Mostrando postagens com marcador 2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2011. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Tingvall Trio – Vägen

Artista: Tingvall Trio
Álbum:  Vägen
Lançamento: 2011
Selo: Skip Records 
Gênero: Pós-Bop, Jazz Contemporâneo

Quando o pianista sueco Martin Tingvall, o contrabaixista cubano Omar Rodriguez Calvo e o baterista alemão Jürgen Spiegel se reuniram para conceber Vägen ("O Caminho", em sueco), o panorama do piano trio europeu ganhou contornos definitivos. Lançado em 2011 pela Skip Records, o quarto álbum do grupo representa o ápice de sua maturidade artística, equilibrando a introspecção melancólica das paisagens nórdicas com uma pulsação rítmica visceral e global. Análise da Performance: A alquimia do contraste, a performance do Tingvall Trio em Vägen rejeita o virtuosismo estéril em favor de uma narrativa musical acessível, dramática e profundamente cinematográfica. Martin Tingvall (Piano) e Suas composições parecem flutuar entre o jazz de vanguarda e a clareza melódica do folk escandinavo. Há uma poesia minimalista em seu toque, que sabe ser sutil nas baladas e imponente nos momentos de clímax. Omar Rodriguez Calvo (Contrabaixo), o coração caloroso do trio. Sua herança cubana impede que o som se torne puramente cerebral, injetando um balanço orgânico, preciso e cheio de groove que ancora as harmonias do piano. Jürgen Spiegel (Bateria) com uma abordagem que bebe diretamente da dinâmica do rock e da música pop, Spiegel conduz o trio com uma energia propulsora. Seus ataques geométricos e condução enérgica transformam faixas como "Sevilla" e "Tuc-Tuc Man" em verdadeiras forças da natureza. o bastidores e engenharia de Som, o santuário do Áudio das composições do trio, fornecem a matéria-prima, a arquitetura sonora de Vägen foi lapidada em um dos cenários mais sofisticados da engenharia de áudio mundial. A lapidação Italiana, o núcleo do álbum foi gravado, mixado e pré-masterizado entre os dias 9 e 12 de maio de 2011 no aclamado Artesuono Recording Studio, em Udine, Itália. Já a captação ficou sob a responsabilidade do lendário engenheiro de som Stefano Amerio, conhecido por extrair uma pureza acústica tridimensional e cristalina dos instrumentos. Para este registro, Martin Tingvall teve à sua disposição uma joia da engenharia italiana: um piano de cauda Fazioli F-278, cujos graves profundos e agudos brilhantes foram imortalizados pela microfonação meticulosa de Amerio. Para além da sessão principal na Itália, o álbum ganhou texturas adicionais na Alemanha. Os arranjos de cordas e metais que elevam a emocionante faixa de encerramento, "Efter Livet", foram gravados em duas sessões posteriores (em 26 de maio e 7 de junho) no Phina Music Studios, em Hamburgo, sob o comando técnico do engenheiro Rene Türschmann. Esse cuidado geográfico e de produção confere ao disco uma riqueza de timbres impressionante. Revistas de prestígio internacional (como DownBeat e JazzTimes) destacaram a capacidade única do trio de criar "hinos sem palavras". O álbum foi elogiado por estabelecer uma assinatura sonora instantaneamente reconhecível, que fugia dos clichês do pós-bop tradicional. O impacto cultural do álbum na Europa culminou no recebimento do cobiçado prêmio ECHO Jazz (o equivalente ao Grammy na Alemanha). O Tingvall Trio não apenas venceu na categoria de Melhor Conjunto de Jazz do Ano, mas também arrematou o prêmio de preferência do público (Voto Popular), coroando o disco como um clássico instantâneo. Vägen permanece na história fonográfica como um testemunho de cooperação multicultural. Um álbum onde a composição sueca, o calor cubano e o rigor rítmico alemão encontraram na engenharia de som italiana o veículo perfeito para alcançar a imortalidade no jazz contemporâneo. 

Violoncelo, Trompa – Gregor Lentjes
Contrabaixo – Omar Rodriguez Calvo
Bateria – Jürgen Spiegel
Piano de cauda, ​​composto - Martin Tingvall
Orquestra – Orquestra Wolf Kerschek Studio 
Gravado (Phina Music Studios)– René Türschmann
Cordas (Cordas Deluxe) – Jansen Folkers
Viola – Martin Bentz
Violino – Adam Zolynski , Axel Ruhland

Gravado, mixado e pré-masterizado de 09 a 12 de maio no Artesuono Recording Studio, Udine, Itália, por Stefano Amerio. Cordas e metais em "Efter Livet" gravados em 26 de maio e 7 de junho no Phina Music Studios, Hamburgo, Alemanha, por Rene Türschmann. Martin Tingvall tocou um piano de cauda Fazioli F-278. 


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Boxset: Kuschel Jazz Collection, Vol.1-8 (2002-2011)

Artista: VA
Lançamento: 2011
Selo: Sony Music/512088 2
Gênero: Jazz Bebop, Soul-Jazz, Downtempo, Easy Listening

Bossa Nova: Sofisticação, Minimalismo e Diálogo com o Jazz:
A Bossa Nova é um movimento musical surgido no Brasil no final da década de 1950, que representa uma das mais refinadas sínteses entre a música brasileira e o jazz. Desenvolvida principalmente no eixo Rio de Janeiro, a Bossa Nova combina elementos do samba tradicional com harmonias sofisticadas e influências diretas do jazz norte-americano, criando uma linguagem musical marcada pela suavidade, elegância e inovação estética. Diferente do samba mais rítmico e percussivo, a Bossa Nova introduz uma abordagem mais contida e intimista. Sua principal característica é a batida de violão, que reorganiza os padrões do samba em uma forma mais sutil e sincopada. Essa base rítmica é acompanhada por harmonias complexas, muitas vezes inspiradas no jazz moderno, com uso frequente de acordes estendidos, modulações e progressões harmônicas elaboradas. A interpretação vocal também se diferencia, adotando um estilo quase falado, suave e próximo, em contraste com o canto mais projetado de estilos anteriores. Entre os principais nomes da Bossa Nova, destaca-se Antônio Carlos Jobim, compositor fundamental que ajudou a definir a identidade do gênero com obras que se tornaram universais. João Gilberto é outro nome essencial, responsável por consolidar a batida característica do violão e o estilo vocal intimista. Vinicius de Moraes contribuiu com sua poesia, trazendo profundidade lírica às composições. Outros artistas relevantes incluem Baden Powell, com sua fusão entre Bossa Nova e elementos afro-brasileiros, e Nara Leão, importante intérprete na difusão do movimento. Os afluentes da Bossa Nova são diversos e revelam sua natureza híbrida. O samba é sua base estrutural e rítmica, fornecendo o fundamento sobre o qual o estilo se desenvolve. O jazz, especialmente o cool jazz, contribui com a sofisticação harmônica, a liberdade interpretativa e o senso de espaço musical. A música erudita também exerce influência, particularmente na construção harmônica e no refinamento das composições. Além disso, elementos da música popular urbana brasileira ajudam a contextualizar o gênero dentro de um cenário cultural mais amplo. A relação entre Bossa Nova e jazz é profunda e bidirecional. Enquanto a Bossa Nova absorveu influências do jazz, ela também impactou significativamente músicos norte-americanos, que passaram a incorporar seus elementos em suas próprias produções. Essa troca cultural contribuiu para a internacionalização do estilo, transformando a Bossa Nova em um fenômeno global e consolidando sua presença dentro do universo do jazz. Do ponto de vista estético, a Bossa Nova valoriza o espaço, o silêncio e o equilíbrio. A música não busca o excesso, mas sim a precisão e a delicadeza. Cada elemento — seja o violão, a voz ou os instrumentos de acompanhamento — ocupa um lugar específico, criando uma sonoridade limpa e sofisticada. Essa abordagem minimalista é uma de suas marcas mais distintivas e um dos fatores que a aproximam do jazz moderno. Em síntese, a Bossa Nova representa uma das mais importantes contribuições brasileiras à música mundial. Ao unir a base rítmica do samba com a sofisticação harmônica do jazz, ela cria uma linguagem única, marcada pela elegância, inovação e universalidade. Mais do que um gênero musical, a Bossa Nova é uma expressão estética que traduz uma forma particular de sensibilidade, equilíbrio e refinamento dentro da tradição do jazz e da música popular.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 23 de março de 2026

VA - Jazz Noire, Drink Up, Light Up! Tales Of Dope, Booze & Sleaze (2012)

Artista: VA
Lançamento: 2011
Selo: Fantastic Voyage/FVDD148
Gênero: Rhythm & Blues, Score, Swing, Big Band, Boogie Woogie, Jump Blues

 

Entrar no universo de "Drink Up - Light Up! (Jazz Noire Tales Of Dope, Booze & Sleaze)" é como atravessar a porta dos fundos de um speakeasy clandestino em 1947, onde a fumaça de tabaco é tão densa quanto o mistério de um crime não resolvido. Lançada pela curadoria impecável da Fantastic Voyage, esta antologia transcende a mera compilação de catálogo; ela funciona como um documento antropológico e cinematográfico das décadas de 1940 e 1950. O compilador Dave Penny executa uma tarefa magistral ao costurar 50 faixas que orbitam o "lado B" do sonho americano. O álbum não se contenta em apresentar apenas o Jazz e o R&B de auditório; ele mergulha no argot das ruas, trazendo à tona o Jump Blues febril, o Swing malicioso e o Jazz de vanguarda que serviam de trilha sonora para a marginalidade. O gênio da obra reside na sua estrutura narrativa: a inserção estratégica de diálogos e temas de filmes cult — como Reefer Madness, D.O.A. e o visceral The Man With The Golden Arm — transforma a audição em uma experiência de rádio-teatro noir. Musicalmente, o disco é um banquete de contrastes. Temos o humor anfetamínico e frenético de Harry "The Hipster" Gibson em "Who Put the Benzedrine in Mrs. Murphy's Ovaltine?", contrapondo-se à elegância esfumaçada de Sarah Vaughan e ao carisma magnético de Cab Calloway em seu hino canábico "Reefer Man". Há uma crueza deliciosa em ouvir Wynonie Harris e Nelson Alexander Trio celebrando a indulgência em tempos onde tais temas eram tabus rigorosamente vigiados pela censura. Profissionalmente, a produção merece aplausos pela restauração sonora, que preserva o chiado orgânico da era sem sacrificar a clareza dos metais e a profundidade dos contrabaixos. De forma lúdica, podemos dizer que este CD é um "coquetel perigoso": começa com a euforia do primeiro gole de gim, passa pela paranoia das substâncias ilícitas e termina no balanço melancólico de uma madrugada solitária em uma esquina de Los Angeles. "Drink Up - Light Up!" é, em última análise, um triunfo da curadoria musical. É cínico, sofisticado, sujo e irresistivelmente dançante. Uma peça essencial para quem entende que o Jazz, antes de chegar às academias, foi forjado no calor do vício, do suor e da rebeldia das sombras. Veredito: Uma obra-prima de cinco estrelas para ser ouvida no volume máximo, de preferência com uma dose de bourbon ao alcance da mão. Para além da sua aura mística de fumaça e neon, "Drink Up - Light Up!" revela-se, sob um olhar clínico, uma aula magna de transição fonográfica e crônica social proibida. O que o curador Dave Penny articula nesta antologia não é apenas uma sucessão de canções, mas uma autópsia sonora da metamorfose do Jazz das Big Bands para o R&B visceral e o Cool Jazz analítico, capturando o exato momento em que o virtuosismo técnico encontrou a urgência das ruas. Tecnicamente, a compilação é um triunfo da restauração. A preservação do punch percussivo original das gravações em 78 RPM mantém o calor analógico necessário, sem sacrificar a clareza dos metais "sujos" (dirty brass) — saxofones e trompetes que utilizam bends e growls para mimetizar a voz humana em estados de embriaguez ou êxtase. O piano, motor rítmico de figuras como Harry "The Hipster" Gibson e Julia Lee, abandona a polidez das salas de concerto para assumir uma função quase puramente percussiva, onde o Stride e o Boogie-Woogie ditam o nervosismo das substâncias celebradas nas letras. A arqueologia musical aqui presente é o que realmente eleva o álbum ao status de item de colecionador. O conjunto resgata "pérolas negras" que habitaram o limbo da censura e dos selos independentes (race records). Faixas como a frenética "Who Put the Benzedrine in Mrs. Murphy's Ovaltine?" — que custou a carreira de Gibson devido à sua alusão explícita a anfetaminas — e a raríssima "Weed", de Bea Foote, oferecem um realismo lírico que antecipa em décadas a crueza do rap moderno. O diálogo estabelecido com as trilhas cinematográficas, especialmente o tema de "The Man With The Golden Arm" (de Elmer Bernstein), amarra a experiência técnica: aqui, o Jazz deixa de ser entretenimento para se tornar a linguagem psicológica da agonia e do vício urbano. Em última análise, "Drink Up - Light Up!" é um registro essencial da "música maldita". É o som de uma era onde o contrabaixo acústico já galopava no walking bass que daria luz ao Rock 'n' Roll, e onde artistas como Tiny Grimes e Clarence Williams usavam o improviso como fuga e reflexo de uma sociedade em transe. Uma obra tecnicamente impecável e historicamente subversiva.


Boa audição - Namastê



sexta-feira, 20 de março de 2026

VA – Jazz Noire (Darktown Sleaze From The Mean Streets Of 1940s L.A.) 2xCD.

Artista: VA
Lançamento: 2011
Selo: Fantastic Voyage/FVDD148
Gênero: Rhythm & Blues, Score, Swing, Big Band, Boogie Woogie, Jump Blues

A Fantastic Voyage criou uma coleção abrangente, bem selecionada e obviamente bem fundamentada de jazz e R&B (no sentido antigo) do final dos anos 40, do tipo que você esperaria ouvir em cenas de boates em filmes noir. Apropriadamente, ambos os discos são emoldurados pela música tema de clássicos do gênero. Algumas das seleções são muito familiares – a gravação original de Round Midnight, de Monk – enquanto outras são extraídas de fontes mais profundas, como a primorosa Solitude, de Leo Parker. O ponto principal é: todas são excelentes representações de seus respectivos gêneros. Depois disso, é uma questão de gosto pessoal. Prefiro Billie Holiday em um estilo mais animado, mas muita gente adora as faixas deste álbum, que eu acho um pouco autopiedosas demais, e essa diferença de opinião não importa quando se trata de avaliar esta excelente coletânea. Fantastic Voyage dá sequência ao enorme sucesso de Jazz Noire, de 2011, permitindo que a mesma equipe retorne àqueles bares e antros sórdidos, desta vez focando nas drogas, na bebida e nos personagens duvidosos para fornecer um retrato vívido da vida boêmia e desregrada entre as décadas de 1930 e 1950. A música em Drink Up Light Up! evoca aquela época em que as orquestras se expandiam, as seções de metais explodiam como fogos de artifício e o blues escorria das teclas do piano para os pisos de bares manchados de álcool e lágrimas, com um elenco impressionante que incluía nomes como o Reefer Man e a Snuff Dippin Mama, mas os temas são tão relevantes para o clima atual de recessão: o desejo de escapar através das drogas (e as repercussões frequentemente desfavoráveis ​​nos relacionamentos). A música de Drink Up - Light Up! evoca aquela época em que as orquestras se expandiam, as seções de metais explodiam como fogos de artifício e o blues escorria das teclas do piano para os pisos de bares manchados de bebida e lágrimas, com um elenco impressionante que incluía nomes como Reefer Man e Snuff Dippin' Mama, mas os temas são igualmente relevantes para o clima atual de recessão: o desejo de escapar através das drogas (e as repercussões frequentemente desfavoráveis ​​nos relacionamentos). Seja Sam Price comandando 'Lead Me Daddy, Straight to the Bar', Buddy Banks confessando 'I Need It Bad (Groove Juice)' ou o Four Clefs filosofando em 'When I'm Low I Get High', a seleção abrange todo o espectro da farra movida a substâncias, com seus prós e contras. Surgindo da época da Lei Seca e da Grande Depressão, a coletânea também oferece um vislumbre fascinante da vida nas ruas durante esse período, até a Guerra da Coreia, desde situações domésticas até gírias relacionadas a drogas, além de proporcionar uma experiência auditiva sublime e evocativa. (Amazon)

Que conjunto magnífico de jazz! Há também algumas faixas que não ouvia há muito, muito tempo, e é bom ter a memória refrescada. Se você gosta de jazz, se você gosta de trilhas sonoras de filmes, este é o álbum perfeito. Uma coletânea fantástica de joias dos anos 40, lindamente produzida, ideal para ouvir tarde da noite. Menção especial também para a embalagem e o livreto, que incluem belíssimas ilustrações e gráficos da época. 


Boa audição - Namastê

 

sexta-feira, 9 de maio de 2025

VA - The Rough Guide to Blues Legends (2CD)

Artista: VA
Lançamento: 2011
Selo: Music Rough Guides / World Music Network
Gênero: Blues, Blue Spirit, Holy Spirit (Acoustic)


Para muitos, a imagem estereotipada do artista de blues gravado nos primeiros anos é há de um bluesman negro itinerante, com violão na mão, tocando em uma paisagem rural como o Delta do Mississippi. Essa percepção no entanto é um pouco equivocada, visto que as primeiras canções de blues gravadas foram escritas por mulheres. A era do "blues clássico" da década de 1920 nasceu quando a Okeh Records levou Mamie Smith a um estúdio em Nova York em 1920 para gravar "Crazy Blues", de Perry Bradford, tornando-a a primeira cantora negra de blues já gravada e levando o titulo de "A Primeira Dama do Blues da América". Embora não tenha sido uma grande gravação, foi um enorme sucesso que fez com que gravadoras rivais se apressassem para descobrir outras cantoras negras a fim de embarcar na onda e replicar seu sucesso. Mamie Smith logo seria eclipsada por outras cantoras de blues mais ilustres como Ma Rainey e Bessie Smith, mas foi ela quem originalmente alertou a indústria fonográfica americana para o fato de que havia um público negro para discos de gramofone, o que por sua vez gerou o conceito de "discos raciais". Embora artistas como Ma Rainey e Bessie Smith tenham permanecido populares na década de 1930, em 1928 os dias de ouro da diva do blues estavam chegando ao fim, em grande parte devido ao sucesso das gravações de Blind Lemon Jefferson e outros cantores itinerantes de blues que proliferavam pelo Sul Profundo. A quebra da bolsa de valores em 1929 e a Grande Depressão que se seguiu deram o golpe de misericórdia, encerrando a carreira da maioria das cantores de destaque. No entanto, durante a década de 1960, houve um renascimento do interesse, que trouxe de volta aos palcos alguns dos artistas de destaque, como Sippie Wallace, Alberta Hunter, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Edith Wilson e Victoria Spivey entre outras belas vozes.


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

2011 - Erroll Garner - The Man I Love (3CD)

Artista: Erroll Garner  
Lançamento: 2011
Selo: Le Chant Du Monde
Gênero: Piano Jazz, Bop, Swing

 Boa audição - Namastê

sábado, 2 de setembro de 2023

Ben Webster - Three Classic Albums

Artista: Ben Webster
Lançamento: 2011
Selo: Avid Entertainment – Avid Jazz
Gênero: Hard Bop


 Apesar da música de Ben Webster ser considerada fora de moda nessa década, o saxofone de Webster em baladas, tocadas com calor e sentimento, se tornou bastante popular e Norman Granz gravou com ele em muitas sessões. Nessa mesma década, Webster gravou com Billie, Peggy Lee, Ella e Carmen McRae. Gravou também com Art Tatum, em 1956, apoiado pelo baixista Red Callender e o baterista Bill Douglass. Tocou de forma constante até 1964 quando se mudou permanentemente para Copenhagen, Dinamarca, para se juntar a outros músicos de jazz norte-americanos. Como músico expatriado tocava em shows, festivais e excursionou pela Europa desfrutando de grande popularidade. Tocou e gravou à vontade, seja com músicos locais, seja com músicos americanos. Faleceu em Amsterdam, Holanda, em 1973. Após a sua morte, foi criado o ‘Ben Webster Foundation’ para apoiar a divulgação do jazz na Dinamarca. E o prêmio anual ‘Ben Webster Prize’ é atribuído a jovens músicos excepcionais. A coleção particular de Webster de gravações de jazz esta arquivada no departamento de música da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca em Odense. ‘Three Classic Albums’ contém três grandes álbuns em dois CDs: ‘Soulville’, de 1957, e ‘Ben Webster Meets Oscar Peterson’ de 1959, ambos gravados com o trio do pianista canadense Oscar Peterson, com Herb Ellis na guitarra, Ray Brown no baixo, Stan Levey na bateria (no álbum ‘Soulville’) e Ed Thigpen na bateria do álbum ‘Ben Webster Meets Oscar Peterson’; e ‘Ben Webster & Associates’, também gravado em 1959, logo após a morte de Lester Young. Ben Webster é acompanhado por Coleman Hawkins e Johnson Budd, dois dos grandes nomes do sax tenor. O trompetista Roy Eldridge também está presente e a seção rítmica é composta pelo pianista Jimmy Jones, o guitarrista Les Spann, o baixista Ray Brown e o baterista Jo Jones.

Ben Webster 'Soulville'- 1957: faixas 01-07

Ben Webster & Oscar Peterson — 1959: faixas 08-11 e 01-03

Ben Webster & Associates — 1959: - faixas 05-08


domingo, 28 de outubro de 2018

2011 - Bossa Jazz The Birth Of Hard Bossa, Samba Jazz And The Evolution Of Brazilian Fusion 1962-73 - VA

Of Brazilian Fusion 1962-73
Lançamento: 2011
Selo: Elenco 'Soul Jazz Records'
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
Inegavelmente, nenhum outro movimento foi tão revolucionário na música quanto a Bossa Nova. Surgido por volta de 1958, renovou as harmonias e arranjos, dando à musica popular brasileira um cunho nacionalista, um dos tipos de música mais conhecidos do Brasil é com certeza a Bossa Nova. Uma parte da história do nosso país se desenrolou em paralelo com o surgimento dessa música. A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 1930 numa música de Noel Rosa chamada de “Coisas Novas”. Confira abaixo um trechinho dessa música: “O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas(…)”. Essa expressão Bossa Nova começou a ser utilizada na década de 40 para designar os sambas em breque, aqueles em que era comum improvisar paradas súbitas durante as músicas para encaixar falas. Para alguns críticos musicais a bossa nova tem uma boa influência do impressionismo erudito de Debussy e Ravel. Além da música clássica a Bossa Nova também foi influenciado pelo cool jazz e o bebop. Podemos dizer inclusive que a bossa nova tem alguns toques de jazz como os elementos de samba sincopado embora não tenha tido uma influência tão forte da música estrangeira Alguns artistas da chamada bossa nova contam que a ideia de chamar esse novo estilo dessa forma surgiu no final de uma apresentação no Colégio Israelita-Brasileiro no ano de 1957. Até então o ritmo era chamado apenas de samba sessions, uma alusão à fusão feita entre o samba e o jazz. Porém, nesse dia os artistas viram um recado escrito por uma secretária do colégio chamando as pessoas para conferir concertos de samba-sessions com uma turma “bossa-nova”. Nesse evento estavam presentes Ronaldo Bôscoli, Roberto Menescal, Luiz Eça, Carlos Lyra e Sylvia Telles.
Boa audição - Namastê

domingo, 21 de outubro de 2018

2011 - Brazil Bossa Beat! Bossa Nova And The Story Of Elenco Records - VA

Artista: VA
Álbum: Brazil Bossa Beat!
Lançamento: 2011
Selo: Elenco 'Soul Jazz Records'
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
 “Eu acho que as palavras devem ser pronunciadas da forma mais natural possível. Qualquer mudança acaba alterando o que o letrista quis dizer com seus versos.”
João Gilberto
Boa audição - Namastê

domingo, 14 de outubro de 2018

2011 - Bossa Nova and The Rise Of Brazilian Music In The 1960s - VA (2CDs)




Artista: VA
Álbum: Bossa Nova And The Rise Of Brazilian Music In The 1960s
Lançamento: 2011
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Latino Jazz
Selo: Soul Jazz Records
A mais bossa nova das gravadoras não ficou marcada apenas por ter lançado grandes títulos do gênero, mas por criar uma nova linguagem para as capas dos LPs, um novo conceito que revolucionaria o mercado de discos nos anos 60. Desde então, o disco deixou de ser visto apenas como mais um artigo de consumo e ganhou status de objeto de desejo, algo que dava prestígio ao seu proprietário. O boom criativo da Elenco durou pouco, apenas quatro anos - em 1968, ela deixou de ser uma gravadora independente para virar um selo da Philips. Controlada por uma multinacional e já sem o comando de Oliveira, perdeu boa parte do brilho até ser fechada, definitivamente, em 1971. Nunca na história deste País houve uma gravadora como a Elenco.

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

2011 - Bossa Nova 1958-1961 - La Sainte Trinite (2CD) - VA

Artista: VA
Álbum: Bossa Nova 1958-1961 - La Sainte Trinite
Lançamento: 2011
Selo:  Fremeaux & Associes (France)
Gênero: Bossa Nova, Brazilian Songs, Jazz Latino
A história da Bossa Nova começou em 1958 e os três anos seguintes viram seus melhores artistas e compositores chegarem à fama antes de sua influência - centrada na “Santíssima Trindade” de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto - difundida internacionalmente a partir de 1962. Aqueles primeiros quatro anos sem paralelo contribuem para esta antologia compilada por Teca Calazans e Philippe Lesage com 48 títulos originais da Era Dourada da Bossa Nova brasileira.
Boa audição - Namastê

segunda-feira, 19 de junho de 2017

2011 - Jazz At The Hollywood Bowl - VA (1956)

Artista: VA
Álbum: Jazz At The Hollywood Bowl
Lançamento: 1956 - 2011
Selo: Hip-O Select
Genero: Jazz, Vocal Jazz, Swing, Bop
 Ella Fitzgerald - Vocal, Paul Smith - Piano, Barne Kessel - Guitar, Joe 
Mondragon - Bass & Alvin Stoller - Drums.  Studio / Venue Hollywood Bowl, Place Hollywood, Calif. Recording Date 8/15/1956

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

1958/11 - Down To Earth - The Ramsey Lewis Trio


Artista: The Ramsey Lewis Trio 
Álbum: Down To Earth
Lançamento: 1958 / 2011
Selo:  EmArcy (Mercury)
Gênero: Jazz, Mainstream, Soul
Ramsey Lewis - piano, El Dee Jovem - baixo &
 Issac "Red" Holt - drums
 Boa audição - Namstê

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

2011 - Alligator Records: 40th Anniversary Collection - VA


Artista: VA
 Album: Alligator Records: 40th Anniversary Collection
Lançamento: 2011
Selo: Alligator Records
Genero: Blues & Rock

01 - I'm A Woman - Koko Taylor

07 - It's My Own Tears - Shemekia Copeland



Boa audição - Namaste

terça-feira, 1 de novembro de 2011

2011 - Icon Love Songs - Ella Fitzgerald

Uma coleção de canções de amor da "Primeira Dama da Canção", dos quais muitos ajudaram a Mrs Ella transformar-se em padrões na melodia do jazz. Os destaques incluem "Someone to Watch Over Me", " I Got a Crush on You ", " From This Moment On " e o clássico " Always ". Assim como um bom vinho, essas músicas ficaram melhores ao longo do tempo mesmo depois do falecido grande Ella Fitzgerald.

Artista: Ella Fitzgerald
Titulo: Icon Love Songs
Lançamento: 2011
Genero: Vocal Jazz
Selo: Universal Music

Always

Faixas:
01. I'm Beginning to See the Light
02. The Man I Love
03. Just One of Those Things
04. Someone to Watch Over Me
05. Lover [Version]
06. Always
07. From This Moment On
08. All the Things You Are
09. Love You Madly
10. I've Got a Crush on You
11. You're My Thrill
12. I've Got You Under My Skin

Boa audição - Namaste.