quarta-feira, 6 de junho de 2018
Chet Baker: um anjo que desceu ao inferno
domingo, 25 de junho de 2017
1988 - California Concerts Vol 1 & 2 - Gerry Mulligan
Gerry Mulligan - Sax Baritone, Jon Eaedley - Trumpet, Bobby Brookmeyer - Valve Tromone & piano, Zoot Sims - Sax Tenor, Red Mitchell - Bass & Larry Bunker - Drums
sexta-feira, 19 de junho de 2009
1988 - Live in Germany - Miles Davis
“Trane era o saxofonista mais ruidoso e mais rápido que eu já ouvi. Tocava rápido e alto, ao mesmo tempo, o que é difícil de fazer. Porque quando a maioria dos músicos toca alto, se trava. Já vi muitos saxofonistas se enrolarem tentando tocar assim. Mas Trane fazia isso e era fenomenal. Era como se estivesse possuído, quando levava aquele instrumento à boca. Era muito apaixonado – feroz – e ao mesmo tempo muito tranqüilo e delicado quando não estava tocando. Um cara puro. Jamais compôs coisa alguma durante o tempo que esteve em meu conjunto. Tudo que fazia era começar a tocar. A gente conversava muito sobre música nos ensaios e a caminho do trabalho. Eu lhe mostrava muita coisa, e ele sempre escutava. E eu dizia: - Trane, tome aqui estes acordes, mas não é pra tocar assim o tempo todo, não, sabe? Isso quer dizer que você tem dezoito, dezenove coisas diferentes pra tocar em dois acordes. Ele ficava ali sentado, de olhos arregalados, absorvendo tudo. Trane era um inovador, e a gente tem de dizer a coisa certa às pessoas desse tipo. Por isso que eu mandava que ele começasse no meio, pois era assim que sua cabeça funcionava mesmo. Ele buscava desafios, e se a gente lhe desse o troço errado, ele não escutaria. Mas era o único músico que podia tocar aqueles acordes que eu lhe dava sem fazê-los soar como acordes. Depois do trabalho, ele voltava pra seu quarto de hotel e praticava, enquanto todos os demais andavam pela rua. Praticava durante horas, depois de acabar de tocar três sets. E mais tarde, em 1960, quando lhe dei um sax soprano que conseguira com uma conhecida de Paris, uma antiquária, isso teve um efeito no seu tenor. Antes de ganhar aquele soprano, ele ainda tocava com Dexter Gordon, Eddie “Lockjaw” Davis, Sonny Stitt e Bird. Depois de ganhar o instrumento, seu estilo mudou. Depois disso, não tocava mais como ninguém a não ser ele mesmo. Descobriu que podia tocar mais suave e mais rápido no soprano que no tenor. E isso realmente o deixou ligado, pois não podia fazer no tenor o que podia no alto, porque o soprano é um instrumento direto, e como ele gostava do registro baixo, descobriu que também podia pensar e ouvir melhor com o soprano do que com o tenor. Quando tocava o soprano, depois de algum tempo, parecia mais uma voz humana, um lamento. Depois que gravamos aqueles últimos lados pra Prestige, em outubro de 1956, levei o grupo de volta ao Café Bohemia, e foi lá que aconteceu muita coisa entre Coltrane e eu. Essas coisas já vinham se acumulando há algum tempo. Cara, era uma merda ver o que ele fazia consigo mesmo, a essa altura já se achava realmente dependente da heroína, e também bebendo muito. Chegava atrasado e cabeceava no palco. Uma noite, fiquei tão puto com ele que lhe dei um tapa na cabeça e um soco na barriga, no camarim. Thelonious Monk estava lá nessa noite; fora ao camarim dar boa-noite e viu o que eu fiz com Trane. Quando viu que Trane não reagia e apenas ficava ali sentado como um bebezão, se revoltou. Disse a Trane: - Cara, do jeito que você toca saxofone, não tem de aceitar essa merda; pode vir tocar comigo quando quiser. E você Miles, não devia bater nele desse jeito. Eu estava tão puto que pouco ligava pro que Monk dizia, porque, pra começar, não era da conta dele. Despedi Trane essa noite, e ele voltou pra Filadélfia, pra tentar se livrar do vício. Me senti mal mandando-o embora, mas não via que mais podia fazer nas cincunstâncias. Por mais que eu gostasse de Trane, nós não andávamos juntos depois que deixávamos o estrado, porque tínhamos estilos diferentes. Antes, era porque ele vivia afundado na heroína, e eu acabara de sair dessa. Agora ele estava limpo e quase não saía, voltava direto pro hotel, pra praticar. Sempre levara a música a sério, e sempre praticara muito. Mas agora era quase como se estivesse numa espécie de missão. Me dizia que já fizera muita confusão, perdera muito dinheiro e não dera muita atenção à sua vida pessoal, à sua família e, acima de tudo, à sua música. Portanto, só se preocupava em tocar sua música e crescer como músico. Era só no que pensava. Não podia ser seduzido pela beleza de uma mulher, porque já fora seduzido pela beleza da música, e era fiel à sua esposa. Quanto à mim, depois que acabava a música, eu saía logo buscando a dona boa com quem ia ficar naquela noite. Cannonball Adderley (vocal) e eu conversávamos e saíamos às vezes, quando eu não estava com alguma mulher. Philly e eu ainda éramos amigos, mas ele vivia se enchendo de droga, ele, Paul e Red. Mas éramos todos amigos e todos nos dávamos muito bem juntos.” (“Miles Davis, a Autobiografia” - pp 180, 194 e 195).Faixas
01 - Perfect Way
02 - Human Nature
03 - Tutu
04 - Splatch
05 - Heavy Metal (Prelude)
06 - Heavy Metal
07 - Don’t Stop Me Now
08 - Carnival Time
09 - Tomaas
10 - New Blues
11- Portia
Musicos:
Miles Davis – Trompete & keyboards
Kenny Garrett – Sax. alto & Flauta
Joseph “Foley” McCreary – Baixo Acustico(Lead)
Benjamin Rietveld – Baixo Acustico
Bobby Irving – Keyboards (lead)
Adam Holzman – Keyboards
Marilyn Mazur – Percussão
Ricky Wellman – Bateria
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Boa audição - Namastê.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
1988 - East to Wes - Emily Remler
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Emily Remler tinha idéias bem definidas com relação ao seu Jazz: "Quero ter uma voz única como a de Coltrane. Ouvimos duas notas e sabemos logo que é ele. Quero uma voz totalmente única, minha própria voz, o que significa lutar por uma maturidade pessoal e estar preparada para isso." Emily Remler não estava preparada. Dependente de heroína, morreu de um ataque do coração aos 32 anos, em 1990, durante turnê pela Austrália.
Trecho do livro New Jazz - De Volta para o Futuro, de Roberto Muggiati
Tracks:
1 - Daahoud
2 - Snowfall
3 - Hot House
4 - Sweet Georgie Fame
5 - Ballad for a Music Box
6 - Blues for Herb
7 - Softly, as in a Morning Sunrise
8 - East to Wes
Credits:
Carl Jefferson - Producer
Hank Jones - Piano
Emily Remler - Guitar
Marvin "Smitty" Smith - Drums
Buster Williams - Bass
YouTube: Emily Remler:
Red Blouse Bossa Nova
Emily Remler na Wikipedia
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
1988 - The New Tango - Astor Piazzolla with Gary Burton
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Gravado no Montreux Festival, de 1986, The New Tango é o registro do histórico encontro entre o argentino Astor Piazzolla e o vibrafonista americano Gary Burton. O álbum agrada e surpreende tanto aos fãs de Jazz, quanto aos de Tango, que irão se deparar com músicas de puro virtuosismo, além da intensidade melódica de Piazzola e a versatilidade Burton, que mostrou autoridade para navegar nas composições complexas do argentino. As sete composições do álbum são um resumo de grandes peças escritas por Piazzolla durante a sua memorável carreira, incluindo "Vibraphonissimo", escrita especialmente para Burton. As chances de decepção aqui são mínimas, revelando que o vibrafone se adapta muito bem ao tango, ou pelo menos, que Gary Burton é plenamente capaz para o trabalho.
Tracks:
1. Milonga Is Coming
2. Vibraphonissimo
3. Little Italy 1930
4. Nuevo Tango
5. Laura's Dream
6. Operation Tango
7. La Muerta del Angel - (bonus track)
Credits:
Gary Burton - Vibraphone, Performer, Mixing
Hector Console - Bass
Nesuhi Ertegun - Producer
Horacio Malvicino - Guitar
Horacio Malvincino - Guitar
Fernando Suarez Paz - Violin
Astor Piazzolla - Piano, Bandoneon, Performer, Liner Notes
Pablo Ziegler - Piano
http://www.piazzolla.org/
http://www.garyburton.com/home.html
quarta-feira, 9 de julho de 2008
1988 - Let´s Get Lost
Os homens são mesmo fascinantes e engraçados. Afirmam-se como indivíduos, mas inevitavelmente são destinados a serem peças de encaixe do muro histórico. A música sempre levou a busca dos extremos e o fim acabaria sendo esse. Chet Baker não foje a regra em tornar se o principal expoente da Costa Oeste escola de cool jazz, no início e meados dos anos 50. Como trompetista, tinha um modo aguçado e moderado, jogando estilo intimista e atraindo atenção para além do jazz fotogênico. Sua música um constrangimento, um sussurro, um xingamentos, um ruídos, ou o próprio silêncio dos escarnecidos - parte importante da música, são as evidencias de cada apresentação do espoente Baker,assim como já vinha ocorrendo com suas obras aleatórias e inesperadas. LET´S BRUCE WEBER - Quando comecei a fazer o filme, eu já era fã de Chet. Ele foi um ícone de estilo e atitude, era extremamente cool. Começamos o documentário um ano antes de sua morte. Chet já estava envelhecido, mas ainda tinha capacidade de seduzir a todos com seu charme. Uma vez que você entendia esse traço de sua personalidade, tudo ficava mais fácil. Às vezes, as pessoas dizem coisas lindas, duras ou interessantes e todos se perguntam se aquilo é verdade. Não quero saber se o que Chet disse era 100% verdade, minha intenção nunca foi expor suas entranhas. Só importa que ele tenha tido coragem de se expor à sua maneira. Não faço documentários tradicionais, não tenho esse tipo de pacto com a verdade.
FOLHA - Quando Chet morreu, em 1988, você estava editando o filme. Como reagiu à notícia?
WEBER - Eu estava na sala de edição quando alguém chegou com a notícia. Eu e minha equipe deitamos no chão e ficamos em silêncio, alguns choraram. Levantamos e fomos para casa. Depois de duas semanas, eu disse: "Vamos terminar, em homenagem a ele". Chet tinha problemas com drogas e bebidas, e eu alimentava a fantasia de que poderia salvá-lo. Houve boatos sobre suicídio, mas a versão oficial, na qual acredito, é que ele caiu de uma janela.
Curiosidades: Dvd Let's
Diretor: Bruce Weber

Elenco: Chet Baker, Carol Baker, Vera Baker, Paul Baker , Dean Baker, Missy Baker, Dick Bock, William F. Claxton(Como Roterista de Bonanza -1959), Hersh Hamel, Chris Isaak(O Pequeno Buda - 1993) , Lisa Marie (Planeta dos Macacos - 2001), Andy Minsker, Jack Sheldon (Assassinatos na Rádio WBN - 94), Lawrence Trimble (Superhomem - O Filme - 78), Joyce Night Tucker
Tracks:
01 - Moon And Sand
02 - Imagination
03 - You´re My Thrill
04 - For Heaen´s Sake
05 - Eve´ry Time We Say Goodbye
06 - I Don´t Stand A Ghost Of A Chance With You
07 - Daybreak
08 - Ingaro
09 - Blame It On My Youth
10 - My One And Only Love
11 - Everything Happens To Me
12 - Almost Blue
Pessoal:
Chet Baker - Trompete e Vocais
Frank Strazzeri - Piano
John Leftwich - Baixo
Ralph Penland - Bateria e Percussão
Nicola Stilo - Guitarra e Flauta
Boa audição - Namastê











