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domingo, 29 de julho de 2018

1999 - Great Ladies Sing The Blues - VA



Artista: VA
Album: Great Ladies Sing The Blues
Lançamento: 1999
Selo: Rebound Records
Gênero: Vocal Jazz, Blues, Vocal Swing
"É pau, é pedra, é pele, é osso - o homem desde os tempos primais descarregou suas tensões batendo, batucando, marcando ritmo no que estivesse ao alcance de sua mão. Surgiu dai a parafernália rítmica, o arsenal de instrumentos que compõe a bateria moderna, os mil e um apetrechos da percussão, coisas ainda de índole artesanal, a família das marimbas, dos xilofones e seu primo rico o vibrafone e as extensões eletrônicas de tudo isso, propagadas nos mais modernos computadores. Claro, o ritmo digitalizado - os drum’n' bass da vida - nada tem a ver com o verdadeiro suingue do jazz, que nasceu do contato da pele e da mão humana com os couros, das baquetas e das vassourinhas fazendo vibrar os pratos turcos de cobre feitos também manualmente. Vocês podem ver as pinturas das cavernas, o mundo que nossos ancestrais grafitaram para a eternidade; mas o som daquelas épocas primais só pode ser captado mesmo na arte dos bateristas, percussionistas e vibrafonistas de jazz".  - Cedric Doranges

Boa audição - Namastê

sábado, 28 de julho de 2018

Billie Holiday, uma cantora à frente do tempo

Billie Holiday é reconhecida como a maior intérprete que o jazz já produziu. Com interpretações intensas e com sentimento encantou o público e mudou a arte dos vocais para sempre. Mais de meio século depois de sua morte é difícil acreditar que as vocalistas de jazz antes de seu surgimento raramente personalizavam suas canções; na verdade, apenas as cantoras de blues como Bessie Smith e Ma Rainey davam a impressão de que tinham vivido o que estavam cantando. Billie Holiday fez a leitura desta tradição do blues e revolucionou o jazz e o pop tradicional, rasgando a tradição de décadas se recusou a comprometer sua arte. Em sua autobiografia, ela admitiu que sempre quis ser uma cantora como Bessie Smith e ter o sentimento de Louis Armstrong, e que muitas vezes tentou cantar como um trompete. mas, na verdade, seu estilo era praticamente ela própria. A tragédia pessoal e as drogas marcaram a sua vida. Mas todo o lixo que ela viveu era transformado pelo seu canto. Surras, prisões, droga pesada, mais o drama de uma cantora negra naquele tempo, quando muitas vezes nos hotéis onde se hospedava, no auge da carreira, era ‘convidada’ a subir pelo elevador de serviço para que não se misturasse com os brancos. Tudo isso foi transformado em interpretações históricas. Quando se ouve Billie cantar, sente-se que ela está contando sua história. Era linda, louca, sexy e livre. Billie é a minha deusa. Com seu estilo brilhando em cada gravação, a sua perícia técnica também se destacou em comparação à grande maioria de seus contemporâneos. Muitas vezes entediada e cansada das velhas canções que ela era forçada a gravar no início de sua carreira, Billie brincava com a melodia e rejuvenescia as canções com harmonias emprestadas de seus instrumentistas favoritos, Louis Armstrong e Lester Young. A sua notória vida privada com uma série de relações abusivas, dependência de substâncias químicas e períodos de depressão, sem dúvida, ajudaram seu status lendário. ‘Lover Man’, ‘Don't Explain’, ‘Strange Fruit’ e sua própria composição ‘God Bless the Child’, que versa sobre a pobreza, estão entre os seus melhores desempenhos e permanecem entre as apresentações mais sensíveis já registradas. Mais do que a capacidade técnica, mais do que a pureza da voz, o que fez Billie Holiday uma das melhores vocalistas do século foi o seu temperamento implacavelmente individualista. A vida caótica de Billie Holiday, supostamente, começou em Baltimore quando ela nasceu como Eleanora Fagan Gough. Seu pai, Clarence Holiday, foi um adolescente guitarrista de jazz que mais tarde tocou na Orquestra de Fletcher Henderson. Sua mãe também foi uma jovem adolescente, e se por causa de inexperiência ou negligência, muitas vezes deixava a filha com parentes indiferentes. Billie foi expulsa da escola católica com 10 anos, depois que admitiu ter sido estuprada, e condenada a ficar presa até a idade adulta foi liberada depois de dois anos por um amigo da família. Com a mãe, ela se mudou em 1927, primeiro para New Jersey e, logo depois para o Brooklyn. Em New York, Billie ajudava a mãe como empregada doméstica, mas logo começou a se prostituir para ter uma renda adicional. E já cantava em clubes do Harlem desde 1930. Teve um pouco de publicidade no início de 1933, quando o produtor e caçador de talentos John Hammond, também no início de uma carreira legendária, escreveu sobre ela em uma coluna para o mais antigo jornal sobre música já existente, o ‘Melody Maker’, do Reino Unido, e trouxe Benny Goodman a uma de suas apresentações. Depois de gravar uma demo na Columbia Studios, Billie se juntou ao pequeno grupo de Goodman para fazer sua estreia comercial com a música ‘Your Mother's Son-In-Law’. Apesar de não voltar ao estúdio por mais de um ano, Billie passou 1934 galgando os degraus da competitiva cena dos bares de New York. No início de 1935, ela fez sua estreia no Teatro Apollo, e apareceu em um filme com Duke Ellington. Durante a última metade de 1935, finalmente entrou em um estúdio novamente e gravou quatro sessões. Com uma banda supervisionada pelo pianista Teddy Wilson, ela gravou uma série de canções obscuras e esquecíveis da Tin Pan Alley, nome dado à editora de música de New York e seus compositores que dominaram a música popular dos Estados Unidos no final do século 19 e início do século 20. Em outras palavras, músicas disponíveis apenas para uma banda obscura de afroamericanos dos anos 30. Durante a era do swing, as editoras de música mantinham as melhores músicas estritamente nas mãos de orquestras populares e cantores brancos. Apesar da qualidade pobre das canções, Billie energizou essas canções. No final de 1937, gravou vários números com um pequeno grupo, mais uma descoberta de John Hammond, a orquestra de Count Basie. O saxofonista tenor Lester Young, que tinha conhecido brevemente Billie alguns anos antes, e o trompetista Buck Clayton se tornaram seus parceiros. E juntos gravaram o seu melhor trabalho e Billie deu o apelido de ‘Pres’ a Young, enquanto ele a apelidou de ‘Lady Day’ por sua elegância. Na primavera de 1937, ela começou a excursionar com Basie como o complemento feminino de seu vocalista masculino, Jimmy Rushing. A associação durou menos de um ano. Embora oficialmente ela tenha sido despedida da banda por ser temperamental e pouco confiável, a verdade é que o alto escalão do mundo editorial ordenou a ação depois que ela se recusou a cantar clássicos de blues dos anos 20. Menos de um mês depois de deixar Basie, ela foi contratada por Artie Shaw, um dos primeiros exemplos de uma mulher negra que apareceu com um grupo branco. Apesar do apoio contínuo de toda a banda, no entanto, promotores e patrocinadores de rádio logo começaram a contestar Billie, com base em seu estilo de cantar pouco ortodoxa, e também por ser negra. Após uma série de indignidades Billie deixou a banda com desgosto. Mais uma vez, a sua percepção foi valiosa, a maior liberdade lhe permitiu dar um show em um novo clube chamado ‘Café Society’, a primeira boate popular com um público inter-racial. Lá, Billie Holiday aprendeu a canção que iria catapultar sua carreira para um novo nível: ‘Strange Fruit’. ‘Strange Fruit’ é uma canção que condena o racismo americano, especialmente o linchamento de afro-americanos que ocorreu principalmente no sul dos Estados Unidos, mas também em outras regiões do país. ‘Strange Fruit’ foi composta como um poema, escrito por Abel Meeropol, um professor judeu de colégio do Bronx, sobre o linchamento de dois homens negros. Ele a publicou sob o pseudônimo de Lewis Allan. Abel Meeropol e sua esposa adotaram, em 1957, Robert e Michael, filhos de Julius e Ethel Rosenberg, acusados e condenados por espionagem e executados pelo governo dos Estados Unidos. Embora Billie inicialmente manifestasse dúvidas sobre a inclusão de tal música em seu repertório, ela o fez confiando em seus poderes de sutileza. E ‘Strange Fruit’ logo se tornou o destaque em suas apresentações e foi gravada. Uma vez liberada, ‘Strange Fruit’ foi proibida por muitas estações de rádio. Billie continuou a gravar e atingiu novamente grande sucesso com a sua mais famosa composição de 1941, ‘God Bless the Child’ e em 1944 com ‘Lover Man’, uma canção escrita especialmente para ela e seu terceiro grande hit. Billie logo se tornou prioridade para a ‘Decca Records’, ganhando o direito de material musical de alta qualidade e seções de cordas de luxo para suas gravações. Apesar de estar no alto da popularidade, a vida emocional de Billie começou um período turbulento. Já fortemente viciada em álcool e maconha, começou com o ópio com seu primeiro marido, Johnnie Monroe. O casamento não durou, e o vício na heroína veio com o segundo casamento com o trompetista Joe Guy. A morte de sua mãe a afetou profundamente, e em 1947 ela foi presa por posse de heroína e condenada a oito meses de prisão. Infelizmente, os problemas continuaram depois de sua libertação. As drogas tornaram impossíveis as suas apresentações. Atormentada ela seguiu em frente. Embora os estragos de uma vida dura estivessem refletidos em sua voz, muitas das gravações de Billie doa anos 50 são tão intensas e belas quanto sua obra clássica. Em 1954, Billie excursionou pela Europa com grande sucesso, e sua autobiografia de 1956 trouxe ainda mais notoriedade. Ela fez sua última grande aparição, em 1957, na televisão em um especial com Ben Webster, Lester Young e Coleman Hawkins dando-lhe apoio. Durante seu último ano, ela fez mais duas apresentações na Europa antes de cair doente do coração e doença hepática em 1959. E foi presa por posse de heroína em seu leito de morte. Morreu no mesmo ano. O filme ‘Lady Sings the Blues’ de 1972 interpretado por Diana Ross ilumina a sua vida trágica e lhe deu muitos fãs de novas gerações. - Fonte: Pintando Musica

Boa leitura - Namastê

domingo, 16 de julho de 2017

Miss Lady Day in Forever

“Cantar músicas como The Man I Love ou Porgy não é mais trabalhoso do que 
sentar e comer comida chinesa ou pato assado, e eu adoro pato assado”
Billie Holiday

quinta-feira, 13 de julho de 2017

1990 - Don't Explain - Billie Holiday

Artista: Billie Holiday
Álbum: Don't Explain
Lançamento: 1990
Selo: Magic Music ‎– LP 10016
Genero: Jazz, Vocal Jazz

Billie's accompanied by Toots Camarata (conc. & arr); Russ Case (tp); Hykie Schertzer, Jack 
Cressy (as); Larry Binyon, Dave Harris (ts); Dave Bowman (p); Carl Kress (g); Haigh 
Stephens (b); George Wettling (ds); and Six strings. Recorded November 8, 1944, New 
York. (Decca Records)
Boa audição - Namastê

domingo, 2 de abril de 2017

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Billie Holiday & Louis Armstrong (New Orleans)


New Orleans. Music by Louis Alter, lyrics by Eddie Delange.
New Orleans (1947) by Arthur Lubin, with Louis Armstrong, Billie Holiday, Zutty Singleton, Barney Bigard, Kid Ory, Bud Scott, Red Callender & Charlie Beal.
Actors : Dorothy Patrick, Arturo de Córdova, Richard Hageman.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Billie, lenda, mito e Lady Day do Jazz

Gilbert Millstein do The New York Times, que tinha sido o narrador em 1956 Billie Holiday shows Carnegie Hall e tinha sido parcialmente escrito no encarte do álbum The Essential Billie Holiday, descreveu a sua morte nestes mesmos 1961-datado encarte :
    "Billie Holiday morreu no hospital Metropolitan, em Nova York, na sexta-feira, 17 de julho de 1959, no leito em que ela havia sido preso por posse ilegal de narcóticos um pouco mais de um mês antes, como ela estava mortalmente doente, no quarto a partir do qual um guarda da polícia tinha sido removido - por ordem judicial - apenas algumas horas antes de sua morte, que, como sua vida, foi desordenada e miserável. Ela tinha sido muito bela, mas foi desperdiçada fisicamente para uma pequena caricatura grotesca de si mesma. Os vermes de todo tipo de excesso - as drogas fossem apenas uma - tinham comido ela. ... A probabilidade que existe entre os últimos pensamentos desta cínica, sentimental, profano, generoso e muito talentoso mulher de 44 foi a crença de que ela devia ser indiciado na manhã seguinte. Ela teria sido, eventualmente, embora possivelmente não tão rapidamente. Em todo caso, ela removeu-se finalmente da jurisdição de qualquer tribunal aqui em baixo. "Embora sem filhos, Billie Holiday tinha dois afilhados: cantora Billie Lorraine Feather , filha de Leonard Feather e Bevan Dufty , filho de William Dufty

domingo, 27 de novembro de 2016

2001 - Billie Holiday - Lady Day - The Best Of

Das três cantoras do sexo feminino na história de jazz, Billie Holiday (junto com Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan) mudou não somente o curso do jazz, mas a própria forma da cultura pop. Com sua voz é quente e elástica, adaptando-se facilmente a qualquer um dos registros, deixou lendárias gravações indeléveis, apoiada em seu tom (muitas vezes de cortar o coração) melancólico, seu linguajar grosseiro e espirituoso, construindo fraseado elegante, combinado atributos musical pouco alcançado por um artista, além do charme pessoal que de fato poucos poderiam não notar seu magnetismo. Billie cantou de tudo um pouco e fez do pouco um tudo que somente a direção do jazz poderá lapidar, abrindo o apetite dos amantes de veteranos e dos novos neófitos. Uma demonstração ousada de interpretação que deixa um refino na parte dramática ate para os interprete originais, Lady Day – The Very Best of Billie Holiday, é um cofre que transbordar de pedras das mais preciosas, uma fonte de se beber com um bom vinho modéstia parte sugerido ao ouvir os anos dourados da carreira. Remasterizados digitalmente - Mark Wilder & Foster Seth (Sony Music Studios, New York, New York).

Álbum: Lady Day - The Best Of
Artista: Billie Holiday
Gravações: 1933/1944 (Columbia)
Ano de Lançamento: 2001
Produção e compilação: Michael Brooks, Michael Cuscana.
Selo: Legacy
Formato: MP3


Disc: 1
01. What A Little Moonlight Can Do - Billie Holiday
02. These Foolish Things - Billie Holiday
03. I Cried For You - Billie Holiday
04. Summertime - Billie Holiday & Her Orchestra
05. Billie's Blues - Billie Holiday & Her Orchestra
06. If You Were Mine - Billie Holiday
07. A Fine Romance - Billie Holiday & Her Orchestra
08. Easy To Love - Billie Holiday
09. I've Got My Love To Keep Me Warm - Billie Holiday & Her Orchestra
10. I Must Have That Man - Billie Holiday
11. Me, Myself And I - Billie Holiday & Her Orchestra
12. They Can't Take Away From Me - Billie Holiday & Her Orchestra
13. Easy Living - Billie Holiday
14. A Sailboat In The Moonlight - Billie Holiday & Her Orchestra
15. Travelin' All Alone - Billie Holiday & Her Orchestra
16. When A Woman Loves A Man - Billie Holiday & Her Orchestra
17. You Go To My Head - Billie Holiday & Her Orchestra
18. My Man - Billie Holiday

Disc: 2
01. I Can't Believe That You're In Love With Me - Billie Holiday
02. The Very Thought Of You - Billie Holiday & Her Orchestra
03. I Can't Get Started - Billie Holiday & Her Orchestra
04. Long Gone Blues - Billie Holiday & Her Orchestra
05. Sugar - Billie Holiday
06. Some Other Spring - Billie Holiday & Her Orchestra
07. Them There Eyes - Billie Holiday & Her Orchestra
08. The Man I Love - Billie Holiday & Her Orchestra
09. Body And Soul - Billie Holiday & Her Orchestra
10. Swing, Brothers, Swing - Billie Holiday & Her Orchestra
11. Night And Day - Billie Holiday & Her Orchestra
12. Let's Do It - Billie Holiday
13. God Bless The Child - Billie Holiday & Her Orchestra
14. Solitude - Billie Holiday & Her Orchestra
15. I Cover The Waterfront - Billie Holiday
16. Gloomy Sunday - Billie Holiday
17. Until The Real Thing Comes Along - Billie Holiday
18. All Of Me - Billie Holiday & Her Orchestra

Boa audição - Namastê.

domingo, 13 de dezembro de 2015

2015 - Lady In Satin (The Centennial Edition) - Billie Holiday With Ray Ellis And His Orchestra

Artista: Billie Holiday
Álbum: Lady In Satin (The Centennial Edition)
Lançamento: 2015
Selo: Columbia / Legacy / Sony Music Records
Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Billie's Holiday (Vocal), Mel Davis, Bernie Glow (trumpet) Urbie Green (trombone) Gene Quill (alto saxophone) Hank Jones (piano) Barry Galbraith (guitar) Milt Hinton (bass) Osie Johnson (drums), Ray Ellies (arranger, conductor) unidentified strings, harp, vocal choir, and others. Recorded in New York City, February 18, 1958. (Columbia Records)
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

As Muitas Faces de Billie Holiday - Documentário

"Ninguém canta como eu a palavra 'fome' ou a palavra 'amor'. Sem dúvida porque eu sei o que há por trás destas palavras"
Negra, pobre, prostituída, a vida instável levada entre reformatórios e cabarés, das ruas do Harlem até as casas de espetáculos mais prestigiadas do planeta, entre a pobreza, fome, o sucesso arrebatador e a consolidação como "a melhor de todos os tempos". Em cada canção há uma mistura sutil de diferentes estados de alma. Billie nunca está totalmente alegre, inteiramente amorosa ou completamente abandonada. Sua verdade é bem mais complexa.
  Billie Holiday - 1915 ∞ 1959

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

1995 - Lady Sings the Blues - Billie Holiday

Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Lançamento: 1995
Selo: Verve Records (PolyGram Records, Inc)


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Billie - A dama canta o blues

 Billie Holiday, early 1950’s by Phil Stern

 Billie Holiday by Herman Leonard

 Billie Holiday, 1958 by Burt Goldblatt

Billie Holiday, 1939 by Gilles Petard

Billie Holiday, 1949 by Herman Leonard

Billie Holiday by Michael Ochs

sexta-feira, 13 de março de 2015

Billie Holiday: a dor que se fez música

“Droga nunca ajudou ninguém cantar melhor ou tocar música melhor ou fazer algo melhor. Tudo 
que droga pode fazer por você é te matar - te matar lentamente, difícil caminho.”
 Billie Holiday

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

1994 - Jazz 'Round Midnight - Billie Holiday

Artista: Billie Holiday
Álbum: Jazz 'Round Midnight
Lançamento: 1994
Selo: Verve Records, a division of PolyGram Records, Inc
Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Billie Holiday & Her Orchestra - Prelude To A Kiss (Clef Records 1955)
Billie's Holiday - Vocals, Benny Carter - Sax alto, Barney Kessel - Guitar, Harry Edison - Trumpet, Jimmy Rowles - Piano, John Simmons - Bass & Larry Bunker- Drums. Recorded August 23, 1955 at Radio Recorders Studio in Los Angeles (Original Velver Moods Clef)

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Billie Holiday: um breve relato de blues

Falar de Billie Holiday é exaltar o nome de uma das maiores cantoras do século XX, considerada a primeira grande dama do jazz de todos os tempos, dona de uma voz única e sublime, que arrastava notas e dava à música uma nova roupagem em suas interpretações, influenciando uma legião de cantoras no mundo todo e perdurando seu legado por mais de cinco décadas após sua morte. Nasceu em 07 de abril de 1915, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Teve uma infância humilde e conturbada, fomentada pelo desamparo materno, pelas dificuldades financeiras, pelo abuso sexual, passagens a reformatórios e iniciação à prostituição na adolescência. Sua mãe, Sarah Harris, muito pobre, separada do marido, não tinha condições de cuidar da filha, deixando Billie, que era até então apenas Eleonora Harris, seu nome de batismo, sob os cuidados da meia-irmã que, por sua vez, passou a menina para a responsabilidade de sua sogra. A pequena futura grande diva da música também passaria pela experiência de viver num reformatório. Posteriormente, ao voltar para os cuidados da mãe, onde passou a ajudá-la no restaurante construído, em Baltimore, seria abusada sexualmente por um vizinho. Mas, no lugar do homem que a abusou, a própria vítima foi quem sofreu as consequências, sendo levada novamente para um reformatório. Sim, a história de Billie é um dramático relato de blues, e não termina por aí. Na condição de pobre e negra, num país segregado pela discriminação racial, passou a oferecer serviços domésticos a um bordel local e, consequentemente, a se prostituir como forma de sobrevivência. E foi num dos quartinhos do bordel onde Billie trabalhava que ela, supostamente, ouviu na vitrola um disco de Louis Amstrong e Bessie Smith, apaixonando-se profundamente pelo som de ambos, que seriam as suas maiores influências musicais. A partir daí o espírito jazzístico passara a nutrir sob a alma blue da jovem, que começou a cantar no mesmo bordel de Baltimore. Em 1929, foi detida ao lado da mãe e de outras prostitutas, passando cem dias num reformatório. Logo depois, vai morar no Brooklyn com a mãe, atuando como cantora em bordeis e boates da cidade, como também nos Queens de Nova Iorque. Em 1933, a carreira de Billie tomaria o primeiro grande impulso quando foi ouvida pelo produtor John Hammond, num pequeno clube nova iorquino. Hammond teria ficado impactado com a sensibilidade vocal da jovem cantora, na época, ainda com 17 anos. Em novembro, vai para o estúdio pela primeira vez, acompanhada pela orquestra clarinetista de Benny Goodman. O nome Billie Holiday surgira por conta do pai da cantora, Clarence Holiday, um guitarrista de Baltimore, de quem Eleonora passou a usar artisticamente o sobrenome. Já para o “Billie”, há duas versões: a primeira, de que o pai da jovem costumava chama-la de Bill, e daí fez o salto; e a segunda, porque a cantora, quando menina, adorava ir ao cinema para assistir a atriz Billie Dove, grande estrela do cinema mudo. Pode-se dizer que os anos 30 e 40 foram o grande apogeu da cantora, que deixou em vida mais de 130 gravações, ao lado de grandes orquestras jazzísticas como as de Duke Ellington, Cout Basie e Teddy Wilson, assim como parcerias, posteriores, com o pianista Oscar Peterson e o baixista Ray Brown, na década de 50. Viveu uma vida turbulenta, cercada por altos e baixos, impulsionados por seus conturbados relacionamentos amorosos, que resultaram em três casamentos com homens oportunistas e violentos, e pelo vício degradante de drogas e bebida, o que afetaria, pouco a pouco, sua saúde física e a jovialidade de sua voz, que já na década de 40 mostrava sinais de declínio. Mesmo tornando-se uma grande estrela reconhecida internacionalmente, Lady Day, apelido concedido pelo amigo e saxofonista Lester Young, sofreu constantes discriminações em passagens por hotéis e restaurantes, por sua condição de mulher negra, revelados pela própria em entrevistas. “Strange fruit”, composição de Lewis Allan, pseudônimo do escritor Abel Meeropol, judeu comunista de Nova Iorque, e eternizada na voz de Billie, em 1939, relata como nenhuma outra a grande violência regida contra os negros, e tornou-se um símbolo da luta contra a discriminação racial. O fruto estranho citado na música fazia alusão aos linchamentos ocorridos principalmente no sul dos Estados Unidos, onde os corpos dos negros linchados ficavam expostos pendurados numa árvore. O mais assustador é deparar com as fotografias antigas da época e ver a naturalidade das pessoas frente aos cadáveres. O mesmo impacto fez com que Lewis Allan se inspirasse na letra de “Strange fruit”. Em 2012, foi lançado no Brasil o livro Strange fruit: Billie Holiday e a biografia de uma canção, escrito pelo jornalista David Margolick, com tradução de José Rubens Siqueira, editado pela Cosaic Naify, que reflete sobre a emblemática canção no momento de seu lançamento e todo o seu contexto histórico ligado à violência contra os negros nos Estados Unidos e a sua influência com o passar das décadas. Nos anos 50, quase esquecida pelo público, pelos empresários e pelas gravadoras, embora na Europa seu nome ainda cativasse as plateias, após sua volta aos Estados Unidos Billie decide escrever sua autobiografia como estratégia de marketing para que seu nome fosse novamente impulsionado na grande imprensa norte-americana de forma positiva, já que os últimos anos, agravados pelos excessos relacionados ao consumo de drogas e bebida e passagens pela prisão, tinham desfavorecido sua popularidade. O que seria a autobiografia intitulada Lady sings the blues, nem sequer foi, de fato, escrita. O jornalista Willian Dufty, o escritor fantasma contratado pelo terceiro marido de Billie, supostamente interessado em faturar em cima do nome da esposa, apresentou um trabalho biográfico um tanto quanto falseado e apelativo, beirando a comiseração, sabendo que tais ingredientes estimulariam as vendas. Contudo, a autobiografia romanceada de Lady Day ao menos devolveu um pouco da fama à cantora, que se mostrava cada vez mais vulnerável e com a saúde debilitada. Embora os últimos anos de Billie tenham sido depressivamente instáveis, com passagens mal sucedidas em clínicas de reabilitação e experiências nada agradáveis com a justiça, é possível encontrar belos achados daqueles anos na internet, em apresentações na Europa e nos Estados Unidos, como em 8 de dezembro de 1957, no The sound of jazz, programa estadunidense de grande audiência na época, nos estúdios da CBS, onde foi convidada para cantar, ao lado do saxofonista Lester Young, a canção “Fine and mellow”. Considerado um dos melhores registros da última década de sua vida. Na manhã do dia 17 de julho de 1959, morria, aos 44 anos, a primeira grande dama do jazz. E, como no caso de outros artistas que partiram cedo, a morte de Billie apenas alavancou ainda mais sua popularidade e fez de Lady Day uma das maiores lendas do jazz de todos os tempos. Onde quer que se fale sobre o gênero, é quase inevitável que seu nome seja citado. (Fonte: Márwio Câmara,10/05/2013)
Boa leitura - Namastê

terça-feira, 30 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A onisciência de Billie












“Não posso suportar a cantar uma música da mesma forma duas noites consecutivas, muito menos dois ou dez anos. Se você pode, então não é música, não é música.”
Billie Holiday

domingo, 3 de agosto de 2014

Forever Billie Holiday








 “You can be up to your boobies in white satin, with gardenias in your hair and no sugar cane for miles, but you can still be working on a plantation.”
Billie Holiday