Álbum: The Jazz Soundtracks
Lançamento: 1958-2008
Selo: Gambit Spain
Genero: Jazz, Cool jazz



A House Party do organista Jimmy Smith com performances gravadas nos anos de 1957 e 1958 e lançado pelo selo Blue Note é sem sombra de duvida um trabalho de referencia pra maioria dos músicos que toca esse instrumento, bem como a liberdade que suas mãos oferecem numa criatividade impar e esplêndida para um instrumento marginalizado nas fileiras do jazz até então. Lindsay Planer no guia "Allmusic" premiou com o álbum 4 estrelas e afirmou que "O verdadeiro prazer reside na experiência de ouvi-la". O álbum foi relançado em 2000 com uma faixa bônus "Confirmation" do mestre "Parker" no formato digital.
Dotada de uma voz forte, bonita e fraseado muito preciso, o espírito irreprimível de Dinah Washington traduz a imperatriz do Blues, Bessie Smith, em um talento incomum se comparado por varias outras divas que prestaram semelhante homenagem. Washington parece simplesmente gloriosa, com foco em alternando frases que lembra a própria Smith, enfatizando suas raízes próprias do velho Blues as margens do Mississipi, berço da criação. Acompanhada por Eddie Chamblee e Sua Orquestra, enfatiza o vaudeville e som Dixieland do início do século com direito a trombone, trompete e percussão no ritmo da época. Reeditado várias vezes (ocasionalmente sob o título A Bessie Smith Songbook), Dinah Washington "Sings Bessie Smith" traça um equilíbrio perfeito entre tributo e declaração artística genuína de uma artista consagrada a um mito perpetuado na lenda. A Verve em sua reedição acrescentou as faixas alternativas "Trombone Blues (AKA Trombone Cholly)" e "Careless Love", além de três músicas tiradas de um desempenho no festival Newport. Gravado no Universal Studio, Chicago, Illinois, 30 de dezembro de 1957, 07 e 20 de janeiro 1958 e ao vivo no Jazz Festival, Newport, Rhode Island em 06 de julho de 1958.
“Comecei a pensar seriamente em me aposentar da música em 1974. Estava em São Paulo - Brasil, e andara bebendo muita vodka e fumando um pouco de maconha – o que nunca fizera, mas estava me divertindo muito e me disseram que era muito bom. Além disso, tomara um pouco de Percodan e cheirava coca adoidado. Quando voltei ao quarto de hotel, achei que estava tendo um ataque cardíaco. Liguei pra recepção, chamaram um médico e me levaram pra um hospital. Me enfiaram tubos no nariz e intravenosos no corpo. O conjunto ficou assustado; todos acharam que eu ia morrer. Eu pensei comigo mesmo: É isso aí. Mas me livrei dessa. Jim Rose, meu gerente de excursões, disse a todos que eu provavelmente só tinha palpitações, por causa de todas aquelas drogas, e que estaria bom no dia seguinte, e estava mesmo. Tiveram de cancelar o espetáculo naquela noite e reprogramá-lo pra noite seguinte. Toquei e entusiasmei todo mundo, de tão bom que estava. O pessoal não acreditava. Num dia eu parecia à beira da morte e no dia seguinte tocava pra caralho. Acho que me olhavam como eu olhava Bird em pasmo total. Mas é assim que nascem as lendas. E eu curti adoidado as belas mulheres do Brasil. Elas caíam em cima de mim e descobri que eram sensacionais na cama. Amavam amar. Depois que retornamos do Brasil, iniciamos uma excursão pelos Estados Unidos, tocando com o grupo de Herbie Hancock. Herbie tinha um disco de grande sucesso e era realmente querido pela garotada negra. Concordamos em abrir o espetáculo pra eles. No fundo isso me deixou puto. Quando tocamos na Universidade de Hofstra, em Long Island, Nova York, Herbie - que é uma das pessoas mais legais do mundo e que eu amo – passou no camarim pra me dar um alô. Eu lhe disse que ele não pertencia ao conjunto e que o camarim era interditado a quem não fosse do conjunto. Pensando nisso depois, compreendi que era só raiva por ter de abrir o espetáculo pra um ex-acompanhante meu. Mas Herbie compreendeu e limpamos a barra depois. Eu percorria o país com Herbie e estávamos arrasando. As platéias em sua maioria eram jovens e negras o que era bom. Era o que eu queria, finalmente chegava lá. Meu conjunto se tornava realmente quente a essa altura. Mas meu quadril estava uma merda e a música amplificada também já começava a me encher. Estava ficando cheio de tudo e ainda por cima me achava fisicamente doente também. Tocamos em Nova York e em muitas outras cidades. Depois fui a St. Louis fazer um concerto e Irene, mãe de meus filhos apareceu na festa depois. Começou a me humilhar na frente de minha família, amigos e músicos. Me vieram lágrimas aos olhos. Me lembro da expressão no rosto de todos, como se esperassem que eu desse uma porrada nela. Mas eu não podia fazer isso porque sabia o motivo da dor dela, sabia que nossos dois filhos eram uns fracassos e ela me culpava por isso. Embora fosse embaraçoso pra mim ouvir aquilo assim eu também sabia que algumas das coisas que ela dizia eram verdade. Eu chorava porque sabia que tinha de aceitar grande parte da culpa. Foi uma experiência muito dolorosa. Logo depois de me encontrar com Irene em St. Louis, desmaiei e me levaram correndo pro Homer G. Phillips Hospital. Tinha uma feia úlcera perfurada e um amigo meu, o Dr. Weathers apareceu e me tratou. Eram todas aquelas bebidas, pílulas, drogas e tudo mais. Eu vinha escarrando muito sangue, mas não ligava pra isso até chegar a St. Louis. Vivera entrando e saindo tanto de hospitais que já quase se tornara rotina. Acabara de extrair nódulos da laringe. Agora ali estava de novo no hospital. Devíamos tocar em Chicago no dia seguinte e tivemos de cancelar. Quando acabei as apresentações com Herbie e voltei a Nova York, no verão de 1975, pensava seriamente em parar. Toquei em Newport em 1975, e depois no Schaefer Music Festival no Central Park. Depois me senti tão mal que cancelei um concerto que devia fazer em Miami. Quando fiz o cancelamento os músicos com seus equipamentos já estavam lá e os empresários retiveram o equipamento de som e tentaram nos processar. Depois disso decidi parar. Nessa época, o conjunto era Al Foster na bateria, Pete Cosey na guitarra, Reggie Lucas na guitarra, Michael Henderson no baixo, Sam Morrison (que acabava de substituir Sonny Fortune) no saxofone e Mtume na percussão. Eu dobrava nos teclados. Parei sobretudo por motivo de saúde mas também porque estava espiritualmente cansado de toda aquela merda pela qual passara todos aqueles longos anos. Me sentia artisticamente esgotado, cansado. Não tinha nada a dizer em termos musicais. Sabia que precisava de um descanso e o tirei, o primeiro desde que começara a tocar como músico profissional. Achei que quando estivesse um pouco melhor no físico na certa começaria a me sentir melhor espiritualmente também. Estava cheio e cansado de entrar e sair de hospitais e de andar cambaleando por aí, subindo e descendo de palcos. Começava a ver piedade nos olhos das pessoas, quando olhavam pra mim e não via isso desde que era viciado. Não queria isso. Larguei a coisa que mais amava na vida – a música – até conseguir me refazer de novo. Pensei em me retirar por uns 6 meses, talvez, mas quanto mais ficava fora menos sabia se ia voltar mesmo. E quanto mais ficava fora, mais afundava em outro mundo escuro quase tão escuro quanto aquele do qual me arrancara quando era viciado. Mais uma vez foi uma longa e dolorosa estrada de volta à sanidade e á luz. No fim, foram necessários quase 6 anos e mesmo então eu ainda tinha dúvidas sobre se podia voltar completamente.” ______________________________________________________


Billie Holliday foi a melhor cantora de jazz de sua geração e, na opinião de seus admiradores e de muitos críticos, a melhor de todos os tempos. Eleanora Holiday nasceu no gueto negro de Baltimore. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, portanto a data aceita de seu nascimento era a que ela costumada dizer: 07 de abril de 1915. Sua mãe, Sadie Fagan (13 anos) chamada Nora e seu pai, o guitarrista Clarence Holiday (15 anos), eram ainda adolescentes quando Billy nasceu. Foi Clarence quem lhe chamava de “Bill” por achar que ela se comportava como um garoto. Billie sofreu tudo o que se poderia esperar na vida de uma menina americana negra e pobre. Viveu com a mãe separada do pai, foi violentada por um vizinho aos dez anos e castigada por isso, sendo internada em uma instituição com “métodos correcionais” pré-medievais. Aos doze, trabalha lavando assoalhos e prestando serviços a dona de um prostíbulo onde ouve pela primeira vez discos de Louis Armstrong e Bessie Smith. Aos 14, já em New York e indignada com a posição de criada de sua mãe e com o racismo, cai na prostituição e enfrenta quatro meses de cadeia. Motivo: não querer satisfazer um chefe da máfia negra do Harlem. Em 1930, ameaçadas de despejo por dever 45 dólares ao senhorio, Billie sai à rua disposta a roubar ou matar se preciso. Assím começa a lenda de Billie. Percorrendo os bares do Harlem em busca de algum dinheiro, entra no Pod’s and Jerry’s oferecendo-se como dançarina. Um desastre. O pianista com pena pergunta se ela sabe cantar e Billie pede que que ele toque "Trav’lin All Alone" e em poucos instantes todos estão com os olhos grudados nela que sai do bar com cinquenta e sete dólares e um emprego com salário fixo. Três anos depois tendo cantado em vários lugares é assistida pelo produtor John Hammond, entra no estúdio em 27 de novembro de 1933 pelas mãos de Benny Goodman. Em 1935 já aparece cantando com a orquestra de Duke Ellington no filme "Symphony in Black, A Rhapsody of Black Life" e inicia uma frutífera parceria com o pianista Teddy Wilson, gravando mais de oitenta músicas em seis anos. No entanto suas experiências com as Big Bands entre 1936 e 1938 são amargas. Com Count Basie passa por vexames como pintar o rosto com graxa de sapato porque um empresário achou que sua pele era muito clara. Com a orquestra branca de Artie Shaw é muito bem tratada pelos músicos mas sente o racismo nas turnês pelo Sul. Cansada de tais humilhações volta para New York e mais uma vez pelas mãos de Hammond, consegue um bom contrato no Café Society de Barney Josephson. Em 25 de janeiro de 1937, Billie e o saxofonista Lester Young entram juntos pela primeira vez em um estúdio. Alguém escreveria que naquele dia “surgiu uma nova forma de poesia amorosa entre a voz humana e o instrumento musical”. Em quatro anos gravaram cerca de 50 canções, verdadeiras jóias repletas de swing, bom gosto, criatividade e cumplicidade que se estendia ao trompetista Buck Clayton. Lester a chamava de Lady Day e ela o apelidou de Prez (de presidente dos sax-tenores). A autobiografia (1956), escrita em colaboração com o jornalista William Dufty, foi chamada Lady sing the Blues. O título refere-se mais a sua infância infeliz e seu envolvimento com a heroína do que propriamente a sua música. Um fiasco. Sua carreira foi entremeada de entradas em hospitais e prisões à medida que o vício lhe trazia mais problemas. O filme Lady Sings the Blues (O caso de uma estrela), estrelado por Diana Ross (uma péssima interpretação), serviu somente para chamar a atenção do público sobre Billie. Diana não está bem no papel e a crítica não a poupou. Billie Holiday só ganhou a devida fama e respeito após sua morte, acontecida em 17 de julho de 1959, na Filadélfia, aos 44 anos vitimada de overdose e outras circustancias depresivas. Sua voz é uma marca única nas interpretações de centenas de preciosidades que deixou gravada. O albúm "Lady In Satin", seu melhor trabalho, hostenda o titulo referente ao luxuosos arranjos de cordas do maestro Ray Ellis com uma orquestração plausível a voz ainda mais rouca de Billy devido ao uso excessivo de heroina. Embalada em uma harmonia contagiante, o albúm oferece releituras de clássicos como: "I´m A Fool to Want You" (imortalizada na voz de Frank Sinatra) e "The End Of A Love Affair" (Edward Redding). Gravado em 19 e 21 de Fevereiro de 1958 para o selo Columbia Records e produção de Irving Towsend, "Lady In Satin" só foi lançamento em junho de 1958. Curiosamente no relançamento de 1997, agregou mais 04 faixas take matando um pouco a nostalgia.
“Trane” – diminuitivo de Coltrane – obteve uma longa maturação evolutiva presente num percurso ideal para os músico da sua geração: pratica sucessivamente a fanfarra, o rhythm’n’blues, o be-bop em big band (na do Apollo e depois na de Gillespie) e toca depois com dois dos maiores virtuosos do saxofone – Hodges e Bostic. Mas é com Miles que Coltrane sai do anonimato. Miles lança-o consigo para a boca dasnoites. Entre eles nasceu uma amizade profunda e uma cumplicidade musical comparável à que unia Parker e Gillespie. O seu quinteto (ao qual se juntará Cannonball Adderley) evoluiu muito rapidamente: inicialmente tímido Coltrane começa a ganhar protagonismo nos últimos meses de 59 devido à energia que emprega nos seus solos e nas suas intervenções criativas pondo Miles numa certa confusão. Também tocou ao lado de Monk, outro grande mestre cuja influência foi decisiva para as suas concepções harmónicas e rítmicas. Em 1960 adopta o saxofone soprano e torna-se o maior estilista desse instrumento. Trane estudou a politonalidade e o improviso modal bem como mostrou interesse pelas “ragas” indianas, pelas escalas pentatónicas africanas e pelas polifonias dos pigmeus. Estes fatores decuplicavam a sua imaginação melódica conseguindo timbres e efeitos inéditos na tradição ocidental. "Settin' the Pace" contem gravação de 26
de Março de 1958 numa performasse de ao vivo de Trane no In Hackensack - NJ. pelo selo Prestige com apenas 04 musicas: "I See Your Face Before Me" (10:00), "If There Is Someone Lovelier Than You" (9:23), "Little Melonae" (14:00) e "Rise 'n' Shine" (7:15). O relançamento deste album em 2001, acrescentou as faixas "By The Numbers" (12:01) de outra apresentação de Trane com a mesma formação. Absolutamente para os colecionadores esta é a melhor performasse de sua carreira tendo em vista o absolutismo encontado nos musicos e suas atuações. É de conhecimento de todos que Trane se saia melhor em suas apresentações do que "confinado em um estudio", disse o musico certa vez aos poderosos da Prestige. Aqui temos as maõs magicas de Rudy Van Gelder.
Filho de John Robert Coltrane e Alice Blair Coltrane, John William Coltrane nasceu em 23 de setembro de 1926 em Hamlet, Carolina do Norte. Com apenas dois meses de idade se muda com a família para High Point (Carolina do Norte) após a nomeação de seu avô, o Reverendo William Blair para a Igreja Metodista Africana Episcopal de Sião. John cresceu no meio de uma família de músicos: seu pai, que era alfaiate, tocava violino e ukulele, e sua mãe cantava no coro da igreja e tocava piano nas horas vagas. Em 1939, com treze anos de idade e após terminar o ano primário, perde seu pai, seu tio e seus avós em um intervalo de um mês, restando somente ele, sua mãe, sua tia e primo. Logo sua mãe começou a trabalhar como doméstica para sustentar a família, enquanto ele terminava o ano secundário. Na banda da escola ele aprende primeiramente a tocar clarinete, mas decide largar este instrumento pois se interessou mais pelo saxofone alto, depois de ouvir o saxofonista Johnny Hodges com a banda de Duke Ellington no rádio. Suas influências musicais dessa época foram o saxofonista tenor Lester Young e Count Basie e banda. Durante a Segunda Guerra Mundial, sua mãe, sua tia e seu primo se mudam para Nova Jérsei - Filadélfia, em busca de trabalho, deixando Trane com amigos da família. Após ter terminado o ano escolar, ele se muda também para Nova Jérsei em junho de 1943, arranjando emprego em uma refinaria de açúcar. Por um ano ele freqüenta a Ornstein School of Music e estuda no Granoff Studios, além de começar a tocar em alguns bares. "Lush Life" registra Coltrane no início de 1958 quando gravava para Prestige Records. Sua leitura neste album é considerado pelos amantes do jazz um clássico com produção e supervisão do engenheiro Ruddy Van Gelder, em seu estudio em New Jersey. Copilado em três sessões diferentes, reúne as tres primeiras faixas (Like Someone in Love, I Love You e Trane's Slo Blues) de 31 de Maio e 16 de Agosto de 1957 com seu trio de feras como Earl May no baixo e Art Taylor na bateria. O restante das faixas são de 10 de Janeiro de 1958 já com com seu quinteto composto por Red Garland ao piano, Paul Chambers no baixo, Louis Hayes na bateria e Donald Byrd no trompete. Destaque para a faixa titulo que tem uma envergadura de tirar o folego bem como 14:00 minutos de puro hard bop que Coltrane estava trabalhando na mistura de blues e formas livres na execução de seu sax. Um fato curioso é a liberação deste albúm apenas em 1960 pela Prestige Records sem muita explicação ja que na discografia de Trane data de 1958 fazendo um trivial na carreira do musico.
James Byron Dean (1931-1955) em alguns círculos, foi o epítome do cool. Seu "viver rápido e morrer jovem" traduzia uma rebeldia palpável para uma geração fervilhada e de grande influencia. Passou pela existencia em brancas nuvens, deixando um legado que a muito aspira novos debulte sem exito ou primazia. Assim como Dean, o trompetista Chet Baker também foi simbólo de arrefecer. Ela fazia sentido que o trompete de Baker agridoce iria desempenhar um papel importante na música para o filme documentário A História de James Dean, em 1956. Este álbum é algo diferente do que apenas uma outra sessão de Chet Baker ha sua discografia, certamente que não me refiro a uma sessão de Chet como algo precioso. Mas este álbum é mais um esforço colectivo e extraordinária delicadeza do que um grupo de músicos reunido apenas para tocar com Chet ao longo de data. É puro jazz costa oeste do mais alto calibre em todas as coisas preciosas que ela significa para cada um dos musicos deste estilo. Quer dizer não tem swingin, é adocicado. Não é apenas um bom sopra das corriqueiras sessões, é algo mais elaborado. Sendo uma trilha sonora para o documentário sobre a vida de James Dean segue-se uma espécie de conceito e os fluxos de música a tentar dizer a história dos diferentes momentos da vida do homem do topete hollywoondiano que era. A lista de músicos é absolutamente incrivel: Monty Budwig, Mel Lewis, Claude Williamson, Don Fagerquist, Charlie Mariano, Bud Shank, Pepper Adams e assim por diante, traduz uma simetria entre os instrumentos que deixa claro uma ideia, as aspirações são bem divididas. As modalidades são de dois dos maiores arranjadores da época, Johnny Mandel e Bill Holman. O ano é 1956 e a produção ficou a cargo de Richard Bock, Woody Woodward, Woody Woodward. O filme, dirigido por Robert Altman e George W. George, fornece uma visão espacional de uma brilhante presenças cada vez mais poderoso de James Dean e sua irreverecia como ator e ser humano que era. Rodado após a sua morte e narrado por Martin Gabel, este filme apresenta uma colagem de clipes do cinema e da televisão, como entrevistas com seus familiares e amigos, bem como ainda fotos de toda a sua breve, mas intenso e lendária vida . Um altentico Smooth Jazz, Cool Jazz pela Pacific Jazz Records, Gravado em Los Angeles em 8 de novembro de 1956. As faixas 3, 7 e 11 são mono. Nota: O menor canal esquerdo drop-outs nas faixas 2 e 10 estão em fitas master originais. Reeditado em 2000. James Dean era filho único, seu nome foi uma homenagem da mãe ao poeta inglês Lord Byron, filho de Wilton Dean um protético e de Mildred Dean filha de fazendeiros metodistas.
Pense em sua relação com a música. Se não concordar que a melhor música é aquela capaz que induzir aos melhores pensamentos ou pela ausência dos mesmos, o estado meditativo, então desista agora mesmo desta leitura. Aos que prosseguem, deixo claro desde já que este e qualquer texto introdutorio aqui publicado se tratam de escritos inacabados, em constante desenvolvimento, os quais agrada-me designar por works in progress. "Viva o fim do imprimatur". O que distingue a breve e intensa colaboração entre Evans e o contrabaixista Scott LaFaro (1936-1961) é a idéia, já à época reconhecida como inovadora (coisa rara), de improvisação coletiva na qual o contrabaixo, emancipado de sua função no jazz até então meramente harmônica e rítmica, assume papel proeminentemente temático em continua interação com o piano. Dentre as gravações do Bill Evans Trio com LaFaro, destacam-se o álbum gravado em estúdio Portrait in Jazz (1959) e as resultantes de duas sessões ao vivo em domingos consecutivos no Village Vanguard (1961) dias poucos antes da morte do lendário baixista em um acidente automobilístico. Tais registros emanam um frescor inaudito, neles presenciando-se, também, a invenção de um modo de improvisar com acordes que vem a se constituir num dos mais reconhecíveis pilares da execução única de Evans. Improvisadores de jazz, ao contrário de músicos clássicos que, em situações ideais, ainda que raras, repetem pouco um repertório vastíssimo, improvisam recorrentemente, não raro por uma vida inteira, sobre um número reduzido de obras nas quais se “especializam”. Scott laFaro mudou o mundo dos sons graves, embora com muito pouco tempo para fazê-lo desde que ele morreu em 1961, quando fui a um ensaio com o trio após acompanham Stan Getz em um concerto no Newport Jazz Festival. No entanto, a criatividade de Scott deu para muito mais e apesar de ser lembrado sobretudo pela sua associação com Bill Evans e sua morte prematura, ele colaborou com muitas jazz greats. Como prova, os seus registros com Chet Baker (The Genius 2 Trompete do Fifties), Stan Getz (Stan o homem), Tony Scott (Dedications, Sung Heroes), Ornette Coleman (Free jazz, Ornette!), Miles Davis (Tune Up!), Hampton Hawes (For Real!, O Maior Blues). No final do anos 50, Scott trabalhou ao lado do guitarrista Barney Kessel, no Farol, em Hermosa Beach, até que em 1959 veio para a rua ao lado de Benny Goodman. Depois foi estrableció em Nova York onde ele formou seu próprio trio e trabalhou com gente como Stan Getz até que ele conheceu Bill Evans. Foi durante os anos na Califórnia quando ele gravado este registro que, embora isso possa parecer um concerto de ambos os músicos, este é um recompilatorio ambos com 2 grupos diferentes, com gravações no mesmo The Lighthouse, Hermosa Beach, California, um recompilatorio de cada sidemam, justificando as suas emissão tardias. Joe Gordon, um excelente trompetista que morreram prematuramente com a idade 35, faz se acompanhar no album com sultileza e maestria de um "In Loco"nos sopros de seu trompete. Para os verdadeiros amantes do jazz que irão representar um complemento indispensável às suas coleções.
Eram cerca das 10 da manhã de um dia de Verão de 1958. na 126th Street, entre a Fifth e a Madison no Harlem, 57 músicos de Jazz, representando três gerações, posaram para a câmara de Art Kane (1925-1995), fotógrafo free lance da revista Esquire magazine (publicada em janeiro de 1959), que se tornou uma das mais famosas da história da música. Nela, figuraram três gerações de jazzmen que praticavam estilos tão próximos e diversos como dixieland, new orleans, swing, bop, cool e pós-bop, juntos no mesmo enquadramento, representam o traço de união entre todas as formas e estilos, algo que para Joe McPhee e companhia é muito importante. O documentário "A Great Day in Harlem" - 1994 de Jean Bach, um produtor de rádio de Nova York, contou a história por trás da foto em seu documentário "um grande dia no Harlem", que foi indicado ao Oscar em 1995. O filme conta a incrivel história da foto, através de entrevistas com os personagens, detalhes de produção, o comportamento dos músicos e demais envolvidos, fotos alternativas e algumas imagens em filme feitas no dia da foto.Apesar de ser mais conhecido como um dos melhores retratistas norte-americano, das décadas de 60 e 70, Art Kane não é somente isso. Sua fotografia relata toda a mudança social e política da época, opinando, delatando e persuadindo com suas imagens simples e poderosas. Art Kane nasceu em New York em 1923. Durante a II Guerra Mundial, serviu à US Army na Europa. Aos 27 anos se graduou na Cooper Union School of Art e tornou-se diretor de arte da revista Seventeen. Kane deixou a revista em 59 e dedicou seu tempo totalmente à fotografia. Kane tenha um grande senso de cor e composição, que vem de sua grande experiência e conhecimento da área de layout, impressão e artes gráficas. Ministrou vários workshops fotográficos pelo mundo; passou inclusive muito tempo no Brasil entre 1976 e 1977, trabalhando em um livro de fotografia para a Time-Life, gostando muito da terra tupiniqui como chamava carinhosamente o Brasil. Kane morreu em fevereiro de 1995 e infelizmente nenhum destes workshops foram documentados em filme ou vídeo.
ckson - Johnny Griffin - Dickie Wells - Buck Clayton - Taft Jordan - Zutty Singleton - Red Allen - Tyree Glenn - Miff Molo - Sonny Greer - Jay C. Higginbotham - Jimmy Jones - Charles Mingus - Jo Jones - Gene Krupa - Max Kaminsky - George Wettling - Bud Freeman - Pee Wee Russell - Ernie Wilkins - Buster Bailey - Osie Johnson - Gigi Gryce - Hank Jones - Eddie Locke - Horace Silver - Luckey Roberts - Maxine Sullivan - Jimmy Rushing - Joe Thomas - Scoville Browne - Stuff Smith - Bill Crump - Coleman Hawkins - Rudy Powell - Oscar Pettiford - Sahib Shihab - Marian McPartland - Sonny Rollins - Lawrence Brown - Mary Lou Williams - Emmett Berry - Thelonius Monk - Vic Dickenson - Milt Hinton - Lester Young - Rex Stewart - J.C. Heard - Gerry Mulligan - Roy Eldgridge - Dizzy Gillespie - Count Basie
Curiosidades:
restou a devida homenagem ao trabalho de Art Kane, reunindo na mesma rua, à mesma hora, rappers e músicos hip-hop. Chamou-lhe Another Great Day.
Um questão muito marginalizada no jazz é o fato de comentarios e boatos a respeito de certas sombras que aparecem no decorrer do percursos serem mal entendidada e muitos usam do subtefugio de criar uma historia ficticia do que meramente pesquisar (kd a net) para tampar o filão redondo do burraco existente. Cecil Taylor And John Coltrane no albúm "Hard Driving Jazz" é uma desças duvidas proeminete. Existe uma grande quantidade de opiniões diversas sobre essa gravação e se por amor ou ódio penso que todo fã de Coltrane e Taylor deveriam concordadar e admira como estas duas fuguras juntas são surpreendente em si musicalmente falando. Uma boa mostra disso esta registrado em 1958 ou 1956? Eis a questão.