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sexta-feira, 6 de março de 2026

Duke Ellington - The Best Of Duke Ellington



Lançamento: 2003
Selo: Worten Jazz
Gênero: Ragtime, Suing


Duke Ellington como muitos outros, foi vitima de uma sociedade racista, de uma ‘democracia’ que jamais recompensava os negros e que descaradamente punia aqueles que resistiam, desafiavam e ultrapassavam os pequenos espaços a que eram obrigados a habitar. Uma sociedade racista, que muitas vezes não admitiu elogios a Duke Ellington e os concedeu a outros compositores e músicos americanos, como George Gershwin ou Benny Goodman. Por mais de 50 anos, Ellington usou sua música para analisar as complexidades da vida dos negros americanos e para desafiar as contradições da democracia americana, contradições que, até recentemente, negou a ele até seu legítimo lugar entre os gênios da música. Entre os negros, mesmo antes do blues ser inventado, que se aperfeiçoou e evoluiu para o rock and roll, uma forma separada de música com herança étnica e geográfica semelhante estava seguindo sua própria trajetória. No final de 1800, com raízes no ragtime e no dixieland, o jazz surgiu antes mesmo de Son House e Robert Johnson terem começado a gravar. Desde o início da década de 1920 até sua morte em 1974, Duke Ellington foi um gigante do jazz.


Boa audição - Namastê


terça-feira, 31 de outubro de 2023

VA - Songbook de George & Ira Gershwin

Artista: VA

Álbum: George & Ira Gershwin Songbook

Lançamento: 1993

Selo: Avid Records

Gênero: Vocal Jazz, Swing

Os irmãos Ira e George Gershwin, de ascendência judia e com formação clássica acabaram por criar um dos maiores patrimônios da cultura norte-americana: os grandes musicais. George, o músico e Ira, o letrista inspirado que soube como poucos retratar uma época e as aspirações em letras românticas e críticas. Após a Crise de 29 com a queda da Bolsa de Nova York e a escassez de dinheiro, os irmãos George e Ira Gershwin se renderam ao cinema. Em 1930 chegaram a Hollywood. Os caminhos percorridos e as canções compostas para as produções hollywoodianas como a trilha de “Delicious” cuja música principal ganhou quatro versões no Brasil; até a venda dos direitos de “Girl Crazy” e o regresso para casa. Desde cedo, os irmãos Gershwin foram companheiros no gosto pela música. Com personalidades diferentes, Ira gostava de estudar, era fascinado por arte e aos 14 anos pediu um piano de presente aos pais. George, ao contrário, vivia pelas ruas de East Side, arrumando encrenca e jogando beisebol. Mas para espanto de todos, foi ele quem mais se encantou com o novo instrumento em casa. Aos 12 anos, conseguiu sozinho tirar de ouvido uma canção. Impressionados pelo talento, seus pais contrataram um professor particular que passou a dar aulas de piano aos meninos. George Gershwin nunca foi um aluno exemplar. Aos 16 anos, abandonou o curso médio de comércio onde estudava para trabalhar em uma editora musical como leitor de partituras. O emprego consistia em tocar piano para os fregueses, mostrando os lançamentos musicais. Nas horas vagas, ocupava-se em suas próprias composições. Após alguns desapontamentos, consegue finalmente em 1916 publicar sua primeira canção, intitulada “When you want'em, you can't get'em, when you got'em, you dont' want'em”. Cansado de tocar apenas música clássica, que considerava "ultrapassada", passou a compor trechos inspirados no jazz que, de Nova Orleans, começava a ganhar espaço em todo o país. O sucesso aumentava a cada dia, quando Gershiwn, com 39 anos incompletos, percebeu que algo estava errado com a sua saúde. Passou a sofrer desmaios, dores de cabeça e lapsos de memória. No começo de julho de 1937, teve um desmaio e entrou em coma. Os médicos detectaram um tumor no cérebro em estado avançado. Na manhã do dia 11, George Gershwin morreu ao lado do irmão, em Hollywood, Califórnia. Ira Gershwin foi um letrista norte-americano que colaborou com seu irmão mais novo, o compositor George Gershwin, para criar algumas das canções mais memoráveis da língua inglesa do século XX. Com George, ele escreveu mais de uma dúzia de shows da Broadway, apresentando canções como " I Got Rhythm", "Embraceable You", "The Man I Love" e "Someone to Watch Over Me". Ele também foi responsável, junto com DuBose Heyward, pelo libreto da ópera Porgy and Bess de George. Morreu em 17 de agosto de 1983, aos 86 anos em Beverly Hills.


Boa audição - Namastê


 

sábado, 7 de outubro de 2023

George Gershwin – The Essential George Gershwin (2CDs - Compilação)


Artista: George Gershwin
Lançamento: 2003
Selo: Sony Classical & Legacy (The Essential) 
Gênero: Jazz, Pop, Stage & Screen


Na adolescência, Gershwin abandonou a escola para trabalhar como compositor e sonoplasta em ‘Tin Pan Alley’, um conjunto de edifícios localizado em Manhattan que reunia os mais importantes editores de música e compositores que dominaram a música popular no final do século 19 e início do século 20. Sua primeira música publicada, ‘When You Want ‘Em, You Can’t Get ‘Em’ com técnicas inovadoras, apenas lhe rendeu cinco dólares. Logo depois, no entanto, ele encontrou um jovem letrista chamado Irving Ceaser e juntos compuseram uma série de músicas, incluindo ‘Swanee’, de 1916, com a qual alcançou reconhecimento depois de Al Jolson cantar na comédia musical ‘Sinbad’ em 1919, tornando-se a canção mais vendida de sua carreira. No mesmo ano, Gershwin colaborou com Arthur L. Jackson e Buddy De Sylva em seu primeiro musical da Broadway, ‘La, La Lucille’. Em 1921 George escreve ‘Blue Monday Blues’, uma canção derivada do ‘spirituals’, que não foi bem recebida. Em 1924, colaborou com seu irmão, o letrista Ira Gershwin, em uma comédia musical, ‘Lady Be Good’, o que garantiu a sua reputação com canções memoráveis. Era o início de uma parceria que iria continuar pelo resto da vida do compositor. Juntos, eles escreveram musicais bem sucedidos como ‘Oh Kay!’ e ‘Funny Face’, estrelado por Fred Astaire e sua irmã Adele. Enquanto continuou a compor música popular para o palco, Gershwin começou a levar uma vida dupla, tentando deixar sua marca como compositor com influências de jazz. Foi quando o ‘bandleader’ e diretor de orquestra Paul Whiteman pediu a ele para compor um trabalho baseado no blues para um concerto de jazz, o resultado foi ‘Rhapsody in Blue’. George Gershwin tinha 25 anos, quando ‘Rhapsody in Blue’ estreou na sala de concertos ‘Aeolian Hall’ de Nova York no show, ‘An Experiment in Music’. A audiência incluiu Jascha Heifetz, um dos maiores virtuoses da história do violino; Fritz Kreisler, outro mestre do violino e compositor austríaco; Leopold Stokowski, famoso regente orquestral que conduziu peças de música clássica para o filme ‘Fantasia’ produzido por Walt Disney em 1940; e os compositores, pianistas e maestros russos Sergei Rachmaninoff e Igor Stravinsky. ‘The Essential George Gershwin’, com 41 faixas é dedicado, cronologicamente, a interpretações de suas obras clássicas, tanto instrumental, vocal pop com Frank Sinatra, Dinah Shore, Doris Day, Rosemary Clooney, Mel Torme e Tony Bennett, quanto o jazz por Miles Davis, Ethel Waters, Billie Holiday, Benny Goodman, Harry James, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Alberta Hunter e Cab Calloway. Há também artistas mais associados com a tela do cinema e o palco do que com estúdios de gravação, como Fred Astaire e Gene Kelly. E há também alguns itens bastante incomuns: ‘It Ain’t Necessarily So’ com Aretha Franklin; ‘Third Movement’ (Allegro Agitato) com Oscar Levant no piano acompanhado da Orquestra de Nova York; e ‘Of Thee I Sing’ com ‘The Hi-Lo’s’ um quarteto formado em 1953 por Gene Puerling (baixo-barítono, arranjador e líder), Bob Strasen (baritono), Bob Morse (barítono e ocasionalmente solista) e Clark Burroughs (tenor). A versão de ‘Rhapsody in Blue’, com George Gershwin no piano combina sua gravação original de 1925 com a orquestração adicionada em 1976, muito depois de sua morte.‘Summertime’ é uma ária composta por Gershwin em 1935 para a ópera ‘Porgy and Bess’. A letra é de DuBose Heyward, o autor do romance ‘Porgy’ em que a ópera foi baseada e a música foi inspirada em uma canção ucraniana de ninar, ‘Oi Khodyt Son Kolo Vikon’ (Um Sonho Passa Pela Janela).

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Artistas convidados - Fred Astaire, Cab Calloway, Buddy Clark, Tony Bennett, Buck and Bubbles, Buffalo Philharmonic Orchestra, Rosemary Clooney, Columbia Jazz Band, Miles Davis, Doris Day, Frank DeVol & His Orchestra, Percy Faith & His Orchestra, Michael Feinstein, Ella Fitzgerald, Aretha Franklin, Benny Goodman, Johnny Green & His Orchestra, Billie Holiday & Her Orchestra, Alberta Hunter, Harry James & His Orchestra, Al Jolson, Gene Kelly, Dorothy Kirsten, Los Angeles Philharmonic Orchestra, MGM Studio Orchestra, Frank Sinatra, Jane Russell, Felicia Sanders, The Ralph Sharon Trio, Maxine Sullivan, Dinah Shore, Mel Tormé, Sarah Vaughan & Her Trio, Warner Bros. Orchestra, Ethel Waters 
Corneta, Vocals - Buster Bailey   
Clarinete (Baixo), Flauta (Alto) - Danny Bank, Benny Goodman, Romeo Penque, Jerome Richardson, Artie Shaw  
Trombone - Joe Bennett, Jimmy Cleveland, Johnny Coles, Vic Dickenson, Dick Hixon, Frank Rehak  
Trompete - Bunny Berigan, Doc Cheatham, Buck Clayton, Miles Davis, Harry "Sweets" Edison, Louis Mucci, Ernie Royal  
Guitarra - Mike Bryan, Freddie Green, Dick McDonough   
Piano - Joe Bushkin, Gerald Cook, Morey Feld, Bernie Glow, Dick Hyman, Irving Joseph, Ellis Larkins, Mel Powell, Joe Sullivan   
Baixo - Red Callender, Paul Chambers, Jay Leonhart, Walter Page, Pete Peterson, Vishnu Wood  
Bateria - Jimmy Cobb, Eric Cohen, Cozy Cole, Norm Jeffries, Jo Jones, Butch Miles  
Compositor & Piano - George Gershwin  
Sax (Alto) - Earle Warren, Jack Washington, Cannonball Adderley 
Sax (Tenor) - Budd Johnson, Lester Young 
Vibrafone  - Red Norvo  
Trompa Francesa - Willie Ruff, Gunther Schuller, Julius Watkins  

Faixas 1-8, 1-20 e 2-19 inéditas compostas por George Gershwin


Boa audição - Namastê