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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Boxset: Triumphs Of The Blues (20xCD's) CD20

Artista: VA
Lançamento: 2001/02/03
Selo: Habana 
Gênero: Chicago Blues, Country Blues, Delta Blues, Jump Blues, Louisiana Blues, Piano Blues, Rhythm & Blues, Texas Blues, East Coast Blues, Vaudeville Blues


O Volume 20 da coleção Les Triomphes du Blues (PolyGram / Sélection du Reader’s Digest), intitulado From Blues To Jazz, coroa a monumental série ao examinar o limiar onde a crueza catártica do blues rural e pré-guerra cede espaço à sofisticada arquitetura harmônica do jazz orquestral. Este volume cumpre um papel historiográfico essencial ao demonstrar que o jazz moderno não substituiu o blues, mas o absorveu como matéria-prima primordial, transmutando o sofrimento individual em polifonia coletiva de alto refinamento estético. Pontos Fortes da curadoria acerta ao contrapor a genialidade arquitetônica de Ellington com a leveza rítmica e o balanço visceral de Basie. A masterização preserva o calor acústico das grandes salas de gravação e a dinâmica natural dos arranjos orquestrais, oferecendo um valor documental inestimável sobre a simbiose entre as duas matrizes musicais afro-americanas. Limitações da transição para o formato de grandes orquestras afasta o ouvinte da atmosfera íntima e rústica das gravações de campo primitivas, diluindo ocasionalmente a aspereza confessional típica do blues de raiz. Apesar de a estética deste volume ser dominada por naipes de sopros sofisticados e pianos de cauda, a gênese da instrumentação jazzística remonta diretamente às adaptações artesanais dos primórdios — como o uso rítmico de tábuas de lavar (washboards) e garrafas (jugs) que imitavam a síncopa de uma percussão complexa. Nas sessões originais de Ellington e Basie gravadas entre as décadas de 1930 e 1940, a amplificação magnética e os microfones de fita da época capturaram a respiração exata das big bands, revelando como a técnica instrumental de solistas e a precisão das seções rítmicas transformaram o vocabulário elementar do blues em uma linguagem universal de vanguarda. Mais do que o encerramento de uma discografia, este volume sela a constatação de que o blues e o jazz são faces da mesma moeda cultural. Um documento sonoro definitivo que eterniza a maior metamorfose da música moderna. A sutil fronteira sonora, o diálogo entre o Blues urbano e a orquestração no Jazz do mapeamento artístico do Volume 20 evidencia a complexa transição em que o vocabulário elementar do blues se expande para a grandiosidade harmônica do jazz orquestral. Longe de representar uma cisão estilística, a curadoria agrupa dois mestres cujas abordagens instrumentais e técnicas executivas revelam as múltiplas faces da modernidade afro-americana. Duke Ellington e a complexidade orquestral do Harlem Blues no polo da sofisticação sinfónica, Ellington estrutura a sua identidade sonora através de um piano de toque percussivo e orquestral, secundado por uma seção completa de sopros (big band) e contrabaixo acústico. A sua linguagem técnica destaca-se pelo uso avançado de dissonâncias harmônicas, texturas timbrísticas complexas e voicings densos ao piano, resultando em arranjos que dialogam diretamente com a raiz visceral do blues urbano. Count Basie e a economia rítmica do Kansas City Swing em contrapartida, Count fundamenta a sua sonoridade num piano minimalista — ancorado em técnicas de stride e comping econômico —, numa seção rítmica de precisão cirúrgica e em naipes de metais altamente dinâmicos. A sua identidade executiva caracteriza-se por um swing implacável em compasso 4/4, pelo uso expressivo do silêncio e por repetições rítmicas de grande economia, conferindo ao conjunto um balanço descontraído e profundamente enraizado na estrutura clássica do blues de doze compassos. Em suma, a articulação entre a densidade harmônica de Ellington e a precisão rítmica de Basie demonstra como a instrumentação avançada e o rigor técnico serviram para elevar o blues ao patamar universal das grandes orquestras. Fechando as cortinas de Les Triomphes du Blues, esta obra monumental consagra-se como o testamento definitivo da modernidade sonora. Mais do que uma simples coletânea, revela-se como o arquivo sagrado onde a centelha crua do Delta se transmutou na arquitetura monumental do jazz: o testemunho irrevogável de que a alma do blues nunca desaparece, apenas evolui para reinar eternamente. A monumental jornada de Les Triomphes du Blues atinge o seu cativeiro definitivo É a prova irrevogável de que o lamento rural primitivo e a sofisticada vanguarda orquestral não são caminhos opostos, mas o mesmo sangue a pulsar na grande alma da música moderna.


 Boa audição - Namastê

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Boxset: Triumphs Of The Blues (Box Set 20xCD)

As proximas postagens traz em sua integra o ambicioso box set "Triumphs Of The Blues" (frequentemente catalogado sob o título europeu/francês "Les Triomphes du Blues", lançado pelo selo Habana/distribuições especializadas) representando um marco colossal na arquivística fonográfica do gênero. Composto por 20 CDs remasterizados e  apresentados em embalagens individuais (cardboard sleeves), esta coleção funciona menos como uma simples coletânea comercial e mais como um verdadeiro museu portátil da música afro-americana, mapeando a evolução do blues desde as raízes rurais do Delta do Mississippi até as metrópoles industriais do pós-guerra. O contexto histórico e curadoria no início dos anos 2000, uma época áurea para a salvaguarda de arquivos fonográficos históricos, o box adota uma abordagem temática e geográfica estrito-sensu. Diferente de coletâneas cronológicas lineares, "Triumphs Of The Blues" agrupa os discos por escolas regionais, subgêneros e papéis de gênero (como o protagonismo feminino). O mérito crítico da curadoria evita os clichês puramente comerciais ao resgatar gravações raras de 78 RPM (muitas delas licenciadas de catálogos de preservação rigorosa, ecoando o rigor de selos como a Document Records) trazendo a crítica técnica no processo de remasterização lida admiravelmente bem com o ruído de fundo inerente aos acetatos e matrizes dos anos 1920 e 1930, embora em alguns discos os filtros de redução de ruído (noise reduction) possam suprimir sutilmente a "respiração" original dos instrumentos acústicos. Já a estrutura de conteúdo por blocos temáticos (panorama dos 20 CDs), em buscar análise de um volume tão vasto, a obra pode ser dividida criticamente em cinco grandes pilares estéticos: 01: As raízes rurais e a diáspora do Delta (Ex: CDs dedicados ao Delta, Mississippi e Country Blues) com destaques na imortalização de lendas primordiais como Charley Patton, Robert Johnson, Son House e Bukka White perfazendo o coração telúrico do box, onde o violão slide e as letras de forte teor confessional e místico moldam o arquétipo do bluesman. 02:  A vertente Texana e o virtuosismo do violão (Ex: Texas Blues) com destaques ao focar na sofisticação melódica de Blind Lemon Jefferson e na transição para o jazz e o R&B com T-Bone Walker, cujos acordes prefiguraram a era da guitarra elétrica. 03: O empoderamento e o monopólio das grandes vozes femininas (Ex: Chanteuses de Blues / Classic Blues) com destaques aos  volumes essenciais que resgatam matronas e pioneiras do 'vaudeville blues' como Bessie Smith, Ma Rainey, Memphis Minnie, Ethel Waters e incursões de jazz com Billie Holiday e Ella Fitzgerald  desmistificando a ideia de que o blues inicial era um reduto exclusivamente masculino. 04: A eletrificação e a mutação urbana (Chicago, Detroit e Jump Blues) com destaques ao mapeiar a migração em massa dos negros do sul rural para o norte industrial. John Lee Hooker (Boogie Chillen), Muddy Waters e nomes do jump blues e piano blues mostram como o ritmo ganhou volume para competir com o barulho dos juke joints urbanos. 05: O aprofundamentos regionais e mestiçagens com destaques de discos dedicados às ramificações da Louisiana, Costa Leste (East Coast Blues) e harmonica Blues, demonstrando a versatilidade de um gênero que se adaptava a cada microclima cultural dos Estados Unidos. Já a curiosidades e análise crítica de produção é o Enigma do Embalamento. O formato original em caixas de papelão minimalistas priorizou o apelo de colecionador purista europeu, embora exija cuidado extremo no manuseio para evitar o desgaste das mídias. O impacto documental é historicamente na caixas com essa amplitude serviram na virada do milênio para introduzir a nova geração de ouvintes digitais à vastidão pré-bélica do blues, preenchendo lacunas que compilações de uma única gravadora (como RCA ou Columbia) isoladamente não conseguiam cobrir. O ponto fraco fica na ausência de um libreto (liner notes) multilíngue e fartamente ilustrado em algumas tiragens limitadas, diminui o escopo acadêmico do produto e exigindo que o ouvinte recorra a enciclopédias externas para contextualizar a discografia de cada faixa. Minha avaliação de audiofilo e curador de anos do genero. Minha  avaliação de “Triumphs Of The Blues" não fica apenas em uma caixa de CDs exposata na estante sem uso continuo mas uma monumental arqueologia sonora, documentando o momento em que a dor da segregação e do trabalho braçal se transformou na fundação de toda a música popular ocidental contemporânea.” Veredito: Indispensável para historiadores de música, universidades, colecionadores sérios e amantes da arte dos dozes compasos. Minha nota Técnica/Artística: 9.2 / 10 (Perde décimos apenas pela esparsa documentação de texto em edições específicas, compensada integralmente pela altíssima relevância do repertório sonoro resgatado).
 

Boa audição - Namastê


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel 


O ponto de inflexão na vanguarda que redefine o horizonte no décimo sétimo volume desta coleção funciona como o contraponto necessário ao classicismo do CD16. Se o volume anterior celebrou a maturidade e a economia do Jazz, este CD 17 é a evidência documental de que, mesmo quando o Jazz se torna uma "linguagem clássica", o seu instinto mais profundo é a rebeldia. Estamos no limiar de um período onde a estrutura começa a ser vista não como um alicerce, mas como uma fronteira a ser cruzada. Este volume registra a inquietação que pavimentou o caminho para as explorações modais e a liberdade total que definiriam a década seguinte. O pano de fundo deste CD é o descompasso criativo. Enquanto o mercado e o público consolidavam o Jazz como uma forma de arte respeitável (e por vezes conservadora) os músicos inseridos neste volume buscam deliberadamente a "saída". A estética é marcada por uma tensão fascinante: a disciplina técnica absoluta sendo utilizada para subverter a própria harmonia que a sustenta. É um momento em que a música abandona o conforto da previsibilidade em favor da aventura estética. A evolução técnica aqui documentada é um estudo sobre a desterritorialização do Jazz: A harmonia como suggestão no conceito de "acorde" começa a perder seu papel de ditador e o músico deixa de seguir a progressão de forma linear para flutuar ao redor dela tratando a harmonia como uma cor ou uma textura em vez de um destino obrigatório. O advento do "lirismo angular" nas linhas melódicas tornam-se menos previsíveis, uma valorização do intervalo do salto e da síncope inesperada criando uma narrativa que soa quase como um diálogo filosófico, onde a pergunta e a resposta musical ocorrem em níveis de complexidade elevada. A percussão como "interrupção" na bateria neste volume abandona o papel de mantenedor do pulso constante atuando como um elemento de surpresa e pontuando o silêncio desafiando o solista a encontrar caminhos rítmicos que não dependam da métrica convencional. O arranjo de "câmara livre" nas formações de quarteto e quinteto  funcionam como núcleos de improvisação coletiva onde arranjos é apenas o tema inicial; o que importa é a negociação constante entre os músicos durante o desenrolar da peça. A "fricção" estética é possível sentir neste volume na resistência que esses músicos enfrentavam em um ambiente que já desejava que o Jazz fosse apenas "bonito". Este CD é o registro dessa resistência, capturando momentos onde a nota "errada" é, na verdade, a mais honesta. A ciência do som na engenharia de som demonstra uma preocupação maior em capturar a dinâmica orgânica da sala do que em criar uma sonoridade "limpa" e artificial. O resultado é uma proximidade visceral, como se estivéssemos assistindo a essas sessões em estúdios enfumaçados de Nova York. O legado da busca em muitas dessas faixas, embora fossem vistas como "experimentais" na época tornaram-se hoje os pilares sobre os quais toda a música improvisada moderna se sustenta. Este volume documenta o momento exato em que o Jazz deixou de ser uma "forma" para se tornar um "método de exploração". O CD17 é o volume da coragem. Ele é indispensável por provar que o Jazz, ao contrário de qualquer outro gênero musical, possui um mecanismo interno de autodestruição e renascimento que o impede de morrer. Documentalmente, ele registra a transição de um gênero que sabia "falar" para um gênero que aprendeu a "questionar". É uma audição obrigatória para quem deseja entender que a beleza, no Jazz, não reside apenas na harmonia, mas na força de vontade do artista em buscar o desconhecido. Observando este volume que coloca o Jazz na corda bamba entre o classicismo e a vanguarda, pergunta que fica é: se o Jazz por natureza, é um gênero que se alimenta da mudança, você acredita que chegaremos a um ponto em que a própria ideia de "Jazz" será tão elástica que ele deixará de existir como categoria, fundindo-se inteiramente com a ideia de "música livre" sem rótulos?

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


O estio do Jazz: O equilíbrio entre a vanguarda e o lirismo narca o décimo terceiro volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" situabdo-se em um momento de consolidada sofisticação pós-revolucionária. Se os volumes anteriores documentaram a ruptura sísmica do Bebop, este reflete um período de "sedimentação". Aqui, a linguagem moderna já está assimilada; os músicos não precisam mais provar sua capacidade técnica através da velocidade excessiva e o jazz entra em uma fase de reflexão onde o timbre, a melodia e o arranjo recuperam o protagonismo, sem, contudo, abandonar a complexidade harmônica conquistada. A temática do pano de fundo deste volume é a "era da introspecção", o jazz dos anos 40 tardios e início dos 50, registrado aqui, revela uma estética que transita entre a urgência urbana de Nova York e o surgimento de uma sensibilidade mais lírica. Há um nítido contraste entre a ferocidade de antigamente e uma nova calma, quase cinematográfica. Culturalmente, o jazz começa a se estabelecer como uma arte que demanda escuta profunda, apropriando-se dos clubes e teatros como espaços de contemplação. A construção do gênero e a evolução técnica documentada neste volume é um estudo de polimento e refinamento: O ressurgimento da melodia após a desconstrução quase hermética do início do Bebop, este volume mostra como os solistas redescobriram o valor do espaço e da pausa. As frases musicais tornam-se mais desenhadas, com um sentido de forma que busca o equilíbrio entre o inesperado e o familiar. A "cor" orquestral observa-se um uso mais criativo dos instrumentos menos convencionais e uma atenção maior à textura sonora como a maneira do piano "enquadra" o solista em acordes dispostos de forma mais espaçada e harmônicas menos ruidosas, confere à música uma elegância que define o início do Cool Jazz. O domínio do estúdio na gravação torna-se, de fato, um instrumento em si. As técnicas de equalização e a proximidade da microfonação começam a ser usadas para destacar as nuances do toque — o ar no saxofone, o ataque preciso na tecla do piano, a textura das escovinhas na bateria. A estrutura do "Standard" do jazz aqui consolida o uso dos standards (canções do cancioneiro americano) como plataforma para a improvisação profunda, elevando essas melodias a novos patamares de complexidade harmônica. A persistência do Blues, apesar de toda a modernização harmônica, é fascinante notar como o blues nunca desaparece do vocabulário desses músicos. Ele permanece como a "espinha dorsal" invisível, a gramática básica que mantém a música aterrada, não importa quão longe o solista vá em suas explorações melódicas. A transição do "Bop" para o "Cool" traz neste CD funcional como uma crônica da transição entre a "quente" energia da 52ª Rua e o novo som mais "frio" que começava a emanar dos estúdios da Costa Oeste. É possível ouvir, faixa a faixa, a mudança de paradigma na escolha das notas e na intenção do fraseado. O nascimento do intérprete como "Auteur", mais do que nunca, os nomes presentes neste volume começam a ser vistos não apenas como instrumentistas, mas como curadores de um som pessoal. A assinatura sonora de cada solista torna-se seu maior patrimônio. O CD13 é um triunfo de maturidade artística. Documentalmente, ele é a prova de que o Jazz, ao se tornar mais refinado, não perdeu sua alma, mas ganhou em profundidade. É um registro essencial para entender como a música de improviso evoluiu de um exercício de bravura para uma forma de meditação sonora. Para o ouvinte, este volume oferece a satisfação de uma música que é, ao mesmo tempo, intelectualmente desafiadora e esteticamente reconfortante. Como observando esta fase em que o jazz começa a abraçar o lirismo e o refinamento harmônico, você consideraria essa tendência como uma "domesticacão" da energia selvagem do Bebop, ou como a etapa final da evolução do jazz em direção a uma forma de arte absoluta, capaz de comportar qualquer nível de complexidade sem perder a elegância?


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 18 de março de 2024

CD019 - Sidney Bechet with Clarence Williams (1923)

Álbum: CD 019
Lançamento: 2007
Selo: Membran International GmbH
Série: Boxset 'The Encyclopedia Of Jazz' 
Gênero: Dixieland


Boa audição - Namastê

terça-feira, 11 de julho de 2023

King Oliver's Creole Jazz Band – The Complete Set, 1923-1924 (2CD)

Artista: King Oliver

Álbum: The Complete Set

Lançamento: 1995

Selo: Retrieval

Gênero: Jazz, Swing, Dixieland

No século 19, New Orleans era um próspero porto e uma das mais cosmopolitas cidades da América. Continha uma mistura picante de raças e etnias, incluindo os europeus, africanos, crioulos, termo que se referia ao escravo negro nascido nas Américas, e outros. Desde os primórdios da história de New Orleans, os negros coexistiram com os brancos de origem européia. Alguns eram ex-escravos que conseguiram comprar sua liberdade. Milhares chegaram à New Orleans de Saint-Domingue (atual Haiti), após as revoltas de escravos no fim dos anos 1700 e início de 1800. Muitos também vieram de Cuba depois de 1809. Esta grande variedade deu a New Orleans uma cultura única, e todos os ingredientes necessários para preparar um novo estilo de música. A cidade tem um lugar de destaque no início do desenvolvimento do jazz. Uma cidade portuária com portas abertas aos sons coloridos do Caribe e do México e uma grande população negra bem estabelecida. E a crescente cidade estava madura para o desenvolvimento da nova música na virada do século. New Orleans foi o lar de grandes clarinetistas como Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet. E de grandes cornetistas que chegaram. Primeiro Joe ‘King’ Oliver que veio de Louisiana e foi professor da futura estrela, o trompetista Louis Armstrong. Joe ‘King’ Oliver foi seu mentor e professor e sua influência foi tal que Armstrong afirmou: se não tivesse sido por Joe Oliver, o jazz não seria o que é hoje. Depois, de Mississippi à New Orleans, juntamente com outros músicos influentes, chegou Jelly Roll Morton.

Banjo – Bill Johnson (faixas: 1-1 a 1-8), Bud Scott (faixas: 1-9 a 1-16), Johnny St. Cyr (faixas: 1-17 a 2-17)

Sax. Barítono – Charlie Jackson faixas: 2-5 a 2-17)

Clarinete – Buster Bailey (faixas: 2-2 a 2-), Jimmie Noone (faixas: 2-1), Johnny Dodds (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Corneta – King Oliver, Louis Armstrong (faixas: 1-1 a 2-17)

Bateria – Warren "Baby" Dodds (faixas: 1-1 a 2-17)

Piano – Clarence Williams faixas: 2-18, 2-19 ), Jelly Roll Morton (faixas: 2-20, 2-21), Lillian Hardin (faixas: 1-1 a 2-17)

Saxofone [C-Melody] – Paul "Stump" Evans (faixas: 1-17 a 1-20)

Trombone – Eddie Atkins (faixas: 2-1 a 2-4), Honore Dutrey (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Vocais – Bill Johnson (faixas: 1-7), Bud Scott (faixas: 1-10, 11-5) , Butterbeans & Susie (faixas: 2-18, 2-19)

Apito [Swanee] – Louis Armstrong (faixas: 1-13, 2-6)

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Faixas 1-1 a 1-5 gravadas em 5 de abril de 1923

Faixas 1-6 a 1-9 gravadas em 6 de abril de 1923

Faixas 1-10 a 1-13 gravadas em 22 de junho de 1923

Faixas 1-14 a 1-16 gravadas em 23 de junho , 1923

Faixas 1-17 a 1-20 gravadas em 5 de outubro de 1923


Faixas 2-1 gravadas em 15 de outubro de 1923

Faixas 2-2 a 2-4 gravadas em 16 de outubro de 1923

Faixas 2-5 a 2-8 gravadas em 25 de outubro de 1923

Faixas 2-9 a 2-12 gravadas em 26 de outubro de 1923

Faixas 2-13 a 2-17 gravadas em 24 de dezembro de 1923

Faixas 2-18 e 2-19 gravadas em 12 de setembro de 1924

Faixas 2-20 e 2-21 gravadas em 6 de dezembro , 1924


 Boa audição - Namastê

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Jazz In Paris - 100's Most Beautiful Melodies (5CDs)

Artista: VA
Lançamento: 2006
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bebop, Hard bop, Bop, Big Band 










Com essa bela e magnifica postagem se encerra o Box "Jazz In Paris" com um total de 126 CDs (alguns duplos) deixo essa mensagem, "Pensamentos de um colecionador sobre "Jazz in Paris". Um dos destaques dos últimos anos foi tentar completar minha série maravilhosa de relançamentos, "Jazz in Paris". Na época em que esses mais de 100 CDs foram lançados, as pessoas ainda relutavam em pagar grandes somas de dinheiro por eles, especialmente porque os preços pareciam estar caindo após o lançamento inicial, mas tenho certeza de que muitos gostariam de ter adquirido. Na época, o eBay também parecia estar menos infestado de caçadores de pechinchas do que agora, e me considero extremamente sortudo por ter conseguido as caixas dos primeiros 100 CDs praticamente sem nenhum custo exorbitante. Isso pode soar engraçado para muitos daqueles que não passam muito tempo ouvindo jazz, mas é verdade. Embora seu local de nascimento tenha sido na américa do norte, muitos músicos se mudaram para a Europa ou encontraram um público mais do que apreciador por lá, enquanto nos Estados Unidos foram às vezes evitados ou, na melhor das hipóteses, ignorados. Acho que foi Dizzy Gillespie quem uma vez disse algo no sentido de que o jazz era bom demais para os Estados Unidos. Sem querer entrar muito nas implicações raciais aqui, é fato que em vários momentos da história dos Estados Unidos, os músicos negros (jazz) tiveram mais do que sua parcela de problemas, a segregação na maioria das vezes relegando-os para as entradas dos fundos dos lugares eles estavam jogando – e isso era apenas uma pequena parte do(s) problema(s). Paris que se tornou o centro do jazz na Europa já no início do século 20, ofereceu a muitos desses músicos um porto seguro, bem como um lar permanente (mais tarde, Dinamarca, Suécia e às vezes a Alemanha) e o jazz prosperou por causa disso. Pode-se até ousar afirmar que sem Paris e a Europa, o jazz nunca teria sido reconhecido como uma forma de arte. Foi na Europa que o jazz ganhou esse tipo de reconhecimento e pelo que me lembro, foram críticos de jazz como Leonard Feather (Inglaterra) e Dan Morgenstern (Áustria), que passaram a vida inteira promovendo-o como uma forma de arte em os Estados Unidos. Não importa qual seja a sua opinião sobre a história do jazz, continua sendo um fato que todos devemos aos figurões da Universal por lançar esta maravilhosa série de gravações espetaculares principalmente das décadas de 1950 e 1960. Se você aderiu as postagens desde o início, teve a chance de ouvir e adquirir mais de 100 reedições regulares de clássicos, mais alguns que foram adicionados “fora de série”, além de quatro conjuntos de caixas absolutamente lindos que reuniram o melhor do anterior, executado em 3 CDs mais um livreto maravilhoso e talvez uma gravação extra ou duas cada. Cada CD está alojado em uma capa digipack, carrega o logotipo “Gitanes Jazz Productions”, foi cuidadosamente remasterizado, ostentando uma maravilhosa foto de Paris daquela época e inclui um livreto em francês e inglês com encarte e informações completas da sessão. As lombadas são bastante coloridas e para apreciador de embalagens como eu, toda a tiragem ilumina consideravelmente minha coleção. Os CDs lançados “fora de série” eram semelhantes e igualmente maravilhosos CDs duplos com o retrato do artista na capa. Os conjuntos de caixas que eram compilações das melhores faixas dos primeiros cem CDs vinham em caixas “temáticas” brancas resistentes e incluíam livretos (livros, na verdade) incrivelmente produzidos com fotos raras, reproduções de capas de LPs, pôsteres e ingressos mais ensaios mais longos, invocando o espírito da época. Procurei ser fiel o mais possível a cronologia de lançamento bem como informações compartilhas de pesquisas, curiosidades e outros enriquecimentos que possa trazer mais e mais compreensão e clareza dentro dos temas. Sei que alguns links serão quebrado bem como outros que precisaram de uploud com o tempo mas deixo claro que, por ser minha coleção preferida estarei pronto pra corrigir os endereços se necessários, para os amantes da arte sincopada chamado JAZZ. Gratidão a quem me acompanhou as postagens e faço o convite para permanecerem apreciando o meu trabalho - Namastê


Boa audição - Namastê

sábado, 30 de julho de 2022

# 055 - Saxophones A Saint-Germain-des-Pres_ VA-(1954-1963)

Artista: Hubert Fol, Michel De Villers & Sonny Criss 

Álbum: Jazz in Paris 055

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Hard Bop

Ao ouvir um saxofone, logo relacionamos esse instrumento ao jazz. Mas na verdade o sax, mais especificamente o sax-tenor, demorou a ganhar o destaque que tem atualmente. Se levarmos em conta que teóricos datam o início do jazz em 1890 com o ragtime, o sax apenas na década de 1930, com o surgimento do swing, ganha a função de solista num grupo jazzístico. Nos estilos iniciais do jazz (ragtime, new orleans e dixieland), o saxofone quase não fazia parte dos grupos musicais. A parte rítmica ficava a cargo do banjo, do piano, do baixo-tuba, do washboard (as famosas tábuas de lavar roupas) e das caixas, e os destaques eram a clarineta, o pistão e o trombone. Nesse contexto, havia apenas uma exceção: Sydney Bechet, músico natural de Nova Orleans, um exímio clarinetista, que fez do sax-soprano seu principal instrumento. Pode-se dizer que o uso do sax-soprano no jazz começou com ele, que se tornou referência nesse instrumento até hoje. Os primeiros naipes de saxofone nos grupos só começaram a aparecer em meados dos anos 1920, com a ida dos músicos do estilo New Orleans a Chicago. Inicialmente, o sax servia de apoio para os instrumentos de frente, soava em sobreposição de vozes, formando uma parede harmônica. O músico responsável em tirar o saxofone desse papel secundário foi Coleman Hawkins. Natural do Missoure, nasceu em 21 de novembro de 1904, na cidade de Saint Joseph. Tenor, baixo, barítono, contralto e soprano. Com as mesmas classificações que distinguem a voz humana, o saxofone é jazzístico por vocação. Mais jovem entre os instrumentos que comumente tocam o gênero, foi inventado pelo belga Adolphe Sax em meados do século XIX.

Alto Saxofone – Hubert Fol (faixas: 1 a 7) , Sonny Criss (faixas: 8 a 14)

Saxofone Barítono – Michel De Villers (faixas: 4 a 7)

Contrabaixo – Alix Bret (faixas: 4 a 7) , Jean-Marie Ingrand (faixas: 1 a 3) , Michel Gaudry (faixas: 8 a 11) , Pierre Michelot (faixas: 12 a 14)

Bateria – Bernard Planchenault (faixas: 4 a 7) , Jean-Louis Viale (faixas: 1 a 3) , Philippe Combelle (faixas: 8 a 14)

Guitarra – René Thomas (faixas: 12 a 14)

Piano – Henri Renaud (faixas: 8 a 11) , René Urtreger (faixas: 1 a 3)

Piano, Arranjo – André Persiany (faixas: 4 a 7)

Piano, Órgão – Georges Arvanitas (faixas: 12 a 14)

Saxofone Tenor – Maurice Meunier (faixas: 4 a 7)

Trombone – Charles Verstraete (faixas: 4 a 7)

Vibraphone – Géo Daly (faixas: 4 a 7)

Gravado em Paris em 18 de janeiro de 1956 (1-3), em 1954 (4-7), em 10 de outubro de 1962 (8-11) e em abril de 1963 (12-14)


Boa audição - Namastê

terça-feira, 5 de julho de 2022

# 047 - Classic Jazz At Saint-Germain-des-Pres (1954-1955)

Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Dixieland, Piano Blues

No século 19, New Orleans era um próspero porto e uma das mais cosmopolitas cidades da América. Continha uma mistura picante de raças e etnias, incluindo os europeus, africanos, crioulos, termo que se referia ao escravo negro nascido nas Américas, e outros. Desde os primórdios da história de New Orleans, os negros coexistiram com os brancos de origem européia. Alguns eram ex-escravos que conseguiram comprar sua liberdade. Milhares chegaram à New Orleans de Saint-Domingue (atual Haiti), após as revoltas de escravos no fim dos anos 1700 e início de 1800. Muitos também vieram de Cuba depois de 1809. Esta grande variedade deu a New Orleans uma cultura única, e todos os ingredientes necessários para preparar um novo estilo de música. A cidade tem um lugar de destaque no início do desenvolvimento do jazz. Uma cidade portuária com portas abertas aos sons coloridos do Caribe e do México e uma grande população negra bem estabelecida. E a crescente cidade estava madura para o desenvolvimento da nova música na virada do século. New Orleans foi o lar de grandes clarinetistas como Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet. E de grandes cornetistas que chegaram. Primeiro Joe ‘King’ Oliver que veio de Louisiana e foi professor da futura estrela, o trompetista Louis Armstrong. Joe ‘King’ Oliver foi seu mentor e professor e sua influência foi tal que Armstrong afirmou: se não tivesse sido por Joe Oliver, o jazz não seria o que é hoje. Depois, de Mississippi à New Orleans, juntamente com outros músicos influentes, chegou Jelly Roll Morton. A partir de 1817, os escravos negros de New Orleans foram autorizados a dançar e cantar nas tardes de domingo, na ‘Congo Square’, perto do bairro francês. Centenas se reuniam para as celebrações. Alguns cantavam as músicas entoadas nas plantações de algodão que eram derivações dos cantos da Igreja Batista. Outros dançavam ao som das batidas tribais dos caribenhos. Ainda outros mostravam as danças africanas transmitidas através de gerações. À medida que o século avançava a música de New Orleans também foi influenciada pela arte dos menestréis, que se tornou extremamente popular e foi responsável pela popularização da música e da dança, principalmente o sapateado. A música era escrita por negros e brancos e dominou as paradas por décadas e produziu alguns dos primeiros compositores afro-americanos de sucesso. Na década de 1890, New Orleans já era um caldeirão musical. Em seguida, o ragtime e o blues chegaram. O ragtime era uma música dançante, que combinava elementos de marchas militares, música européia e a arte dos menestréis. Os jovens adoravam. Seus pais odiavam. O blues chegou na mesma época, trazido por negros refugiados provenientes de outros estados do Sul, que vieram para New Orleans para escapar ao ódio racial e aos campos de algodão. Basicamente, o jazz de New Orleans nasceu quando os músicos negros e os crioulos adicionaram ragtime e estilos de blues à mistura já potente da música que tocavam e sobre tudo improvisavam. Enquanto a secção rítmica, termo que designa um grupo de instrumentos musicais, tocava uma música, um trombetista interrompia mostrando seu talento e habilidade. E depois outros também o faziam e assim, a improvisação tornou-se a essência do jazz. Um pianista crioulo chamado Jelly Roll Morton foi o primeiro homem a escrever melodias do jazz original, e ele alegou ter ‘inventado’ o jazz. Mas a tradição diz que o trompetista e barbeiro Buddy Bolden foi o primeiro homem a liderar uma banda de jazz real. Buddy Bolden foi internado num hospício em 1907 e lá permaneceu até sua morte em 1931. Até então, os sucessores como King Oliver e Louis Armstrong tinham levado o jazz a um novo patamar de popularidade e para outras cidades como Chicago e Nova York. A música nascida em New Orleans é considerada a mais importante. Como uma linguagem musical, o jazz através dos negros das Américas a partir da batida sincopada do ragtime, das fanfarras e dos coros de gospel misturado aos gritos dos campos de algodão e ao rosnado profundo do blues foi exportado para todo o mundo. As ‘brass bands’, um grupo musical em geral, constituído exclusivamente por instrumentos de metal, para o conforto das famílias, tocam durante os funerais. O ‘jazz funeral’ começa sombrio. Em seu caminho para o cemitério, a banda de metais executa tristes hinos fúnebres chamados ‘lamúrias’. ‘Nearer My God to Thee’ é a escolha mais popular, mas pode ser qualquer outra música que lembre aos enlutados os altos e baixos da vida. Este tom sombrio dura até que a procissão resolve mandar o carro fúnebre para o destino final, o cemitério. É neste ponto que a banda de repente passa a tocar ‘When the Saints Go Marching In’ ou ‘Didn’t He Ramble,’ ou talvez ‘Lil Liza Jane’. E os próprios enlutados, parentes e carpideiras, dançam com abandono selvagem. Eles vão freqüentemente enfeitados com guarda-chuvas, e os transeuntes são convidados, com sorrisos e alegria, a participarem da comemoração. Este funeral remonta a antigas tradições africanas dos iorubás da África Ocidental. Uma crença de que a vida acabou neste mundo, mas um espírito corre livre e solto e aqueles que vivem em luto podem deleitar-se com o conhecimento de que seu parente ou velho amigo estará dançando do outro lado com o coração cheio de alegria.

Saxofone Barítono – Jean-Louis Chautemps ( faixas: 4, 8 )
Clarinete – Albert Nicholas ( faixas: 1 a 8 ) , Gérard Badini ( faixas: 9 a 14 )
Contrabaixo – Buddy Banks (2) ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Guy Pedersen ( faixas: 9 a 14 ) , Ricky Garzon 
( faixas: 4, 8 )
Bateria – François "Moustache" Galepides * ( faixas: 9 a 14 ) , Jacques David ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Robert Barnet ( faixas: 3, 4, 7, 8 )
Piano – André Persiany ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Claude Bolling ( faixas: 3, 4, 7, 8 ) , George Arvanitas 
 ( faixas: 9 a 14 )
Saxofone soprano – Michel Attenoux ( faixas: 1, 2, 5, 6, 9 a 14 )
Trombone – Benny Vasseur ( faixas: 4, 8 ) , Bernard Zacharias ( faixas: 1, 2, 5, 6 ) , Claude Gousset
 ( faixas: 9 a 14 ) , Jimmy Archey ( faixas: 9 a 14 )
Trompete – Guy Longnon ( faixas: 1, 2, 5, 6 ), Jean Liesse ( faixas: 4, 8 ), Louis Henry ( faixas: 9 a 14 )

Gravado em março de 1954 em Paris (1-8) e 27 de janeiro de 1955 no estúdio Magellan, Paris (9-14)

Boa audição - Namastê
 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

# 022 - Sidney Bechet Et Claude Luter (1948-1949)

  Artista: Sidney Bechet / Claude Luter

Álbum: Jazz in Paris #022 

Lançamento: 2000

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Dixieland

 

Sidney Bechet foi o primeiro solista importante nos registros da história do jazz. O primeiro músico de jazz internacional, Bechet era praticamente desconhecido na América. Um saxofonista soprano e clarinetista brilhante, cujo estilo não evoluíu muito ao longo dos anos, mas ele nunca perdeu o entusiasmo e a criatividade. Um mestre na improvisação individual e coletiva dentro do gênero de jazz de Nova Orleans. Sidney Bechet foi tão dominante que os trompetistas achavam muito difícil tocar com ele e os demais músicos tinham problemas por ele sempre querer ser a voz principal. Ao longo de sua vida, ele nunca teve a disciplina necessária para tocar em uma banda normal, ele sempre preferiu ser um solista e trabalhou em várias bandas. Sidney Bechet estudou clarinete em Nova Orleans com Lorenzo Tio, talvez o único instrumentista de jazz de Nova Orleans a tocar o oboé; com ‘Big Eye’ Luís Nelson, um dos pioneiros do jazz e auto-didata no clarinete que também tocava acordeão, guitarra, banjo, violino e contrabaixo; e com Baquet George, uma influência importante sobre Sidney Bechet.


Boa audição - Namastê