quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Boxset: Blue Instrumentalists Blue Note
terça-feira, 21 de novembro de 2023
John Coltrane With Eric Dolphy – Evenings At The Village Gate
Artista: John Coltrane & Eric Dolphy
Álbum: Evenings At The Village Gate
Lançamento: 2023
Selo: Impulse
Gênero: Modal, Post Bop
Em agosto de 1961, o Quinteto John Coltrane tocou no lendário Village Gate em Greenwich Village, Nova York. O Quarteto Clássico de Coltrane não estava tão totalmente estabelecido como logo se tornaria e havia um meteórico quinto membro do grupo de Coltrane naquelas noites – o visionário multi-instrumentista Eric Dolphy. Noventa minutos de música nunca antes ouvida deste grupo foram recentemente descobertos na Biblioteca Pública de Artes Cênicas de Nova York, oferecendo um vislumbre de uma parceria musical poderosa que terminou cedo demais. Além de algum material bem conhecido de Coltrane (“My Favorite Things”, “Impressions”, “Greensleeves”), há um recurso de tirar o fôlego para o clarinete baixo de Dolphy em “When Lights Are Low” e a única gravação conhecida fora de estúdio de Composição “Africa” de Coltrane, do álbum Africa/Brass. Esta gravação representa um momento muito especial na jornada de John Coltrane - o verão de 1961 - quando seu som característico e extático ao vivo, comumente associado ao seu Quarteto Clássico de 1962 a 1965, estava amadurecendo e quando ele se inspirava em sons profundos e africanos. fontes - e experimentando a ideia de dois baixos tanto no estúdio (Olé) quanto no palco. Esta gravação verdadeiramente rara de “Africa” capta a sua visão expansiva na época. Elas foram redescobertos décadas depois em uma coleção da Biblioteca Pública de Nova York. O The Village Gate era uma boate na esquina das ruas Thompson e Bleecker em Greenwich Village, Nova Iorque. Art D'Lugoff abriu o clube em 1958, no térreo e no subsolo da 160 Bleecker Street. A grande estrutura da Escola de Chicago de 1896, do arquiteto Ernest Flagg, era conhecida na época como Mills House No. No seu apogeu, o Village Gate também incluía um espaço para apresentações no andar superior, conhecido como Top of the Gate que ao longo de seus 38 anos, contou com músicos de diferentes estilos, técnicas e celibridades.
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Saxofone alto, clarinete baixo, flauta – Eric Dolphy
Baixo - Art Davis , Reggie Workman
Bateria – Elvin Jones
Piano – McCoy Tyner
Saxofone Tenor, Saxofone Soprano – John Coltrane
Gravado no The Village Gate, Nova York, NY, em agosto de 1961.
As fitas originais foram fornecidas como cortesia da 'Divisão de Música e Som Gravado da Biblioteca Pública' de Artes Cênicas de Nova York.
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
John Coltrane - Impressões
John Coltrane – Sax. Soprano e Tenor
Eric Dolphy – Clarinete baixo (faixa 1), Sax. Alto (faixa 3, apenas acorde final)
McCoy Tyner – Piano (faixas 1, 3, 4 e 5)
Jimmy Garrison – Baixo
Reggie Workman – Baixo (faixa 1)
Elvin Jones – Bateria (faixas 1, 2 e 3)
Roy Haynes – Bateria (faixas 4 e 5)
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Faixas 1 e 3 gravados ao vivo no The Village Vanguard, NYC, em 5 de novembro de 1961.
Faixa 2 gravado em 18 de setembro de 1962, Estúdio Van Gelder
Faixa 4 gravado em 29 de abril de 1963, Estúdio Van Gelder
Faixa 5 gravado em 29 de abril de 1963, Estúdio Van Gelder (Faixa bônus de reedição em CD)
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
Stan Getz Quartet - Getz at the Gate
terça-feira, 14 de fevereiro de 2023
1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte IV
Vários foram os gigantes que tocaram e gravaram no Village Vanguard dos quais Max Gordon guardou algunas recordações curiosas: Um deles foi com Sonny Rollins que tocou no clube por dez anos seguidos, quatro vezes por ano. Retornou em 1976 e tocou só o primeiro set de forma arrasadora e já não apareceu para o segundo: "Nunca mais o vi depois desse episódio" comenta Max em 1980. Uma outra estória semelhante foi protagonizada por Miles Davis, músico que Max Gordon recorda como sendo o mais difícil de lidar de todos os músicos de jazz que tocaram no Village: "O que é que se faz numa noite de Sábado quando o clube está cheio e a estrela do espectáculo abandona o palco a meio do concerto porque a sua namorada está embriagada numa espelunca qualquer e lhe telefona a pedir para a ir buscar?", Comenta. Charles Mingus reteve a memória de um concerto em que o contrabaixista aplicou literalmente um soco no estômago de Jimmy Knepper em pleno palco só porque o trombonista não tocar o tema como ele tinha escrito. outra foi do dia em que Mingus arrancou a porta do clube porque no cartaz de entrada faltava a menção "Jazz Workshop" na designação do grupo e o seu nome constava como Charlie e não como Charles. Mas foi o jazz que deu ao Village Vanguard a fama internacional de que goza atualmente e muito especialmente os inúmeros discos que aí foram gravados pelos melhores e mais reputados jazzmen e sideman com registos autênticos de show no clube por todo o mundo. Nada menos do que 105 ao todo (até à presente data) através dos quais mesmo os mais remotos artistas do jazz que nunca tiveram oportunidade de ir a NYC acabaram por entrar no clube e ter pelo menos uma memória musical deste espaço. Mais do que embaixadores do Village Vanguard alguns destes discos são também verdadeiros ícones em obras primas. A primeira gravação na casa pertence a Sonny Rollins no dia 03 de Novembro de 1957 com o título "A Night At The Village Vanguard" . Eis os maiores recordistas de gravações no Vanguard: Bill Evans com total de 08 albuns, Art Pepper com 04 albuns e Kenny Burrell com 04 albuns. A verdade é que praticamente todos os grandes nomes do jazz encontraram neste clube o
palco ideal para os seus registos ao vivo, graça a acústica do local incluindo entre outros: Art Blakey & The Jazz Messengers, Betty Carter, Cannonball Adderley, Thad Jones & Mel Lewis, Dizzy Gillespie, Keith Jarrett, Elvin Jones, Hank Jones, Woody Shaw, Phil Woods, Mal Waldron, Tommy Flanagan, Bobby Hutcherson, J.J. Johnson, Dexter Gordon, Joe Lovano, McCoy Tyner e mais recentemente Benny Green, Brad Mehldau, Wynton Marsalis e Jason Moran. Que outro clube que não o Vanguard pode ou poderá um dia rivalizar em qualidade e quantidade com esta impressionante antologia quintessência do jazz?
O Village Vanguard esta situado na 178-7th Avenue South NYC com concertos às 21h00 e 23h00 com entrada em média: 30 Dólares.
Endereço sábado, 11 de fevereiro de 2023
1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte III
O pai do Vanguard nada tinha porém a ver com o jazz e muito menos com o seu berço os Estados Unidos. O fundador do Village Vanguard é oriundo da Lituânia perto de Vilna por estranho que pareça ou talvez não com data de nascimento 1903 com cinco anos antes da sua família emigrar para os E.U.A. atraída pelo sonho americano. Criado em Portland - Oregon no seio de uma família com pouco recurso económicos, o jovem Gordon teve de estudar e trabalhar vendendo jornais nas ruas desta cidade até ao dia em que concluiu os seus estudos de literatura no Reed College. Impelido pelos pais de frequentar o curso de direito Gordon chegou à cidade que nunca dorme no ano de 1926 mas seis semanas depois o curso era já um sonho e os seus dias eram passados em Greenwich Village. Até à fundação do Vanguard Gordon acumulou vários empregos incluindo: revisão ortográfica de cartas numa loja e a redação de artigos para uma pequena revista de negócios. A entrada no universo dos clubes aconteceria em 1932 em resultado de um encontro ocasional com uma empregada de um clube nova iorquino que insatisfeita com o seu emprego lhe propôs a abertura conjunta de um clube. Assim nascia o Fair em plena lei seca encerrado pouco tempo depois na sequência de uma acusação forjada de venda de álcool. Falido e desempregado Gordon não estava porém derrotado e aguardava apenas a oportunidade de voltar a ter o seu próprio clube. Em Charles Street Gordon encontrou a cave ideal para o clube que tinha em mente obtendo de um amigo o financiamento necessário para tal empreendimento. Curiosamente, seria este amigo a batizar o futuro clube de Village Vanguard. O clube abriu oficialmente suas portas no dia 26 de Fevereiro de 1934 equipado com mobílias e instrumentos comprados de pessoas endividadas em consequência da forte crise económica da época. As mesas e as cadeiras foram improvisadas com barris proveniente de um antigo restaurante que tinha como chefe de cozinha o português Johnny o qual Gordon contrataria desde logo para tomar conta da cozinha do Village Vanguard. O jazz estava ainda ausente e a estreia artística do clube ocorreu com a declamação voluntária de poemas por parte de alguns célebres poetas presentes na inauguração Como: Maxwell Bodenheim, John Rose Gildea, Joseph Ferdinand Gould. Este "espetáculo" valeu a Gordon ameaça de encerramento pelos tribunais sob a acusação de apresentar entretenimento sem a devida licença... Tal não aconteceria mas a mudança Para novas instalações tornava-se agora imperiosa pela necessidade de situar o clube num espaço com duas saídas e longe de igrejas, sinagogas e escolas. Gordon encontrou esse espaço no número 178 da Sétima Avenida numa cave onde funcionara um antigo speakeay; o mesmo espaço onde o Village Vanguard se mantém desde 1935 até os dias atuais. Durante vários anos o clube serviu sobretudo de tertúlia de poetas mais ou menos residentes mas em 1939 Gordon alcançou grande sucesso com os Revuers - grupo musical formado, entre outros, por Judy Holliday e Betty Comden e com Leonard Bernstein (ele mesmo?) no piano - e passou a ter na audiência celebridades como Fred Astaire. O jazz chegou ao Village Vanguard em 1941. Com a fama alcançada pelos Revuers e a sua consequente partida para outros palcos Gordon necessitava desesperadamente de novas atrações para animar as noites do clube. É neste contexto que um amigo lhe sugere uns tais de Leadbelly e Josh White a que se somaria Pearl Bailey em 1943. Quanto ao jazz começou a aparecer sob a forma de jam-sessions nos anos quarenta e com a presença de músicos como Dizzy Gillespie, Art Tatum, Errol Garner, Nat King Cole, Earl Hines ou Dinah Washington adquiriu maior dimensão no final dos anos cinquenta com o início das gravações ao vivo e a contratação dos grandes jazzmen da época e ganhando realmente expressão a partir dos anos sessenta. "Foi bom ter passado para o jazz no Vanguard. Admito que foi difícil no princípio dos anos sessenta. Os miúdos que ouviam música estavam numa embriaguez de rock'n'roll e eu não tinha experiência no jazz. Depois, no final dos anos sessenta e início dos anos setenta as coisas começaram a acontecer. Comecei a encontrar músicos de jazz, músicos novatos com projetos de futuro como Chick Corrêa, Herbie Hancock, Keith Jarrett e outros" - salienta Gordon. terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
1961 - The Complete Village Vanguard - John Coltrane Parte I
Ao vivo no Village Vanguard' é o título de mais de uma centena de albúns de jazz, de John Coltrane, Sonny Rollins, Keith Jarret a Brad Mehldau. Só isso já bastaria para estabelecer a lendária reputação do Vanguard como ao clube se referem dos freqüentadores de uma das mais prestigiadas casas noturnas do mundo. Fundada em 1934 por Max Gordon, a casa nasceu segundo a vocação boêmia e iconoclasta do bairro onde se instalou - o Greenwich Village. O mesmo bairro onde Duchamp e alguns amigos na década de 20, proclamaram a 'República Independente de Washington Square', a poucas quadras do Village. Originalmente dedicada a apresentações de poetas como Max Bodenheim e John Rose Gildea e personagens da vizinhança como o escritor-andarilho Joe Gould, aos poucos a casa foi recebendo artistas de variedades e comediantes como Juddy Holiday e Lenny Bruce. Para que se tenha uma idéia da abrangência do leque de atrações da casa o Vanguard receberia ainda o show psicodélico de Timothy Leary (o guru do LSD) e Dick Alpert com projeções, música e efeitos lisérgicos; bem como apresentações de baladas tradicionais irlandesas e escocesas ao alaúde de Richard Dyer-Bennet. Entrando em cena todos gênios da “música clássica negra” que Max já conhecia por sua já então longa experiência no ramo em duas outras casas: o Blue Angel e Le Directoire. Sua dedicação ao jazz era recompensada por cachês muito abaixo do mercado pelo gênios como Miles Davis e Thelonious Monk que cobravam para tocar no Vanguard. O contexto de sua fundação por parte de seu fundador - um lituano nascido em 1903 e formado em Literatura pelo Reed College – incorpora no Village em pleno período pós-Depressão, fim da Lei Seca, o New Deal e as lutas por direitos civis e empregos nos EUA, um verdadeiro chamariz ao gosto do publico. Artista como Pete Seeger e Woody Guthrie são vedetes nos primeiros anos do Village. "Bem-vindo ao Village Vanguard. Faça silêncio porque o show vai começar e Max Gordon está de olho em você" - dizia o apresentador antes de chamar a atração da noite. O Village Vanguard é a mais antiga catedral do jazz em NYC, completando sete gerações e é um verdadeiro testemunho da história do jazz, do swing ao be-bop, palco para o free e para a fusão e ainda hoje lá tocam os mais promissores talentos das novas gerações. Desde 1957 foram gravados no Village mais de 100 discos ao vivo e mesmo com a morte do seu fundador em 1989 o Vanguard não perdeu a alma nem o ritmo: «Open everyday continua a ser o lema da casa. São mais varios álbuns ao vivo, entre os maiores ícones do Jazz, gravados neste pub Novaiorquino por nome Village Vanguard. Feras como Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins (o primeiro a gravar ao vivo no palco do Village), Keith Jarret,
Brad Mehldau entre outros fizeram do palco do Village, obras primas na esfera jazzística. Situado numa pequena cave da Sétima Avenida no bairro de Greenwich Village, o Vanguard é um dos mais prestigiados clubes de jazz de Nova Iorque e seguramente o mais antigo ainda em atividade. Nat Hentoff, reputado crítico de jazz, salienta que uma casa como esta é um marco para a eternidade: "Os clubes com maior longevidade são aqueles a que vamos mesmo quando não sabemos quem está a tocar lá nessa noite. (...) Ou seja, confiamos que quem quer que seja que gerencie o clube e tenha contratado um artista com classe. Pelo que tenho visto, esse tipo de fé num clube é mais evidente no Village Vanguard do que em qualquer outro que eu jamais tenha conhecido". E pra comemorar esta faceta, colocarei alguns álbuns gravados no Village como tema, começando com John Coltrane-The Complete 1961 Village Vanguard Recordings em 04 albuns sendo esta o primeiro álbum gravado em 01 de Novembro de 1961. sábado, 19 de maio de 2018
1997 - The Blue Box: Blue Note's Best - VA
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Boa audição - Namastê
domingo, 10 de dezembro de 2017
Trane, para não se perder no mundo imenso do Jazz
sábado, 13 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
2001 - Coltrane for Lovers - John Coltrane
Álbum: Coltrane for Lovers
Lançamento: 2001
Selo: GRP Records, The Verve Music Group
Gênero: Jazz, Vocal Jazz, Easy Listening
Recorded: Englewood Cliffs, N. J. April 29, 1963
sábado, 20 de junho de 2015
1994 - Impulses - VA
Gênero: Swing, Bop, Hard Bop, Post-Bop, Vocal Jazz
segunda-feira, 11 de maio de 2015
2002 - A Love Supreme Deluxe Edition (1964) - John Coltrane
Álbum: A Love Supreme
Lançamentos: 1964 / 2002
Selo: Impulse! (Universal)
Gênero: Avant-garde Jazz, Modal Jazz, Post-bop
Recorded, December 09, 1964 - Studio Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey,
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