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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


O ciclo da eternidade: O Jazz como ontologia sonora marca presença profunda no vigésimo segundo volume representou a entrega ao silêncio, o CD23 desta série monumental atua como a ressurreição da totalidade. Estamos diante de um documento que não se propõe a ser o "fim" de uma cronologia, mas o "centro" de um sistema. Este volume funciona como um prisma: ele absorve toda a poeira das estradas de New Orleans, o suor dos clubes de Chicago, a sofisticação de Nova York e o radicalismo da abstração, sintetizando-os em uma expressão que parece existir fora do tempo linear. É o Jazz como uma forma de conhecimento sobre a própria natureza do ser. O pano de fundo deste CD é o eterno retorno. A estética não se pauta pela inovação, mas pela intensidade. O contraste é resolvido: aqui, o popular e o erudito, o arcaico e o vanguardista, deixam de ser opostos para se tornarem facetas da mesma verdade. Culturalmente, o Jazz aqui é apresentado como a "música total", uma estrutura capaz de conter as contradições humanas sem buscar resolvê-las. A temática é a celebração da presença: o Jazz como o ato supremo de estar vivo, aqui e agora, com a plena consciência de todo o passado. A técnica, neste volume, atinge o grau de inefabilidade: A "escrita" do improviso nas linhas improvisadas aqui são tão fluidas e bem estruturadas que desafiam a distinção entre composição e improvisação. É como se os músicos estivessem acessando um "banco de dados" ancestral de melodias, moldando-as com uma autoridade que sugere que a música já existia antes de ser tocada. O equilíbrio dos contrastes no CD23 demonstra um domínio magistral da alternância entre o denso e o rarefeito onde o grupo pode mergulhar em uma complexidade harmônica vertiginosa e, subitamente, dissolver-se em uma melodia simples, quase infantil, sem quebrar a unidade emocional da obra. A ergonomia do som em uma compreensão profunda de como o instrumento ressoa no espaço físico, o músico aqui "toca o ar" utilizando a acústica como um parceiro silencioso em cada nota colocada com um peso específico, calculada para vibrar em simpatia com a alma de quem ouve. A desintegração da hierarquia como ideia de "solista" e "acompanhante" é substituída por uma consciência coletiva. O que ouvimos é um sistema de retroalimentação onde as ideias musicais circulam livremente, criando um ambiente onde todos são, simultaneamente, compositores e ouvintes. A "memória orgânica": É fascinante observar como, neste estágio da antologia, os músicos utilizam citações melódicas aos grandes mestres dos primeiros volumes de forma natural, quase inconsciente é, por natureza, um diálogo constante com os fantasmas da história do Jazz. O estúdio como espelho é diferente de volumes anteriores onde o estúdio era um palco ou um laboratório, mas aqui ele funciona como um espelho. O registro documenta a autodescoberta do músico. A "fidelidade" buscada não é a da máquina, mas a da verdade emocional da performance. O legado da resistência deste volume é em última instância uma vitória, documenta que apesar de todas as crises,da obsolescência tecnológica e da pressão do mercado, a centelha que começou em 1898 permaneceu intacta, apenas refinada pelo fogo do tempo. O CD23 é o volume da plenitude, documentalmente, ele é a conclusão lógica de uma jornada que descobriu que o Jazz não é uma música de "progresso", mas de "aprofundamento". É o registro de um gênero que, após ter explorado todas as possibilidades técnicas e teóricas, encontrou o seu propósito mais elevado: servir como uma ferramenta de autoconhecimento. Para o ouvinte, este volume é o convite final à aceitação: ouvir o Jazz aqui é ouvir a própria vida em sua forma mais destilada, corajosa e profunda. Ao encerrarmos esta série monumental com um volume que nos convida a ver o Jazz não como uma sucessão de estilos, mas como uma presença contínua e imutável, eu lhe pergunto: se o Jazz é, de fato, este prisma que organiza toda a experiência humana em som, qual seria, na sua visão, o "último passo" para aquele que, após ouvir toda esta coleção, deseja não apenas apreciar a música, mas viver sua vida com a mesma improvisação, liberdade e profundidade que ouvimos aqui?


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


O epílogo além do tempo: O Jazz como espelho da eternidade aparece no vigésimo primeiro volume desta antologia opera em uma dimensão distinta: a do pós-histórico. Se o CD20 foi a consagração do Jazz como patrimônio universal o CD21 é o vislumbre do Jazz como uma entidade que não depende mais da cronologia para existir além de atua como um "apêndice metafísico", onde as fronteiras entre o artista, a época e a técnica se dissolvem. Estamos diante de registros que, embora nascidos da mesma raiz explorada desde 1898, parecem flutuar acima do tempo. A tenatica de fundo deste volume é a intemporalidade, a estética é ditada não pelas tendências de uma década mas pela autoridade da expressão individual. O contraste entre o que é "antigo" e o que é "moderno" perde todo o sentido, tudo o que ouvimos é contemporâneo porque é honesto. Culturalmente este disco funciona como o testamento da resiliência do gênero: o Jazz aqui já não precisa se adaptar ao mundo — o mundo é que se curva para ouvir o que o Jazz tem a dizer sobre a própria condição humana. A técnica neste volume atinge um patamar de transparência radical: A "redução" à essência: o excesso de notas, a complicação harmônica gratuita ou o exibicionismo técnico foram filtrados o que resta é uma música de "gestos fundamentais". Cada nota parece ter sido escolhida após o descarte de mil outras possíveis. A interdependência telepática dos grupos que compõem este volume final operam em um nível de sintonia que ignora a estrutura escrita. É o triunfo da intenção sobre a partitura onde o grupo não toca o tema; o grupo encarna o tema. O som como respiro no uso da dinâmica é extremo. Há momentos de um silêncio quase insuportável seguidos por explosões de uma energia contida que só faz sentido quando compreendemos que o músico está tratando o instrumento como uma extensão direta de seu sistema nervoso. A harmonia da ambiguidade, a exploração tonal aqui chega a um nível onde a música oscila entre o modo e a atonalidade sem esforço como se o músico estivesse narrando um sonho onde a lógica convencional não tem domínio. Curiosidades Históricas das Gravações como testemunho e Diferente dos volumes iniciais onde a gravação era um desafio contra o tempo limitado do disco de cera, aqui o estúdio é apenas o "espaço de revelação". A tecnologia é tão avançada que ela se torna invisível; a sensação é de estar sentado dentro do círculo de músicos, participando da mesma respiração. O reencontro com o ancestral é notável a frequência com que artistas neste volume, no auge de sua maturidade técnica, retornam a frases que remetem diretamente ao início da coleção. O CD21 é um círculo que se fecha sobre si mesmo, conectando o primeiro ragtime de 1898 com a liberdade absoluta deste momento. A "mística" da performance em muitos dos registros aqui contidos foram capturados em momentos onde o músico, alheio à existência de um público ou de um mercado, tocava apenas para "o espelho". É a gravação da arte despida de qualquer finalidade comercial. O CD21 é documentalmente, o além-túmulo do Jazz e prova viva que a música não se esgota. Se a "La Grande Histoire du Jazz" é a Bíblia do gênero, este volume é o livro que se escreve nas entrelinhas. Ele não encerra a história; ele a torna infinita. Para o ouvinte, este é um registro de desapego: não se ouve para aprender, não se ouve para analisar, ouve-se para ser através da música. É o triunfo do espírito sobre a estrutura. Nesta jornada épica através de vinte e um volumes de som e história, e observando como este último CD nos coloca em um espaço de pura transcendência, eu lhe devolvo a pergunta final: após termos percorrido todo este caminho, do "Ragtime" ao "Infinito", o Jazz ainda pode ser chamado de "Gênero Musical", ou ele se revelou, em última instância, ser algo maior — talvez uma forma de conhecimento, uma maneira de compreender o mundo através do som que nunca precisou de definições para ser verdadeiro?.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


A transcendência do estilo como reflexo da modernidade tardia aborda o volume desta coleção transcende o rigor cronológico para atuar como uma releitura hermenêutica do legado acumulado até então. Se o volume anterior marcou a abertura para o novo, o CD16 cristaliza o Jazz como um sistema de pensamento. Estamos aqui no terreno da "Modernidade Tardia", onde a música deixa de ser um evento para se tornar uma atmosfera. Este volume não documenta apenas uma época, mas a maneira como os músicos passaram a habitar o vocabulário que eles mesmos construíram nos 15 volumes anteriores. O pano de fundo deste CD é o início do reconhecimento do Jazz como uma "Arte de Câmara" de escala global. A estética aqui é a do equilíbrio reflexivo. O contraste entre a urgência do passado e a calma do presente é resolvido através da sofisticação do "fazer musical". Culturalmente, o jazz desliga-se de vez da necessidade de ser um produto de entretenimento puro ou um manifesto político imediato; ele se torna o domínio do artesão-filósofo, um espaço onde o tempo é suspenso para a exploração de nuances tímbricas e harmônicas que antes passavam despercebidas. A evolução técnica neste volume revela um refinamento quase cirúrgico: A "escuta ativa" do solista, o músico já não toca sobre a harmonia; toca com a harmonia, tratando cada acorde como um organismo vivo, repleto de tensões e resoluções alternativas. É a era do detalhismo harmônico. O triunfo do "Space": Se o Bebop era a saturação de notas, este volume valoriza o intervalo. O silêncio ganha peso de nota musical, funcionando como um elemento dramático que dá contorno e propósito à improvisação. A timbre como assinatura mais do que a nota tocada, o foco vira a qualidade do som (o tone). A busca por uma sonoridade única — um vibrato específico, uma forma particular de atacar a nota — torna-se o principal objetivo do solista. A estrutura como escultura nas composições neste volume são tratadas com um rigor de escultura: o tema é introduzido, desconstruído e reconstruído durante a improvisação, mantendo uma unidade arquitetônica que conecta o início e o fim da faixa como um círculo perfeito. A "memória" da gravação permite perceber como a tecnologia de estúdio (agora mais evoluída) começou a influenciar a própria composição. Músicos que sabiam que seriam ouvidos com clareza em sistemas de alta fidelidade começaram a compor peças que exploravam o silêncio e as dinâmicas extremas, algo que os discos de cera de 1920 teriam suprimido. O intercâmbio cultural é fascinante notar neste volume as influências de estéticas globais que começavam a circular. O jazz aqui já não é uma música americana exportada; é uma linguagem que já foi processada por sensibilidades europeias, latinas e asiáticas, tornando-se o primeiro gênero musical verdadeiramente cosmopolita. O status de "clássico" captura o momento em que os grandes nomes do jazz passaram a ser vistos como "clássicos em vida". A abordagem musical é, portanto, de reverência e, ao mesmo tempo, de ousadia revisionista. O CD16 é um exercício de essencialismo. Documentalmente, ele cumpre o papel de demonstrar que, após a exploração técnica, o Jazz atingiu o seu estágio de "sabedoria": a capacidade de dizer tudo com o mínimo necessário. É um volume que convida à escuta contemplativa, sendo o ponto de chegada ideal para quem deseja compreender que a complexidade do Jazz, no fundo, sempre serviu para alcançar uma simplicidade emocional profunda. É a prova final de que o Jazz se tornou uma linguagem capaz de conter a totalidade da experiência humana. PerguntA: se o jazz é um organismo vivo que passou por todas essas fases — da rusticidade do Ragtime à sofisticação absoluta deste décimo sexto volume — em que medida você acredita que o jazz, hoje, ainda mantém uma conexão real com a sua origem, ou ele se transformou em uma "língua morta" que preservamos em museus, admirando sua beleza sem que sejamos mais capazes de recriar sua pulsão original?

Boa audição - Namastê


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)


Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel


Além da fronteira do Jazz em expansão e o legado do futuro, o décimo quinto volume da La Grande Histoire du Jazz atua como um epílogo reflexivo, uma nota de rodapé necessária após o encerramento do recorte cronológico principal da coleção (1898-1952). Se o CD14 foi a síntese da perfeição clássica, o CD 15 funciona como uma "cápsula do tempo" voltada para as ramificações e os ecos que essa era de ouro deixou. É o volume que conecta o fim da era clássica ao despertar das experimentações que definiriam as décadas de 50 e 60, servindo como uma ponte entre o jazz como "gênero" e o jazz como "idioma universal". O pano de fundo deste volume é a "dissipação da norma". Com as barreiras técnicas derrubadas e a linguagem moderna estabelecida, o jazz passa a buscar novos territórios. A estética aqui é a da diversificação. Observamos o início da influência da música afro-cubana, a expansão do Cool em direção a estruturas mais modais e a exploração do jazz como trilha sonora da inquietação moderna. O contraste estético é a liberdade: o músico já não precisa mais se preocupar em definir o que é jazz, mas sim em como utilizá-lo para explorar novos horizontes de significado. A construção do gênero e a evolução técnica neste volume revela a transição para um jazz que não teme a sua própria complexidade: A abstração melódica onde o solista deixa de ser um "contador de histórias" dentro de uma harmonia pré-definida para tornar-se um "arquiteto de formas". As melodias começam a se tornar mais fragmentadas, mais espaciais, dando ao ouvinte o espaço necessário para a contemplação. O arranjo como Paisagem na instrumentação começa a expandir-se. Introduzem-se timbres menos usuais, e o diálogo entre os instrumentos deixa de ser uma conversa linear para se tornar uma tapeçaria de texturas onde a improvisação acontece tanto na melodia quanto na própria ambientação sonora. O ritmo como variável, a rigidez do compasso começa a ser sutilmente desafiada na seção rítmica aqui já não dita apenas o "tempo", mas oferece uma base pulsante que o solista pode esticar, dobrar ou ignorar completamente, criando uma sensação de tempo elástico. A fusão de idiomas começa a dialogar abertamente com outras tradições (o Caribe, o folclore americano, a música de câmara), provando ser a linguagem mais hospitaleira de todas. O "eco" da Rua 52ª é comovente notar como, mesmo nesta fase de expansão, as gravações mantêm a "intenção" dos pioneiros dos volumes anteriores. É como se, em cada nota, pudéssemos ouvir o fantasma de Nova Orleans ou a urgência do Bebop, confirmando que o jazz nunca esquece suas raízes, mesmo quando decide abandoná-las. A tecnologia como liberdade beneficia-se de uma fase da engenharia de som onde o objetivo era o "Hi-Fi" (alta fidelidade). A clareza dos agudos, a profundidade dos graves e a separação dos instrumentos permitem que o ouvinte perceba detalhes da técnica que, em 1920, seriam perdidos pelo ruído da cera. A "biblioteca" do Jazz funciona como um índice revisita em temas que se tornaram pedras angulares do gênero, interpretados com a maturidade de músicos que já não precisam tocar para provar sua virtuosidade, mas para realizar uma busca estética. O CD15 é, fundamentalmente, o volume da liberdade. Documentalmente, ele encerra a coleção não como uma linha de chegada, mas como uma plataforma de lançamento. Ele prova que o jazz, ao longo do meio século documentado nesta série, evoluiu de uma forma folclórica para uma das linguagens mais flexíveis e potentes da humanidade. É a celebração de um gênero que, tendo aprendido todas as regras, adquiriu a sabedoria necessária para, finalmente, quebrá-las sem perder a essência. Após analisarmos esta jornada completa de mais de 50 anos, pergunto a você: olhando para todo o legado documentado, do primeiro ragtime até esta fase de abertura total, qual foi o elemento que, em sua análise, permaneceu a "constante imutável" que permite identificarmos algo como Jazz, independentemente de quão complexa ou experimental a música tenha se tornado.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel

O refinamento da revolução, a maturidade do Bebop e o surgimento do Cool são abordagem no décimo segundo volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz", situando-se em um momento de equilíbrio delicado: a consolidação da linguagem do Bebop e o surgimento das primeiras sementes de uma estética oposta, o Cool Jazz. Se o volume anterior foi o grito de independência da nova vanguarda, o CD12 é o registro da sua maturidade. Estamos na metade final dos anos 40, um período em que a agressividade inicial do Bop começa a ceder lugar a uma nova elegância, e onde a busca por um fraseado mais lírico e estruturado passa a ocupar a mente dos grandes improvisadores.O pano de fundo deste CD é o amadurecimento dos clubes de jazz como templos de escuta, a estética marcada pelo contraste entre a intensidade frenética — que ainda dita o pulso da época — e um novo intelectualismo que valoriza o silêncio, a economia de notas e a precisão tonal. É um momento de respiro após a revolução. Culturalmente, o jazz começa a absorver influências da música erudita ocidental, buscando legitimidade através de harmonias mais complexas e arranjos que flertam com o impressionismo. A construção do gênero e evolução técnica apresentada neste volume reflete uma sofisticação na exploração dos recursos musicais: A "lógica" do pmproviso deixa de ser apenas uma demonstração de velocidade para se tornar uma construção temática. Os solistas deste volume demonstram uma capacidade única de desenvolver motivos melódicos ao longo do solo, algo que diferencia os mestres dos meros virtuosos. A textura dos grupos uma diversificação nos tamanhos dos grupos. Enquanto os trios de piano e os quintetos de sopro se tornam o padrão ouro, percebemos um uso muito mais criativo do piano como instrumento de acompanhamento, introduzindo acordes com voicings (disposições de notas) cada vez mais densos e modernos. O controle do tom, a busca pela pureza sonora é evidente. O vibrato quase banido no auge do Bebop, começa a ser utilizado de forma parcimoniosa, revelando um cuidado com a "cor" da nota que prenuncia a era do Cool. A interação rítmica na seção rítmica aqui é quase telepática con o diálogo entre o baterista, o baixista e o pianista é constante, criando um fluxo sonoro onde o tempo não é algo rígido, mas uma entidade orgânica que respira conforme a narrativa do solista. Curiosidades históricas da "Era de Ouro" das Jam Sessions: O volume capta a atmosfera das jam sessions que se tornaram mais organizadas. É um período em que os músicos, agora cientes de que estavam criando uma nova tradição, começam a registrar com mais cuidado as suas descobertas, elevando o status do músico de jazz a um nível de "artista de estúdio". A influência da gravação em Long-Play (LP) embora o formato de 78 rpm ainda dominasse a transição tecnológica para o LP verdaeiranebte dito começou a pairar no horizonte, permitindo que os artistas pensassem em solos mais longos e estruturas narrativas menos limitadas pelo tempo físico. Este CD reflete essa ambição de "dizer mais". Já o dialogo entre escolas é fascinante observar neste volume como a energia da Costa Leste (Nova York) começa a dialogar com as propostas mais contidas e líricas que começavam a surgir na Costa Oeste (Califórnia). Este CD é um mapa desse intercâmbio. O CD12 é, documentalmente o atestado de que o Jazz não só sobreviveu à sua própria revolução como floresceu através dela. Ele registra um momento de transição em que a música tendo alcançado a liberdade radical, decide usar essa liberdade para construir beleza e complexidade estruturada. Para o ouvinte este volume oferece a satisfação de uma música que atingiu o seu estágio de "clássico" moderno: tecnicamente irrepreensível, emocionalmente profunda e historicamente inquestionável. Como historiador musical, observando como o Bebop começou a "se acalmar" e abrir espaço para o nascimento de estéticas mais líricas neste décimo segundo volume, então fica a pergunta: você diria que o Jazz, ao se tornar mais "clássico" e intelectualizado nesta fase, perdeu definitivamente a sua capacidade de se conectar com a visceralidade do Blues, ou acredita que o Blues apenas se transformou em uma estrutura invisível, mais interna e sofisticada, que continua a sustentar tudo o que ouvimos aqui?


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)

Lançamento: 2009
Selo: Le Chant du Monde 
Gênero: Swing, Ragtime, Big Band, Early Jazz, New Orleans Jazz, Dixieland, Harlem Stride Piano, Gipsy Jazz (Jazz Manouche), Negro Spirituals/Gospel



O vértice da transição, declínio do esplendor e o nascimento do Bebop surge no décimo volume da coleção "La Grande Histoire du Jazz" não apenas o encerramento de um ciclo cronológico; é o registro sonoro de uma ruptura. Situado no limiar dos anos 40, este CD documenta o momento em que a força centrífuga do Jazz não pôde mais ser contida dentro das estruturas rígidas das Big Bands. Estamos no crepúsculo da "Era do Swing" e na aurora da revolução do Bebop — um momento em que a música, por uma necessidade de sobrevivência estética, começa a se tornar mais rápida, mais complexa e profundamente desafiadora. A temática do pano de fundo deste CD é um mundo em pleno conflito (Segunda Guerra Mundial), o que ironicamente acelerou a mutação do jazz. Com o racionamento de gasolina, a escassez de músicos devido ao recrutamento militar e o custo proibitivo de manter grandes orquestras em turnê, o jazz foi forçado a se "reduzir". A temática aqui é a transição da música para o baile (física) para a música para o intelecto (metafísica). Há uma tensão estética inegável entre o glamour residual do swing e a urgência nervosa dos solistas que, nas madrugadas, buscavam novas escalas e cromatismos. A construção do gênero e a  evolução técnica documentada é um estudo sobre a desconstrução da forma,  "Velocidade" como Expressão e a técnica dos solistas atinge aqui uma marca de velocidade que deixa de ser exibicionismo para tornar-se uma necessidade lógica frente às mudanças harmônicas mais rápidas. O Novo papel da bateria começa a abandonar o tempo "marcado" no bumbo para realizar o comping (acompanhamento rítmico variável), deslocando a marcação do tempo para o prato de condução — uma mudança técnica que deu aos solistas a liberdade melódica que o bebop exigia. Harmonias de substituição observa-se nos arranjos e solos uma exploração mais ousada de "substituições de acordes" levando o músico a não segue mais a harmonia óbvia da melodia original, mas "re-harmoniza" a peça em tempo real, criando uma tensão que exige do ouvinte uma escuta muito mais ativa. Do coletivo ao indivíduo enquanto nos volumes anteriores o arranjo era o "herói", aqui o arranjo passa a ser apenas um trampolim. O foco desloca-se completamente para a improvisação linear, onde a lógica melódica do solista dita a estrutura da música. A "ditadura" da gravação reflete as limitações impostas pela greve da AFM (American Federation of Musicians) de 1942-1944. A falta de registros oficiais de cantores durante este período faz com que muitas das gravações deste CD tenham um caráter de "raridade", capturando estéticas que, de outra forma, teriam se perdido na história. Os estúdios como "Zoneamento" aqui presentes foram realizadas em um ambiente de transição tecnológica. O som torna-se mais seco e direto, permitindo que a "fricção" das palhetas e o toque das baquetas nos pratos sejam ouvidos com clareza clínica, quase como se estivéssemos dentro da cabine de gravação. A mudança de Éthos, a transição observada é tão radical que é possível notar como os músicos da "velha guarda" e os "jovens turcos" (os futuros beboppers) dividiam os mesmos palcos. Este CD é o registro desse diálogo geracional tenso, onde o jazz se dividia entre ser uma indústria de entretenimento e um movimento artístico de vanguarda. O CD10 é documentalmente o registro de uma metamorfose. Se os volumes anteriores narraram a construção e o triunfo do jazz, este volume narra a sua libertação. É um documento indispensável porque encapsula o instante exato em que a música deixou de ser um produto de consumo imediato para se tornar uma linguagem autoral e introspectiva. Para o pesquisador ou o apreciador atento, este disco é o testemunho final de que a história do jazz não é linear; é uma sucessão de reinvenções provocadas pela inconformidade daqueles que, armados apenas com seus instrumentos, decidiram que o futuro não cabia nas formas do passado. Do ponto de virada capturado no volume 10 fica a pergunta: essa mudança para a complexidade técnica e intelectual, que sacrificou a dança em favor do virtuosismo puro, foi o movimento que "salvou" o jazz de se tornar uma música de museu, ou foi o fator que, em última análise, começou a afastar o jazz do grande público de massa?


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Boxset: Kuschel Jazz Collection, Vol.1-8 (2002-2011)

 

Mesmo antes do primeiro álbum do KuschelRock, o nome já existia como programa musical noturno semanal na rádio HR3 (com sede em Frankfurt, Alemanha). O autor e apresentador do projeto era Thomas Koschwitz, considerado coautor de diversos álbuns do Kazle… Após a Sony Music patentear os direitos de lançamento da série de álbuns "KuschelRock", a rádio HR3 foi proibida de transmitir o programa noturno… Atualmente, a Sony Music lança álbuns regularmente todos os anos… Posteriormente, a Mpano começou a produzir uma série de álbuns por gênero, alguns dos quais intitulados "Kuschel Jazz". Este lançamento merece sua atenção. A série Kuschel Jazz não é apenas um derivado da gigante marca alemã Kuschelrock; ela representa uma curadoria estratégica que ajudou a definir o consumo do "Jazz de Estilo de Vida" (Lifestyle Jazz) na Europa no início dos anos 2000. Aqui está uma análise aprofundada sobre a identidade, a sonoridade e o impacto dessa coleção:

1. A Proposta Estética: O Jazz como Refúgio. O termo alemão Kuschel (aconchego/carinho) dita a regra de ouro da série: a ausência de atrito. Diferente do jazz purista, que muitas vezes foca na improvisação complexa e no virtuosismo técnico que exige atenção plena, o Kuschel Jazz foca na atmosfera. A premicia da série passa invariavelmente pela transição do Jazz para o Lounge. As faixas são selecionadas para servir como uma "trilha sonora de bem-estar", priorizando:

*Andamentos lentos (Ballads): Predomínio de escovinhas na bateria e pianos suaves.

*Vozes Aveludadas: Grande foco em vocalistas de timbres quentes e envolventes.

*Produção Impecável: Áudio limpo, com muita profundidade (reverb) para criar uma sensação de espaço e relaxamento.

2. Curadoria: A Ponte entre o Clássico e o Pop. O grande triunfo do Kuschel Jazz foi a sua capacidade de misturar épocas sem soar datado. Em um mesmo volume, a Sony Music conseguiu colocar:

*Os Gigantes do Passado: Louis Armstrong, Ella Fitzgerald e Chet Baker trazem a legitimidade e a nostalgia.

*O "Vocal Jazz" Moderno: Artistas como Norah Jones, Diana Krall e Michael Bublé, que foram os pilares comerciais do gênero na década de 2000.

*Incursões Pop: Versões jazzísticas de músicas pop ou artistas como Sade e George Michael, que utilizam elementos do soul e jazz em suas produções.

Essa mistura democratizou o gênero, tornando o jazz acessível para quem o considerava "difícil" ou intelectualizado demais.

3. Impacto Cultural e o "Efeito Starbucks"

*A série Kuschel Jazz surfou a onda da sofisticação urbana. Era a música perfeita para o florescimento dos cafés modernos e do design de interiores minimalista.

*A "Playlist" antes do Streaming: Antes do Spotify, essas coletâneas em CD duplo eram o equivalente às atuais playlists de "Lofi Jazz" ou "Coffee Table Jazz". Elas resolviam o problema do ouvinte que queria 2 ou 3 horas de música ininterrupta sem precisar trocar o disco ou conhecer profundamente a discografia de cada artista.

Ponto Crítico: para os críticos mais severos do jazz, a série pode ser vista como uma "diluição" da arte, transformando o jazz em "música de elevador" de luxo. No entanto, do ponto de vista da apreciação musical, serve como uma excelente porta de entrada. Muitas pessoas descobriram o trompete melancólico de Miles Davis ou a profundidade de Nina Simone através dessas compilações comerciais.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Boxser: Thelonious Monk - The Complete Riverside Recordings (CD15)

Lançamento: 1986 
Selo: Riverside Records 
Gênero: Bop 


Monk gravou e lançou cerca de quarenta álbuns em seu próprio nome; mais da metade deles são dos períodos em que esteve contratado pela Riverside (1955-1961) e pela Columbia (1962-1968). Uma caixa vencedora do Grammy em 1986, The Complete Riverside Recordings , compilou todas as gravações de Monk para a Riverside em 15 CDs. Levando em consideração a preferência atual do consumidor de música por conjuntos fisicamente mais compactos (veja também: os recentes relançamentos em tamanho reduzido da empresa controladora Concord Music Group de The Complete Tony Bennett/Bill Evans Recordings ( 2009) e The Complete Stax Soul Singles Vol. 3 ), o conjunto de CDs foi relançado em 2015 em uma caixa medindo 12,7 cm x 14 cm x 4,4 cm . Os quinze discos vêm embalados individualmente em uma fina capa de papelão, e o livreto da edição original — que inclui notas do renomado produtor Orrin Keepnews — também foi reduzido para o tamanho de um CD de 60 páginas. Com a nova reedição menos focada na embalagem, a música volta a ser o destaque.

Sax. Alto – Gigi Gryce
Sax. Barítono – Gerry Mulligan, Pepper Adams
Baixo – Wilbur Ware, Sam Jones, Ahmed Abdul-Malik, Roy Haynes 
Sax. Tenor – Coleman Hawkins, John Coltrane, Johnny Griffin
Piano – Thelonious Monk
Trompete – Ray Copeland, Ray Copeland, Donald Byrd
Bateria – Shadow Wilson, Philly Joe Jones, Roy Haynes 
Flugelhorn – Clark Terry

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Boxser: Thelonious Monk - The Complete Riverside Recordings (CD15)


Lançamento: 1986 
Selo: Riverside Records 
Gênero: Bop


Esta coletânea abrangente mostra Monk em sua fase mais exploratória, mais lírica e, definitivamente, mais excêntrica. Lançada em 1986 pela Riverside Records, esta caixa com 15 CDs reúne tudo o que Monk gravou para a gravadora entre 1955 e 1961. Isso inclui álbuns completos, versões alternativas, ensaios, conversas de estúdio, gravações ao vivo e algumas preciosidades nunca antes lançadas. Imagine Brilliant Corners, Monk's Music, Thelonious Himself e nas sublimes sessões solo de Monk, cada uma repleta de surpresas. Há Coltrane, Rollins, Blakey, Pettiford, Max Roach e até mesmo a rara apresentação de Monk com orquestra completa no Town Hall (1959) incluída. Isso não era apenas documentação, era uma celebração. Inclusões raras, como falsos começos e múltiplas gravações de peças como "Crepuscule with Nellie", permitem vislumbrar o processo criativo de Monk. Ele não era do tipo que fazia tudo de uma vez; ele experimentava, remodelava e fazia o silêncio cantar mais alto do que a maioria ousaria. A masterização respeita o calor analógico das fitas originais, grande parte delas gravadas no Van Gelder Studio, em Hackensack, berço da realeza do jazz. Cada disco soa vivo, repleto de textura, nuances e espacialidade. Se você está se aventurando nas profundezas do jazz então este é um guia. Monk não apenas quebrou as regras. Ele as reescreveu. E Riverside captou cada reviravolta. 

Disco 1, faixas 1–8: 21 e 27 de julho de 1955, Rudy Van Gelder Studio, Hackensack , NJ – veja Thelonious Monk Plays Duke Ellington

Oscar Pettiford - Baixo
Kenny Clarke - Bateria

Disco 1, faixas 9–13; disco 2, faixas 1–2: 17 de março e 3 de abril de 1956, Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ – veja The Unique Thelonious Monk

Oscar Pettiford, baixo
Art Blakey - Bateria

Disco 2, faixas 3–6, 8: 9 e 15 de outubro de 1956, Reeves Sound Studios, Nova Iorque – veja Brilliant Corners

Ernie Henry - Sax. Alto
Sonny Rollins - Saxofone Tenor
Oscar Pettiford - Baixo
Max Roach ou Art Blakey - Bateria (as fontes divergem)

Disco 2, faixa 7: 7 de dezembro de 1956, Reeves Sound Studios, Nova Iorque – veja Brilliant Corners

Clark Terry , trompete
Sonny Rollins - Sax. Tenor
Paul Chambers - Baixo
Max Roach - Bateria

Disco 3, faixas 1–9; disco 4, faixas 1–3: 12 de abril de 1957, Reeves Sound Studios, Nova Iorque – veja Thelonious Himself

Disco 3, faixas 10–11: 16 de abril de 1957, Reeves Sound Studios, Nova Iorque – veja Thelonious Himself

John Coltrane - Sax. Tenor
Wilbur Ware - Baixo

Disco 4, faixas 4–11; disco 5, faixas 1–5: 25–26 de junho de 1957, Reeves Sound Studios, Nova Iorque – veja Monk's Music .

Ray Copeland - Trompete
Gigi Gryce - sax. Alto
John Coltrane - Sax. Tenor
Coleman Hawkins - Sax. Tenor
Wilbur Ware - Baixo
Art Blakey - Bateria


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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD12)

Artista: Sonny Rollins
Lançamento: 1963 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bop


Sonny Meets Hawk! álbum de 1963 do saxofonista de jazz Sonny Rollins com Coleman Hawkins aparecendo como artista convidado gravado no RCA Victor Studio B na cidade de Nova York em 15 e 18 de julho de 1963. O álbum apresenta algumas das interpretações mais vanguardistas de Rollins marcando a primeira vez que os dois saxofonistas entraram juntos em um estúdio de gravação, embora tenham aparecido juntos no palco brevemente naquele mesmo ano no Newport Jazz Festival.

Sonny Rollins – Sax. Tenor
Coleman Hawkins – Sax. Tenor
Paul Bley – Piano
Roy McCurdy – Bateria
Bob Cranshaw – Baixo (faixas 01, 02 e 05) – gravado em 15 de julho
Henry Grimes – Baixo (faixas 03,04 e 06) – gravado em 18 de julho
Don Cherry – Trompete


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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

Entre as sessões deste box, algumas merecem atenção especial, seja pela importância de sua presença, seja pelas circunstâncias que as cercam. Esta reedição está repleta de músicos da era do swing e alguns do bebop , que fazem parte da história do jazz, como os já citados Coleman Hawkins e Lester Young, mas também, entre outros, Don Byas, Red Norvo, Shelly Manne, Horace Henderson, Flip Phillips, Ralph Burns, Barney Bigard, Budd Johnson, Shorty Rogers, Eddie Bert, Johnny Guarneri, Dodo Marmarosa, Lennie Tristano, Howard McGhee, Serge Chaloff e o conhecido Neal Hefti. O fã encontrará, além das gravações já mencionadas, lideradas pelo trompetista George Hartman e Lester Young, as sessões de composições de Leonard Feather produzidas por ele e interpretadas pelo sexteto de músicos da orquestra de Lionel Hampton (entre eles o excelente saxofonista Arnett Cobb) e com a participação estelar de Dinah Washington (Disco 1, músicas 9 - 12). Algumas gravações que serviram para popularizar a cantora.

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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

Quanto a Harry Lim, ele continuou com seus projetos e paixões musicais, como organizar um concerto de jazz em março de 1947, fundar sua própria gravadora em 1949 (com a qual lançou apenas dois álbuns), produzir sessões para o selo Seeco e até mesmo fazer uma última tentativa em 1955 de reviver a Keynote Records com Enric Bernay. Ele também surgiu como produtor independente em 1965, trabalhando em uma loja de discos de 1966 a 1973 e produzindo o selo Famous Door. Lim faleceu em Nova York em 27 de julho de 1990. Este box é, sem dúvida, uma homenagem a Harry Lim e sua paixão pelo jazz.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop


Foi assim que nasceu oficialmente o Keynote Jazz e para dar início aos primeiros álbuns da gravadora, Harry Lim utilizou algumas gravações que trouxe de sua estadia em Nova Orleans, especificamente aquelas lideradas pelo trompetista George Hartman e sua orquestra (Disco 1, faixas1 a 4 e referenciadas pelos números K-601 e K-602) e que são composições que exalam Dixieland por completo, gravações muito apreciadas na época. Apesar dessas gravações, Harry Lim imediatamente iniciou sessões de gravação em Nova York com o objetivo de gravar músicos que admirava ou que haviam sido ignorados pelos chefes de outras gravadoras.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop


Durante três anos e meio, até o final de 1947, a Keynote acumulou um catálogo de músicos de primeira linha, principalmente das cenas musicais de Nova York e Chicago, além de alguns de Los Angeles. Essas gravações serviriam como um testemunho da história do jazz produzido na década de 1940 e hoje são itens de colecionador muito procurados. O principal responsável por essas gravações foi Harry Lim, um aficionado por jazz de Java que, com enorme tenacidade, esforço e, acima de tudo, entusiasmo, conseguiu construir contatos importantes com músicos e estabelecer uma atividade musical significativa em cidades como Nova York, Chicago e Nova Orleans. Em 1943, Lim tornou-se crítico e produtor freelancer de discos de jazz. Isso o levou a conversar com Eric Bernay, proprietário da Keynote Recordings, para explorar a possibilidade de fazer algumas gravações com músicos que compartilhassem seu gosto musical, uma iniciativa com a qual Bernay acabou concordando.


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sábado, 23 de agosto de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop


A gravadora liderada por Jordi Pujol, Fresh Sound Records, realiza, e continua realizando, há anos o árduo e interessante trabalho de resgatar documentos e gravações sonoras pouco conhecidas pelos fãs ou, em alguns casos, esquecidas ao longo do tempo. Este é o caso do monumental box set de 11 CDs chamado The Keynote Jazz Collection 1941-1947. Um projeto que tinha como objetivo divulgar integralmente as gravações feitas pela gravadora Keynote. Alguns CDs já haviam sido lançados separadamente no mercado fonográfico por artistas que gravaram para esta gravadora (uma coletânea de dez volumes independentes chamada The Essential Keynote Collection foi publicada pela Mercury Records e atualmente é impossível de ser localizada). O box set agora lançado pela Fresh Sound Records é um documento de alto valor musical pois reúne a totalidade das gravações da pequena gravadora independente Keynote Recordings, principalmente porque nos permite ver as mudanças pelas quais o jazz passava na década de 1940, especificamente quando os estilos clássicos de Dixieland e swing estavam dando lugar à era do bebop.


Boa audição - Namastê