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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

# 098 - Jazz In Paris - Jazz & Cinema, Vol. 4 (1954-1962)

Artista: Jazz & Cinema, Vol. 4

Álbum: Jazz in Paris 098

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: OST, Cha-Cha, Easy Listening

As rádios em todo o país começaram a transmissão dos clubes de jazz durante as décadas de 30 a 50. O rádio foi um fator importante na obtenção de fama, como Benny Goodman, que ficou conhecido como o ‘Rei do Swing’. Em breve, outros o desafiaram, e ‘as batalhas das bandas’ tornaram-se um espetáculo. As Big Bands também começaram a aparecer no cinema em 1930 até a década de 60. Filmes biográficos de Glenn Miller, Gene Krupa, Benny Goodman e outros foram feitos na década de 50, como tributo nostálgico aos anos de glória das Big Bands. A essa altura, as Big Bands foram uma força dominante no jazz que a geração mais velha descobriu e teve que se adaptar a elas ou simplesmente se aposentar pela falta de mercado para gravações de pequenos grupos já que devido à depressão as gravadoras relutavam em assumir riscos. Alguns músicos como Louis Armstrong e Earl Hines formaram suas próprias bandas, enquanto outros, como Jelly Roll Morton e Oliver King, caíram no esquecimento. Os principais afro-americanos líderes de bandas na década de 30 além das lideradas por Ellington, Hines e Calloway, foram Jimmie Lunceford, Chick Webb e Count Basie. As bandas ‘brancas’ de Benny Goodman, Artie Shaw, Tommy Dorsey, Shep Fields e, posteriormente, Glenn Miller eclipsaram as aspirações em termos de popularidade das bandas ‘negras’. Adolescentes brancos e adultos jovens foram os principais fãs das Big Bands no final de 1930 e início dos anos 40. Eles dançavam e assistiam os shows ao vivo sempre que podiam. Para as bandas era extenuante chegar aos seus fãs em todos os lugares. As condições de deslocamento e alojamento eram difíceis, devido à segregação na maior parte dos Estados Unidos, e os integrantes tinham que se apresentar com sono e pouca comida, além dos salários baixos. Os vícios eram comuns, além dos problemas pessoais e da discórdia entre os componentes que afetavam o grupo. E os principais solistas eram muitas vezes atraídos por melhores contratos. Sem contar com as apresentações que muitas vezes eram em coretos muito pequenos, inadequados e com pianos desafinados. E os bandleaders de sucesso tinham que lidar com esses perigos para manter a sua banda coesa, alguns com disciplina rígida como Glenn Miller, outros com uma psicologia sagaz como Duke Ellington.

Saxofone Alto, Saxofone Barítono – Michel de Villers (faixas: 7 a 11)
Maestro – Gonzalo Fernandez (faixas: 12 a 14)
Contrabaixo – Pierre Michelot (faixas: 3 a 6)
Bateria – Christian Garros (faixas: 3 a 6)
Flauta – Raymond Guiot (faixas: 3 a 6)
Guitarra – Henri Crolla (faixas: 1, 2, 17, 18)
Gaita – Jean Wetzel (faixas: 1, 2, 17, 18)
Piano – Jean Wiener (faixas: 1, 2, 17, 18)
Piano, Arranjo – Alain Goraguer (faixas: 3 a 6)
Vibrafone – Michel Hausser (faixas: 3 a 6)

Jean Wetzel : Touchez pas au grisbi
01 - 02
Trilha sonora original do filme de Jacques Becker.
gravado em 1954 em Paris.
Reedição da Philips 78 rpm 72 208.
(P)1954 Universal Music SA França.

Alain Goraguer : Le Piège
03 - 06
Trilha sonora original do filme de Charles Brabant.
gravado em 1958 em Paris.
Reedição do LP Fontana 460 579.
(P)1958 Universal Music SA França.
artista line-up não tenho certeza

Michel de Villers : Le Saint mène la danse, 07 - 11, trilha sonora original do filme de Jacques Nahum. Gravado em 1960 em Paris.
Michel de Villers e sua orquestra

Gonzalo Fernandez / Martial Solal : Les Ennemis, 12 - 15, trilha sonora original do filme de Edouard Molinaro. Gravado em 1961 em Paris.

Martial Solal : Le procès (O julgamento) 16, trilha sonora original do filme de Orson Welles. Gravado em 1962 em Paris.

Jean Wetzel : Touchez pas au grisbi, 17 - 18, trilha sonora original do filme de Jacques Becker. Gravado em 1954 em Paris.


 Boa audição - Namastê

domingo, 16 de dezembro de 2018

2008 - Blue Note Plays Bossa Nova - VA

Artista: VA
Álbum: Blue Note Plays Bossa Nova (3CDs)
Lançamento: 2008
Selo: Blue Note
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
                                           Curiosidades 'Bossa Nova' - Chega de Maldade
Ao contrário do que muitos pensam, a Bossa Nova não começou em 1959 nem acabou em 1967. Não foi apenas um movimento musical, mas é uma revolução cultural em permanente expansão. Não se fechou à elite carioca de classe média nem ao West Coast Jazz, mas abriu-se a variadas tendências, inclusive às regionalistas e ao samba de raiz. Não desprezou a canção tradicional de grandes autores como Ary Barroso, Dorival Caymmi, Cartola, Nélson Cavaquinho ou Geraldo Pereira, mas resgatou-os do limbo onde ficariam, de um modo ou de outro, com a ascensão e o império do pop-rock, que perdura até hoje como uma verdadeira praga. Eles atacaram a Bossa Nova - que os norte-americanos adorariam ter inventado (e até dizem que foram eles) - para hoje aplaudirem, de pé e sem o menor constrangimento, o pior lixo comercial já produzido em todos os escalões fonográficos. Ao contrário do que achavam os componentes do Tropicalismo, cujos líderes eram bossanovistas ortodoxos e gravaram álbuns idem, a Bossa Nova não se fechou no "círculo do bom gosto" (expressão deles), mas procurou apurar o estilo e bases harmônico-melódicas, que se multiplicaram em outras tendências ao longo do tempo: do samba-jazz ao samba-soul, do sambalanço à canção nacionalista engajada aos festivais da canção, dos grupos instrumentais à Toada Moderna entre outras. Em paralelo a essa profusão de tendências e à riqueza criativa, a Bossa Nova revolucionou também as artes gráficas com o design das capas dos LPs, CDs e DVDs que embalaram discos monumentais, hoje cotados entre os mais caros do mercado, inclusive as reedições em CD - que nunca encalham nas lojas. Para arrematar tudo isso, permitiu que Vinicius de Moraes, ícone da Literatura, se tornasse também o mais influente letrista brasileiro de todos os tempos e o primeiro a adaptar procedimentos literários ao linguajar coloquial ajustado ao contexto urbano brasileiro. Ao contrário do que muitos pensam, os primeiros discos de Chico Buarque, Elis Regina, Geraldo Vandré, Nara Leão, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa, por exemplo, são pura Bossa Nova e ao contrário do que eles disseram, dizem ou dirão por aí - a maioria, sim, "cuspiu no prato que comeu", pois, se não fossem João Gilberto, o estilista do ritmo e Nara Leão - a musa e catalisadora do movimento que trouxe Maria Bethânia - que trouxe o irmão, que trouxe o 'grupo baiano' para o Sudeste e para os holofotes - eles não teriam vez nem voz, e a história seria bem diferente. Tom Zé disse que a Bossa Nova inventou o Brasil. Não é verdade, porém não há dúvida de que, desde 1959, a Bossa Nova inventou a Música Popular Brasileira Moderna, contemporânea e atemporal. O resto é protecionismo, discurso vazio ou estratégia de marketing.
Boa audição - Namastê

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

2010 - Live-Evil - Miles Davis (Original Columbia Jazz Classics Remaster 1971)


Artista: Miles Davis
Álbum: Live-Evil (Remaster)
Lançamento: 2010 (1971)
Selo: Columbia, Legacy
Gênero: Jazz / Fusion / Jazz Rock / Jazz Funk
 Dates & Personnel:
February 6, 1970 (a): Miles Davis (tpt); Wayne Shorter (ss); John McLaughlin (el-g); Chick Corea (el-p); Joe Zawinul (el-p); Dave Holland (b); Khalil Balakrishna (el-sitar); Jack DeJohnette (d); Billy Cobham (d); Airto Moreira (perc), Columbia Studio B, NYC
June 3, 1970 (b): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); Chick Corea (el-p); Herbie Hancock (el-p); Keith Jarrett (org); Ron Carter (b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto
Pascoal (d, voc), Columbia Studio B, NYC
June 4, 1970 (c): Miles Davis (tpt); Steve Grossman (ss); John McLaughlin (el-g); Herbie Hancock (el-p); Chick Corea (el-p); Keith Jarrett (org); Dave Holland (b, el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc); Hermeto Pascoal (d, voc, whistling, el-p) Columbia Studio B, NYC
December 19, 1970 (d): Miles Davis (tpt); Gary Bartz (ss, as); John McLaughlin (el-g); Keith Jarrett (el-p, org); Michael Henderson (el-b); Jack DeJohnette (d); Airto Moreira (perc, voc); Conrad Roberts (narr), The Cellar Door, Washington, D.C.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Miles Davis 5tet - Directions (1969)

Miles Davis - Trumpet, Wayne Shorter - Soprano & Tenor Sax, 
Chick Corea - Rhodes, Dave Holland - Bass, Jack DeJohnette - Drums 
(Teatro Sistina, Rome, Italy October 27, 1969)

segunda-feira, 1 de março de 2010

1981 - Chick Corea ,Herbie Hancock, Keith Jarrett & McCoy Tyner

Armando Anthony "Chick" Corea, nascido em Chelsea no dia 12 de junho de 1941. Pianista e tecladista de jazz norte-americano e compositor bastante conhecido por seu trabalho na década de 1970 no gênero chamado jazz fusion, apesar de ter contribuições significativas para o jazz tradicional. Participou da criação do movimento electric fusion como membro da banda de Miles Davis na década de 1960 e nos anos 1970, fezendo parte do grupo Return to Forever. Continuou a buscar outros colaboradores e a explorar vários estilos e gêneros musicais nos anos 1980 e 1990. Entre os pianistas de jazz, Corea é considerado um dos mais influentes, desde Bill Evans (junto com Herbie Hancock, McCoy Tyner e Keith Jarrett). Também é conhecido por ser um promotor da cientologia. Sensibilidade. Esta é a única palavra para descrever o album "Chick Corea ,Herbie Hancock, Keith Jarrett & McCoy Tyner" dos quatro pianistas de primeira linha. Ao longo de sua historia, a arte secular do jazz apresentou incontáveis e esplendidos pianista e suas obras incontáveis de talentos e maestria, mas como tudo tem seu big bang em um segundo de tempo, Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett & McCoy Tyner transcende esses segundos e traduziu em linguagem sonora uma perola de delicadeza e intocável manifestação de ouvir jazz.

Tones For Joan's Bones


Faixas:
01 - Margot
02 - Love No. 1
03 - Tones For Joan's Bones
04 - This Is New
05 - Lazy Bird
06 - In Your Own Sweet Way
07 - Einbahnstrasse
08 - Doom

Músicos:
Ron Carter – Baixo Acústico
Joe Chambers - Bateria
Herbie Hancock – Piano
Keith Jarrett – Piano
Elvin Jones - Bateria
Woody Shaw – Trompete & Sax, Tenor
Steve Swallow – Baixo Elétrico
McCoy Tyner – Piano
Billy Cobham - Bateria
Chick Corea – Piano & Teclado
Joe Farrell – Sax. Soprano & Sax. Tenor
Charlie Haden – Baixo Acústico

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

domingo, 29 de junho de 2008

1970 - Live Evil - Miles Davis

Hermeto Pascoal morou alguns anos nos Estados Unidos, a convite de amigo de percussão Airto Moreira – várias vezes considerado o melhor do mundo, abandonou o Quarteto Novo em 1969, indo para a terra do Tio Sam e encerrando a trajetória do grupo. Em Nova York, 1971, Hermeto apresentou-se para uma seleta platéia que incluía Miles Davis, Wayne Shorter e Gil Evans, impressionando a todos, tanto que Miles o convidou a participar do álbum Live-Evil. O trabalho traz duas composições de Hermeto (Capelinha - Little Church) e Nem um Talvez. (nota canina: são três composições, com Selim; e nenhuma foi creditada.) Ele conta que, enquanto não estavam tocando, costumava lutar boxe com o trompetista. Mas como exatamente Miles Davis e Hermeto Pascoal se conheceram? Conta Hermeto, numa entrevista recente: “Eu fui ver um show dele, levado por um tradutor. Antes do show começar, vi aquele crioulão - apesar de ele não ser muito alto, mas sempre bem vestido, gostava muito de couro, impressionava - se quando aproximava. Chegou pertinho de mim e sussurou com aquela voz rouca no meu ouvido. Não o reconheci e achei que era um cara me passando uma cantada. Como não falava inglês, o tradutor que estava do meu lado me disse que era o Miles e que ele queria saber quem eu era. O tradutor respondeu ao Miles e marcamos de nos conhecermos depois. Mostrei a ele umas 12 músicas, que eram bem diferentes de tudo aquilo que ele fazia. Disse que queria colocar algumas no disco dele e eu me senti à vontade para brincar e dizer que eu veria quantas músicas deixaria ele colocar no disco dele. Aí o Miles continuou a brincadeira dizendo: “Esse albino é mais louco que eu”. Tínhamos mais um CD engatilhado, mas ninguém imaginou que ele fosse morrer tão cedo.”
(…) Diz ele, sobre o que acha de Miles, hoje: “Um eterno gênio. Digo isso pela sua essência, pela sua contribuição. Claro que ele teve seus erros. Tivemos um amizade espiritual, maravilhosa. Deus me deu um presente ao conhecer o Miles. Acredito que nada acontece por acaso. Ele era um sujeito que não gostava de passar as mãos nas costas. Se ele não gostava de você logo dizia “vamos interromper nossa conversa por aqui” e era isso, direto.”
Diz a lenda que Miles jamais despediu um músico (um item para desmentir que Coltrane forá demetido) ; eles simplesmente sabiam a hora de sair. As formações em constante mutação, como vocês podem ver abaixo junto ao nome das músicas, são recorrentes - e com vantagem para o ouvinte. Miles, se não era um excelente gestor de Recursos Humanos, tinha um olho inigualável para talentos e para ajustar as melhores formações. Nestes registros, temos só craques. Meio estúdio (duas sessões em fevereiro, uma em junho, 1970), meio ao vivo (faixas 1, 4, 7 e 8 gravadas em 19 de dezembro daquele ano), é sucessor de Bitches Brew; se o som segue o fusion iniciado na obra-prima anterior, aqui ele vem ainda mais miscigenado - cheio de funk e grooves, além do rock. Diz-se que é um disco para iniciados; eu o considero um grande iniciador ao fusion, também. Esperem destreza técnica, trumpete com filtros (notadamente um wah-wah) e muita eletricidade - sendo as composições de Hermeto os interlúdios leves. Suas participações nas músicas (e também nas de Airto Moreira) descrevem-se sozinhas, e provocam sorrisos no ouvinte. Produzido por Teo Macero para a Columbia
Dica:Pra quem deseja se aprofundar na literatura do jazz com boa informação, curiosidades e dicas o ideal é: O Jazz - do rag ao rock (Joachim E. Berendt - Ed. Perpectiva). Leitura obrigatoria para os neofitos. Recomendo.

Tracks:
1. Sivad (Miles Davis)
2. Little Church (Hermeto Pascoal)
3. Medley: Gemini/Double Image (Miles Davis/Joe Zawinul)
4. What I Say (Miles Davis)
5. Nem Um Talvez (Miles Davis)
6. Selim (Miles Davis)
7. Funky Tonk (Miles Davis)
8. Inamorata and Narration by Conrad Roberts (Miles Davis)

Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Gary Bartz - Sax. Soprano e Alto nas faixas 1, 4, 7, 8
John McLaughlin - Guitarra nas faixas 4, 7, 8
Keith Jarrett - Piano e Orgão na faixas 1, 2, 4, 8
Michael Henderson - Guitara Base nas faixas 1, 4, 7, 8
Jack DeJohnette - Bateria
Airto Moreira - Percursão
Steve Grossman - Sax. Soprano nas faixas 2, 5, 6
Chick Corea - Piano nas faixas 2, 3, 5, 6
Herbie Hancock - Piano nas faixas 2, 5, 6
Dave Holland - Guitarra bas e Contabaixo nas faixas 2, 3
Hermeto Pascoal - Percussão, Piano e Vocais nas faixas 2, 5, 6
Wayne Shorter - Sax. Soprano na faixa 3
Joe Zawinul - Piano na faixa 3
Khalil Balakrishna - Citarra Eletrica na faixa 3
Billy Cobham - Bateria na faixa 3
Ron Carter - Contabaixo nas faixas 5, 6
Download - Here Part. I
Download - Here Part. II
Boa audição - Namastê