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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

# 081 - Elek Bacsik - Nuages (1962)

Artista: Elek Bacsik
Lançamento: 2001
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bossa Nova, Cool Jazz



 Enquanto o fusion parecia dominar o mercado do jazz nos anos 70 e começo dos 80, havia também outros desenvolvimentos. Alguns músicos começaram a tomar emprestado da música clássica do século 20 bem como da música africana e de outras formas da música internacional. Entre esses músicos incluem-se Don Cherry, Charlie Haden, os saxofonistas Anthony Braxton, David Murray e Dewey Redman, o clarinetista John Carter, os pianistas Carla Bley e Muhal Richard Abrams, o World Saxophone Quartet, com quatro saxofonistas e sem seção rítmica, e o Art Ensemble Of Chicago, com o trompetista Lester Bowie e Roscoe Mitchell tocando instrumentos de sopro de madeira. A música deles tendia a enfatizar elementos composicionais mais sofisticados do que a forma tema-solos-tema. Alguns grupos, como o Oregon, rejeitaram a complexidade e as dissonâncias do jazz moderno e tocaram num estilo muito mais simples, que deu início à atual música New Age. No outro extremo estavam músicos como o saxofonista John Zorn e os guitarristas Sonny Sharrock e Fred Frith, que se engajaram numa frenética forma de livre improvisação às vezes chamada “energy music”. Em algum ponto no meio desses extremos estava o duradouro grupo formado pelo saxofonista George Adams, que foi influenciado por Coltrane e Pharoah Sanders, e o pianista Don Pullen, influenciado por Cecil Taylor. Esse grupo pegou muito do blues, bem como da música de vanguarda. Outros músicos importantes durante os anos 70 e 80 foram os pianistas Abdullah Ibrahim, Paul Bley, Anthony Davis e Keith Jarrett. Nem todos os desenvolvimentos do jazz ocorreram nos Estados Unidos. Muitos músicos europeus estenderam algumas das ideias do free jazz de Ornette Coleman e Cecil Taylor, e dispensaram ainda mais as formas tradicionais. Outros se voltaram a uma música mais introspectiva. Entre os mais bem-sucedidos dos improvisadores europeus estão os saxofonistas Evan Parker, John Tchicai, John Surman e Jan Garbarek, os trompetistas Kenny Wheeler e Ian Carr, o pianista John Taylor, os guitarristas Derek Bailey e Allan Holdsworth, o baixista Eberhard Weber, o baterista John Stevens e os arranjadores Mike Westbrook, Franz Koglman e Willem Breuker.


Contrabaixo – Michel Gaudry (faixas: 2, 3, 6, 9), Pierre Michelot (faixas: 1, 4, 5, 7, 8, 10)

Bateria – Daniel Humair (faixas: 2, 3, 6, 9), Kenny Clarke (faixas: 1, 4, 5, 7, 8, 10)

Guitarra Elétrica – Elek Bacsik


Gravado em 1962 em Paris.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 13 de setembro de 2022

# 074 - Alain Goraguer - Go-Go-Goraguer (1956)

Artista: Alain Goraguer

Álbum: Jazz in Paris 074

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Easy Listening

O uso de outros instrumentos, como instrumentos de sopro de metal ou madeira, na qualidade de instrumentos de acompanhamento é geralmente limitado a uns poucos “riffs“, ou fraseados repetidos. Esse tipo de acompanhamento é bem usado em bandas de blues. Geralmente um dos sopros toca uma linha simples baseada na escala de blues, e outros a repetem. As formas de free jazz permitem um acompanhamento menos estruturado. Se você ouvir os discos Free Jazz, de Ornette Coleman, ou Ascension, de John Coltrane, notará que os sopros que não estão solando ficam livres para tocar qualquer figura de fundo que queiram. O resultado é geralmente cacófono, mas se esse for o efeito desejado, então não é ruim por si só. Na outra ponta desse espectro estão arranjos de big bands, que frequentemente têm intricados fundos de sopros escritos para os solos. Arranjar para seções de sopros é similar a acompanhar no piano, no sentido de que as partes geralmente formam aberturas de acordes e são usadas numa maneira ritmicamente interessante. As partes são geralmente mais suaves e mais melódicas do que um típico acompanhamento de piano, entretanto, tanto porque a parte do piano é geralmente improvisada, enquanto o arranjo de sopros pode ser planejado com antecedência, como porque é mais fácil para uma seção de sopros tocar linhas melódicas distribuídas em acordes do que para um pianista. Arranjos para a seção de sopros geralmente enfatizam a articulação, ou variações no ataque e na dinâmica, mais do que o piano normalmente é capaz. Entre os artifícios usados geralmente em arranjos para a seção de sopros estão o uso de sforzando, ou notas de volume repentino; alternar passagens de staccatos, ou notas curtas, e legatos, ou notas longas; “bent notes“, ou notas em que o músico muda brevemente a altura da nota quando está tocando, e “falloffs“, ou notas em que o músico rapidamente reduz a altura da nota, às vezes em uma oitava ou mais, geralmente para encerrar uma frase. Você não precisa tocar numa big band ou ser um arranjador experiente para usar o acompanhamento de uma seção de sopros. Frequentemente dois ou três instrumentos de sopro são suficientes para tocar figuras de fundo interessantes. A maioria dos mesmos princípios usados na abertura de acordes para o piano pode ser usada em aberturas para a seção de sopros. Aberturas drop funcionam especialmente bem. Quando há somente dois instrumentos de sopro, linhas que caminham em terças paralelas geralmente funcionam bem. Ouça The Birth Of The Cool, de Miles Davis, ou qualquer dos discos de Art Blakey with the Jazz Messengers, para ter ideias de como se pode arranjar para grupos relativamente pequenos. O livro Arranging And Composing, de David Baker, também pode dar ideias para você começar.

Contrabaixo – Paul Rovère

Bateria – Christian Garros

Piano – Alain Goraguer

Gravado em 1956 em Paris.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ornette Coleman - Discografia

Saxofonista americano, nascido em Fort Worth, Texas EUA, em 09 DE março de 1930, sempre se mostrou um grande genio do jazz, tendo suas composições consideradas polênicas em estilo de vanguarda. Auto-didata, aprendeu sax-alto sozinho ainda jovem onde o improviso caracterizou seus solos. Iniciou sua carreira tocando Rhythm and blues e bebop em sax tenor onde mais tarde, procurou sair da sua terra natal, empregou-se no espectáculo itinerante de variedades Silas Green from New Orleans. Em uma noite, depois de um espectáculo em Baton Rouge foi atacado de forma surpriendente por um desconhecido e o seu saxofone foi literalmente destruído. Isso infureceu mais sua ira e então mudou para o saxofone alto que se tornou o seu instrumento principal. Juntou-se então à banda de Pee Wee Crayton, com quem foi para Los Angeles. Passou por varios empregos como musico não ortodoxo. Seguia mais o seu ouvido relativo do que o bem comportado temperamento igual. O seu sentido de harmonia e progressão de acordes - muito menos rígido do que o dos músicos de swing ou bebop - era flutuante e, por vezes, apenas sugerido e não explícito. Muitos músicos de Los Angeles consideravam-no desafinado e Coleman tinha dificuldades em encontrar outros músicos que pensassem como ele. O pianista Paul Bley foi um dos seus seguidores desde o início. Em 1958 realizou sua primeira sessão de gravação para o disco "Something Else!!!! The music of Ornette Coleman". Na esfera do free jazz, Colemam se destaca nos anos 1958 e 1960, tocado free de forma irrelevante em coparação a outros musicos. O manifesto dessa revolução é o álbum "Free Jazz" de 1960 pela Atlantic, uma improvisação coletiva de 38 minutos, cujos protagonistas são oito músicos, formando dois quartetos, sob o comando e inspiração de Ornette (além do quarteto do líder, Eric Dolphy, clarinete baixo; Freddie Hubbard, trompete; Scott La Faro, baixo; Ed Blackwell, bateria). Seus trabalhos de destaque fica por conta de "Free Jazz" de 1960 e a suite "Skies of America" de 1972. Apartir de 1960, Ornette Coleman alterou o curso da música criando a corrente do free com singular revolução e seguidores em todo canto, onde notadamente radicalizou desenpenho como lider pragmatico, ao lado de outros musicos que ainda esplorava o lado romântico do Cool, Hard e do Bop. Em 1980, a não menos legendária coleção da Editora Abril "Gigantes do Jazz" publicou, no fascículo dedicado ao mestre, um texto do prestigiado crítico italiano Arrigo Polillo, morto quatros anos depois. Ao fim do texto, escreveu ele: "Seja qual for o resultado de sua carreira, a contribuição que Ornette Coleman deu à música afro-americana já pode ser considerada mais do que relevante". Ornette influenciou virtualmente todos os saxofonistas e músicos de jazz da geração seguinte que admiram o seu esforço de descobrir, não só a forma do jazz, mas de toda a música que está para vir. Em 11 de Fevereiro de 2007 recebeu o Prémio Grammy pelo conjunto da sua carreira.

1958 - Something Else!!!!
1958 - Coleman Classics Vol. 1
1959 - Tomorrow Is the Question!
1959 - The Shape of Jazz to Come
1959 - Change of the Century
1960 - This Is Our Music
1960 - Free Jazz
1961 - Ornette!
1961 - Ornette on Tenor
1961 - The Art of the Improvisers
1961 - Twins
1961 - Beauty Is a Rare Thing
1962 - Town Hall
1965 - Live at the Tivoli
1965 - Chappaqua Suite
1965 - An Evening with Ornette Coleman
1965 - At the "Golden Circle" Vol. 1 & 2
1965 - Who's Crazy Vol. 1 & 2
1965 - The Paris Concert
1966 - Ornette Coleman: The Empty Foxhole
1967 - The Music of Ornette Coleman - Forms & Sounds
1968 - The Unprecedented Music of Ornette Coleman
1968 - Live in Milano
1968 - New York Is Now
1968 - Love Call
1968 - Ornette at 12
1969 - Crisis
1969 - Man on the Moon/Growing Up
1969 - Broken Shadows
1970 - Friends and Neighbors
1971 - Science Fiction
1971 - European Concert
1971 - The Belgrade Concert
1972 - Skies of America
1972 - J for Jazz Presents O.C. Broadcasts
1975 - To Whom Who Keeps a Record
1976 - Dancing in Your Head
1976 - Body Meta
1977 - Soapsuds, Soapsuds
1979 - Of Human Feelings
1983 - Opening the Caravan of Dreams
1983 - Prime Time/Time Design
1985 - Song X
1987 - In All Languages
1988 - Live at Jazzbuehne Berlin
1988 - Virgin Beauty
1991 - Naked Lunch
1995 - Tone Dialing
1996 - Sound Museum - Hidden Man & Three Women
1997 - Colors: Live from Leipzig
2006 - Sound Grammar