Mostrando postagens com marcador 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2016. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de março de 2026

The Teddy Wilson Trio & Gerry Mulligan Quartet With Bob Brookmeyer & Bill Evans – At Newpo

Lançamento: 2016
Selo: Verve Records/Immortal Jazz On Verve IX 
Gênero: Cool Jazz, Swing


O registro do Newport Jazz Festival de 1957, lançado pela Verve Records é mais do que um simples álbum ao vivo; é um manifesto contra as divisões artificiais que a crítica da época tentava impor ao Jazz. Em uma noite onde o "Swing" de Teddy Wilson e o "Cool" de Gerry Mulligan dividiram o palco onde que se ouviu não foi um choque de gerações, uma conversa fluida e profundamente respeitosa. Resultado:Equilíbrio Improvável. Teddy Wilson a Elegância Inoxidável, abre o disco com a precisão de um relojoeiro. No set do seu trio (acompanhado pelo lendário contrabaixista Milt Hinton), ele reafirma por que foi a espinha dorsal dos pequenos grupos de Benny Goodman. Faixas como "Stompin' At The Savoy" e "I Got Rhythm" não são meras revisitações; Wilson toca com uma clareza polida, onde cada nota tem um propósito arquitetônico. É o Swing em seu estado mais puro e sofisticado. Mulligan o arquitetura do ar, assume a ausência de piano criando um espaço negativo que Mulligan e o trombonista Bob Brookmeyer preenchem com um contraponto quase barroco. A interpretação de "My Funny Valentine" é de um lirismo seco e intelectual, característica marcante do som da Costa Oeste. A curiosidade técnica aqui é o entrosamento telepático entre o sax barítono de Mulligan e o trombone de válvula de Brookmeyer, que operam em frequências graves com uma leveza surpreendente e a miragem" de Bill Evans, Um detalhe que frequentemente confunde colecionadores é o crédito a Bill Evans. Evans não toca com Mulligan ou Wilson nesta gravação. Ele aparece em faixas bônus (como "Dancing In The Dark") como integrante do Don Elliott Quartet. Ouvir Evans aqui é testemunhar um gênio em formação, ainda exibindo uma agilidade mais próxima do Bop tradicional, antes de mergulhar no impressionismo que definiria sua carreira solo. A grande joia do álbum é a colaboração em "Sweet Georgia Brown", onde Mulligan se junta ao trio de Wilson. É o momento em que as etiquetas caem por terra: o barítono moderno de Mulligan se encaixa perfeitamente no balanço clássico de Wilson. Este disco não é apenas música de festival; é a prova de que o Jazz, independentemente do prefixo — swing, cool ou bop — fala uma língua única quando os mestres estão no comando. O contexto histórico explorado em 1957 foi o "ano de ouro" do festival (o mesmo ano do lendário show de Louis Armstrong e da consagração de Ella Fitzgerald), detalhe importante da engenharia de som da Verve Records, que conseguiu capturar a acústica aberta do festival com uma clareza rara para gravações externas da década de 50.

Sax. Barítono – Gerry Mulligan (tracks 6, 7,8-10)
Baixo – Ernie Furtado (tracks 8-10), Joe Benjamin (tracks 6,7), Milt Hinton ( tracks 1-5)
Bateria – Al Beldini (tracks 8-10), Dave Bailey (tracks 6,7), Specs Powell (tracks 1-5)
Mellofone – Don Elliott (tracks 8-10)
Piano – Bill Evans (tracks 8-10), Teddy Wilson (tracks 1-5)
Trombone – Bobby Brookmeyer  (tracks 6,7)
Mestre de Cerimônias – Willis Conover

Gravado durante uma apresentação no Newport Jazz Festival, Newport, RI, em 6 de julho de 1957


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 25 de abril de 2025

VA - The Rough Guide To Delta Blues

Artista: VA
Lançamento: 2016
Selo: Music Rough Guides / World Music Network
Gênero: Delta Blues, Blues


O Delta Blues é um dos estilos mais antigos do blues, com raízes na região do Delta do Rio Mississippi, nos Estados Unidos. A música, que surgiu no início do século XX, reflete as dificuldades e a vida rural das comunidades afro-americanas, marcadas pela escravidão e pela miséria. A região do Delta do Mississippi, com solos férteis e uma economia dependente do algodão, era também um local de grande pobreza e desigualdade. O estilo do Delta surgiu como uma forma de expressão musical e social das comunidades afro-americanas, que se sentiam marginalizadas e oprimidas. A música, inicialmente transmitida oralmente, refletia a vida cotidiana, as dificuldades e a esperança dessas comunidades. O surgimento de gravações com artistas como Charley Patton e Robert Johnson, na década de 1920 e 1930, marcou o início da popularização do Delta Blues.  O Delta Blues é caracterizado por um som cru e expressivo, com guitarras acústicas, muitas vezes tocadas com a técnica slide, e vozes fortes e emotivas. As letras, muitas vezes, consome em amor, perda, viagem e as dificuldades da vida rural com elementos de misticismo e crença em forças sobrenaturais, influenciando outros estilos de blues e rock and roll, como o Chicago Blues e o rock britânico.  Artistas como Robert Johnson, com sua música lendária e misteriosa, tornaram-se ícones do Delta Blues e figuras importantes na história do blues. O Delta continua a ser um estilo importante da música americana, com artistas que seguem a tradição e reinterpretam o som.  A região do Delta do Mississippi, onde a música surgiu, continua a ser um lugar de referência para a cultura do blues.  O Delta Blues é um testemunho da força e da criatividade das comunidades afro-americanas e da sua luta pela liberdade e pela expressão. 


Boa audição - Namastê

 

domingo, 5 de agosto de 2018

2016 The Bossa Nova Experience: A Lyrical Fusion Of Samba & Jazz - VA

Artista: VA
Album: The Bossa Nova Experience: A Lyrical Fusion Of Samba & Jazz
Lançamento: 2016
Selo: Rat Pack Records
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Song, Latino Jazz
“Não vou definir música, porque música não é muito bom da gente definir com palavras, porque vou restringir, vou empobrecê-la. A música é um troço bonito demais.” - Tom Jobim.
"A posição da bossa-nova não é iconoclástica, inamistosa ou hostil em relação a uma tradição que é viva porque foi inovadora em sua época. O movimento bossa-nova, reconhecendo haver nascido por força de mutações ocorridas no seio da música popular brasileira tradicional, não pode ser adverso a essa música da qual provém. Será, isto sim, contra a submúsica,  idealizada, mal elaborada, de exploração das conveniências puramente comerciais (em seu sentido pejorativo), que vive à custa de recursos fáceis e extramusicais, categoria na qual se pode incluir grande parte da produção dos últimos anos". - Augusto de Campos, in: 'No Balanço da Bossa e Outras Bossas'
Boa audição - Namastê

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz ANO NOVO



  
Feliz Ano Novo, Glückliches Neues Jahr, Nytar, Feliz Año Nuevo, Felicigan Novan Jaron, Heureuse Nouvelle Année, 
Feliz Aninovo, Shaná Tová, Happy New Year,
Akemashite Omedetou Gozaimasu,

Felice Nuovo Anno