (solista) e acompanhante (seção rítmica) dissolve-se, o que ouvimos é um organismo coletivo, uma conversa onde todos falam e todos escutam simultaneamente, criando um tecido sonoro denso, complexo e profundamente interdependente. O som como matéria e o uso de técnicas estendidas — o grito, o sussurro, o uso de harmônicos incomuns — revela um desejo de extrair do instrumento timbres que não fazem parte do vocabulário convencional do jazz, tratando o instrumento quase como uma voz humana que chora, ri ou indaga. A resistência do "sistema" é fascinante notar neste volume como a tecnologia de gravação teve de se adaptar para captar uma música que desafiava os níveis de volume tradicionais. O som deste CD é visceral; é possível ouvir o esforço físico, a respiração e a tensão nas cordas — o "corpo" da música está gravado aqui. O estúdio como ágora: As sessões documentadas neste CD funcionam menos como "gravações comerciais" e mais como registros de um ritual. O ambiente de estúdio, muitas vezes austero, torna-se o espaço sagrado onde o músico se confronta com a página em branco, armado apenas com a sua intuição. A rejeição como método em muitas dessas faixas desafiavam as expectativas da indústria fonográfica da época. A inclusão deste material na Grande Histoire du Jazz é uma validação histórica de que a verdadeira história do jazz é, na verdade, a história da resistência contra a norma. O CD 18 é o volume da transcendência. Documentalmente, ele é crucial por provar que o Jazz é uma das poucas formas de arte que conseguiu, em menos de uma vida humana, percorrer todo o caminho da infância folclórica à maturidade da abstração radical. Para o ouvinte, este volume não é um "descanso"; é uma provocação. Ele nos lembra que a música não existe apenas para nos agradar, mas para nos expandir, forçando-nos a ouvir o que há além das notas. Após explorarmos este limite da abstração sonora, pergunto a você: nesta fase em que o jazz se torna uma linguagem tão profunda e autorreferencial — quase uma arte hermética —, você acredita que ele finalmente completou sua missão de ser "a arte absoluta", ou você vê essa abstração total como o início de um isolamento que, em última análise, retira do jazz a sua capacidade de ser um reflexo compartilhado da experiência coletiva humana?


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel 


O ponto de inflexão na vanguarda que redefine o horizonte no décimo sétimo volume desta coleção funciona como o contraponto necessário ao classicismo do CD16. Se o volume anterior celebrou a maturidade e a economia do Jazz, este CD 17 é a evidência documental de que, mesmo quando o Jazz se torna uma "linguagem clássica", o seu instinto mais profundo é a rebeldia. Estamos no limiar de um período onde a estrutura começa a ser vista não como um alicerce, mas como uma fronteira a ser cruzada. Este volume registra a inquietação que pavimentou o caminho para as explorações modais e a liberdade total que definiriam a década seguinte. O pano de fundo deste CD é o descompasso criativo. Enquanto o mercado e o público consolidavam o Jazz como uma forma de arte respeitável (e por vezes conservadora) os músicos inseridos neste volume buscam deliberadamente a "saída". A estética é marcada por uma tensão fascinante: a disciplina técnica absoluta sendo utilizada para subverter a própria harmonia que a sustenta. É um momento em que a música abandona o conforto da previsibilidade em favor da aventura estética. A evolução técnica aqui documentada é um estudo sobre a desterritorialização do Jazz: A harmonia como suggestão no conceito de "acorde" começa a perder seu papel de ditador e o músico deixa de seguir a progressão de forma linear para flutuar ao redor dela tratando a harmonia como uma cor ou uma textura em vez de um destino obrigatório. O advento do "lirismo angular" nas linhas melódicas tornam-se menos previsíveis, uma valorização do intervalo do salto e da síncope inesperada criando uma narrativa que soa quase como um diálogo filosófico, onde a pergunta e a resposta musical ocorrem em níveis de complexidade elevada. A percussão como "interrupção" na bateria neste volume abandona o papel de mantenedor do pulso constante atuando como um elemento de surpresa e pontuando o silêncio desafiando o solista a encontrar caminhos rítmicos que não dependam da métrica convencional. O arranjo de "câmara livre" nas formações de quarteto e quinteto  funcionam como núcleos de improvisação coletiva onde arranjos é apenas o tema inicial; o que importa é a negociação constante entre os músicos durante o desenrolar da peça. A "fricção" estética é possível sentir neste volume na resistência que esses músicos enfrentavam em um ambiente que já desejava que o Jazz fosse apenas "bonito". Este CD é o registro dessa resistência, capturando momentos onde a nota "errada" é, na verdade, a mais honesta. A ciência do som na engenharia de som demonstra uma preocupação maior em capturar a dinâmica orgânica da sala do que em criar uma sonoridade "limpa" e artificial. O resultado é uma proximidade visceral, como se estivéssemos assistindo a essas sessões em estúdios enfumaçados de Nova York. O legado da busca em muitas dessas faixas, embora fossem vistas como "experimentais" na época tornaram-se hoje os pilares sobre os quais toda a música improvisada moderna se sustenta. Este volume documenta o momento exato em que o Jazz deixou de ser uma "forma" para se tornar um "método de exploração". O CD17 é o volume da coragem. Ele é indispensável por provar que o Jazz, ao contrário de qualquer outro gênero musical, possui um mecanismo interno de autodestruição e renascimento que o impede de morrer. Documentalmente, ele registra a transição de um gênero que sabia "falar" para um gênero que aprendeu a "questionar". É uma audição obrigatória para quem deseja entender que a beleza, no Jazz, não reside apenas na harmonia, mas na força de vontade do artista em buscar o desconhecido. Observando este volume que coloca o Jazz na corda bamba entre o classicismo e a vanguarda, pergunta que fica é: se o Jazz por natureza, é um gênero que se alimenta da mudança, você acredita que chegaremos a um ponto em que a própria ideia de "Jazz" será tão elástica que ele deixará de existir como categoria, fundindo-se inteiramente com a ideia de "música livre" sem rótulos?

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Stan Getz - Stan Getz & Friends (1988)

Artista: Stan Getz
Lançamento: 1988
Selo: Verve Records
Gênero: Cool, Bop

"Compact Jazz: Getz & Friends" é uma coletânea (álbum de compilação) de jazz lançada em 1988 pela gravadora Verve Records. O álbum apresenta o saxofonista Stan Getz em colaborações com diversos outros músicos de renome, referidos como "Friends" (amigos). O CD inclui faixas gravadas com uma variedade de músicos notáveis, extraídas de sessões e álbuns originais produzidos por Norman Granz e Creed Taylor. Os colaboradores incluem: Dizzy Gillespie, Oscar Peterson. Bill Evans, Gerry Mulligan, Ella Fitzgerald, Chick Corea, Bob Brookmeyer, Gary Burton, entre outros em gravações que datam de 1953 a 1967, fazendo parte da série "Compact Jazz" da Verve, que compilava o melhor de seus artistas em formato de CD. 


Saxofone Tenor – Stan Getz
Saxofone Barítono – Gerry Mulligan
Contrabaixo – Ray Brown, Ron Carter, Bill Anthony, Gene Cherico, Leroy Vinnegar
Bateria – Max Roach, Grady Tate, Art Mardigan, Elvin Jones, Joe Hunt, Stan Levey, Shelly Manne, Connie Kay
Guitarra – Herb Ellis
Piano – Oscar Peterson, Chick Corea, Johnny Williams, Bill Evans, Lou Levy
Trompete – Dizzy Gillespie
Trompone - Bob Brookmeyer, JJ Johnson
Vibrafone – Gary Burton, Lionel Hampton
Voz – Ella Fitzgerald

Datas de gravação:

Faixa 01 - 09 de dezembro de 1953, Los Angeles;
Faixa 02 - 30 de março de 1967, Nova York
Faixa 03 - 08 de novembro de 1954, Shrine Auditorium, Los Angeles
Faixa 04 - 06 de maio de 1964, Nova York
Faixa 05 - 19 de agosto de 1964, Cafe Au GoGo
Faixa 06 - 10 de outubro de 1957, Los Angeles
Faixa 07 - 22 de outubro de 1957, Los Angeles
Faixa 08 - outubro de 1957, Los Angeles;
Faixa 09 - 01 de agosto de 1955, Los Angeles
Faixa 10 - 07 de outubro de 1957, Shrine Auditorium, Los Angeles.

Boa audição - Namastê


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz


Boa audição - Namastê



segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951


Artista: VA
Álbum: CD15 (1947)
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951


Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

 

Boa audição - Namastê

sábado, 9 de dezembro de 2023

Ray Gallon - Make Your Move

Artista: Ray Gallon 
Lançamento: 2021
Selo: Cellar Music
Gênero: Post-Bop


A gravação de estreia do pianista Ray Gallon, Make Your Move, foi certificada, aprovada e endossada pelo lendário Ron Carter. Acompanhado por Kenny Washington na bateria e David Wong no baixo. O currículo impressionante de Ray Gallon não indica um artista “da tradição”, ou “da tradição”, mas sim um artista que incorpora a tradição, alguém que é um artista de jazz moderno, atual e ativo do ordem mais elevada. Inclui aparições e gravações com nomes como Ron Carter, Lionel Hampton, Art Farmer, TS Monk, Dizzy Gillespie, Milt Jackson, Harry ''Sweets'' Edison, Wycliffe Gordon, Les Paul, Benny Golson, Frank Wess, Lew Tabackin George Adams e a Big Band Mingus. Gallon também foi chamado para acompanhar muitos grandes nomes vocais (muitas vezes indicativo da elevada musicalidade de um pianista), incluindo Jon Hendricks, Sheila Jordan, Grady Tate, Nnenna Freelon, Gloria Lynne, Dakota Staton, Joe Williams, Chaka Khan, Jane Monheit e outros. Então, a questão que surge é: por que agora? Por que Gallon demorou tanto para lançar sua estreia? ''Eu precisava me sentir pronto - que tinha algo especial a oferecer, com uma identidade pessoal e um conceito refinado em termos de minha forma de tocar, repertório e concepção geral do trio, ao mesmo tempo em que estava imerso na tradição clássica do swing e do blues. O que mais me impressionou quando eu estava chegando, passando inúmeras noites no Village Vanguard, Sweet Basil e Bradley's, vendo/ouvindo Hank Jones, Tommy Flanagan, Cedar Walton, Kenny Barron, Ahmad Jamal, Bill Evans, Jimmy Rowles, Steve Kuhn (e muitos outros mestres), foi como cada um deles soou exclusivamente original, permanecendo fundamentado na tradição. Esses valores também foram incutidos em mim pelos meus professores, John Lewis, Jaki Byard e Hank Jones – que enfatizaram a importância de 'encontrar sua própria voz'', explica Gallon. '' Bem vindo ao mundo da música de Ray Gallon...pianista extraordinário...professor universitário...compositor e arranjador talentoso...e meu querido amigo......os arranjos são compactos, complexos e liso...'' - Ron Carter (extraído do encarte do CD)

Baixo – David Wong
Bateria – Kenny Washington
Piano - Ray Gallon 


Boa audição - Namaste

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Village Vanguard, O lendário clube de jazz de NY

O Village Vanguard na 7th Avenue, 11th Street West em Greenwich Village é o mais antigo clube de jazz em operação contínua em Manhattan. O restaurante, que inicialmente ficou muito tempo fechado após o fim da Lei Seca com o nome de Triângulo Dourado, foi descoberto pelo jovem Max Gordon em 1935. Ele mudou o nome para Village Vanguard e o transformou no clube de jazz mais famoso de Nova York. No início, porém, o clube era um local de apresentação de diversos artistas de diversos gêneros musicais. O músico folk Lead Belly, mas também  Harry Belafonte, ainda completamente desconhecido na época se apresentaram no bar da esquina da Sétima Avenida com a Waverly Place. A partir de 1957, o Village Vanguard tornou-se um puro clube de jazz. O Village Vanguard logo se tornou um dos endereços de jazz mais procurados de Nova York. No início, porém, comediantes e outros artistas também apareceram ao lado de músicos como Sidney Bichet e Mary Lou Williams. Os convidados permanentes subsequentes e músicos da casa incluíram Charles Mingus, Elvin Jones e Dexter Gordon. Seguiram-se concertos de  Thelonious Monk, Dizzy Gillespi, Miles Davis, Stan Getz e Art Blakey e muitos outros. O Vanguard tornou-se um dos locais mais procurados tanto por músicos quanto por fãs de jazz nova-iorquinos. No início da década de 1960, tornou-se cada vez mais difícil para os operadores de clubes sobreviverem economicamente e começou a grande morte dos clubes de jazz em Manhattan. Quando muitos clubes, como o lendário Birdland, tiveram que fechar em meados da década de 1960, o "Vanguard" sempre foi uma garantia de jazz de alta qualidade em Nova York. Quadros e cartazes nas paredes ainda nos lembram os antigos mestres do jazz e os velhos tempos. Depois que o fundador Max Gordon morreu em 1989, sua esposa Lorraine Gordon assumiu o bar de jazz e administrou o negócio até sua morte em junho de 2018. O Vanguard permanece propriedade da família - a filha Deborah Gordon assumiu o comando do clube desde 2018. Com o tempo, novos aspirantes a músicos começaram gradualmente a aparecer no clube de Nova York. O trompetista Wynton Marsalis, o guitarrista Kurt Rosenwinkel, o contrabaixo Christian McBride e o pianista Brad Mehldau estão entre os nomes de destaque das gerações seguintes. Também bandas e artistas da geração mais jovem como: B. The Bad Plus, Chris Potter e Esperanza Spalding aparecem regularmente no Vanguard. A geometria única faz do Village Vanguard um excelente local para gravações ao vivo . O edifício, tal como o clube com os seus 123 lugares na cave, é em forma de cunha. O palco fica em um dos cantos da sala. Até o momento, cerca de 160 gravações ao vivo foram feitas no Vanguard bem com nos últimos anos, alguns vídeos ao vivo foram adicionados. 

___________________________________________________________

1957: Noite no Village Vanguard (Sonny Rollins, Blue Note)

1961: Valsa para Debby e Domingo no Village Vanguard (Bill Evans, Riverside)

1961: No Village Vanguard (Charlie Byrd)

1961: Coltrane “Live” no Village Vanguard (John Coltrane, Impulse!)

1962: The Cannonball Adderley Sextet em Nova York, com Nat Adderley e Yusef Lateef gravado “ao vivo” no Village Vanguard (Riverside)

1963: Impressões (John Coltrane, Impulse!)

1966: All My Yesterdays: The Debut 1966 Recordings at the Village Vanguard (Thad Jones/Mel Lewis Orchestra, Resonance, 2016)

1967: Viva novamente no Village Vanguard! (John Coltrane, Impulso!)

1970: Betty Carter no Village Vanguard (Betty Carter, Verve)

1976: De volta ao lar: ao vivo no Village Vanguard (Dexter Gordon, Sony)

1979: Formigas Nuas (Keith Jarrett, Jan Garbarek, Palle Danielsson, Jon Christensen, ECM 1986)

1980: Apague as estrelas (Bill Evans, Nonesuch)

1984: Ao vivo no Village Vanguard (Michel Petrucciani, Blue Note)

1988: Apenas amigos: ao vivo no Village Vanguard (Eddie Daniels/Roger Kellaway, Resonance, 2017)

1999: Ao vivo no Village Vanguard (Wynton Marsalis, Sony)

2006: Ao vivo – No Village Vanguard (Brad Mehldau, Nonesuch)

2007: Ao vivo no Village Vanguard (Bill Charlap, Blue Note)

2008: Brad Mehldau Trio ao vivo

2009: One Night Only (Barbra Streisand e Quarteto no The Village Vanguard)

2014: Ao vivo no Village Vanguard (Marc Ribot Trio, Pi Recordings)

2014: Ao vivo no Village Vanguard (Christian McBride)

2017: Sonhos e Adagas (Celine McLorin Salvant)

2019: Common Practice (quarteto de Ethan Iverson, com Tom Harrell)




 Boa leitura - Namastê

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

CD2: Lennie Tristano Personal Recordings 1946-1970 (Boxset 6CDs).

Artista: Lennie Tristano

Álbum: Personal Recordings - CD2

Lançamento: 2021

Selo: Mosaic Records / Dot Time Records

Gênero: Bop, Hard-bop, Pós-Bop

Lennie Tristano é frequentemente mal classificado como um progenitor do estilo “cool” de jazz, possivelmente porque a sua abordagem era tão comedida, lírica e precisa em contraste com a energia irregular do bebop. Mas a amplitude e a profundidade de sua forma de tocar vão muito além do gênero pós-Segunda Guerra Mundial em ambas as direções. Estudante do Conservatório Americano de Música de Chicago, ele começou a se destacar em Nova York em meados da década de 1940, chegando a tocar ao lado de Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Max Roach. Os beboppers maravilhavam-se com seus dons harmônicos excepcionais, sua habilidade em tocar linhas solo longas e intrincadas e seu virtuosismo infalível. Ele contribuiu para a música de Parker e Gillespie sem copiar servilmente sua abordagem. As gravações vêm de um tesouro de material da coleção pessoal de Tristano – airchecks, gravações remotas, datas ao vivo preservadas por seus associados no coreto e faixas gravadas no estúdio de Lennie na East 32 nd Street, em Nova York . Não originalmente destinados ao lançamento comercial, eles fornecem uma visão íntima da gama de Tristano e de sua abordagem inconfundível ao jazz. O disco 2 apresenta maravilhosas gravações de piano solo de Tristano gravadas no Rudy Van Gelder Studio e no próprio estúdio de Lennie na East 32nd Street. As 15 faixas deste disco demonstram o mundo interior de harmonia de Tristano. Não se pode deixar de ficar maravilhado com a facilidade técnica de Tristano, mas o que é verdadeiramente surpreendente é o pathos e a alma sentidos em cada faixa.

__________________________

Sax. Alto  – Lee Konitz (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)

Baixo – Arnold Fishkin (faixas: 1-15, 3-1 to 3-6), Joe Shulman (faixas: 3-7, 3-8), Peter Ind (faixas: 4-1 to 4-11), Sonny Dallas (faixas: 5-1 to 5-8, 6-8 to 6-14)

Bateria – Al Levitt (faixas: 4-8 to 4-11), Jeff Morton (faixas: 3-1 to 3-8), Nick Stabulas (faixas: 5-7, 5-8, 6-8 to 6-14), Tom Wayburn (faixas: 4-1 to 4-7)

Guitarra – Billy Bauer (faixas: 1-1 to 1-5, 1-7 to 1-15, 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)

Piano – Lennie Tristano

Sax. Tenor  – Warne Marsh (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7), Zoot Sims (faixas: 6-14)

______________

Gravações – Lennie Tristano (faixas: 2-2 to 2-15, 4-1 to 5-8), Lenny Popkin (faixas: 2-16 to 2-18), Rudy Van Gelder (faixas: 2-1)

Gravado por [Wire Recordings] - Billy Bauer (faixas: 1-7 a 1-11, 3-1 a 3-5, 6-1 a 6-7)

______________________________

Locais e datas de gravação:

2-1: Van Gelder Studio, Hackensack, Nova Jersey , 1952

2-2 a 2-15 : Estúdio de Lennie, Palo Alto St., Hollis, NY, c. 1961

2-16 a 2-18: estúdio de Lennie, Palo Alto St., Hollis, NY, 15 de outubro de 1970


 Boa audição - Namastê



sábado, 16 de setembro de 2023

Boxset: Jazz In Britain 1919-1950 (04xCD - Compilation)

Artista: VA 

Álbum: Jazz Takes Hold in the UK - CD03

Lançamento: 2005

Selo: Proper Records

Gênero: Swing, Trad Jazz, Ragtime


 O livro ‘A History of Jazz In Britain 1919-50’ retrata a chegada do jazz no Reino Unido, a influência de músicos norte-americanos, a era big-band e depois o ‘bop’, o desenvolvimento do jornalismo especializado e os clubes de jazz e, sobretudo, as apresentações de músicos norte-americanos na Grã-Bretanha. De autoria de Jim Godbolt foi a primeira pesquisa verdadeiramente abrangente do fenômeno a partir de uma perspectiva puramente britânica. O livro traça a história do jazz no Reino Unido e não de jazz britânico. Apesar da já existente literatura de jazz antes de ter sido publicado pela primeira vez em 1984, não há nenhum outro livro para rivalizar com ele. O autor, que conviveu com o jazz ao longo da sua vida analisa em detalhes a chegada do jazz com a ‘Original Dixieland Jazz Band’ em 1919, a era das big bands e a extraordinária revolução causada pelo bop. Todos os artistas e as fulgurantes bandas do período são abordadas: Ted Lewis com Jimmy Dorsey e Muggsy Spanier, Louis Armstrong, Duke Ellington, Paul Whiteman, Cab Calloway, Dizzy Gillespie, Fats Waller, Benny Goodman, Sidney Bechet e muitos mais. A influência destes mestres sobre os músicos britânicos é examinada assim como os relatos da imprensa da época, alguns efusivos, outros ofensivos. As revistas especializadas, os clubes, a discografia e as raízes são discutidas. Além disso, o livro narra o duelo que se travou e culminou na apresentação de Sidney Bechet e Coleman Hawkins nos palcos britânicos em desafio à proibição do sindicato dos músicos ‘Musicians’ Union’ que resultou em um fiasco judicial. O livro é referência indispensável para os aficionados do jazz e interessante e às vezes surpreendente para o leitor leigo. Jim Godbolt nasceu no sul de Londres em 1922. Após ser dispensado da marinha, tornou-se empresário do pianista auto-didata, bandleader e dixielander (dixieland é um sub-gênero do jazz criado em 1910 em New Orleans) George Webb em 1946. George, assim como Jim, também era amante do jazz desde a adolescência e fundou o clube ‘Bexleyheath Rhythm Club’ onde ele e os adeptos do jazz se reuniam para ouvir música gravada principalmente dos seus ídolos: King Oliver e Louis Armstrong. George Webb em 1941 fundou a sua própria dixielander e foi apelidado de ‘pai do jazz tradicional britânico’. Jim Godbolt por sua vez, dirigia uma agência com Lyn Dutton e Humphrey Lyttelton em 1951, e fundou a sua própria em 1952 representando a ‘Magnolia Jazz Band’ de Mick Mulligan, trompetista e bandleader que tornou-se dono de cavalos de corrida, quando o rock’n’roll amorteceu o entusiasmo pelo jazz. Por mais de 60 anos Jim dedicou-se à música, trabalhando como jornalista, agente e gerente, não apenas para músicos de jazz, mas também para os grupos dos anos 1960. Em 1971, Jim deixou o negócio do entretenimento para se concentrar em sua carreira de escritor.

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Boxset: Born To Swing "100 Original Big Band Classics" - Vol.01

Artista: VA

Álbum: Born To Swing Vol.01 

Lançamento: 1996

Selo: PLC da Castle Communications 

Gênero: Big Band, Swing

O termo ‘swing’, que significa balanço e oscilação, é utilizado no jazz de duas formas completamente diferentes. No sentido técnico, usualmente arranjado para grandes orquestras dançantes, caracterizado por uma batida menos acentuada que a do estilo tradicional, e menos complexo, rítmica e harmônicamente falando, do que o jazz moderno. No sentido histórico, o swing coincide com a era do swing, o período clássico do jazz, que começa nos primeiros anos após a grande depressão econômica dos anos 20 e os últimos da Segunda Guerra Mundial, aproximadamente entre 1932 e 1943. Embora o swing só tenha caído no gosto popular com a ascensão de Benny Goodman em 1935, o estilo já existia há mais de uma década. O jazz nas suas formas iniciais enfatizava a improvisação espontânea, mas à medida que as bandas de dança se tornaram populares nos anos 20 e começaram a usar mais três ou quatro instrumentos de sopros, se tornou necessário que os arranjos fossem escritos para que a música pudesse estar organizada e coerente.

Alton Glenn Miller (1904-1944) foi trombonista profissional na banda de Ben Pollack e bandleader na era do swing. Mais tarde transformou-se num organizador de orquestras, sobretudo das dos irmãos Dorsey, iniciada em 1934, e de Ray Noble, organizada em 1935. Depois de ter tentado infrutiferamente formar a sua própria orquestra em 1937, acabou por conseguir no ano seguinte. Ele foi um dos artistas de mais vendas entre 1939 e 1942, liderando uma das mais famosas big bands. Durante a 2.ª Guerra Mundial, era capitão, sendo promovido mais tarde a major e a diretor da banda da força aérea do exército dos Estados Unidos na Europa. Ao voar da Inglaterra para Paris, desapareceu; os corpos dos ocupantes nem os destroços do avião jamais foram avistados.

Rowland Bernard ‘Bunny’ Berigan (1908-1942) foi trompetista que chegou à fama durante a era do swing, mas cujo virtuosismo e influência foram encurtados por uma batalha perdida com o alcoolismo, que terminou em sua morte prematura aos 33 anos. Sua clássica gravação de 1937, ‘I Cant Get Started’, com letra do então pouco conhecido Ira Gershwin e música de Vernon Duke foi introduzida no Hall da Fama do Grammy em 1975.

Earl Kenneth Hines (1903-1983) foi compositor, líder de bandas e um dos mais importantes pianistas da história do jazz. Em Chicago conheceu Louis Armstrong e, juntamente com Zutty Singleton, tocaram no ‘Sunset Café’. Em 1927, esta torna-se a banda de Louis Armstrong, e Hines o seu diretor. Armstrong percebe o estilo ‘avant garde’ de Hine ao tocar piano como um trompete, recorrendo ao uso de oitavas para que o seu piano pudesse ser mais facilmente ouvido. Em 1928, lidera a sua própria banda. Foi no clube de Al Capone, o ‘Grand Terrace Ballroom’, que estreou como líder de banda. Pela sua banda passaram Nat King Cole, que o substituía no piano, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie Parker. Liderou a sua banda até 1947, quando passou temporariamente a liderar a banda de Duke Ellington, enquanto este se encontrava doente. O tempo das grandes bandas e orquestras encontrava-se no fim.


James Fletcher Henderson Hamilton Jr. (1897-1952) foi pianista, bandleader, arranjador e compositor, importante no desenvolvimento das big bands e do swing. Henderson, juntamente com Don Redman, estabeleceu a fórmula para a música swing. Foi o responsável por trazer Louis Armstrong de Chicago para Nova York. Em 1922 ele formou sua própria banda, que rapidamente se tornou conhecida como a melhor banda composta por afro-americanos em Nova York. Além de sua própria banda, ele arranjou para várias outras bandas, incluindo as de Teddy Hill, Isham Jones, e a mais famosa, a de Benny Goodman.

Benjamin David Goodman (1909-1986) foi clarinetista e bandleader conhecido como ‘O Rei do Swing’, ‘Patriarca da Clarineta’, ‘O Professor’ e ‘Mestre do Swing’. Na década de 30, Benny Goodman liderou um dos grupos musicais mais populares da América. Seu concerto de 1938 no Carnegie Hall em Nova York é descrito como o mais importante na história da música popular. Goodman lançou as carreiras de muitos grandes nomes do jazz, e durante a era de segregação ele foi um dos primeiros a integrar em sua banda músicos negros. Foi responsável por um passo significativo na integração racial na América. No início dos anos 30, músicos negros e brancos não podiam tocar juntos na maioria dos clubes ou concertos. Benny Goodman quebrou a tradição ao contratar o pianista negro Teddy Wilson e o baterista branco Gene Krupa para tocarem no Trio Benny Goodman. Goodman continuou a sua ascensão meteórica ao longo do final dos anos 30 com sua big band, o seu trio e quarteto e um sexteto. Por meados dos anos 40, no entanto, as grandes bandas perderam muito de sua popularidade.



 Boa audição - Namastê