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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Boxset: Blue Instrumentalists Blue Note

Artista: VA
Lançamento: 2002/2006
Selo: Blue Note Records/Blue Note
Gênero: Cool Jazz, Hard Bop, Sool Jazz

Na década seguinte a ‘Blue Note’ passou para um patamar mais elevado na indústria fonográfica com álbuns que foram sucessos inesperados, que tiveram longas estadias nas paradas pop além de continuar a sua tradição ‘hard bop’. Alfred Lion permaneceu até meados de 1967, quando problemas de saúde o forçaram a se aposentar. Frank Wolff e Duke Pearson dividiram as tarefas de produção, mas o jazz foi se movendo para um novo ciclo de tempos difíceis, economicamente e artisticamente. A cena não fornecia um ambiente no qual poderia nutrir jovens talentos e se perpetuar. Frank Wolff se afastou da ‘Blue Note’ até sua morte em 1971. A gravadora conseguiu sobreviver através de um programa de reedições e material inédito. Esse programa sobreviveu até 1981. Em meados de 1984, foi contratado Bruce Lundvall para ressuscitar a etiqueta. E a ‘Blue Note’ renasceu.

Coletânea instrumental que destaca o saxofone como principal voz expressiva dentro do blues e do jazz moderno. O repertório reúne interpretações marcadas por improvisação melódica, timbre aveludado e forte influência do blues em 12 compassos, além de elementos de smooth jazz e soul jazz. Entre os músicos associados ao universo artístico da coletânea e ao catálogo da gravadora estão nomes como Stanley Turrentine, Lou Donaldson e Hank Mobley, artistas que ajudaram a consolidar o som quente e envolvente do sax no hard bop e no soul jazz. Como curiosidade, a série “Blue Instrumentalists” foi concebida para valorizar instrumentos específicos (guitarra, piano e saxofone), permitindo ao ouvinte perceber como cada timbre conduz a harmonia e a improvisação de forma distinta. Didaticamente, o álbum é útil para compreender o papel do sax na condução melódica, o uso do fraseado bluesy e a interação com a base rítmica — especialmente o walking bass e a bateria com escovas — criando uma atmosfera urbana e noturna típica dos clubes de jazz.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD23)

Lançamento: 1977 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Fusion

Heavy Weather, sétimo álbum do Weather Report, lançado em 1977 pela Columbia Records. Em 1991, o álbum já havia vendido 1.000.000 de cópias somente nos Estados Unidos, se tornaria o álbum de maior sucesso comercial da banda e um dos mais vendidos do catálogo de jazz da Columbia. A revista DownBeat deu a Heavy Weather uma avaliação de cinco estrelas e posteriormente, seus leitores o elegeram o álbum de jazz do ano. A formação para o álbum contou com os fundadores do Weather Report, Joe Zawinul (Teclados, Sintetizadores) e Wayne Shorter (Saxofone), juntamente com Jaco Pastorius (Baixo), Alex Acuña (Bateria) e Manolo Badrena (Percussão). A produção e orquestração ficaram a cargo de Zawinul com produção adicional de Shorter e Pastorius e a engenharia de som foi feita por Ron Malo.

Joe Zawinul – Piano Elétrico Rhodes e ARP 2600 em todas as faixas, exceto "Birdland", "Rumba Mamá" e "Havona", Piano de Cauda Yamaha em "Birdland", "Harlequin", "The Juggler" e "Havona", Sintetizador Polifônico Oberheim em todas as faixas, exceto "Rumba Mamá", "Palladíum" e "The Juggler", Vocais em "Birdland", Melódica em "Birdland" e "Teen Town", Guitarra e tabla em "The Juggler". 
Wayne Shorter – Sax. Soprano em todas as faixas, exceto "A Remark You Made" e "Rumba Mamá", Sax. Tenor em "Birdland", "A Remark You Made" e "Palladíum".
Jaco Pastorius – Baixo Fretless em todas as faixas, exceto "Rumba Mamá", Mandocelo em "Birdland" e "The Juggler", Vocais em "Birdland", Bateria em "Teen Town", steel drums em "Palladíum".
Alex Acuña – Bateria em todas as faixas, exceto "Teen Town" e "Rumba Mamá", Congas e Tons em "Rumba Mamá", Palmas em "The Juggler".
Manolo Badrena – Pandeiro em "Birdland", Congas em "Teen Town", "Rumba Mamá" e "Palladíum", Vocais em "Harlequin" e "Rumba Mamá", Timbales em "Rumba Mamá", Percussão em "Palladíum" e "The Juggler"

Gravado em dezembro de 1976 e janeiro de 1977; 08 de julho de 1976 (Rumba Mamá)


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD22)

Lançamento: 1976 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Post Bop, Fusion


É consenso. Jaco Pastorius foi o maior virtuose do baixo elétrico em todos os tempos. Este é seu primeiro disco solo. Antes, em 1974, ele tinha gravado o CD Jaco com Pat Metheny. Sua habilidade é algo arrebatador. Esta não é a melhor amostra de Pastorius, muito melhor é esta, mas mesmo assim este álbum é hoje um clássico intocável. Segundo o próprio Pastorius, suas principais influências musicais foram: “James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.”  O baixista morreu de forma estúpida. Após ter provocado uma briga na porta de um bar, Jaco tomou uma surra de um segurança, vindo a falecer após longo período de coma. Tinha 35 anos.

Jaco Pastorius – Baixo Elétrico
Don Alias ​​– Congas
Herbie Hancock – Clavinet Hohner, Piano Elétrico Fender Rhodes
Narada Michael Walden, Lenny White, Bobby Economou – Bateria
Sam Moore. Dave Prater - vocal
Randy Brecker, Ron Tooley - Trompete
Peter Graves – Trombone Baixo
David Sanborn, Michael Brecker, Howard Johnson – Saxofone Barítono
Alex Darqui – Piano Elétrico Fender Rhodes
Richard Davis, Homer Mensch, Michael Gibbs – baixo
Wayne Shorter – Saxofone Soprano

Gravado em Outubro de 1975, Estúdios Camp Colomby, Columbia Recording Studios C&B, Nova Iorque.


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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Boxset: CD02 - Art Blakey's Jazz Messengers And Barney Wilen - Moanin [Rec. 1958-1959]

Artista:  Art Blakey

Álbum: Moanin [Rec. 1958-1959]

Lançamento: 2009

Selo: Membran

Gênero: Hard Bop, Soul-Jazz

 
Arthur Blakey nasceu em Pittsburgh, Pensilvânia, em 1919. Na juventude, trabalhou em uma fábrica de aço e como muitos músicos de jazz começou sua educação musical nos cultos religiosos. Ele era filho adotivo e estudou religião em casa, bem como piano. Na adolescência já era líder de sua própria banda que se apresentava em clubes locais, mas decidiu que se sairia melhor como baterista. Em 1939 deu um grande passo quando passou a executar com o bandleader Fletcher Henderson e sua orquestra. No outono de 1942, Art e seu grupo se juntou a pianista Mary Lou Williams. Depois de um ano em Boston, Blakey foi contratado pelo cantor Billy Eckstine como baterista de seu grupo, que na época era uma espécie de incubadora de talentos do movimento bebop. Eckstine decidiu dissolver o grupo em 1947, e Blakey formou o ‘The Seventeen Messengers’. No mesmo ano, realizou várias sessões com o pianista Thelonious Monk. A música gravada durante as sessões produziram as primeiras versões de algumas das mais famosas composições de Monk, como ‘Round Midnight’, ‘Well, You Needn’t’ e ‘Ruby, My Dear’. No ano seguinte, Blakey fez uma viagem para a África Ocidental para satisfazer a sua curiosidade sobre religiões do mundo principalmente a cultura islâmica e ingressou na comunidade muçulmana ‘Ahmadiyya’ e tomou para si um nome Islâmico, Abdullah Ibn Buhaina. Em 1949, retomou sua participação na cena bebop, tocando com Miles Davis e Charlie Parker. Em 1954, liderou um quinteto com o pianista Horace Silver, o baixista Curly Russell, o trompetista Clifford Brown e o saxofonista Lou Donaldson. No mesmo ano, o quinteto gravou ‘A Night at Birdland’ que se tornou um clássico do hard bop. No mesmo ano, apareceu no álbum ‘Somethin ‘Else’ do saxofonista Cannonball Adderley, juntamente com Miles Davis. No final de 1954, Blakey e Horace Silver formaram o ‘The Jazz Messengers’, com o trompetista Kenny Dorham, o saxofonista Hank Mobley e o baixista Doug Watkins. O grupo se dissolveu em 1956 e Blakey reviveu o grupo como ‘Art Blakey and The Jazz Messenger’ que encarnou o som do hard bop ao longo dos quase quarenta anos seguintes incluindo os trompetistas Donald Byrd, Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, bem como o saxofonista Wayne Shorter e os pianistas Keith Jarrett e Joanne Brackeen. Em 1958 é gravado o álbum ‘Moanin’, clássico do jazz, com a formação da foto, que foi introduzido no ‘Grammy Hall of Fame‘ em 2001. Art Blakey morreu em 1990, em Manhattan, com a idade de setenta e um anos, após uma longa batalha contra o câncer de pulmão. Quinze anos após sua morte, foi agraciado com o prêmio ‘Grammy Award for Lifetime Achievement’ por sua contribuição ao jazz.

1-3: Theatre des Champs-Elysees, 18 Dezembro, 1959
Bateria – Art Blakey
Trompete – Lee Morgan
Sax. Soprano – Barney Wilen
Sax. Soprano – Wayne Shorter
Piano – Bud Powell, Walter Davis, Jr.
Baixo – Jymmy Merritt 

4-9: I'Olympia - Paris, 22 Novembro e 17 Dezembro, 1958 
Bateria – Art Blakey
Trompete – Lee Morgan
Sax. Soprano – Barney Wilen
Sax. Soprano – Wayne Shorter
Piano – Bud Powell, Walter Davis, Jr.
Baixo – Jymmy Merritt 

Boa audição - Namastê

sábado, 1 de outubro de 2022

# 082 - Stephane Grappelli & Stuff Smith - Stuff And Steff (1965)


Lançamento: 2001
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Swing, Bop

 

Miles Davis ajudou a promover a fusão do jazz com o rock de meados para o fim dos anos 60 em álbuns como Bitches Brew e Jack Johnson. Tocavam em suas bandas durante esse período Herbie Hancock, Chick Corea e Joe Zawinul no piano elétrico, Ron Carter e Dave Holland no baixo, John McLaughlin na guitarra e Tony Williams e Jack DeJohnette na bateria. Tony Williams formou uma banda inclinada para o rock chamada Lifetime, com John McLaughlin, que também teve seu próprio grupo de alta intensidade, a Mahavishnu Orchestra. Nos anos 70, Miles continuou a explorar novas direções no uso de equipamentos eletrônicos e a incorporação de elementos do funk e do rock em sua música, o que levou a álbuns como Pangea e Agharta. Outros grupos combinaram jazz e rock numa maneira mais voltada para o grande público, do crossover Top 40 de Spyro Gyra e Chuck Mangione ao guitarrista um tanto mais esotérico Pat Metheny. Entre outras bandas populares de fusion estão a Weather Report, com Wayne Shorter, Joe Zawinul e os baixistas Jaco Pastorius e Miroslav Vitous; Return To Forever, com Chick Corea e o baixista Stanley Clarke; The Crusaders, com o saxofonista Wilton Felder e o tecladista Joe Sample; a Yellowjackets, com o tecladista Russell Ferrante; e a Jeff Lorber Fusion, que originalmente tinha Kenny G no saxofone. Nos últimos anos, várias bandas de fusion alcançaram muito sucesso comercial, inclusive as de Pat Metheny e Kenny G

Contrabaixo – Michel Gaudry

Bateria – Michel Delaporte

Piano – René Urtreger

Violino – Stuff Smith, Stéphane Grappelli

Vocais – Stuff Smith (faixas: 2, 4)


Gravado em 22 de junho de 1965 no estúdio Hoche, Paris.

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

# 069 - Art Blakey - 1958 Paris Olympia (1958)

Artista: Art Blakey
Lançamento: 2001
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop
Hard Bop


The Jazz Messengers, grupo fundado por Art Blakey, baterista e bandleader que junto com Kenny Clarke e Max Roach, foi um dos inventores do moderno bebop, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo. Art Blakey sempre deu apoio aos solistas, e mais tarde, como líder do ‘The Jazz Messengers’, incluiu muitos jovens músicos que se tornaram nomes de destaque no jazz. O legado da banda não é conhecido apenas pela sofisticada música que produziu, mas como um campo de provas para várias gerações de músicos de jazz. ‘The Jazz Messengers’ foi inicialmente liderado por Blakey e o pianista Horace Silver. Embora o nome não tivesse sido usado na primeira das suas gravações, Blakey e Silver gravaram juntos em várias ocasiões, mas o nome foi usado pela primeira vez em uma gravação de 1954, nominalmente liderada por Horace Silver, com Blakey na bateria, o saxofonista Hank Mobley, trompetista Kenny Dorham e o baixista Doug Watkins. O trompetista Donald Byrd substituiu Kenny Dorham, e o grupo gravou um álbum chamado simplesmente de ‘The Jazz Messengers’ em 1956. A banda ficou conhecida como ‘Art Blakey and the Jazz Messengers’ com Blakey assumindo o grupo como único líder quando Horace Silver com Mobley, Byrd e Watkins formaram um novo quinteto com uma variedade de bateristas. Durante um período que abrange mais de quarenta anos ‘Art Blakey and The Jazz Messengers’ produziu centenas de registros e prosperou em meio a inúmeras mudanças de formação, sempre recebendo os melhores músicos do jazz incluindo os trompetistas Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, bem como o saxofonista Wayne Shorter e os pianistas Keith Jarrett e Joanne Brackeen.

Contrabaixo – Jymie Merritt

Bateria – Art Blakey

Piano – Bobby Timmons

Saxofone Tenor – Benny Golson

Trompete – Lee Morgan


Gravado em "L'Olympia", Paris, França, 22 de novembro de 1958 (Faixas 1, 2, 3)

Gravado em "L'Olympia", Paris, França, 17 de dezembro de 1958 (Faixas 4, 5, 6, 7)


Boa audição - Namastê

 

terça-feira, 14 de junho de 2022

# 040 - Art Blakey - Paris Jam Session (1959)

Artista: Art Blakey

Álbum: Jazz in Paris 040

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bop, Hard Bop


The Jazz Messengers, grupo fundado por Art Blakey, baterista e bandleader que junto com Kenny Clarke e Max Roach, foi um dos inventores do moderno bebop, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo. Art Blakey sempre deu apoio aos solistas, e mais tarde, como líder do ‘The Jazz Messengers’, incluiu muitos jovens músicos que se tornaram nomes de destaque no jazz. O legado da banda não é conhecido apenas pela sofisticada música que produziu, mas como um campo de provas para várias gerações de músicos de jazz. ‘The Jazz Messengers’ foi inicialmente liderado por Blakey e o pianista Horace Silver. Embora o nome não tivesse sido usado na primeira das suas gravações, Blakey e Silver gravaram juntos em várias ocasiões, mas o nome foi usado pela primeira vez em uma gravação de 1954, nominalmente liderada por Horace Silver, com Blakey na bateria, o saxofonista Hank Mobley, trompetista Kenny Dorham e o baixista Doug Watkins. O trompetista Donald Byrd substituiu Kenny Dorham, e o grupo gravou um álbum chamado simplesmente de ‘The Jazz Messengers’ em 1956. A banda ficou conhecida como ‘Art Blakey and the Jazz Messengers’ com Blakey assumindo o grupo como único líder quando Horace Silver com Mobley, Byrd e Watkins formaram um novo quinteto com uma variedade de bateristas. Durante um período que abrange mais de quarenta anos ‘Art Blakey and The Jazz Messengers’ produziu centenas de registros e prosperou em meio a inúmeras mudanças de formação, sempre recebendo os melhores músicos do jazz incluindo os trompetistas Lee Morgan, Freddie Hubbard e Wynton Marsalis, bem como o saxofonista Wayne Shorter e os pianistas Keith Jarrett e Joanne Brackeen.

Alto Saxofone – Barney Wilen ( faixas: 1, 2 )

Baixo – Jymie Merritt

Bateria – Art Blakey

Piano – Bud Powell ( faixas: 1, 2 ) , Walter Davis Jr. ( faixas: 3, 4 )

Saxofone Tenor – Wayne Shorter

Trompete – Lee Morgan

Gravado ao vivo em 18 de dezembro de 1959 no Théâtre des Champs-Elysées, Paris


 Boa audição - Namastê

terça-feira, 31 de julho de 2018

2014 - The Real... Bossa Nova (The Ultimate Collection) - VA

Artista: VA
Album:  The Real... Bossa Nova (The Ultimate Collection) 3CDs
Lançamento: 2014
Selo:  Columbia
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Song, Latin Jazz
 A bossa nova pode ser definida como um movimento musical brasileiro que tem sua origem na cidade do Rio de Janeiro, na segunda metade dos anos 1950. Podemos dizer que os pais da bossa nova foram os cantores e compositores Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes. No começo da década de 1960, quando este estilo já fazia sucesso no Brasil, ele desembarcou aos Estados Unidos, país em que também obteve destaque. As principais influências da bossa nova foram o jazz norte-mericano e o samba. Porém, muitos especialistas em música dizem que o choro, o blues e a moda de viola também foram influências importantes para este estilo musical bem com ritmo calmo e suave, violão e piano como principais instrumentos musicais de acompanhamento, temas descompromissados e ligados à vida cotidiana da classe média (principalmente carioca), amores e exaltação de elementos da natureza (praias, vento, chuva, sol, etc.), utilização do tom coloquial na narrativa das canções. músicas cantadas em tom baixo e calmo, como se fosse uma fala ou uma narração, letras poetizadas, principalmente as elaboradas pelo poeta Vinícius de Moraes e apartir do começo da década de 1960, o movimento musical busca distanciar-se das influências do jazz norte-americano. O novo rumo busca uma aproximação com os ritmos brasileiros como, por exemplo, o samba e o baião.
Boa audição - Namastê

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

2010 - Live-Evil - Miles Davis (Original Columbia Jazz Classics Remaster 1971)


Artista: Miles Davis
Álbum: Live-Evil (Remaster)
Lançamento: 2010 (1971)
Selo: Columbia, Legacy
Gênero: Jazz / Fusion / Jazz Rock / Jazz Funk
 Dates & Personnel:
February 6, 1970 (a): Miles Davis (tpt); Wayne Shorter (ss); John McLaughlin (el-g); Chick Corea (el-p); Joe Zawinul (el-p); Dave Holland (b); Khalil Balakrishna (el-sitar); Jack DeJohnette (d); Billy Cobham (d); Airto Moreira (perc), Columbia Studio B, NYC
June 3, 1970 (b): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); Chick Corea (el-p); Herbie Hancock (el-p); Keith Jarrett (org); Ron Carter (b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto
Pascoal (d, voc), Columbia Studio B, NYC
June 4, 1970 (c): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); John McLaughlin (el-g); Herbie Hancock (el-p); Chick Corea (el-p); Keith Jarrett (org); Dave Holland (b, el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto Pascoal (d, voc, whistling, el-p) Columbia Studio B, NYC
December 19, 1970 (d): Miles Davis (tpt); Gary Bartz (ss, as); John McLaughlin (el-g); Keith Jarrett (el-p, org); Michael Henderson (el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc, voc); Conrad Roberts (narr), The Cellar Door, Washington, D.C.

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 8 de maio de 2015

1967 - Schizophrenia - Wayne Shorter

Artista: Wayne Shorter
Álbum: Schizophrenia
Lançamento: 1967
Selo: Blue Note Connoisseur Series
Gênero: Jazz, Post-Bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2008/08/1967-schizophrenia-wayne-shorter.html

Wayne Shorter (tenor saxophone); James Spaulding (flute, soprano saxophone, alto saxophone); Curtis Fuller (trombone); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (bass); Joe Chambers (drums).
Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on March 10, 1967. Originally released on Blue Note (84297)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Miles Davis 5tet - Directions (1969)

Miles Davis - Trumpet, Wayne Shorter - Soprano & Tenor Sax, 
Chick Corea - Rhodes, Dave Holland - Bass, Jack DeJohnette - Drums 
(Teatro Sistina, Rome, Italy October 27, 1969)

domingo, 24 de agosto de 2008

1967 - Schizophrenia



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Wayne Shorter é visto por muitos como um dos melhores saxofonistas depois de Coltrane. Exagero ou não, ele escreveu na história do Jazz uma carreira memorável. Shorter transitou em diversos estilos, indo do Hard Bop ao World Fusion, sem que sua carreira fosse depressiva. Independente do momento ou da vertente musical, sempre se mostrou à frente de tudo e de todos.

Schizophrenia
é um álbum quase que todo com composições de Shorter e produzido por Michael Cuscuna, produtor importante no meio jazzsístico, já tendo trabalhado com Dave Brubeck e The Art Ensemble of Chicago. Sorter vem acompanhado do quarteto composto por Ron Carter(Bass), Joe Chambers(Drums), Curtis Fuller(Trombone), Herbie Hancock(Piano) e James Spaulding(Flute, Sax (Alto), Sax (Soprano)).

Schizophrenia é um dos últimos álbum de Shorter que podemos dizer que é puramente dedicado ao Bop, pois em 1969, lançaria o cultuado "Super Nova", misturando Bop com configurações de música de Vanguarda, dando alguns sinais de um novo momento em sua carreira, onde mais tarde iria abraçar o Fusion e ser um dos fundadores do Weather Report em 1971.

Tracks:

1. Tom Thumb
2. Go
3. Schizophrenia
4. Kryptonite
5. Miyako
6. Playground

Credits:

Ron Carter - Bass
Joe Chambers - Drums
Curtis Fuller - Trombone
Herbie Hancock - Piano
James Spaulding - Flute, Sax (Alto), Sax (Soprano)

About Wayne Shorter

Esta postagem é uma parceria entre o blog Borboletas de Jade e o blog JazzMan!

domingo, 29 de junho de 2008

1970 - Live Evil - Miles Davis

Hermeto Pascoal morou alguns anos nos Estados Unidos, a convite de amigo de percussão Airto Moreira – várias vezes considerado o melhor do mundo, abandonou o Quarteto Novo em 1969, indo para a terra do Tio Sam e encerrando a trajetória do grupo. Em Nova York, 1971, Hermeto apresentou-se para uma seleta platéia que incluía Miles Davis, Wayne Shorter e Gil Evans, impressionando a todos, tanto que Miles o convidou a participar do álbum Live-Evil. O trabalho traz duas composições de Hermeto (Capelinha - Little Church) e Nem um Talvez. (nota canina: são três composições, com Selim; e nenhuma foi creditada.) Ele conta que, enquanto não estavam tocando, costumava lutar boxe com o trompetista. Mas como exatamente Miles Davis e Hermeto Pascoal se conheceram? Conta Hermeto, numa entrevista recente: “Eu fui ver um show dele, levado por um tradutor. Antes do show começar, vi aquele crioulão - apesar de ele não ser muito alto, mas sempre bem vestido, gostava muito de couro, impressionava - se quando aproximava. Chegou pertinho de mim e sussurou com aquela voz rouca no meu ouvido. Não o reconheci e achei que era um cara me passando uma cantada. Como não falava inglês, o tradutor que estava do meu lado me disse que era o Miles e que ele queria saber quem eu era. O tradutor respondeu ao Miles e marcamos de nos conhecermos depois. Mostrei a ele umas 12 músicas, que eram bem diferentes de tudo aquilo que ele fazia. Disse que queria colocar algumas no disco dele e eu me senti à vontade para brincar e dizer que eu veria quantas músicas deixaria ele colocar no disco dele. Aí o Miles continuou a brincadeira dizendo: “Esse albino é mais louco que eu”. Tínhamos mais um CD engatilhado, mas ninguém imaginou que ele fosse morrer tão cedo.”
(…) Diz ele, sobre o que acha de Miles, hoje: “Um eterno gênio. Digo isso pela sua essência, pela sua contribuição. Claro que ele teve seus erros. Tivemos um amizade espiritual, maravilhosa. Deus me deu um presente ao conhecer o Miles. Acredito que nada acontece por acaso. Ele era um sujeito que não gostava de passar as mãos nas costas. Se ele não gostava de você logo dizia “vamos interromper nossa conversa por aqui” e era isso, direto.”
Diz a lenda que Miles jamais despediu um músico (um item para desmentir que Coltrane forá demetido) ; eles simplesmente sabiam a hora de sair. As formações em constante mutação, como vocês podem ver abaixo junto ao nome das músicas, são recorrentes - e com vantagem para o ouvinte. Miles, se não era um excelente gestor de Recursos Humanos, tinha um olho inigualável para talentos e para ajustar as melhores formações. Nestes registros, temos só craques. Meio estúdio (duas sessões em fevereiro, uma em junho, 1970), meio ao vivo (faixas 1, 4, 7 e 8 gravadas em 19 de dezembro daquele ano), é sucessor de Bitches Brew; se o som segue o fusion iniciado na obra-prima anterior, aqui ele vem ainda mais miscigenado - cheio de funk e grooves, além do rock. Diz-se que é um disco para iniciados; eu o considero um grande iniciador ao fusion, também. Esperem destreza técnica, trumpete com filtros (notadamente um wah-wah) e muita eletricidade - sendo as composições de Hermeto os interlúdios leves. Suas participações nas músicas (e também nas de Airto Moreira) descrevem-se sozinhas, e provocam sorrisos no ouvinte. Produzido por Teo Macero para a Columbia
Dica:Pra quem deseja se aprofundar na literatura do jazz com boa informação, curiosidades e dicas o ideal é: O Jazz - do rag ao rock (Joachim E. Berendt - Ed. Perpectiva). Leitura obrigatoria para os neofitos. Recomendo.

Tracks:
1. Sivad (Miles Davis)
2. Little Church (Hermeto Pascoal)
3. Medley: Gemini/Double Image (Miles Davis/Joe Zawinul)
4. What I Say (Miles Davis)
5. Nem Um Talvez (Miles Davis)
6. Selim (Miles Davis)
7. Funky Tonk (Miles Davis)
8. Inamorata and Narration by Conrad Roberts (Miles Davis)

Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Gary Bartz - Sax. Soprano e Alto nas faixas 1, 4, 7, 8
John McLaughlin - Guitarra nas faixas 4, 7, 8
Keith Jarrett - Piano e Orgão na faixas 1, 2, 4, 8
Michael Henderson - Guitara Base nas faixas 1, 4, 7, 8
Jack DeJohnette - Bateria
Airto Moreira - Percursão
Steve Grossman - Sax. Soprano nas faixas 2, 5, 6
Chick Corea - Piano nas faixas 2, 3, 5, 6
Herbie Hancock - Piano nas faixas 2, 5, 6
Dave Holland - Guitarra bas e Contabaixo nas faixas 2, 3
Hermeto Pascoal - Percussão, Piano e Vocais nas faixas 2, 5, 6
Wayne Shorter - Sax. Soprano na faixa 3
Joe Zawinul - Piano na faixa 3
Khalil Balakrishna - Citarra Eletrica na faixa 3
Billy Cobham - Bateria na faixa 3
Ron Carter - Contabaixo nas faixas 5, 6
Download - Here Part. I
Download - Here Part. II
Boa audição - Namastê