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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)

Artista: VA
Lançamento: 1997
Selo: Bluenite/BN304
Gênero: Soul-Jazz, Bossa Nova, Big Band, Easy Listening, Swing, Bop


Lena Mary Calhoun Horne (30 de junho de 1917 – 09 de maio de 2010) foi cantora, atriz, ativista dos direitos civis e dançarina. Em 1933, Lena Horne se juntou ao coro do famoso ‘Cotton Club’, com a idade de dezesseis anos antes de ir para Hollywood, onde teve pequenos papéis em peças e vários filmes musicais. Devido às suas opiniões políticas de esquerda Horne foi posta na lista negra e incapaz de conseguir trabalho em Hollywood. Voltando às suas raízes, Lena Horne participou da ‘Marcha sobre Washington por Empregos e Liberdade’ ou ‘A Grande Marcha sobre Washington’, como ficou conhecida; um grande comício em prol dos direitos civis e econômicos para os afro-americanos que teve lugar em Washington, DC, em 1963, onde Martin Luther King fez seu histórico ‘I Have a Dream’ discurso defendendo a harmonia racial no Memorial Lincoln durante a marcha. E Lena continuou a trabalhar como artista, tanto em casas noturnas como na televisão, enquanto lançava álbuns bem-recebidos. Ela anunciou sua aposentadoria em 1980, mas no ano seguinte estrelou o show ‘Lena Horne: The Lady and Her Music’, com mais de 300 apresentações na Broadway e que lhe valeu inúmeros prêmios e elogios. Continuou gravando e se apresentando esporadicamente na década de 90, desaparecendo dos olhos do público em 2000.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 30 de março de 2026

Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)


Artista: VA
Lançamento: 1997
Selo: Bluenite/BN304
Gênero: Soul-Jazz, Bossa Nova, Big Band, Easy Listening, Swing, Bop


Dinah Washington, pseudônimo de Ruth Lee Jones (Tuscaloosa, Alabama, EUA, 29 de agosto de 1924 – 14 de dezembro de 1963) foi cantora de jazz, blues e gospel. De família de baixa renda, mudou-se para Chicago aos quatro anos. Teve uma infância solitária, já que seu pai, um apreciador de cassinos, raramente estava em casa, e sua mãe passava os dias na rua atrás do dinheiro para sustentar Dinah, suas irmãs e pagar as freqüentes dívidas do marido. Sozinhas em casa, as meninas começaram a se refugiar na igreja, onde passavam as tardes. Dinah tocava piano, assim como sua mãe, e todas cantavam no coral. Antes da adolescência, Dinah tocava piano e cantava gospel por toda Chicago, até vencer um concurso de calouros cantando blues. O concurso lhe rendeu um convite para participar do conjunto vocal ‘Sarah Martin Singers’, pouco antes de completar doze anos. Aos quinze anos, diante das proibições de sua mãe, começou a fugir pela janela de seu quarto para cantar à noite em bares e clubes, onde também começou desenvolver seu gosto pela bebida. Apesar da pouca idade, sua fantástica voz e técnica fizeram com que o bandleader Lionel Hampton a contratasse imediatamente quando a viu cantar em 1943. Foi nessa época que mudou seu nome de Ruth Lee Jones (nomes comuns nos EUA) para o mais pomposo Dinah Washington. Passou três anos junto a banda de Hampton onde conquistou prestígio pleno, gravando, apresentando-se e vendendo muito até sua morte. Gravou diversos estilos de música, apenas não gostando de gravar gospel, pois não apreciava a mistura de assuntos espirituais com profanos. Apesar de seus discos lhe renderem bastante dinheiro, possuía um estilo de vida bastante dispendioso, comprando jóias e carros, além de querer dar para a filha uma infância de luxo, diferente da sua. Morreu aos 39 anos de idade após ingerir inibidores de apetite com bebida alcoólica.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 25 de março de 2026

Archie Shepp – The Way Ahead



Artista: Archie Shepp
Lançamento: 1968/1969/1998
Selo: Impulse!/ABC Records
Gênero: Free Jazz, Post Bop


Este é o primeiro álbum do saxofonista Archie Shepp com um pianista, o que confere à sua música uma acessibilidade imediata que não existia antes. Isso talvez seja mais evidente na faixa funky "Frankenstein", composta pelo trombonista Grachan Moncour III, que forma uma linha de frente com três instrumentos de sopro, juntamente com Shepp e o trompetista Jimmy Owens. Não se trata apenas de Shepp usar um pianista; a seção rítmica é a mais profissional com a qual ele já havia trabalhado até então. O pianista Walter Davis Jr. tocou com Art Blakey, e o baixista Ron Carter acabara de sair da banda de Miles Davis. A bateria é dividida entre o baterista habitual de Shepp, Beaver Harris, e Roy Haynes, que já tocou com artistas como Charlie Parker, Sarah Vaughan e John Coltrane.
"The Way Ahead foi um ponto de virada para Archie Shepp. Para começar, ele havia procurado por toda parte no cenário do jazz/improvisação a combinação ideal de músicos — sem piano. Pode-se especular que isso se deva ao fato de ele ter começado sua carreira com o pianista Cecil Taylor, o que talvez tenha marcado qualquer um para sempre. Gravado em 1969, The Way Ahead contou com Ron Carter no baixo, Grachan Moncur III no trombone, Jimmy Owens no trompete e a bateria de Beaver Harris ou Roy Haynes, com Walter Davis Jr. no piano. O álbum é uma gloriosa fusão do antigo e do novo, com blues profundo, gospel e muito swing irreverente na mistura. Desde a abertura com o blues pós-bop "Damn If I Know (The Stroller)", o álbum segue a linha de Ellington-Webster e parte em busca do outro lado de Mingus. O solo de Shepp é frágil, entrecortado, estridente e glorioso, contrastando com uma série de mudanças graciosamente empregadas por Moncur e Owens. O ritmo gaguejante e frenético de Harris pode mantê-lo ancorado no blues, mas sustenta tudo o que possa acontecer. Da mesma forma, a pegada moderna da música, evidenciada em "Frankenstein" de Moncur (gravada originalmente com o grupo de Jackie McLean em 1963), aumenta um pouco a intensidade. A interpretação de Shepp é completamente diferente, acentuando os pontos de pedal e os microharmônicos nas pausas. Em "Sophisticated Lady" e "Fiesta", Haynes assume a bateria e imprime seu swing frenético nos arranjos, conferindo-lhes um toque de elegância que talvez não mereçam aqui, embora também aprofundem a emoção mais do que se esperaria. As duas últimas faixas do CD são gravações remanescentes de fevereiro de 1969, que substituem Davis por Dave Burrell e Carter por Walter Booker, e adicionam Charles Davis no saxofone barítono com Harris na bateria. No entanto, elas soam diferentes dessas gravações; há uma fúria e uma obscuridade nelas que tiram um pouco da alegria festiva do álbum original". - Resenha de Thom Jurek


Archie Shepp: Ten. Saxophone
Jimmy Owens: Trumpet
Grachan Moncur III: Trombone
Walter Davis Jr.: Piano (tracks 1–4)
Ron Carter: Baixo (tracks 1–4)
Roy Haynes: Bateria (tracks 3-4)
Beaver Harris: Bateria (tracks 1-2; 5-6)
Charles Davis: Baritone Saxophone (track 5-6)
Dave Burrell: Piano (tracks 5-6)
Walter Booker: Baixo (tracks 5-6)

Faixas 1–4 gravado no RCA Studio, Nova Iorque, em 29 de janeiro de 1968 
Faixas 5–6 gravado no National Recording Studios, Nova Iorque, em 26 de fevereiro de 1969 


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Boxset: The Atlantic New Orleans Jazz Sessions (4xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 1998
Selo: Mosaic Records
Gênero: Dixieland, Swing


Faixas 1-1 a 1-5, 1-8 a 1-11 rec. ao ar livre, Nova Orleans 1/11/1958
Faixas 1-6. 1-7 rec. ao ar livre, Nova Orleans 2/11/1958
Faixas 1-12 a 1-18 rec. Preservation Hall, Nova Orleans 2/7/1962
Faixas 2-1 a 2-14 rec. Capitol Studios, NYC 17/1/1955
Faixas 3-1 a 3-6 rec. Preservation Hall, Nova Orleans 3/7/1962
Faixas 3-7 a 3-9, 4-1 a 4-8 rec. Preservation Hall, Nova Orleans 6/7/1962
Faixas 3-10 a 3-18 rec. Preservation Hall, Nova Orleans 7/7/1962
Faixas 4-9 a 4-13 rec. Preservation Hall, Nova Orleans 4/7/1962


Boa audição - Namastê


domingo, 30 de junho de 2019

1998 - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Frank Sinatra & Tom Jobim



Album: Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 1967
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
Sinatra e Jobim (“Tone”, como The Voice chamava o maestro) gravaram outro trabalho juntos. Em 1969, reuniram-se para um novo álbum. O resultado, irregular, saiu na compilação Sinatra and company, que veio a público somente em 1971. Outras três faixas deste mesmo encontro em estúdio permaneceram inéditas até 2010, quando foi lançado o álbum duplo Sinatra/Jobim: The complete Reprise recordings, que reuniu as gravações feitas em 1967 e em 1969. Desta maneira, é o trabalho de anos atrás que deve permanecer do encontro dos dois gigantes da música. Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum deveras silencioso, para ser degustado aos poucos. Sem pressa, e por muitas e muitas vezes.
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Verve Recording Session

Herbie Hancock & Chick Corea, Verve Recording Session - New York, 1998
Fotografado por: Jimmy Katz