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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


O ciclo da eternidade: O Jazz como ontologia sonora marca presença profunda no vigésimo segundo volume representou a entrega ao silêncio, o CD23 desta série monumental atua como a ressurreição da totalidade. Estamos diante de um documento que não se propõe a ser o "fim" de uma cronologia, mas o "centro" de um sistema. Este volume funciona como um prisma: ele absorve toda a poeira das estradas de New Orleans, o suor dos clubes de Chicago, a sofisticação de Nova York e o radicalismo da abstração, sintetizando-os em uma expressão que parece existir fora do tempo linear. É o Jazz como uma forma de conhecimento sobre a própria natureza do ser. O pano de fundo deste CD é o eterno retorno. A estética não se pauta pela inovação, mas pela intensidade. O contraste é resolvido: aqui, o popular e o erudito, o arcaico e o vanguardista, deixam de ser opostos para se tornarem facetas da mesma verdade. Culturalmente, o Jazz aqui é apresentado como a "música total", uma estrutura capaz de conter as contradições humanas sem buscar resolvê-las. A temática é a celebração da presença: o Jazz como o ato supremo de estar vivo, aqui e agora, com a plena consciência de todo o passado. A técnica, neste volume, atinge o grau de inefabilidade: A "escrita" do improviso nas linhas improvisadas aqui são tão fluidas e bem estruturadas que desafiam a distinção entre composição e improvisação. É como se os músicos estivessem acessando um "banco de dados" ancestral de melodias, moldando-as com uma autoridade que sugere que a música já existia antes de ser tocada. O equilíbrio dos contrastes no CD23 demonstra um domínio magistral da alternância entre o denso e o rarefeito onde o grupo pode mergulhar em uma complexidade harmônica vertiginosa e, subitamente, dissolver-se em uma melodia simples, quase infantil, sem quebrar a unidade emocional da obra. A ergonomia do som em uma compreensão profunda de como o instrumento ressoa no espaço físico, o músico aqui "toca o ar" utilizando a acústica como um parceiro silencioso em cada nota colocada com um peso específico, calculada para vibrar em simpatia com a alma de quem ouve. A desintegração da hierarquia como ideia de "solista" e "acompanhante" é substituída por uma consciência coletiva. O que ouvimos é um sistema de retroalimentação onde as ideias musicais circulam livremente, criando um ambiente onde todos são, simultaneamente, compositores e ouvintes. A "memória orgânica": É fascinante observar como, neste estágio da antologia, os músicos utilizam citações melódicas aos grandes mestres dos primeiros volumes de forma natural, quase inconsciente é, por natureza, um diálogo constante com os fantasmas da história do Jazz. O estúdio como espelho é diferente de volumes anteriores onde o estúdio era um palco ou um laboratório, mas aqui ele funciona como um espelho. O registro documenta a autodescoberta do músico. A "fidelidade" buscada não é a da máquina, mas a da verdade emocional da performance. O legado da resistência deste volume é em última instância uma vitória, documenta que apesar de todas as crises,da obsolescência tecnológica e da pressão do mercado, a centelha que começou em 1898 permaneceu intacta, apenas refinada pelo fogo do tempo. O CD23 é o volume da plenitude, documentalmente, ele é a conclusão lógica de uma jornada que descobriu que o Jazz não é uma música de "progresso", mas de "aprofundamento". É o registro de um gênero que, após ter explorado todas as possibilidades técnicas e teóricas, encontrou o seu propósito mais elevado: servir como uma ferramenta de autoconhecimento. Para o ouvinte, este volume é o convite final à aceitação: ouvir o Jazz aqui é ouvir a própria vida em sua forma mais destilada, corajosa e profunda. Ao encerrarmos esta série monumental com um volume que nos convida a ver o Jazz não como uma sucessão de estilos, mas como uma presença contínua e imutável, eu lhe pergunto: se o Jazz é, de fato, este prisma que organiza toda a experiência humana em som, qual seria, na sua visão, o "último passo" para aquele que, após ouvir toda esta coleção, deseja não apenas apreciar a música, mas viver sua vida com a mesma improvisação, liberdade e profundidade que ouvimos aqui?


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


O silêncio eloquente: O Jazz no domínio da introspecção pura no vigésimo primeiro volume foi o limiar da transcendência, o CD22 desta coleção antológica é o mergulho definitivo na subjetividade. Estamos além da história, além da técnica e além da necessidade de categorização. Este volume não documenta uma evolução do Jazz, mas sim a sua estabilização como estado de espírito. É o registro do momento em que o Jazz, tendo percorrido o caminho da periferia para o centro da cultura, decide retirar-se para o interior do indivíduo. O pano de fundo deste CD é o silêncio reflexivo. Esteticamente, ele contrapõe-se a tudo o que o Jazz foi em seus momentos de maior exuberância orquestral ou radicalismo harmônico. Aqui, a temática é a solidão habitada. Culturalmente, o Jazz deixa de ser um "gênero de performance" e consolida-se como uma "filosofia de vida". O contraste estético é quase minimalista: a beleza reside não no que é tocado, mas na consciência profunda de cada nota emitida. A técnica neste volume, atinge o que se pode chamar de ascetismo musical: A "nota única" como Evento, a economia torna-se total, o virtuosismo não é medido pela quantidade de notas mas pela capacidade de carregar uma única nota com uma densidade emocional que preenche todo o espaço acústico. É o triunfo da respiração sobre o fraseado, a desmaterialização do pulso no ritmo já não é um "bater de pés" mas uma pulsação interna quase biológica. O ouvinte percebe o tempo passar pela cadência da própria emoção do músico, e não pela marcação mecânica da bateria ou do baixo. O instrumento como extensão da voz na fronteira entre o sopro (ou a corda) e a voz humana é apagada. O som torna-se orgânico, capaz de expressar nuances de tristeza, júbilo ou contemplação que não possuem tradução em palavras. O diálogo com o vácuo na instrumentação é esparsa., a música parece emergir do silêncio e para ele retornar criando um ciclo onde a escuta é uma forma de meditação compartilhada entre o artista e o ouvinte. O estúdio como santuário nass gravações deste volume possuem uma característica única: a ausência de "teatro", não há a intenção de impressionar ou de entreter. O registro soa como uma confissão privada, captada acidentalmente em um momento de introspecção profunda. A tecnologia como transparência na qualidade técnica aqui é tão elevada que ela desaparece completamente. Não se ouve "a musica"; ouve-se o músico. A tecnologia serviu ao seu propósito final: tornar-se invisível para que a verdade da performance fosse preservada intacta. O legado da "escuta" neste CD funciona como um convite à desconstrução da expectativa em um registro do Jazz que não exige nada do ouvinte — nem a dança, nem o estudo intelectual —, apenas a presença. O CD22 é essencialidade, documentalmente a prova de que o Jazz em seu destino final, retorna à sua fonte original: o grito solitário do Blues, agora purificado de toda a necessidade de explicação. É a antologia concluída não por um estrondo, mas por um suspiro. É o registro da maturidade absoluta, onde a música se torna uma extensão da própria existência do músico, provando que o Jazz é, em última análise, a arte de revelar quem somos através do som. Do nascimento ruidoso do Ragtime ao silêncio eloquente deste vigésimo segundo volume — gostaria de lhe deixar uma pergunta derradeira: após ouvirmos o Jazz tornar-se estrutura, revolução, abstração e, finalmente, esta introspecção pura, você acredita que a missão do Jazz na história da humanidade era nos ensinar a tocar música, ou a nos ensinar a ouvir o silêncio que existe entre as notas que compõem a vida?


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel

A memória como matéria-prima: O jazz e o olhar retrospetivo é o arcabouço do décimo nono volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" atuando como um desfecho necessário para o fervor iconoclasta do CD18. Se o volume anterior levou o gênero ao limite da abstração e da desconstrução formal, o CD19 opera como um ato de consolidação e resgate. É um registro que reconhece que, para o jazz, a inovação nunca é um processo linear de descarte do passado, mas uma espiral onde as tradições (o Blues, o Swing, o Bebop) são continuamente reincorporadas sob novas lentes. O pano de fundo deste volume é a era da "consciência histórica". O jazz aqui não busca apenas o "novo" pelo novo, mas aprofunda-se na análise de sua própria gramática. A estética é marcada pelo neoclassicismo improvisado em um existe contraste estético fascinante: a técnica é a do jazz moderno e audaz, mas o ethos é de reverência. É um momento em que os músicos, agora cientes do imenso peso cultural que carregam, começam a dialogar explicitamente com os fantasmas dos volumes iniciais desta mesma coleção. A técnica, neste volume, é pautada por um virtuosismo que serve à memória: A releitura dos standards: as composições clássicas são revisitadas, não como cópias, mas como laboratórios com improvisação explorando novas tensões harmônicas sobre estruturas que, aparentemente, já teriam sido esgotadas, provando a resiliência infinita do cancioneiro americano. O equilíbrio entre a Forma e a Liberdade é diferente da abstração total, aqui a forma é retomada como um alicerce, a música respira dentro de um "código" — um tema, um pulso, uma estrutura — mas o improviso mantém a audácia que a história do gênero tornou obrigatória. Já a "textura" como narrativa prende atenção aos detalhes dos timbre — o uso de surdinas, a manipulação de ressonâncias no piano, o trabalho de escovinhas na bateria — é levada a um grau de sofisticação que transforma a audição em uma experiência tátil, quase arquitetônica. A coletividade equilibrada, a hierarquia entre os músicos estabiliza-se novamente. O "líder" retorna como um curador de ideias e o grupo atua como uma unidade funcional, onde cada membro conhece o seu papel na manutenção da tensão emocional da peça. A tecnologia como instrumento de memória traz clareza sonora deste volume, permitendo perceber nuances que, nas gravações de época dos anos 20 ou 30 estavam submersas no ruído de fundo. É uma oportunidade única de ouvir "o passado com ouvidos modernos", permitindo que novos detalhes da articulação dos mestres sejam revelados. Os estúdios como biblioteca em muitas dessas sessões foram gravadas com o intuito deliberado de "preservação". O ambiente acustico reflete uma sobriedade quase acadêmica, onde cada take é encarado como um registro definitivo de uma tradição que não pode se perder. A "conversa" intergeracional é comum neste volume, ouvindo músicos que foram influenciados pela vanguarda tocando temas que foram imortalizados nos primeiros discos desta coleção. Esse diálogo entre épocas é o que confere a este volume o seu valor documental mais profundo. O CD19 é o volume da reconciliação e documentalmente é crucial por provar que a "liberdade" atingida nos volumes anteriores não isolou o jazz mas pelo contrário deu-lhe as ferramentas para voltar ao passado e compreendê-lo com muito mais profundidade. Para o ouvinte este disco é o convite final à contemplação: é o momento de olhar para trás e reconhecer que toda a complexidade e a abstração que ouvimos anteriormente eram, na verdade, apenas diferentes formas de expressar a mesma verdade universal contida no blues. Após fecharmos este vasto percurso por quase todos os estratos da história do jazz, eu lhe pergunto: ao final deste CD19, que encerra o ciclo de evolução, experimentação e retorno, você ainda vê o jazz como um gênero que precisa de "evolução técnica" para se manter relevante, ou você acredita que, neste ponto, o jazz tornou-se um idioma completo — uma língua que já não precisa de novas palavras, apenas de novos poetas que a usem para contar histórias que ainda não foram ditas?

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


A fronteira final: O Jazz como abstração e a desconstrução da forma nodécimo oitavo volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" é a  representação ápice da coragem estética. Se o volume anterior foi o ensaio para a ruptura, o CD 18 é o documento da desconstrução plena. Aqui, o Jazz atravessa o espelho: a estrutura que serviu de esqueleto por mais de meio século (o standard, a progressão harmônica, a métrica 4/4) é deixada de lado em favor de uma busca pela essência do som em si. Estamos diante do Jazz como filosofia pura e gesto absoluto. O pano de fundo deste volume é uma era de inquietação intelectual, estética dominante e a ausência de fronteiras. O contraste não é mais entre "o que é jazz" e "o que não é", mas entre a "forma" e o "fluxo", culturalmente o jazz aqui se liberta do seu compromisso com a funcionalidade (dançar, entreter, ser melódico) para assumir o papel de veículo de uma expressão transcendental. É o jazz como espelho da psique humana: fragmentado, por vezes caótico, frequentemente sublime. A técnica, neste estágio torna-se invisível para servir ao conceito: A liberação do tempo, a métrica deixa de ser uma grade para se tornar uma correnteza, o pulso existe, mas é maleável; ele se expande e se contrai conforme a intensidade emocional do solista, desafiando a percepção linear do tempo do ouvinte. A abstração melódica no tema é, muitas vezes, apenas uma sugestão, uma "âncora" para o abandono onde o solista não toca "sobre" a música; ele é a música, criando novas lógicas melódicas em tempo real que não devem satisfação a nenhuma tonalidade prévia. A coletividade orgânica na hierarquia entre líder (solista) e acompanhante (seção rítmica) dissolve-se, o que ouvimos é um organismo coletivo, uma conversa onde todos falam e todos escutam simultaneamente, criando um tecido sonoro denso, complexo e profundamente interdependente. O som como matéria e o uso de técnicas estendidas — o grito, o sussurro, o uso de harmônicos incomuns — revela um desejo de extrair do instrumento timbres que não fazem parte do vocabulário convencional do jazz, tratando o instrumento quase como uma voz humana que chora, ri ou indaga. A resistência do "sistema" é fascinante notar neste volume como a tecnologia de gravação teve de se adaptar para captar uma música que desafiava os níveis de volume tradicionais. O som deste CD é visceral; é possível ouvir o esforço físico, a respiração e a tensão nas cordas — o "corpo" da música está gravado aqui. O estúdio como ágora: As sessões documentadas neste CD funcionam menos como "gravações comerciais" e mais como registros de um ritual. O ambiente de estúdio, muitas vezes austero, torna-se o espaço sagrado onde o músico se confronta com a página em branco, armado apenas com a sua intuição. A rejeição como método em muitas dessas faixas desafiavam as expectativas da indústria fonográfica da época. A inclusão deste material na Grande Histoire du Jazz é uma validação histórica de que a verdadeira história do jazz é, na verdade, a história da resistência contra a norma. O CD 18 é o volume da transcendência. Documentalmente, ele é crucial por provar que o Jazz é uma das poucas formas de arte que conseguiu, em menos de uma vida humana, percorrer todo o caminho da infância folclórica à maturidade da abstração radical. Para o ouvinte, este volume não é um "descanso"; é uma provocação. Ele nos lembra que a música não existe apenas para nos agradar, mas para nos expandir, forçando-nos a ouvir o que há além das notas. Após explorarmos este limite da abstração sonora, pergunto a você: nesta fase em que o jazz se torna uma linguagem tão profunda e autorreferencial — quase uma arte hermética —, você acredita que ele finalmente completou sua missão de ser "a arte absoluta", ou você vê essa abstração total como o início de um isolamento que, em última análise, retira do jazz a sua capacidade de ser um reflexo compartilhado da experiência coletiva humana?


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

Artista: Lennie Tristano (1955)  Jutta Hipp (1954)
Lançamento: 2020
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz


Análise Crítica e Curatorial do CD8: A Arquitetura Cerebral de Lennie Tristano e o Lirismo Europeu de Jutta Hipp: O oitavo volume (CD8) da aclamada caixa antológica The Art Of The Piano..., lançada em 2020, assume uma postura curatorial profundamente investigativa e intelectual, voltada aos ouvidos mais atentos dos amantes sincopados. Afastando-se das correntes mais comerciais e previsíveis do bop dos anos 1950, este volume joga luz sobre as linhas paralelas e as dissidências estéticas que expandiram as fronteiras do jazz moderno. De um lado, a mente matematicamente genial e blindada do mestre do Cool conceitual, o norte-americano Lennie Tristano; de outro, o lirismo melódico, melancólico e altamente sofisticado da pioneira pianista alemã Jutta Hipp. O CD8 consolida-se como um verdadeiro banquete mecânico de polirritmias subjacentes, improvisações em linhas contínuas e acentuações métricas surpreendentes. As performances, cronologia absoluta e contexto geográfico das matrizes do repertório do CD8 é estruturado com base em fitas analógicas raras que capturam momentos cruciais de redefinição da linguagem do teclado no jazz, detalhadas cronologicamente abaixo: Lennie Tristano: A geometria abstrata e as linhas longas, de pianista cego que  operava como um cientista harmônico. Rejeitando os clichês ritmicamente previsíveis e os floreios de blues do bebop ortodoxo, Tristano propôs uma música baseada em linhas melódicas assustadoramente longas conduzidas pela mão direita, correndo de forma independente sobre uma pulsação rítmica inflexível mantida pela mão esquerda. As performances preservadas no CD8 expõem sua lendária sobreposição de compassos (métrica cruzada), onde ele executava frases em tempos de 3/4 ou 5/8 contra uma cozinha rítmica que mantinha um rígido 4/4. Para os amantes sincopados, o efeito é fascinante: uma flutuação rítmica cerebral que parece desafiar as leis da gravidade do tempo musical. Data e local da gravação: Registrado em Nova York, NY (EUA), em uma histórica sessão de estúdio realizada em 11 de junho de 1955. Esta fita master documenta o pianista em seu laboratório caseiro e em estúdios de Manhattan, manipulando dinâmicas e experimentando as primeiras sobreposições de faixas (overdubbing) da história do jazz, uma verdadeira quebra de paradigma na engenharia de som da época. Jutta Hipp: O equilíbrio entre o Rigor Europeu e o balanço moderno, a presença da pianista Jutta Hipp no CD8 evoca uma sofisticação melódica singular. Tendo fugido dos horrores da Segunda Guerra Mundial na Alemanha e se estabelecido como a primeira mulher europeia a assinar com a prestigiosa Blue Note Records, Hipp exibe um fraseado que equilibra com perfeição a influência direta do mestre Horace Silver com uma sensibilidade melódica fria e introspectiva, típica da escola do Cool Jazz. Seu senso de síncopa não é agressivo ou explosivo, mas sim cirúrgico: ela pontua os contratempos com acordes limpos e econômicos na mão esquerda, deixando que a mão direita trace soluções melódicas engenhosas e fluidas, dotadas de um balanço sutil e profundamente elegante. Data e local da gravação: Gravado ao vivo no icônico clube Hickory House, em Nova York, NY, no dia 5 de abril de 1956. Capturada pelo mestre Rudy Van Gelder, esta sessão em trio imortaliza a técnica fina de Jutta Hipp antes de seu misterioso e precoce afastamento dos palcos da cena nova-iorquina, servindo como um testamento de seu brilhantismo técnico. Curiosidades de bastidores e engenharia de áudio a grande curiosidade histórica que liga as duas pontas conceituais do CD8 reside na mútua obsessão pela clareza do som e pela rejeição aos excessos emocionais. Enquanto Lennie Tristano exigia que seus bateristas e contrabaixistas mantivessem um tempo rigorosamente plano, metronômico e sem variações para que ele pudesse tensionar as síncopas e polirritmias no piano, Jutta Hipp encontrou na acústica acolhedora do Hickory House o cenário ideal para demonstrar seu controle dinâmico. O barulho sutil de copos ao fundo do clube nova-iorquino, captado na fita de 1956, adiciona uma camada de charme orgânico que contrasta com o isolamento austero e quase clínico das gravações de estúdio de Tristano em 1955. Sob a perspectiva dos audiófilos e puristas do jazz, o trabalho de engenharia de som do CD8 é soberbo. As faixas de Tristano exigiram uma cuidadosa micro-equalização para mitigar as limitações de suas gravações caseiras experimentais, conseguindo trazer à superfície a incrível separação tonal entre os acordes graves da mão esquerda e as corridas velozes da mão direita. Por sua vez, a masterização de 2020 das fitas de Jutta Hipp no Hickory House preserva a lendária assinatura de Van Gelder: um som de piano de cauda encorpado, percussivo na medida certa e imerso em um palco sonoro tridimensional que faz o ouvinte sentir-se sentado à mesa do clube. Nível de escolha das faixas: Um manifesto à estética alternativa, o desenho curatorial implementado no CD8 consagra-se como um dos maiores acertos da caixa antológica de 2020. Em vez de optar pela obviedade comercial de pianistas amplamente incensados da Costa Oeste americana, a equipe editorial escolheu contrapor duas mentes que pensavam o jazz como uma estrutura de câmara de alta costura. O encadeamento das faixas propicia uma experiência educacional única: a audição migra da complexidade labiríntica e matemática das síncopas artificiais de Lennie Tristano em 1955 para a fluidez melódica, o balanço natural e o lirismo elegante de Jutta Hipp em 1956. Esta transição joga por terra o preconceito histórico de que a vanguarda e o cool jazz eram desprovidos de swing. O que este volume prova é que a síncopa, nas mãos desses dois mestres, deixou de ser um mero artifício de dança para se converter em uma sofisticada ferramenta arquitetônica, onde os tempos fracos do compasso são utilizados para criar suspense, surpresa e uma indescritível beleza abstrata. Veredito Curatorial: O CD8 de The Art Of The Piano... é um artefato indispensável para os estudantes e devotos da evolução técnica do piano jazz. Ao reunir o rigor conceitual de Lennie Tristano em suas sessões nova-iorquinas de 1955 e a elegância intimista do trio de Jutta Hipp no Hickory House em 1956, o volume oferece uma radiografia impecável das correntes estéticas que desafiaram o bebop convencional. Um disco profundo, raro e essencial para os ouvidos que buscam a síncopa em sua expressão mais refinada.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

"Você encontrará algumas das melhores performances de Lester Young e Willie Smith aqui. Apresentações de piano gigantescas abundam de Nat Cole, Teddy Wilson, Johnny Guarnieri e Hines. Nesta caixa maravilhosa estão as faixas dos EUA que estão faltando no conjunto de Coleman Hawkins do Mosaic. E os trompetistas nessas faixas eram Buck Clayton e Charlie Shavers, ambos no auge de suas carreiras. Não há muito do trompetista Joe Thomas disponível hoje em dia, mas aqui está sua obra-prima, Pocatello. Uma boa dose do excelente Bill Harris é composta por uma das melhores sessões posteriores do Teagarden, onde ele canta uma bela versão de Home, com acompanhamento soberbo do grupo de Wettling, Hawkins novamente desenfreado e piano deslumbrante do pouco conhecido som semelhante de Tatum, Herman Chittinson. Rex Stewart tem uma sessão tipicamente original, culminada por sua evocativa música Swamp Mist. A banda inclui Lawrence Brown, Harry Carney e Tab Smith. Arnold Ross tem Benny Carter em seu quinteto. Há um pouco de Bud Freeman refrescante, com Shavers, Billy Butterfield, Ed Hall, Wild Bill, Peanuts, Dave Tough, Joe Sullivan e Gene Schroeder. Bucks está de volta ao grupo de JC Heard, e há oito faixas gravadas em Nova Orleans pelo sete integrantes de Irving Fazola. Joe Thomas está em várias das bandas, incluindo o saxofonista Pete Browns, e Shavers e Jonah Jones se juntam a Budd Johnson para formar uma linha de frente animada para uma versão dos Keynoters. A outra banda com o mesmo nome tem um trabalho de piano deslumbrante de Nat Cole como backing vocal de Willie Smith, e o outro grupo de Willie irrompe com solos deslumbrantes de Les Paul em grande forma. Até Shorty Rogers aparece em alguns de seus primeiros trabalhos (1945), juntamente com Don Byas e Cozy Cole, e Ralph Burns, Flip, Bill Harris, Bauer e Tough cruzaram a estrada da banda de Herman para se juntar ao grupo de Chubby Jackson. O Kansas City Seven de 1944 teve Lester em sua melhor forma, com grande execução de Buck Clayton, Dickie Wells e um pianista chamado Prince Charming, elevado em posição de Conde. Os quartetos Young são deslumbrantes, principalmente pelo trabalho de piano de Guarnieri. É Billy Taylor o baixista, não o pianista, e seu Big Eight inclui Harry Carney, Johnny Guarnieri e um Harvey no contralto. Havia um filme na época (1944) sobre um coelho gigante com esse nome, e o apelido de Johnny Hodges era Rabbit. Vai entender. O conjunto de trompete de Eldridge inclui Joe Thomas e Emmett Berry, com Guarnieri novamente, e a versão de saxofone de Hawks tem Tab Smith, Byas e Carney com Guarnieri novamente. Essas ótimas faixas, como alguns dos quartetos e quintetos de Hawkins, chegaram aqui em LPs da Phillips, enquanto o material de Young foi gravado em um Mercury de 10 polegadas. Muitas das gravações foram feitas para discos de 78 polegadas de 12 polegadas, o que resulta em muitas performances relaxadas e prolongadas. É bom que, mais de meio século depois de Harry Lim, dono do selo Keynote, se tornar um benfeitor tão prolífico do jazz, suas gravações sejam tão lindamente apresentadas pela Fresh Sound. Jordi Pujol merece ser parabenizado pela apresentação imaginativa e implacável da música. O livreto de 124 páginas está repleto de textos e fotografias fascinantes. Os CDs, em capas de cartão resistentes, têm sua própria caixa, e essa caixa e o livreto estão contidos em outra caixa. Cinco estrelas? Esta caixa deveria ter seu próprio sistema de estrelas e receber 10."
— Steve Voce (março de 2014)Jazz Journal

Boa audição - Namastê

 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop


"Finalmente, temos todos os inestimáveis ​​lados do Keynote em um box completo, organizado e lindamente produzido. Este é um grande evento de jazz."

— Doug Ramsey (Rifftides)

Boa audição - Namastê


 

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

Por fim, recomendo as sessões de Juan Tizol e sua orquestra em 1946 (Disco 9, faixas 14-17), famoso por sua participação nas orquestras de Duke Ellington; a da jovem cantora branca Ann Hathaway e da orquestra Ellis Larkin (Disco 10, faixas 3-4); e os dois trios de Lennie Tristano, um de 1946 (Disco 10, faixas 22-26) e outra de 1947 (Disco 11, músicas 21-23) e que representaria a última dessas históricas sessões do Keynote Recordings. Vale destacar que o som de todos os CDs, apesar da idade das gravações, é excelente e foi remasterizado em 24 bits. A caixa vem acompanhada de um livreto explicativo de 124 páginas detalhando toda a história da gravadora, as sessões de gravação em ordem cronológica, ricamente ilustrado com fotos, capas de álbuns e "biscoitos", e um pequeno pôster com o logotipo da gravadora Keynote, repleto de fotos dos músicos que tocaram com a gravadora. Sem dúvida, este é um dos melhores relançamentos do ano, tanto pela qualidade do material musical lançado quanto pela recuperação da história desta pequena gravadora. Um trabalho que certamente merecerá a atenção dos fãs.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

Entre as sessões deste box, algumas merecem atenção especial, seja pela importância de sua presença, seja pelas circunstâncias que as cercam. Esta reedição está repleta de músicos da era do swing e alguns do bebop , que fazem parte da história do jazz, como os já citados Coleman Hawkins e Lester Young, mas também, entre outros, Don Byas, Red Norvo, Shelly Manne, Horace Henderson, Flip Phillips, Ralph Burns, Barney Bigard, Budd Johnson, Shorty Rogers, Eddie Bert, Johnny Guarneri, Dodo Marmarosa, Lennie Tristano, Howard McGhee, Serge Chaloff e o conhecido Neal Hefti. O fã encontrará, além das gravações já mencionadas, lideradas pelo trompetista George Hartman e Lester Young, as sessões de composições de Leonard Feather produzidas por ele e interpretadas pelo sexteto de músicos da orquestra de Lionel Hampton (entre eles o excelente saxofonista Arnett Cobb) e com a participação estelar de Dinah Washington (Disco 1, músicas 9 - 12). Algumas gravações que serviram para popularizar a cantora.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)


Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop


A Keynote Records foi uma gravadora fundada pelo dono de uma loja de discos Eric Bernay em 1940. Os lançamentos iniciais da gravadora foram canções folk e de protesto da União Soviética e da Guerra Civil Espanhola, seguidos por vários lançamentos antiguerra de músicos americanos. A partir de 1943, a gravadora lançou gravações na linguagem jazzística produzidas por Harry Lim. O crítico musical John S. Wilson, em 1965, descreveu a produção jazzística da gravadora como "um reflexo extraordinariamente válido do espírito jazzístico da época". Um investimento imprudente em uma fábrica de discos em 1947 levou a empresa à falência em 1948, passando a ser controlada pela Mercury Records. As sessões de jazz do Keynote foram relançadas em 1986, quando a Nippon Phonogram/PolyGram lançou um conjunto de 21 LPs com 115 takes inéditos. Robert Palmer, no The New York Times, em outubro de 1986, descreveu-o como "uma adição muito mais substancial ao acervo de performances de jazz clássico absolutamente essenciais do que se poderia esperar ou almejar tão tarde". Em 2013, um conjunto de 11 CDs com gravações de jazz do Keynote foi lançado pelo selo espanhol Fresh Sound. Donald Clarke, escrevendo sobre Lim para o Keynote, descreveu-o como alguém que sabia o que estava fazendo e que conseguia "bom som, sem truques". (Wikipedia) A Keynote Jazz Collection 1941-1947 (2013) é um impressionante box com 11 CDs lançado pela Fresh Sound Records, reunindo uma rica coleção de gravações de jazz de um período transformador na história do gênero. Se você gosta de swing, bebop e jazz de pequenos grupos, esta coleção é um verdadeiro tesouro. A Keynote Records foi uma das gravadoras mais influentes de sua época, capturando a vibração e a espontaneidade do jazz durante a década de 1940. Este repertório destaca músicos lendários como Lester Young, Coleman Hawkins, Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Dinah Washington, além de preciosidades menos conhecidas que pintam um panorama mais completo da evolução do jazz. Nestas faixas lindamente remasterizadas, pode se ouvir a experimentação da época em fraseado, ritmo e arranjos de conjunto — cada sessão transborda a energia de músicos que desafiam os limites. A variedade de estilos aqui é impressionante. Você encontra a elegância suave e sedosa do Lester Young Quartet, entregando performances de destaque como Just You, Just Me e I Never Knew. E há também Coleman Hawkins, cujo "Cattin' at Keynote" é repleto de arrogância e brilhantismo técnico. Dinah Washington traz seu blues soul característico, brilhando em faixas como Evil Gal Blues e Salty Papa Blues, provando por que ela se tornou uma das vocalistas mais inesquecíveis da época. Além dos nomes mais conhecidos, este box também explora profundamente a lista de artistas do Keynote, apresentando aos ouvintes músicos fantásticos, mas às vezes esquecidos. Faixas como "Battle of the Saxes", de Coleman Hawkins and His Sax Ensemble, ou "Thru' for the Night", de Cozy Cole, destacam a interação e a química entre os músicos durante essas sessões. Há também um toque de arranjos exóticos e experimentais, como "Curry in a Hurry", do Charlie Shavers Quintet, que adiciona um toque lúdico ao fraseado clássico do jazz. A Fresh Sound Records fez um trabalho incrível na embalagem, incluindo um livreto de 124 páginas repleto de insights históricos, fotos e notas que contam a história por trás de cada gravação. Há até um pôster desdobrável, fazendo com que esta coleção pareça uma celebração da era de ouro do jazz, em vez de apenas mais uma coletânea. Seja você um colecionador dedicado ou simplesmente alguém que adora descobrir jazz clássico, a Coleção Keynote Jazz é uma experiência essencial. É um retrato de uma era vibrante, repleta de performances inesquecíveis que ainda hoje soam atuais. 

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Álbum: CD18 (1949)
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz


Boa audição - Namastê

sábado, 28 de outubro de 2023

CD6: Lennie Tristano Personal Recordings 1946-1970 (Boxset 6CDs)

Lançamento: 2021
Selo: Mosaic Records / Dot Time Records
Gênero: Bop, Hard-bop, Pós-Bop


 Lennie Tristano Personal Recordings 1946 – 1970  serve para homenagear o verdadeiro legado de um dos arquitetos do jazz. Em suma, para compartilhar a visão do coprodutor  Jerry Roche para esta compilação triunfante da excelência nunca antes lançada de Tristano, “acredito que este box set da Mosaic/Dot Time Records ajudará Tristano finalmente a receber o que merece de crítica”. O disco 6 começa com uma sessão inovadora de free jazz de 1948 com  Lee Konitz ,  Warne Marsh e  Billy Bauer . A gravação é anterior aos históricos  Intuition  e  Digression  de Tristano , bem como às icônicas gravações de free jazz do final dos anos 50/início dos anos 60 de outros artistas que tantas vezes recebem aclamação pela inovação inicial de Tristano. 

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Sax. Alto  – Lee Konitz (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Baixo – Arnold Fishkin (faixas: 1-15, 3-1 to 3-6), Joe Shulman (faixas: 3-7, 3-8), Peter Ind (faixas: 4-1 to 4-11), Sonny Dallas (faixas: 5-1 to 5-8, 6-8 to 6-14)
Bateria – Al Levitt (faixas: 4-8 to 4-11), Jeff Morton (faixas: 3-1 to 3-8), Nick Stabulas (faixas: 5-7, 5-8, 6-8 to 6-14), Tom Wayburn (faixas: 4-1 to 4-7)
Guitarra – Billy Bauer (faixas: 1-1 to 1-5, 1-7 to 1-15, 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Piano – Lennie Tristano
Sax. Tenor  – Warne Marsh (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7), Zoot Sims (faixas: 6-14)

Gravações – Lennie Tristano (faixas: 2-2 to 2-15, 4-1 to 5-8), Lenny Popkin (faixas: 2-16 to 2-18), Rudy Van Gelder (faixas: 2-1)
Gravado por [Wire Recordings] - Billy Bauer (faixas: 1-7 a 1-11, 3-1 a 3-5, 6-1 a 6-7)

Locais e datas de gravação:
6-1 a 6-7: casa de Lennie, Flushing, NY, 1948
6-8 a 6-14: Half Note , c. O encarte do CD de 1962
tem a localização das gravações no CD 5 como E. 32nd Street Studio de Lennie Tristano


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

CD5: Lennie Tristano Personal Recordings 1946-1970 (Boxset 6CDs)

Lançamento: 2021
Selo: Mosaic Records / Dot Time Records
Gênero: Bop, Hard-bop, Pós-Bop


Neste Box, contém registros dos períodos de Lennie ao longo de várias décadas: A partir da década de 1940, você ouvirá apresentações ao vivo de seu trio “Keynote” com Billy Bauer e Arnold Fishkin. Dessa mesma década, você ouvirá as primeiras gravações de “free Jazz” gravadas em sessão com Lennie, Lee Konitz, Warne Marsh e Billy Bauer. Da década de 1950, você ouvirá “Spectrum” – uma peça de piano solo livre – bem como o sexteto de Lennie com Warne Marsh, Lee Konitz e Billy Bauer em apresentações em casas noturnas que incluem uma improvisação totalmente livre. Também estão incluídas gravações de trio criadas em seu estúdio na 32nd Street – lindamente gravadas pelo próprio Lennie. Dos anos 60, você o ouvirá em sessões de duo com o baixista Sonny Dallas – além de gravações solo da mesma época que nos deu a música de “The New Tristano” (Atlantic Records). E por último, a partir dessa mesma década, você poderá ouvir Lennie em uma apresentação ao vivo no clube Half Note em Nova York – tanto em trio quanto com os convidados Lee Konitz e Zoot Sims sentados para uma comovente apresentação de “How Deep is O oceano". Disco 5 Contém duos e trios com o baixista Sonny Dallas e o baterista Nick Stabulas. As faixas do duo capturam a escuta atenta de dois amigos e músicos ansiosos para criar belas músicas juntos, e as faixas do trio demonstram a rara interação de três músicos que estão conectados entre si em cada refrão melódico e exploração harmônica.

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Sax. Alto  – Lee Konitz (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Baixo – Arnold Fishkin (faixas: 1-15, 3-1 to 3-6), Joe Shulman (faixas: 3-7, 3-8), Peter Ind (faixas: 4-1 to 4-11), Sonny Dallas (faixas: 5-1 to 5-8, 6-8 to 6-14)
Bateria – Al Levitt (faixas: 4-8 to 4-11), Jeff Morton (faixas: 3-1 to 3-8), Nick Stabulas (faixas: 5-7, 5-8, 6-8 to 6-14), Tom Wayburn (faixas: 4-1 to 4-7)
Guitarra – Billy Bauer (faixas: 1-1 to 1-5, 1-7 to 1-15, 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Piano – Lennie Tristano
Sax. Tenor  – Warne Marsh (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7), Zoot Sims (faixas: 6-14)

Gravações – Lennie Tristano (faixas: 2-2 to 2-15, 4-1 to 5-8), Lenny Popkin (faixas: 2-16 to 2-18), Rudy Van Gelder (faixas: 2-1)
Gravado por [Wire Recordings] - Billy Bauer (faixas: 1-7 a 1-11, 3-1 a 3-5, 6-1 a 6-7)________________________________________

Sax. Alto  – Lee Konitz (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Baixo – Arnold Fishkin (faixas: 1-15, 3-1 to 3-6), Joe Shulman (faixas: 3-7, 3-8), Peter Ind (faixas: 4-1 to 4-11), Sonny Dallas (faixas: 5-1 to 5-8, 6-8 to 6-14)
Bateria – Al Levitt (faixas: 4-8 to 4-11), Jeff Morton (faixas: 3-1 to 3-8), Nick Stabulas (faixas: 5-7, 5-8, 6-8 to 6-14), Tom Wayburn (faixas: 4-1 to 4-7)
Guitarra – Billy Bauer (faixas: 1-1 to 1-5, 1-7 to 1-15, 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Piano – Lennie Tristano
Sax. Tenor  – Warne Marsh (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7), Zoot Sims (faixas: 6-14)

Gravações – Lennie Tristano (faixas: 2-2 to 2-15, 4-1 to 5-8), Lenny Popkin (faixas: 2-16 to 2-18), Rudy Van Gelder (faixas: 2-1)
Gravado por [Wire Recordings] - Billy Bauer (faixas: 1-7 a 1-11, 3-1 a 3-5, 6-1 a 6-7)
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Locais e datas de gravação:
5-1 a 5-8: Estúdio de Lennie, Palo Alto St., Hollis, NY, desconhecido data

Boa audição - Namastê