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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenário para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite, trazendo estilos inovadores e uma forma encorpada na arte do entreterimento a casa que Max Gordon somou ao longo de sua historia, um legado de verdadeiras obras primas do celeiro do jazz. Pra quem visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro - depois de descer uma escada de 15 degraus - são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto o histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e - até a sua morte em 1989 - em uma autobiografia de tirar o fôlego " Ao Vivo no Village Vanguard". São paginas de riquíssimos detalhes que valoriza ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil - como Charles Mingus e Sonny Rollins - que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o climax dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: "Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele". Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, a sra. Lorraine que continua aberto e mantém o alto nível da programação. A segunda parte de quatro do álbum "The Complete 1961 Village Vanguard Recordings" de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show, traz um Coltrane mais sutil e intimidador em seu sax e sua banda. A performance do grupo como um todo é impar e concisa. São registros históricos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify). Recomendo.

 Músicas: 
01 - Brasilia 
02 - Chasin´Another Trane 
03 - India 
04 - Spiritual 
05 - Softly As In a Morning Sunrise 

 Músicos: 
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano 
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete 
Garvin Bushell - Oboé 
Ahme Abdul-Malik - Oud Turkish (inst. árabe) 
McCoy Jones - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico 
Reggie Wolman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 
Roy Haynes - Bateria 

  Download Here - Click Aqui Parte II 

Boa audição - Namastê.

sábado, 24 de setembro de 2022

# 079 - Stan Getz Quartet In Paris (1966)

Artista: Stan Getz

Álbum: Jazz in Paris 079

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bossa Nova, Post Bop


Um dos maiores saxofonistas tenor de todos os tempos, Stan Getz tinha um dos tons mais bonitos da história do jazz. Conhecido como O Som, seu nome figura entre os grandes improvisadores por seu som e vocabulário únicos! Apesar de ser mais conhecido no Brasil por sua parceria de sucesso com João Gilberto — que levou a bossa nova para o mundo — o jazz era a sua verdadeira casa. Desde cedo, o jovem Getz demonstrava aptidão para a música e, aos 6 anos, tocava gaita ouvindo as canções que passavam no rádio. Aos 13 anos, ganha do pai seu primeiro saxofone e clarinete. De instrumento na mão, não demorou muito para que ingressasse na All City High School Orchestra, na cidade de Nova York. A música Girl from Ipanema (Garota de Ipanema) já foi a 5ª mais ouvida nos Estados Unidos e já figurou no top da Billboard? Pois é, uma loucura! Aconteceu em julho de 1964. Neste mesmo ano, Stan Getz e João Gilberto foram indicados ao Grammy em 4 categorias e venceram 3, sendo elas: Melhor Performance Instrumental de Jazz, Álbum do Ano e Música do Ano por Girl from Ipanema!

Contrabaixo – Steve Swallow (faixas: 1 a 5, 7)

Bateria – Roy Haynes (faixas: 1 a 5, 7)

Saxofone Tenor – Stan Getz (faixas: 1 a 5, 7)

Vibrafone – Gary Burton

Gravado em 13 de novembro de 1966 na Salle Pleyel, Paris


 Boa audição - Namastê 

terça-feira, 14 de março de 2017

1957 - Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane





Artista: The Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane
Álbum: Live at the Five Spot: Discovery!
Lançamento: 1957
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Cool Jazz, Bebop, Hard Bop
Thelonious Monk - piano, John Coltrane - tenor saxophone, Ahmed Abdul-Malik - 
bass, Roy Haynes - drums.  Recorded live at The Five Spot, 
New York in late summer 1957.