sábado, 29 de outubro de 2022

# 093 - The Bernard Peiffer Trio Plays Standards (1954)

Artista: The Bernard Peiffer Trio

Álbum: Jazz in Paris 093

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Easy Listening


Parece-me que a maioria das pessoas só se impressiona com três coisas: a rapidez com que se pode tocar, a altura que se pode atingir e o volume de som produzido. Agora, mais experiente, vejo que provavelmente menos de 2% do público sabe realmente ouvir.  

Chet Baker 


Contrabaixo – Jean-Marie Ingrand

Bateria – Roger Paraboschi

Piano – Bernard Peiffer

Gravado em 1954 em Paris: 12 de dezembro (1-4), 13 (5-7), 1

5 (8-11), 16 (12-14) e 17 (15-17)

 Boa audição - Namastê

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

# 092 - Jack Dieval - Jazz Aux Champs Elysees (1956-1957)

Artista: Jack Dieval
Lançamento: 2002
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Hard Bop, Easy Listening 


Alguns críticos e algumas escolas de pensamento dizem que o jazz é liberdade de expressão e todo esse tipo de coisas, mas na realidade suas ideias são muito tendenciosas, porque acreditam que uma personalidade deveria estar limitada a sua principal característica de identidade. - Duke Ellington

Saxofone Barítono – Michel de Villers (faixas: 1 a 12)
Contrabaixo – Paul Rovère (faixas: 1 a 12)
Bateria – Christian Garros (faixas: 1 a 12)
Guitarra – Sacha Distel (faixas: 1 a 12)
Piano – Jack Diéval
Saxofone Tenor – Guy Lafitte (faixas: 1 a 12)

Gravado em 24 de junho de 1957 no Teatro Pigalle, Paris (1-12); gravado em 26 de março de 1956 em Paris (13-16)

Boa audição - Namastê

terça-feira, 25 de outubro de 2022

# 091 - Django Reinhardt - Nuages (1953)

Lançamento: 2002
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bop, Gypsy Jazz 


O termo ‘swing’, que significa balanço e oscilação, é utilizado no jazz de duas formas completamente diferentes. No sentido técnico, usualmente arranjado para grandes orquestras dançantes, caracterizado por uma batida menos acentuada que a do estilo tradicional, e menos complexo, rítmica e harmonicamente falando, do que o jazz moderno. No sentido histórico, o swing coincide com a era do swing, o período clássico do jazz, que começa nos primeiros anos após a grande depressão econômica dos anos 20 e os últimos da Segunda Guerra Mundial, aproximadamente entre 1932 e 1943. Embora o swing só tenha caído no gosto popular com a ascensão de Benny Goodman em 1935, o estilo já existia há mais de uma década. O jazz nas suas formas iniciais enfatizava a improvisação espontânea, mas à medida que as bandas de dança se tornaram populares nos anos 20 e começaram a usar mais três ou quatro instrumentos de sopros, se tornou necessário que os arranjos fossem escritos para que a música pudesse estar organizada e coerente.

Contrabaixo – Pierre Michelot
Bateria – Jean-Louis Viale (faixas: 1 a 8), Pierre Lemarchand (faixas: 9 a 12)
Guitarra – Django Reinhardt
Piano – Martial Solal (faixas: 9 a 12) , Maurice Vander (faixas: 1 a 8)
Vibraphone – Fats Sadi (faixas: 9 a 12)

Gravado em Paris em 1953 nos dias 10 de março (1-8) e 08 de abril (9-12)

Boa audição - Namastê

sábado, 22 de outubro de 2022

# 090 - Django Reinhardt - Nuits De Saint-Germain-des-Pres (1951-1953)

Lançamento: 2002
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Bop, Gypsy Jazz 



De volta a Paris, o violino foi substituído pelo clarinete de Hubert Rostaing. Em 1943, Django casou-se com Sophie Ziegler. Consta que Django era um grande gastador, geralmente em algum tipo de aposta ou na mesa de bilhar, onde também demonstrava muita habilidade. Com o fim da guerra, Grapelli voltou a integrar o quinteto, que agora se preparava para partir em uma excursão pelos EUA organizada por Duke Ellington. A visita culminou com a apresentação do quinteto no Carnegie Hall ao lado do bandleader. Na segunda metade da década de 40, Django fez inúmeras gravações, tanto nos EUA como na França, que lançaram seu estilo definitivamente para o resto do mundo e para sempre na história da música. Era uma das figuras mais respeitadas de Paris. Porém em 1951, aparentemente cansado dos aborrecimentos que cercavam a comercialização de sua música, pôs seu violão de lado e aposentou-se na pequena cidade francesa de Samois-sur-Seine, onde passou o resto de seus dias a pintar e pescar. 


Clarinete – Hubert Fol (faixas: 5 a 9, 11)

Contrabaixo – Pierre Michelot

Bateria – Pierre Lemarchand

Guitarra – Django Reinhardt

Piano – Maurice Vander (faixas: 9 a 12), Raymond Fol (faixas: 1 a 8)

Saxofone [Alto] – Hubert Fol (faixas: 1 a 4)

Trompete – Bernard Hullin (faixas: 1 a 3), Roger Guérin (faixas: 5 a 9, 11)


Gravado em Paris em 11 de maio de 1951 (1 a 4), 30 de janeiro de 1952 (5 a 8) e 30 de janeiro de 1953 (9 a 12)

Boa audição - Namastê

terça-feira, 18 de outubro de 2022

# 089 - Henri Crolla - Quand Refleuriront Les Lilas Blancs (1955)

Artista: Henri Crolla

Álbum: Jazz in Paris 089

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bop, Gypsy Jazz, Easy Listening


A improvisação é o aspecto mais importante do jazz, do mesmo modo que o desenvolvimento é geralmente considerado a parte mais importante de uma sonata clássica. Quando estiver ouvindo uma peça, tente cantar o tema para você mesmo por trás dos solos. Poderá notar que alguns solistas, especialmente Thelonious Monk e Wayne Shorter, geralmente baseiam seus solos no tema melódico tanto quanto na progressão harmônica. Você também notará que frequentemente se tomam liberdades com o tema em si; músicos como Miles Davis, Coleman Hawkins, Sonny Rollins e John Coltrane foram especialmente adeptos de fazer declarações pessoais até mesmo quando tocavam somente o tema. Há duas formas muito comuns de um tema no jazz. A primeira é a forma do blues, que normalmente é uma forma de 12 compassos. Há muitas variantes das progressões harmônicas do blues, mas a maioria é baseada na ideia de três frases de quatro compassos. Em sua forma original, a segunda frase seria uma repetição da primeira, e a terceira seria uma resposta a essa frase, embora raramente se siga essa convenção no jazz. Você pode dar uma conferida nas progressões harmônicas do blues apresentadas mais adiante para ter uma ideia de como elas soam, de modo que possa reconhecer as formas do blues quando ouvi-las. Os textos nas capas e folhetos dos discos e os títulos das músicas também geralmente ajudam a identificar quais faixas são baseadas no blues. Entre as músicas de jazz bem conhecidas baseadas nas progressões do blues estão “Now’s The Time” e “Billie’s Bounce”, de Charlie Parker, “Straight, No Chaser” e “Blue Monk”, de Thelonious Monk, e “Freddie Freeloader” e “All Blues”, de Miles Davis.

Clarinete, Saxofone Tenor – Maurice Meunier (faixas: 7 a 13)

Contrabaixo – Emmanuel Soudieux

Bateria – Jacques David

Guitarra – Henri Crolla

Piano – Lalos Bing (faixas: 1 a 6), Maurice Vander (faixas: 7 a 13)

Vibrafone – Michel Hausser (faixas: 7 a 13)


01-6 gravado em novembro de 1955 em Paris.

07-13 gravado em junho de 1955 em Paris.

Boa audição - Namastê

sábado, 15 de outubro de 2022

# 088 - Gus Viseur - De Clichy A Broadway (1955-1962)

Artista: Gus Viseur
Lançamento: 2002
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Gypsy Jazz, Swing

Gus Viseur foi um virtuoso no acordeão cromático durante a era do swing na década de 1930,alias ele foi o único acordeonista de jazz membro do famoso Hot Club de France, dirigido por Charles Delauny. Começou sua carreira tocando pelas ruas de Paris.Ele conseguiu obter um grande sonoridade de um acordeom cromático ainda de certa forma rudimentar.Ele fez algo inovador,pois ajudou a criar o estilo do acordeão jazz conhecido como Manouche. Ele foi o primeiro a traçar uma ligação entre o gênero do Musette e do Jazz. Há uma força inacreditável em sua forma de tocar, que lhe dá a capacidade de improvisar em todos esses diferentes gêneros musicais.Além de suas inúmeras gravações, ele também se apresentou em cabarés e casas noturnas com músicos de alta qualidade de seu tempo.Gravou seu primeiro disco em 1937. Gus Viseur faz parte dos grandes acordeonistas que contribuíram para a evolução do acordeom e hoje fazem parte da Grande Orquestra de Acordeões do Grande Arquiteto Do Universo.

Acordeão – Gus Viseur

Bateria – Roger Paraboschi (faixas: 1 a 12)

Guitarra – Boulou Ferré (faixas: 1 a 12)


Gravado em 03 de maio de 1955 (13-16) e junho de 1962 (1-12) em Paris


Boa audição - Namastê

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

# 087 - Stephane Grappelli - Django (1962)

Artista: Stephane Grappelli

Álbum: Jazz in Paris 087

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Gypsy Jazz, Swing

As rádios em todo o país começaram a transmissão dos clubes de jazz durante as décadas de 30 a 50. O rádio foi um fator importante na obtenção de fama, como Benny Goodman, que ficou conhecido como o ‘Rei do Swing’. Em breve, outros o desafiaram, e ‘as batalhas das bandas’ tornaram-se um espetáculo. As Big Bands também começaram a aparecer no cinema em 1930 até a década de 60. Filmes biográficos de Glenn Miller, Gene Krupa, Benny Goodman e outros foram feitos na década de 50, como tributo nostálgico aos anos de glória das Big Bands. A essa altura, as Big Bands foram uma força dominante no jazz que a geração mais velha descobriu e teve que se adaptar a elas ou simplesmente se aposentar pela falta de mercado para gravações de pequenos grupos já que devido à depressão as gravadoras relutavam em assumir riscos. Alguns músicos como Louis Armstrong e Earl Hines formaram suas próprias bandas, enquanto outros, como Jelly Roll Morton e Oliver King, caíram no esquecimento. Os principais afro-americanos líderes de bandas na década de 30 além das lideradas por Ellington, Hines e Calloway, foram Jimmie Lunceford, Chick Webb e Count Basie. As bandas ‘brancas’ de Benny Goodman, Artie Shaw, Tommy Dorsey, Shep Fields e, posteriormente, Glenn Miller eclipsaram as aspirações em termos de popularidade das bandas ‘negras’.

Contrabaixo – Guy Pedersen

Bateria – Daniel Humair

Guitarra – Pierre Cavalli

Guitarra (sem créditos) – Léo Petit

Violino – Stéphane Grappelli


Gravado em 07 de março (4, 6, 8), 8 (2, 3, 5, 9, 10) e 9 (1, 7, 11, 12), 

1962, Hoche Studio, Paris


Bo audição - Namastê

 

terça-feira, 11 de outubro de 2022

# 086 - Gerard Badini - The Swing Machine (1975)

Artista: Gerard Badini

Álbum: Jazz in Paris 086

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Post Bop

O jazz britânico chegou a Grã-Bretanha através de gravações e artistas norte-americanos que visitaram o país enquanto ele era um gênero relativamente novo, logo após o fim da I Guerra Mundial. Ele começou a ser tocado por músicos britânicos nos anos 30 e ganhou popularidade em 1940, tocado nos salões pelas big bands. A partir do final dos anos 40 o moderno jazz britânico, altamente influenciado pelo bebop americano, começou a surgir e foi divulgado pelo compositor de jazz, saxofonista e clarinetista inglês John Dankworth e pelo saxofonista tenor e dono do clube de jazz Ronnie Scott, enquanto os trompetistas Ken Colyer e Humphrey Lyttelton e o pianista George Webb enfatizaram o jazz de New Orleans. A partir dos anos 60 o jazz britânico começou a desenvolver mais as suas características individuais e absorver uma variedade de influências, incluindo o blues britânico, bem como o europeu. Um grande número de músicos britânicos ganhou reputação internacional, embora tivessem uma participação minoritária dentro do próprio Reino Unido.

Contrabaixo – Michel Gaudry
Bateria – Sam Woodyard
Piano, Celesta – Raymond Fol
Saxofone Tenor – Gérard Badini

Gravado em 30 de maio de 1975 no estúdio Hoche, Paris
 

Boa audição - Namastê
 

sábado, 8 de outubro de 2022

# 085 - Bobby Jaspar - Jeux De Quartes (1958)

Artista: Bobby Jaspar

Álbum: Jazz in Paris 085

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Post Bop

 Uma das grandes tendências da atualidade é um retorno às raízes bebop e pós-bop do jazz moderno. Esse movimento é geralmente chamado de neoclassicismo. O trompetista Wynton Marsalis e seu irmão, o saxofonista Branford Marsalis, conseguiram muito sucesso tocando música que é baseada nos estilos dos anos 50 e 60. Os melhores dentre esse grupo de jovens músicos, inclusive os Marsalis e as seções rítmicas deles, com Kenny Kirkland ou Marcus Roberts no piano, Bob Hurst no baixo e Jeff “Tain” Watts na bateria, conseguiram estender a arte por meio de novas abordagens para melodia, harmonia, ritmo, e forma, em vez de somente recriar a música de mestres do passado. Um acontecimento animador que vem desde os anos 80 é um grupo de músicos que se refere à música que toca como “M-Base”. Aparentemente há algum desentendimento, mesmo entre seus membros, sobre o que o termo representa exatamente, mas a música é caracterizada por linhas melódicas angulares tocadas sobre uma complexa batida funky, com alterações rítmicas inusitadas. Esse movimento é liderado pelos saxofonistas Steve Coleman, Greg Osby e Gary Thomas, o trompetista Graham Haynes, o trombonista Robin Eubanks, o baixista Anthony Cox e o baterista Marvin “Smitty” Smith.

Contrabaixo – Jymie Merritt (faixas: 5, 7, 10), Paul Rovère (faixas: 1 a 4, 6, 8, 9, 11, 12)

Bateria – Kenny Clarke

Flauta – Bobby Jaspar

Percussão – Humberto Canto

Vibraphone – Michel Hausser (faixas: 1 a 4, 6, 8, 9, 11, 10), Sadi Lallemand ( faixas: 5, 7, 10)

Gravado em 19 de dezembro (1-4, 6, 8, 9, 11, 12) e 20 (5, 7, 10), 1958 

no estúdio Hoche, Paris


Boa audição - Namastê

 

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

# 084 - Dizzy Gillespie & His Operatic Strings Orchestra (1952-1953)

 

Artista: Dizzy Gillespie

Álbum: Jazz in Paris 084

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bop, Big Band

O jeito irreverente e as brincadeiras que fazia com colegas e mesmo com os próprios regentes lhe valeram não poucas reprimendas e até demissões. Entre 1942 e 1945, Dizzy tocou nas orquestras de Earl Hines e de Billy Eckstine, que consituíram verdadeiros celeiros de talentos do nascente estilo bebop. Em 1941 Dizzy encontrou Charlie Parker pela primeira vez, quando este tocava na orquestra de Jay McShann. A partir daí, os dois tocaram juntos diversas vezes, com diferentes grupos e dando contornos definitivos ao bebop. Somente em 1945, porém, Dizzy e Bird finalmente gravariam juntos. Em 1945 Dizzy optou pelo formato big band. Sua orquestra do período 1946-1950 contou com músicos de peso, como Milt Jackson, John Lewis, Ray Brown e Kenny Clarke que, juntos, constituiriam a primeira formação do ‘Modern Jazz Quartet’, além de Jay Jay Johnson, Yusef Lateef e até John Coltrane. Essa orquestra teve que ser desfeita em 1950 devido a dificuldades econômicas. Mas Dizzy continuou muito ativo, e participou de turnês do ‘Jazz at the Philarmonic’.

Clarinete – Albert Gillot (faixas: 7 a 16)

Contrabaixo – Joe Benjamin (faixas: 7 a 16), Lou Hackney (faixas: 1 a 6)

Bateria – Al Jones (faixas: 1 a 6), Bill Clark (faixas: 7 a 16)

Flauta – René Bigerille (faixas: 7 a 16)

Guitarra – Jean-Jacques Tilché (faixas: 7 a 16)

Piano – Arnold Ross (faixas: 7 a 16), Wade Legge (faixas: 1 a 6)

Trombone – André Gosset (faixas: 7 a 16), Guy Destanges  faixas: 7 a 16), René Vasseur (faixas: 7 a 16)

Trompete – Dizzy Gillespie



01-06 gravadas em 22 de fevereiro de 1953 em Paris

07-16 gravadas em 6 de abril de 1952 em Paris

Boa audição - Namastê


terça-feira, 4 de outubro de 2022

# 083 - Sarah Vaughan - Vaughan And Violins (1958)

Artista: Sarah Vaughan

Álbum: Jazz in Paris 083

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Vocal, Ballad, Easy Listenin

Sarah Vaughan, juntamente com Ella Fitzgerald, ajudou a elevar o papel da vocalista ao mesmo nível de importância do instrumentista de jazz. Seus primeiros sucessos e uma série de duetos com Billy Eckstine na década de 40 fizeram dela uma das maiores cantoras de jazz durante quase meio século. Possuindo uma perfeita afinação ela cantava com sofisticação a mais desafiadora e complicada harmonia. O sucesso inicial foi atingido com uma mistura de músicas originais de jazz e o melhor da música do ‘Tin Pan Alley’, nome dado aos compositores que se concentravam em New York e que dominavam a música popular dos EUA no século 19 e início do século 20, músicas como ‘Body and Soul’ e ‘Tenderly’. Na década de 50 ela nadou em águas mais comerciais, mas algumas das canções foram descartadas, indignas de seu grande talento. Mesmo assim, em algumas a pirotecnia vocal era evidente, uma exceção foi o seu grande hit ‘Misty’ que ela gravou com a banda de Quincy Jones e com o apoio do brilhante saxofonista Zoot Sims. ‘Misty’ foi a música mais associada à Sarah Vaughan e a mais solicitada pelo público nas apresentações ao vivo, mas nos anos 70, ‘Send in the Clowns’ tornou-se a sua assinatura musical nos encerramentos dos shows. Sarah voltou integralmente à sua força artística nos anos 60, e nos últimos 30 anos de sua carreira ela cantava em clubes de jazz e produziu um notável catálogo musical em vários rótulos. Sua produção foi excelente, mas entre os seus melhores álbuns estão os volumes 1 e 2 de ‘The Duke Ellington Songbook’ que contém versões magníficas. Desde a sua primeira aparição na cena do jazz no início dos anos 1940 até sua morte, a voz de Sarah Vaughan tornou-se um modelo e inspiração para aqueles que querem se aventurar além do simples vocal popular e dominar a arte musical. Sarah Lois Vaughan nasceu em Newark, New Jersey. Aos sete anos estudou piano e aos doze se tornou organista e vocalista solo no coro da igreja. Seu pai era um carpinteiro e um guitarrista amador e sua mãe era lavadeira e vocalista na igreja. Apesar de ser um homem religioso, o pai de Vaughan, passava as noites a tocar blues. Sarah tocava piano e ouvia as gravações de artistas de jazz. Depois de descobrir e se apresentar, cantando e tocando piano, em teatros e clubes locais decidiu atravessar o rio Harlem e passou a freqüentar o ‘Savoy Ballroom’ e o ‘Apollo Theatre’ onde ganhou um concurso amador interpretando ‘Body and Soul’, que tanto impressionou o cantor de jazz Billy Eckstine que persuadiu seu bandleader, Earl Hines, a contratá-la. Pianista talentosa, ao tornar-se membro das bandas de Earl Hines e Billy Eckstine, ela entrou para as fileiras do movimento ‘bebop’, uma das correntes mais influentes do jazz que privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo como ela. Logo formou a sua própria e influenciada por Dizzy Gillespie e Charlie Parker gravou com eles em 1945. Depois de um ano, Sarah começou a sua longa carreira como solista para o resto de sua carreira, alternando entre música popular e jazz trabalhou com pequenas e grandes bandas de jazz e grandes orquestras sinfônicas. Uma mulher conhecida por sua personalidade franca e eloquência artística, carinhosamente era conhecida como ‘Sassy’ e ‘a divina’. Sarah foi casada quatro vezes: com o bandleader George Treadwell, com o jogador de futebol profissional Clyde Atkins, com Marshall Fisher, dono de um restaurante em Las Vegas e com o trompetista de jazz Waymon Reed. Tudo terminou em divórcio. A cantora incansável ainda mantinha uma bela voz, mas nos bastidores, no entanto, os membros da banda começaram a perceber o ritmo lento do seu andar e a falta de ar. Diagnosticada com câncer de pulmão, ela foi submetida a tratamento quimioterápico. Infelizmente, ela morreu em 1990, um ano depois de receber um Grammy por sua obra.

Saxofone Alto – Marcel Hrasko (faixas: 1 a 7)

Saxofone Barítono – Jo Hrasko (faixas: 1 a 7), William Boucaya (faixas: 1 a 7)

Maestro – Quincy Jones

Contrabaixo – Richard Davis 

Bateria – Kansas Field (faixas: 8 a 11), Kenny Clarke (faixas: 1 a 7) ,Roger Paraboschi (faixas: 8 a 11)

Guitarra – Pierre Cullaz (faixas: 1 a 7)

Orquestra – Quincy Jones e sua orquestra

Piano – Maurice Vander (faixas: 8 a 11) , Ronnel Bright

Saxofone Tenor – Zoot Sims (faixas: 1 a 7)

Vibrafone – Michel Hausser (faixas: 1 a 7)

Vocais – Sarah Vaughan


Gravado em Paris em 1958: 7 de julho (1-4), 8 de julho (5-7), 12 de julho (8-11).


Boa audição - Namastê
 

sábado, 1 de outubro de 2022

# 082 - Stephane Grappelli & Stuff Smith - Stuff And Steff (1965)


Lançamento: 2001
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Swing, Bop

 

Miles Davis ajudou a promover a fusão do jazz com o rock de meados para o fim dos anos 60 em álbuns como Bitches Brew e Jack Johnson. Tocavam em suas bandas durante esse período Herbie Hancock, Chick Corea e Joe Zawinul no piano elétrico, Ron Carter e Dave Holland no baixo, John McLaughlin na guitarra e Tony Williams e Jack DeJohnette na bateria. Tony Williams formou uma banda inclinada para o rock chamada Lifetime, com John McLaughlin, que também teve seu próprio grupo de alta intensidade, a Mahavishnu Orchestra. Nos anos 70, Miles continuou a explorar novas direções no uso de equipamentos eletrônicos e a incorporação de elementos do funk e do rock em sua música, o que levou a álbuns como Pangea e Agharta. Outros grupos combinaram jazz e rock numa maneira mais voltada para o grande público, do crossover Top 40 de Spyro Gyra e Chuck Mangione ao guitarrista um tanto mais esotérico Pat Metheny. Entre outras bandas populares de fusion estão a Weather Report, com Wayne Shorter, Joe Zawinul e os baixistas Jaco Pastorius e Miroslav Vitous; Return To Forever, com Chick Corea e o baixista Stanley Clarke; The Crusaders, com o saxofonista Wilton Felder e o tecladista Joe Sample; a Yellowjackets, com o tecladista Russell Ferrante; e a Jeff Lorber Fusion, que originalmente tinha Kenny G no saxofone. Nos últimos anos, várias bandas de fusion alcançaram muito sucesso comercial, inclusive as de Pat Metheny e Kenny G

Contrabaixo – Michel Gaudry

Bateria – Michel Delaporte

Piano – René Urtreger

Violino – Stuff Smith, Stéphane Grappelli

Vocais – Stuff Smith (faixas: 2, 4)


Gravado em 22 de junho de 1965 no estúdio Hoche, Paris.

Boa audição - Namastê