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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel

A memória como matéria-prima: O jazz e o olhar retrospetivo é o arcabouço do décimo nono volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" atuando como um desfecho necessário para o fervor iconoclasta do CD18. Se o volume anterior levou o gênero ao limite da abstração e da desconstrução formal, o CD19 opera como um ato de consolidação e resgate. É um registro que reconhece que, para o jazz, a inovação nunca é um processo linear de descarte do passado, mas uma espiral onde as tradições (o Blues, o Swing, o Bebop) são continuamente reincorporadas sob novas lentes. O pano de fundo deste volume é a era da "consciência histórica". O jazz aqui não busca apenas o "novo" pelo novo, mas aprofunda-se na análise de sua própria gramática. A estética é marcada pelo neoclassicismo improvisado em um existe contraste estético fascinante: a técnica é a do jazz moderno e audaz, mas o ethos é de reverência. É um momento em que os músicos, agora cientes do imenso peso cultural que carregam, começam a dialogar explicitamente com os fantasmas dos volumes iniciais desta mesma coleção. A técnica, neste volume, é pautada por um virtuosismo que serve à memória: A releitura dos standards: as composições clássicas são revisitadas, não como cópias, mas como laboratórios com improvisação explorando novas tensões harmônicas sobre estruturas que, aparentemente, já teriam sido esgotadas, provando a resiliência infinita do cancioneiro americano. O equilíbrio entre a Forma e a Liberdade é diferente da abstração total, aqui a forma é retomada como um alicerce, a música respira dentro de um "código" — um tema, um pulso, uma estrutura — mas o improviso mantém a audácia que a história do gênero tornou obrigatória. Já a "textura" como narrativa prende atenção aos detalhes dos timbre — o uso de surdinas, a manipulação de ressonâncias no piano, o trabalho de escovinhas na bateria — é levada a um grau de sofisticação que transforma a audição em uma experiência tátil, quase arquitetônica. A coletividade equilibrada, a hierarquia entre os músicos estabiliza-se novamente. O "líder" retorna como um curador de ideias e o grupo atua como uma unidade funcional, onde cada membro conhece o seu papel na manutenção da tensão emocional da peça. A tecnologia como instrumento de memória traz clareza sonora deste volume, permitendo perceber nuances que, nas gravações de época dos anos 20 ou 30 estavam submersas no ruído de fundo. É uma oportunidade única de ouvir "o passado com ouvidos modernos", permitindo que novos detalhes da articulação dos mestres sejam revelados. Os estúdios como biblioteca em muitas dessas sessões foram gravadas com o intuito deliberado de "preservação". O ambiente acustico reflete uma sobriedade quase acadêmica, onde cada take é encarado como um registro definitivo de uma tradição que não pode se perder. A "conversa" intergeracional é comum neste volume, ouvindo músicos que foram influenciados pela vanguarda tocando temas que foram imortalizados nos primeiros discos desta coleção. Esse diálogo entre épocas é o que confere a este volume o seu valor documental mais profundo. O CD19 é o volume da reconciliação e documentalmente é crucial por provar que a "liberdade" atingida nos volumes anteriores não isolou o jazz mas pelo contrário deu-lhe as ferramentas para voltar ao passado e compreendê-lo com muito mais profundidade. Para o ouvinte este disco é o convite final à contemplação: é o momento de olhar para trás e reconhecer que toda a complexidade e a abstração que ouvimos anteriormente eram, na verdade, apenas diferentes formas de expressar a mesma verdade universal contida no blues. Após fecharmos este vasto percurso por quase todos os estratos da história do jazz, eu lhe pergunto: ao final deste CD19, que encerra o ciclo de evolução, experimentação e retorno, você ainda vê o jazz como um gênero que precisa de "evolução técnica" para se manter relevante, ou você acredita que, neste ponto, o jazz tornou-se um idioma completo — uma língua que já não precisa de novas palavras, apenas de novos poetas que a usem para contar histórias que ainda não foram ditas?

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


A fronteira final: O Jazz como abstração e a desconstrução da forma nodécimo oitavo volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" é a  representação ápice da coragem estética. Se o volume anterior foi o ensaio para a ruptura, o CD 18 é o documento da desconstrução plena. Aqui, o Jazz atravessa o espelho: a estrutura que serviu de esqueleto por mais de meio século (o standard, a progressão harmônica, a métrica 4/4) é deixada de lado em favor de uma busca pela essência do som em si. Estamos diante do Jazz como filosofia pura e gesto absoluto. O pano de fundo deste volume é uma era de inquietação intelectual, estética dominante e a ausência de fronteiras. O contraste não é mais entre "o que é jazz" e "o que não é", mas entre a "forma" e o "fluxo", culturalmente o jazz aqui se liberta do seu compromisso com a funcionalidade (dançar, entreter, ser melódico) para assumir o papel de veículo de uma expressão transcendental. É o jazz como espelho da psique humana: fragmentado, por vezes caótico, frequentemente sublime. A técnica, neste estágio torna-se invisível para servir ao conceito: A liberação do tempo, a métrica deixa de ser uma grade para se tornar uma correnteza, o pulso existe, mas é maleável; ele se expande e se contrai conforme a intensidade emocional do solista, desafiando a percepção linear do tempo do ouvinte. A abstração melódica no tema é, muitas vezes, apenas uma sugestão, uma "âncora" para o abandono onde o solista não toca "sobre" a música; ele é a música, criando novas lógicas melódicas em tempo real que não devem satisfação a nenhuma tonalidade prévia. A coletividade orgânica na hierarquia entre líder (solista) e acompanhante (seção rítmica) dissolve-se, o que ouvimos é um organismo coletivo, uma conversa onde todos falam e todos escutam simultaneamente, criando um tecido sonoro denso, complexo e profundamente interdependente. O som como matéria e o uso de técnicas estendidas — o grito, o sussurro, o uso de harmônicos incomuns — revela um desejo de extrair do instrumento timbres que não fazem parte do vocabulário convencional do jazz, tratando o instrumento quase como uma voz humana que chora, ri ou indaga. A resistência do "sistema" é fascinante notar neste volume como a tecnologia de gravação teve de se adaptar para captar uma música que desafiava os níveis de volume tradicionais. O som deste CD é visceral; é possível ouvir o esforço físico, a respiração e a tensão nas cordas — o "corpo" da música está gravado aqui. O estúdio como ágora: As sessões documentadas neste CD funcionam menos como "gravações comerciais" e mais como registros de um ritual. O ambiente de estúdio, muitas vezes austero, torna-se o espaço sagrado onde o músico se confronta com a página em branco, armado apenas com a sua intuição. A rejeição como método em muitas dessas faixas desafiavam as expectativas da indústria fonográfica da época. A inclusão deste material na Grande Histoire du Jazz é uma validação histórica de que a verdadeira história do jazz é, na verdade, a história da resistência contra a norma. O CD 18 é o volume da transcendência. Documentalmente, ele é crucial por provar que o Jazz é uma das poucas formas de arte que conseguiu, em menos de uma vida humana, percorrer todo o caminho da infância folclórica à maturidade da abstração radical. Para o ouvinte, este volume não é um "descanso"; é uma provocação. Ele nos lembra que a música não existe apenas para nos agradar, mas para nos expandir, forçando-nos a ouvir o que há além das notas. Após explorarmos este limite da abstração sonora, pergunto a você: nesta fase em que o jazz se torna uma linguagem tão profunda e autorreferencial — quase uma arte hermética —, você acredita que ele finalmente completou sua missão de ser "a arte absoluta", ou você vê essa abstração total como o início de um isolamento que, em última análise, retira do jazz a sua capacidade de ser um reflexo compartilhado da experiência coletiva humana?


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel 


O ponto de inflexão na vanguarda que redefine o horizonte no décimo sétimo volume desta coleção funciona como o contraponto necessário ao classicismo do CD16. Se o volume anterior celebrou a maturidade e a economia do Jazz, este CD 17 é a evidência documental de que, mesmo quando o Jazz se torna uma "linguagem clássica", o seu instinto mais profundo é a rebeldia. Estamos no limiar de um período onde a estrutura começa a ser vista não como um alicerce, mas como uma fronteira a ser cruzada. Este volume registra a inquietação que pavimentou o caminho para as explorações modais e a liberdade total que definiriam a década seguinte. O pano de fundo deste CD é o descompasso criativo. Enquanto o mercado e o público consolidavam o Jazz como uma forma de arte respeitável (e por vezes conservadora) os músicos inseridos neste volume buscam deliberadamente a "saída". A estética é marcada por uma tensão fascinante: a disciplina técnica absoluta sendo utilizada para subverter a própria harmonia que a sustenta. É um momento em que a música abandona o conforto da previsibilidade em favor da aventura estética. A evolução técnica aqui documentada é um estudo sobre a desterritorialização do Jazz: A harmonia como suggestão no conceito de "acorde" começa a perder seu papel de ditador e o músico deixa de seguir a progressão de forma linear para flutuar ao redor dela tratando a harmonia como uma cor ou uma textura em vez de um destino obrigatório. O advento do "lirismo angular" nas linhas melódicas tornam-se menos previsíveis, uma valorização do intervalo do salto e da síncope inesperada criando uma narrativa que soa quase como um diálogo filosófico, onde a pergunta e a resposta musical ocorrem em níveis de complexidade elevada. A percussão como "interrupção" na bateria neste volume abandona o papel de mantenedor do pulso constante atuando como um elemento de surpresa e pontuando o silêncio desafiando o solista a encontrar caminhos rítmicos que não dependam da métrica convencional. O arranjo de "câmara livre" nas formações de quarteto e quinteto  funcionam como núcleos de improvisação coletiva onde arranjos é apenas o tema inicial; o que importa é a negociação constante entre os músicos durante o desenrolar da peça. A "fricção" estética é possível sentir neste volume na resistência que esses músicos enfrentavam em um ambiente que já desejava que o Jazz fosse apenas "bonito". Este CD é o registro dessa resistência, capturando momentos onde a nota "errada" é, na verdade, a mais honesta. A ciência do som na engenharia de som demonstra uma preocupação maior em capturar a dinâmica orgânica da sala do que em criar uma sonoridade "limpa" e artificial. O resultado é uma proximidade visceral, como se estivéssemos assistindo a essas sessões em estúdios enfumaçados de Nova York. O legado da busca em muitas dessas faixas, embora fossem vistas como "experimentais" na época tornaram-se hoje os pilares sobre os quais toda a música improvisada moderna se sustenta. Este volume documenta o momento exato em que o Jazz deixou de ser uma "forma" para se tornar um "método de exploração". O CD17 é o volume da coragem. Ele é indispensável por provar que o Jazz, ao contrário de qualquer outro gênero musical, possui um mecanismo interno de autodestruição e renascimento que o impede de morrer. Documentalmente, ele registra a transição de um gênero que sabia "falar" para um gênero que aprendeu a "questionar". É uma audição obrigatória para quem deseja entender que a beleza, no Jazz, não reside apenas na harmonia, mas na força de vontade do artista em buscar o desconhecido. Observando este volume que coloca o Jazz na corda bamba entre o classicismo e a vanguarda, pergunta que fica é: se o Jazz por natureza, é um gênero que se alimenta da mudança, você acredita que chegaremos a um ponto em que a própria ideia de "Jazz" será tão elástica que ele deixará de existir como categoria, fundindo-se inteiramente com a ideia de "música livre" sem rótulos?

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Boxset: Kuschel Jazz Collection, Vol.1-8 (2002-2011)

Artista: VA
Lançamento: 2008
Selo: Sony Music/512088 2
Gênero: Jazz Bebop, Soul-Jazz, Downtempo, Easy Listening

O “Big Bang” do Jazz e seus Afluentes
A ideia de um “Big Bang” do jazz é uma metáfora interessante, mas, na prática, o jazz não surgiu de um único momento isolado. Ele nasceu de um processo gradual e complexo, resultado do encontro de diversas tradições culturais, sociais e musicais. Ainda assim, é possível identificar um ponto central de origem: a cidade de New Orleans, nos Estados Unidos, no final do século XIX e início do século XX. New Orleans era um ambiente singular, onde diferentes culturas conviviam de forma intensa. Ali se encontravam descendentes de africanos escravizados, influências europeias, tradições caribenhas e práticas religiosas diversas. Esse ambiente multicultural criou um verdadeiro “caldeirão sonoro”, no qual ritmos africanos se misturaram com a harmonia europeia e com formas musicais populares da época. Um dos locais mais simbólicos desse processo foi a Congo Square, espaço onde africanos escravizados podiam se reunir para tocar, dançar e preservar suas tradições rítmicas, contribuindo diretamente para a formação da base do jazz. Entre os principais afluentes do jazz, o blues ocupa um lugar central. Surgido no sul dos Estados Unidos, especialmente na região do Mississippi, o blues expressava dor, resistência, espiritualidade e identidade. Sua estrutura simples, muitas vezes baseada em doze compassos, e sua forte carga emocional tornaram-se fundamentais para o desenvolvimento do jazz. O blues forneceu a alma da nova linguagem musical, dando profundidade e autenticidade à expressão dos músicos. Outro elemento essencial foi a música religiosa afro-americana, representada pelos spirituals e pelo gospel. Essas formas musicais trouxeram intensidade emocional, participação coletiva e a técnica de “chamada e resposta”, na qual um cantor ou instrumento inicia uma frase e outro responde. Essa dinâmica influenciou diretamente a forma como os músicos de jazz interagem entre si, especialmente na improvisação. O ragtime também desempenhou um papel importante na formação do jazz. Popular no final do século XIX, o ragtime era caracterizado por ritmos sincopados executados principalmente ao piano. Diferente do blues, ele possuía uma estrutura mais rígida e escrita, funcionando como uma ponte entre a música erudita europeia e a liberdade rítmica que viria a definir o jazz. Compositores como Scott Joplin ajudaram a consolidar esse estilo, que influenciou diretamente os primeiros pianistas de jazz. Além disso, as bandas militares e as marching bands contribuíram significativamente para a estrutura do jazz. Elas introduziram instrumentos de sopro como trompete, trombone e clarinete, além de uma organização em conjunto que seria adaptada pelas primeiras formações jazzísticas. Em New Orleans, essas bandas também estavam presentes em desfiles e funerais, criando uma tradição musical que misturava celebração e lamento, outro elemento marcante do jazz. O grande diferencial do jazz, no entanto, não está apenas em suas influências, mas na forma como elas foram combinadas. A improvisação tornou-se o elemento central dessa nova linguagem musical, permitindo que os músicos criassem no momento da execução. O swing, por sua vez, trouxe uma sensação rítmica única, difícil de definir tecnicamente, mas imediatamente reconhecível ao ser ouvido. Além disso, o jazz valoriza profundamente a expressão individual, fazendo com que cada músico desenvolva um estilo próprio. Com o tempo, o jazz se expandiu para outras cidades importantes dos Estados Unidos. Chicago tornou-se um dos primeiros centros de desenvolvimento fora de New Orleans, enquanto Nova York consolidou o jazz como uma forma sofisticada e amplamente reconhecida. Nesse processo, surgiram figuras fundamentais como Louis Armstrong, que revolucionou a improvisação; Duke Ellington, que elevou o jazz a um nível orquestral e composicional; e Charlie Parker, um dos criadores do bebop, estilo que transformou profundamente a linguagem do jazz. Em síntese, o jazz nasce da convergência entre o ritmo africano, a harmonia europeia e a experiência histórica e cultural afro-americana. Não é apenas um gênero musical, mas uma forma de expressão profundamente ligada à liberdade, à criatividade e à identidade. Seu “Big Bang” não foi uma explosão isolada, mas um processo contínuo de transformação, cujos efeitos ainda ecoam na música contemporânea em todo o mundo.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Charlie Parker, Clifford Brown & Phil Woods - International Jam Sessions

Lançamento: 1976
Selo: Xanadu Records/JX. 6603
Gênero: Bop

O álbum International não é um álbum de estúdio convencional, mas um documento histórico curado por Don Schlitten e o mérito crítico da obra reside no contraste: enquanto muitos "live boots" (gravações piratas) da época sofrem com qualidade abismal, a Xanadu conseguiu resgatar momentos em que o bebop atravessava o Atlântico, provando que a linguagem de Parker era, de fato, universal. O "Bird" em Solo Sueco (1950), Charlie Parker são o ponto alto. Musicalmente, ouvimos um Parker relaxado, porém afiado. É fascinante notar como os músicos suecos (liderados por Rolf Ericson) tentam manter o passo com a velocidade de pensamento de Parker. Em Anthropology e Cool Blues, Parker demonstra por que era o sol em torno do qual o jazz orbitava. Seu fraseado é fluido, quase sem esforço. Para o ouvido crítico, a curiosidade reside na interação: os músicos locais tocam com uma reverência audível, oferecendo um suporte sólido, embora às vezes comedido, para que Bird possa decolar. Clifford Brown, o elo perdido na Dinamarca (1953), traz na faixa Indiana o trompete em uma fase de ouro, pouco antes de sua morte trágica em 1956. Brownie exibe aqui seu timbre característico — quente, redondo e com uma articulação impecável mesmo nos andamentos mais rápidos. É um lembrete doloroso do que o jazz perdeu. A seção rítmica dinamarquesa é competente, mas o brilho individual de Brown eclipsa qualquer outro elemento da faixa. Phil Woods e a Herança de Parker (1957). As sessões de Phil Woods em Nova York (o "intruso" geográfico do disco, já que não foi gravada fora dos EUA) servem como uma tese sobre a evolução do bebop. Woods foi frequentemente chamado de "The New Bird" e aqui ele prova por que herdou o título. Sua técnica é mais "limpa" e agressiva que a de Parker, refletindo o refinamento do estilo no final da década de 50. A inclusão de Cecil Payne e Frank Socolow cria uma densidade de sopros que contrasta com a leveza do toque. Detalhes e Curiosidades e o "Erro" Geográfico: Embora o álbum se chame International Jam Sessions, as faixas de Phil Woods foram gravadas no coração de Manhattan. A Xanadu justificou o título pelo fato de Woods ser um dos músicos que mais tarde se tornaria um "embaixador" do jazz na Europa, mas, tecnicamente, apenas algumas musicas é internacional. As gravações de Parker na Suécia foram feitas em circunstâncias quase amadoras por entusiastas locais. O fato de o som ser audível e até prazeroso deve-se ao trabalho de restauração de engenheiros de áudio que limparam o ruído de fundo original. A conexão com a Xanadu é um exemplo perfeito da missão da Xanadu Records: preservar performances que não foram capturadas pelos grandes selos (como Verve ou Savoy), mas que mostram os gigantes do jazz em momentos de improvisação pura, longe da pressão dos estúdios comerciais. A reverência e "Birdology" na época da gravação de Woods (1957), Charlie Parker já havia falecido há dois anos. Tocar Yardbird Suite e Scrapple From The Apple foi um tributo explícito de Woods ao seu mestre, fechando o ciclo do álbum. Agora o veredito de International Jam Sessions é um item essencial para colecionadores não pela coesão sonora, mas pela sua importância como cápsula do tempo. Ele mostra o bebop como uma força da natureza que não respeitava fronteiras — seja nos clubes frios de Estocolmo ou nos estúdios esfumaçados de Nova York. Um O conceito arqueologia do Bebop.

Sax. Alto – Charlie Parker (faixas: 1 a 4), Phil Woods (faixas: 6 a 7)
Sax. Alto – Gigi Gryce (faixas: 5)
Sax. barítono – Cecil Payne (faixas: 6 a 7)
Baixo – Erik Moseholm (faixas: 5), Thore Jederby (faixas: 1 a 4), Wendell Marshall (faixas: 6 a 7)
Bateria – Arthur Taylor (faixas: 6 a 7), Jack Noren (faixas: 1 a 4)
Bateria – Ole Jorgensen (faixas: 5)
Piano – Duke Jordan (faixas: 6 a 7), Gosta Theselius (faixas: 1 a 4), Jorgen Bengtson (faixa: 5)
Sax. Tenor – Frank Socolow (faixas: 6 a 7)
Sax. Tenor – Clifford Solomon (faixas: 5)
Trompete – Clifford Brown (faixas: 5), Jorgen Ryg (faixas: 5), Rolf Ericson (faixas: 1 a 4)

Faixas 1-4: Gravadas em 22 de novembro de 1950.
Faixa 5: Gravada em 12 de novembro de 1953.
Faixas 6-7: Gravadas em 12 de agosto de 1957.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 25 de março de 2026

Archie Shepp – The Way Ahead



Artista: Archie Shepp
Lançamento: 1968/1969/1998
Selo: Impulse!/ABC Records
Gênero: Free Jazz, Post Bop


Este é o primeiro álbum do saxofonista Archie Shepp com um pianista, o que confere à sua música uma acessibilidade imediata que não existia antes. Isso talvez seja mais evidente na faixa funky "Frankenstein", composta pelo trombonista Grachan Moncour III, que forma uma linha de frente com três instrumentos de sopro, juntamente com Shepp e o trompetista Jimmy Owens. Não se trata apenas de Shepp usar um pianista; a seção rítmica é a mais profissional com a qual ele já havia trabalhado até então. O pianista Walter Davis Jr. tocou com Art Blakey, e o baixista Ron Carter acabara de sair da banda de Miles Davis. A bateria é dividida entre o baterista habitual de Shepp, Beaver Harris, e Roy Haynes, que já tocou com artistas como Charlie Parker, Sarah Vaughan e John Coltrane.
"The Way Ahead foi um ponto de virada para Archie Shepp. Para começar, ele havia procurado por toda parte no cenário do jazz/improvisação a combinação ideal de músicos — sem piano. Pode-se especular que isso se deva ao fato de ele ter começado sua carreira com o pianista Cecil Taylor, o que talvez tenha marcado qualquer um para sempre. Gravado em 1969, The Way Ahead contou com Ron Carter no baixo, Grachan Moncur III no trombone, Jimmy Owens no trompete e a bateria de Beaver Harris ou Roy Haynes, com Walter Davis Jr. no piano. O álbum é uma gloriosa fusão do antigo e do novo, com blues profundo, gospel e muito swing irreverente na mistura. Desde a abertura com o blues pós-bop "Damn If I Know (The Stroller)", o álbum segue a linha de Ellington-Webster e parte em busca do outro lado de Mingus. O solo de Shepp é frágil, entrecortado, estridente e glorioso, contrastando com uma série de mudanças graciosamente empregadas por Moncur e Owens. O ritmo gaguejante e frenético de Harris pode mantê-lo ancorado no blues, mas sustenta tudo o que possa acontecer. Da mesma forma, a pegada moderna da música, evidenciada em "Frankenstein" de Moncur (gravada originalmente com o grupo de Jackie McLean em 1963), aumenta um pouco a intensidade. A interpretação de Shepp é completamente diferente, acentuando os pontos de pedal e os microharmônicos nas pausas. Em "Sophisticated Lady" e "Fiesta", Haynes assume a bateria e imprime seu swing frenético nos arranjos, conferindo-lhes um toque de elegância que talvez não mereçam aqui, embora também aprofundem a emoção mais do que se esperaria. As duas últimas faixas do CD são gravações remanescentes de fevereiro de 1969, que substituem Davis por Dave Burrell e Carter por Walter Booker, e adicionam Charles Davis no saxofone barítono com Harris na bateria. No entanto, elas soam diferentes dessas gravações; há uma fúria e uma obscuridade nelas que tiram um pouco da alegria festiva do álbum original". - Resenha de Thom Jurek


Archie Shepp: Ten. Saxophone
Jimmy Owens: Trumpet
Grachan Moncur III: Trombone
Walter Davis Jr.: Piano (tracks 1–4)
Ron Carter: Baixo (tracks 1–4)
Roy Haynes: Bateria (tracks 3-4)
Beaver Harris: Bateria (tracks 1-2; 5-6)
Charles Davis: Baritone Saxophone (track 5-6)
Dave Burrell: Piano (tracks 5-6)
Walter Booker: Baixo (tracks 5-6)

Faixas 1–4 gravado no RCA Studio, Nova Iorque, em 29 de janeiro de 1968 
Faixas 5–6 gravado no National Recording Studios, Nova Iorque, em 26 de fevereiro de 1969 


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 20 de março de 2026

VA – Jazz Noire (Darktown Sleaze From The Mean Streets Of 1940s L.A.) 2xCD.

Artista: VA
Lançamento: 2011
Selo: Fantastic Voyage/FVDD148
Gênero: Rhythm & Blues, Score, Swing, Big Band, Boogie Woogie, Jump Blues

A Fantastic Voyage criou uma coleção abrangente, bem selecionada e obviamente bem fundamentada de jazz e R&B (no sentido antigo) do final dos anos 40, do tipo que você esperaria ouvir em cenas de boates em filmes noir. Apropriadamente, ambos os discos são emoldurados pela música tema de clássicos do gênero. Algumas das seleções são muito familiares – a gravação original de Round Midnight, de Monk – enquanto outras são extraídas de fontes mais profundas, como a primorosa Solitude, de Leo Parker. O ponto principal é: todas são excelentes representações de seus respectivos gêneros. Depois disso, é uma questão de gosto pessoal. Prefiro Billie Holiday em um estilo mais animado, mas muita gente adora as faixas deste álbum, que eu acho um pouco autopiedosas demais, e essa diferença de opinião não importa quando se trata de avaliar esta excelente coletânea. Fantastic Voyage dá sequência ao enorme sucesso de Jazz Noire, de 2011, permitindo que a mesma equipe retorne àqueles bares e antros sórdidos, desta vez focando nas drogas, na bebida e nos personagens duvidosos para fornecer um retrato vívido da vida boêmia e desregrada entre as décadas de 1930 e 1950. A música em Drink Up Light Up! evoca aquela época em que as orquestras se expandiam, as seções de metais explodiam como fogos de artifício e o blues escorria das teclas do piano para os pisos de bares manchados de álcool e lágrimas, com um elenco impressionante que incluía nomes como o Reefer Man e a Snuff Dippin Mama, mas os temas são tão relevantes para o clima atual de recessão: o desejo de escapar através das drogas (e as repercussões frequentemente desfavoráveis ​​nos relacionamentos). A música de Drink Up - Light Up! evoca aquela época em que as orquestras se expandiam, as seções de metais explodiam como fogos de artifício e o blues escorria das teclas do piano para os pisos de bares manchados de bebida e lágrimas, com um elenco impressionante que incluía nomes como Reefer Man e Snuff Dippin' Mama, mas os temas são igualmente relevantes para o clima atual de recessão: o desejo de escapar através das drogas (e as repercussões frequentemente desfavoráveis ​​nos relacionamentos). Seja Sam Price comandando 'Lead Me Daddy, Straight to the Bar', Buddy Banks confessando 'I Need It Bad (Groove Juice)' ou o Four Clefs filosofando em 'When I'm Low I Get High', a seleção abrange todo o espectro da farra movida a substâncias, com seus prós e contras. Surgindo da época da Lei Seca e da Grande Depressão, a coletânea também oferece um vislumbre fascinante da vida nas ruas durante esse período, até a Guerra da Coreia, desde situações domésticas até gírias relacionadas a drogas, além de proporcionar uma experiência auditiva sublime e evocativa. (Amazon)

Que conjunto magnífico de jazz! Há também algumas faixas que não ouvia há muito, muito tempo, e é bom ter a memória refrescada. Se você gosta de jazz, se você gosta de trilhas sonoras de filmes, este é o álbum perfeito. Uma coletânea fantástica de joias dos anos 40, lindamente produzida, ideal para ouvir tarde da noite. Menção especial também para a embalagem e o livreto, que incluem belíssimas ilustrações e gráficos da época. 


Boa audição - Namastê

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD25)

Lançamento: 2018 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bop, OST Soundtrack

Cinebiografia do famoso saxofonista Charles "Bird" Parker, um dos mais famosos jazzman na historia do jazz. Sua arte e sua vida deixou um legado profundo para aqueles que tenta redescobrir sua arte. Apaixonado por jazz, o diretor e produtor Clint Eastwood conseguiu uma brecha na sua filmografia e fez um apaixonante homenagem ao genial criador do bebop. Clint pesquisou e recheou a magnífica trilha sonora do filme com os solos dos discos originais de Parker, um gênio incansável que viveu intensos 35 anos (1920 a 1955) e redendo-lhe um Globo de Ouro de Melhor diretor por esta excitante história de pioneirismo, baseada na vida de Charlie "Yardbird" Parker. O fascínio de Clint pelo Jazz e por Parker é facilmente notado pela sutiliza com que sua câmara despe o personagem, sem esquecer suas crises ou o uso de drogas. Clint, diferente de como é visto por muitos críticos, não faz nenhum julgamento moral em relação ao músico. Ele homenageia a sua arte e respeita o homem. Como a melodia que só o jazz tem, passado e futuro revezam-se à medida que o filme explora a habilidade construtiva de Bird e seus excessos destrutivos. Vencedor do Prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes por sua performance, Forest Whitaker no papel-título na sua interpretação apaixonante de Bird e sua música. A atriz Diane Verona compartilha desse glorioso brilho como sua esposa, Chan "Parker" Richardson, o que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante da Associação de Críticos de Nova York. As gravações da talentosa mistura dos solos de Parker com músicas modernos, trazem "Bird" à vida mais magnificamente ainda nesta trilha sonora vencedora de um Oscar de Melhor trilha sonora. Nas mãos de Eastwood, Bird formidavelmente vive. O filme começa focando o jovem e o seu amor pelo jazz. Mostra Parker iniciando sua carreira e a dificuldade que encontra para levar sua música além da fronteira dos bares de músicos negros. A trilha sonora conta ainda com músicos do quilate de Monty Alexander, Barry Harris e Walter Davis Junior (piano), Ray Brown, Chuck Berghofer e Ron Carter (contrabaixo), John Guerin (bateria), Charles McPherson (sax alto); Jon Fadis e Red Rodney (trompete) e Charlie Shoemake (vivrafone). Escrito por Joel Oliansky e produzido por Clint Eastwood e David Valdes.

Esta trilha sonora é um "milagre tecnológico"onde todas as músicas são regravações dos solos originais de Charlie Parker, acompanhados por pequenos conjuntos contemporâneos e ocasionalmente por grandes seções de cordas. O co-compositor da faixa nº 10, "Ornithology", foi erroneamente creditado a Barry Harris no lançamento; isso foi corrigido para o compositor correto.

Elenco:
Forest Whitaker (Charles "Bird" Parker)
Diane Venora (Sra. Chan Parker Richardson)
Michael Zelniker (Red Rodney)
Samuel E. Wright (Dizzy Gillespie)
Keith David (Buster Franklin)
Michael McGuire (Brewster)
James Handy (Esteves)
Damon Whitaker (Jovem Bird)
Produtor executivo – Clint Eastwood 


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

The Perfect Jazz Collection - 25 Original Albums (Box Set 25 CD's)

Esta coleção The Perfect Jazz Collection - 25 Original Albums (Box Set 25 CD's) é uma compilação de álbuns clássicos do jazz, originalmente lançada pela gravadora Sony Music em 2010. A compilação é um excelente ponto de partida para novos ouvintes e uma adição valiosa para colecionadores, oferecendo 25 álbuns históricos do gênero por um preço acessível. A compilação foca em álbuns de jazz de alta qualidade e de grande importância histórica. O repertório abrange diversas vertentes do gênero e conta com nomes essenciais. Embora a lista exata possa variar um pouco dependendo da prensagem, o conteúdo central permanece o mesma. Para quem deseja construir uma biblioteca de jazz clássico sem gastar uma fortuna em álbuns separados, esta caixa é uma ótima opção. Ela oferece uma introdução abrangente e de alta qualidade à história do jazz, reunindo 25 álbuns importantes em uma edição compacta e de bom acabamento. No entanto, colecionadores mais exigentes ou aqueles que já possuem parte do material podem preferir buscar as edições individuais dos álbuns, que por vezes apresentam embalagens mais robustas e encartes com informações detalhadas. Além disso, a seleção dos artistas, embora de alto nível, pode não agradar a todos os amantes de jazz. 

Vantagens:

Preço acessível por um grande volume de conteúdo.

- Ótima introdução para iniciantes no jazz.

- Embalagem compacta e com design atraente.

- Boa qualidade de áudio nas remasterizações. 

Desvantagens:

- Embalagem frágil e sem a proteção de uma caixa de acrílico tradicional.

- Ausência de encartes com informações detalhadas, comuns nas edições individuais.

- Pode conter faixas ou edições ligeiramente diferentes das originais.  


Boa audição - Namastê
 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:03

Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop

Sessão de 30 de janeiro de 1953:
Miles Davis – Trompete
Sonny Rollins – sax. Tenor
Charlie Parker (como "Charlie Chan") – Sax. Tenor
Walter Bishop Jr. – Piano
Percy Heath – Baixo
Philly Joe Jones – Bateria

Sessão de 16 de março de 1956:
Miles Davis – Trompete
Sonny Rollins – Sax. Senor
Tommy Flanagan – Piano
Paul Chambers – Baixo
Art Taylor – Bateria


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 16 de abril de 2025

The A-Z Encyclopedia Of Jazz (2xCD)

Artista: VA
Lançamento: 1996
Selo: RETRO (The Gold Collection)
Gênero:  Dixieland, Swing


O jazz é, sem dúvida, a música mais livre do planeta. Nela é permitido ao músico esquecer as regras e os dogmas criados pelo mundo e ao ouvinte entregar-se ao feitiço e pureza do seu ritmo. Quando surgiu, no final do século XIX e início do século XX, no sul dos Estados Unidos, principalmente na cidade de Nova Orleans, o jazz foi considerado profano. No início do ano de 1800, os escravos se reuniam na Praça do Congo para tocar suas músicas e mostrar suas danças tradicionais. Os negros norte-americanos foram os porta-vozes do jazz. Cantado ou tocado eles fizeram do jazz a sua identidade, que é respeitada e admirada até hoje em todo o mundo. embora a maioria dos historiadores considera o ano de 1935 como o início da era das ‘Big Bands’, o tema é discutível, pois o jazz das Big Band já tinha sido gravado em 1920. Em 1917, a ‘Original Dixieland Jazz Band’ gravou os primeiros discos na história do jazz. A homenagem não é concedida a esta verdadeira pioneira do gênero, pois, esses historiadores consideram esse pequeno grupo como uma simples imitação, uma banda pobre. Entretanto, as suas gravações venderam mais de um milhão de cópias e permitiram que o jazz fosse ouvido em todo o país. O jazz começou em Nova Orleans, com Oliver King, no início de 1900. O som do jazz foi difundido pelos músicos e bandas como entretenimento nos barcos que navegavam pelo Mississippi. Na década de 20 começou a migrar para um formato de big band que combinavam elementos do ragtime, spirituals, blues e música européia. Duke Ellington, Ben Pollack, Don Redman e Fletcher Henderson eram os líderes das primeiras grandes bandas. Depois vieram os bandleaders Coleman Hawkins, Benny Goodman, Glenn Miller, Red Allen, Roy Eldridge, Benny Carter e John Kirby. Enquanto esses músicos estavam tocando big band jazz, a popularidade da dance band jazz nos hotéis da década de 20 também foi um fator importante na evolução da era das Big Bands.



Boa audição - Namastê

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951




Artista: VA
Álbum: CD20 (1951)
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz



Boa audição - Namastê

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz


Boa audição - Namastê



sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951



 Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

Boa audição - Namastê


segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA

Álbum: CD14 (1946-1947)

Lançamento: 2002

Selo: Le Chant Du Monde

Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)

Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz



 Boa audição - Namastê