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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Oito décadas de Village Vanguard

 O lendário clube de jazz VILLAGE VANGUARD em New York completou 81 anos de existência com celebrações incluindo um grande desfile de músicos de jazz contemporâneos. O clube, localizado na Sétima Avenida Sul de Nova York, foi fundado em 22 de fevereiro, 1935 por Max Gordon (que faleceu em 1989), mas no começo se faziam recitais de poesia e algumas formas de música, especialmente "popular". Era um ponto de encontro e um fórum para artistas, boêmios, intelectuais, poetas e músicos em um período em que ao Gordon foi negada uma licença de cabaré especial. Com o passar do tempo conseguiu superar as dificuldades e começou a apresentar vários tipos de música, incluindo jazz, com artistas como Ben Webster, Sidney Bechet e Mary Lou Williams. Mas só foi em 1957 que Max decidiu transformá-lo em um clube exclusivo de jazz. Assim, ele começou a contratar músicos como Miles Davis, Thelonious Monk, Horace Silver, Gerry Mulligan, The Modern Jazz Quartet, Anita O'Day, Charlie Mingus, Dexter Gordon, Bill Evans, Stan Getz, Freddie Hubbard, Carmen McRae, etc., tornando-se um dos principais centros de jazz de Nova York e do mundo. A famosa orquestra de Thad Jones-Mel Lewis, eventualmente se tornou a Vanguard Jazz Orchestra e atuou de 1966 a 1990, todas às segundas-feiras.  O clube continuou regularmente por onde passaram centenas de músicos de jazz famosos, muitos dos quais têm lá gravadas suas performances para transformá-las em álbuns "Live at Village Vanguard". Max Gordon morreu em 1989. No dia seguinte, sua viúva, Lorraine Gordon fechou o clube. Mas um dia depois foi reaberto e o clube está em funcionamento desde então com sessões ininterruptas e inalteradas até hoje. Esse era o desejo de seu marido e de todos os paroquianos jazzistas e jazzófilos. (adaptado de Noticias de Jazz de Pablo Aguirre)



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ao Vivo no Village Vanguard

Vanguard Sign

Ao vivo no Village Vanguard

Lorraine Gordon

Ao vivo no Village Vanguard


"O que você faz numa noite de sábado quando a casa está lotada e a estrela de seu show sai do palco na metade de uma seqüência musical porque sua namorada está bêbada em alguma espelunca de Uptown e telefonando para ele ir buscá-la? De todos os homens de jazz que trabalharam no Vanguard, Miles Davis foi o mais duro de lidar. Miles sempre gostava de receber mil dólares adiantados antes de estrear. Se eu não tivesse o dinheiro, ele poderia estrear, mas depois da primeira parte de uma noite de estréia, ele viria a mim e, varrendo a multidão com o olhar, sussurraria: 'não esqueça dos mil se você quiser que eu venha amanhã à noite'. A voz de Miles não se parece com nenhuma outra voz que já ouvi. Um sussurro alto em meio à névoa e bruma que mal dá para ser ouvido Você consegue ouvir depois que se acostuma. E eu estava acostumado. E tire aquela porra de spot de cima de meus olhos. Ou desligue essa merda de uma vez. Eu trabalharei no escuro, se é assim que você vai operar sua casa.'

Mas, que diabo, ele era dinheiro em caixa.

Miles pertence à escola cool do jazz. Ele a inventou. Você vai e toca o que você vai tocar. Se a platéia gostar, tudo bem; se não gostar, amém. Claro que você espera que as pessoas fiquem quietas e escutem, mas se não ficarem, não ficam. Você toca assim mesmo, com silêncio ou sem silêncio".

* Trecho de Ao vivo no Village Vanguard

Boa leitura - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros icones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acustica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz?
O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entada em média: 30 Dolares.
Endereço URL: http://www.villagevanguard.com

02 - Greensleeves


Faixas:
01 - India
02 - Greensleeves
03 - Miles´ Mode
04 - India
05 - Spiritual

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboé
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte IV
Boa audição - Namastê

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espectáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corea, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon.

05 - Naima


Faixas:
01 - Chesin´The Trane
02 - Greensleeves
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Naima
06 - Impressions

Musicos:
Johm Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Batéria

Download Here - Click Aqui parte III
Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte II

O Village Vanguard tornou-se o cenário para o jazz assim como o sol do meio dia é conivente com a lua da meia noite, trazendo estilos inovadores e uma forma encorpada na arte do entreterimento a casa que Max Gordon somou ao longo de sua historia, um legado de verdadeiras obras primas do celeiro do jazz. Pra quem visite o local, já na porta há um toldo vermelho com o nome em letras brancas facilmente reconhecível por qualquer um que tenha um mínimo de intimidade com o jazz. Lá dentro - depois de descer uma escada de 15 degraus - são exatos 123 lugares voltados para um palco tão modesto quanto o histórico do Village. O Village Vanguard que abrigou de John Coltrane a Lenny Bruce, de Miles Davis a Woody Allen e suas piadinhas, de Woody Guthrie ao andarilho Joe Gould, não poderia ser lembrados por nada mais e nada menos que o próprio Max Gordon, seu fundador e - até a sua morte em 1989 - em uma autobiografia de tirar o fôlego " Ao Vivo no Village Vanguard". São paginas de riquíssimos detalhes que valoriza ainda mais os pilares do jazz em sua jornada infinito da musica. O livro recupera através da memória de seu fundador alguns dos momentos mais expressivos do que foi feito musicalmente em Nova York durante mais de cinco décadas. A casa fundada em 1934 é exaltada em 19 textos em que o autor não apenas recupera sua convivência com alguns dos gigantes do jazz como também mapeia a história do show business e da vida cultural nos Estados Unidos desde a década de 1930. O reconhecimento foi infinitamente superior ao que Gordon esperava e o Village Vanguard virou sinônimo de programação de qualidade. Gordon conseguiu se transformar num dos poucos donos de casas noturnas respeitados pelos músicos. Até os de convívio mais difícil - como Charles Mingus e Sonny Rollins - que faziam questão de abrir espaço nas suas agendas para se apresentar no Village Vanguard. E foi da convivência com os músicos que Gordon aperfeiçoou o sentido de improviso. Assim o livro reproduz o climax dos mais de 100 discos gravados no local e ainda conta com o crítico Nat Hentoff na introdução do livro que traz um ensinamento fundamental: "Escrever é sentir um ritmo e depois se deixar levar por ele". Atualmente o Village é comandado pela viúva de Gordon, a sra. Lorraine que continua aberto e mantém o alto nível da programação. A segunda parte de quatro do álbum "The Complete 1961 Village Vanguard Recordings" de John Coltrane, gravado nos dias 01 e 02 de Novembro de 1961 no palco aclamado dessa casa de show, traz um Coltrane mais sutil e intimidador em seu sax e sua banda. A performance do grupo como um todo é impar e concisa. São registros históricos e um verdadeiro achado para os amantes do jazz.
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify). Recomendo.

04 - Spiritual


Músicas:
01 - Brasilia
02 - Chasin´Another Trane
03 - India
04 - Spiritual
05 - Softly As In a Morning Sunrise

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete
Garvin Bushell - Oboê
Ahme Abdul-Malik - Oud Turkish (inst. arabe)
McCoy Jones - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Reggie Wolman - Baixo Acústico
Elvin Jones - Bateria
Roy Haynes - Bateria

Dowlond Here - Click Aqui Parte II
Boa audição - Namastê.

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Pate I

Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jezistica. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em actividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternida: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faseta, colocarei alguns albúns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeir albúm gravado em 01 de Novembro de 1961.
Dica: Ao Vivo no Village Vanguard - Max Gordon (Ed. Cosac Naify - 2006)

03 - Impressions


Faixas:
01 - India
02 - Chesin´The Trane
03 - Impressions
04 - Spiritual
05 - Miles´Mode
06 - Naima

Musicos:
John Coltrane - Sax. Soprano & Tenor
Eric Dolphy - Sax. Alto e Clarinete
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish na faixa 1 (inst. arabe)
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Reggie Workman - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

Download Here - Click Aqui Parte I
Boa audição - Namastê.

terça-feira, 7 de abril de 2009

1961 - Charley Byrd - At The Village Vanguard

Charlie Byrd nasceu em em 16 de setembro de 1925 - Chuckatuck, Virginia, dentro de uma família de musicos, experimentando sua primeira grande emoção na França durante a guerra, ao tocar com seu ídolo Django Reinhardt. Depois de tocar com Sol Yaged, Joe Marsala e Freddie Slack no pós-guerra, temporariamente abandonou o jazz para estudar guitarra clássica com Sophocles Papas em 1950 e com Andrés Segovia em 1954. Retornou no final dos anos 50, tocando na região da capital Washington com alguns grupos, mesclando jazz com clássico. Retornou às gravações pelo selo Savoy, como líder em 1957 e tocando com a banda de Woody Herman durante os anos de 1958-59. Uma viagem à América do Sul, sob os auspícios do Departamento de Estado americano em 1961, mergulhou Byrd no movimento da bossa nova. Ao retornar a Washington, mostrou algumas gravações da bossa nova para o então saxofonista e amigo Stan Getz, que convenceu o diretor da Verve, Creed Taylor, a gravar um álbum de música brasileira com a presença de Byrd. “Jazz Samba” se tornou um sucesso em 1962 pela força da música "Desafinado" de Jobim, introduzindo a onda da bossa nova na América do Norte. Graças à bossa nova, vários discos para a Riverside se seguiram, e pouco tempo depois, Byrd assinou com a Columbia, realizando obras mais comerciais e e di cunho digestivo, voltada para o grande público. Em 1973, forma o grupo “Great Guitars” com Herb Ellis e Barney Kessel, escrevendo um manual de instrução para guitarra que se tornou bastante usado durante a década. A partir de 1974, Byrd gravou para o selo Concord Jazz uma grande variedade de álbuns, incluindo as sessões com Laurindo Almeida e Bud Shank. Morreu aos 74 anos de câncer, em sua casa em Annapolis, Maryland, no dia 03 de dezembro de 1999. Charlie Byrd tem duas notáveis contribuições à música: primeiro ao aplicar técnicas de guitarra acústica ao jazz e música popular e a segunda ao introduzir a música brasileira para o público norte-americano. Fonte: Clube do Jazz.
At The Village Vanguard foi gravado ao vivo no palco do clube Village Vanguard.

Faixas:
01- Just Squeeze Me
02 - Why Was I Born?
03 - You Stepped Out of A Dream
04 - Fantasia on Which Side Are You On?

Musicos:
Charlie Byrd - Guitarra
Keter Betts - Baixo Acustico
Buddy Deppenschmidt - Bateria

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

1961 - Sunday at the Village Vanguard - Bill Evans Trio

O que falar de um músico que participou do mais importante disco da história do jazz – Kind Of Blue, de Miles Davis -, que teve um dos mais influentes trios de todos os tempos - com Paul Motion (bateria) e Scott LaFaro (baixo) - e gravou discos definitivos como Portrait In Jazz, The Paris Concert, Waltz for Debby e Sunday at the Village Vanguard? Diante desses fatos, não há muito mais o que falar a não ser reverenciar e principalmente, escutar todo o talento do pianista norte-americano Bill Evans. Nascido em Plainfield no dia 16 de agosto de 1929, William "Bill" John Evans (Bill Evans no mundo do jazz), foi o único músico branco nas gravações do mitológico Kind Of Blue e um dos jazzistas brancos mais influentes de toda a história. Assim como acontece com outros músicos de jazz, indicar um único disco de Bill Evans é quase uma heresia, mas no caso do pianista a escolha não poderia ser mais óbvia, Sunday At The Village Vanguard, lançado em 1961. O disco, gravado ao vivo na casa de jazz nova-iorquina, traz Evans acompanhado de seu mais importante trio, composto por Paul Motian e Scott LaFaro. Outro fato “interessante” sobre este disco foi a despedida de LaFaro, que morreu 10 dias após a gravação deste concerto, em um acidente de carro, aos 25 anos de idade com indicios de bebidas e heroina. O disco abre com a clássica “Gloria’s Step”, com LaFaro solando como poucos e Motian atacando no estilo “vassourinha”. Toda a delicadeza de Evans está exposta em “My Man’s Gone Now”, composta pelos irmãos Gershwin, e “Jade Visions”. Outro clássico presente aqui é “All Of You”, de Cole Porter, com solos de LaFaro e Motian. Para terminar, Evans recria “Alice in Wonderland” e faz uma versão de quase 9 minutos da composição de Miles Davis, “Solar”, faixa que traz solos “completos” dos três músicos. Outra dica importante é procurar o disco Waltz for Debby, uma espécie de volume 1 deste disco que será postado em breve. Para alguns críticos, Waltz é a personificação do clássico trio de jazz. Diferentemente do que acontece em Sunday, no qual LaFaro está em destaque, Waltz traz o trio mais conciso e interagindo mais entre si. Apesar da morte prematura - Evans morreu em Nova York aos 51 anos em 15 de Setembro de1980 de nisuficiência hepática e hemorragia interna prococada pelo uso continuado de heroína e cocaína - o pianista continua uma referência para os novos músicos. Nomes como Brad Mehldau, Benny Green, Mulgrew Miller, Bill Charlap, Stephen Scott e Fred Hersch são exemplos vivos do legado deixado pelo maior pianista branco que o jazz já produziu.
Had Bud Powell and Bill Evans not existed, Jazz would have had to invent them.” - C. M. Bailey

* Gravado ao vivo no Village Vanguard, NY, 25/06/1961.
* Um dos melhores discos de jazz feitos ao vivo, de acordo com qualquer crítica de jazz.
* LaFaro é considerado um “pai” para os baixistas de jazz, por criar estilo libertário, improvisador e marantes. Morreu num acidente de carro dez dias depois desta gravação, aos 25 anos.
* Produção - Orrin Keepnews
* Engenheiro de Gravação - Dave Jones
* Selo - Riverside
Em 2006, o selo Riverside publicou um box de três Cds set contendo praticamente todo o material gravado no Village Vanguard de Bill Evans. Embora toda esta música, disponível na caixa de Riverside, tem a audiência de ambientação reforçada e inclui apresentações, discussões em palco entre os músicos, a interação com a platéia e alguns compassos da música que Evans improvisados para preencher a fita no final da noite. No total são 28 musicas e um estojo de luxo com umaresenha da vida e obra de Bill como também curiosidades.

Faixas:
01 - Gloria’s Step (take II)
02 - My Man’s Gone Now
03 - Solar
04 - Alice in Wonderland (take II)
05 - All of You (take II)
06 - Jade Visions (take II)
07 - Gloria’s Step (take III)
08 - Alice in Wonderland (take I)
09 - All of You (take III)
10 - Jade Visions (take I)

Músicos:
Bill Evans - Piano
Scott LaFaro - Baixo Acustico
Paul Motian - Bateria

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

1961 - In Person: Recorded Live at the Village Vanguard (Live) - The Bobby Timmons Trio

Conta quem ouviu uma das conversas que precedeu o afastamento dos dois jazzmen (John & Miles) e pôs fim a um dos mais excepcionais quintetos que jamais existiram na História do Jazz responsável entre outros imortais registos pelo incontornável "Kind of Blue" que tudo sucedeu mais ou menos assim:
M.D. " John, isto não pode continuar deste modo. Os teus solos estão cada vez mais extensos, nos últimos concertos chegaram a ultrapassar os 20 minutos. Concordas decerto que para mim e para o Cannonball é incómodo e desmotivador aguardar tanto tempo para enfim podermos executar os nossos solos e expormos o tema, no final... Não?"
J.C.: " Man, I'm sorry. Mas quando estou a improvisar surgem-me sempre ideias que quero explorar mais a fundo e, de repente, fico como numa espécie de transe. Uma energia astral passa a dominar, bloqueando a minha capacidade de poder parar quando quiser. É complicado, percebes?... Então, diz-me, como é que paro de solar??"
Simulando estar a segurar nas suas mãos um saxofone imaginário e fazendo o gesto de o afasta-lo de si, Miles exemplificou com uma exclamação nada ufanica...
MD: " É fácil! Assim... tirando essa p...da boca! ".
Uma coisa interressante no jazz é além das curiosidades na primeira pessoal de um músico é sua fulgaz forma de surpriender quando não se esta esperando nada."In Person"- album de Timmons, mostra claramente que ele era mais do que apenas o compositor de jazz com pretuberancia no funky e no soulful. Com um rigoroso tricô de um fantastico trio que incluía dois jovens músicos que passou ao jazz grandes realizações: o baixista Ron Carter e o baterista Al "Tootie" Heath, in Person foi gravado nos palcos do "Village Vanguard", NYC, no dia 01 de Outubro de 1961 num Bepop que marcou uma fase na historia do jazz. Sente, relaxe e ouça com afinco o que tres musicos podem fazer com seus instrumentos na linguagem do ouvir o que é eterno.

Faixas:
01 - Autumn Leaves
02 - So Tired
03 - Goodbye
04 - Dat Dere (Theme)
05 - They Didn't Believe Me
06 Dat Dere (Full-Length)
07 - Popsy
08 - I Didn't Know What Time It Was
09 - Softly, As In A Morning Sunrise
10. Dat Dere (Theme)

Musicos:
Bobby Timmons - Piano
Ron Carter - Baixo
Albert "Tootie" Heath - Bateria

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Boa audição - Namastê