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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

Artista: Red Garland (1958) & Ahmad Jamal (1960)
Lançamento: 2020
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz

O Bloco Elegante de Red Garland e a Estética do Espaço de Ahmad Jamal:
O quinto volume (CD5) desta prestigiada coleção documental, lançada em 2020, celebra um dos momentos mais férteis e revolucionários do formato de trio de jazz no final da década de 1950. Este disco joga luz sobre a transição do Bebop ortodoxo para uma abordagem marcadamente lírica, minimalista e dotada de um balanço magnético e irresistível. Ao colocar em paralelo as sessões históricas de Red Garland e Ahmad Jamal, a curadoria imortaliza as duas mentes estéticas que ditaram as novas regras de dinâmica, silêncio e arranjo que mudaram os rumos do jazz moderno, servindo inclusive como as fundações conceituais que inspiraram o gênio criativo de Miles Davis. As Performances, Cronologia e Contexto dos Estúdios alinhamento do CD5, reconstrói as lendárias sessões analógicas gravadas no ápice criativo de ambos os instrumentistas, evidenciando o entrosamento milimétrico de seus trios definitivos: As Sessões de Red Garland (Final dos Anos 1950) egressa nos ringues de boxe profissional, o pianista moreno Red Garland transportou para as oitenta e oito teclas do piano uma leveza, um jogo de cintura e uma elegância percussiva ímpares. Sua performance resgatada no CD5 sintetiza a própria definição do "som do trio de jazz clássico". Garland celebrizou-se na história da música por introduzir e dominar a técnica de acordes em bloco (block chords), nos quais a mão esquerda executa uma densa estrutura harmônica de três notas duplicando com precisão a melodia flutuante conduzida pela mão direita. O resultado é um som robusto, porém dotado de um swing sutil, cristalino e profundamente enraizado no blues urbano. Anos e Locais concentradas de forma cirúrgica no final da década, cobrindo o período áureo entre os anos de 1956 e 1958. As faixas foram documentadas na quase totalidade dentro do lendário estúdio do engenheiro de som Rudy Van Gelder em Hackensack, Nova Jersey (EUA), capturando a famosa acústica calorosa e intimista da fita magnética da Prestige Records. Músicos de Apoio nestes fonogramas, Garland atua amparado pela cozinha rítmica mais famosa e requisitada da era do hard bop: o contra baixista Paul Chambers e o baterista Arthur Taylor (com inserções históricas de Philly Joe Jones em sessões alternadas). A conexão entre o trio opera em nível telepático. Chambers desenha linhas de baixo caminhante (walking bass) encorpadas e vigorosas, enquanto Philly Joe ou Art Taylor estabelecem a condução rítmica perfeita na cúpula do prato, gerando um balanço contagiante. As Sessões de Ahmad Jamal (1958) traz abordagem pianística de Ahmad Jamal, estabeleceu-se como um marco divisório porque introduziu a premissa revolucionária de que o silêncio, a economia e o espaço acústico possuem o mesmo valor artístico que as notas tocadas. Enquanto os pianistas contemporâneos do bebop competiam pelo maior número de notas executadas por compasso, Jamal abraçou o minimalismo conceitual. Ele permitia que a seção rítmica assumisse a propulsão do tempo, intervindo no arranjo por meio de pontuações cirúrgicas no registro agudo e manipulações sutis de dinâmica, convertendo temas populares em sofisticadas suítes dramáticas. Anos e Locais foca absoluto no ano crucial de 1958. O topo do mérito curatorial reside na inclusão dos registros ao vivo capturados no interior do Pershing Lounge, no Hotel Pershing em Chicago, Illinois (EUA), uma das apresentações em concerto mais aclamadas e influentes de toda a história da música gravada. Músicos de Apoio de Ahmad Jamal Trio de 1958 operava com uma formação de precisão matemática, alinhando o contrabaixista Israel Crosby e o baterista Vernel Fournier. A condução percussiva de Fournier (especialmente na antológica faixa Poinciana) permanece até hoje como objeto de estudo acadêmico mundial pela introdução revolucionária das escovinhas e ataques sincopados de aro (rim-shots), tecendo uma base hipnótica sobre a qual Jamal exercia sua liberdade métrica. Curiosidades Históricas e o Elo com Miles Davis o grande fascínio documental revelado pelo CD5 é o mapeamento do elo conceitual que une ambos os pianistas à mente de Miles Davis. Miles era declaradamente obcecado pela assinatura estética de Ahmad Jamal, a quem apontava como sua principal fonte de inspiração em virtude do uso inovador do espaço e do despojamento melódico. Como não lograsse recrutar Jamal para seu próprio grupo, Davis contratou Red Garland para assumir a banqueta de seu quinteto definitivo, impondo-lhe uma diretriz artística estrita: a de emular os blocos harmônicos e a leveza estrutural de Jamal. Ouvir as faixas deste disco de forma sequencial equivale a testemunhar o nascimento da matriz sonora que pavimentou o caminho para a criação do álbum mais vendido da história do jazz, Kind of Blue. Do ponto de vista mercadológico, as gravações de Jamal no Pershing em 1958, isoladas neste volume, quebraram paradigmas industriais. Numa época em que o jazz modernizava-se de forma hermética e progressivamente complexa para o grande público, o registro de Jamal alcançou um sucesso comercial avassalador, superando a marca de um milhão de cópias vendidas e figurando nas Jukeboxes de todo o território norte-americano, comprovando que o refinamento do silêncio e do arranjo de câmara possuía um imenso poder de comunicação de massas. Nível de Escolha das Faixas é um Tratado sobre a Textura e o Arranjo da engenharia curatorial por trás do CD5 destaca-se como um dos ápices da caixa de 2020, pois rejeita deliberadamente a armadilha comum do exibicionismo mecânico veloz, preferindo concentrar o repertório na valorização da textura e do desenho inteligente do arranjo. O disco edifica um contraste dinâmico impecável: abre com o swing robusto, telúrico e caloroso de Red Garland, onde o piano dialoga diretamente com o sotaque urbano do blues, e desliza com fluidez para as linhas geométricas, arejadas e quase arquitetônicas de Ahmad Jamal. Trata-se de uma lição histórica sobre como dois instrumentistas negros partilharam a mesma raiz técnica para cindir a evolução do jazz em duas avenidas conceituais brilhantes. No plano técnico, o trabalho de engenharia e restauração das matrizes analógicas de 1958 do Pershing Lounge é soberbo. O tratamento de áudio da edição de 2020 logrou êxito em purificar os excessos acústicos e ruídos de fundo da plateia do clube de Chicago, mantendo, contudo, a vibração orgânica, o calor magnético do contrabaixo acústico de Israel Crosby e o estalar nítido das escovinhas de Vernel Fournier, restituindo ao ouvinte a atmosfera mágica daquela noite histórica. Veredito Curatorial: O CD5 de The Art Of The Piano... consolida-se como um compêndio obrigatório para a compreensão das estruturas dinâmicas da música do século XX. O volume isola com precisão o momento em que o piano em trio transcendeu a mera função de acompanhamento rítmico para instituir-se como um autêntico laboratório de arranjos conceituais. Entre o swing aristocrático de Red Garland e o minimalismo espacial de Ahmad Jamal, a antologia entrega uma audição sofisticada e imortal.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

The Greatest Jazz Legends - CD01


Artista: Miles Davis
Lançamento: 2015
Selo: The Intense Media
Gênero: Cool, Modal, Hard bop, Post-bop


Boa audição - Namastê





 

sábado, 17 de junho de 2023

Gillespiana And Carnegie Hall Concert (1960)

Lançamento: 1993
Selo: Verve Records
Gênero: Bop, Afro-Cuban Jazz, Big Band

O efeito de John Birks "Dizzy" Gillespie no jazz não pode ser exagerado: seu trompete influenciou vários dos músicos que vieram depois dele, suas composições se tornaram parte do cânone do jazz e suas bandas incluíram alguns dos nomes mais importantes do ramo. Também foi, junto com Charlie Parker, um dos principais líderes do movimento bebop. O pai de Gillespie era um líder de uma banda amadora que, embora morto quando Gillespie tinha dez anos, deu a seu filho algumas de suas primeiras bases na música. Dizzy começou a tocar trompete aos 14 anos, depois de experimentar brevemente o trombone e seu primeiro treinamento musical formal veio no Laurinburg Institute, na Carolina do Norte. Os primeiros trabalhos profissionais de Dizzy foram com a banda Frankie Fairfax, onde ele supostamente ganhou o apelido de Dizzy por causa de suas travessuras bizarras. Sua primeira influência foi Roy Eldridge a quem ele mais tarde substituiu na banda de Teddy Hill. De 1939 a 1941, Dizzy foi um dos principais solistas da banda de Cab Calloway, até ser demitido por uma notória pegadinha de coreto. Com Calloway conheceu o trompetista cubano Mario Bauza, de quem adquiriu grande interesse pelos ritmos afro-cubanos. Nessa época, ele também fez amizade com Charlie Parker, com quem começaria a desenvolver algumas das ideias por trás do bebop enquanto estava tocando no Minton's Playhouse no Harlem. De 1941 a 1943, Dizzy trabalhou como freelancer para várias big bands, incluindo a de Earl "Fatha" Hines. A banda de Hines continha vários músicos com os quais Dizzy interagiria no desenvolvimento do bebop, como o cantor Billy Eckstine, que formou sua própria banda com Dizzy no trompete em 1944. O ano de 1945 foi crucial tanto para o bebop quanto para Dizzy. Ele gravou com Parker muitos de seus pequenos sucessos, como "Salt Peanuts", e formou sua própria big band de bebop. Apesar dos problemas econômicos, conseguiu manter a banda unida por quatro anos. Seu toque de trompete estava no auge com ataques rápidos de notas e um incrível alcance harmônico. Vários futuros grandes músicos se apresentaram com a big band de Dizzy, incluindo os saxofonistas Gene Ammons, Yusef Lateef, Paul Gonsalves, Jimmy Heath, James Moody e John Coltrane. A seção rítmica de John Lewis, Milt Jackson, Kenny Clarke e Ray Brown que viria se tornar o Modern Jazz Quartet original. Levou várias bandas em turnês do Departamento de Estado ao redor do mundo a partir de 1956, a primeira vez que o governo dos Estados Unidos forneceu ajuda econômica e reconhecimento ao jazz. Essas excursões não apenas mantiveram Dizzy trabalhando, mas também estimularam seus interesses musicais quando ele começou a incorporar diferentes elementos étnicos em sua música, como os ritmos afro-cubanos, caribenha que ele inseriu em seus arranjos para big band. Nunca perdendo sua sede de colaboração, Dizzy trabalhou com uma variedade de estrelas do jazz, além de liderar seus próprios grupos na década de 1980.

Baixo - Art Davis
 Trombone Baixo – Paul Faulise (faixas: 1 to 5)
Bongos – Jack Del Rio (faixas: 1 to 5)
Congas – Candido Camero (faixas: 1 to 5)
Bateria - Chuck Lampkin
Flauta, Saxofone Alto – Leo Wright
Trompa Francesa – Al Richman (faixas: 1 to 3), Gunther Schuller, James Buffington (faixas: 1 to 3, 6 to 10), John Barrows (faixas: 6 to 10), Julius Watkins (faixas: 1 to 5), Morris Scott (faixas: 4, 5), Richard Berg (faixas: 6 to 10), William Lister (faixas: 4, 5
Percussão – Jose Mangual (faixas: 6 to 10), Julio Collazo (faixas: 6 to 10), Ray Barretto (faixas: 6 to 10)
Piano e Arranjado – Lalo Schifrin
Produtor (gravações originais) – Norman Granz
Tímpanos – Willie Rodriguez (faixas: 1 to 5)
Trombone – Arnet Sparrow (faixas: 6 to 10), Britt Woodman, Frank Rehak (faixas: 1 to 5), George Matthews (2) (faixas: 6 to 10), Paul Faulise (faixas: 6 to 10), Urbie Green (faixas: 1 to 5)
Trompete – Carl Warwick (faixas: 6 to 10), Clark Terry, Dizzy Gillespie, Ernie Royal (faixas: 1 to 5), Joe Wilder (faixas: 1 to 5), John Frosk, Nick Travis (faixas: 6 to 10)
Tuba – Don Butterfield
Vocais – Dizzy Gillespie (faixas: 6 to 10), Joe Carroll (faixas: 6 to 10)
____________

Faixas 1-3: Gravado em 14 e 15 de novembro de 1960 em Nova York.
Faixas 4 e 5: Gravadas em 16 de novembro de 1960 em Nova York.
Edição original do LP: Gillespiana Verve MGV 8394
Faixas 6-10: Gravado em 4 de março de 1961 no Carnegie Hall, Nova York.
Edição original do LP: Concerto no Carnegie Hall - Gravado ao vivo Verve V6-8423

Boa audição - Namastê

terça-feira, 3 de julho de 2018

CTI records: the cool revolution

A ‘CTI Records’ (Creed Taylor Incorporated) foi uma gravadora de jazz fundada em 1967 por Creed Taylor. Em 1970, o visionário produtor montou e desenvolveu uma lista histórica de artistas, apoiados por uma equipe criadora, chefiada pelo engenheiro de som Rudy Van Gelder. Inicialmente foi uma filial da ‘A&M Records’ e Don Sebesky, trombonista de jazz, foi o criador dos muitos arranjos para o rótulo, mais tarde se juntou a ele Bob James e, em seguida, em meados dos anos 70, David Matthews. Cada sessão contava com alguns dos melhores do jazz, o baixista Ron Carter, o guitarrista Eric Gale, organista Richard Tee e, nos primeiros anos, Herbie Hancock foi frequente ao piano. A ‘CTI Records’ trabalhou quase como uma companhia teatral, em que grandes músicos se revezavam no centro das atenções e acompanhavam uns aos outros. Os álbuns criados estabeleceram novos padrões e o sucesso imediato das gravações ecoou através das décadas, como uma profunda influência no jazz, pop, R&B e hip-hop. Suas produções para a ‘CTI Records’ ajudaram a estabelecer o ‘smooth jazz’ como um gênero musical comercialmente viável. O rótulo também se tornou conhecido pelas suas capas marcantes, algumas delas com imagens fotográficas de Pete Turner. Creed TaylorCreed Taylor já era importante na indústria da gravação a algum tempo. Ele tocou trompete antes de se tornar o chefe da ‘A&R Records’, em 1954, e durante dois anos registrou artistas como Carmen McRae e Charles Mingus entre outros. Em 1956, mudou para a ‘ABC-Paramount’, e em 1960 fundou a sua subsidiária ‘Impulse Records’. Apesar de ter assinado com John Coltrane para a gravadora, mudou para a ‘Verve Records’. Em 1970, na 'CTI Records' teve grande sucesso em equilibrar o artístico com o comercial. Entre os artistas que gravaram alguns de seus melhores trabalhos com Taylor durante este período foram Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, George Benson e Hubert Laws. No entanto, as grandes gravadoras começaram a atrair os artistas de Taylor e embora ele fosse capaz de gravar com Chet Baker, Art Farmer e Yusef Lateef, problemas financeiros forçaram a gravadora à falência em 1978, que foi posteriormente adquirida pela Columbia. É lamentável que Creed Taylor tenha sido responsabilizado pelo fim da gravadora apesar da evidente traição de Hubbard, Turrentine, Benson e Laws cujos discos foram bastante inferiores nos outros rótulos às joias gravadas para a CTI. Depois de anos fora da cena, Taylor fundou uma nova CTI na década de 1990, que não conseguiu estabelecer a sua própria identidade como a antecessora. Fonte: Pintando Musica.
Boa leitura - Namastê

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

1960 - Crazy! Baby - Jimmy Smith


Artista: Jimmy Smith
Álbum: Crazy! Baby
Lançamento: 1960
Selo: Blue Note Records
Gênero: Jazz, Soul Jazz
Sonnymoon for Two (by Sonny Rollins)
Jimmy Smith - organ,hammond, Donald Bailey - drums & Quentin Warren - guitar. 
Recorded, January 04, 1960 Van Gelder Studio, Englewood Cliffs - New Jersey.
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

1960 - Back at the Chicken Shack - Jimmy Smith

Era uma vez um rapaz chamado Jimmy Smith que resolveu comprar um órgão Hammond B-3, que era um instrumento muito característico das igrejas nos Estados Unidos. Jimmy alugou um galpão, e lá ficou por cerca de um ano, somente com seu órgão e sua música. Quando ele finalmente saiu de lá, havia criado um som novo, que revolucionou totalmente a maneira como o tal órgão Hammond B-3 era tocado. Foi assim que nasceu o Soul Jazz, que fez com que Smith fosse chamado de "O Incrível" pela indústria musical nos anos 60. Back At The Chicken Shack é, sem dúvida, o melhor álbum de Smith, com um balanço incansável, harmonicamente sofisticado e autêntico. Gravado em 25 de abril de 1960, o disco revelou o saxofonista Stanley Turrentine, mas também foram cruciais as contribuições da guitarra elegante e econômica de Kenny Burrell e da bateria irresistível de Donald Bailey. O curioso é que embora se chame Back At The Chicken Shack (De Volta Ao Galinheiro), o som que Jimmy Smith mostra algo totalmente sofisticado. Existe um certo minimalismo nas músicas, nada é exagerado demais, alto demais, enfim, nada é demais. O único exagero é o talento de Smith no órgão e de Turrentine no saxofone. Back On The Chicken Shack é um disco gostoso de se ouvir justamente pela falta de exageros, solos longos ou altos demais. Smith já ganharia pontos de qualquer forma, pois pegar um instrumento que era usado apenas nas igrejas, subverter totalmente a forma como ele é tocado e ainda criar um novo estilo musical em cima disso não é pra qualquer um. IN-PER-DI-VEL.

Album: Back at the Chicken Shack
Musico: Jimmy Smith
Lançamento: 1960
Selo: Blue Note


01 - Back At The Chicken Shack
02 - When I Grow Too Old To Dream
03 - Minor Chant
04 - Messy Bessie
05 - On The Sunny Side Of The Street


Donald Bailey - Bateria
Kenny Burrell - Guitarra
Jimmy Smith - Orgão
Stanley Turrentine - Sax. Tenor

Gravado em 25 de Abril de 1960, Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey. Boa audição - Namaste.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

1960 - Sketches of Spain - Miles Davis

O segredo para criar uma música que se destaca no tempo é criar uma música atemporal. Sketches of Spain foi é continua a ser bastante diferente de tudo criado no idioma do jazz.

Miles Davis foi instintivamente o músico que não precisa definição ao atingir sua perfeição.
Responsável por tanta música que às vezes é irresistível lidar com o seu legado. À certeza disso; ninguém pode discordar que ele deixou pelo menos uma meia dúzia de legados em obras-primas indispensáveis. Mesmo que a avaliação não seja suficiente: não é exagero afirmar (como ele nunca esteve relutante em fazer) que Davis mudaram a música várias vezes. Depois de sua participação ativa na fase pré-bebop de Charlie Parker, aterrizou em solos ferteis com lançamentos clássico persistente ao tempo, fazendo escola e grandes imitadores. Varias decadas e Miles transformaria agua adocicada de idéias em subgenero ao jazz, causando uma revolução até então inimaginavel. Davis não estava na vanguarda tanto como ele estava na neo-vanguarda. Indiscutivelmente ele nunca disparou em todos os cilindros, antes ou após completamente a maneira que ele fez em 1959 e em 1960. Que ele lançou o que é geralmente considerado o mais importante (e melhor álbum de jazz) de todos os tempos, Kind of Blue, significou um óbvio ápice artístico. Como resultado cultivou uma abordagem a invocar o silêncio tanto quanto o som: Miles levou a filosofia do menos e mais à níveis sem precedentes. Em certo sentido ele transcendeu técnica, evoluindo para uma franqueza que se obtém uma sensibilidade rara: seus solos foram incessantemente expressivo, lírico e cheio de sentimento concentrado. Esta facilidade foi talvez manifestada e evidente em varios de seus álbuns, mas tão bem representado em Sketches of Spain. 1959, Davis havia acabado de gravar “Kind of Blue” e dispensado John Coltrane e Cannonball Adderley da banda. Naquele ano conheceu o Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo na casa de um amigo baixista e amante do clássico. Apaixonou-se e juntou traçou esforços pela terceira vez com Gil Evans (já colaborado em Miles Ahead - 1957 e Porgy and Bess - 58) para realizar uma adaptação e compor faixas em torno do tema espanhol. O resultado é uma obra de arte ao mesmo tempo popular e moderna. Mas que foi rejeitada por alguns críticos - que perguntavam se isso era jazz Miles respondeu: é música e eu gosto. Não só da peça principal - mas também faixas como Saeta, um solo absolutamente fantástico de Davis e o balé sincopado de Manuel de Falla, Will o’ the Wisp, uma das canções favoritas de jazz de todos os tempos. Atmosférico e acessível, tornase um grande álbum para congregar aos novos neofitos os valores criativo de um genio chamado de Miles Davis. Sketches of Spain é considerado um dos álbuns mais ouvido na carreira de Davis. Um edição da Penguin Guide to Jazz on CD descreve como "elevadas música ligeira". A revista Rolling Stone o definiu: "menos improvisação, muito ruido contemporâneos sendo algo diferente de jazz". Davis respondeu (segundo a própria revista), "It's music, and I like it" . Em 2003, o álbum foi colocado no 356 na lista da Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. Davis é justamente venerado por muitas coisas. Talvez o mais importante e único, era a sua consciência instintiva de que não é preciso jogar perfeitamente ao atingir ocasionalmente algo muito perto da perfeição. Sketches of Spain é um estudo desse acaso e permanece como um ponto alto na carreira de mestre, assim como uma das obras fundamentais do século 20, depois de Kind Of Blue. Arranjos de Gil Evans. Produção de Teo Macero e Irving Townsend para a Columbia Records. Gravadas entre novembro de 1959 e março de 1960.

Musicos:
Miles Davis - Trompete & flugelhorn
Gil Evans - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Elvin Jones & Jose Mangual - Percurssão
John Barrows, James Buffington, Tony Miranda, Joe Singer & Earl Chapin - Trompa Francesa
Johnny Coles, Bernie Glow, Taft Jordan, Ernie Royal & Louis Mucci - Tronpete
Dick Hixon & Frank Rehak - Trombone
Jimmy McAllister & Bill Barber - Tuba
Danny Bank - Clarinete baixo
Albert Block - Flauta
Eddie Caine - Flauta & Flugelhorn
Harold Feldman - Clarinete, Flauta & Oboe
Jack Knitzer - Fagote
Romeo Penque - Oboe
Janet Putnam - Harpa

Concierto De Aranjuez (Adagio)


Saeta


Faixas:

CD1
01 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
02 - Will O' The Wisp
03 - The Pan Piper
04 - Saeta
05 - Solea
06 - Song Of Our Country

CD2
01 - The Maids Of Cadiz
02 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
03 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - 1º Alternate Take
04 - Concierto De Aranjuez - 2º Alternate Take
05 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - Alternate Ending
06 - The Pan Piper - Take 1
07 - Song Of Our Country - Take 9
08 - Song Of Our Country - Take 14
09 - Saeta - Versão Integral do Master
10 - Concierto De Aranjuez (Adagio) (Live)
11 - Teo

Miles Davis - Sketches of Spain (50th Anniversary Legacy Edition)

Boa audição - Namastê.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

1960 - Les Liaisons Dangereuses Art Blakey & The Jazz Messengers

França 1960. A bela Madame de Merteuil (Catherine Deneuve) procura se vingar do seu ex-amante Antoine Gercourt (Andrzej Zulawski) que vai se casar com a jovem e virgem Cécile de Volanges (Leelee Sobieski) sua afilhada. Merteuil procura Sébastien de Valmont (Rupert Everett) seu parceiro de "jogos" famoso por sua reputação de ser um Don Juan para seduzir e engravidar Cécile e destruí-la emocionalmente. Durante sua "missão" Valmont tem seu objetivo desviado quando vai visitar sua tia e se apaixona pela Madame Tourvel (Nastassja Kinski) uma mulher virtuosa e casada que conhece seu jeito sedutor que só torna o desafio mais excitante para Valmont. Juntos Madame de Merteuil e Valmont se tornam uma dupla perigosa não se aendo diante de nenhum obstáculo quando o objetivo é atingir um coração. 'Les Liaisons dangereuses' é um romance do séc. XVIII de autoria de Choderlos de Laclos publicado em 1782. obra retrata s relações aristocratas no periodo da revolução francesa entre nobres ecrupulosos que se dedicam aos prazeres e destruindo reputações de seu pares. O romance foi adaptado para o cinema onze vezes de acordo com 'The Internet Movie Database' maior base de dados do cinema da rede internacional de computadores. A trilha desse score foi entregue a nada mesmo que Art Blakey e o seu The Jazz Messengers originalmente gravado em 28 de julho e 29 de 1959 - Nova Iorque.
Informações Técnicas
Título Original: Les Liaisons Dangereuses
Título no Brasil: As Ligações Amorosas
País de Origem: França
Gênero: Drama

Faixas:
01 - No Problem (1st Version)
02 - No Hay Problema (1st Version)
03 - Prelude In Blue (a 'L'Esquinade')
04 - Valmontana (1st Version)
05 - Miguel's Party
06 - Prelude In Blue (Chez Miguel)
07 - No Problem (2nd Version)
08 - Weehawken Mad Pad
09 - Valmontana (2nd Version)
10 - No Hay Problema (2nd Version)

Musicos:
Art Blakey - Bateria
Jymie Merritt - Baixo Acustico
John Rodriguez - Bongos (Fx.2-10)
Bobby Timmons - Piano
Barney Wilen - Sax. Soprano & Tenor (Fx.1,3,4,9)
Lee Morgan - Trompete (Fx. (1,4,9)

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Boa audição - Namastê

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

1960 - Giant Steps (Deluxe Edition)

"Não estou certo do que procuro, exceto que é alguma coisa que ainda não foi executada. Mas não sei o que é. Só saberei quando conseguir tocá-la". Em poucas palavras, essa era a essência de John Coltrane, um homem que só não foi mais longe porque teve a vida precocemente ceifada pelo destino mas mesmo assim, sua herança é espantosa no legado de jazz. Coltrane, além de ser um grande instrumentista e compositor, conseguiu marcar o jazz com modulações incessantes se marcando com um importante expoente do jazz modal, Bebop e Hardbop. Giant Steps magnifico álbum de 1959 e lançado pela Atlantic Records, empresa dos irmãos Ertegun, Ahmet e Nesuhioriginais que tinha fechado um contrato de um ano renovável por mais um com o saxofonista, tão logo o antigo acordo com a Prestige expirado. Os irmãos eram fãs de Coltrane desde os tempos em que tocava com Miles e logo descobriram que tinham assinado contrato com um artista extremamente exigente e que sabia exatamente o que desejava. Segundo Nesuhi "John Coltrane era único dentro de um estúdio. Ele sabia exatamente o que ele e os músicos deveriam soar e caso não gostasse de algo que estivesse sendo tocado, dizia imediatamente. Nós tínhamos cuidados especiais em dar o som que desejava." Gravado em duas etapas: Dias 4 e 5 de maio de 1959 foram gravadas "Giant Steps", "Cousin Mary", "Countdown", "Spiral", "Syeeda's Song Flute" e "Mr. P.C.", com Coltrane no sax tenor, Flanagan (piano), Paul Chambers (baixo) e Art Taylor (bateria). Dia 02 de dezembro, as vez de "Naima", com Wynton Kelly e Jimmy Cobb nos lugares de Flanagan e Taylor, respectivamente Cobb, Kelly e Chambers eram músicos do quinteto fixo de Miles Davis. Lançadas em LP em 2 de Dezembro de 1960 era o segundo álbum a ser gravado para o selo Atlantic, marca a primeira vez em que todas as faixas eram exclusivamente compostas por Coltrane. O álbum demonstra o fraseado melódico de Trane que mais tarde viria a se chamar "sheets of sound" (termo cunhado em 1958 pelo crítico Ira Gitler da revista especializada em jazz "Down Beat" para descrever o novo e único estilo de improvisação do saxofonista John Coltrane. Gitler usou esta expressão nas notas do álbum Soultrane de 1958), apresentando também um novo conceito harmônico mais tarde conhecido como "Coltrane changes" ("mudanças Coltrane" em português). O álbum é também considerado o adeus ao estilo chamado "bebop", posteriomente entraria em um novo território chamado jazz modal. Várias faixas vieram a se tornar standards como por exemplo "Naima", "Giant Steps", "Cousin Mary", "Countdown" e "Mr.P.C." Em 2003, o álbum foi classificado em 102º na revista Rolling Stone na Lista dos 500 melhores álbuns de sempre da Revista Rolling Stone. Em 2004, foi uma das 50 gravações a serem escolhidas pela Biblioteca do Congresso para serem adicionadas ao Registro de Nacional de Gravações. Em 1983, o jogador de basquete Kareem Abdul- Jabbar nomeou sua autobiografia (escrita conjuntamente com Peter Knobler) em homenagem a este álbum. Algumas faixas desse álbum surgiram durante sua participação nas gravações de Kind of Blue do Miles Davis, álbum considerado o marco do jazz modal. Todas as faixas compostas por John Coltrane.
Curiosidaddes: A faixa "Cousin Mary" é dedicada a sua que segundo ele, "Mary é uma pessoa bem alegre, divertida e tentei manter a essência dele nesse blues". A sexta faixa "Naima" é uma homenagem á primeira esposà Juanita Naima Grubb uma muçulmana convertida a qual cariosamente chamava de Naima.
Esta postagem traz gravações originais de 1960 (Atlantic Records, vinil) e alternativos takes que posteriormente foi agragado em 1990 (Atlantic Records, CD remasterizado), 1994 (Mobile Fidelity, Gold CD - Com faixas alternativas 8-12) e 1998 (Rhino Records, CD de edição de luxo, vinil de 180 gramas - Com faixas alternativas 8-12 e faixas alternativas adicionais 13-15, mas sem faixas alternativas no vinil) para delirios de colecionadores.

Faixas:
01 - Giant Steps
02 - Cousin Mary
03 - Countdown
04 - Spiral
05 - Syeeda's Song Flute
06 - Naima
07 - Mr. P.C. (Mr. Paul Chambers) ****
08 - Giant Steps (Alt. Take)
09 - Naima (Alt. Take)
10 - Cousin Mary (Alt. Take)
11 - Countdown (Alt. Take)
12 - Syeeda's Song Flute (Alt. Take)
13 - Giant Steps (Alt. Take)
14 - Naima (Alt. Take)
15 - Giant Steps (Alt. Take)

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor
Tommy Flanagan - Piano*
Paul Chambers - Baixo*
Art Taylor - Bateria*
Wynton Kelly - Piano**
Jimmy Cobb - Bateria**
Cedar Walton - Piano***
Lex Humphries - Bateria***

* Gravado em 4 e 5 de Maio de 1959: faixas principais 1-5, 7; faixas alternativas 10-12, e faixa adicional 15.
** Grav. em 02 de dezembro de 1959: faixa principal 06.
*** Grav. em 01 de Abril de 1959 (26 de Março de acordo com nota da Rhino Records): faixas alternativas 08 e 09, e faixa adicional alternativa 13 e 14.
**** Influente contrabaixista conhecido como Mr. P.C. figura notável em grande parte das gravações dos grupos dos das décadas de 1950 e 1960.

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Boa audição - Namastê.