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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Boxset: Blue Instrumentalists Blue Note

Artista: VA
Lançamento: 2002/2006
Selo: Blue Note Records/Blue Note
Gênero: Cool Jazz, Hard Bop, Sool Jazz


No final de 1939, o seu amigo de infância Francis Wolff saiu da Alemanha de Hitler com destino aos Estados Unidos. Ele encontrou emprego em um estúdio fotográfico e juntou forças com Alfred Lion no projeto ‘Blue Note’. No final dos anos 1940, o jazz havia mudado novamente, e Lion e Wolff já não podiam resistir mais ao movimento do bebop, uma das correntes mais influentes do jazz. O saxofonista Ike Quebec tornou-se um amigo íntimo e conselheiro para os dois. Logo eles estavam gravando Fats Navarro, Bud Powell, Tadd Dameron, Thelonious Monk, Art Blakey, entre outros. Lion e Wolff eram especialmente fascinados por Thelonious Monk e ajudaram a sua carreira em todos os sentidos possíveis. Apesar da resistência dos críticos musicais e das vendas fracas, eles gravaram com ele até 1952. O caso de Monk foi o primeiro grande exemplo do que Horace Silver descreveu em uma entrevista de 1980: ‘Alfred Lion e Frank Wolff eram homens de integridade e realmente fãs de jazz. Deram a vários músicos a chance de gravar quando todas as outras gravadoras não estavam interessadas. E eles apoiavam o artista, mesmo que ele não estivesse vendendo quase nada.’ Em 1954, a ‘Blue Note’, partiu em direção a um sistema que foi muito semelhante a uma companhia de teatro usando um elenco de ‘sidemen’, músicos profissionais contratados para executar ou gravar com um grupo do qual não era um membro regular; e líderes que assegurassem a criatividade e a confiabilidade. Logo depois a gravadora colocou em movimento uma outra tendência do jazz. Seguindo o conselho de Babs Gonzales e outros músicos, Alfred Lion e Frank Wolff se aventuraram a ouvir um pianista da Filadélfia, que tinha abandonado o seu instrumento original e agora tocava um órgão Hammond no canto de um armazém alugado. E assim ouviram pela primeira vez Jimmy Smith em 1956, no seu primeiro show em Nova York. Descrito por Alfred como uma visão impressionante, um homem de rosto contorcido, agachado sobre o teclado em agonia aparente, os dedos em vôo e os pés que dançavam sobre os pedais. Um som que ele nunca tinha ouvido antes. Foi estarrecedor. Ao mesmo tempo, Wolff conheceu Reid Miles, um artista comercial, que era um devoto fã de música clássica. Miles se tornou o designer para o selo por 11 anos e criou gráficos maravilhosos para as capas dos discos. Os detalhes fizeram a diferença.


Coletânea instrumental que coloca o piano no centro da expressão do blues e do jazz contemporâneo. A proposta do projeto é destacar o instrumento não apenas como base harmônica, mas como verdadeira voz narrativa, explorando sua capacidade melódica e improvisatória. O repertório dialoga com o blues tradicional de 12 compassos e com o jazz moderno, apresentando acordes estendidos (7ª, 9ª e 13ª), progressões sofisticadas e momentos de improvisação refinada. A estética do álbum remete ao ambiente intimista dos clubes de jazz, com interpretações elegantes e atmosfera noturna. A série à qual pertence — que também inclui versões dedicadas à guitarra e ao saxofone — evidencia diferentes protagonistas instrumentais dentro do mesmo universo estilístico. Pianistas associados ao catálogo da gravadora e à linguagem explorada no disco incluem nomes como Horace Silver, Herbie Hancock e Gene Harris, artistas que ajudaram a consolidar o soul jazz e o hard bop. Assim, o álbum funciona tanto como apreciação estética quanto como material didático para compreender a evolução do piano no blues e no jazz instrumental.


Boa audição - Namastê

terça-feira, 21 de novembro de 2023

John Coltrane With Eric Dolphy – Evenings At The Village Gate

Artista: John Coltrane & Eric Dolphy

Álbum: Evenings At The Village Gate

Lançamento: 2023

Selo: Impulse

Gênero: Modal, Post Bop

Em agosto de 1961, o Quinteto John Coltrane tocou no lendário Village Gate em Greenwich Village, Nova York. O Quarteto Clássico de Coltrane não estava tão totalmente estabelecido como logo se tornaria e havia um meteórico quinto membro do grupo de Coltrane naquelas noites – o visionário multi-instrumentista Eric Dolphy. Noventa minutos de música nunca antes ouvida deste grupo foram recentemente descobertos na Biblioteca Pública de Artes Cênicas de Nova York, oferecendo um vislumbre de uma parceria musical poderosa que terminou cedo demais. Além de algum material bem conhecido de Coltrane (“My Favorite Things”, “Impressions”, “Greensleeves”), há um recurso de tirar o fôlego para o clarinete baixo de Dolphy em “When Lights Are Low” e a única gravação conhecida fora de estúdio de Composição “Africa” de Coltrane, do álbum Africa/Brass. Esta gravação representa um momento muito especial na jornada de John Coltrane - o verão de 1961 - quando seu som característico e extático ao vivo, comumente associado ao seu Quarteto Clássico de 1962 a 1965, estava amadurecendo e quando ele se inspirava em sons profundos e africanos. fontes - e experimentando a ideia de dois baixos tanto no estúdio (Olé) quanto no palco. Esta gravação verdadeiramente rara de “Africa” capta a sua visão expansiva na época. Elas foram redescobertos décadas depois em uma coleção da Biblioteca Pública de Nova York. O The Village Gate era uma boate na esquina das ruas Thompson e Bleecker em Greenwich Village, Nova Iorque. Art D'Lugoff abriu o clube em 1958, no térreo e no subsolo da 160 Bleecker Street. A grande estrutura da Escola de Chicago de 1896, do arquiteto Ernest Flagg, era conhecida na época como Mills House No. No seu apogeu, o Village Gate também incluía um espaço para apresentações no andar superior, conhecido como Top of the Gate que ao longo de seus 38 anos, contou com músicos de diferentes estilos, técnicas e celibridades.

_________________________________________________

Saxofone alto, clarinete baixo, flauta – Eric Dolphy

Baixo - Art Davis , Reggie Workman

Bateria – Elvin Jones

Piano – McCoy Tyner

Saxofone Tenor, Saxofone Soprano – John Coltrane


Gravado no The Village Gate, Nova York, NY, em agosto de 1961.

As fitas originais foram fornecidas como cortesia da 'Divisão de Música e Som Gravado da Biblioteca Pública' de Artes Cênicas de Nova York.


 

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

John Coltrane - Impressões

Artista: John Coltrane
Álbum: Impressions
Lançamento: 1963 / 1987
Selo: The Blue Note Label Group
Gênero: Avant-Garde Jazz, Modal Music


 As faixas 1 e 3 foram gravadas ao vivo no Village Vanguard em novembro de 1961, durante a mesma residência que produziu o seminal "Live" no álbum Village Vanguard, enquanto as faixas 2 e 4 foram gravadas no Van Gelder Studio , respectivamente em setembro. 18 de abril de 1962 e 29 de abril de 1963. A faixa 5, "Dear Old Stockholm", também gravada em 29 de abril de 1963, não apareceu no lançamento original, mas apareceu em reedições posteriores em CD. O álbum foi lançado originalmente em 1963 pelo rótulo Impulse!. As faixas de estúdio foram executadas pelo clássico quarteto Coltrane (pianista McCoy Tyner , baixista Jimmy Garrison e baterista Elvin Jones), que se juntou ao sax. Eric Dolphy e ao baixista Reggie Workman nas faixas gravadas ao vivo no Village Vanguard. Dolphy contribui com um longo solo de clarinete baixo em "India", mas apresenta tudo, exceto o acorde final de " Impressions ". Workman toca apenas em "India", juntando-se a Garrison na aproximação do som monótono da música clássica indiana. O baterista Roy Haynes substitui Elvin Jones em "After the Rain" e "Dear Old Stockholm". A faixa-título apresenta quase quinze minutos de solo de Coltrane, um clássico refletindo a evolução da gama emocional e musical de Coltrane, onde explora a modalidade jazz, a música da Índia, o blues e uma canção folclórica tradicional sueca. O ecletismo é esperado; o álbum equivale em última análise a uma compilação de três anos de estranhezas. Impressions é uma mistura de performances memoráveis ​​de John Coltrane do período 1961-1963. "Índia" e "Impressões" foram retiradas do famoso compromisso de Trane em novembro de 1961 no Village Vanguard ; o clarinetista baixo Eric Dolphy é ouvido no primeiro, enquanto o último apresenta um solo maratona de Coltrane no tenor. Também incluídos neste conjunto estão "Up 'Gainst the Wall", de 1962, e o clássico do álbum, "After the Rain", de 1963.

John Coltrane – Sax. Soprano e Tenor

Eric Dolphy – Clarinete baixo (faixa 1), Sax. Alto (faixa 3, apenas acorde final)

McCoy Tyner – Piano (faixas 1, 3, 4 e 5)

Jimmy Garrison – Baixo

Reggie Workman – Baixo (faixa 1)

Elvin Jones – Bateria (faixas 1, 2 e 3)

Roy Haynes – Bateria (faixas 4 e 5)

__________________________________________

Faixas 1 e 3  gravados ao vivo no The Village Vanguard, NYC, em 5 de novembro de 1961.

Faixa 2 gravado em 18 de setembro de 1962, Estúdio Van Gelder

Faixa 4 gravado em 29 de abril de 1963, Estúdio Van Gelder

Faixa 5 gravado em 29 de abril de 1963, Estúdio Van Gelder (Faixa bônus de reedição em CD)


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Stan Getz Quartet - Getz at the Gate

Lançamento: 2019
Selo: Verve Records & Universal Music Enterprises
Gênero: Cool Jazz


1961 foi o ano anterior ao aparecimento da grande gravação de Jazz Samba de Stan Getz e Charlie Byrd. O sucesso do álbum rendeu uma influência tão imponente que impactou o rumo da vida criativa do saxofonista. Antes disso, havia poucas provas registadas que documentassem para onde Getz se dirigia depois de regressar à América após uma estada de três anos em Copenhaga. Getz gravou Focus com Eddie Sauter no verão de 1961, e no outono, Stan Getz & Bob Brookmeyer: Recorded Fall 1961 foi gravado com os outros membros de sua "Boston Band": o baterista Roy Haynes, o pianista Steve Kuhn e o baixista John Neves. Este grupo foi capturado no Village Gate em novembro. No início daquele ano, Getz formou um quarteto com o baixista Scott LaFaro que incluía Kuhn e o baterista Pete LaRoca. No início de março, Haynes (depois do lobby do baixista) estava na cadeira da bateria. Em 3 de julho, o quarteto foi aplaudido de pé em Newport; três dias depois, LaFaro morreu em um acidente. Duas semanas depois, o saxista contratou Neves. Simultaneamente, John Coltrane substituiu Getz no topo das pesquisas de tenor em 1961. Suas novas direções - monitoradas por Getz na Europa - influenciaram a direção mais musculosa empregada aqui, que evaporaria em Focus e Jazz Samba. Além disso, Kuhn trabalhou com 'Trane antes de McCoy Tyner. Seus novos rumos – monitorados por Getz na Europa – influenciaram a direção mais musculosa empregada aqui que evaporaria em Focus e Jazz Samba. Além disso, Kuhn trabalhou com 'Trane antes de McCoy Tyner. Seus novos rumos – monitorados por Getz na Europa – influenciaram a direção mais musculosa empregada aqui que evaporaria em Focus e Jazz Samba. Além disso, Kuhn trabalhou com 'Trane antes de McCoy Tyner. Nos cofres há 58 anos, essas fitas contêm todas as notasda performance escaldante do quarteto em Nova York. O tom rico de Getz, os solos rápidos e a perseguição rítmica são exibidos no início de uma leitura tempestuosa de "It's Alright with Me", de Cole Porter. Getz e companhia também exibem sua força em leituras semimodernistas consecutivas de "Impressions" de Coltrane (que Kuhn tocou na banda Trane) e "Airegin" de Sonny Rollins. Mas o swing não falta: ele é amplamente exibido durante o primeiro set em tomadas alegres e bem-humoradas de "Like Someone in Love" de Van Heusen e Burke e "Wildwood" de Gigi Gryce. Uma leitura flamejante de "Woody 'n You" de Dizzy Gillespie apresenta um trabalho impressionante de Kuhn, seguida pela jam de dez minutos e meio "Blues". e o pacote contém um belo ensaio de Bob Blumenthal. Este concerto é uma grande descoberta: ele ilumina um período historicamente obscuro e musicalmente aventureiro da carreira de Getz, que representa o caminho não percorrido.
 Sax. Tenor - Stan Getz  
Piano - Steve Kuhn 
Baixo - John Neves  
Bateria - Roy Haynes 

Gravado no domingo, 26 de novembro de 1961 no Village Gate, cidade de Nova York


Boa audição - Namastê

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV

Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros ícones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acústica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz? O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entrada em média: 30 Dólares. Endereço 
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify) Recomendo.

Faixas: 
01 - India 
02 - Greensleeves 
03 - Miles´ Mode 
04 - India 
05 - Spiritual 

 Músicos: 
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano 
Eric Dolphy - Sax Alto & Clarinete 
Garvin Bushell - Oboé 
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish 
McCoy Tyner - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico 
Reggie Workman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 

Download Here - Click Aqui Parte IV 
Boa audição - Namastê

sábado, 11 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte III

O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espetáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança Para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corrêa, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon. 
Dica: Livro - Ao Vivo no Village Vanguard ( Max Gordon Ed. Cosac Naify) Recomendo.
 
Faixas: 
01 - Chesin´The Trane 
02 - Greensleeves 
03 - Impressions 
04 - Spiritual 
05 - Naima 
06 - Impressions 

Músicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Soprano 
Eric Dolphy - Sax. Alto & Clarinete 
McCoy Tyner - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico 
Reggie Workman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 

Download Here - Click Aqui parte III 

Boa audição - Namastê.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte I

Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret, Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jazzística. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em atividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternidade: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faceta, colocarei alguns álbuns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeiro álbum gravado em 01 de Novembro de 1961. 

Dica de livro  - Ao Vivo no Village Vanguard - Max Gordon (Ed. Cosac & Naify; 1ª edição (16 novembro 2006)

 Faixas: 

01 - India 
02 - Chesin´The Trane 
03 - Impressions 
04 - Spiritual 
05 - Miles´Mode 
06 - Naima 

Músicos: 
John Coltrane - Sax. Soprano & Tenor 
Eric Dolphy - Sax. Alto e Clarinete 
Ahmed Abdul-Malik - Oud Turkish  (instrumento. árabe na faixa 1) 
McCoy Tyner - Piano 
Jimmy Garrison - Baixo Acústico
Reggie Workman - Baixo Acústico 
Elvin Jones - Bateria 
 
 Download Here - Click Aqui Parte I 
  
Boa audição - Namastê.

sábado, 19 de maio de 2018

1997 - The Blue Box: Blue Note's Best - VA



Artista: VA
Lançamento: 1997
Selo: EMI Music Canada
Género: Jazz, Hard Bop, Bebop, Free Jazz
Esta compilação, produzida pela EMI no Canadá, é uma excelente maneira para se iniciar no jazz. É uma amostra da grande variedade de músicas e artistas de uma das mais prestigiadas etiquetas de jazz de todos os tempos. As gravações foram obtidas a partir da coleção ‘Best of the Blue Note Years’ de vários discos que a gravadora lançou nos anos 90. As gravações abrangem um período de mais de 50 anos, desde a gravação de Sidney Bechet, em 1939 com a seminal ‘Summertime’ a John Scofield, em 1993, com ‘Message to My Friend’. Naturalmente, quando se garimpa uma mina tão rica como a gravadora ‘Blue Note’, não é possível apontar apenas uma música clássica do jazz. No geral, essa coleção é para quem quer uma visão ampla do que fez a grande ‘Blue Note’. E para quem gosta de jazz é uma boa introdução de alguns dos mais importantes artistas do gênero.
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Artista: VA
Lançamento: 2009
Selo: Blue Note Records 
Gênero: Jazz, Bebo, Hard Bob, Cool West, Free Jazz
Como parte da celebração de setenta anos da ‘Blue Note Records’, em 2009, o selo convocou jovens e experientes estrelas do jazz para executar composições ‘hard bop’, estilo estreitamente identificado com a gravadora nos anos 50 até meados dos anos 60. E assim foi gravado ‘Mosaic’. Uma curiosa coleção. Uma viagem nostálgica por canções famosas. ‘Mosaic’ é um título perfeito, peças assimétricas estabelecidas de forma organizada, intrigante e desigual. O CD 1 foi produzido pelo pianista Bill Charlap e líder do ‘Blue Note 7’, um septeto de jazz formado em 2008. O grupo é constituído por Peter Bernstein (guitarra), Bill Charlap (piano), Ravi Coltrane (saxofone tenor), Lewis Nash (bateria), Nicholas Payton (trompete), Peter Washington (contrabaixo), e Steve Wilson (sax alto, flauta). Bill Charlap é o único membro do grupo que assinou com a gravadora. No entanto, Ravi Coltrane tem ligações familiares importante com a ‘Blue Note’. Seu legendário pai, John Coltrane, gravou apenas uma sessão para o rótulo, ‘Blue Train’, mas foi um grande sucesso. ‘Blue Note 7’ é muito bem conhecido na cena do jazz em Nova York. O CD 2 é constituído pelas mesmas músicas, mas são as originais produzidas por Alfred Lion e interpretadas pelos magníficos artistas contratados na época.

Boa audição - Namastê

domingo, 10 de dezembro de 2017

Trane, para não se perder no mundo imenso do Jazz

Em 17 de julho de 1967 falecia, no Huntington Hospital, em Long Island, Nova Iorque John Coltrane, um dos maiores nomes do Jazz de todos os tempos. Aos quarenta anos, o saxofonista perdeu a luta contra o câncer no fígado e não pôde presenciar o que a sua música significaria para o mundo das artes a partir dos anos seguintes. Além de ter trabalhado com Duke Elington, Thelonious Monk, Sonny Rollins, Dizzy Gillespie, Miles Davis, entre outros, Coltrane também teve tempo para formar seu próprio grupo e gravar algumas das maiores obras-primas da música, como Blue Train, Giant Steps, My Favorite Things, Impressions e aquela que talvez seja sua obra máxima, 'A Love Supreme', gravado em uma única sessão na noite de 09 de dezembro de 1964 com o pianista McCoy Tyner, o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones. A suíte, dividida em quatro partes, representa o ápice criativo do quarteto de Coltrane que sentia a necessidade de recuperar a musicalidade utilizada em antigos rituais religiosos africanos, esquecidos através da opressão e escravidão dos negros ao longo da historia. O resultado dessa experiência foram mais de cem mil cópias vendidas e várias portas abertas para criações de outros gêneros musicais, como o Free Jazz. Para se aprofundar no assunto, recomendo a leitura de 'A Love Supreme – A Criação do Álbum Clássico de John Coltrane', de Ashley Kahn. -  Boa leitura

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Making-of 'A Love Supreme' by Chuck Stewart




McCoy Tyner, Archie Shepp, John Coltrane and Bob Thiele, 10 December 1964

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

2001 - Coltrane for Lovers - John Coltrane

Artista: John Coltrane
Álbum: Coltrane for Lovers
Lançamento: 2001
Selo: GRP Records, The Verve Music Group
Gênero: Jazz, Vocal Jazz, Easy Listening
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/search?q=Coltrane+for+Lovers

After The Rain

John Coltrane (tenor sax), McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (bass), Roy Haynes (drums).
Recorded: Englewood Cliffs, N. J. April 29, 1963
 Boa audição - Namastê

sábado, 20 de junho de 2015

1994 - Impulses - VA

Artista: VA
Álbum: Impulses
 Lançamento: 1994
Selo: Impulse
Gênero: Swing, Bop, Hard Bop, Post-Bop, Vocal Jazz

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 11 de maio de 2015

2002 - A Love Supreme Deluxe Edition (1964) - John Coltrane

Artista: John Coltrane
Álbum: A Love Supreme
Lançamentos: 1964 / 2002
Selo: Impulse! (Universal)
Gênero: Avant-garde Jazz, Modal Jazz, Post-bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2009/03/love-supreme-criacao-do-album-classico.html
Resenha
John Coltrane – tenor saxophone, McCoy Tyner – piano, Jimmy Garrison – bass, Elvin 
Jones – drums and Archie Shepp – tenor saxophone (double bass on alternate takes of "Acknowledgement") & Art Davis – bass (tenor saxophone on alternate takes of "Acknowledgement")
Recorded, December 09, 1964 - Studio Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey,
 United States
Boa audição - Namastê

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

50 anos de “A Love Supreme”


Lá pelo meio de 1964, John Coltrane se isolou no andar de cima de sua casa, num quarto pouco usado, com papel, caneta e o saxofone. Ele queria fazer anotações sobre a música que ouvia dentro de si. Só aparecia para apanhar comida e parecia muito compenetrado. Quando pareceu ter terminado o trabalho, desceu as escadas com uma inusitada serenidade, segundo sua esposa Alice: “Parecia Moisés descendo da montanha, foi lindo. Ele desceu, e havia uma alegria, uma paz em seu rosto, uma tranquilidade. Eu disse: ‘Conte-me tudo, faz uns quatro ou cinco dias que a gente nem se vê…’. Ele respondeu: ‘Esta é a primeira vez que me veio toda a música que quero gravar, como uma suíte. Pela primeira vez, tenho tudo, tudo pronto’”. Três meses depois, em 9 de Dezembro, Coltrane entrou no Van Gelder Studio, New Jersey, com McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria) para gravar, em uma só noite, numa sessão única, os pouco mais de 30 minutos de A Love Supreme, o mais impressionante disco de jazz já gravado -, rivalizando apenas com o A Kind of Blue (1958), de Miles Davis, que conta, inclusive, com a participação de Coltrane. A Love Supreme seria lançado em fevereiro de 1965, impressionando músicos, fãs, não-fãs e a crítica – nem todos favoravelmente. Já tinha ouvido falar do disco quando o comprei, em 1999, achando que era uma peça de soft-jazz para namorar – afinal, um disco com o nome de “Um Amor Supremo”! Mas o tal amor é a Deus e o disco foi concebido e é vendido, desde sua gravação, como uma peça de louvor ao divino. Sua base musical é o jazz modal (que não segue uma escala de tons específica) e o free jazz, com momentos ácidos e estridentes – diferente do que pode imaginar o ouvinte usual de discos de meditação ou new age com essa mesma intenção espiritual. Tecnicamente, o disco tem três músicas: no lado A: “Acknowledgement” (7´47”), gravada em um único take e com o único registro em disco da voz de Coltrane, sussurrando o mantra-refrão) e “Resolution” (7´22”), gravada em sete takes; no lado B: “Pursuance/Psalm” (17´53”), que foi gravada de uma só vez, também em take único – a divisão da música se deve ao fato de, num determinado momento, Coltrane usar seu sax tenor como se fosse sua voz, como se pronunciasse um salmo – o texto que ele mesmo escreveu, louvando e agradecendo a Deus, e que vinha na contracapa da edição original do disco. Malcolm X seria assassinado no momento que o disco chegava às lojas. No mês seguinte, enquanto o disco ia sendo ouvido e comentado, Martin Luther King liderava a Marcha sobre o Alabama, saindo de Selma. A Love Supreme parecia fazer parte do surgimento de uma consciência negra. Coltrane viveria, a partir do disco, como uma espécie de guru místico, não apenas para os fãs de jazz. Não por acaso, há até uma Igreja de São Coltrane. Até hoje, muitos se impressionam com a força espiritual do disco, mas a força musical é ainda maior e influenciou grandes nomes, em vários estilos musicais ou etnias, do clássico ou rock. A linha de baixo que conduz o refrão de “Acknowledgement”, somada à frase repetida por Coltrane, com o nome do disco, já foi chamado de proto-rap – não por acaso, influenciou Gil-Scott Heron, o precursor do rap e do hip-hop. O pessoal flower-power da época podia não conhecer nada de jazz, mas conheciam A Love Supreme: era o disco que os universitários antenados ouviam, junto com Bob Dylan ou Grateful Dead. James Brown, Marvin Gaye e Jimmi Hendrix eram fãs do disco. Santana e McLaughlin gravaram músicas e discos inspirados pelo álbum. Interpretações e versões abundam. O disco é um dos dois únicos de jazz que fazem parte da lista dos 200 discos essenciais do Rock and Roll Hall of Fame. Patti Smith e Bono Vox não param de citar o disco. Durante o Grammy de 2001, Santana e Joni Mitchell iam anunciar o prêmio de Disco do Ano – antes de abrirem o envelope, gritaram que o álbum do ano era… A Love Supreme – que tinha acabado de ganhar uma edição remasterizada. (Quem levou o Grammy, de verdade, foi o U2.) Depois de ter estudado com Charlie Parker e ombreado com Miles Davis, Coltrane atingiu a maturidade criativa e técnica em A Love Supreme. Ele morreria três anos e meio depois, aos 40 anos, vítima de um câncer de fígado, dizendo que acreditava em todas as religiões. Fazia dez anos que ele estava livre do vício da heroína e do álcool. Dentre os fãs ilustres de Coltrane e de seu grande álbum, está Barack Obama, que tem uma foto do músico, assinada pelo fotógrafo Jim Marshall, em sua sala pessoal na Casa Branca. Nesses 50 anos do disco, ele mantém a sua força. Se você não conhece, vale a pena tentar. (Quem quiser saber mais sobre a história desse disco fabuloso, em detalhes, procure por A Love Supreme: A criação do álbum clássico de John Coltrane, de Ashley Khan, Barracuda.) - Luiz Biajoni (25/01/2015) Fonte: revistaamalgama.com.br

Boa leitura - Namastê