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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Box Set: A History of The Blues - VA (4CDs)


Artista: VA
Lançamento: 2010
Selo: Rhino Records/24969-1
Gênero: Chicago Blues, Delta Blues, Rhythm & Blues

A partir da década de 1940, o blues entrou em uma fase decisiva de transformação, deixando de ser predominantemente rural e acústico para se tornar urbano, elétrico e amplamente influente. Esse processo está diretamente ligado à chamada Grande Migração, período em que milhões de afro-americanos se deslocaram do sul dos Estados Unidos para grandes centros urbanos como Chicago, Detroit e Memphis, levando consigo suas tradições musicais. Nesse novo ambiente, o blues precisou se adaptar. O som intimista do violão deu lugar à guitarra elétrica, à amplificação sonora e à formação de bandas completas. Surge então o chamado Chicago Blues, caracterizado por um som mais intenso, rítmico e estruturado. Esse estilo não apenas modernizou o blues, como também serviu de base para o desenvolvimento de diversos outros gêneros musicais. Entre os principais nomes dessa fase, destaca-se Muddy Waters, responsável por transformar o blues do Delta em um formato elétrico urbano, estabelecendo uma ponte direta entre o blues tradicional e o rock. Howlin' Wolf trouxe uma abordagem vocal poderosa e quase visceral, enquanto Little Walter revolucionou o uso da gaita ao amplificá-la, criando um som inovador e marcante. Willie Dixon, por sua vez, atuou como compositor e produtor, sendo fundamental na construção do repertório que influenciaria gerações futuras. Paralelamente, o blues começou a se fundir com outros elementos musicais, dando origem ao Rhythm and Blues (R&B). Esse novo estilo incorporava influências do gospel e do jazz, apresentando um caráter mais dançante e acessível. Ray Charles foi um dos principais responsáveis por essa transformação, ao unir emoção, espiritualidade e técnica musical. Ruth Brown ajudou a popularizar o gênero, enquanto Louis Jordan, com o chamado jump blues, trouxe um ritmo mais leve e festivo que influenciaria diretamente o surgimento do rock and roll. Na década de 1950, o blues deu origem a um de seus desdobramentos mais impactantes: o rock and roll. Artistas como Chuck Berry transformaram estruturas do blues em músicas voltadas ao público jovem, com riffs de guitarra marcantes e letras sobre o cotidiano. Bo Diddley contribuiu com padrões rítmicos inovadores, que se tornaram base para diversos estilos posteriores. Com o passar dos anos, o blues também se sofisticou tecnicamente. Guitarristas como B.B. King desenvolveram um estilo expressivo e refinado, marcado por bends e frases melódicas emocionais. Freddie King trouxe energia e intensidade, enquanto Albert King consolidou um estilo mais econômico, porém extremamente impactante. Esses músicos ajudaram a expandir o blues para além de suas origens, levando-o a um público global. Apesar de todas essas transformações, a essência do blues permaneceu intacta. Ele continuou sendo uma forma de expressão direta da realidade, uma linguagem emocional que não busca esconder o sofrimento, mas sim compreendê-lo e expressá-lo. Mesmo com a eletrificação e a popularização, o blues manteve sua base filosófica: a observação da vida como ela é, sem ilusões, transformando dor em consciência. Em síntese, após 1940, o blues deixou de ser apenas um gênero musical regional e se tornou a base de grande parte da música moderna. Sua influência pode ser percebida no jazz, no rock, no soul e em diversos outros estilos. Mais do que uma evolução musical, esse período representa a expansão de uma forma profunda e autêntica de compreender e expressar a experiência humana.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Box Set: A History of The Blues - VA (4CDs)


Artista: VA
Lançamento: 2010
Selo: Rhino Records/24969-1
Gênero: Chicago Blues, Delta Blues, Rhythm & Blues

O Blues americano surgiu no final do século XIX, no sul dos Estados Unidos, especialmente na região do Delta do Mississippi. Diferente de muitos estilos musicais que nasceram como entretenimento, o blues surgiu como uma forma de expressão profunda da experiência humana, ligada diretamente à realidade vivida pelos afro-americanos após o período da escravidão. Suas raízes estão nos cantos de trabalho (work songs), utilizados para coordenar esforços físicos e aliviar o peso do labor; nos spirituals, que traziam uma conexão espiritual e esperança; e nos chamados field hollers, vocalizações livres e emocionais que expressavam dor, solidão e resistência. A fusão desses elementos deu origem ao blues como uma linguagem musical e existencial. A estrutura do blues tradicional, especialmente o rural, é simples, mas poderosa. Geralmente segue um padrão de 12 compassos e utiliza o formato de “pergunta e resposta” (call and response). As letras costumam ser repetitivas e muitas vezes improvisadas, refletindo o momento vivido pelo músico. Um exemplo típico de abertura de blues seria: “I woke up this morning… feeling down and out…”, onde o cotidiano se transforma rapidamente em expressão emocional. Um dos locais simbólicos do nascimento do blues é Dockery Farms, no Mississippi, frequentemente considerado o berço do gênero. Foi nesse ambiente que trabalhadores rurais começaram a transformar suas vivências em música, utilizando instrumentos simples como o violão e a gaita. Entre os principais nomes do blues até 1940, destacam-se figuras fundamentais que moldaram o estilo. Charley Patton é considerado o “pai do Delta Blues”, com um estilo vocal forte e presença marcante. Son House trouxe uma intensidade emocional e espiritual profunda. Robert Johnson tornou-se uma lenda, tanto por sua habilidade musical quanto pelo mito do “pacto com o diabo”, influenciando gerações futuras. Skip James se destacou por sua sonoridade melancólica e uso de afinações incomuns. Na transição para o blues urbano e sua popularização, surgem nomes como W. C. Handy, conhecido como o “Pai do Blues”, responsável por formalizar e divulgar o gênero. Bessie Smith, chamada de “Imperatriz do Blues”, conquistou enorme sucesso com sua voz poderosa. Ma Rainey foi uma das primeiras grandes cantoras do estilo, enquanto Blind Lemon Jefferson foi pioneiro nas gravações comerciais de blues. O blues também possui curiosidades importantes que ajudaram a moldar sua trajetória. A improvisação era essencial, e muitos músicos nunca tocavam uma música da mesma forma duas vezes. O violão, por ser acessível, tornou-se o instrumento central. A expansão do blues ocorreu através das ferrovias, com músicos viajando e espalhando o estilo. As primeiras gravações, nos anos 1920, eram conhecidas como “race records”, voltadas ao público negro. Os temas mais comuns incluíam sofrimento, amor, perda, morte, estrada e busca por liberdade. Mais do que um estilo musical, o blues representa uma forma de encarar a realidade. Ele não busca esconder o sofrimento, mas sim expressá-lo de maneira direta e consciente. Ao transformar dor em música, o blues cria uma forma de compreensão e convivência com a própria existência. Em síntese, o blues nasceu da experiência vivida, consolidou-se entre 1900 e 1940, e tornou-se a base de grande parte da música moderna, influenciando diretamente gêneros como o jazz, o rock e o soul. Sua essência permanece como uma das expressões mais autênticas da condição humana.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Boxset: A History of The Blues Vol. 1 & 2


O blues tem suas raízes mais profundas nas canções de trabalho dos escravos africanos. E nos campos de plantações do sul dos EUA, os escravos negros desenvolveram uma maneira de cantar para dar ritmo ao trabalho penoso. Este grito do campo serviu como base para toda a música que viria a seguir. Após o fim da guerra civil, os negros tinham poucas opções além do extenuante trabalho manual do campo ou tornar-se um menestrel itinerante. Muitos escolheram a ocupação de menestréis. Estes músicos contaram com a resistência física e mental do repertório das muitas canções de blues. Embora as letras fossem melancólicas, a música como um todo era poderosa, emotiva e rítmica celebrando a vida dos negros norteamericanos. As letras das canções refletiam temas do cotidiano de suas vidas que incluiam bebidas, sexo, ferrovias, prisão, morte, pobreza, trabalho duro e amor perdido. Embora seja difícil de definir, a primeira música documentada foi ‘Memphis Blues’, escrita por WC Handy em 1909. E a popularidade do blues cresceu entre os negros do sul com o advento do fonógrafo RPM 78, alguns dos artistas mais populares de blues do país foram registrados pela ‘Paramount’, ‘Aristocrat’ e outras gravadoras. Durante 1941-1943 o famoso folclorista Alan Lomax fez gravações de bluesmen, e este trabalho serviupara expor o blues para os brancos, bem como expor artistas inexperiente. Durante a Grande Depressão, os negros migraram para o norte ao longo da rota da Estrada de Ferro de Illinois para Chicago.Trouxeram com eles o blues, e logo o som encheu as turbulentas discotecas urbanas. Para serem ouvidos entre multidões barulhentas e em locais maiores, alguns dos artistas mais inventivos, como Muddy Waters e Howlin ‘Wolf, fizeram a mudança para guitarras elétricas e acrescentaram a bateria em suas bandas. Este novo blues elétrico de Chicago era mais poderoso do que o seu antecessor. O blues cada vez mais se fundiu com o rock’n’rol para formar as bandas de blues rock dos anos 60 e 70. Os Rolling Stones, John Mayall, Led Zeppelin e outros continuaram a tradição nobre de seus antepassados, os menestréis do blues.
‘A History of The Blues’ contém uma grande coleção de músicas dos pioneiros do blues. É uma grande compilação, para quem quer ouvir uma amostra de algumas das verdadeiras lendas.  Esta coleção de dois volumes, A History of the Blues, é uma jornada auditiva essencial que traça a evolução do gênero, desde suas raízes rústicas no Mississippi até sua transformação em um fenômeno global eletrificado. 

Vol.1: As Raízes e o Delta (1920 - 1940)- O primeiro volume é dedicado à era acústica, onde o blues era uma expressão crua de resiliência e sobrevivência no sul dos Estados Unidos. O som caracterizado pelo violão de aço, a harmônica ("gaita") e o piano honky-tonk. As gravações possuem a textura histórica dos discos de 78 RPM, conferindo uma atmosfera autêntica de "máquina do tempo" e o destaques fica por reúne os arquitetos do gênero, como Robert Johnson, Bessie Smith (a "Imperatriz do Blues") e Blind Lemon Jefferson causando impacto fundamental para entender a fundação da música popular moderna. Aqui, o blues é puro sentimento, focado na narrativa e no ritmo hipnótico do Delta.

Vol.2: A Era Elétrica e o Legado Moderno (1940 - Presente) - O segundo volume documenta o momento em que o blues "ganhou eletricidade" ao migrar para cidades como Chicago e Detroit, fundindo-se com o Rock e o R&B. O som de Guitarras elétricas com distorção, bandas completas com baixo e bateria e uma produção mais robusta e "limpa" para os padrões modernos. O destaques esta na lista de artistas em uma verdadeira "Calçada da Fama": Muddy Waters e John Lee Hooker: Os mestres que eletrificaram o gênero em Chicago. B.B. King e Buddy Guy: Definiram o fraseado e a técnica do solo de guitarra moderna. Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan: Representam a ponte onde o blues se torna virtuoso e psicodélico, influenciando gerações de rockstars. Impacto deste volume é mais acessível ao ouvinte contemporâneo, mostrando como o blues se tornou a espinha dorsal do Rock 'n' Roll e da Soul Music. 

Veredito Final: Esta antologia é a porta de entrada ideal para qualquer entusiasta da música trazendo pontos Fortes em uma eleção impecável que equilibra nomes lendários com faixas historicamente significativas. O que esperar: Uma viagem que vai do som rústico das plantações de algodão até os palcos iluminados dos grandes festivais de rock. Aqui fica a deixa "ao ouvir o Volume 1, prepare-se para uma experiência histórica (áudio com chiado de época), já no Volume 2, a experiência é puramente energética e vibrante".

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD25)

Lançamento: 2018 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bop, OST Soundtrack

Cinebiografia do famoso saxofonista Charles "Bird" Parker, um dos mais famosos jazzman na historia do jazz. Sua arte e sua vida deixou um legado profundo para aqueles que tenta redescobrir sua arte. Apaixonado por jazz, o diretor e produtor Clint Eastwood conseguiu uma brecha na sua filmografia e fez um apaixonante homenagem ao genial criador do bebop. Clint pesquisou e recheou a magnífica trilha sonora do filme com os solos dos discos originais de Parker, um gênio incansável que viveu intensos 35 anos (1920 a 1955) e redendo-lhe um Globo de Ouro de Melhor diretor por esta excitante história de pioneirismo, baseada na vida de Charlie "Yardbird" Parker. O fascínio de Clint pelo Jazz e por Parker é facilmente notado pela sutiliza com que sua câmara despe o personagem, sem esquecer suas crises ou o uso de drogas. Clint, diferente de como é visto por muitos críticos, não faz nenhum julgamento moral em relação ao músico. Ele homenageia a sua arte e respeita o homem. Como a melodia que só o jazz tem, passado e futuro revezam-se à medida que o filme explora a habilidade construtiva de Bird e seus excessos destrutivos. Vencedor do Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes por sua performance, Forest Whitaker no papel-título na sua interpretação apaixonante de Bird e sua música. A atriz Diane Verona compartilha desse glorioso brilho como sua esposa, Chan "Parker" Richardson, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante da Associação de Críticos de Nova York. As gravações da talentosa mistura dos solos de Parker com músicas modernos, trazem "Bird" à vida mais magnificamente ainda nesta trilha sonora vencedora de um Oscar de Melhor trilha sonora. Nas mãos de Eastwood, Bird formidavelmente vive. O filme começa focando o jovem e o seu amor pelo jazz. Mostra Parker iniciando sua carreira e a dificuldade que encontra para levar sua música além da fronteira dos bares de músicos negros. A trilha sonora conta ainda com músicos do quilate de Monty Alexander, Barry Harris e Walter Davis Junior (piano), Ray Brown, Chuck Berghofer e Ron Carter (contrabaixo), John Guerin (bateria), Charles McPherson (sax alto); Jon Fadis e Red Rodney (trompete) e Charlie Shoemake (vivrafone). Escrito por Joel Oliansky e produzido por Clint Eastwood e David Valdes.

Esta trilha sonora é um "milagre tecnológico"onde todas as músicas são regravações dos solos originais de Charlie Parker, acompanhados por pequenos conjuntos contemporâneos e ocasionalmente por grandes seções de cordas. O co-compositor da faixa nº 10, "Ornithology", foi erroneamente creditado a Barry Harris no lançamento; isso foi corrigido para o compositor correto.

Elenco:
Forest Whitaker (Charles "Bird" Parker)
Diane Venora (Sra. Chan Parker Richardson)
Michael Zelniker (Red Rodney)
Samuel E. Wright (Dizzy Gillespie)
Keith David (Buster Franklin)
Michael McGuire (Brewster)
James Handy (Esteves)
Damon Whitaker (Jovem Bird)
Produtor executivo – Clint Eastwood 


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD24)

Lançamento: 1987 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Post Bop, Contemporary Jazz

Marsalis Standard Time Vol.01, álbum do trompetista de jazz Wynton Marsalis, lançado em 1987 e ganhador o Grammy de Melhor Performance Instrumental de Jazz em Grupo em 1988. O álbum alcançou posições de pico, chegando ao número 153 na Billboard 200 e ao número 02 na parada Top Jazz Albums da Billboard. Scott Yanow, do AllMusic, escreveu: "O timbre de Marsalis é bastante bonito neste conjunto bem equilibrado; até mesmo as baladas têm seus momentos imprevisíveis." O Penguin Guide to Jazz deu ao álbum três estrelas e meia e disse: "(O álbum) foi maravilhosamente concebido, um programa de peças que o distanciou dos modernistas sem jamais o relegar às fileiras dos Velhos Crentes. Mesmo depois de mais de uma década, Marsalis Standard Time mantém seu brilho e classe."

Wynton Marsalis – Trompete
Marcus Roberts – Piano
Robert Leslie Hurst III – Contrabaixo
Jeff "Tain" Watts – Bateria

Gravado EM 29 a 30 de maio de 1986 e 24 a 25 de setembro de 1986, Estúdio A da RCA, cidade de Nova Iorque.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD23)

Lançamento: 1977 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Fusion

Heavy Weather, sétimo álbum do Weather Report, lançado em 1977 pela Columbia Records. Em 1991, o álbum já havia vendido 1.000.000 de cópias somente nos Estados Unidos, se tornaria o álbum de maior sucesso comercial da banda e um dos mais vendidos do catálogo de jazz da Columbia. A revista DownBeat deu a Heavy Weather uma avaliação de cinco estrelas e posteriormente, seus leitores o elegeram o álbum de jazz do ano. A formação para o álbum contou com os fundadores do Weather Report, Joe Zawinul (Teclados, Sintetizadores) e Wayne Shorter (Saxofone), juntamente com Jaco Pastorius (Baixo), Alex Acuña (Bateria) e Manolo Badrena (Percussão). A produção e orquestração ficaram a cargo de Zawinul com produção adicional de Shorter e Pastorius e a engenharia de som foi feita por Ron Malo.

Joe Zawinul – Piano Elétrico Rhodes e ARP 2600 em todas as faixas, exceto "Birdland", "Rumba Mamá" e "Havona", Piano de Cauda Yamaha em "Birdland", "Harlequin", "The Juggler" e "Havona", Sintetizador Polifônico Oberheim em todas as faixas, exceto "Rumba Mamá", "Palladíum" e "The Juggler", Vocais em "Birdland", Melódica em "Birdland" e "Teen Town", Guitarra e tabla em "The Juggler". 
Wayne Shorter – Sax. Soprano em todas as faixas, exceto "A Remark You Made" e "Rumba Mamá", Sax. Tenor em "Birdland", "A Remark You Made" e "Palladíum".
Jaco Pastorius – Baixo Fretless em todas as faixas, exceto "Rumba Mamá", Mandocelo em "Birdland" e "The Juggler", Vocais em "Birdland", Bateria em "Teen Town", steel drums em "Palladíum".
Alex Acuña – Bateria em todas as faixas, exceto "Teen Town" e "Rumba Mamá", Congas e Tons em "Rumba Mamá", Palmas em "The Juggler".
Manolo Badrena – Pandeiro em "Birdland", Congas em "Teen Town", "Rumba Mamá" e "Palladíum", Vocais em "Harlequin" e "Rumba Mamá", Timbales em "Rumba Mamá", Percussão em "Palladíum" e "The Juggler"

Gravado em dezembro de 1976 e janeiro de 1977; 08 de julho de 1976 (Rumba Mamá)


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD22)

Lançamento: 1976 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Post Bop, Fusion


É consenso. Jaco Pastorius foi o maior virtuose do baixo elétrico em todos os tempos. Este é seu primeiro disco solo. Antes, em 1974, ele tinha gravado o CD Jaco com Pat Metheny. Sua habilidade é algo arrebatador. Esta não é a melhor amostra de Pastorius, muito melhor é esta, mas mesmo assim este álbum é hoje um clássico intocável. Segundo o próprio Pastorius, suas principais influências musicais foram: “James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.”  O baixista morreu de forma estúpida. Após ter provocado uma briga na porta de um bar, Jaco tomou uma surra de um segurança, vindo a falecer após longo período de coma. Tinha 35 anos.

Jaco Pastorius – Baixo Elétrico
Don Alias ​​– Congas
Herbie Hancock – Clavinet Hohner, Piano Elétrico Fender Rhodes
Narada Michael Walden, Lenny White, Bobby Economou – Bateria
Sam Moore. Dave Prater - vocal
Randy Brecker, Ron Tooley - Trompete
Peter Graves – Trombone Baixo
David Sanborn, Michael Brecker, Howard Johnson – Saxofone Barítono
Alex Darqui – Piano Elétrico Fender Rhodes
Richard Davis, Homer Mensch, Michael Gibbs – baixo
Wayne Shorter – Saxofone Soprano

Gravado em Outubro de 1975, Estúdios Camp Colomby, Columbia Recording Studios C&B, Nova Iorque.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD21)

Artista:  Stan Getz  
Lançamento: 1976 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bossa Nova, Latin Jazz


Para os amantes dos ritmos doces, suaves e românticos da bossa-nova, com os mestres: saxofonista, Stan Getz e cantor e guitarrista, João Gilberto, que começou toda a tendência, em 1964, com "The Girl of Ipanema". Lançado pela Columbia Records em 1976 para apresentar Stan Getz em uma reunião com João Gilberto onde sua colaboração anterior foi uma década antes em Getz/Gilberto Vol. 2. Heloisa Buarque de Hollanda ( Miúcha ), que na época era casada com João Gilberto, cantou os vocais em inglês.


Baixo – Clint Houston , Steve Swallow
Bateria – Billy Hart , Grady Tate
Guitarra – João Gilberto, Oscar Castro Neves 
Percussão - Airto Moreira, João Gilberto, Ray Armando, Ruben Bassini, Sonny Carr
Piano – Albert Dailey
Vocais (Inglês) – Heloisa (Miucha) Buarque De Hollanda 
Vocais (Português) – João Gilberto 

Gravado nos estúdios Columbhttps://borboletasdejade.blogspot.com/search/label/2010ia Recording Studios, 21 de maio de 1975 - Nova York.



Boa audição - Namastê
 

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD20)

Artista: Herbie Hancock   
Álbum:... Head Hunters
Lançamento: 1973 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Jazz-Funk

Head Hunters, décimo segundo álbum de estúdio do pianista, tecladista e compositor americano Herbie Hancock, lançado em 26 de outubro de 1973 pela Columbia Records. As gravações do álbum ocorreram à noite nos estúdios Wally Heider e Different Fur Trading Co., em São Francisco, Califórnia. O álbum representou um avanço comercial e artístico para Hancock conquistando o público do funk e do rock e levando o jazz-funk e o jazz fusion à atenção do grande público, alcançando o 13º lugar na Billboard 200. Hancock conta com a participação do instrumentista de sopro Bennie Maupin, de seu sexteto anterior "Mwandishi" e de três novos colaboradores: o baixista Paul Jackson, o percussionista Bill Summers e o baterista Harvey Mason. Este último grupo de colaboradores que mais tarde ficaria conhecido como The Headhunters, também tocou no álbum de estúdio seguinte de Hancock "Thrust" (1974). Todos os músicos (com exceção de Mason) tocam vários instrumentos no álbum.

Herbie Hancock – Piano elétrico Fender Rhodes, sintetizadores Hohner Clavinet D6, ARP Odyssey e ARP Pro Soloist
Bennie Maupin – Sax. Tenor, Sax. Soprano, Saxello, Blarinete Baixo, Alauta Alto
Paul Jackson – Baixo, Marímbula
Harvey Mason – Bateria; Arranjo em "Watermelon Man"
Bill Summers - Agogô, Balafon, Cabasa, Congas, Gankogui, Tambor de Toras , Shekere, Surdo, Pandeiro; Garrafa de Cerveja em "Watermelon Man"

Gravado no Estúdio Wally Heider e Different Fur, São Francisco - Setembro de 1973


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD19)


Lançamento: 1969 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bop, Piano Jazz


Concert by the Sea, álbum ao vivo do pianista Erroll Garner lançado pela Columbia em 1955. Vendeu mais de um milhão de dólares em cópias no varejo até 1958, qualificando-se para o status de disco de ouro pela definição da época, mas nunca foi reconhecido como tal pela RIAA. O álbum foi gravado em 19 de setembro de 1955, no salão de assembléias de estilo gótico-revivalista da Sunset School (agora Sunset Center ) em Carmel-by-the-Sea, Califórnia, um espaço acolhedor sendo usado como parte da "Sunset Series" do promotor local Jimmy Lyons, esta série por sua vez preparando o terreno para o início do Monterey Jazz Festival. Da base militar próxima de Fort Ord militares foram transportados de ônibus para se juntar ao público entusiasmado e receptivo neste show do Erroll Garner Trio. Acompanhando Garner estavam o baixista Eddie Calhoun e o baterista Denzil Best e acordo com a Columbia Records e sua proprietária, Sony Music Entertainment a acústica era ruim e o piano um tanto desafinado. O equilíbrio dos instrumentos na gravação também era ruim; o baixo e a bateria estavam recuados. A fotografia original da capa do álbum nos EUA, mostrando uma modelo em meio passo com os braços estendidos, foi tirada pelo fotógrafo de música e moda Art Kane, que mais tarde fotografou o retrato do grupo de músicos de jazz de 1958 conhecido como A Great Day in Harlem. O jornalista musical Marc Myers escreveu que "Um ponto de vista estético, a capa de Art Kane (Concert by the Sea) tinha graça, movimento e drama. Branca ou negra a modelo apresentada estava em êxtase, telegrafando que a música lá dentro era alegre e garantia de elevar seu ânimo."

Baixo – Eddie Calhoun
Bateria – Denzil Best
Piano – Erroll Garner

Gravado ao vivo em Carmel, Califórnia.


Boa audição - Namastê



quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD18)

Artista: Art Tatum
Lançamento: 1968 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Stride, Swing, Piano Jazz


Por consenso, Tatum é o maior pianista de jazz de todos os tempos. Nunca vi uma lista dos "dez melhores" que não o colocasse em primeiro lugar. Oscar Peterson foi o último elo com o estilo Tatum de piano de jazz puro, e um descendente direto dele em termos de estilo. Apesar de ser totalmente cego (ele tinha visão parcial de um olho), ele era um autodidata no piano. Assim, o QI de Wolfgang Amadeus Mozart foi estimado entre 150 e 155 – claramente um nível de gênio. Outros não foram tão astutos. Entre os azarados estava Christoph Willibald Gluck, com a estimativa variando entre 110 e 115, ou aproximadamente o mesmo nível de um estudante universitário médio. Tatum formou sua própria banda em 1926 e trabalhou em casas noturnas de Toledo pelos anos seguintes. Em 1932 e 1933, foi acompanhador, mas durante a maior parte de sua carreira foi um solista brilhante. Casou-se duas vezes e morreu em 1956 de uremia, causada por insuficiência hepática, aos 47 anos. As faixas ao vivo do Shrine Auditorium foram gravadas em 02 de abril de 1949. Todas as versões lançadas precisam de correção de tom, como foi descoberto durante a produção da recriação do SACD Art Tatum - Piano Starts Here - Live At The Shrine. Além disso, a faixa 13 era originalmente um medley de Gershwin que incluía "The Man I Love", "Summertime", "I Got Plenty Of Nothin'", "It Ain't Necessarily So" e uma reprise de "The Man I Love". Evidentemente, esta edição foi feita para economizar em royalties. A única edição que contém o medley completo de Gershwin é o disco de transcrição de 16 polegadas AFRS Just Jazz 69.

Art Tatum - Compositor, Piano, Artista Principal

Faixas 01 e 09 publicadas pela Harms, Inc.
Faixa 02 publicada pela Handy Bros.
Faixa 03 publicada pela Leo Feist, Inc.
Faixa 04 publicada pela Mills Music, Inc.
Faixa 05 publicada pela Chappell & Co., Inc.
Faixas 07 e 13 publicadas pela New World Music Corp.
Faixa 08 publicada pela TB Harms Co.
Faixa 10 publicada pela Bourne Co.
Faixa 11 publicada pela Atlantic Music Corp


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD17)

Artista: Nina Simone
Lançamento: 1967 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Soul-Jazz, Soul, Blues


Sings the Blues" álbum da cantora, pianista e compositora Nina Simone. Este foi o primeiro álbum de Simone pela RCA Victor após gravar anteriormente para a Colpix Records e a Philips Records. O álbum também foi relançado em 2006 com faixas bônus e relançado em 1991 pela RCA/ Novus como uma coletânea de 17 faixas sob o título "The Blues".

Faixas 1–12:
Nina Simone - Vocais, Piano
Eric Gale, Rudy Stevenson - Guitarra
Ernie Hayes - Órgão
Bob Bushnell - Baixo
Bernard Purdie - Bateria, Tímpanos
Buddy Lucas - Gaita, Sax. Tenor

Faixa 13:
Nina Simone - Vocais, Piano
Eric Gale, Everett Barksdale - Guitarra
Weldon Irvine, Richard Tee - Órgão
Jerry Jemmott - Baixo
provavelmente Bernard Purdie - Bateria
Specs Powell - Vibrações, Percussão
Montego Joe, George Devens - Percussão
Joe Shepley, Jimmy Nottingham, Harold Johnson, Wilbur Bascomb - Trompetes
Jimmy Cleveland , Richard Harris - trombones
Seldon Powell, George Coleman, Norris Turney, Haywood Henry - Saxofones
Ralph H. Fields, Eileen Gilbert, Jerome Graff, Milt Grayson, Hilda Harris, Noah Hopkins, Maeretha Stewart, Barbara Webb - Vocais

Sessão de gravação: Nova York – RCA Studio B em 19/12/66, 22/12/66 e 05/01/67


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD16)

Artista: George Benson
Álbum:... It's Uptown 
Lançamento: 1966 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Soul-Jazz, Soul

Lançado em 1966 pela Columbia Records, "It's Uptown" é um marco inicial na discografia de George Benson. Gravado quando o guitarrista tinha apenas 23 anos, o álbum apresenta o quarteto formado por ele, o organista Lonnie Smith, o saxofonista barítono Ronnie Cuber e o baterista Jimmy Lovelace. O disco foi produzido pelo lendário John Hammond, figura chave na carreira de grandes nomes do jazz e do blues. O trabalho evidencia a versatilidade de Benson, que já demonstrava uma habilidade técnica impressionante para o jazz bebop e soul-jazz. Faixas como "Hello Birdie" e "Myna Bird Blues", de sua própria autoria, mostram linhas de guitarra velozes e intrincadas, onde Benson esbanja fluidez e virtuosismo. Apesar da forte base no jazz, o álbum também mostra o interesse de Benson em explorar outras sonoridades. Em "Ain't That Peculiar", por exemplo, o quarteto entrega uma interpretação vibrante do sucesso de Marvin Gaye, com uma energia que flerta com o rhythm and blues. Outros clássicos como "Summertime" e "Willow Weep for Me" recebem releituras cheias de personalidade, com solos extensos que destacam a profundidade musical do artista. O aubum é excelente, cheio de energia. O álbum demonstra a solidez do jazz de Benson, ao mesmo tempo que insinua os rumos que ele tomaria em sua carreira, caminhando em direção a uma fusão de gêneros que o consagraria décadas depois como um dos maiores ícones da música contemporânea.  

George Benson – Guitarra, Vocais em "Summertime", "A Foggy Day" e "Stormy Weather"
Ronnie Cuber – Sax. Barítono
Bennie Green – Trombone
Lonnie Smith – Órgão
Jimmy Lovelace – Bateria
Ray Lucas – bateria (faixas 02, 03)
Blue Mitchell – Trompete (faixas 14–15)
Charlie Persip – Bateria (faixas 14–15)

Gravado em fevereiro-março de 1966.

Boa audição - Namastê


quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD15)

Lançamento: 1964 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Sweet Bands, Swing

Together Again é um álbum significativo do lendário Benny Goodman Quartet que reúne alguns dos maiores nomes do jazz. Lançado em 2002 nos EUA pelo selo Bluebird (com número de catálogo 09026-63881-2), como parte da série Bluebird First Editions, celebrando o retorno de Goodman com sua formação clássica. Este CD se enquadra no gênero Jazz com um estilo predominantemente de Swing e Cool Jazz. O Benny Goodman Quartet original, composto por Goodman no clarinete, Lionel Hampton no vibrafone, Teddy Wilson no piano e Gene Krupa na bateria, foi uma formação inovadora que quebrou barreiras raciais e musicais na década de 1930. "Together Again" provavelmente celebra a reunião desses músicos icônicos ou de uma formação que evoca a magia daquele período. O álbum é caracterizado por melodias contagiantes, improvisações brilhantes e a interação impecável entre os instrumentistas. A música exala a alegria e a sofisticação do swing, com o clarinete de Goodman liderando e os outros instrumentos respondendo com virtuosismo.

Benny Goodman - Clarinete
Teddy Wilson - Piano
Lionel Hampton - Vibrafone
Gene Krupa - Bateria

February 13, 1963 & February 14, 1963
Gravaado em: 
RCA Recording Studios, Studio A, New York, NY
RCA Studio A, New York, NY
RCA Studios, New York, NY


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD14)

Álbum:... Two Of A Mind 
Lançamento: 1963 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Cool Jazz


Álbum gravado pelos saxofonistas de jazz americanos Paul Desmond e Gerry Mulligan com performances de gravação em 1962 e lançadas pela gravadora RCA Victor. O álbum é o segundo de dois encontros que Mulligan e Desmond gravaram em um quarteto sem piano sebdo o primeiro, gravado em 1957, "Blues in Time" (originalmente intitulado Gerry Mulligan - Paul Desmond Quartet ). A faixa-título do álbum é uma contrafação baseada em "Look for the Silver Lining".

Paul Desmond – Sax. Alto
Gerry Mulligan – Sax. Barítono
Jim Hall – Guitarra (faixas 10 e 11)
John Beal - Baixo (faixas 4, 5, 7, 10 e 11), Joe Benjamin (faixas 3, 6 e 9), Wendell Marshall (faixas 01, 02 e 08)   
Connie Kay - Bateria (faixas 1, 2, 4, 5, 7 e 8), Mel Lewis (faixas 03, 06 e0 9), Ed Shaughnessy (faixas 10 e 11)  

Gravado no 'Webster Hall', Nova York em 08 de junho de 1962 (faixas 10 e 11), 'RCA Studio A' em Nova York em 26 de junho de 1962 (faixas 04, 05 e 07), 03 de julho de 1962 (faixas 01, 02 e 08) e 13 de agosto de 1962 (faixas 3, 6 e 9).


Boa audição - Namastê