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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


A aurora da modernidade no nascimento da linguagem do Bebop Introduz o décimo primeiro volume dessa coleção marcando o ponto de inflexão mais drástico na cronologia do gênero. Se o CD 10 foi o crepúsculo das grandes orquestras, este CD é a aurora da revolução do Bebop. Estamos no meio da década de 1940, um período de radicalização estética onde o jazz abandona definitivamente o seu papel de música de dança para assumir o seu lugar como arte de vanguarda. Este volume captura a transição definitiva da "música de entretenimento" para o "jazz como discurso artístico". O pano de fundo é a atmosfera de fervura intelectual dos clubes da 52ª Rua em Nova York. A estética deste volume é marcada pela tensão e urgência. Há um contraste absoluto entre a cadência relaxada do Swing e a angústia frenética e tecnicamente exigente desta nova linguagem. O jazz deixa de ser o conforto das pistas de baile para se tornar um desafio auditivo. É uma música urbana, noturna, cerebral, que reflete a ansiedade do pós-guerra e a busca de uma identidade negra artística que não dependesse da aprovação da indústria de entretenimento comercial. A evolução técnica apresentada neste volume é uma verdadeira desconstrução dos pilares anteriores na abstração Harmônica onde os músicos começam a utilizar as extensões dos acordes (as nonas, décimas primeiras e décimas terceiras) não como enfeites, mas como a base melódica. A harmonia torna-se "cromatizada", com passagens rápidas que exigem um domínio absoluto do instrumento. A rítmica "decomposta", a bateria anteriormente o metrônomo da orquestra torna-se um instrumento de comentários com o uso do bumbo para "acentos inesperados" (os famosos bombs de bebop) e a condução fluida no prato de ride criam um pulso que não é mais de dança, mas de pura energia cinética. O fraseado "Dizziano" tornam-se longas, irregulares e assimétricas. A ideia não é mais terminar a frase no tempo forte, mas cruzá-lo, criando uma sensação de constante movimento para frente, típica da linguagem de mestres como Dizzy Gillespie ou Charlie Parker. O fim do arranjo de bloco, estrutura baseada em riffs orquestrais dá lugar à estrutura de Head-Solo-Head. O tema é exposto de forma uníssona e complexa (muitas vezes vertiginosamente rápida), seguida de uma série de solos que ignoram a melodia original para explorar apenas a estrutura harmônica subjacente. A estética da "irritabilidade", diz a lenda que o Bebop foi criado em parte para desencorajar a dança pois os músicos ficavam exaustos de tocar para um público que via a música apenas como trilha sonora para beber e dançar. O volume é um testemunho sonoro desse "afastamento" proposital. O ambiente de gravação de muitas dessas sessões foram gravadas em condições precárias em estúdios pequenos de Nova York. Isso, ironicamente conferiu ao Bebop uma sonoridade crua, direta e "spiky" (pontuda) que combina perfeitamente com a agressividade intelectual da música. A nova geração funciona como o batismo de uma nova linhagem de instrumentistas que viam o jazz como uma ciência. É fascinante ouvir como eles tratam a improvisação como uma forma de composição em tempo real, onde cada erro é uma oportunidade de re-harmonização. O CD11 é a peça mais corajosa desta coleção. Documentalmente, ele registra o momento em que o jazz escolheu a liberdade sobre a popularidade. É uma lição de história sobre como um gênero musical, ao atingir o seu ápice comercial, prefere destruir a si mesmo e renascer em uma forma mais pura e complexa do que se submeter à estagnação. Este volume não é apenas música; é um manifesto de independência artística, transição para o Bebop contida neste volume diria que a perda do público de massa foi um "preço inevitável" para que o jazz fosse finalmente reconhecido como uma forma de arte erudita, ou acredita que foi um erro tático que isolou o gênero num gueto intelectual?

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel 

A consolidação da virtuosidade: A arte da narrativa no Jazz foca o oitavo volume da coleção La Grande Histoire du Jazz marcando o auge da sofisticação técnica e a maturidade expressiva do Jazz no final da década de 1930 e início dos anos 40. Este recorte temporal não é apenas uma sequência de registros musicais; é o momento em que o jazz, tendo consolidado o seu vocabulário rítmico e harmônico durante a era do Swing, começa a olhar para dentro de si, valorizando a profundidade emocional do solista como o centro gravitacional da obra. O pano de fundo deste CD é o amadurecimento cultural do jazz como arte legítima. O contraste estético é sutil, mas profundo: saímos da "dança" pura das orquestras de massa para um cenário onde a jam session e o pequeno grupo (quartetos, sextetos) tornam-se laboratórios de experimentação. Culturalmente, o jazz aqui deixa de ser apenas a "música das pistas de dança" para se tornar uma música de escuta atenta, onde a complexidade da interação entre músicos de alto calibre reflete uma sociedade que, embora ainda segregada, encontra no jazz a sua forma mais refinada de diálogo inter-racial e expressão individual. A evolução técnica documentada neste volume revela a transição entre o arranjo rígido e a liberdade criativa, a "conversa" instrumental no papel dos instrumentos evolui de forma dialética. O piano, muitas vezes percussivo nos volumes anteriores, assume aqui um papel de orquestrador, onde as mãos de artistas magistrais criam camadas harmônicas ricas que sustentam o solista com delicadeza e precisão. O advento do fraseado "moderno" percebe-se a transição na articulação dos sopros. O vibrato torna-se mais controlado e elegante, menos operístico, caminhando em direção a uma pureza tonal que influenciaria profundamente o Bebop. A estrutura rítmica aqui já opera como um organismo vivo. O contrabaixo deixou de ser apenas um metrônomo para se tornar um elemento melódico secundário, e a bateria, com o uso mais frequente dos pratos de condução (ride cymbals), começa a criar aquele "tapete" fluido que permite ao solista planar sobre a harmonia. A "democratização" da Improvisação curiosamente, este volume destaca músicos que frequentemente transitavam entre grandes orquestras e pequenos grupos de estúdio. Esse "trânsito" permitiu que técnicas de orquestração de grande escala fossem aplicadas em pequenos grupos, criando um gênero híbrido, por vezes chamado de chamber jazz (jazz de câmara). A era do 78 rotações como filtro é notável como, neste volume, os artistas já dominam a "arte dos três minutos". Existe uma precisão narrativa cirúrgica: introdução, exposição do tema, improviso e reexposição. É um exercício de economia e impacto que serve como uma aula de edição para músicos contemporâneos. O papel dos "sidemen": muitos dos músicos presentes neste volume, embora não fossem os líderes das bandas, tornaram-se pilares da história do jazz por sua capacidade de "completar" o pensamento musical dos líderes. A escuta atenta neste CD permite identificar o diálogo entre o solista principal e os músicos de apoio, algo frequentemente negligenciado na historiografia convencional. O CD8 é, fundamentalmente, um registro de refinamento. Ele não apresenta a "explosão" do início da era do jazz, mas a "polidez" do mestre que conhece todas as ferramentas do seu ofício. É um volume que documenta a transição de um gênero musical que buscava a sua voz para um gênero que agora dita as regras da linguagem musical moderna. A importância documental aqui reside na demonstração de que o jazz atingiu, nesta fase, um equilíbrio quase impossível entre a acessibilidade melódica e a complexidade técnica, servindo como a ponte última antes da ruptura radical que o Bebop promoveria poucos anos depois. Considerando a maestria contida neste oitavo volume, você vê a transição para a liberdade total do improviso (que explodiria na era do Bebop) como um desenvolvimento natural dessa "narrativa do solista" que este CD tão bem documenta, ou como uma reação deliberada contra a estrutura orquestral que aqui atinge seu apogeu?

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

2005 - Chick Webb - The Best Of (1933-1939)


Artista: Chick Webb 
Lançamento: 2005
Selo: Chestnut Music Traders
Gênero: Swing, Big Band

Este dínamo de um metro e vinte de altura dominou Na década de 1930, no Savoy Ballroom do Harlem, Webb frequentemente expulsava bandas de swing concorrentes que tentavam tomar seu lugar. Baterista poderoso, ele contratava solistas igualmente talentosos e, claro, deu a Ella Fitzgerald sua primeira grande oportunidade. Ela é a vocalista em oito faixas, incluindo “A-Tisket, A-Tasket” (o disco mais vendido da década de 1930), “Sing Me a Swing Song (And Let Me Dance)”, “Taint What You Do (It's the Way That Cha Do It)”, “The Dipsy Doodle” e “If You Can't Sing It, You'll Have to Swing It”. Com canções de compositores como Fats Waller, os Gershwins e Jelly Roll Morton, as vinte faixas também incluem “Stompin' at the Savoy” (é claro!), “If Dreams Come True”, “King Porter Stomp”, “Liza”, “On the Sunny Side of the Street”, “Vote for Mr. Rhythm”, “What a Shuffle” e “Keeping Out of Mischief Now”.

A formação da Chick Webb Orchestra variou ao longo dos anos, destacando-se nomes que moldaram o som do swing: 
Vocalistas: Ella Fitzgerald (descoberta por Webb em 1935), Louis Jordan (que também tocava sax alto), Taft Jordan e Charles Linton.
Bateria: Chick Webb (Líder).
Sopros: Edgar Sampson (Sax alto/Arranjador principal), Benny Carter (Sax alto/Arranjador), Wayman Carver (Sax tenor/Flauta), Hilton Jefferson (Sax alto), Pete Clark (Sax alto/Clarinete), e Elmer Williams (Sax tenor).
Metais: Mario Bauzá, Taft Jordan e Bobby Stark (Trompetes); Sandy Williams e Claude Jones (Trombones).
Seção Rítmica: Don Kirkpatrick ou Tommy Fulford (Piano); John Kirby ou Beverly Peer (Contrabaixo); John Trueheart (Guitarra/Banjo). 
Destaques do Álbum (Tracklist)
As faixas mais icônicas deste período incluem sucessos tanto instrumentais quanto vocais: 
"A-Tisket, A-Tasket" (com Ella Fitzgerald) – O maior sucesso comercial da banda.
"Stompin' at the Savoy" – Hino composto por Edgar Sampson em homenagem ao salão de baile.
"Liza (All the Clouds'll Roll Away)" – Famosa pela exibição técnica de bateria de Webb.
"Clap Hands! Here Comes Charley" – Outro exemplo do domínio rítmico de Webb.
"Undecided" e "Harlem Congo" – Clássicos do swing instrumental.
"Don't Be That Way" – Originalmente escrita para a banda por Sampson antes de se tornar um hit de Benny Goodman. 
A coletânea reflete a transição da banda de um conjunto puramente instrumental focado em dança para o estrelato nacional impulsionado pela voz de Ella Fitzgerald. 


    Boa audição - Namastê


quarta-feira, 15 de maio de 2024

CD044 - Jelly James, Elmer Snowden, Chick Webb, Bubber Miley, Dave Nelson (1927-31)

Artista: JJ,ES,CW&BM
Álbum: CD044
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland

Boa audição - Namastê

terça-feira, 31 de outubro de 2023

VA - Songbook de George & Ira Gershwin

Artista: VA

Álbum: George & Ira Gershwin Songbook

Lançamento: 1993

Selo: Avid Records

Gênero: Vocal Jazz, Swing

Os irmãos Ira e George Gershwin, de ascendência judia e com formação clássica acabaram por criar um dos maiores patrimônios da cultura norte-americana: os grandes musicais. George, o músico e Ira, o letrista inspirado que soube como poucos retratar uma época e as aspirações em letras românticas e críticas. Após a Crise de 29 com a queda da Bolsa de Nova York e a escassez de dinheiro, os irmãos George e Ira Gershwin se renderam ao cinema. Em 1930 chegaram a Hollywood. Os caminhos percorridos e as canções compostas para as produções hollywoodianas como a trilha de “Delicious” cuja música principal ganhou quatro versões no Brasil; até a venda dos direitos de “Girl Crazy” e o regresso para casa. Desde cedo, os irmãos Gershwin foram companheiros no gosto pela música. Com personalidades diferentes, Ira gostava de estudar, era fascinado por arte e aos 14 anos pediu um piano de presente aos pais. George, ao contrário, vivia pelas ruas de East Side, arrumando encrenca e jogando beisebol. Mas para espanto de todos, foi ele quem mais se encantou com o novo instrumento em casa. Aos 12 anos, conseguiu sozinho tirar de ouvido uma canção. Impressionados pelo talento, seus pais contrataram um professor particular que passou a dar aulas de piano aos meninos. George Gershwin nunca foi um aluno exemplar. Aos 16 anos, abandonou o curso médio de comércio onde estudava para trabalhar em uma editora musical como leitor de partituras. O emprego consistia em tocar piano para os fregueses, mostrando os lançamentos musicais. Nas horas vagas, ocupava-se em suas próprias composições. Após alguns desapontamentos, consegue finalmente em 1916 publicar sua primeira canção, intitulada “When you want'em, you can't get'em, when you got'em, you dont' want'em”. Cansado de tocar apenas música clássica, que considerava "ultrapassada", passou a compor trechos inspirados no jazz que, de Nova Orleans, começava a ganhar espaço em todo o país. O sucesso aumentava a cada dia, quando Gershiwn, com 39 anos incompletos, percebeu que algo estava errado com a sua saúde. Passou a sofrer desmaios, dores de cabeça e lapsos de memória. No começo de julho de 1937, teve um desmaio e entrou em coma. Os médicos detectaram um tumor no cérebro em estado avançado. Na manhã do dia 11, George Gershwin morreu ao lado do irmão, em Hollywood, Califórnia. Ira Gershwin foi um letrista norte-americano que colaborou com seu irmão mais novo, o compositor George Gershwin, para criar algumas das canções mais memoráveis da língua inglesa do século XX. Com George, ele escreveu mais de uma dúzia de shows da Broadway, apresentando canções como " I Got Rhythm", "Embraceable You", "The Man I Love" e "Someone to Watch Over Me". Ele também foi responsável, junto com DuBose Heyward, pelo libreto da ópera Porgy and Bess de George. Morreu em 17 de agosto de 1983, aos 86 anos em Beverly Hills.


Boa audição - Namastê


 

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Boxset: Born To Swing "100 Original Big Band Classics" Vol.03

Artista: VA

Álbum: Born To Swing Vol.03

Lançamento: 1996

Selo: PLC da Castle Communications 

Gênero: Big Band, Swing


Uma big band consiste, basicamente, de 12 a 25 músicos e contém primordialmente 4 naipes de instrumentos: os saxofones (2 saxofones altos - 1°e 3° sax altos; 2 saxofones tenores - 2° e 4° sax tenores; e 1 saxofone barítono - 5° sax barítono. Ocasionalmente 1 ou 2 saxofones sopranos), os trompetes e trombones (3 trombones tenores e 1 trombone baixo), e a 'cozinha', é como é denominada nas big bands o naipe que executa predominantemente a base harmônica do grupo é formado de: guitarra, bateria, baixo ou contrabaixo, e piano. Algumas big bands usam um terceiro naipe em sua formação que a amplia na execução harmônica e também em alguns solos, o naipe de cordas, composto de: violino, viola, violoncelo, e contrabaixo. Algumas Big Bands podem ainda admitir outros instrumentos como flauta, clarinete e instrumentos de percussão que variam de uma banda a outra dependendo do estilo e arranjo musical. Os termos banda de jazz, orquestra de jazz e dance band, também são usados. As músicas tocadas pelas big bands possui, geralmente, arranjos mais elaborados, muito frequentemente sendo previamente preparados e escritos em partituras. Ali, os solos e improvisações são executados nos momentos determinados no arranjo. É das Big Bands também que provém a expressão band leader, que é assim chamado o artista no qual influencia toda a banda, que se inspira e o segue, por exemplo: na linguagem e dinâmica ao interpretar certas frases da música. Esse artista geralmente é o 1º trompetista.

Arnold Jacob Arshawsky (1910-2004) conhecido como Artie Shaw foi clarinetista, compositor e bandleader. Famoso por clássicos como ‘Begin the Beguine‘, versão de Cole Porter gravada em 1938 e uma das gravações de definição da época e ‘Oh, Lady Be Good’. Em 1940, Shaw participou do filme ‘Second Chorus’, estrelado por Fred Astaire e Paulette Goddard, no papel dele mesmo, e recebeu duas indicações ao Oscar pela Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção (Love of My Life). Ele também foi autor de livros de ficção e não-ficção. Shaw foi um dos mais populares líderes de big bands dos anos 30 e 40. Musicalmente inquieto também foi um dos primeiros defensores da Third Stream, termo cunhado em 1957 pelo compositor Gunther Schuller para descrever um gênero musical que é a síntese de música clássica e jazz. Artie Shaw também algumas sessões com pequenos grupos que flertaram com be-bop antes de se aposentar da música em 1954.

Les Brown Sr. (1912-2001) foi líder de big band e compositor, mais conhecido por suas quase sete décadas de trabalho com o grupo ‘Les Brown and His Band of Renown’. Em 1945, a banda foi destaque com Doris Day e a gravação de ‘Sentimental Journey‘. O lançamento da canção coincidiu com o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e se tornou tema oficial do regresso para casa para muitos veteranos.

Woodrow Charles Herman (1913-1987), conhecido como Woody Herman, foi clarinetista, saxofonista, cantor e bandleader. Liderando vários grupos chamados de ‘The Herd’, Herman foi um dos mais populares das décadas de 30 e 40. A sua primeira banda tornou-se conhecida por suas orquestrações de blues e às vezes era anunciada como ‘The Band That Plays The Blues’. Junto com a grande aclamação por suas apresentações de jazz e blues, Woody Herman encomendou uma série de composições clássicas para o compositor russo Igor Stravinsky, entre elas ‘Ebony Concerto’ para solo de clarinete. Ao longo da história do jazz, sempre houve músicos que procuraram combiná-lo com música clássica. ‘Ebony Concerto’ foi tocada ao vivo pela banda de Herman em 1946 no ‘Carnegie Hall’. Apesar do sucesso no ‘Carnegie Hall’ e outros triunfos, Herman foi obrigado a dissolver a orquestra em 1946, no auge de seu sucesso para passar mais tempo com a sua esposa com crescentes problemas com alcoolismo e dependência de comprimidos. Herman voltou em 1947 e continuou a se apresentar até 1980, após a morte de sua esposa e com sua saúde em declínio.

Thomas Wright Waller (1904-1943) mais conhecido como Fats Waller, foi pianista, organista, compositor e comediante. Foi um dos mais populares artistas de sua época, com sucesso comercial e de crítica, em seu país e na Europa. Ele era um talentoso pianista e mestre do stride piano.

Charles Daly Barnet (1913-1991) foi saxofonista, compositor e bandleader. Embora tenha começado a sua carreira em 1933, estava no auge de sua popularidade entre 1939 e 1941, período em que gravou a sua versão do hit ‘Cherokee’. Admirador declarado de Count Basie e Duke Ellington que gravou a sua composição ‘In a Mizz’. Em 1949 ele se aposentou, aparentemente porque tinha perdido o interesse pela música e era um dos poucos herdeiros de uma família muito rica. Ocasionalmente voltou para breves apresentações, nunca em tempo integral. Em 1964, Barnet organizou uma festa privada para o seu herói musical, Duke Ellington e orquestra. Barnet morreu de complicações da doença de Alzheimer e pneumonia.

Edward Kennedy ‘Duke’ Ellington (1899-1974) foi compositor, pianista e líder de orquestra eternizado com a alcunha de ‘The Duke’. A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 20 até à de 60. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Ellington tinha a preocupação de adaptar as suas composições de acordo com o talento dos músicos que compunham a sua orquestra, e muitos permaneceram ao lado dele durante décadas. Seu primeiro emprego, no entanto, não foi na música. Sua grande paixão antes do piano foi o baseball, e para poder ver seus ídolos, arrumou um emprego de vendedor de amendoim.


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 2 de março de 2023

Ella Fitzgerald - The Complete Piano Duets 1950-60 (2CD)

Lançamento: 2020
Selo: Verve Records
Gênero: Swing, Cool, Bebop, Bop, Vocal Jazz


 Até o início dos anos 1950 o domínio de Ella Fitzgerald sobre fãs e críticos foi absoluto. Na verdade, entre 1953 e 1970, a cada ano ela era a vencedora da enquete promovida pela revista ‘Down Beat’ a mais antiga e respeitada revista de jazz do mundo, e assim ficou conhecida como ‘a primeira dama da canção’. Ao contrário de algumas outras cantoras de jazz como Billie Holiday e Anita O’Day, Ella Fitzgerald tinha uma vida privada desprovida de notoriedade relacionadas com drogas. Em contraste com a sua carreira ativa como intérprete, levava uma vida pessoal tranquila. Com uma voz bonita, Ella era uma cantora brilhante, e tinha a dicção quase perfeita, podia se entender as palavras que ela cantava. A falha era que, uma vez que ela sempre parecia feliz por estar cantando, nem sempre a sua interpretação condizia com as canções que ela interpretava. E ninguém poderia adivinhar que seu canto nos primeiros dias foi tão melancólico como o de Billie. Nascida em 1918, em Newport News, Virgínia. Seus pais, William Fitzgerald e Temperança Williams Fitzgerald, separaram-se depois de um ano do seu nascimento e logo em seguida, ela se mudou para o norte com a mãe, estabelecendo-se em Yonkers, perto de Nova York onde recebeu sua educação musical nas escolas públicas. Ella Fitzgerald também cresceu na pobreza e foi literalmente uma sem-teto. Na adolescência aspirava ser uma dançarina. No entanto, aos 17 anos depois de vencer um concurso de talentos no ‘Teatro Apollo’, no Harlem, ficou claro que cantar seria sua vocação. Ella ganhou a competição com a sua interpretação de ‘The Object of My Affection’ uma melodia que se tornou popular com a cantora Connee Boswell, uma das melhores cantoras de jazz dos anos 30 e sempre citada por Ella como sendo a sua principal influência. O primeiro compromisso profissional veio, logo depois, no Harlem Opera House, onde se apresentou durante uma semana. Foi assistida pelo baterista e líder de uma das bandas mais marcantes do jazz dos anos 30, Chick Webb, por indicação de um dos principais estilistas do saxofone alto, arranjador e maestro, Benny Carter, que estava na platéia do Teatro Apollo. Chick Webb, que não ficou impressionado com a aparência de Ella, relutantemente foi convencido a deixá-la cantar com sua orquestra em uma noite. Logo o baterista reconheceu o seu potencial comercial. Nascida em 1918, em Newport News, Virgínia. Seus pais, William Fitzgerald e Temperança Williams Fitzgerald, separaram-se depois de um ano do seu nascimento e logo em seguida, ela se mudou para o norte com a mãe, estabelecendo-se em Yonkers, perto de Nova York onde recebeu sua educação musical nas escolas públicas. Ella Fitzgerald também cresceu na pobreza e foi literalmente uma sem-teto. Na adolescência aspirava ser uma dançarina. No entanto, aos 17 anos depois de vencer um concurso de talentos no ‘Teatro Apollo’, no Harlem, ficou claro que cantar seria sua vocação. Ella ganhou a competição com a sua interpretação de ‘The Object of My Affection’ uma melodia que se tornou popular com a cantora Connee Boswell, uma das melhores cantoras de jazz dos anos 30 e sempre citada por Ella como sendo a sua principal influência. O primeiro compromisso profissional veio, logo depois, no Harlem Opera House, onde se apresentou durante uma semana. Foi assistida pelo baterista e líder de uma das bandas mais marcantes do jazz dos anos 30, Chick Webb, por indicação de um dos principais estilistas do saxofone alto, arranjador e maestro, Benny Carter, que estava na platéia do Teatro Apollo. Chick Webb, que não ficou impressionado com a aparência de Ella, relutantemente foi convencido a deixá-la cantar com sua orquestra em uma noite. Logo o baterista reconheceu o seu potencial comercial. Em 1935, Ella Fitzgerald já estava gravando com a orquestra de Webb, e em 1937 mais da metade das seleções musicais da orquestra eram acompanhadas por sua voz. ‘A-Tisket, A-Tasket’ se tornou um enorme sucesso em 1938, e ‘Undecided’ logo em seguida. Durante esta época, Fitzgerald era essencialmente uma cantora pop de baladas, já tinha uma bela voz, mas as improvisações iriam se desenvolver mais tarde. Em 1939, Chick Webb morreu e foi decidido que Ella Fitzgerald ficaria à frente da orquestra, para contratar ou demitir os músicos. Quando se separou da banda em 1941 e decidiu seguir carreira solo, não demorou muito para assinar contrato com a gravadora ‘Decca’. A sua reputação de grande cantora e, acima de tudo, um talento para a improvisação era maior entre os músicos do que entre o público em geral, e ela corrigiu esse desequilíbrio. E assim, sua carreira decolou somente após a Segunda Guerra Mundial, quando Norman Granz se tornou o seu empresário. Ela excursionou com a big band de Dizzy Gillespie e suas gravações tornaram-se populares e o resultado foi o seu sucesso como cantora de jazz.

Ella Fitzgerald: Vocal em todas as faixas:

CD 1: Ellis Larkins, piano. Nova York, 11 a 12 de setembro de 1950 (1 a 8) e 29 a 30 de março de 1954 (9 a 20).

CD 2 (1): Paul Smith, piano. Los Angeles, 7 de fevereiro de 1956.

CD 2 (2): Oscar Peterson, piano. Los Angeles, 17 de outubro de 1957.

CD 2 (3-15): Paul Smith, piano. Hollywood, 14 e 19 de abril de 1960.

Tracks Bônus (CD 2 [16-19]): duetos de voz/guitarra Ella Fitzgerald, vocais; Barney Kessel, guitarra. Los Angeles, agosto - setembro de 1956.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

quinta-feira, 23 de março de 2017

The Chronological Classics - Ella Fitzgerald (1939)

Artista: Ella Fitzgerald
Álbum: The Chronogical 1939
Lançamento: 1990
Selo: Chronological Classics
Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Chick Webb And His Orchestra (1939), Ella Fitzgerald & Her Savoy Eight (1939), 
Ella Fitzgerald Her Famous Orchetra (1939)
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

1995 - Jazz & Blues collection (1938) - Ella Fitzgerald

Artista: Ella Fitzgerald
 Algum: Jazz & Blues Collection
Lançamento: 1995
Selo: Editions Atlas
Gênero: Jazz, Vocal Jazz

Vocals- Ella Fitzgerald, Trumpet-Taft jordan, Trombone- Sandy Williams, Clarinet- Pete Clark, Tenor+Baritone Sax-Tommy Fulford, Piano-Guitar- John Trueheart, Bass- Beverley Peer, Drums- Chick Webb. Recorded  1938
Boa audição - Namastê