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sexta-feira, 22 de julho de 2016

1961 - Dig - Miles Davis ft. Sonny Rollins







Álbum: Dig 
Lançamento: 1961
Selo: Prestige / Blue Note Records
Genero: Hard Bop, Bop, Cool Jazz
Miles Davis – trumpet, Jackie McLean – alto saxophone (on Davis originals only), Sonny Rollins – tenor saxophone, Walter Bishop, Jr. – piano, Tommy Potter – double bass or    Charles Mingus – double bass (on "Conception" only) & Art Blakey – drums. Recorded October 5, 1951 at Apex Studio, New York

1961 - Dig - Miles Davis ft. Sonny Rollins







Álbum: Dig 
Lançamento: 1961
Selo: Prestige / Blue Note Records
Genero: Hard Bop, Bop, Cool Jazz
Miles Davis – trumpet, Jackie McLean – alto saxophone (on Davis originals only), Sonny Rollins – tenor saxophone, Walter Bishop, Jr. – piano, Tommy Potter – double bass or    Charles Mingus – double bass (on "Conception" only) & Art Blakey – drums. Recorded October 5, 1951 at Apex Studio, New York

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

1961 - Workout - Hank Mobley

Artista: Hank Mobley
Álbum: Workout
Lançamento: 1961
Selo: Blue Note Records
Gênero: Jazz, Hard Bop

Hank Mobley - tenor sax, Grant Green - guitar, Wynton Kelly - piano, Paul Chambers - bass & Philly Joe Jones - drums. Recorded March 26, 1961 at Rudy Van Gelder Studio in Englewood Cliffs, NJ.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Ike Quebec 1961

Ike Quebec durante sessão do álbum "Heavy Soul", Englewood Cliffs NJ, November 26, 1961

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

1961 - San Francisco Holiday - Thelonious Monk

Artista:Thelonious Monk
Álbum: San Francisco Holiday
Lançamento: 1961
Selo: Milestone Records
Gênero: Jazz, Post Bop, Piano Jazz
05. San Francisco Holiday (Take 2 - alternate)
Thelonious Monk Quartet
Monk - Piano, Charlie Rouse - Sax Tenor, John Ore - Bass & Frank Dunlop - Drums. 
Recorded in concert at Theatre L'Olympe, Paris, France: Abril 18, 1961

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

1961 - Doin' Allright - Dexter Gordon

Artista: Dexter Gordon
Álbum: Doin' Allright
Lançamento: 1961 (2004)
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz

Dexter Gordon (tenor saxophone), Dexter Gordon; George Tucker (bass instrument), Freddie Hubbard (trumpet), Horace Parlan (piano) & Al Harewood (drums). 
 Recorded on May 6, 1961 at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey

Boa audição - Namstê

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

1961 - Dexter Calling - Dexter Gordon


Artista: Dexter Gordon
Álbum: Dexter Calling
Lançamento: 1961
Selo: Blue Note
Gênero: Hard Bop


Dexter Gordon - Tenor Saxophone, Kenny Drew - Piano, Paul Chambers - Bass & Philly Joe Jones - Drums. Recorded on May 9, 1961 by Rudy Van Gelder on the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey
Boa audição - Namastê

sábado, 30 de março de 2013

1961 - At The Village Vanguard - Gerry Mulligan & The Concert Jazz Band

 
Artista: Gerry Mulligan
Album: At the Village Vanguard
Lançamento: 1961-2002
Selo: Universal I.S.
Genero: Jazz, Cool, Post-Bop, West Coast Jazz, Mainstream Jazz
Codec: MP3

 02 - Body And Soul
 
Boa audição - Namaste

quarta-feira, 18 de abril de 2012

1991 - Ella Returns To Berlin - Ella Fitzgerald

Album: Ella Returns To Berlin
Artista: Ella Fitzgerald
Selo: Verve
Lançamento: 1961- 1991
Género: Jazz, Vocal

Músicos:
Ella Fitgerald - Vocais
Lou Levy - Piano (Oscar Peterson - faixa 20)
Herb Ellis - Guitarra
Wilfred Middlebrooks - Baixo Acústico (Ray Brown - faixa 20)
Gus Johnson - Bateria (Ed Thigpen - faixa 20)

Tracklist:

01. Introductions And Announcements
02. Give Me The Simple Life
03. Take The "A" Train
04. (I'd Like To Get You On A) Slow Boat To China
05. Medley: Why Was I Born/Can't Help Lovin' Dat Man/People Will Say We're In Love
06. Intro
07. You're Driving Me Crazy
08. Rock It For Me
09. Witchcraft
10. Anything Goes
11. Cheek To Cheek
12. Misty
13. Caravan
14. You'll Have To Swi0ng It (Mr. Paganini)
15. Mack The Knife
16. Fanfare For Ella
17. 'Round Midnight
18. Joe Williams Blues
19. Fanfare For Ella
20. This Can't Be Love
21. Closing Announcements

Gravado ao vivo em Berlim, 11 de Fevereiro de 1961- produção de Norman Granz.
Boa audição - Namaste

sábado, 11 de fevereiro de 2012

1961 - Miles Davis At Carnegie Hall - The Complete Concert Re-Up

Miles Dewey Davis Jr (Alton, Illinois, 26 de Maio de 1926 - Santa Monica, Califórnia, 28 de Setembro de 1991). Em 1998, a gravadora Columbia pelo selo Legacy reeditada Miles Davis no Carnegie Hall como um conjunto de duplo disco que traz todas as músicas do concerto realizado a partir de 19 de maio de 1961. Davis é capturado com o seu pequeno combo transitório apresentando Hank Mobley, Wynton Kelly, Paul Chambers e Jimmy Cobb, bem como com o Gil Evans Orchestra. Foi um dos dois únicos shows Davis e Evans realizado em conjunto, e que por si só torna o álbum necessário para coleccionadores, mas a música em si é espetacular. Uma transparencia pela genialidade de Miles pelos portais do jazz.

Faixas:
Disc 1: First Half Of Concert.
1. So What
2. Spring Is Here
3. Teo
4. Walkin'
5. The Meaning Of The Blues/Lament
6. New Rhumba

Disc 2: Second Half Of Concert.
1. Someday My Prince Will Come
2. Oleo
3. No Blues
4. I Thought About You
5. En Aranjuez Con Tu Amor (Adagio From 'Concierto De Aranjuez')


Pessoal:
Miles Davis - Trompete
Gil Evans - Arrangador e Maestro
Hank Mobley - Sax Tenor
Ernie Royal, Bernie Glow, Johnny Coles, Louis Mucci - Trompete
Jimmy Knepper, Dick Hixon, Frank Rehak - Trombone
Julius Watkins, Paul Ingrahan, Bob Swisshelm - Corne Frances
Bill Barber - Tuba
Romeo Penque, Jerome Richardson, Eddie Caine, Bob Tricarico, Danny Bank - Palhetas
Janet Putnam - Harpa
Wynton Kelly - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Bobby Rosengarden - Percurssão

Recorded live at Carnegie Hall, New York, New York on May 19, 1961. Includes liner notes by Bob Blumenthal. Digitally remastered by Mark Wilder (Sony Music Studios, New York, New York). This two-CD set makes the entire Carnegie Hall concert of May 19, 1961.












Boa audição - Namastê

domingo, 14 de março de 2010

1961 - The Other Village Vanguard Tapes - John Coltrane

Sobre Coltrane, escreve o crítico André Francis: "Não poucos medíocres julgaram poder imitar Coltrane. Ora, tocar como ele exige uma fé enorme. Coltrane era puro, generoso, gostava do mundo; seu rosto espelhava calma e franca formosura. Os que o imitam não passam de aproveitadores. (...) Em tudo a vida de John Coltrane é exemplar. Nenhum escândalo, nenhuma fraqueza, quase nenhuma anedota frívola: música, isso sim, acima de tudo. (...) Muitos há que tocam e agem como ele (...) Mas falta-lhes a mesma fé." Dificilmente se poderia acrescentar algo a tais palavras". John Coltrane como saxtenorista mais cultuado do jazz um bom jazofilo já sabe e degusta de sua ousada e inédita exploração do espaço sonoro jazzístico - poucos bebem. Trane desenvolveu um estilo próprio onde predominavam as chamadas "Sheets of Sound" ou folhas/camadas de som num portugues arranhado, que se compunham de longas frases de notas rápidas tocadas em legato. Coltrane embarca numa redicalização da harmonia que o leva à beira do atonalidade. Também fragmenta e desconstrói os temas deixando-os quase irreconhecíveis sob um congestionamento de frases torturadas. Embora vindo do hard bop - o Coltrane de 1955 a 1965 já podia ser considerado em certo sentido um precursor do free jazz. Coltrane começou no início com o jazz modal ao lado de Miles seu primeiro mentor. Quem observar os solos de Trane no disco Blue Train (1957) e depois compará-los com os solos do Giant Steps (1959) gravado na mesma época que o Kind of Blue de Miles, poderá perceber uma considerável evolução que transformou seu fraseado bebop em um estilo próprio de fraseado: através do estudo intensivo em busca de uma identidade cada vez mais própria, suas improvisações ficaram cada vez mais viscerais, seus vôos mais virtuosos e seus discos passaram a ser mais originais. Como o jazz modal era um conceito que fazia o uso das escalas modais gregas ao invés de usar a convencional seqüência de cifras para harmonizar a música, Trane passou a improvisar uma seqüência absurda de notas ligadas em combinações de escalas, as quais mudavam a todo o momento (essa característica mudou o seu swing e deixou seus solos mais compridos, intensos e dinâmicos). Essa técnica de tocar uma seqüência absurda de notas ligadas já tinha sido rotulada pelo crítico Ira Gliter um pouco antes como "sheet of sounds (camadas de sons); e esse seu conceito harmônico de improvisar seqüências de modos de escalas, ou seja, improvisar escalas que mudavam a todo o momento, chamaram de "Coltrane Changes" (mudanças de Coltrane). Como exemplo a faixa título do disco Giant Steps de 1959. Na década de 50, tirando o fato de Coltrane ter se casado com uma moça convertida à religião islâmica chamada Naima (a qual, ele dedicou a faixa Naima no disco Giant Steps), há poucos vestígios do uso temático das suas descobertas religiosas em suas composições. Já na década de 60, com o surgimento do free jazz de Ornette Coleman, Coltrane não só começou a levar sua música ao caminho da improvisação livre como também usou e abusou de temáticas que levaria sua obra ao cúmulo do misticismo: trata-se de uma fase mais "free" e "spiritual", que influenciaria muitos outros músicos daquela época e da década de 70. Aliás o disco mais "sóbrio" e convencional que Coltrane gravou de 1960 até 1967 foi o Duke Ellington and John Coltrane de 1962 em colaboração com o lendário pianista e bandleader Duke Ellington, um dos maiores mestres do início do jazz. Mas Trane já havia gravado por exemplo um disco chamado Avant-Garde com o trompetista Don Cherry em 1960 - onde ele inaugurava sua preferência pelo estilo de Free Jazz de Ornette Coleman e começava a deixar de lado as reminiscências do bebop e hard bop - e também já tinha gravado Olé Coltrane e África Brass (1961), discos com peças e arranjos interessantes para um inusual conjunto orquestral que incluía músicos fantásticos como os trompetistas Freedie Hubbard e Booker Little, contrabaixista Art Davis, o saxofonista e flautista Eric Dolphy e os músicos que constituiria o seu legendário e clássico quarteto: o pianista McCoy Tyner, o baterista Elvin Jones e o contrabaixista Jimmy Garrison, com os quais Trane gravaria o seu mais famoso álbum, chamado A Love Supreme (uma devoção ao Deus, Todo Poderoso). Esses discos gravados de 1960 à 1964, foram "obras de transição" para o período mais selvagem, free, cósmico e místico que Coltrane passaria a explorar a partir de 1965 através de discos temáticos como Ascencion, Om, Cosmic Music, Kulu Se Mama, Meditations, Interstellar Space e Expression. Essa fase de 1965 até sua morte em 1967 a qual ele inicia apresentando-se com seu amigo saxtenorista Pharoah Sanders e com sua segunda esposa e harpista Alice Coltrane, foi influenciada por músicos vanguardistas como Ornette Coleman, Sun Ra, John Gilmore e principalmente pelo som selvagem e ríspido do saxtenorista Albert Ayler. The Other Village Vanguard Tapes são fragmentos do show realizado no famoso clube Village Vanguard em 1961. Gravado em 02,03,04 e 05 de Novembro de 1961 no Live at the Village Vanguard - New York City.

Chasin' the Trane


Faixas:
CD1
01 - Chasin' the Trane
02 - Spiritual
03 - Untitled Original
CD-1

CD2
01 - India
02 - Greensleeves
03 - Spiritual
CD-2

Músicos:
John Coltrane - Sax. Teno & Soprana
Eric Dolphy - Clarinete (Apenas fx. 02)
Reggie Workman - Baixo Acústico
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Elvin Jones - Bateria
McCoy Tyner - Piano

Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros icones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acustica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz?
O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entada em média: 30 Dolares.
Endereço URL: http://www.villagevanguard.com

02 - Greensleeves


Faixas:
01 - India
02 - Greensleeves
03 - Miles´ Mode
04 - India
05 - Spiritual

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboé
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte IV
Boa audição - Namastê

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espectáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon.

05 - Naima


Faixas:
01 - Chesin´The Trane
02 - Greensleeves
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Naima
06 - Impressions

Musicos:
Johm Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Batéria

Download Here - Click Aqui parte III
Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenário para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite, trazendo estilos inovadores e uma forma encorpada na arte do entreterimento a casa que Max Gordon somou ao longo de sua historia, um legado de verdadeiras obras primas do celeiro do jazz. Pra quem visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro - depois de descer uma escada de 15 degraus - são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto o histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e - até a sua morte em 1989 - em uma autobiografia de tirar o fôlego " Ao Vivo no Village Vanguard". São paginas de riquíssimos detalhes que valoriza ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil - como Charles Mingus e Sonny Rollins - que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o climax dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: "Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele". Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, a sra. Lorraine que continua aberto e mantém o alto nível da programação. A segunda parte de quatro do álbum "The Complete 1961 Village Vanguard Recordings" de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show, traz um Coltrane mais sutil e intimidador em seu sax e sua banda. A performance do grupo como um todo é impar e concisa. São registros históricos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify). Recomendo.

04 - Spiritual


Músicas:
01 - Brasilia
02 - Chasin´Another Trane
03 - India
04 - Spiritual
05 - Softly As In a Morning Sunrise

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboê
Ahme Abdul-Malik - Oud Turkish (inst. arabe)
McCoy Jones - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Reggie Wolman - Baixo Acústico
Elvin Jones - Bateria
Roy Haynes - Bateria

Dowlond Here - Click Aqui Parte II
Boa audição - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate I

Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jezistica. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em actividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternida: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faseta, colocarei alguns albúns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeir albúm gravado em 01 de Novembro de 1961.
Dica: Ao Vivo no Village Vanguard - Max Gordon (Ed. Cosac Naify - 2006)

03 - Impressions


Faixas:
01 - India
02 - Chesin´The Trane
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Miles´Mode
06 - Naima

Musicos:
John Coltrane - Sax. Soprano & Tenor
Eric Dolphy - Sax. Alto e Clarinete
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish na faixa 1 (inst. arabe)
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte I
Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eric Allan Dolphy (1928-1964)

Eric Dolphy e John Coltrane - 1961
The Village Vanguard
Fotografado Por: Herb Snitzer

terça-feira, 7 de abril de 2009

1961 - Charley Byrd - At The Village Vanguard

Charlie Byrd nasceu em em 16 de setembro de 1925 - Chuckatuck, Virginia, dentro de uma família de musicos, experimentando sua primeira grande emoção na França durante a guerra, ao tocar com seu ídolo Django Reinhardt. Depois de tocar com Sol Yaged, Joe Marsala e Freddie Slack no pós-guerra, temporariamente abandonou o jazz para estudar guitarra clássica com Sophocles Papas em 1950 e com Andrés Segovia em 1954. Retornou no final dos anos 50, tocando na região da capital Washington com alguns grupos, mesclando jazz com clássico. Retornou às gravações pelo selo Savoy, como líder em 1957 e tocando com a banda de Woody Herman durante os anos de 1958-59. Uma viagem à América do Sul, sob os auspícios do Departamento de Estado americano em 1961, mergulhou Byrd no movimento da bossa nova. Ao retornar a Washington, mostrou algumas gravações da bossa nova para o então saxofonista e amigo Stan Getz, que convenceu o diretor da Verve, Creed Taylor, a gravar um álbum de música brasileira com a presença de Byrd. “Jazz Samba” se tornou um sucesso em 1962 pela força da música "Desafinado" de Jobim, introduzindo a onda da bossa nova na América do Norte. Graças à bossa nova, vários discos para a Riverside se seguiram, e pouco tempo depois, Byrd assinou com a Columbia, realizando obras mais comerciais e e di cunho digestivo, voltada para o grande público. Em 1973, forma o grupo “Great Guitars” com Herb Ellis e Barney Kessel, escrevendo um manual de instrução para guitarra que se tornou bastante usado durante a década. A partir de 1974, Byrd gravou para o selo Concord Jazz uma grande variedade de álbuns, incluindo as sessões com Laurindo Almeida e Bud Shank. Morreu aos 74 anos de câncer, em sua casa em Annapolis, Maryland, no dia 03 de dezembro de 1999. Charlie Byrd tem duas notáveis contribuições à música: primeiro ao aplicar técnicas de guitarra acústica ao jazz e música popular e a segunda ao introduzir a música brasileira para o público norte-americano. Fonte: Clube do Jazz.
At The Village Vanguard foi gravado ao vivo no palco do clube Village Vanguard.

Faixas:
01- Just Squeeze Me
02 - Why Was I Born?
03 - You Stepped Out of A Dream
04 - Fantasia on Which Side Are You On?

Musicos:
Charlie Byrd - Guitarra
Keter Betts - Baixo Acustico
Buddy Deppenschmidt - Bateria

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Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

1961 - Where - Ron Carter With Eric Dolphy and Mal Waldron

Quando o crítico da revista Downbeat, Don McMichael classificou "Out To Lunch" com cinco estrelas, escreveu: "Este musico será o jazzman mais premiado da próxima década", estava assinando um dejavu de estrea do saxofonista, flautista e clarinetista, Eric Allan Dolphy ou mais conhecido Eric Dolphy, musico predestinado a ser uns dos criadores e fundamentalista de estilo da chamada corrente dominante do jazz com forte estética ao free. O album em questão era "Outward Bound" com forte raiz no estilo do bop, gravado em 1960, pelo selo Prestige, onde Eric fazia sua estreia nos rool dos lideres de jazz. Don McMichael esta certo e so um item ficou de fora desta visão futurista: Dolphy foi além disto. Apesar do seu estilo ter sido criticado como anti-jazz, a modernidade da sua obra é unica e indiscutível. As inovações por ele introduzida no jazz é tão fundamental como as de Charlie Parker ou John Coltrane. O lirismo da sua flauta no contraste do radicalismo de sua clarinete, o seu discurso no sax. alto era impetuoso, suas composições dissonantes e bizarras, formando estruturas para o desenvolvimento do jazz até aos dias conteporanios. Passava grande parte da sua vida nos estúdios de gravação, onde participou em muitas sessões lideradas pelos grandes músicos, como: Max Roach, Ted Curson, Ron Carter, Mal Waldron, Pony Poindexter, Benny Golson, Gary McFarland, Andrew Hill, Gil Evans, Ken McIntyre e é claro, John Coltrane. Foi em seu apartamento que Dolphy começa a tocar e a partilhar ideias com o seu então amigo Coltrane, que havia convida a trabalhar na sua primeira gravação para a então recém criada editora Impulse, tendo a seu cargo a orquestração e a direção de orquestra. O resultado tem significativa no paralelo discografico de Coltrane, chamado: "Africa/ Brass Sessions" apresenta com o célebre quarteto mais 14 músicos, transmitindo a experiência única de sentir o modalismo livre do quarteto, invadido por sutis arranjos orquestrais. Coltrane decide convidar Eric para as gravações de Olé Coltrane, que, em certa medida, segue os passos musicais já experimentados no album interior, mas desta feita sem orquestra. Dolphy passa a integrar o grupo de Trane e sua colaboração entre ambos tem o seu ponto alto nas gravações feitas em 1961 no mítico e lendario album: "Village Vanguard" em Nova Iorque. Apesar das frequentes colaborações, Dolphy continuava a gravar como líder. Para a história ,ficam as gravações feitas no Five Spot, editadas em dois volumes, onde a banda de Dolphy tinha alguns dos músicos mais criativos desta época, Booker Little, o trompetista de forte tendencias, Mal Waldron, pianista jurassico na historia do jazz, Richard Davis, contrabaixista e o baterista Ed Blackwell, que arquitetou a transição do futuro do jazz sem esquecer a tradição. A preocupação melódica, o fraseado e a estrutura interna dos solos são uma constancia na carreira de Dolphy, isto sem deixar a complexidade criativa das suas composições. É durante este processo criativo que nasce a obran prima "Out To Lunch", inteiramente preenchida com composições soberbas e originais, tocadas de forma espontânea e livre. Se a perfeição existe, ela está presente neste registro, obra inquietante, arriscada e demasiada inovação para a época. Hoje Dolphy é considerado pelo conhecedores de jazz um marco em relação às suas distintas performa-se instrumentais: vibrações líricas da flauta, vôos do sax-alto e os rompantes do clarinete. A sua propensão por buscar adiante novas idéias harmônicas o colocaram numa linha virtuosa entre consonância e dissonância. Enquanto Dolphy caminhava para ser uma figura decisiva nesse começo dos anos 60, o bebop passava por inovações e se desenvolvia para formas mais livres. Sua morte prematura aos 36 anos, devido às complicações causadas pela diabetes em 29 de Junho de 1964, poê fim a uma carreira brilhante e promissora. "Where?" surgiu em 20 de Junho de 1961, na companhia de baixista Ron Carter (04-05-1937) e do pianista Mal Waldron (Malcolm Earl Waldron - 16-08-1925 # 02-12-2002 ) em uma sessão prostraumatica dos musicos em suas carreiras como sidemam. Carter, dono de uma vasta cultura musical, trabalhou dentro de variados estilos musicais: jazz-rock, experimentos em música erudita de câmara, jazz mainstream, música de influência brasileira. Já Mal Waldron é conciderado um inovador pianista, compositor de jazz e world music, tocando com feras como: John Coltrane, Eric Dolphy, Clifford Jordânia, Booker Little, Steve Lacy e Jackie McLean. Habilidoso em suas composições, criou musica pra cinema, teatro e dança com forte tematica de jazz e inovação de estilo e harmonia. Faleceu com 77 anos, vitima de câncer no intestino. Waldron foi o último pianista a tocacou com a cantora Billie Holiday, no final dos anos 50. Item de coleção, Where? traduz uma dinamica de fazer jazz. Relançado em 01 de Abril de 2008. Produção de Rudy Van Gelder (1960, New Jazz, NJLP 8236).

Faixas:
01 - Rally
02 - Bass Duet
03 - Softly, As In a Morning Sunrise Lyrics
04 - Where?
05 - Yes, Indeed
06 - Saucer Eyes

Musicos:
Ron Carter - Violoncelo & Baixo Acustico
Eric Dolphy - Sax. Alto, Flauta & Clarenete
Mal Waldron - Piano
George Duvivier - Baixo Acustico

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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

1961 - My Favorite Things - John Coltrane

My Favorite Things é considerado por muitos críticos e ouvintes uma significante e histórica gravação. Foi a primeira sessão gravada por Coltrane para o selo Atlantic e a primeira a apresentar o novo quarteto que Trane acabara de formar: McCoy Tyner - Piano, Elvin Jones - Bateria e Steve Davis - Baixo. É um álbum com profunda mudanças do estilo bop, introduzindo revisitações harmônicas mais complexas, pricipalmente nas músicas: "My Favorite Things" (uma valsa de Richard Rodgers & Oscar Hammerstein, usada no filme Noviça Rebelde de 1965), e "But Not For Me" (de George Gershwin). Em uma época em que o saxofone soprano se tornava obsoleto por alguns musicos, Coltrane demonstrou uma inventiva habilidade para o idioma do jazz. O standard "Summertime" é notável por seu ritmo alegre, e pela demonstração da técnica sheets of sound (folhas de som, muito usado por Coltrane), uma total antítese à melancolia de Miles Davis na versão lírica de Porgy and Bess. "But Not For Me" é reharmonizada usando outra técnica de John Coltrane chamada Coltrane changes, apresentando um longa coda sob uma progressão em II-V-I-vi. A faixa título é uma versão modal de autoria de Richard Rogers e Oscar Hammerstein do musical The Sound of Music. A melodia é escutada diversas vezes por todos os 14 minutos de duração, e ao invés de solar sobre os acordes escritos, tanto Tyner quanto Coltrane tocam os solos sob vamps de dois acordes tônicos "E" menor e "E" maior. O solo de Tyner ficou famoso por ser extremamente cordal e rítmico ao contrário de desenvolver melodias. No documentário The World According to John Coltrane, o narrador Ed Wheeler diz: "Em 1960, Coltrane deixa Miles Davis e forma seu prórpio quarteto para explorar o estilo modal, com livres direções com certa influência Indiana. Eles transformaram "My Favorite Things", a famosa e alegre canção de The Sound of Music, uma hipnótica dança abdal. A gravação virou um hit tornando-se a gravação de Coltrane mais requisitada. Gravado em 21, 24 e 26 de Outubro de 1960 na cidade de Nova Iorque.
Nota: Em 3/3/1998 foi relançado pela Atlantic - WEA com duas faixas bonus: My Favorite Things pt. I e pt. II (Single Version)

Faixas:
01 - My Favorite Things
02 - Everytime We Say Goodbye
03 - Summertime
04 - But Not for Me

Musicos:
John Coltrane - Sax. Soprano (Faixas 1 & 2), Sax. Tenor (Faixas 3 & 4)
McCoy Tyner - Piano
Steve Davis - Baixo
Elvin Jones - Bateria

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Boa audiçãi - Namastê

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1961 - In Person: Recorded Live at the Village Vanguard (Live) - The Bobby Timmons Trio

Conta quem ouviu uma das conversas que precedeu o afastamento dos dois jazzmen (John & Miles) e pôs fim a um dos mais excepcionais quintetos que jamais existiram na História do Jazz responsável entre outros imortais registos pelo incontornável "Kind of Blue" que tudo sucedeu mais ou menos assim:
M.D. " John, isto não pode continuar deste modo. Os teus solos estão cada vez mais extensos, nos últimos concertos chegaram a ultrapassar os 20 minutos. Concordas decerto que para mim e para o Cannonball é incómodo e desmotivador aguardar tanto tempo para enfim podermos executar os nossos solos e expormos o tema, no final... Não?"
J.C.: " Man, I'm sorry. Mas quando estou a improvisar surgem-me sempre ideias que quero explorar mais a fundo e, de repente, fico como numa espécie de transe. Uma energia astral passa a dominar, bloqueando a minha capacidade de poder parar quando quiser. É complicado, percebes?... Então, diz-me, como é que paro de solar??"
Simulando estar a segurar nas suas mãos um saxofone imaginário e fazendo o gesto de o afasta-lo de si, Miles exemplificou com uma exclamação nada ufanica...
MD: " É fácil! Assim... tirando essa p...da boca! ".
Uma coisa interressante no jazz é além das curiosidades na primeira pessoal de um músico é sua fulgaz forma de surpriender quando não se esta esperando nada."In Person"- album de Timmons, mostra claramente que ele era mais do que apenas o compositor de jazz com pretuberancia no funky e no soulful. Com um rigoroso tricô de um fantastico trio que incluía dois jovens músicos que passou ao jazz grandes realizações: o baixista Ron Carter e o baterista Al "Tootie" Heath, in Person foi gravado nos palcos do "Village Vanguard", NYC, no dia 01 de Outubro de 1961 num Bepop que marcou uma fase na historia do jazz. Sente, relaxe e ouça com afinco o que tres musicos podem fazer com seus instrumentos na linguagem do ouvir o que é eterno.

Faixas:
01 - Autumn Leaves
02 - So Tired
03 - Goodbye
04 - Dat Dere (Theme)
05 - They Didn't Believe Me
06 Dat Dere (Full-Length)
07 - Popsy
08 - I Didn't Know What Time It Was
09 - Softly, As In A Morning Sunrise
10. Dat Dere (Theme)

Musicos:
Bobby Timmons - Piano
Ron Carter - Baixo
Albert "Tootie" Heath - Bateria

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Boa audição - Namastê