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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

 
Artista: Tommy Flanagan (1957) & Herbert Hancock  (1962)
Lançamento: 2020.
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz


Análise Crítica e Curatorial do CD6: A Elegância Suprema de Tommy Flanagan e o Despertar Genial de Herbie Hancock. O sexto volume (CD6) da prestigiosa caixa antológica The Art Of The Piano..., lançada em 2020, representa um verdadeiro tesouro arqueológico e estético para os amantes sincopados. Longe de apenas revisitar os caminhos mais batidos da historiografia oficial, a curadoria deste volume traça um paralelo fascinante entre o apogeu lírico do mestre do acompanhamento, Tommy Flanagan, e os primeiríssimos e raríssimos passos de um jovem prodígio que viria a redefinir a física do piano moderno: Herbie Hancock. Este disco serve como um tratado sobre o equilíbrio entre a tradição melódica do bebop e as tensões harmônicas embrionárias que desaguariam no jazz modal e no post-bop dos anos 1960. As Performances, Cronologia e os Registros Histórico, para os aficionados por dados de arquivo e pela pureza mecânica das sessões analógicas, o CD6 destaca-se por resgatar duas fitas master de altíssimo valor histórico, capturadas em contextos geográficos e criativos completamente distintos: Tommy Flanagan: O Poeta de Detroit em Solo Escandinavo, conhecido na comunidade do jazz como o "Poeta Laureado do Piano", Tommy Flanagan exibe no CD6 o toque aristocrático, a clareza cristalina e a sutileza rítmica que fizeram dele o músico de escolha de Ella Fitzgerald e John Coltrane (marcando presença no antológico Giant Steps). Suas performances neste disco transbordam um lirismo introspectivo, onde cada nota improvisada funciona como uma extensão natural da melodia original, pontuada por um suingue discreto e uma precisão cirúrgica de dinâmica. Data e Local de Gravação: Gravado no renomado Metronome Studio, em Estocolmo, Suécia (Stockholm, Sweden), em 15 de agosto de 1957. Esta sessão histórica captura Flanagan no auge de sua forma, aproveitando a impecável acústica e a engenharia de som europeia da época para registrar um de seus trabalhos em trio mais puros e sofisticados da década. Músicos de Apoio e Dinâmica: Escoltado por uma seção rítmica local de altíssimo nível, o trio constrói uma atmosfera intimista típica do Chamber Hard Bop. A conversa entre o piano de Flanagan, as linhas sinuosas do contrabaixo e a condução sutil dos pratos traduz o ambiente de um clube europeu esfumaçado, onde o silêncio da plateia reverenciava a precisão do toque do pianista. Herbie Hancock: O Despertar Arqueológico de um Gênio. A inclusão das faixas de Herbie Hancock no CD6 é o ponto que faz os olhos dos colecionadores brilharem. Trata-se de um registro milagroso de Hancock quando ele tinha meros 15 anos de idade. Para o ouvido atento do amante sincopado, a audição é eletrizante: embora o jovem Herbie ainda estivesse sob a forte influência estilística de mestres como Oscar Peterson e George Shearing, já é possível detectar os germes de sua genialidade futura. Há uma ousadia rítmica sutil nas síncopas, um ataque percussivo diferenciado e escolhas de inversões harmônicas que apontavam para o revolucionário que, anos mais tarde, ancoraria o segundo grande quinteto de Miles Davis e eletrificaria o mundo com os Headhunters. Data e Local de Gravação: Registrado em Los Angeles, Califórnia (CA), em 1 de agosto de 1955. Trata-se de um documento de valor inestimável — uma sessão gravada muito antes de sua estreia oficial pela Blue Note com o álbum Takin' Off (1962). Capturado nos Estados Unidos, este registro flagra o pianista em sua fase de transição entre o prodígio da música clássica (tendo tocado Mozart com a Sinfônica de Chicago aos 11 anos) e sua conversão definitiva ao jargão do jazz moderno. A Estética Sincopada: O balanço das faixas de 1955 revela um vigor juvenil fascinante. O fraseado corre veloz, mas a síncopa é distribuída com uma maturidade precoce. Herbie brinca com os tempos fracos do compasso e introduz pequenas tensões de blues que quebravam a rigidez acadêmica, oferecendo um vislumbre fascinante da arquitetura harmônica que ele viria a reinventar na década seguinte. Curiosidades do CD6 e Joias Ocultas, a grande curiosidade histórica que este volume consolida reside na desconcertante distância geográfica e cronológica que as duas sessões apresentam, mas que se unem organicamente pela linha evolutiva do instrumento. Enquanto Tommy Flanagan estava na Europa em 1957 operando como um mestre maduro e estabelecendo o padrão ouro de elegância pós-bebop no Metronome Studio de Estocolmo, um Herbie Hancock adolescente, dois anos antes (1955), absorvia o suco do rhythm and blues e da efervescência da Costa Oeste em Los Angeles, tentando traduzir o complexo vocabulário de síncopas para seus dedos ainda em formação. Outro detalhe técnico fascinante para os entusiastas da alta-fidelidade: a sessão de Flanagan na Suécia foi uma das pioneiras na Europa a utilizar microfonação de alta sensibilidade posicionada de forma extremamente próxima às cordas e martelos do piano. Isso confere às faixas do CD6 um realismo impressionante, onde o ouvinte consegue escutar o estalar da madeira e a dinâmica física do pedal do pianista, criando um contraste rústico e belíssimo com o som mais aveludado, histórico e denso de fita monofônica da sessão de Hancock de 1955. Nível de Escolha das Faixas: Um Monumento à Curadoria Histórica, o nível curatorial do CD6 transcende o mero entretenimento e atinge o status de documentário musical de vanguarda. A escolha do repertório demonstra uma coragem intelectual rara em caixas comemorativas: Em vez de rechear o disco com as gravações amplamente difundidas de Herbie Hancock nos anos 60 — como Watermelon Man ou Maiden Voyage —, a curadoria optou por dar ao público a oportunidade única de testemunhar a arqueologia do gênio. O encadeamento do disco é cirúrgico: a audição flui do refinamento pacificado, lírico e matematicamente perfeito de Tommy Flanagan diretamente para o frescor audacioso, enérgico e sincopado do jovem Hancock de 15 anos. A masterização realizada em 2020 unificou esses dois universos sonoros díspares através de um ganho harmônico sutil, preservando a patine e o chiado característico das fitas originais, para o completo deleite dos puristas do jazz. Veredito Curatorial: O CD6 de The Art Of The Piano... é um marco indispensável para os ouvintes de percepção aguçada. Ao costurar a poesia estruturada de Tommy Flanagan em Estocolmo com o despertar histórico de Herbie Hancock em Los Angeles, o volume oferece mais do que grandes performances: ele entrega uma radiografia da evolução do piano jazz. Um disco essencial, profundo e intensamente sincopado, moldado para os ouvidos que buscam a beleza nas entrelinhas do tempo e do ritmo.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 14 de julho de 2025

The Great Jazz Trio – Love For Sale

Lançamento: 2006
Selo: East Wind / Vanguard Studios
Gênero: Bop, Pós-Bop


Hank Jones é conhecido por ser um músico acompanhante por excelência e, ocasionalmente, um líder durante sua longa carreira como pianista de jazz de primeira linha. Seu projeto mais frequente tem sido como líder ostensivo do grupo cooperativo conhecido como Great Jazz Trio, um exemplo clássico de como o formato piano-baixo-bateria permaneceu atemporal, duradouro e sempre desafiador. Formado na primavera de 1975, o trio inicial se apresentou junto pela primeira vez na boate Village Vanguard, em Nova York, por uma semana. Recebeu o nome do proprietário, Max Gordon, e era composto por Jones, o baterista Tony Williams e o baixista Ron Carter. Esses músicos de três gerações, com laços com Miles Davis, formaram um vínculo único tocando standards e originais de cada membro da banda. O trio se reuniu novamente em maio de 1976, e desta vez foi para um estúdio para gravar um álbum com o saxofonista alto japonês Sadao Watanabe, resultando no álbum I'm Old Fashioned. Em fevereiro de 1977, o trio foi novamente contratado pelo Village Vanguard por uma semana, e gravaram três dias do compromisso prolongado, disponibilizando vários volumes ao vivo de suas músicas em vinil pelo selo japonês East Wind, lançado nos EUA pela Inner City. Trabalhos de estúdio simultâneos, incluindo Love for Sale (1976), Kindness, Joy, Love & Happiness e Direct from LA (1977) e Milestones (1978), consolidaram a reputação da dupla original. Os japoneses continuaram interessados ​​em contratar o grupo para turnês e documentar a música do GJT, com muitos outros lançamentos pela East Wind e Denon disponíveis apenas como importações na nova era do CD até 2008, com outra sequência de Great Standards, Vol. IV, pela Alfa Jazz. Muitas das gravações usaram capas com imagens da Major League Baseball, especialmente fotos de ação com o Boston Red Sox (Williams nasceu em Boston, diferentemente de Jones e Carter, do Metro-Detroit), sendo a mais famosa a do arremessador Roger Moret na capa do LP de 1978, "At the Village Vanguard". Desde a morte de Tony Williams e o crescente interesse de Ron Carter em carreira solo, a formação do Great Jazz Trio mudou, mas Hank Jones sempre liderou o esforço. Entre alguns dos parceiros que o pianista contratou, estavam os baixistas Buster Williams, Eddie Gomez, John Patitucci e Richard Davis, além dos bateristas Al Foster, Elvin Jones e Jack DeJohnette. A banda, em uma configuração ou outra, durou mais de quatro décadas, gravando em média um álbum por ano.

Baixo acústico – Buster Williams
Bateria – Anthony Williams
Piano – Hank Jones

Gravado em 22 de maio de 1976 no Vanguard Studio, Nova York.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Boxser: Jazz Cats Sax (3xCD)

Artista: VA
Lançamento: 2006
Selo: GOLDEN STARS Records
Gênero: Bop, Bebop

 O saxofone se tornou particularmente popular no jazz, onde foi usado por muitos músicos talentosos, incluindo Charlie Parker, John Coltrane e Stan Getz. O som único do saxofone é bem adequado ao jazz, permitindo que os músicos expressem suas emoções e improvisem com facilidade. O sax é um instrumento musical único e versátil que tem uma longa história e uma rica tradição. Desde a sua invenção no século XIX por Adolphe Sax até os dias de hoje, o saxofone tem sido usado em uma variedade de gêneros musicais, incluindo jazz (seu epicentro), blues, rock e música clássica. O saxofone é um instrumento musical fascinante e emocionante que continuará a encantar e inspirar músicos e amantes da música por muitos anos vindouros.

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"O saxofone é um instrumento especial. Ele tem um som quente e expressivo que pode fazer você sentir tudo, desde tristeza até felicidade." - Charlie Parker

Boa audição - Namastê


terça-feira, 21 de novembro de 2023

John Coltrane With Eric Dolphy – Evenings At The Village Gate

Artista: John Coltrane & Eric Dolphy

Álbum: Evenings At The Village Gate

Lançamento: 2023

Selo: Impulse

Gênero: Modal, Post Bop

Em agosto de 1961, o Quinteto John Coltrane tocou no lendário Village Gate em Greenwich Village, Nova York. O Quarteto Clássico de Coltrane não estava tão totalmente estabelecido como logo se tornaria e havia um meteórico quinto membro do grupo de Coltrane naquelas noites – o visionário multi-instrumentista Eric Dolphy. Noventa minutos de música nunca antes ouvida deste grupo foram recentemente descobertos na Biblioteca Pública de Artes Cênicas de Nova York, oferecendo um vislumbre de uma parceria musical poderosa que terminou cedo demais. Além de algum material bem conhecido de Coltrane (“My Favorite Things”, “Impressions”, “Greensleeves”), há um recurso de tirar o fôlego para o clarinete baixo de Dolphy em “When Lights Are Low” e a única gravação conhecida fora de estúdio de Composição “Africa” de Coltrane, do álbum Africa/Brass. Esta gravação representa um momento muito especial na jornada de John Coltrane - o verão de 1961 - quando seu som característico e extático ao vivo, comumente associado ao seu Quarteto Clássico de 1962 a 1965, estava amadurecendo e quando ele se inspirava em sons profundos e africanos. fontes - e experimentando a ideia de dois baixos tanto no estúdio (Olé) quanto no palco. Esta gravação verdadeiramente rara de “Africa” capta a sua visão expansiva na época. Elas foram redescobertos décadas depois em uma coleção da Biblioteca Pública de Nova York. O The Village Gate era uma boate na esquina das ruas Thompson e Bleecker em Greenwich Village, Nova Iorque. Art D'Lugoff abriu o clube em 1958, no térreo e no subsolo da 160 Bleecker Street. A grande estrutura da Escola de Chicago de 1896, do arquiteto Ernest Flagg, era conhecida na época como Mills House No. No seu apogeu, o Village Gate também incluía um espaço para apresentações no andar superior, conhecido como Top of the Gate que ao longo de seus 38 anos, contou com músicos de diferentes estilos, técnicas e celibridades.

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Saxofone alto, clarinete baixo, flauta – Eric Dolphy

Baixo - Art Davis , Reggie Workman

Bateria – Elvin Jones

Piano – McCoy Tyner

Saxofone Tenor, Saxofone Soprano – John Coltrane


Gravado no The Village Gate, Nova York, NY, em agosto de 1961.

As fitas originais foram fornecidas como cortesia da 'Divisão de Música e Som Gravado da Biblioteca Pública' de Artes Cênicas de Nova York.


 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

John Coltrane - Impressões

Artista: John Coltrane
Álbum: Impressions
Lançamento: 1963 / 1987
Selo: The Blue Note Label Group
Gênero: Avant-Garde Jazz, Modal Music


 As faixas 1 e 3 foram gravadas ao vivo no Village Vanguard em novembro de 1961, durante a mesma residência que produziu o seminal "Live" no álbum Village Vanguard, enquanto as faixas 2 e 4 foram gravadas no Van Gelder Studio , respectivamente em setembro. 18 de abril de 1962 e 29 de abril de 1963. A faixa 5, "Dear Old Stockholm", também gravada em 29 de abril de 1963, não apareceu no lançamento original, mas apareceu em reedições posteriores em CD. O álbum foi lançado originalmente em 1963 pelo rótulo Impulse!. As faixas de estúdio foram executadas pelo clássico quarteto Coltrane (pianista McCoy Tyner , baixista Jimmy Garrison e baterista Elvin Jones), que se juntou ao sax. Eric Dolphy e ao baixista Reggie Workman nas faixas gravadas ao vivo no Village Vanguard. Dolphy contribui com um longo solo de clarinete baixo em "India", mas apresenta tudo, exceto o acorde final de " Impressions ". Workman toca apenas em "India", juntando-se a Garrison na aproximação do som monótono da música clássica indiana. O baterista Roy Haynes substitui Elvin Jones em "After the Rain" e "Dear Old Stockholm". A faixa-título apresenta quase quinze minutos de solo de Coltrane, um clássico refletindo a evolução da gama emocional e musical de Coltrane, onde explora a modalidade jazz, a música da Índia, o blues e uma canção folclórica tradicional sueca. O ecletismo é esperado; o álbum equivale em última análise a uma compilação de três anos de estranhezas. Impressions é uma mistura de performances memoráveis ​​de John Coltrane do período 1961-1963. "Índia" e "Impressões" foram retiradas do famoso compromisso de Trane em novembro de 1961 no Village Vanguard ; o clarinetista baixo Eric Dolphy é ouvido no primeiro, enquanto o último apresenta um solo maratona de Coltrane no tenor. Também incluídos neste conjunto estão "Up 'Gainst the Wall", de 1962, e o clássico do álbum, "After the Rain", de 1963.

John Coltrane – Sax. Soprano e Tenor

Eric Dolphy – Clarinete baixo (faixa 1), Sax. Alto (faixa 3, apenas acorde final)

McCoy Tyner – Piano (faixas 1, 3, 4 e 5)

Jimmy Garrison – Baixo

Reggie Workman – Baixo (faixa 1)

Elvin Jones – Bateria (faixas 1, 2 e 3)

Roy Haynes – Bateria (faixas 4 e 5)

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Faixas 1 e 3  gravados ao vivo no The Village Vanguard, NYC, em 5 de novembro de 1961.

Faixa 2 gravado em 18 de setembro de 1962, Estúdio Van Gelder

Faixa 4 gravado em 29 de abril de 1963, Estúdio Van Gelder

Faixa 5 gravado em 29 de abril de 1963, Estúdio Van Gelder (Faixa bônus de reedição em CD)


Boa audição - Namastê

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Sonny Rollins - A Night at the Village Vanguard

Artista: Sonny Rollins

Álbum:  A Night at the Village Vanguard

Lançamento: 1957/1999

Selo: The Blue Note Label Group

Gênero: Bop, Hard Bop


 A Night at the Village Vanguard é um álbum ao vivo do saxofonista tenor Sonny Rollins, lançado pela Blue Note Records em 1958. Gravado no Village Vanguard em Nova York em novembro de 1957 em três sets, dois à noite e um no tarde com diferentes acompanhantes. No set da tarde Rollins tocou com Donald Bailey no baixo e Pete LaRoca na bateria; à noite eles foram substituídos respectivamente por Wilbur Ware e Elvin Jones. A gravação foi feita por Rudy Van Gelder , e foi a primeira gravação ao vivo feita no Village Vanguard.  A crítica afirma: "Este CD é muitas vezes mágico. Sonny Rollins, um dos grandes tenores do jazz, é ouvido em seu auge... Rollins não apenas tinha um som muito distinto mas seu uso do tempo, seu astuto sagacidade e seu estilo boppish, mas imprevisível, eram completamente seus em 1957." O crítico musical Robert Christgau elogiou muito o álbum, escrevendo: "Rollins é encarregado de se aventurar longe dessas músicas sem romper as amarras harmônicas normalmente garantidas por um piano. Ele faz isso de novo e de novo - mas não sem um certo custo em ebulição, textura e plenitude de fôlego. Sempre impressionante, divertido de passagem, suas improvisações são a razão pela qual serve o jazz de vanguarda. O álbum foi identificado por Scott Yanow em seu ensaio "Hard Bop" do AllMusic como uma das 17 gravações essenciais de Hard Bop. O Penguin 'Guide to Jazz' deu-lhe no máximo quatro estrelas mais a coroa e incluiu o álbum em sua “coleção principal”, concluindo que "estes são discos que exigem um lugar em qualquer coleção". 

Baixo - Donald Bailey (faixas: 1, 3), Wilbur Ware (faixas: 2, 4 a 7)

Bateria - Elvin Jones (faixas: 2, 4 a 7), Pete La Roca (faixas: 1,3)

Saxofone Tenor – Sonny Rollins

Gravado por – Rudy Van Gelder

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Gravado em 3 de novembro de 1957 no Village Vanguard, na cidade de Nova York.

Faixas 1 e 7 emitidas originalmente em Blue Note BLP 1581. Todas as outras emitidas originalmente em BN LA475.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros ícones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acústica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz? O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entrada em média: 30 Dólares. Endereço 
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify) Recomendo.

Faixas: 
01 - India 
02 - Greensleeves 
03 - Miles´ Mode 
04 - India 
05 - Spiritual 

 Músicos: 
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano 
Eric Dolphy - Sax Alto & Clarinete 
Garvin Bushell - Oboé 
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish 
McCoy Tyner - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico 
Reggie Workman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 

Download Here - Click Aqui Parte IV 
Boa audição - Namastê

sábado, 11 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espetáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança Para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corrêa, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon. 
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify) Recomendo.
 
Faixas: 
01 - Chesin´The Trane 
02 - Greensleeves 
03 - Impressions 
04 - Spiritual 
05 - Naima 
06 - Impressions 

Músicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano 
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete 
McCoy Tyner - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico 
Reggie Workman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 

Download Here - Click Aqui parte III 

Boa audição - Namastê.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenário para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite, trazendo estilos inovadores e uma forma encorpada na arte do entreterimento a casa que Max Gordon somou ao longo de sua historia, um legado de verdadeiras obras primas do celeiro do jazz. Pra quem visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro - depois de descer uma escada de 15 degraus - são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto o histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e - até a sua morte em 1989 - em uma autobiografia de tirar o fôlego " Ao Vivo no Village Vanguard". São paginas de riquíssimos detalhes que valoriza ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil - como Charles Mingus e Sonny Rollins - que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o climax dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: "Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele". Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, a sra. Lorraine que continua aberto e mantém o alto nível da programação. A segunda parte de quatro do álbum "The Complete 1961 Village Vanguard Recordings" de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show, traz um Coltrane mais sutil e intimidador em seu sax e sua banda. A performance do grupo como um todo é impar e concisa. São registros históricos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify). Recomendo.

 Músicas: 
01 - Brasilia 
02 - Chasin´Another Trane 
03 - India 
04 - Spiritual 
05 - Softly As In a Morning Sunrise 

 Músicos: 
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano 
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete 
Garvin Bushell - Oboé 
Ahme Abdul-Malik - Oud Turkish (inst. árabe) 
McCoy Jones - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico 
Reggie Wolman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 
Roy Haynes - Bateria 

  Download Here - Click Aqui Parte II 

Boa audição - Namastê.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte I

Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jazzística. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em atividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternidade: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faceta, colocarei alguns álbuns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeiro álbum gravado em 01 de Novembro de 1961. 

Dica de livro  - Ao Vivo no Village Vanguard - Max Gordon (Ed. Cosac & Naify; 1ª edição (16 novembro 2006)

 Faixas: 

01 - India 
02 - Chesin´The Trane 
03 - Impressions 
04 - Spiritual 
05 - Miles´Mode 
06 - Naima 

Músicos: 
John Coltrane - Sax. Soprano & Tenor 
Eric Dolphy - Sax. Alto e Clarinete 
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish  (instrumento. árabe na faixa 1) 
McCoy Tyner - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Reggie Workman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 
 
 Download Here - Click Aqui Parte I 
  
Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 16 de março de 2018

1956 - Farmer's Market - Art Farmer (Prestige RVG Remasters Series)

Artista: Art Farmer
Álbum: Farmer's Market
Lançamento: 1956 (2007)
Selo: Prestige RVG Remasters Series
Gênero: Jazz, Cool, Hard Bop, Trumpet

Art Farmer - trumpet
Hank Mobley - tenor saxophone (except #4 and 5)
Kenny Drew - piano
Addison Farmer - bass
Elvin Jones - drums

Boa audição - Namastê