Mostrando postagens com marcador 1995. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1995. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Eddie "Lockjaw" Davis – Jazz At The Philharmonic, 1983

Artista: Eddie Davis 
Lançamento: 1995
Selo: Pablo Records/Oginal Jazz Classics 
Gênero: Bop, Swing

Na década de 1940, o lendário produtor e empresário Norman Granz revolucionou o ecossistema do jazz ao criar a franquia Jazz at the Philharmonic (JATP). O conceito era ousado: tirar os músicos das fumaças dos pequenos clubes e colocá-los nos palcos das grandes salas de concerto, promovendo jam sessions de alta voltagem rítmica. Embora o auge das turnês globais da JATP tenha ocorrido entre os anos 40 e 60, Granz manteve o espírito aceso em estúdio através de seu selo, a Pablo Records.  Gravado em 15 de dezembro de 1982 e lançado no ano seguinte, o álbum Jazz At The Philharmonic, 1983 não é um registro em uma filarmônica europeia, mas sim uma espetacular sessão em estúdio capitaneada pelo saxofonista tenor Eddie "Lockjaw" Davis, resgatando com precisão cirúrgica a energia indomável e o formato de "combate" musical que consagraram a marca de Granz. A espinha dorsal deste registro é o contraste estilístico e a sinergia absoluta entre três solistas de fôlego histórico, amparados por uma seção rítmica impecável de Los Angeles: Eddie "Lockjaw" Davis: Fiel ao seu apelido, o som de "Lockjaw" é agressivo, assertivo e de uma crueza emocionante. Seu ataque de palheta é cortante, e ele exibe aquele timbre encorpado e visceral característico da escola de sax-tenor do Texas e do Kansas City swing. Em faixas longas como "I'm Just a Lucky So and So" e "Slow Drag", ele conduz o grupo com uma autoridade rítmica avassaladora. O Frontline de Sopros: Ao lado de Davis, o trompetista Harry "Sweets" Edison (ex-Count Basie) entrega o contraponto perfeito com suas notas econômicas, uso característico da surdina e senso de humor melódico. Fechando o trio de frente, o trombone de Al Grey adiciona texturas ricas através do uso magistral do plunger (surdina de ventosa), criando um ambiente de conversa informal e cheia de blues. A Seção Rítmica: Art Hillery alterna entre o piano e o órgão de forma fluida, fornecendo uma fundação harmônica e um molho soulful indispensável. O contrabaixista John Heard e o baterista Roy McCurdy (famoso por seu trabalho com Cannonball Adderley) formam uma cozinha de balanço inabalável, garantindo que o álbum pulse do primeiro ao último segundo. O repertório foca em standards do cancioneiro americano e clássicos do jazz, como "Smoke Gets In Your Eyes" e "Stompin' At The Savoy", onde a banda desconstrói as melodias em favor de solos extensos e repletos de groove. Diferente das encarnações clássicas da JATP gravadas ao vivo em auditórios lotados, este álbum carrega uma peculiaridade de bastidor como o Estúdio Mars: O disco foi inteiramente gravado no Mars Studios, localizado em Hollywood, Califórnia. Norman Granz utilizou o ambiente controlado do estúdio hollywoodiano para emular a dinâmica de palco da JATP. O engenheiro de som Arne Frager optou por uma captação direta e orgânica, posicionando os músicos próximos uns dos outros para estimular o contato visual e a resposta imediata aos improvisos. O resultado é uma gravação em estúdio que possui toda a eletricidade, espontaneidade e calor de um show ao vivo, mas sem os ruídos de plateia ou as imperfeições acústicas comuns das turnês de anfiteatro. O lançamento de Jazz At The Philharmonic, 1983 aconteceu em um momento de transição no mercado fonográfico, onde o jazz fusion e o início do movimento dos "Young Lions" (liderado por Wynton Marsalis, focado no resgate do bebop acústico) dividiam as atenções. A crítica especializada da época (como as revistas DownBeat e JazzTimes) recebeu o álbum como uma celebração nostálgica e necessária. Enquanto muitos veteranos suavizavam o som na década de 1980, o sexteto de Lockjaw Davis entregou um jazz direto, acústico e sem concessões comerciais. Críticos fonográficos elogiaram a curadoria de Norman Granz por manter vivo o conceito do "Mainstream Jazz". O álbum foi visto como uma aula de história viva, mostrando que a linguagem desenvolvida nos anos 1940 continuava afiada e relevante quarenta anos depois. Hoje, catálogos como o AllMusic avaliam o registro como um item obrigatório para os fãs do saxofone de Lockjaw e do trompete de Sweets Edison. O relançamento digital e em CD pela série Original Jazz Classics (OJC) na década de 1990 consolidou o álbum como um dos tesouros tardios do catálogo da Pablo Records. Este trabalho permanece na história fonográfica como um testamento de resiliência musical. Eddie "Lockjaw" Davis prova que, independentemente da época ou do local, o verdadeiro segredo do jazz reside na intensidade da entrega e na verdade de cada nota soprada. Para compreender melhor o som robusto e a energia que o saxofonista trazia para suas gravações desse período, o álbum Eddie "Lockjaw" Davis - Goin' to the Meeting exemplifica perfeitamente seu ataque percussivo e o balanço característico que ele mais tarde refinou nas sessões da Pablo Records. 
 
Baixo – John Heard
Bateria – Roy McCurdy
Piano, Órgão – Art Hillery
Saxofone tenor – Eddie "Lockjaw" Davis
Trombone – Al Grey
Trompete – Harry Edison 

 Gravado em 15 de dezembro de 1982 em Hollywood, Califórnia.


Boa audição - Namastê

sábado, 14 de outubro de 2023

Lançamento: 1995
Selo: Blue Note
Gênero: Swing, Bop


Lester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940. Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

 Sax. Alto – Willie Smith (faixas: 1-9 a 1-12, 2-17 a 2-22)
Baixo – Curly Russell (faixas: 2-13 a 2-16), Curtis Counce (faixas: 1-9 a 1-12), Junior Rudd (faixas: 2-17 a 2-22), Red Callender (faixas: 1 -1 a 1-8, 1-13 a 1-16), Rodney Richardson (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Ted Briscoe (faixas: 2-5 a 2-9)
Bateria – Chico Hamilton (faixas: 1-13 a 1-16), Henry Tucker ( faixas: 1-5 a 1-8, 2-17 a 2-22), Johnny Otis (faixas: 1-9 a 1- 12), Lyndall Marshall (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Roy Haynes (faixas: 2-5 a 2-9), Tiny Kahn (faixas: 2-13 a 2- 16)
Guitarra – Chuck Wayne (faixas: 2-13 a 2-16), Dave Barbour (faixas: 2-17 a 2-22), Fred Lacey (faixas: 1-17 a 2-9), Irving Ashby (faixas: 1 -13 a 1-16), Nasir Barakaat (faixas: 2-10 a 2-12)
Piano – Argonne Thornton (faixas: 1-17 a 2-12), Dodo Marmarosa (faixas: 1-5 a 1-8), Gene DiNovi (faixas: 2-13 a 2-16), Jimmy Bunn (faixas: 2 -17 a 2-22), Joe Albany (faixas: 1-13 a 1-16), Nat Cole (faixas: 1-1 a 1-4), Wesly Jones (faixas: 1-9 a 1-12))
Saxofone Tenor – Lester Young
Trombone – Vic Dickenson (faixas: 1-5 a 1-12)
Trompete – Howard McGhee (faixas: 1-9 a 1-12), Shorty McConnell (faixas: 1-17 a 2-12)
Vocais – Helen Humes (faixas: 2-18 a 2-22)

# 1-1 a 1-4: Gravado em Los Angeles, 15 de julho de 1942

# 1-5 a 1-8: Gravado em Los Angeles, dezembro de 194

# 1-9 a 1-12: Gravado em Los Angeles Angeles, janeiro de 1946

# 1-13 a 1-16: Gravado em Los Angeles, agosto de 1946

# 1-17 a 2-4: Gravado em Chicago, outubro de 1946

# 2-5 a 2-9: Gravado na Radio Recorders, Los Angeles, 18 de fevereiro de 1947

# 2-10 a 2-12: Gravado na cidade de Nova York, 2 de abril de 1947

# 2-13 a 2-16; Gravado no WOR Studio, em Nova York, 29 de dezembro de 194

# 2-17 a 2-22: Gravado em Los Angeles, 22 de dezembro de 1947

Boa audição - Namastê


terça-feira, 11 de julho de 2023

King Oliver's Creole Jazz Band – The Complete Set, 1923-1924 (2CD)

Artista: King Oliver

Álbum: The Complete Set

Lançamento: 1995

Selo: Retrieval

Gênero: Jazz, Swing, Dixieland

No século 19, New Orleans era um próspero porto e uma das mais cosmopolitas cidades da América. Continha uma mistura picante de raças e etnias, incluindo os europeus, africanos, crioulos, termo que se referia ao escravo negro nascido nas Américas, e outros. Desde os primórdios da história de New Orleans, os negros coexistiram com os brancos de origem européia. Alguns eram ex-escravos que conseguiram comprar sua liberdade. Milhares chegaram à New Orleans de Saint-Domingue (atual Haiti), após as revoltas de escravos no fim dos anos 1700 e início de 1800. Muitos também vieram de Cuba depois de 1809. Esta grande variedade deu a New Orleans uma cultura única, e todos os ingredientes necessários para preparar um novo estilo de música. A cidade tem um lugar de destaque no início do desenvolvimento do jazz. Uma cidade portuária com portas abertas aos sons coloridos do Caribe e do México e uma grande população negra bem estabelecida. E a crescente cidade estava madura para o desenvolvimento da nova música na virada do século. New Orleans foi o lar de grandes clarinetistas como Johnny Dodds, Jimmy Noone e Sidney Bechet. E de grandes cornetistas que chegaram. Primeiro Joe ‘King’ Oliver que veio de Louisiana e foi professor da futura estrela, o trompetista Louis Armstrong. Joe ‘King’ Oliver foi seu mentor e professor e sua influência foi tal que Armstrong afirmou: se não tivesse sido por Joe Oliver, o jazz não seria o que é hoje. Depois, de Mississippi à New Orleans, juntamente com outros músicos influentes, chegou Jelly Roll Morton.

Banjo – Bill Johnson (faixas: 1-1 a 1-8), Bud Scott (faixas: 1-9 a 1-16), Johnny St. Cyr (faixas: 1-17 a 2-17)

Sax. Barítono – Charlie Jackson faixas: 2-5 a 2-17)

Clarinete – Buster Bailey (faixas: 2-2 a 2-), Jimmie Noone (faixas: 2-1), Johnny Dodds (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Corneta – King Oliver, Louis Armstrong (faixas: 1-1 a 2-17)

Bateria – Warren "Baby" Dodds (faixas: 1-1 a 2-17)

Piano – Clarence Williams faixas: 2-18, 2-19 ), Jelly Roll Morton (faixas: 2-20, 2-21), Lillian Hardin (faixas: 1-1 a 2-17)

Saxofone [C-Melody] – Paul "Stump" Evans (faixas: 1-17 a 1-20)

Trombone – Eddie Atkins (faixas: 2-1 a 2-4), Honore Dutrey (faixas: 1-1 a 1-20, 2-5 a 2-17)

Vocais – Bill Johnson (faixas: 1-7), Bud Scott (faixas: 1-10, 11-5) , Butterbeans & Susie (faixas: 2-18, 2-19)

Apito [Swanee] – Louis Armstrong (faixas: 1-13, 2-6)

________

Faixas 1-1 a 1-5 gravadas em 5 de abril de 1923

Faixas 1-6 a 1-9 gravadas em 6 de abril de 1923

Faixas 1-10 a 1-13 gravadas em 22 de junho de 1923

Faixas 1-14 a 1-16 gravadas em 23 de junho , 1923

Faixas 1-17 a 1-20 gravadas em 5 de outubro de 1923


Faixas 2-1 gravadas em 15 de outubro de 1923

Faixas 2-2 a 2-4 gravadas em 16 de outubro de 1923

Faixas 2-5 a 2-8 gravadas em 25 de outubro de 1923

Faixas 2-9 a 2-12 gravadas em 26 de outubro de 1923

Faixas 2-13 a 2-17 gravadas em 24 de dezembro de 1923

Faixas 2-18 e 2-19 gravadas em 12 de setembro de 1924

Faixas 2-20 e 2-21 gravadas em 6 de dezembro , 1924


 Boa audição - Namastê

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Dizzy Gllespie - The Complete RCA Victor Recordings 1937-1949 (2CD)


Lançado: 1995
Selo: Bluebird, BMG Music
Gênero: Bop, Jazz afro-cubano, Big Band
Dizzy Gillespie (1917-1993) é um dos mentores do bebop, um dos criadores da linguagem do trompete jazzístico moderno, e um verdadeiro embaixador da música. Os únicos trompetistas que se equiparam a Dizzy, em termos de importância musical e histórica, são Louis Armstrong e Miles Davis. Nascido em Cheraw, Carolina do Sul, John Birks Gillespie experimentou o trombone antes de se decidir aos 12 anos pelo trompete, instrumento com o qual se iniciou profissionalmente aos 14 anos. Tocou em diversas orquestras, na segunda metade dos anos 30 e na no início dos anos 40 e teve como grande modelo o trompetista Roy Eldrige, a quem inclusive substituiu na ‘Teddy Hill Band’, em 1937. O jeito irreverente e as brincadeiras que fazia com colegas e mesmo com os próprios regentes lhe valeram não poucas reprimendas e até demissões. Entre 1942 e 1945, Dizzy tocou nas orquestras de Earl Hines e de Billy Eckstine, que constituíram verdadeiros celeiros de talentos do nascente estilo bebop. Em 1941 Dizzy encontrou Charlie Parker pela primeira vez, quando este tocava na orquestra de Jay McShann. A partir daí, os dois tocaram juntos diversas vezes, com diferentes grupos e dando contornos definitivos ao bebop. Somente em 1945, porém, Dizzy e Bird finalmente gravariam juntos. Em 1945 Dizzy optou pelo formato big band. Sua orquestra do período 1946-1950 contou com músicos de peso, como Milt Jackson, John Lewis, Ray Brown e Kenny Clarke que, juntos, constituiriam a primeira formação do ‘Modern Jazz Quartet’, além de Jay Jay Johnson, Yusef Lateef e até John Coltrane. Essa orquestra teve que ser desfeita em 1950 devido a dificuldades econômicas. Mas Dizzy continuou muito ativo, e participou de turnês do ‘Jazz at the Philarmonic’. Em 1956 formou novamente uma orquestra, que fez turnês patrocinadas pelo Departamento de Estado norte-americano. Nos anos 60, 70 e 80, alternou as big bands com as pequenas formações e fez numerosíssimas turnês por todo o mundo. Durante toda a carreira, Dizzy esteve sempre aberto a influências étnicas, como a música cubana, brasileira, africana e do Oriente Médio. Dizzy Gillespie é um dos maiores virtuoses do trompete, talvez o maior, e tratou de explorar essa qualidade em suas apresentações. Seu fraseado é cheio de elementos surpreendentes e saltos vertiginosos, explorando as notas superagudas do instrumento. Sua capacidade criativa como improvisador parece inesgotável. O arrojo, a agressividade e o humor da música de Dizzy podem ser vistas como uma extensão de sua personalidade de showman nato. Dizzy também cantou e nunca deixou totalmente de lado o seu lado brincalhão, para deleite das plateias de todo o mundo. (por V.A. Bezerra)


Sax. Alto – Benny Carter (faixas: 1-6), Charlie Parker (faixas: 2-18 a 2-21), Ernie Henry (faixas: 2-2 a 2-17), Howard Johnson (faixas: 1 -1, 1-3 a 1-5, 1-13 a 2-1), John Brown (faixas: 1-1, 1-13 a 2-17), Russell Procope (faixas: 1-3 a 1-5)
Sax. Barítono – Al Gibson (faixas: 2-6 a 2-17), Cecil Payne (faixas: 1-1, 1-13 a 2-5), Ernie Caceres (faixas: 2-18, 2-19, 2- 21)
Baixo – Al McKibbon (faixas: 1-1, 1-17 a 2-17), Eddie Safranski (faixas: 2-18 a 2-21), Milt Hinton (faixas: 1-6), Ray Brown (faixas: 1 -2, 1-7 a 1-16), Richard Fullbright (faixas: 1-3 a 1-5)
Bongos – Sabu Martinez (faixas: 2-2 a 2-5)
Clarinete – Buddy DeFranco (faixas: 2-18 a 2-21)
Congas – Joe Harri (faixas: 2-2 a 2-5), Vince Guerra (faixas: 2-6 a 2-17)
Congas, Bongos – Chano Pozo (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1)
Bateria – Bill Beason (faixas: 1-3 a 1-5), Cozy Cole (faixas: 1-6), JC Heard ( faixas: 1-2, 1-7 a 1-12), Joe Harris (faixas: 1-13 a 1-16), Kenny Clarke (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Shelly Manne (faixas: 2-18 a 2-21), Teddy Stewart ( faixas: 2 -2 a 2-17)
Guitarra – Bill DeArango (faixas: 1-2, 1-7 a 1-12), Billy Bauer (faixas: 2-18 a 2-21), Charlie Christian (faixas: 1-6), John Collins (faixas: 1-13 a 1-16 ), John Smith (faixas: 1-3 a 1-5)
Piano – Al Haig (faixas: 1-2, 1-7 a 1-12), Clyde Hart (faixas: 1-6), James Forman (faixas: 2-2 a 2-17), John Lewis (faixas: 1-1, 1-13 a 2-1), Lennie Tristano (faixas: 2-18 a 2-21), Sam Allen (faixas: 1-3 a 1-5)
Sax. Tenor – Ben Webster (faixas: 1-6), Big Nick Nicholas (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Budd Johnson (faixas: 2-2 a 2-5), Charlie Ventura (faixas : 2-18 a 2-21 ), Coleman Hawkins (faixas: 1-6), Don Byas (faixas: 1-7 a 1-11), James Moody (faixas: 1-13 a 1-16), Joe Gayles (faixas: 1-1, 1-13 a 2-17),Chu Berry (faixas: 1-6), Robert Carroll (faixas: 1-3 a 1-5), Teddy Hill (faixas: 1-3 a 1-5), Yusef Lateef (faixas: 2-6 a 2- 17)
Trombone – Andy Duryea (faixas: 2-2 a 2-17), Charles Greenlea (faixas: 2-14 a 2-17), Dicky Wells (faixas: 1-3 a 1-5), JJ Johnson (faixas: 2-14 a 2-19, 2-21), Jesse Tarrant (faixas: 2-2 a 2-13), Kai Winding (faixas: 2-18 a 2-21), Sam Hurt (faixas: 2 -2 a 2-13), Taswell Baird (faixas: 1-13 a 1-16), Ted Kelly (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), William Shepherd (faixas: 1-1, 1-13 a 2-1)
Trompete – Benny Bailey (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Benny Harris (faixas: 2-6 a 2-17), Bill Dillard (faixas: 1-3 a 1-5), Dave Burns (faixas: 1-1, 1-13 a 2-5), Dizzy Gillespie, Elmon Wright (faixas: 1-1, 1-13 a 2-17), Fats Navarro (faixas: 2-18, 2-19, 2-21), Lamar Wright (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Matthew McKay (faixas: 1-13 a 1-16), Miles Davis (faixas: 2-18, 2-19, 2-21), Ray Orr (faixas: 1-13 a 1-16), Shad Collins (faixas: 1 -3 a 1-5), Willie Cook (faixas: 2-2 a 2-1)
Vibraphone – Lionel Hampton (faixas: 1-6), Milt Jackson (faixas: 1-2, 1-7 a 1-16)
Vocais – Bill Dillard (faixas: 1-4), Dizzy Gillespie (faixas: 1-14, 1-18, 1-21, 2-5, 2-11, 2-13, 2-14, Dizzy Gillespie e sua Orquestra (faixas: 2-14), Joe Carroll (faixas: 2-11, 2-14, 2-17), Johnny Hartman (faixas: 2-8 a 2-10, 2-16), Kenny Hagood (faixas: 1-14, 1-18, 1-21)
Vocais [Chanting] – Chano Pozo (faixas: 1-20)

Faixas tiradas:
1-1 & 1-18 de Shellac 10" A e B-side (1948) [RCA Victor ‎20 3023] creditadas a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-2 & 1-12 da compilação LP "Crazy And Cool" (1953) [RCA Victor ‎LPT 3046] creditado a Vários Artistas. A faixa, por sua vez é creditada a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-3 from Shellac 10" A-side (1937) [Bluebird B 6988] creditado a Teddy Hill And His NBC Orchestra
1-4 from Shellac 10" A-side (1937) [Bluebird B 7013] creditado a Teddy Hill And His NBC Orchestra
1-5 from Shellac 10" B-side of" I'm Happy Darling, Dancing With You" (1937) [Bluebird B 6989] creditado a Teddy Hill And His NBC Orchestra
1-6 from Shellac 10"Lado A (1939?) [Victor ‎26371] creditado a Lionel Hampton e Orquestra
1-7, 1-9 e 1-11 do LP (4 x Shellac 10") "New 52nd Street Jazz" (1946) [RCA Victor ‎HJ 9] creditado a Dizzy Gillespie e sua orquestra / Coleman Hawkins' 52nd Street All Estrelas
1-8 da compilação do LP "The Greatest Of Dizzy Gillespie" (1961) [RCA Victor ‎LPM 2398]
1-10 e 2-13 da compilação do LP "Dizzy Gillespie" (1966) [RCA Victor ‎LPV 530]
1- 13 & 1-14 de Shellac 10" B e lado A (1947) [RCA Victor ‎20 2480] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-15 & 1-16 de Shellac 10" A e B-side (1947) [RCA Victor ‎20 2603] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-17 and 1-22 from Shellac 10" B and A-side ( 1949 ) [RCA Victor ‎20 3186] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-19 e 1-20 do LP (4 x Shellac 10") "Bebop (Álbum Of Modern Jazz)" (1948) [RCA Victor ‎P 226] creditado a Vários Artistas
1-21 e 2-1 de Shellac 10" Lado A e B (1948) [RCA Victor ‎20 2878] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-2 & 2-4 from Shellac 10" B and A-side (1949) [RCA Victor ‎20 3370] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-3, 2-5, 2-7, 2-12, 2-14 and 2-15 da compilação LP "Dizzier And Dizzier" (1954) [RCA ‎LJM 1009] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-6 & 2-8 from Shellac 10" A and B-side (1949) [RCA Victor ‎20 3457] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-9 & 2-11 from Shellac 10"Lado A (1949) [RCA Victor ‎20 3481] creditado a Dizzy Gillespie e sua orquestra
2-10 da compilação de 2 LPs "Dizziest" (1987) [Bluebird 5785 1 RB]
2-16 e 2-17 da Shellac 10" B e A-side (1949) [RCA Victor ‎20 3538] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-18 & 2-20 from Shellac 10" A and B-side (1949) [RCA Victor ‎20 3361] creditado a Metronome All Stars
2-19 & 2-21 da compilação LP "Crazy And Cool" (1953) [RCA Victor ‎LPT 3046] creditado a Vários Artistas. As faixas, por sua vez, são creditadas ao Metronome All Stars

Gravações dos anos 1937 a 1949
1-1 e 1-21 a 2-1 30 de dezembro de 1947, Nova York
1-2 e 1-7 a 1-12 22 de fevereiro de 1946, Nova York Cidade
1–3 a 1–5 17 de maio de 1937, Nova York
1–6 13 de junho de 1939, Nova York
1–13 a 1–16 22 de agosto de 1947, Nova York
1-17 a 1-20 22 de dezembro de 1947, Nova York
2-2 a 2-5 29 de dezembro de 1948, Nova York
2-6 a 2-9 14 de abril de 1949, Chicago, IL. De acordo com www.jazzdisco.org, o local da gravação é Nova York
2-10 a 2-13 6 de maio de 1949, Chicago, IL. De acordo com www.jazzdisco.org, o local de gravação é New York City
2-14 a 2-17 6 de julho de 1949, New York City
2-18 a 2-21 3 de janeiro de 1949, New York City

 Boa audição - Namastê

terça-feira, 2 de maio de 2023

Lester Young – The Complete Aladdin Recordings Of Lester Young

Artista: Lester Young 

Álbum: The Complete Aladdin Recordings

Lançamento: 1995

Selo: Blue Note

Gênero: Swing, Bop

Lester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940. Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

Sax. Alto – Willie Smith (faixas: 1-9 a 1-12, 2-17 a 2-22)

Baixo – Curly Russell (faixas: 2-13 a 2-16), Curtis Counce (faixas: 1-9 a 1-12), Junior Rudd (faixas: 2-17 a 2-22), Red Callender (faixas: 1 -1 a 1-8, 1-13 a 1-16), Rodney Richardson (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Ted Briscoe (faixas: 2-5 a 2-9)

Bateria – Chico Hamilton (faixas: 1-13 a 1-16), Henry Tucker ( faixas: 1-5 a 1-8, 2-17 a 2-22), Johnny Otis (faixas: 1-9 a 1- 12), Lyndall Marshall (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Roy Haynes (faixas: 2-5 a 2-9), Tiny Kahn (faixas: 2-13 a 2- 16)

Guitarra – Chuck Wayne (faixas: 2-13 a 2-16), Dave Barbour (faixas: 2-17 a 2-22), Fred Lacey (faixas: 1-17 a 2-9), Irving Ashby (faixas: 1 -13 a 1-16), Nasir Barakaat (faixas: 2-10 a 2-12)

Piano – Argonne Thornton (faixas: 1-17 a 2-12), Dodo Marmarosa (faixas: 1-5 a 1-8), Gene DiNovi (faixas: 2-13 a 2-16), Jimmy Bunn (faixas: 2 -17 a 2-22), Joe Albany (faixas: 1-13 a 1-16), Nat Cole (faixas: 1-1 a 1-4), Wesly Jones (faixas: 1-9 a 1-12))

Saxofone Tenor – Lester Young

Trombone – Vic Dickenson (faixas: 1-5 a 1-12)

Trompete – Howard McGhee (faixas: 1-9 a 1-12), Shorty McConnell (faixas: 1-17 a 2-12)

Vocais – Helen Humes (faixas: 2-18 a 2-22)


# 1-1 a 1-4: Gravado em Los Angeles, 15 de julho de 1942

# 1-5 a 1-8: Gravado em Los Angeles, dezembro de 1945

# 1-9 a 1-12: Gravado em Los Angeles Angeles, janeiro de 1946

# 1-13 a 1-16: Gravado em Los Angeles, agosto de 1946

# 1-17 a 2-4: Gravado em Chicago, outubro de 1946

# 2-5 a 2-9: Gravado na Radio Recorders, Los Angeles, 18 de fevereiro de 1947

# 2-10 a 2-12: Gravado na cidade de Nova York, 2 de abril de 1947

# 2-13 a 2-16; Gravado no WOR Studio, em Nova York, 29 de dezembro de 1947

# 2-17 a 2-22: Gravado em Los Angeles, 22 de dezembro de 1947

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

1995 - Jazz & Blues collection (1938) - Ella Fitzgerald

Artista: Ella Fitzgerald
 Algum: Jazz & Blues Collection
Lançamento: 1995
Selo: Editions Atlas
Gênero: Jazz, Vocal Jazz

Vocals- Ella Fitzgerald, Trumpet-Taft jordan, Trombone- Sandy Williams, Clarinet- Pete Clark, Tenor+Baritone Sax-Tommy Fulford, Piano-Guitar- John Trueheart, Bass- Beverley Peer, Drums- Chick Webb. Recorded  1938
Boa audição - Namastê

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

1995 - Lady Sings the Blues - Billie Holiday

Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Lançamento: 1995
Selo: Verve Records (PolyGram Records, Inc)


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

1995 - Greatest Hits - Billie Holiday

Nova York, manhã de 17 de julho de 1959. Aos 44 anos, com o organismo debilitado pelo uso contínuo e descontrolado de drogas e álcool, morre no Metropolitan Hospital, no Harlem, a cantora Billie Holiday, a mais pungente e emocionante intérprete da história do jazz. Internada mais uma vez para se tratar do vício em heroína, do qual nunca conseguiu se livrar, Billie morreu sob vigilância policial e segundo alguns biógrafos, algemada na cama depois de denunciada à polícia por uma enfermeira que a teria surpreendido consumindo entorpecentes no hospital. Durante a necropsia os médicos encontraram US$ 750 escondidos dentro de uma meia de seda que ela usava, o último dinheiro de Billie. As condições degradantes em que a intérprete morreu são o último capítulo de uma biografia singular do show business. Negra, pobre, nascida numa América preconceituosa e repressora, Billie passou fome, foi estrupada, se prostituiu ainda adolescente, descobriu na música o caminho para superar as dificuldades, tornou-se uma estrela e, depois, mergulhou no desespero do vício que a destruiu. Uma vida sem regras, forjada no desequilíbrio entre talento e sofrimento, ambos em doses nada homeopáticas, ingredientes mais que suficientes para transformar a cantora em um mito. E é como mito que Lady Day (apelido carinhoso que recebeu do saxofonista Lester Young) permanece, passados do fim melancólico naquele hospital do Harlem. Não apenas como a dona de uma voz única, que misturava melancolia, rouquidão e sensualidade, mas também como a artista que influenciou os rumos do jazz, despertou admiração e se tornou um símbolo impossível de ser substituído. No palco, era uma diva, que aprendeu a fazer da voz um requintado instrumento, que nunca cantava uma música da mesma forma duas vezes.

Artista: Billie Holiday
Album: Greatest Hits
Lançamento: 1995
Selo: Sony
Genero: Jazz, vocal

Faixas:
1. Same Old Story
2. Nice Work If You Can Get It
3. Night And Day
4. Georgia On My Mind
5. Body & Soul
6. Am I Blue
7. St Louis Blues
8. Easy To Love
9. I Can't Give You Anything But Lov
10. All Of Me
11. I've Got My Love TO Keep Me Warm
12. Let's Call The Whole Thing Off
13. The Man I Love
14. Pennies From Heaven
15. Can't Help Lovin' Dat Man
16. They Can't Take That Away From Me
17. The Very Thought Of You
18. Summertime

Teddy Wilson & His Orchestra (01, 02, 03, 05, 06, 07, 15)
Billie Holiday & Her Orchestra (04, 08, 09, 13, 14)
Benny Carter & His All-Star Orchestra (10)
Eddie Heywood & His Orchestra (11, 12)

Recorded: 1935 - 1941

Boa audição - Namaste