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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Charlie Parker, Clifford Brown & Phil Woods - International Jam Sessions

Lançamento: 1976
Selo: Xanadu Records/JX. 6603
Gênero: Bop

O álbum International não é um álbum de estúdio convencional, mas um documento histórico curado por Don Schlitten e o mérito crítico da obra reside no contraste: enquanto muitos "live boots" (gravações piratas) da época sofrem com qualidade abismal, a Xanadu conseguiu resgatar momentos em que o bebop atravessava o Atlântico, provando que a linguagem de Parker era, de fato, universal. O "Bird" em Solo Sueco (1950), Charlie Parker são o ponto alto. Musicalmente, ouvimos um Parker relaxado, porém afiado. É fascinante notar como os músicos suecos (liderados por Rolf Ericson) tentam manter o passo com a velocidade de pensamento de Parker. Em Anthropology e Cool Blues, Parker demonstra por que era o sol em torno do qual o jazz orbitava. Seu fraseado é fluido, quase sem esforço. Para o ouvido crítico, a curiosidade reside na interação: os músicos locais tocam com uma reverência audível, oferecendo um suporte sólido, embora às vezes comedido, para que Bird possa decolar. Clifford Brown, o elo perdido na Dinamarca (1953), traz na faixa Indiana o trompete em uma fase de ouro, pouco antes de sua morte trágica em 1956. Brownie exibe aqui seu timbre característico — quente, redondo e com uma articulação impecável mesmo nos andamentos mais rápidos. É um lembrete doloroso do que o jazz perdeu. A seção rítmica dinamarquesa é competente, mas o brilho individual de Brown eclipsa qualquer outro elemento da faixa. Phil Woods e a Herança de Parker (1957). As sessões de Phil Woods em Nova York (o "intruso" geográfico do disco, já que não foi gravada fora dos EUA) servem como uma tese sobre a evolução do bebop. Woods foi frequentemente chamado de "The New Bird" e aqui ele prova por que herdou o título. Sua técnica é mais "limpa" e agressiva que a de Parker, refletindo o refinamento do estilo no final da década de 50. A inclusão de Cecil Payne e Frank Socolow cria uma densidade de sopros que contrasta com a leveza do toque. Detalhes e Curiosidades e o "Erro" Geográfico: Embora o álbum se chame International Jam Sessions, as faixas de Phil Woods foram gravadas no coração de Manhattan. A Xanadu justificou o título pelo fato de Woods ser um dos músicos que mais tarde se tornaria um "embaixador" do jazz na Europa, mas, tecnicamente, apenas algumas musicas é internacional. As gravações de Parker na Suécia foram feitas em circunstâncias quase amadoras por entusiastas locais. O fato de o som ser audível e até prazeroso deve-se ao trabalho de restauração de engenheiros de áudio que limparam o ruído de fundo original. A conexão com a Xanadu é um exemplo perfeito da missão da Xanadu Records: preservar performances que não foram capturadas pelos grandes selos (como Verve ou Savoy), mas que mostram os gigantes do jazz em momentos de improvisação pura, longe da pressão dos estúdios comerciais. A reverência e "Birdology" na época da gravação de Woods (1957), Charlie Parker já havia falecido há dois anos. Tocar Yardbird Suite e Scrapple From The Apple foi um tributo explícito de Woods ao seu mestre, fechando o ciclo do álbum. Agora o veredito de International Jam Sessions é um item essencial para colecionadores não pela coesão sonora, mas pela sua importância como cápsula do tempo. Ele mostra o bebop como uma força da natureza que não respeitava fronteiras — seja nos clubes frios de Estocolmo ou nos estúdios esfumaçados de Nova York. Um O conceito arqueologia do Bebop.

Sax. Alto – Charlie Parker (faixas: 1 a 4), Phil Woods (faixas: 6 a 7)
Sax. Alto – Gigi Gryce (faixas: 5)
Sax. barítono – Cecil Payne (faixas: 6 a 7)
Baixo – Erik Moseholm (faixas: 5), Thore Jederby (faixas: 1 a 4), Wendell Marshall (faixas: 6 a 7)
Bateria – Arthur Taylor (faixas: 6 a 7), Jack Noren (faixas: 1 a 4)
Bateria – Ole Jorgensen (faixas: 5)
Piano – Duke Jordan (faixas: 6 a 7), Gosta Theselius (faixas: 1 a 4), Jorgen Bengtson (faixa: 5)
Sax. Tenor – Frank Socolow (faixas: 6 a 7)
Sax. Tenor – Clifford Solomon (faixas: 5)
Trompete – Clifford Brown (faixas: 5), Jorgen Ryg (faixas: 5), Rolf Ericson (faixas: 1 a 4)

Faixas 1-4: Gravadas em 22 de novembro de 1950.
Faixa 5: Gravada em 12 de novembro de 1953.
Faixas 6-7: Gravadas em 12 de agosto de 1957.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD21)

Artista:  Stan Getz  
Lançamento: 1976 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bossa Nova, Latin Jazz


Para os amantes dos ritmos doces, suaves e românticos da bossa-nova, com os mestres: saxofonista, Stan Getz e cantor e guitarrista, João Gilberto, que começou toda a tendência, em 1964, com "The Girl of Ipanema". Lançado pela Columbia Records em 1976 para apresentar Stan Getz em uma reunião com João Gilberto onde sua colaboração anterior foi uma década antes em Getz/Gilberto Vol. 2. Heloisa Buarque de Hollanda ( Miúcha ), que na época era casada com João Gilberto, cantou os vocais em inglês.


Baixo – Clint Houston , Steve Swallow
Bateria – Billy Hart , Grady Tate
Guitarra – João Gilberto, Oscar Castro Neves 
Percussão - Airto Moreira, João Gilberto, Ray Armando, Ruben Bassini, Sonny Carr
Piano – Albert Dailey
Vocais (Inglês) – Heloisa (Miucha) Buarque De Hollanda 
Vocais (Português) – João Gilberto 

Gravado nos estúdios Columbhttps://borboletasdejade.blogspot.com/search/label/2010ia Recording Studios, 21 de maio de 1975 - Nova York.



Boa audição - Namastê
 

sábado, 2 de julho de 2022

# 046 - Lionel Hampton - Ring Dem Vibes (1976)


Artista: Lionel Hampton 
Lançamento: 2000
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop, Swing



O vibrafone é um tipo de marimba (teclado) com placas de metal, cujos ressoadores são colocados em vibração por um motor elétrico. O instrumento é típico do Jazz e está presente nas gravações de grandes clássicos. É tocado por percussão com baquetas onde o vibrafonista pode utilizar de duas a seis baquetas revestidas de lã ou feltro para produzir melodias e acordes. O nome vibrafone deriva do seu mecanismo de funcionamento. Por baixo de cada tecla há um ressonador, um tubo metálico oco sintonizado para a frequência de cada nota, com um disco de diâmetro um pouco menor que o do próprio tubo em seu topo. Os discos de cada tubo estão conectados a um eixo e podem girar movidos por um motor elétrico. Quando o motor é ligado e uma tecla é soada, as notas apresentam um efeito de tremolo, causado pela abertura e fechamento rápido dos tubos pelos discos que giram. O músico pode variar a velocidade de rotação, controlando o efeito de tremolo. Com o motor desligado, os tubos ficam abertos e o vibrafone apresenta um som semelhante ao de um sino. Sua origem não é muito precisa, embora muitos atribuam suas raízes à música asiática, assim como o xilofone. Já a marimba atual é originária da África e da América Central. Grandes nomes do Jazz tocam esse instrumento como Lionel Hampton, Milt Jackson, Gary Burton, Red Norvo, Bob Hutcherson, Cal Tjader e outros tantos.

Saxofone alto – Michel Attenoux
Contrabaixo – Michel Gaudry
Bateria – Sam Woodyard
Guitarra – William Mackel 
Órgão – Reynold Mullins ( faixas: 6 )
Piano – Raymond Fol , Reynold Mullins ( faixas: 3, 4 )
Saxofone Tenor – Gérard Badini ( faixas: 1, 5, 7 )
Trombone – Claude Gousset ( faixas: 1, 5, 7 )
Vibrafone – Dany Doriz ( faixas: 2 )
Vibrafone, Vocais – Lionel Hampton

Gravado em 25 (1, 2, 5, 7) e 26 (3, 4, 6) de maio de 1976, no estúdio Hoche, Paris


Boa audição - Namastê