A Geometria do Crime e a Elegância do Swing: Uma Análise de Anatomy of a Murder, quando o diretor Otto Preminger convidou Duke Ellington e Billy Strayhorn para musicar o drama jurídico (1959), ele não estava apenas contratando compositores; ele estava orquestrando uma revolução silenciosa no cinema. O resultado é uma obra-prima que transcende a mera função de fundo musical para se tornar a própria espinha dorsal da narrativa. A arquitetura sonora diferente das trilhas da época, saturadas de cordas dramáticas e o melodrama de Wagner, Ellington trouxe o Jazz moderno como uma ferramenta de precisão cirúrgica. A trilha não diz ao espectador o que sentir mas revela a temperatura moral da cena. O álbum abre com a faixa-título, um ataque de sopros que estabelece imediatamente o tom: sofisticado, porém perigoso. Em "Flirtibird", o saxofone alto de Johnny Hodges é a encarnação sonora da personagem Laura Manion (Lee Remick) — é um tema sinuoso, provocador e carregado de uma sensualidade que o Código Hays de censura mal conseguia conter. Um dado de curiosidades de bastidores e a quebra de barreiras: Este foi o primeiro filme de grande porte em que músicos afro-americanos foram creditados por uma trilha sonora composta integralmente por eles, sem a "mediação" de arranjadores brancos de estúdio. O "Cameo" de Duke aparece no filme como "Pie-Eye", o pianista de um bar de beira de estrada. A cena em que ele divide o banco do piano com James Stewart é um dos momentos mais charmosos da história do cinema policial. Enquanto Ellington cuidava da "cara" da orquestra, Billy Strayhorn — o gênio oculto — refinava as harmonias, trazendo uma complexidade quase clássica para as texturas de jazz. O acabamento literário: O veredito: ouvir 'Anatomy of a Murder' hoje é como entrar em um tribunal onde a justiça é decidida pelo ritmo e pela improvisação. Ellington utiliza a orquestra como um promotor que apresenta evidências: o sax barítono de Harry Carney é a gravidade da lei, enquanto os trompetes estridentes de Cat Anderson são os surtos de verdade que emergem durante um depoimento. A trilha não é apenas um acompanhamento; é o 13º jurado. Ela possui uma "sujeira" elegante, uma fumaça de clube de jazz que invade a sala esterilizada do tribunal. Ellington provou que o Jazz não era apenas música de entretenimento, mas uma linguagem psicológica capaz de dissecar as complexidades da natureza humana. O destaque crítico fica na faixa "Low Key Lightly", um solo de violino de Ray Nance que é talvez, um dos momentos mais melancólicos e belos da discografia de Ellington, capturando a solidão inerente ao processo judicial. As edições de colecionador e reedições expandidas de Anatomy of a Murder (como a da Sony Legacy de 1999) oferecem uma "dissecação" fascinante do processo criativo de Ellington e Strayhorn, revelando camadas que o LP original de 1959 escondia por limitações de tempo e estética. Para um colecionador, continua sendo a "obra de arte" definitiva em termos de fluxo, mas a edição expandida é essencial para entender a genialidade arquitetônica por trás de cada nota escrita por Ellington e Strayhorn.
Sax. Alto – Johnny Hodges, Russell Procope
Sax. Barítono – Harry Carney
Baixo – Jimmy Woode
Clarinete – Jimmy Hamilton
Bateria – James Johnson Jr.
Piano – Billy Strayhorn
Sax. Tenor – Jimmy Hamilton, Paul Gonzalves
Trombone – Britt Woodman, John Sanders, Quentin Jackson
Trompete – Cat Anderson, Clark Terry, Gerald Wilson, Shorty Baker, Ray Nance
Gravadoem 29 de maio e 01 e 02 de junho de 1959, Radio Recorders Studio, Los Angeles
Biografias dificilmente agradam aos fãs e conquistam um grande público ao mesmo tempo. E não é qualquer diretor ou escritor que pode traduzir a voz marcante e a vida conturbada de uma que, arrisco dizer, foi uma das maiores cantoras de jazz de todos os tempos: Billie Holiday. Lady Sings The Blues, 1972 (O Ocaso de uma Estrela), tentou e levou cinco indicações ao Oscar e um Globo de Ouro. Dirigido por Sidney Furie e protagonizado por Diana Ross, mostra, ainda que de forma incompleta, a trajetória de Lady Day, passando da infância como Eleanor Gough e da ascensão como Billie Holiday até seu declínio – uma história trágica demais para ter sido imaginada. Foi baseado em sua autobiografia, que leva o mesmo título de uma canção composta pela própria em meados dos anos 50. Foi com essa voz levemente rouca e surpreendentemente expressiva que Holiday conquistou críticos e platéias, ainda não acostumados a ver brancos e negros dividindo os palcos – chegar até eles é que foi seu grande desafio. Começou a trabalhar como empregada doméstica aos seis anos, foi violentada por um vizinho aos dez e internada em um reformatório cujos métodos de correção eram severos mesmo para a época: reza a lenda que, certa vez, Billie teve de passar a noite trancada em um quarto com o cadáver de uma menina. Aos doze limpava o chão de bordéis, para logo se tornar prostituta e acabar presa. Os detalhes mais sórdidos foram ocultados no filme, que se contentou em exibir Billie ouvindo blues em uma vitrola, deslizando rapidamente pela infância perdida. Sem nenhum dinheiro, sendo ameaçada de despejo e cansada do que tinha de se submeter para sobreviver, Eleanor se apresenta a um bar como dançarina, mas seus passos não convencem o proprietário. Quando sugerida pelo Pianista Richard Pryor) que cantasse, ela não entendeu. Nunca pensara em lucrar com algo que gostava tanto de fazer. Mas cantou. Cantou e agradou tanto que, naquela noite, voltou para casa com cinquenta e sete dólares no bolso e um emprego, o que foi precisamente o início de sua carreira. Um acréscimo à cena: a agora cantora Billie Holiday conhece Louis McKay (Billie Dee Williams), uma maneira simples encontrada para substituir todos os seus amantes por um marido que a acompanharia em suas apresentações, suas crises e sua morte. Buscando um espaço no meio musical em um período marcado pela segregação racial, Billie compõe a canção Strange Fruit, um protesto indignado contra as manifestações racistas que escandalizou seu público e foi proibida em muitas rádios. Assim que entra em turnê, perdemos o foco da mulher para uma verdadeira maratona atrás do merecido reconhecimento, o envolvimento com drogas e as diversas tentativas de prosseguir cantando sendo uma dependente química. Apesar do inegável talento, Billie Holiday não suportaria a pressão. Exausta pelo preconceito, uso desenfreado de heroína, álcool, conflitos amorosos e familiares, problemas com a polícia, empresários corruptos, depressão, internações – a soma de todas as pequenas tragédias de sua vida a levariam à overdose que pôs fim ao sonho da fama que, como ela mesma sempre soube, só chegaria quando não pudesse mais cantar. Mas cantou enquanto pode. Primeiro filme de Diana Ross, ela não só interpretou Holiday como substituiu sua voz na trilha sonora, fazendo jus à intensidade tão característica. Lady Sings the Blues mostra as fraquezas por trás do jazz, mas deixa a sensação de que falta alguma coisa. Fonte: Alice - Blogpipoca psicodelica soundtrack
Título original: Lady Sings the Blues Lançamento: 1972 (EUA) Direção: Sidney J. Furie Duração: 144 min Elenco: Diana Ross, Billy D. Williams, Richard Pryor, Paul Hampton, Sid Melton Gênero: Drama
Prêmios e indicações:
BAFTA Film Awards Melhor atriz – Diana Ross (indicada)
Globo de Ouro Atriz revelação mais promissora – Diana Ross (vencedora) Melhor atriz em filme dramático – Diana Ross (indicada) Melhor trilha-sonora original – Michel Legrand
Oscar Melhor atriz principal – Diana Ross (indicada) Melhor roteiro – Chris Clark, Suzanne De Passe e Terence McCloy (indicados) Melhor trilha-sonora adaptada – Gil Askey (indicado) Melhor direção de arte – Carl Anderson e Reg Allen (indicados) Melhor figurino – Bob Mackie, Ray Aghayan e Norma Koch (indicados)
Faixas: 01. The Arrest 02. Lady Sings The Blues 03. Baltimore Brothel 04. Billie Sneaks Into Dean & Dean's, Swingin' Uptown 05. Tain't Nobody's Bizness If I Do 06. Big Ben/C.C. Rider 07. All Of Me 08. The Man I Love 09. Them There Eyes 10. Gardenias From Louis 11. Cafe Manhattan/Had You Been Around, Love Theme 12. Any Happy Home 13. I Cried For You (Now It's Your Turn To Cry Over Me) 14. Billie & Harry, Don't Explain 15. Mean To Me 16. Fine And Mellow 17. What A Little Moonlight Can Do 18. Louis Visits Billie On Tour, Love Theme 19. Cafe Manhattan Party 20. Persuasion, T'ain't Nobody's Bizness If I Do 21. Agent's Office 22. Love Is Here To Stay 23. Fine And Mellow 24. Lover Man (Oh, Where Can You Be?) 25. You've Changed 26. Gimme A Pigfoot (And A Bottle Of Beer) 27. Good Morning Heartache 28. All Of Me 29. Love Theme 30. My Man (Mon Homme) 31. Don't Explain 32. I Cried For You (Now It's Your Turn To Cry Over Me) 33. Strange Fruit 34. God Bless The Child 35. Closing Theme
Autor de pequenas obras-primas do cinema pós anos 2000 como Menina de Ouro e Sobre Meninos e Lobos,Clint Eastwood nunca irá perder sua imagem de cowboy de western spaguetti. Porém, por trás daquela pose de alguém que pode despejar o tambor de um revólver sobre o inimigo e ainda beber um brandy antes de deixar o saloon, há a alma de um homem bastante sentimental. Isso começou a surgir quando Eastwood filmou Bird, cinebiografia de Charlie Parker em 1988. Um cowboy contando a história de uma lenda do jazz? Algo estava errado. E ficou ainda mais "errado" quando Eastwood voltou ao Oeste e trouxe de lá Os Imperdoáveis, uma película de cowboy em plenos anos 90 que faturou Oscar de Melhor Filme e mostrou que mesmo no peito de quem segura uma espingarda de dois canos bate um coração.
Eastwood queria mais. Em Um Mundo Perfeito (1994), Clint fez de Kevin Costner um bandido foragido que seqüestra um menino, jogou um punhado de dólares sobre seu corpo (a cena final é arrepiante) e construiu uma amizade tocante aonde não deveria existir nada como se flores pudessem nascer no asfalto. O resultado é acachapante e abriu caminho para sua obra mais ousada até então: As Pontes de Madison. O que um cowboy sabe sobre o amor? Mais do que eu, você, e qualquer apaixonado pudéssemos imaginar. De natureza simples As Pontes de Madison desenha um romance absolutamente perfeito em sua imperfeição. O roteiro brinca com os minutos, arrastando as cenas, como se quatro dias pudessem ser mais importantes que uma vida inteira. E podem. E são. Pouco menos de 100 horas que valem uma eternidade, ou duas. Em As Pontes de Madison, Clint é Robert Kincaid, um fotógrafo da National Geografic que está no Iowa para fotografar antigas pontes cobertas, famosas na região, para uma reportagem da revista. Meryl Streep é Francesca Johnson, uma dona de casa que trocou a Itália pelo sonho de viver na América. Casou-se com um soldado e anos depois se vê criando os dois filhos do casal na paisagem bucólica de uma fazenda em que pouca coisa acontece e vive-se a vida porque se acorda todo o dia e não porque se têm sonhos. Perdido o fotógrafo pede informações na fazenda dos Johnsons mas a família foi para uma feira agropecuária e apenas Francesca está em casa. O que acontece após este esbarrão do destino é aquilo que a astrologia resume como "efeito urano": é quando uma pessoa faz uma "burrada" tão grande que detona a sua própria vida e a de outras pessoas. Bem, quase faz, e é neste fragmento do "quase" que reside a beleza deste filme. Nossos dois personagens desse épico romântico moderno passam quatro dias juntos, se apaixonam, descobrem uma certeza que só se tem uma vez na vida e são obrigados a escolher entre ficar ou fugir. A encruzilhada abre diversas possibilidades e questionamentos. O amor, tal qual o conhecemos, sobrevive a rotina? É possível ser feliz após ter detonado a vida de uma porção de pessoas para alcançar essa felicidade? O passado pode ser esquecido como se queimássemos uma folha de papel e jogássemos as cinzas pela janela? É possível amar e não estar com a pessoa amada? Essa história de alma gêmea é uma brincadeira divina (o homem lá de cima deve ser um cara extremamente divertido) ou podemos, num momento x de nossas vidas, encontrar uma pessoa que nos faça acreditar que caminhamos uma vida toda para chegar a este encontro?. Enquanto você matuta respostas, Robert e Francesca são condenados a viver o amor em silêncio. E não existe amor mais forte que este, pois "o amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente", e como carregar por toda uma vida um amor que só durou quatro dias? Amando. É cruel e inconcebível pensar assim mas apenas quem ama verdadeiramente pode entender que após encontrar a pessoa amada, o mundo ganha um novo significado e a vida se transforma em uma estrada de mão única cuja última e única parada é chamada apropriadamente de fim. O amor justifica a vida. Melhor sofrer por amor que viver sem amar, diria o poeta. Por mais vileza que seja amar em silêncio, não há como fugir desse destino. Porque só amando é que vamos correr o risco de sermos amados e, nesse fragmento de sorte, sermos eternamente felizes. No entanto, não se entra em uma história de amor para se ser infeliz, mas a infelicidade está incluída implicitamente na hora que compramos o pacote. Dói, eu sei, mas é só assim que você poderá ter a chance de guardar quatro dias inesquecíveis para se lembrar para o resto da vida. Pode parecer pouco, mas não é... acredite. Clint Eastwood abusa do direito de ser comovente em uma cena clássica: na chuva, Robert para no meio da rua enquanto o marido de Francesca que voltou com os filhos, faz compras. A cena se arrasta e Francesca segura a maçaneta da porta do carro com tanta força que deve ter sentido o objeto atravessar seu coração. Ela quer deixar o carro. Ela quer correr na chuva para o seu amado. Ela quer deixar a fazenda para trás, seus filhos, uma vida sem sonhos, mas a razão está ali despejando um mundo de motivos para que ela deixe o amor virar a esquina e partir para sempre, para longe de seus olhos, longe de seu corpo, mas não longe da alma. Ela se desespera, chora, e volta a viver porque viver é preciso, afinal, acordamos todos os dias a espera do fim. E com o fim, a crença no reencontro. Injusto? Não. O amor não tem nada a ver com justiça. O amor é maior que a vida. E talvez você entenda isso melhor quando tiver aquela certeza que nós só teremos uma vez na vida. Quando isso acontecer, tudo fará sentido. E amar em silêncio não será tão inconcebível. Porque enquanto o corpo sente falta do toque, a alma está totalmente completa. E, sabemos, um dia todos vamos ser apenas poeira no chão. Ou nos arredores de um ponte. As Pontes de Madison é uma adaptação do famoso romance The Bridges of Madison County de Robert James Waller, que supostamente é baseado em uma história real. Mais do que surpreender o espectador, que talvez nunca esperasse uma história de amor contada com tanta soberba e maestria por um dos heróis da classe western, As Pontes de Madison encanta por retratar o amor na idade adulta, quando pouco de nós espera alguma coisa a mais da vida, quando nossos sonhos de adolescência foram esquecidos, e a lembrança de que um dia sonhamos é algo que nos faz analisar e questionar toda uma existência. Quase ao final do filme, quando Francesca pede aos filhos que aceitem seu último desejo, dizendo que deu sua vida à família e quer deixar para Robert o que restou dela é impossível não entregar os pontos, as lágrimas, o coração e a alma para Clint Eastwood. Ele conseguiu algo que poucos conseguem: retratar o amor sem ser piegas ou cínico ou vingativo. E com isso, conseguiu filmar uma pequena obra-prima, mais uma de seu excelente currículo como cineasta, um filme que você precisa ver. Indicado ao Oscar de Melhor Atriz (Meryl Streep) e ao Globo de Ouro de Melhor Filme - Drama e Melhor Atriz - Drama (Meryl Streep). A trilha sonora é marcante e chama de surpresa um filme de tamanha doçura e beleza. Como sempre o nosso herói durão sabe escolher bem o sentido das palavras sem letras e coloca nostalgia escolha de nomes sabrados do jazz bem como outros ritmos, perfazendo o que chamo de encantamento de nomes como: Johnny Hartman (Easy Living), Dinah Washington (Blue Gardenia) e Irene Kral (This Is Always). Fantástico e imperdivel aos amantes de uma boa pelicula regrada a um bom jazz. Fonte: Marcelo Costa e outros.
Ficha Técnica: Título Original: The Bridges of Madison County Gênero: Drama Direção: Clinton Eastwood Roteiro e adaptação: Richard LaGravanese, baseado em livro de Robert James Waller Produção: Clint Eastwood e Kathleen Kennedy Música: Clint Eastwood e Lennie Niehaus Fotografia: Jack N. Green Direção de Arte: Jay Hart Figurino: Colleen Kelsall
Elenco: Meryl Streep -Francesca Johnson Clint Eastwood - Robert Kincaid Annie Corley - Caroline Victor Slezak - Michael Johnson Jim Haynie - Richard Johnson Sarah Kathryn Schmitt - Jovem Caroline Christopher Kroon - Jovem Michael Phyllis Lyons - Betty Debra Monk - Madge Richard Lage - Advogado Michelle Benes - Lucy Redfield
Easy Living - Johnny Hartman
Faixas: 01 - Doe Eyes (Love Theme From The Bridges Of Madison County) - Lennie Niehaus 02 - I'll Close My Eyes - Dinah Washington 03 - Easy Living - Johnny Hartman 04 - Blue Gardenia - Dinah Washington 05 - I See Your Face Before Me - Johnny Hartman 06 - Soft Winds - Dinah Washington With Hal Mooney And His Orchestra 07 - Baby, I'm Yours - Barbara Lewis 08 - It's A Wonderful World - Irene Kral With The Junior Mance Trio 09 - It Was Almost Like A Song - Johnny Hartman 10 - This Is Always - Irene Kral With The Junior Mance Trio 11 - For All We Know - Johnny Hartman 12 - Doe Eyes (Love Theme From The Bridges Of Madison County) (Reprise)
É raro musica de jazz se tornar trilha sonora de um longa bem como ter a frente um musico de gabarito reconhecível e de uma estrutura composta a sua criação musical. Blow - Up (Depois Daquele Beijo) é uma daquelas trilha sonora que na verdade o cenifilo não faz idéia de quem seja a musica composta para o filme de Michelangelo Antonioni lançado em 1966 pela MGM Records. O álbum conta com a criação de Herbie Hancock junto com figuras lendarias como: Freddie Hubbard, Joe Newman, Phil Woods, Joe Henderson, Jim Hall, Ron Carter e Jack DeJohnette. Embora Jimmy Smith é creditado com a reprodução de órgãos no álbum algumas fontes afirmam que foi Paul Griffin, que esteve presente nas sessões inteira de gravação. A trilha inclui "Stroll On", uma regravação de Tiny Bradshaw de Train Kept A-Rollin, originalmente gravada em 1951 pelo Yardbirds com Jeff Beck & Jimmy Page nas guitarras e nos vocais. O encarte de lançamento em 2000 indicam que Hancock gravou o suas primeiro gravações em Londres com músicos britânicos mas rejeitou os resultados e re-gravou as mesmas música em Nova Iorque com músicos de jazz norte-americana. Roteiro é do proprio Michelangelo Antonioni e Tonino Guerra, baseado no conto novelistico "Las babas del Diabo", do escritor Belga-Argentinoe Julio Cortázar.
Sinopse:
A nova linguagem usada nesse suspense pelo diretor italiano Michelangelo Antonioni marcou a década de 60. Rodado na Inglaterra, o filme é carregado de simbolismos e chega quase a ser hermético. O enredo enfoca o envolvimento de um fotógrafo em um crime que ele descobre ao ampliar fotos feitas em um parque o que parece ser ser um cadáver escondido nos arbustos. Obcecado ele começa a investigar e se vê envolvido em situações bizarras. Ele tenta elucidar o caso cercado de mistério sem temer eventuais riscos. A produção cuidadosa tem referência dos anos 60, realçadas pela participação da modelo Verushka. Antonioni baseou livremente a narrativa de Blow Up (uma expressão que traduzida livremente, pode significar “ampliação fotográfica”) em um conto do escritor argentino Julio Cortázar. O contista inclusive aparece nos filmes; ele é um dos mendigos retratados na série de fotos que o protagonista, o fotógrafo de moda Thomas (David Hemmings), prepara para um livro. O longa-metragem é pesado, hermético e quase não tem diálogos. É um passo firme de Antonioni para retratar o homem como um ser cujo livre-arbítrio é uma ficção, uma teoria irrealizável, pois não existe discurso ou ação que consiga praticar capaz de livrar-lhe do tédio, das amarras sociais, e em última instância da própria noção de felicidade. A felicidade, parece dizer Antonioni, só pode ser encontrada fortuitamente, em breves instantes, e logo desaparece. Embalado por uma trilha discreta do jazzman Herbie Hancock, é um conjunto de seqüências antológicas. O ensaio de Thomas com a linda modelo Verushka na abertura; o quase sinfônico movimento de Thomas para fotografar o casal no parque; o posterior jogo de sedução entre Thomas e a desconhecida; a frenética cena da revelação do filme; a furiosa performance do grupo Yardbirds (com dois futuros ícones do período, Jimmy Page e Jeff Beck, dividindo o palco); tudo isso compõe um admirável e coeso mosaico cinematográfico da melhor qualidade. E tudo culmina como uma linda e poética seqüência de jogo de tênis imaginário que, de certa forma, resume toda a filosofia por trás do filme.
Elenco: Vanessa Redgrave - Jane Sarah Miles - Patricia David Hemmings - Thomas John Castle - Bill Jane Birkin - Garota loira Gillian Hills - Garota morena Peter Bowles - Ron Veruschka Lehndorff - Herself
Direção: Michelangelo Antonioni Produção: Carlo Ponti Fotografia: Carlo Di Palma Música: Herbert Hancock
Prêmios:
- Festival de Cannes - Palma de Ouro (Michelangelo Antonioni) - Sindicato dos Críticos de Cinema da França - Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro - Sindicato Nacional dos Críticos de Cinema da Itália - Prêmio de Melhor Direção de um Filme Estrangeiro
Indicações:
- Oscar - Indicado aos Oscars de Melhor Direção e de Melhor Roteiro Original - Academia Britânica - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme Britânico, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte Britânica - Globo de Ouro - Indicado ao Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
Faixas: 01 - Main Title from "Blow-Up" 02 - Verushka (Part 1) 03 - Verushka (Part 2) 04 - The Naked Camera 05 - Bring Down the Birds 06 - Jane's Theme 07 - Stroll On (Yardbirds) 08 - The Thief 09 - The Kiss 10 - Curiosity 11 - Thomas Studies Photos 12 - The Bed 13 - End Title "Blow Up"
Musicos: Herbie Hancock - pianop Freddie Hubbard - Ttrumpete Joe Newman - Trumpete Phil Woods - Sax Alto Joe Henderson - Sax Tenor Jimmy Smith - Orgáo Paul Griffin - Orgáo Jim Hall - Guitarra Ron Carter - Baixo Acustico Jack DeJohnette - Bateria
Músicos da faixas 7 com performasse da banda The Yardbirds Jeff Beck - Guitarra Jimmy Page - GuitarRA Keith Relf - Harmonica & vocais Jim McCarty - Bateria Chris Dreja - Baixo Eletrico
Cinebiografia do famoso saxofonista Charles "Bird" Parker, um dos mais famosos jazzman na historia do jazz. Sua arte e sua vida deixou um legado profundo para aqueles que tenta redescobrir sua arte. Apaixonado por jazz, o diretor e produtor Clint Eastwood conseguiu uma brecha na sua filmografia e fez um apaixonante homenagem ao genial criador do bebop. Clint pesquisou e recheou a magnífica trilha sonora do filme com os solos dos discos originais de Parker, um gênio incansável que viveu intensos 35 anos (1920 a 1955) e redendo-lhe um Globo de Ouro de Melhor diretor por esta excitante história de pioneirismo, baseada na vida de Charlie "Yardbird" Parker. O fascínio de Clint pelo Jazz e por Parker é facilmente notado pela sutiliza com que sua câmara despe o personagem, sem esquecer suas crises ou o uso de drogas. Clint, diferente de como é visto por muitos críticos, não faz nenhum julgamento moral em relação ao músico. Ele homenageia a sua arte e respeita o homem. Como a melodia que só o jazz tem, passado e futuro revezam-se à medida que o filme explora a habilidade construtiva de Bird e seus excessos destrutivos. Vencedor do Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes por sua performance, Forest Whitaker no papel-título na sua interpretação apaixonante de Bird e sua música. A atriz Diane Verona compartilha desse glorioso brilho como sua esposa, Chan "Parker" Richardson, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante da Associação de Críticos de Nova York. As gravações da talentosa mistura dos solos de Parker com músicas modernos, trazem "Bird" à vida mais magnificamente ainda nesta trilha sonora vencedora de um Oscar de Melhor trilha sonora. Nas mãos de Eastwood, Bird formidavelmente vive. O filme começa focando o jovem e o seu amor pelo jazz. Mostra Parker iniciando sua carreira e a dificuldade que encontra para levar sua música além da fronteira dos bares de músicos negros. A trilha sonora conta ainda com músicos do quilate de Monty Alexander, Barry Harris e Walter Davis Junior (piano), Ray Brown, Chuck Berghofer e Ron Carter (contrabaixo), John Guerin (bateria), Charles McPherson (sax alto); Jon Fadis e Red Rodney (trompete) e Charlie Shoemake (vivrafone). Escrito por Joel Oliansky e produzido por Clint Eastwood e David Valdes.
Elenco: Forest Whitaker (Charles "Bird" Parker) Diane Venora (Sra. Chan Parker Richardson) Michael Zelniker (Red Rodney) Samuel E. Wright (Dizzy Gillespie) Keith David (Buster Franklin) Michael McGuire (Brewster) James Handy (Esteves) Damon Whitaker (Jovem Bird)
Gênero: Biografia Diretor: Clint Eastwood Duração: 160 minutos Ano de Lançamento: 1988 País de Origem: EUA
Faixas: 01 - Lester Meaps In 02 - I Can't Belive That You're In Love With Me 03 - Laura 04 - All Of Me 05 - This Time The Dream's On Me 06 - Ko Ko 07 - Cool Blues 08 - April In Paris 09 - Now's The Time 10 - Ornithology 11 - Parker's Mood
Oliver Edward Nelson (04 Junho de 1932 St. Louis - 28 de Outubro de 1975, Missouri). Saxofonista, Clarinista, Arranjador e Compositor Americano. O Início de sua vida e carreira, coicide com as viradas do mundo do jazz. Oliver Nelson como é conhecido no meu jazzistico vem de uma família de musicos: o irmão dele também era um saxofonista que tocou com Cootie Williams na década de 1940, e sua irmã cantou e tocou piano em varias banda. Nelson começou seus estudos de piano quando tinha seis, e iniciou logo sdeixou de lado e atacou o saxofone com onze anos. Desde 1947 ele tocou no "território" em torno de bandas de Saint Louis, antes de aderir à Louis Jordan big band de 1950 a 1951, tocando saxofone alto e organizando os musicos na falta do lider. Após o serviço militar como fuzileiro, retorna ao Missouri para estudar composição e teoria musical em Washington, Lincoln e Universidades, formando em 1958. Após a formatura, Nelson mudou-se para Nova York e tocando com Erskine Hawkins e Wild Bill Davis, e trabalhando como arranjador no Teatro Apollo no Harlem. Chegou a costa oeste com Louie Bellson big band em 1959, e no mesmo ano começou a gravar como líder com pequenos grupos. Entre 1960 e 1961 tocou sax, tenor com Quincy Jones, tanto nos os E.U. como em direção a Europa que o descobriu. Após seis álbuns como líder entre os anos 1959 e 1961 para a selo Prestige com a formação classica de músicos como: Kenny Dorham, Johnny Hammond Smith, Eric Dolphy, Roy Haynes, King Curtis e Jimmy Forrest, Nelson um grande avanço e grava "A Blues" e "Abstract Truth", para a Impulse com a musica de trabalho "Stolen Moments", hoje considerada uma lenda. Isto fez de seu nome um compositor e arranjador de talent, passando a registar um grande número de álbuns, bem como trabalhos como arranjador para Cannonball Adderley, Sonny Rollins, Eddie Davis, Johnny Hodges, Wes Montgomery, Buddy Rich, Jimmy Smith, Billy Taylor, Stanley Turrentine, Irene Reid, Aníbal Vinhas entre muitos outros. Em 1967, Nelson mudou-se para Los Angeles e viajou com sua big-band para varios paises (Berlim, Montreux), visitando a África Ocidental, com um pequeno grupo. Escreveu varias musicas para a televisão (Ironside, Night Gallery, Columbo, The Six Million Dollar Man, The Bionic Woman, e Longstreet) e filmes: 1969 - Death of a gunfighter - A morte de um pistoleiro, um faroeste para o diretor Alan Smithee e arranjos para Gato Barbieri's em 1972,Last Tango em Paris - Último Tango em Paris, com Marlon Brando em cena. Produziu e arranjou para varias estrelas do pop, como Nancy Wilson, James Brown, o Temptations, e Diana Ross. Oliver Nelson morreu de ataque cardíaco em 28 de Outubro de 1975, com 43 anos de idade sem se deixar levar pela procrastinação. Sua discografia se estende por vários nomes do mundo do jazz e sua criatividade, uma soberba admiração pelos fas que o admira e o chamava carinhosamente de Nelsinho.
discografia: 1959 - Meet Oliver Nelson 1960 - Takin' Care of Business 1960 - Images 1960 - Screamin' the Blues 1960 - Nocturne 1960 - Soul Battle 1960 - Afro-American Sketches 1961 - Three Dimensions 1961 - The Blues and the Abstract Truth 1961 - Straight Ahead 1961 - Main Stem 1962 - Full Nelson 1962 - Impressions of Phaedra 1964 - Fantabulous 1964 - More Blues and the Abstract Truth Buy 1966 - Oliver Nelson Plays Michelle 1966 - Happenings 1966 - Leonard Feather Presents the Sound of Feeling 1966 - Sound Pieces 1967 - Musical Tribute to JFK: The Kennedy Dream 1967 - live from Los Angeles 1968 - Soulful Brass 1968 - And the Sound of Oliver Nelson 1969 - Black Brown and Beautiful 1970 - Black, Brown and Beautiful 1970 - Berlin Dialogue for Orchestra 1970 - Live in Berlin 1971 - Swiss Suite (Live) 1971 - Zigzag (Original Soundtrack) 1974 - Oily Rags 1975 - Skull Session 1975 - Stolen Moments 1976 - A Dream Deferred 1978 - Soulful Brass #2 1990 - Back Talk 1990 - Meet Oliver Nelson (EP) 1991 - Oliver Nelson, Vol. 2: Three Dimensions 1995 - Verve Jazz Masters 48 2000 - Les Incontournables 2005 - Zigzag/The Supercops (Original Soundtrack) 2006 - The Argo, Verve and Impulse Big Band Studio Sessions
Um fantastico album dessa fase criativa de Oliver é "Alfie" - (Como Conquistar As Mulheres) de 1966, num verdadeiro arranjo para a trilha original do filme adaptado de Bill Naughton na telona. Alfie (Michael Caine) é um charmoso conquistador que vive em Londres. Ele tem várias aventuras amorosas, pois sempre quer mais mulheres na sua "coleção". Ele as usa, pois não tem nenhum tipo de censura e pula de uma cama para outra sem nenhum remorso. Porém Alfie não é tão despreocupado ou indiferente como tenta passar para a audiência, para quem fala diretamente diversas vezes. Tentando ser livre como um pássaro, ele ignora quem realmente o ama e seu filho acaba sendo criado por outro homem. Somente após várias conquistas e vitórias dúbias ele começa a questionar sua vida.
No elenco: Michael Caine (Alfie), Shelley Winters (Ruby), Millicent Martin (Siddie). Julia Foster (Gilda), Jane Asher (Annie) e Shirley Anne Field (Carla).
Faixas:
01 - Alfie's Theme 02 - He's Younger Than You Are 03 - Street Runner With Child 04 - Transition Theme For Minor Blues Or Little Malcolm Loves His Dad 05 - On Impulse 06 - Alfie's Theme Differently
Thelonious Monk: Straight - No Chaser. Documentario feito em 1988 sobre a vida de Thelonious Sphere Monk (10-10-1917 Rocky Mount). Produzido por Clint Eastwood e dirigido por Charlotte Zwerin o documentário retrada o estilo diferente e estranho do pianista, visto como falta de técnica e um gênio além do seu tempo. As imagens filmadas por Michael e Christian Blackwood sobre o compositor e pianista em 1968 estavam em excelente estado incluindo cenas de Monk fora dos palcos. Ricker como produtor juntou-se a diretora Charlotte Zwerin e ao produtor executivo Clint Eastwood trazerem esse material à vida. "A Vida e Música de Thelonious Monk" combina imagens dos Blackwood como Thelonious no estúdio durante a turnê e cenas por trás das câmeras como novas entrevistas, fotos de arquivo. Pausas, compassos irregulares, dissonâncias, um toque percussivo e anguloso fizeram de Monk um músico único no jazz. Monk é conhecido pelo seu talento para realizar improvisações e compor com facilidade ao piano. Uma de suas composições mais famosas é "'Round Midnight". Monk líderou o famoso "Thelonius Monk Quartet" com outros grandes jazzistas como Willbur Ware e Shadow Wilsonquem e John Coltrane que o tornaria seu mentor e amigo em sua carreira solo. Seu estilo ao piano era muito peculiar distante de algumas das técnicas tradicionais. Várias de suas composições se tornaram célebres sendo que diversas delas marco no divisor do jazz. Consagrado pela midia fez várias excursões pela Europa nos anos 60. Em 71 e 72 integrou o grupo "all stars" Giants of Jazz, que incluía Dizzy Gillespie, Art Blakey e Sonny Stitt. Em meados da década retirou-se de cena devido a problemas de saúde morrendo em 17 de fevereiro de 1982 de ataque cardíaco. Monk só retornariamais tarde como lenda e mito no primeiro plano do jazz. Dica: Dvd - Thelonious Monk Straight, No Chaser (Charlotte Zwerin - 1988)
Faixas: 01 - Locomotive 02 - I Didn’t Know About You (Take 4) 03 - Straight, No Chaser 04 - Japanese Folk Song (Kojo No Tsuki) 05 - Between The Devil And The Deep Blue Sea 06 - We See 07 - This Is My Story, This Is My Song 08 - I Didn’t Know About You (Take 1) 09 - Green Chimneys
Músicos: Thelonious Monk - Piano Charlie Rouse - Sax.Tenor Larry Gales - Baixo Acustico Ben Riley - Bateria
França 1960. A bela Madame de Merteuil (Catherine Deneuve) procura se vingar do seu ex-amante Antoine Gercourt (Andrzej Zulawski) que vai se casar com a jovem e virgem Cécile de Volanges (Leelee Sobieski) sua afilhada. Merteuil procura Sébastien de Valmont (Rupert Everett) seu parceiro de "jogos" famoso por sua reputação de ser um Don Juan para seduzir e engravidar Cécile e destruí-la emocionalmente. Durante sua "missão" Valmont tem seu objetivo desviado quando vai visitar sua tia e se apaixona pela Madame Tourvel (Nastassja Kinski) uma mulher virtuosa e casada que conhece seu jeito sedutor que só torna o desafio mais excitante para Valmont. Juntos Madame de Merteuil e Valmont se tornam uma dupla perigosa não se aendo diante de nenhum obstáculo quando o objetivo é atingir um coração. 'Les Liaisons dangereuses' é um romance do séc. XVIII de autoria de Choderlos de Laclos publicado em 1782. obra retrata s relações aristocratas no periodo da revolução francesa entre nobres ecrupulosos que se dedicam aos prazeres e destruindo reputações de seu pares. O romance foi adaptado para o cinema onze vezes de acordo com 'The Internet Movie Database' maior base de dados do cinema da rede internacional de computadores. A trilha desse score foi entregue a nada mesmo que Art Blakey e o seu The Jazz Messengers originalmente gravado em 28 de julho e 29 de 1959 - Nova Iorque.
Informações Técnicas Título Original: Les Liaisons Dangereuses Título no Brasil: As Ligações Amorosas País de Origem: França Gênero: Drama
Faixas: 01 - No Problem (1st Version) 02 - No Hay Problema (1st Version) 03 - Prelude In Blue (a 'L'Esquinade') 04 - Valmontana (1st Version) 05 - Miguel's Party 06 - Prelude In Blue (Chez Miguel) 07 - No Problem (2nd Version) 08 - Weehawken Mad Pad 09 - Valmontana (2nd Version) 10 - No Hay Problema (2nd Version)
Musicos: Art Blakey - Bateria Jymie Merritt - Baixo Acustico John Rodriguez - Bongos (Fx.2-10) Bobby Timmons - Piano Barney Wilen - Sax. Soprano & Tenor (Fx.1,3,4,9) Lee Morgan - Trompete (Fx. (1,4,9)
Os homens são mesmo fascinantes e engraçados. Afirmam-se como indivíduos, mas inevitavelmente são destinados a serem peças de encaixe do muro histórico. A música sempre levou a busca dos extremos e o fim acabaria sendo esse. Chet Baker não foje a regra em tornar se o principal expoente da Costa Oeste escola de cool jazz, no início e meados dos anos 50. Como trompetista, tinha um modo aguçado e moderado, jogando estilo intimista e atraindo atenção para além do jazz fotogênico. Sua música um constrangimento, um sussurro, um xingamentos, um ruídos, ou o próprio silêncio dos escarnecidos - parte importante da música, são as evidencias de cada apresentação do espoente Baker,assim como já vinha ocorrendo com suas obras aleatórias e inesperadas. LET´S GETLOST também é o disco preferido do fotógrafo e diretor Bruce Weber que virou nome de seu documentary filme em look, que rendeu um oscar em 1989 na categoria de melhor documentário. O filme traz uma série de entrevistas com amigos, parentes e até amantes do músico, além de imagens de Baker em suas últimas apresentações. Uma retrospectiva da vida do grande trompetista e vocalista Chesney Henry Baker Jr. (1929-1988) ou Chet Baker's se assim o preferir, em uma abordagem espetacular do gênio musical indiscutível, sua toxicodependência lendária, sua vida agitada e seus percausos polo lado negro da vida, traduzindo uma incrível testemunha até sua morte em última instância, direta pelo prisipicio, como que escolhe um preço. O cineasta afirma que seu filme sobre o lendário trompetista de jazz nunca quis "expor as entranhas" do personagem. Segue um trecho da entrevista que o cineasta concedeu à Folha de São Paulo :
FOLHA - Em "Let's GetLost", vários entrevistados comentam o poder de sedução de Chet Baker. Como isso influenciou o documentário? BRUCE WEBER - Quando comecei a fazer o filme, eu já era fã de Chet. Ele foi um ícone de estilo e atitude, era extremamente cool. Começamos o documentário um ano antes de sua morte. Chet já estava envelhecido, mas ainda tinha capacidade de seduzir a todos com seu charme. Uma vez que você entendia esse traço de sua personalidade, tudo ficava mais fácil. Às vezes, as pessoas dizem coisas lindas, duras ou interessantes e todos se perguntam se aquilo é verdade. Não quero saber se o que Chet disse era 100% verdade, minha intenção nunca foi expor suas entranhas. Só importa que ele tenha tido coragem de se expor à sua maneira. Não faço documentários tradicionais, não tenho esse tipo de pacto com a verdade. FOLHA - Quando Chet morreu, em 1988, você estava editando o filme. Como reagiu à notícia? WEBER - Eu estava na sala de edição quando alguém chegou com a notícia. Eu e minha equipe deitamos no chão e ficamos em silêncio, alguns choraram. Levantamos e fomos para casa. Depois de duas semanas, eu disse: "Vamos terminar, em homenagem a ele". Chet tinha problemas com drogas e bebidas, e eu alimentava a fantasia de que poderia salvá-lo. Houve boatos sobre suicídio, mas a versão oficial, na qual acredito, é que ele caiu de uma janela. Curiosidades: Dvd Let's GetLost 1988 (EUA)
Tipo: Longa-metragem / P&B 120 min. Diretor: Bruce Weber Elenco: Chet Baker, Carol Baker, Vera Baker, Paul Baker , Dean Baker, Missy Baker, Dick Bock, William F. Claxton(Como Roterista de Bonanza -1959), Hersh Hamel, Chris Isaak(O Pequeno Buda - 1993) , Lisa Marie (Planeta dos Macacos - 2001), Andy Minsker, Jack Sheldon (Assassinatos na Rádio WBN - 94), Lawrence Trimble (Superhomem - O Filme - 78), Joyce Night Tucker
Tracks:
01 - Moon And Sand 02 - Imagination 03 - You´re My Thrill 04 - For Heaen´s Sake 05 - Eve´ry Time We Say Goodbye 06 - I Don´t Stand A Ghost Of A Chance With You 07 - Daybreak 08 - Ingaro 09 - Blame It On My Youth 10 - My One And Only Love 11 - Everything Happens To Me 12 - Almost Blue
Pessoal: Chet Baker - Trompete e Vocais Frank Strazzeri - Piano John Leftwich - Baixo Ralph Penland - Bateria e Percussão Nicola Stilo - Guitarra e Flauta
Uma das barbadas da premiação do Oscar em 1987 era de que, finalmente, Ennio Morricone levaria a estatueta de melhor Trilha Sonora pelo magnífico (e hoje histórico) trabalho de A Missão. Tudo encaminhava para que Bette Midler fosse ao palco somente para informar o que todo mundo parecia já saber. Os outros concorrentes eram James Horner, por Aliens – O Resgate (sua primeira indicação), Jerry Goldsmith por Momentos Decisivos, Herbie Hancock por Por Volta da Meia-Noite e Leonard Rosenman, por Jornada nas Estrelas IV, todos nomes de peso. Mas Morricone era mais do que favorito, tanto que quando seu nome foi anunciado entre os indicados, a platéia vibrou como num show de auditório, e Midler disse "Ennio tem um fã-clube aqui hoje!". Favas contadas. "And the winner is"... Não, não foi Morricone. Mas como não? Quem teve a ousadia de bater aquela que para muitos era a obra-prima da carreira do maestro italiano? O nome dele é Herbie Hancock, que ganhava o prêmio por seu trabalho 100% jazzístico para Round Midnight. Injusto? Que fique claro que nem sempre a justiça anda lado a lado de prêmios como o Oscar, e que a despeito de não ter levado o prêmio, a partitura de A Missão marcou a história da música no cinema. Agora, vamos aos fatos. Sim, é primoroso o trabalho de Hancock. Sim, merecia ganhar um Oscar, um Grammy, um César ou qualquer prêmio que possa ser dado à boa música. O filme do francês Betrand Tavernier não foi um sucesso de público, mas a crítica se encantou com a história da amizade entre um jovem francês e um decadente saxofonista americano, interpretado brilhantemente pelo músico Dexter Gordon, na Paris no fim da década de 50. Trata-se de um filme delicado, emoldurado pelas paisagens da Cidade Luz e pelo vibrante, e ao mesmo tempo intimista, jazz. Hancock cercou-se de alguns dos maiores nomes do jazz americano para acompanhá-lo nessa empreitada, desde o já citado Dexter Gordon até o vocalista Bobby McFerrin, passando por Chet Baker, Ron Carter, John McLaughlin, Wayne Shorter e Tony Williams. O resultado é emocionante. A canção tema, clássico de Thelonious Monk, é desconstruída, com a voz de McFerrin substituindo à altura o sax de Monk, muito bem acompanhada de piano, baixo e bateria. São três os temas originais escritos por Hancock presentes no disco: a tensa "Berangere's Nightmare", marcada pelo contrabaixo do francês Pierre Michelot e pela guitarra de McLaughlin; a melancólica de Gordon em "Still Time", inspirada em "Time Waits" de Bud Powell; e a balada "Chan's Song (Never Said)", parceria com Stevie Wonder na composição e com o quarteto McFerrin-Hancock-Carter-Williams novamente à frente. Sobram momentos de pura emoção. O que dizer da inspirada interpretação de Chet Baker em "Fair Weather"? Ou então do vozeirão de Lonette McKee (que também atua no filme) na canção de George & Ira Gershwin "How Long has this been Going On"? Ou que tal a surpreendentemente alegre "Una Noche con Francis", de Bud Powell, marcada pelo xilofone de Bobby Hutcherson e (mais uma vez) por Gordon? São 11 faixas, todas, sem exceção, virtuosas, líricas, coesas e tecnicamente perfeitas. Você não precisa ter visto o filme, basta por o CD para tocar, como um excepcional disco de jazz. Depois de mais de 20 anos, hoje acho que a Academia não entendeu a estética de A Missão, mas não foi em vão, pois acabou por premiar um músico que havia composto sua partitura definitiva para o cinema.
Faixas: 01 - 'Round Midnight - Herbie Hancock, Tony Williams & Ron Carter 02 - Body And Soul - Dexter Gordon & John McLaughlin 03 - Bérangére's Nightmare - H. Hancock 04 - Fair Weather - Chet Baker 05 - Una Noche Con Francis - B. Powell 06 - The Peacocks - J. Rowles 07 - How Long Has This Been Going On? - Lonette McKee 08 - Rhythm-A-Ning - T. Monk 09 - Still Time - H. Hancock 10 - Minuit Aux Champs-Elysées - H. Renaud 11 - Chan's Song (Never Said) - H. Hancock 12 - 'Round Midnight - Herbie Hancock, Tony Williams & Ron Carter
Musicos: Ron Carter, Tony Williams, Wayne Shorter,Herbie Hancock convidou ainda o cantor Bobby McFerrin, o guitarrist,John McLaughlin, Chet Baker, Billy Higgins, Cedar Walton, Freddie Hubbard, Bobby Hutcherson, Lonette McKee, Pierre Michelot e Dexter Gordon
Gêneros:Drama Jazz Direção: Bertrand Tavernier Ano de Procução:1986
Trago uma incognita para os admiradores de Miles Davis - O homonimo e profano Ascenseur pour L'Échafaud (Ascensor para o Cadafalso, em um português quase arcaico na tradução). Miles sempre amou Paris, cidade que visitava desde 1949, e em 1957, recebeu um convite para fazer alguns shows na Europa, acompanhado apenas por músicos franceses. Foi ali que surgiu uma inusitada oportunidade de fazer a trilha-sonora de um filme de Louis Malle, com a estrela Jeanne Moreau, no papel principal... Surgia aí mais uma faceta de Miles: o homem cosmopolita, quase uma divindade, na França.Tudo começou quando Miles Davis recebeu uma proposta de Marcel Romano, para uma pequena excursão de três semanas pelo continente europeu.Miles foi convidado para ir sozinho, sem sua banda, e tocaria ao lado dos franceses Barney Wilen (sax tenor), René Urtreger (piano) e Pierre Michelot (baixo).Na bateria estava um velho conhecido de Miles e radicado há anos em Paris: Kenny Clarke. Miles amava Paris e lembrava-se, com saudades, dos períodos em que saía com Jean-Paul Sartre e Juliette Grecco, mesmo sem falar uma palavra de francês: "eu não sabia francês, eles mal falavam inglês, mas ainda assim adorava vê-los conversarem. Adorei muito aquele período de 1949. Eles eram muito gentis." Por isso mesmo, Miles aceitou o convite para ir à Europa sem banda e ficou surpreso quando o chamaram para fazer a trilha sonora de um filme do jovem diretor Louis Malle, que era grande fã de seus discos.O filme, em si, não era grande coisa, mas ficou marcada pela trilha composta inteiramente pela música gravada por Miles.Os shows pela Europa não foram muitos e ele teve uma semana de intervalo e nesse período conversou com Malle, que mostrou o que tinha sido filmado e pediu que ele fizesse a música nas cenas escolhidas pelo diretor.Segundo Romano, Miles Davis adorou o convite e discutiram sobre o projeto quando teve uma sessão particular do filme e ficou combinado que usaria os mesmos músicos da excursão.Ele solicitou um piano e começou a trabalhar.As gravações ocorreram rapidamente, nos dias 4 e 5 de dezembro de 1957, começando de noite e acabando nas mandugadas do dia seguinte. As músicas eram apenas pequenos fragmentos, mas que deram vida ao filme, apesar da beleza de Moreau, com quem fez uma boa amizade. Ascenseur pour L'ÉchafaudO era composto de 10 pequenas faixas e foi lançado primeiro no formato de 10 polegadas na França e, meses depois, nos Estados Unidos, em 12 polegadas, já no tamanho de um LP.Este albúm serviu para que Miles começasse a fazer alguns experimentos sonoros que usaria anos depois, desenvolvendo um clima intimista, mais calmo e distante do convencional. Pierre Michelot conta que nas gravações o clima foram muito calmas e Miles estava perfeitamente à vontade, tendo inclusive saído para tomar alguns drinques com os músicos e com a prória Jeanne Moreau. Esse registro não teve grande repercussão em sua carreira, embora seja um trabalho interessante e desenvolvido tão rapidamente, o que se tornaria uma marca e por encomenda.Anos depois, foi relançado em CD, já contendo 26 músicas de de estúdio, contra apenas 10 do disco original. Aqui as faixas extras abrem o disco e deixam a trilha original, para o final. Dica: Uma pequena amostra:
Tracks: 01 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 1)* 02 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 2)* 03 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 3) (Generique)* 04 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 4) (Florence sur les Champs-Elysees)* 05 - Assassinat (Take 1) (Visite Du Vigile)* 06 - Assassinat (Take 2) (Julien Dans L'Ascenseur)* 07 - Assassinat (Take 3) (L'Assassinat De Carala)* 08 - Motel(Diner Au Motel)* 09 - Final (Take 1)* 10 - Final (Take 2)* 11 - Final (Take 3) (Chez Le Photographe Du Motel)* 12 - Ascenseur (Evasion De Julien)* 13 - Le Petit Bal (Take 1)* 14 - Le Petit Bal (Take 2) (Au Bar Du Petit Bac)* 15 - Sequence Voiture (Take 1)* 16 - Sequence Voiture (Take 2) (Sur L'Autoroute)* 17 - Generique** 18 - L'Assassinat De Carala** 19 - Sur L'Autoroute** 20 - Jullien Dans L'Ascenseur** 21 - Florence Sur Les Champs-Elysees** 22 - Diner Au Motel** 23 - Evasion De Julien** 24 - Visite Du Vigile** 25 - Au Bar Du Petit Bac** 26 - Chez Le Photographe Du Motel**
Faixas Extras* Trilha - Sonora Origínal**
Pessoal: Miles Davis (Trompete) Barney Wilen (sax tenor) René Urtreger (piano) Pierre Michelot (baixo) Kenny Clarke (Bateria)