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domingo, 30 de junho de 2019

1998 - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Frank Sinatra & Tom Jobim



Album: Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 1967
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
Sinatra e Jobim (“Tone”, como The Voice chamava o maestro) gravaram outro trabalho juntos. Em 1969, reuniram-se para um novo álbum. O resultado, irregular, saiu na compilação Sinatra and company, que veio a público somente em 1971. Outras três faixas deste mesmo encontro em estúdio permaneceram inéditas até 2010, quando foi lançado o álbum duplo Sinatra/Jobim: The complete Reprise recordings, que reuniu as gravações feitas em 1967 e em 1969. Desta maneira, é o trabalho de anos atrás que deve permanecer do encontro dos dois gigantes da música. Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum deveras silencioso, para ser degustado aos poucos. Sem pressa, e por muitas e muitas vezes.
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Outras Bossas são coisa nossas - Parte II

Entre 1958 e 1961, Tom Jobim produziu a maioria de suas canções clássicas, que ficariam identificadas como bossa nova: "Chega de Saudade" (com Vinicius de Moraes, 1958), "Desafinado" (com Newton Mendonça, 1958), "Esse Seu Olhar" (1958), "A Felicidade" (com Vinicius de Moraes, 1959), "Eu Sei Que Vou te Amar" (com Vinicius de Moraes, 1959), "Samba de Uma Nota Só" (com Newton Mendonça, 1960), "Meditação" (com Newton Mendonça, 1960), "Corcovado" (1960), "Insensatez" (com Vinicius de Moraes, 1961), "Água de Beber" (com Vinicius de Moraes, 1961) e "Garota de Ipanema" (com Vinicius de Moraes, 1961). Eis as mais emblemáticas - a lista, é claro, estende-se cancioneiro afora. Com Vinicius, o poeta moderno que aos poucos migrou da poesia escrita para a poesia cantada, Tom criou canções elegantes e sofisticadas que abriram um diálogo com a grande poesia modernista de sua geração - João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles. Com o também pianista Newton Mendonça, seu amigo de infância e adolescência musical, Tom compôs sobretudo canções irônicas, paródicas ou metalingüísticas, como as canções-manifesto "Desafinado" e "Samba de Uma Nota Só". A bossa nova de Tom, Vinicius, João Gilberto e Mendonça descortinou uma área de permeabilidade inédita na cultura brasileira: sob a forma da canção popular urbana de sucesso, criou-se uma arte ao mesmo tempo "popular" e "sofisticada". O projeto de modernização do Brasil de Juscelino Kubitschek, no final dos anos 50, tinha a bossa nova como trilha sonora. JK, o "presidente bossa nova", soube capitalizar tudo de bom que o país produzia nas áreas das artes e dos esportes (o Brasil começava então a fixar sua imagem de país do futebol), moldando uma identidade nacional em que a soft evasive mist da bossa nova, os dribles de Garrincha e Pelé e o perfil empreendedor da política nacional pareciam fazer parte da mesma jogada. Por outro lado, esse período representou um momento de utopia de modernização conduzida por intelectuais e artistas progressistas e criativos, cujo símbolo maior foi a construção de Brasília, projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer - com música de inauguração encomendada à dupla Tom e Vinicius: Sinfonia da Alvorada. O desdobramento mais próximo da bossa nova pode ser identificado na efervescência cultural e política da segunda metade da década de 1960. Ao mesmo tempo popular e sofisticada, essa música forneceu parte dos elementos musicais e poéticos para os movimentos artísticos do período, quando as oposições dualistas entre democracia e ditadura militar, modernização e atraso, desenvolvimento e miséria, passado arcaico colonizado e processo moderno de industrialização e "raízes" culturais versus cultura de massas internacional passaram a ser compreendidas como integrantes de uma lógica contraditória e paradoxal, sobretudo pelos artistas e intelectuais que criaram a Tropicália. É nesse sentido, pensando de modo amplo em seus desdobramentos, que se pode dizer da bossa nova que ela abriu uma área de permeabilidade cultural inédita no Brasil. E para Tom Jobim tudo isso ganhou um sentido particular. O trânsito entre o popular e o erudito, a sinfonia e a canção ou o samba e o jazz, por exemplo, nunca foi problema para ele. Tom criou um gênero musical e ajudou a internacionalizá-lo, como veremos, de modo absolutamente pessoal e profundamente brasileiro, ao contrário de outros músicos bossa-novistas como Sérgio Mendes ou Eumir Deodato, que fixaram residência definitiva nos EUA. Mas a bossa nova, e mais especificamente a figura de Tom Jobim, seria acusada por parte da crítica nacional de não ser genuinamente brasileira. A reação do compositor ao pensamento dessa crítica mais conservadora (e ao conservadorismo generalizado do regime militar pós-1964) manifestou-se de modo irônico, numa verdadeira antologia de tiradas sobre o tema: "O inimigo do brasileiro parece que é o brasileiro mesmo"; "A gente faz uma batidinha de bossa nova; no dia que os americanos copiam, você é imediatamente acusado de os americanos já terem feito aquela batida"; ou aquela famosa boutade que lhe foi atribuída, cuja autoria Tom nunca assumiu ou negou completamente: "a melhor saída para o músico brasileiro é o Galeão".  - Por Cacá Machado 

Boa leitura - Namastê

domingo, 7 de abril de 2019

1997 - Casa Da Bossa: Ao Vivo - VA

Artista: VA
Álbum: Casa Da Bossa: Ao Vivo
Selo: Polydor
Lançamento: 1997
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, MPB
Essa produção ímpar foi gravada ao vivo em 1997 em um show organizado nas ondas do renascimento da bossa nova que ocorreu no Rio no final dos da decada de 90. Os tentáculos da indústria mostram-se oportuna sob a escolha de artistas de sucesso em outras áreas para atuar em conjunto com ídolos consagrados da então eterna bossa. Pery Ribeiro, Johnny Alf, Marcos Valle, Wanda Sá, Zé Renato, Leny Andrade, Emílio Santiago, Sílvio César, Wilson Simão, Os Cariocas, Ithamara Koorax, Nana Caymmi, Alaíde Costa, Joyce, Zimbo Trio, Márcio Montarroyos, Quarteto em Cy , Claudette Soares, Tito Madi, Cláudia Telles e Dóris Monteiro são alguns dos artistas maravilhosos que empreendem sem qualquer outra ajuda junto a preciosa banda composta por César Camargo Mariano, Romero Lubambo, Nico Assumpção e Téo Lima. Rosana, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Patrícia Marx, Elba Ramalho, Sandra Sá, Frejat, Guilherme Arantes e Léo Jaime são dispensáveis ??nesse repertório, que vão desde o inócuo até o francamente obstrutivo, como na fala de Rosana para o delicado " Você, "onde ela ficou no caminho do solo de Lubambo (e ele responde com uma cascata de notas declarando guerra à invasão de privacidade).
Boa audição - Namastê

sexta-feira, 22 de março de 2019

1981 - Milton Banana Trio – Ao Meu Amigo Vinicius (Samba e Isso) Vol. 4

Artista:  Milton Banana Trio
Álbum: Ao Meu Amigo Vinicius (Samba e Isso) Vol. 4
Lançamento: 1980
Selo: RCA Victor
Gênero: Bossa Nova, Latino Jazz, Brazilian Songs
Milton Banana (23/4/1935 - 22/5/1999)  -Um dos principais bateristas da bossa nova, começou a carreira tocando em casas noturnas na década de 50. Acompanhou o conjunto de Luís Eça e em 1959 participou da primeira gravação de "Chega de Saudade" (Tom Jobim/ Vinicius de Moraes), feita por João Gilberto. Tocou outras vezes com Tom e João Gilberto, participando do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall em Nova York, 1962. Também participou de outra gravação histórica: a do disco de João Gilberto e Stan Getz, em 1963. Excursionou pela Europa com João Donato e Tião Neto. Nos anos 70 criou o Milton Banana Trio, que gravou oito discos com grande sucesso. Seu balanço rítmico seria muito apreciado nos anos 90 pelos cultores ingleses do acid jazz.  Foi um marco notável a música criativa, com a influência jazzística, bossa nova e outros ritmos oriundos dessa fase.
Boa audição - Namastê

domingo, 21 de outubro de 2018

2011 - Brazil Bossa Beat! Bossa Nova And The Story Of Elenco Records - VA

Artista: VA
Álbum: Brazil Bossa Beat!
Lançamento: 2011
Selo: Elenco 'Soul Jazz Records'
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
 “Eu acho que as palavras devem ser pronunciadas da forma mais natural possível. Qualquer mudança acaba alterando o que o letrista quis dizer com seus versos.”
João Gilberto
Boa audição - Namastê

domingo, 26 de agosto de 2018

1965 - A Bossa no Paramount - VA



Artista: VA
Album:  A Bossa no Paramount
Lançamento: 1965
Selo: RGE
Gênero: Bossa Nova, Brazillian Songs
A Bossa Nova, produzindo quase sempre uma música de nível internacional,
e rivalizando em qualidade com o que de melhor se fazia na época e em
qualquer lugar, levou a imagem de um Brasil diferente, não mais aquele
ingênuo e caipira de salamaleques de Carmen Miranda, mas o de uma nação
em que o processo de industrialização começa a acordar o povo para a sua
real condição. (apud SODRÉ, 1989, p. 107-108)


Boa audição - Namastê