quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Boas Festas


O Borboleta de Jade em sua existência senciente no mundo do jazz, compartilhado informações sobre o tema vem desejas boas festas e um começo de ano novo com paz, prosperidade e muito jazz. Uma pausa para final de ano com o compromisso de voltar em 2023 com mais informações e postagens sem moderação. Abraços, boas festas e até breve. Namastê
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

HS 02 - Bill Coleman - The Complete Philips Recordings

Artista: Bill Coleman
Lançamento: 2006
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bop

Jam Sessions: Em música popular, como o jazz, ‘jam’ significa tocar sem saber o que vem à frente, tocar de improviso. Nos clubes de jazz é comum que após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem nenhum ensaio prévio. A origem do termo é controversa. Pode vir do inglês ‘jam’ que significa geleia, em alusão à mistura de estilos que esta prática proporciona. Alguns também acreditam que vem das inicias da expressão ‘Jazz After Midnight’, pois essas sessões acontecem bem tarde, depois da meia-noite, quando o público pagante já se retirou. Com a popularização do termo e o aumento da proficiência dos músicos, o termo passou a ser usado também em outros gêneros musicais em que a improvisação é usada, como o rock. ‘Jam Sessions’ podem ser organizadas por clubes como eventos especiais para atrair público, mas geralmente ocorrem sem nenhuma preparação prévia. Também durante o processo de composição, muitas bandas costumam utilizar jam-sessions como forma de estimular a criatividade e criar material novo ou para conseguir gravações com interpretações naturais.

Bill Coleman - trompete, vocals, Bill Tamper - trombone, Jay Cameron - sax. alto, William Boucaya - sax. barítono, Art Simmons - piano, Jean-Pierre Sasson - guitarra, Guy de Fatto - baixo, Gérard "Dave" Ponchonet - bateria (CD 1, tracks 2-6), Miriam Burton - vocals, Dicky Wells - trombone, vocals, Guy Lafitte - sax. tenor, clarinete, Randy Downes - piano, Buddy Banks - baixo, Zutty Singleton - bateria

Gravado em 1951 (1,6) Studio Sessios CD1

Gravado em 1952 (07,19) Concert á la Salle Playel (part 1) CD1

Gravado em 1952 (01,12) Concert á la Salle Playel (part 2) CD2 

Gravado em 1951 (13,19) Prises Alt. Studio (alt. tracks)



Boa audição - Namastê



 

sábado, 17 de dezembro de 2022

HS 01 - Sacha Distel - Jazz Guitarist




Artista: Sacha Distel

Álbum: Jazz in Paris- Hors-Série 01

Lançamento: 2003

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bop

 Surgido em meados de 1910, em New Orleans, o Jazz é talvez, um dos estilos mais "mistificados" por ouvintes e músicos de outras vertentes, pela sua estrutura, digamos, não muito convencional e complexa. São muito comuns os admiradores dos grandes músicos do Jazz, como Charlie Parker e John Coltrane. As primeiras guitarra de jazz nasceram no final do século XIX o Luthier americano Orville Gibson criou a primeira guitarra archtop em Kalamazoo, Michigan. As archtop são guitarras com cordas de metal e geralmente com corpo maior ao do violão. Possuem uma ponte ajustável, orifícios em formato de F e o tampo dela é arqueado, daí o nome. Assemelha o visual de um violino. Antes das archtops, o mais comum era usar o banjo como instrumento de acompanhamento nas agrupações de jazz, devido a sua projeção sonora maior que a do violão e também por ser mais fácil de transportar do que um piano. Mas após a invenção da guitarra archtop, ela passa a substituir o banjo como instrumento de acompanhamento e, com guitarristas como Eddie Lang, ela também começa a ter um pouco de destaque como instrumento solista. Embora ela não podia ser tocada como solista em agrupações muito grandes e com muitos instrumentos pois seu som tinha um volume muito baixo como para destacar fazendo melodias. Quando pensamos em guitarras uma das primeiras coisas que vem na nossa cabeça são os captadores, a alma da guitarra. Eles transformam as vibrações das cordas em sinais elétricos que são enviados ao amplificador. No entanto as primeiras guitarras de jazz eram totalmente acústicas, até que em 1923 o músico e engenheiro acústico americano Lloyd Loar criou os primeiros captadores. Depois do Charlie Christian, surgem outros grandes guitarristas dentro da cena do Jazz como Wes Montgomery, Joe Pass, Jim Hall, entre outros que revolucionaram o instrumento e influenciaram todas as gerações de guitarristas que vieram após eles. Todos eles usavam guitarras archtop acústicas com captadores. Isso faz com que o som desse tipo de guitarras seja associado, historicamente, ao jazz, blues e subgêneros desses estilos ou gêneros derivados deles. É o que conhecemos hoje em dia como “o timbre das guitarras de jazz”. Um problema das guitarras acústicas amplificadas era que ao aumentar muito o volume do amplificador causava microfonia. Para resolver este problema Gibson criou um modelo que misturava a característica acústica das guitarras archtop com a sustentação de uma guitarra de corpo sólido e assim nascem as semiacústicas. As semiacústicas possuem uma caixa de propagação, mais fina do que as acústicas, com uma peça de madeira interna que se estende do braço ao fim do corpo. Desta forma temos um instrumento que não apresenta problemas de microfonia e mantém as características de uma guitarra acústica de jazz. É por essa razão que guitarristas de jazz preferem esse tipo de guitarras. Mas isso não quer dizer que as de corpo sólido não possam ser usadas no jazz. Grandes guitarristas como Mike Stern ou Ed Bickert tem usado guitarras de corpo sólido neste gênero. Afinal é uma escolha timbrística! Da mesma forma que muitos preferem usar uma stratocaster para tocar rock clássico, muitos vão preferir uma semiacústica para tocar jazz.

Acompanhado por, Orquestra – Artista Desconhecido ( faixas: 2-3 a 2-6 )
Alto Saxophone – Hubert Fol (faixas: 1-15, 1-16), Ronnie Chamberlain (faixas: 2-7 to 2-10), Roy Willox (faixas: 2-7 to 2-10)
Baritone Saxophone – Don Honeywell (faixas: 2-7 to 2-10)
Baritone Saxophone, Bass Clarinet – William Boucaya (faixas: 1-1, 1-2, 1-4, 1-5, 1-7, 1-8)
Double Bass – Benoit Quersin (faixas: 1-9 to 1-14), Frank Clark* (faixas: 2-7 to 2-10), George Duvivier (faixas: 1-3, 1-6), Paul Rovère (faixas: 1-9 to 1-14, 2-3 to 2-6), Pierre Michelot (faixas: 1-1, 1-2, 1-4, 1-5, 1-7, 1-8, 1-15 to 2-2)
Bateria – Al Levitt (faixas: 1-9 to 1-14), Charles Saudrais (faixas: 1-3, 1-6), Christian Garros (faixas: 1-1, 1-2, 1-4, 1-5, 1-7, 1-8), Baptiste "Mac Kac" Reilles (faixas: 1-15, 1-16), Kenny Clarke (faixas: 2-1, 2-2), Marcel Blanche (faixas: 2-3 to 2-6), Ronnie Stevenson* (faixas: 2-7 to 2-10)
Flauta – Bobby Jaspar (faixas: 1-14)
Guitarra – Paul Piguilem* (faixas: 2-3 to 2-6), Sacha Distel
Órgão – Raymond Le Senechal ( faixas: 2-1, 2-2 )
Piano – Gene Di Novi* (faixas: 1-3, 1-6), Gérard Gustin (faixas: 2-3 to 2-6), Laurie Holloway (faixas: 2-7 to 2-10), René Urtreger (faixas: 1-9 to 1-13, 1-15, 1-16)
Tenor Saxophone – Bobby Jaspar (faixas: 1-9 to 1-13), Georges Grenu (faixas: 1-1, 1-2, 1-4, 1-5, 1-7, 1-8), Keith Bird (faixas: 2-7 to 2-10), Tommy Whittle (faixas: 2-7 to 2-10)
Trombone – Bobby Lamb (faixas: 2-7 to 2-10), Gibb Wallace (faixas: 2-7 to 2-10), Nat Peck (faixas: 2-7 to 2-10), Ted Barker (faixas: 2-7 to 2-10)
Trombone, Arranged By – Billy Byers (faixas: 1-1 to 1-8, 1-12), Slide Hampton (faixas: 2-3 to 2-10)
Trumpet – Bernard Hulin (faixas: 2-1, 2-2), Bobby Haughey (faixas: 2-7 to 2-10), Duncan Campbell (faixas: 2-7 to 2-10), Eddie Blair (faixas: 2-7 to 2-10), Jean Liesse (faixas: 1-1, 1-2, 1-4, 1-5, 1-7, 1-8), Tony Fisher (2) (faixas: 2-7 to 2-10)

CD:1-1, 1-2, 1-4, 1-5, 1-7, 1-8 registrado em 1º e 2 de junho de 1956 em Paris
1-3, 1-6 registrado em 28 de maio de 1956 em Paris
1-9 a 1-11, 1-13, 1-14 gravado em 11 de setembro de 1957 em Paris
1-12 gravado em 12 de setembro de 1957 em Paris
1-15, 1-16 gravado em maio de 1954 no Appollo-Théâtre, Paris
CD:2-1, 2 -2 Trilha sonora original do filme de Roger Vadim, gravada em 6 de dezembro de 1961 no Studio Blanqui, Paris
2-3 a 2-6 gravada em 12 de novembro de 1968 em Paris
2-7 a 2-10 gravada em 19 de novembro de 1968 em Londres



 Boa audição - Namastê

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

# 113 - Stephane Grappelli - The Nearness Of You (1955)

Artista: Stephane Grappelli

Álbum: Jazz in Paris 113

Lançamento: 2007

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bop


O jazz é o laboratório musical ao vivo e algumas gravações são verdadeiras obras de arte e representam períodos importantes no desenvolvimento do gênero e ainda hoje são tão frescas como quando foram gravadas. Nascido nos Estados Unidos, o jazz pode ser visto como um reflexo da diversidade cultural e do individualismo do país. New Orleans, Louisiana, na virada do século 20 foi um caldeirão de culturas, uma grande cidade portuária, onde as pessoas de todo o mundo se reuniam ali, e como resultado, os músicos foram expostos a uma grande variedade de música. Música clássica européia, o blues norte-americano, e as canções e ritmos sul-americanos se reuniram para formar o que se tornou conhecido como jazz. A origem da palavra é amplamente contestada, embora tenha sido pensado originalmente para ser um termo sexual. Na sua essência, é a abertura a todas as influências e expressão pessoal através da improvisação. Ao longo de sua história, o jazz averiguou minuciosamente desde o mundo da música popular até a música erudita, e se expandiu a tal ponto que seus estilos são tão variados que um é completamente alheio a outro. Tocado, pela primeira vez, em bares, o jazz depois foi ouvido em clubes, salas de concerto, universidades e grandes festivais em todo o mundo. Uma das grandes formas de arte musical, o jazz, evoluiu e integrou elementos de todos os tipos de música. Muitos guitarristas de jazz desenvolveram seu estilo principalmente ao imitar as inovações dos grandes mestres do jazz em instrumentos de sopro e teclados, e absorveram a música clássica e de outros povos para produzir algumas das músicas mais sofisticadas para a guitarra. No início, o banjo era utilizado mais frequentemente nas bandas. O guitarrista Jeff ‘Brock’ Mumford (1870-1937) apareceu em uma das mais famosas bandas de New Orleans, liderada pelo trompetista Buddy Bolden em 1890. Não existem registros de Mumford e os historiadores apenas especulam sobre a sua música. Johnny St. Cyr (1890-1966) tocou com o trombonista e bandleader Kid Ory. Ele começou no banjo, e então mudou para a guitarra de 6 cordas e tocou nos grupos ‘Hot Five’ e ‘Hot Seven’ de Louis Armstrong, bem como nas gravações de Jelly Roll Morten. Bud Scott (1890-1949) tinha um estilo semelhante e, a partir de 1904, tocou com o bandleader, baterista e violinista John Robichaux e Freddy Keppard, um dos primeiros trompetistas de jazz.

Baixo – Benoit Quersin

Bateria – Jean-Louis Viale

Guitarra – René Duchaussoir  

Piano – Maurice Vander

Vibrafone – Michel Hauser

Violino – Stéphane Grappelli


Gravado em Abril e Maio de 1955 em Paris.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

# 112 - Jazz In Paris - Jazz & Cinema, Vol. 5 (1955-1960)


Artista: J&C - 5
Lançamento: 2007
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: OST, Cha-Cha, Easy Listening

As ‘brass bands’, um grupo musical em geral, constituído exclusivamente por instrumentos de metal, para o conforto das famílias, tocam durante os funerais. O ‘jazz funeral’ começa sombrio. Em seu caminho para o cemitério, a banda de metais executa tristes hinos fúnebres chamados ‘lamúrias’. ‘Nearer My God to Thee’ é a escolha mais popular, mas pode ser qualquer outra música que lembre aos enlutados os altos e baixos da vida. Este tom sombrio dura até que a procissão resolve mandar o carro fúnebre para o destino final, o cemitério. É neste ponto que a banda de repente passa a tocar ‘When the Saints Go Marching In’ ou ‘Didn’t He Ramble,’ ou talvez ‘Lil Liza Jane’. E os próprios enlutados, parentes e carpideiras, dançam com abandono selvagem. Eles vão frequentemente enfeitados com guarda-chuvas, e os transeuntes são convidados, com sorrisos e alegria, a participarem da comemoração. Este funeral remonta a antigas tradições africanas dos iorubás da África Ocidental. Uma crença de que a vida acabou neste mundo, mas um espírito corre livre e solto e aqueles que vivem em luto podem deleitar-se com o conhecimento de que seu parente ou velho amigo estará dançando do outro lado com o coração cheio de alegria.

Saxofone Alto, Saxofone Barítono – Michel de Villers (faixas: 9-22)
Saxofone barítono – Armand Migiani (faixas: 9-22)
Baixo – Emmanuel Soudieux (faixas: 5-8), Pierre Michelot (faixas: 9-22)
Clarinete – Hubert Rostaing (faixas: 1-4)
Maestro – André Hodeir (faixas: 9-22)
Bateria – Christian Garros  faixas: 9-22)
Flauta – Raymond Guiot (faixas: 9-22)
Guitarra – Henri Crolla
Piano – Georges Arvanitas (faixas: 9-22), Martial Solal (faixas: 5-8), Maurice Vander (faixas: 9-22)
Saxofone Tenor – Georges Grenu (faixas: 9-22)
Trombone – Nat Peck (faixas: 9-22)
Trombone, Acordeão – Charles Verstraete (faixas: 5-8)
Trompete – Christian Bellest (faixas: 9-22), Roger Guérin (faixas: 5-22)
Vibraphone – Christian Chevallier (faixas: 5-8), Jean-Pierre Drouet (faixas: 9-22 )
Vocais – Christiane Legrand (faixas: 5-8), José Bartel (faixas: 5-8), Marie Laforêt (faixas: 10, 16)
Saxofone alto – Hubert Rostaing , Pierre Gossez (faixas: 5-8)

01-04: Regravando músicas do filme de Michel Boisrond.
Gravado por volta de 1955 em Paris. 

05-08: Trilha sonora original do filme de Michel Boisrond.
Gravado em 1957 em Paris. 

22/09: Trilha sonora original do filme de Marcel Moussy.
Gravado em 1960 em Paris. 

Boa audição - Namastê

sábado, 10 de dezembro de 2022

# 111 - Maurice Vander - Piano Jazz (1955-1956)

Artista: Maurice Vander

Álbum: Jazz in Paris 111

Lançamento: 2007

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bebop


Maurice Vanderschueren , mais conhecido como Maurice Vander (nascido em 11 de junho de 1929, Vitry-sur-Seine, falecido em 16 de fevereiro de 2017, Montmorillon) foi um tecladista de jazz francês. Trabalhou na década de 1950 com Don Byas, Django Reinhardt, Bobby Jaspar, Jimmy Raney , Stephane Grappelli , Chet Baker e Kenny Clarke, ganhando o Prêmio Django Reinhardt em 1962. Na década de 1960, foi músico de sessão de Roger Guerin, Pierre Gossez e Boulou Ferré, e tocou com Claude Nougaro e Ivan Jullien . Tocou com Baker novamente no final dos anos 1970 e com Johnny Griffin; seu trabalho posterior incluiu tocar e gravar com Clarke, Richie Cole , Art Farmer e Benny Powell. Vander é o pai adotivo de Christian Vander (músico) .

Baixo – Benoit Quersin
Bateria – Jacques David
Piano – Maurice Vander

Gravado em 1955 (01-08) e 02 de fevereiro de 1956 (09-12) em Paris.

Boa audição - Namastê
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

# 110 - Raymond Fol - Echoes Of Harlem (1975)

Artista: Raymond Fol
Lançamento: 2007
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bebop


Raymond Fol (28 de abril de 1928 em Paris - 01 de maio de 1979 em Paris) foi um pianista de jazz francês. O irmão mais velho de Fol 'Hubert Fol' , e Fol foram criados em uma família músicos onde começou a tocar piano aos cinco anos de idade. Fol e seu irmão tocaram no conjunto de Claude Abadie após o fim da Segunda Guerra Mundial, grupo que incluía Boris Vian . Os irmãos Fol então formaram seu próprio grupo, os 'Be Bop Minstrels'. Raymond trabalhou nessa época com músicos como Pierre Braslavsky , Jean-Claude Fohrenbach , Django Reinhardt , Roy Eldridge e Johnny Hodges . Em 1952, fez uma turnê européia na banda de Dizzy Gillespie  e por vários anos no meio da década foi regular no Paris'sClube Saint-Germain. Também trabalhou na década de 1950 com Sidney Bechet , Claude Luter , Guy Lafitte e Stephane Grappelli. Trabalhou brevemente em Roma em 1958, depois voltou para Paris, tocando piano e celesta no Club Saint-Germain. Nas décadas de 1960 e 1970, trabalhou com Kenny Clarke , Duke Ellington , Paul Gonsalves , Cat Anderson e Gerard Badini; gravou algumas vezes no piano solo na primeira metade da década de 1970.

Piano – Raymond Fol

Gravado em 01º de junho de 1975 no estúdio Hoche, Paris.


Boa audição - Namastê 

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

# 109 - George Wein - Midnight Concert At The Olympia (1961)

Artista: George Wein
Lançamento: 2007
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Dixieland

Ex-proprietário de um clube de jazz e aspirante a pianista, Wein lançou o Newport Jazz Festival em 1954 sob uma chuva torrencial e com uma programação para os céus – Billie Holliday e Dizzy Gillespie, Ella Fitzgerald e Lester Young. Louis Armstrong esteve lá no ano seguinte e Duke Ellington fez história em 1956, o set de sua banda apresentando um solo extraordinário de 27 coros do saxofonista Paul Gonsalves que quase sozinho reviveu a carreira de Ellington na meia-idade. Wein liderou o festival por mais de 50 anos e os artistas incluíam virtualmente todas as grandes estrelas do jazz, de Miles Davis e Thelonious Monk a Charles Mingus e Wynton Marsalis. Apenas em 1965, o projeto apresentava Frank Sinatra, Count Basie, John Coltrane, Ellington, Gillespie, Davis e Monk. O sucesso de Newport inspirou uma onda de festivais de jazz nos Estados Unidos e Wein replicou seu sucesso em todo o mundo, seus outros projetos incluindo o New Orleans Jazz & Heritage Festival e o Grande Parade du Jazz em Nice, França. Seus encontros de vários dias com estrelas também foram um modelo para festivais de rock, incluindo Woodstock em 1969 e as turnês do Lollapalooza nos últimos anos. O crítico Gene Santoro observou em 2003 que sem Wein, “tudo, de Woodstock a Jazz no Lincoln Center, poderia ter acontecido de forma diferente – se é que aconteceu”.

Clarinete – Pee Wee Russell

Contrabaixo – Jimmy Woode

Bateria – Buzzy Drootin

Piano – George Wein

Trombone – Vic Dickenson

Trompete – Ruby Braff


Gravado em 22 de abril de 1961 no Olympia, Paris.

Boa audição - Namastê

sábado, 3 de dezembro de 2022

# 108 - Sammy Price - Good Paree (1948-1956)

Artista: Sammy Price
Lançamento: 2007
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Swing, Jump Blues 

O swing remete também às músicas de big bands. Até 1924, as big bands tendiam a tocar arranjos que ficavam amarrados às melodias, oferecendo poucas surpresas e inibindo a espontaneidade e a criatividade dos melhores solistas. Em 1924, o jovem cornetista Louis Armstrong se juntou à orquestra de Fletcher Henderson. Seu timbre, adicionado ao uso dramático do espaço e ao seu senso de balanço impressionaram bastante o arranjador chefe da orquestra de Henderson, Don Redman, e esse momento pode ser datado como o início do swing. Outras importantes big bands da década foram a de: ‘Bennie Moten’s Kansas City Orchestra’, que no meio da década de 30 se tornaria a de Count Basie; a de Jean Goldkette em 1927 que contava com os arranjos de Bill Challis e solos do cornetista Bix Beiderbecke e do saxofonista Frankie Trumbauer; a de Ben Pollack que serviu de aprendizado para Benny Goodman, Glenn Miller e para o trombonista Jack Teagarden e a de Paul Whiteman, que por volta de 1927 tinha se tornado na maior orquestra de jazz. Porém, a essa altura os arranjos eram sempre mais avançados para os solistas do que aqueles praticados no jazz de New Orleans. A mais importante big band do final dos anos 20 e aquela que se sucedeu à de Fletcher Henderson foi a de Duke Ellington. Com a crise de 1929 e o começo da depressão econômica, era de se esperar que as big bands se tornassem pouco viáveis economicamente, mas por ironia, ocorreu o contrário. (fonte: clube do jazz)

Baixo – Georges Hadjo (faixas: 7-12), Pops Foster (faixas: 1-6)

Clarinete – Herb Hall (faixas: 1, 2, 4, 6)

Bateria – Freddie Moore (faixas: 1-6), Kenny Clarke (faixas: 7-12)

Piano, Composto por – Sammy Price

Trombone – George Stevenson (faixas: 1, 2, 4, 6)

Trompete – Emmett Berry (faixas: 1, 2, 4, 6)

Vocais – Freddie Moore (faixas: 1)


01-06: Gravado em janeiro de 1956 e 07-12: Gravado em fevereiro de 1948 em Paris.

Boa audição - Namastê
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

# 107 - Stan Getz - Communications '72 (1971)


Artista: Stan Getz
Lançamento: 2007
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: West Coast, Big Band  


Stan Getz (1927-1991), estilista impecável e improvisador inspirado, possuía um timbre puro e uma fluidez inigualável no fraseado e é colocado entre os cinco saxtenoristas verdadeiramente revolucionários da história do jazz, os outros são Coleman Hawkins, Lester Young, Sonny Rollins e John Coltrane. Nos anos 50, Getz foi o tenorista máximo, e é um dos artífices do cool jazz. Posteriormente outros nomes vieram a assumir este status, mas Getz nunca deixou de ser grandemente respeitado pelos colegas, pelos críticos e pelo público. Tanto que seu apelido era ‘The Sound’. Stan Getz começou a trabalhar em 1947 na orquestra de Tommy de Carlo, e na companhia de outros três saxtenores, Zoot Sims, Jimmy Giuffre e Herbie Steward, que possuíam abordagem e sonoridade semelhantes. Embora raro, o conjunto de quatro solistas para o mesmo instrumento deu certo. O entrosamento era perfeito e os quatro foram apelidados de ‘The Four Brothers’. Woody Herman, sempre perspicaz na caça aos bons valores, contratou Stan Getz, Zoot Sims e Herbie Steward para sua orquestra; com o saxbarítono Serge Chaloff como o quarto ‘irmão’. Quando deixou a orquestra de Herman, em 1949, Getz já possuía renome e passou a tocar como líder em pequenos conjuntos. Nas décadas seguintes, Getz fez inúmeras turnês pela Europa, especialmente na Escandinávia, onde morou por alguns anos. Tocou junto com Chet Baker e Gerry Mulligan, como ele, expoentes do cool jazz. Mas, Getz não era apenas um músico cool. Assim como acontecia com Gerry Mulligan, e até em maior grau, ele foi influenciado pelo bebop, tocou inclusive com Dizzy Gillespie. E é ainda considerado, por muitos críticos, discípulo de Lester Young, no que se refere ao som e à articulação. Stan Getz teve uma relação sólida com a bossa nova: seu disco com João Gilberto foi um grande sucesso comercial nos anos 60 e se tornou cult. Ao longo de décadas a presença da música brasileira foi presença constante em seu repertório. Suas improvisações são de tirar o fôlego, seja pelo virtuosismo, seja pelas ideias surpreendentes.

Órgão – Eddy Louiss

Saxofone – Stan Getz

Vocais – Christiane Legrand

Arranjados – Michel Legrand


Gravado em novembro de 1971 em Paris

Boa audição - Namastê