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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Nat King Cole – 20 Golden Greats


Lançamento: 1978/2004
Selo: Capitol Records, Inc./EMI-Bovema
Gênero: Soul, Big Band, Swing


A coletânea "20 Golden Greats" destaca gravações feitas por Nat King Cole para a Capitol Records no final dos anos 50 e início dos anos 60. Com foco em sua sequência de baladas românticas que chegaram ao topo das paradas, essas faixas foram relançadas inúmeras vezes ao longo dos anos, então não há nada aqui que o colecionador já não possua em abundância. Ainda assim, é inegável a combinação de arranjos de cordas exuberantes e a voz suave de Cole em clássicos atemporais como "Nature Boy", "Mona Lisa", "Unforgettable", "Ramblin' Rose", "Too Young" e "Smile". Apesar da embalagem sem graça, "20 Golden Greats" é uma coletânea sólida, perfeita para o ouvinte casual. Para os amantes sincopados, a coletânea 20 Golden Greats (lançada originalmente pela Capitol Records em 1978) é muito mais do que um compêndio de sucessos comerciais; é um documento histórico que mapeia a genialidade de uma das figuras mais revolucionárias do jazz moderno. Antes de se tornar o maior cantor de baladas da América, Nathaniel Adams Coles foi um pianista de bebop e swing de primeiríssima linha, cuja técnica influenciou diretamente nomes como Oscar Peterson e Bill Evans. Sob os ouvidos atentos dos devotos do ritmo, este álbum equilibra perfeitamente a transição onde o fraseado percussivo do piano dá espaço à emissão vocal impecável, tudo amarrado por arranjos orquestrais de tirar o fôlego. A curadoria deste álbum reúne duas décadas de evolução técnica nos estúdios da Costa Oeste americana, cobrindo o período áureo de 1943 a 1962. A evolução da engenharia de som salta aos olhos do ouvinte analítico: passamos dos registros em matrizes de laca e fitas mono magnéticas dos anos 40 até a exuberância do som estéreo High-Fidelity de três canais nos anos 60. A grande maioria das faixas que compõem esta antologia foi gerada no coração de Hollywood. É aqui que o famoso "Som da Capitol" foi forjado, caracterizado por salas de gravação projetadas com câmaras de eco acústico subterrâneas exclusivas, que conferiam à voz e ao piano de Cole uma textura tridimensional inimitável. As sessões fundamentais foram registradas majoritariamente nos estúdios Capitol Studios (localizados inicialmente na Melrose Avenue e, a partir de 1956, na icônica Capitol Tower na Vine Street, em Hollywood, Los Angeles, EUA). O arco temporal das gravações compreende sessões históricas como as de 30 de novembro de 1943 (marcando os primeiros registros do clássico King Cole Trio) até as grandes sessões orquestrais com arranjos de Nelson Riddle, Billy May e Gordon Jenkins, estendendo-se até meados de 1962. Para além do reduto californiano, a Capitol utilizou estúdios de ponta na Costa Leste para capturar momentos cruas de swing quando o trio estava em turnê. Essas faixas destacam-se por uma captação de microfone mais direta e íntima no piano de cauda de Nat. Sessões complementares realizadas nos estúdios de Nova York, incluindo o WMCA Air Studios (Nova York, EUA), entre 1946 e 1949. Nessas fitas, o arranjo sincopado do trio (piano, guitarra e contrabaixo, sem bateria) exibe uma precisão cirúrgica, onde cada acento no contratempo da guitarra de Oscar Moore desenha a moldura perfeita para os solos de Nat. Para o amante sincopado, o verdadeiro tesouro de 20 Golden Greats está nas entrelinhas rítmicas. Ao ouvir faixas como "Straighten Up and Fly Right" (1943) ou "Route 66" (1946), o que impressiona é a economia de notas de Nat King Cole ao piano combinada com um balanço impiedoso. Nat utilizava um ataque leve nos martelos, mas suas antecipações rítmicas e o uso de acentuações cruzadas no piano-trio estabeleceram o padrão para tudo o que veio depois no jazz de câmara. A transição para as grandes orquestras em faixas como "Nature Boy" (1948) e "Mona Lisa" (1950) revela uma engenhosidade rítmica oculta: mesmo sob densas camadas de cordas, Nat King Cole jamais se arrastava atrás da batida. Sua entrega vocal mantém o timing exato do jazzman; ele flutua sobre os arranjos com a mesma elasticidade que demonstrava em seus solos improvisados de piano. A remasterização dessas fitas permite aos puristas pescar o sutil arrastar de pés no estúdio, a respiração controlada de Nat e o estalo de unhas nas cordas do contrabaixo acústico de Johnny Miller. O desenho editorial de 20 Golden Greats é um triunfo porque não divide o artista de forma estanque. Ele não apresenta "Nat, o Pianista" contra "Nat, o Cantor". Em vez disso, a engenharia de fluxo do álbum costura os sucessos de forma que o ouvinte percebe como o fraseado do piano migrou organicamente para a voz de barítono de Cole. A síncopa está presente no sorriso vocal, nas pausas dramáticas e na elegância com que ele conduzia as transições harmônicas. Nat King Cole – 20 Golden Greats transcende o status de mero álbum de rádio. Ao documentar a trajetória cronológica e geográfica nos estúdios de Hollywood e Nova York de 1943 a 1962, esta antologia oferece aos devotos da música sincopada uma aula prática de sofisticação, precisão rítmica e textura acústica. É o registro definitivo de um gênio que transformou a complexidade do swing em pura poesia popular.
nel

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

Artista: Bill Evans Trio (1961) & Oscar Peterson (1953)
Lançamento: 2020.
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz

O Diálogo entre Bill Evans e Oscar Peterson - Crítica e Curatorial do CD1:
A coletânea The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond (2020) configura-se como uma das mais ambiciosas compilações discográficas recentes, funcionando como uma verdadeira enciclopédia sonora do jazz instrumental. O primeiro volume (CD1) focado primordialmente nas dinâmicas de piano solo e nas formações clássicas de trio, destaca-se de forma arrebatadora ao colocar em perspectiva histórica e curatorial duas das maiores e mais influentes forças da história do instrumento: Bill Evans e Oscar Peterson. O resultado é um panorama profundo sobre a evolução estética do piano na era de ouro do jazz. As Performances: O Contraste entre a Alma e a Técnica: O grande triunfo técnico e artístico do CD1 reside na capacidade de contrapor duas abordagens pianísticas que, embora partam de premissas estéticas opostas, revelam-se profundamente complementares no desenvolvimento do jazz moderno: Bill Evans (O Poeta do Impressionismo): As performances de Evans selecionadas para este volume traduzem com precisão sua assinatura inconfundível. Evidencia-se o uso de harmonias sofisticadas diretamente inspiradas no impressionismo europeu de Debussy e Ravel, manifestadas através de um toque focado na introspecção e em um lirismo quase doloroso. Suas faixas mostram o piano como um espaço de confissão íntima. O ritmo, longe de ser meramente marcado, flutua em um sutil rubato, priorizando a coloração emocional e a condução primorosa das vozes internas. Oscar Peterson (O Incontrolável Prometeu do Swing): Em uma direção diametralmente oposta, Peterson surge como uma força percussiva e exuberante da natureza. Onde Evans busca a nuance silenciosa e o espaço, Peterson entrega um virtuosismo técnico monumental, sem jamais esvaziar a substância melódica. Suas performances no CD1 são repletas de um swing vigoroso, linhas de blues velozes com a mão direita e uma independência de mãos tão absoluta que faz o instrumento simular a densidade de uma orquestra inteira. Trata-se do ápice do domínio físico aliado à paixão. Curiosidades Históricas dos Bastidores: Embora o título geral da caixa sugira explorações de grandes conjuntos, o CD1 mantém um foco rigoroso na intimidade do piano e na reinvenção do formato de trio. A grande curiosidade curatorial reside em observar como ambos os músicos revolucionaram, de maneiras totalmente distintas, o conceito de trio de jazz. Enquanto Bill Evans transformou o seu conjunto em uma conversação democrática e polifônica de três vias (notadamente ao lado de Scott LaFaro e Paul Motian), Peterson estruturou seu trio como uma máquina rítmica impecavelmente azeitada, projetada para impulsionar seu piano monumental. Ademais, o alinhamento das faixas desconstrói um mito da crítica da época, que tentava rivalizar o estilo "cerebral" de Evans com o estilo "físico" de Peterson. Na realidade, ambos nutriam uma admiração mútua profunda. Peterson declarou publicamente que Evans era um dos pianistas mais originais e revolucionários que já vira, enquanto Evans sempre demonstrou reverência diante da maestria técnica insuperável de Oscar. O CD1 funciona, portanto, como uma celebração definitiva desse respeito mútuo velado. Nível de Escolha das Faixas: Uma Curadoria Cirúrgica: O nível de seleção das obras para o CD1 demonstra um rigor excepcional, distanciando-se do lugar-comum das coletâneas comerciais. Em vez de recorrer às gravações exaustivamente repetidas em estúdio — como as matrizes tradicionais de Waltz for Debby —, os curadores demonstraram sensibilidade ao pinçar momentos específicos que traduzem a verdadeira "Arte do Piano" em sua essência viva. O encadeamento e a transição entre as faixas operam com precisão milimétrica, alternando momentos de profunda meditação e exploration harmônica de acordes blocados (característicos de Evans) com explosões de pura vivacidade melódica baseadas no fraseado bebop (onde brilha o gênio de Peterson). Para estudantes de música, historiadores e entusiastas do jazz, essa seleção cuidadosa transforma o disco em uma autêntica masterclass sobre texturas, timbres e dinâmicas pianísticas. Veredito Curatorial: O CD1 de The Art Of The Piano... transcende a função de mero entretenimento e estabelece-se como um documento histórico indispensável. O volume captura o instrumento em sua dualidade máxima e mais bela: o piano como um gerador de poesia geométrica e conceitual por Bill Evans, e o piano como uma celebração percussiva, visceral e rítmica por Oscar Peterson. Uma peça fundamental para compreender os pilares que sustentam o jazz moderno


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)


O box set "The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond", produzido pelos grupos The Intense Media e Documents como parte da série de compilações "Milestones of a Jazz Legends", é um verdadeiro tesouro para os entusiastas da música, especialmente aqueles apaixonados por jazz e composições clássicas para piano. O que torna este box set excepcional é a sua extensa seleção de faixas que abrangem uma ampla gama de estilos e épocas da música para piano. Apresenta performances de vinte dos pianistas mais influentes da história, incluindo Bill Evans, Oscar Peterson, Duke Ellington e Bud Powell. Cada disco do conjunto foi cuidadosamente selecionado para destacar a evolução e a versatilidade da música para piano, desde trios intimistas a quintetos expansivos. Melodia, harmonia e ritmo – "The Art of the Piano" combina essas três qualidades elementares da música de forma maravilhosa e perfeita. Os vinte álbuns originais documentados neste box set comprovam que, nas mãos de um mestre, a música que esses mestres produzem ao piano pode e irá realizar verdadeira magia. Um dos principais motivos pelos quais este box set é indispensável para qualquer colecionador de música sério é o seu valor histórico e educativo. A coleção não só demonstra a maestria técnica dos artistas apresentados, como também oferece uma imersão profunda no desenvolvimento da música para piano ao longo das décadas. Por exemplo, os ouvintes podem apreciar a delicada interação do Bill Evans Trio, a energia vibrante das performances de Oscar Peterson e as composições inovadoras de Duke Ellington. Além disso, o box set proporciona uma oportunidade única de explorar faixas raras e pouco conhecidas, de difícil acesso em outros lugares. Isso o torna um recurso inestimável para aqueles que apreciam as nuances e sutilezas da música para piano. A inclusão de peças menos conhecidas ao lado de faixas icônicas garante uma experiência auditiva completa, que agrada tanto aos aficionados experientes quanto aos iniciantes. Além de sua importância musical, o box também é um testemunho do legado duradouro desses pianistas lendários. Ele serve como uma lembrança de suas contribuições para o mundo da música e de sua influência nas gerações subsequentes de músicos. Possuir esta coleção não se trata apenas de apreciar boa música; trata-se de preservar um pedaço da história da música e celebrar o talento artístico de alguns dos maiores pianistas de todos os tempos. A obra "The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond" merece um lugar na biblioteca de todo amante da música.


Boa audição - Namastê


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Bill Evans - Smile With Your Heart: The Best of Bill Evans on Resonance Records


Artista: Bill Evans
Lançamento: 2019
Selo: Resonance Records/HLP-9043
Gênero: Modern jazz, Cool Jazz

Quase quatro décadas após sua morte, o legado de Bill Evans continua vivo. Sua influência sobre os pianistas do futuro reside na utilização criativa de acordes em bloco, harmonia impressionista e desenvolvimento motívico. Após trabalhos impressionantes com Miles Davis (Kind Of Blue) e Art Farmer (Modern Art), Evans iniciou uma carreira solo que redefiniu o piano jazz. Seu catálogo mais prolífico foi em formato de trio. Ele habilmente delegava os acordes fundamentais ao baixista, permitindo-se maior flexibilidade na improvisação e na exploração melódica. Permaneceu dedicado ao jazz "estrito" e jamais abraçou os diversos movimentos de fusão ou outras fusões de gênero. Apesar de suas batalhas com demônios pessoais, a produção de Evans ao longo das décadas de 60 e 70 foi extraordinária. A Resonance Records, uma gravadora independente de jazz, fundada por George Klabin em 2005 e seu objetivo da gravadora era preservar a arte e o legado do jazz e promover novos talentos do gênero. Entre os artistas preservados estavam John Coltrane, Gene Harris, Scott LeFaro, Wes Montgomery e Bill Evans. A descoberta de gravações "perdidas" de grandes estrelas do jazz catapultou a Resonance para o estrelato no gênero. Houve quatro lançamentos de material de Bill Evans: Live At Art D'Lugoff's Top Of The Gate, Some Other Time: The Last Session From The Black Forest, Another Time: The Hilversum Concert e Evans In England. Com a colaboração dos herdeiros do pianista (um elemento essencial deste programa), Klabin e o co-produtor Zev Feldman reuniram uma seleção desses álbuns. Bill Evans – Smile With Your Heart certamente encantará a legião de fãs de Bill Evans, ou qualquer entusiasta do jazz. A faixa de abertura é uma versão acelerada em compasso 3/4 de "Someday My Prince Will Come", canção inspiradora foi apresentada pela primeira vez no filme da Disney de 1937, Branca de Neve e os Sete Anões. Ela agora está enraizada nos anais da história do jazz, com versões de Dave Brubeck, Miles Davis e Herbie Hancock, para citar alguns. Evans gravou essa composição no álbum de 1959, Portrait In Jazz. Esta versão é ao vivo e abraça a dinâmica de seu trio (Eddie Gomez/contrabaixo; Marty Morell/bateria). Evans desliza com a melodia, trazendo seu ritmo e fraseado precisos à tona. Os acordes e a notação no primeiro solo são hipnotizantes. Gomez traz uma urgência discreta ao seu solo. As viradas de bateria de Morell são eficazes. Evans consegue destilar o anseio intrínseco e esperançoso e traduzi-lo para o swing. Músicos de jazz frequentemente tocam uma canção popular menos conhecida e a apresentam a um novo público. Esse é o caso de “Yesterdays”. Oscar Peterson, Erroll Garner, Art Tatum e Bud Powell gravaram essa música. Bill Evans a incluiu em Further Conversations With Myself. Novamente, piano, contrabaixo e bateria se entrelaçam com maestria. Enquanto Gomez faz um solo, Evans e Morell respondem com uma elocução precisa. Evans executa uma passagem emocionante aos 2:40, que é ao mesmo tempo vigorosa e lírica. O ritmo geral do trio é impecável. Em uma mudança de ritmo, “Mother Of Earl” exala uma atmosfera lúdica e saltitante. Evans parece flutuar sobre as notas, injetando acordes atmosféricos enquanto Gomez responde. O final remete à fraseologia da música clássica e ao ritmo do jazz. “You're Gonna Hear From Me” faz parte da trilha sonora de André e Dory Previn para o filme cult de 1965, “Inside Daisy Clover”. A vibração de estalar os dedos é emoldurada por acordes e notas alegres que possuem um tom inspirador e pontuações ocasionais. Em “Baubles Bangles And Beads”, outra canção da Broadway, o fluxo perfeito de Evans em ritmo de valsa conduz a um solo característico, liricamente notado. Seus solos são medidos e tornam-se cada vez mais complexos. O floreio sincopado de Gomez adiciona outra textura. Quando uma ótima melodia se une a um grande músico, o resultado pode ser algo especial. O clássico perene de Rodgers/Hart, “My Funny Valentine”, tornou-se parte vital da história do jazz quando Chet Baker e Stan Getz o interpretaram em 1954. Esta ode à melancolia em dó menor é o veículo perfeito para a interpretação melódica de Evans. Sua sensibilidade etérea, ressonância comovente e floreios precisos são cativantes. Há mudanças de andamento, alterações de acordes e uma eloquência geral que envolvem a canção. “Nardis” é uma composição de Miles Davis que se tornou fortemente associada a Evans. Este exemplo clássico da modalidade jazzística do final dos anos 50 tem sido uma parte significativa do legado de gravações de Bill (múltiplas versões). Aqui, Evans apresenta riffs swingados e passa a palavra para Gomez, que executa seu solo com maestria. O trio retorna com ferocidade e o solo de Evans é cintilante. Jack DeJohnette é magnético em um extenso solo de quatro minutos. É um trio de jazz em sua melhor forma! “Very Early” (uma composição original) data de 1962, o início da história do trio de Evans. Após a introdução contemplativa, Evans transita para um swing com nuances de bebop, construindo a partir de uma transição em 3/4 que também encerra a música. Essas mudanças reflexivas são um componente de outra composição original, “Turn Out The Stars”. Evans transita com maestria entre o ritmo acelerado e a contemplação tranquila. O primeiro sucesso de Frank Sinatra com big band, “Polka Dots And Moonbeams”, já foi interpretado por diversos artistas de jazz, mas nenhum com as nuances sofisticadas de Evans. Esta apresentação ao vivo é um clássico. O ouvinte pode apreciar a expressividade e a leveza da interpretação de Evans em “Re; The Person I Know”. Além disso, a intensidade musical nunca diminui, com o baixo pulsante e a bateria constante impulsionando essa jam. É provável que “Waltz For Debbie” (inspirada em sua sobrinha) seja a obra mais marcante de Bill Evans em seu notável repertório. Os críticos consideram a canção o ápice da performance de Bill Evans com trio. É lúdica e organicamente propulsiva. Smile With Your Heart: The Best Of Bill Evans On Resonance é um álbum de jazz extremamente agradável e um testemunho de um artista lendário e de uma gravadora à altura de sua arte.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 2 de março de 2026

The Teddy Wilson Trio & Gerry Mulligan Quartet With Bob Brookmeyer & Bill Evans – At Newpo

Lançamento: 2016
Selo: Verve Records/Immortal Jazz On Verve IX 
Gênero: Cool Jazz, Swing


O registro do Newport Jazz Festival de 1957, lançado pela Verve Records é mais do que um simples álbum ao vivo; é um manifesto contra as divisões artificiais que a crítica da época tentava impor ao Jazz. Em uma noite onde o "Swing" de Teddy Wilson e o "Cool" de Gerry Mulligan dividiram o palco onde que se ouviu não foi um choque de gerações, uma conversa fluida e profundamente respeitosa. Resultado:Equilíbrio Improvável. Teddy Wilson a Elegância Inoxidável, abre o disco com a precisão de um relojoeiro. No set do seu trio (acompanhado pelo lendário contrabaixista Milt Hinton), ele reafirma por que foi a espinha dorsal dos pequenos grupos de Benny Goodman. Faixas como "Stompin' At The Savoy" e "I Got Rhythm" não são meras revisitações; Wilson toca com uma clareza polida, onde cada nota tem um propósito arquitetônico. É o Swing em seu estado mais puro e sofisticado. Mulligan o arquitetura do ar, assume a ausência de piano criando um espaço negativo que Mulligan e o trombonista Bob Brookmeyer preenchem com um contraponto quase barroco. A interpretação de "My Funny Valentine" é de um lirismo seco e intelectual, característica marcante do som da Costa Oeste. A curiosidade técnica aqui é o entrosamento telepático entre o sax barítono de Mulligan e o trombone de válvula de Brookmeyer, que operam em frequências graves com uma leveza surpreendente e a miragem" de Bill Evans, Um detalhe que frequentemente confunde colecionadores é o crédito a Bill Evans. Evans não toca com Mulligan ou Wilson nesta gravação. Ele aparece em faixas bônus (como "Dancing In The Dark") como integrante do Don Elliott Quartet. Ouvir Evans aqui é testemunhar um gênio em formação, ainda exibindo uma agilidade mais próxima do Bop tradicional, antes de mergulhar no impressionismo que definiria sua carreira solo. A grande joia do álbum é a colaboração em "Sweet Georgia Brown", onde Mulligan se junta ao trio de Wilson. É o momento em que as etiquetas caem por terra: o barítono moderno de Mulligan se encaixa perfeitamente no balanço clássico de Wilson. Este disco não é apenas música de festival; é a prova de que o Jazz, independentemente do prefixo — swing, cool ou bop — fala uma língua única quando os mestres estão no comando. O contexto histórico explorado em 1957 foi o "ano de ouro" do festival (o mesmo ano do lendário show de Louis Armstrong e da consagração de Ella Fitzgerald), detalhe importante da engenharia de som da Verve Records, que conseguiu capturar a acústica aberta do festival com uma clareza rara para gravações externas da década de 50.

Sax. Barítono – Gerry Mulligan (tracks 6, 7,8-10)
Baixo – Ernie Furtado (tracks 8-10), Joe Benjamin (tracks 6,7), Milt Hinton ( tracks 1-5)
Bateria – Al Beldini (tracks 8-10), Dave Bailey (tracks 6,7), Specs Powell (tracks 1-5)
Mellofone – Don Elliott (tracks 8-10)
Piano – Bill Evans (tracks 8-10), Teddy Wilson (tracks 1-5)
Trombone – Bobby Brookmeyer  (tracks 6,7)
Mestre de Cerimônias – Willis Conover

Gravado durante uma apresentação no Newport Jazz Festival, Newport, RI, em 6 de julho de 1957


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Stan Getz - Stan Getz & Friends (1988)

Artista: Stan Getz
Lançamento: 1988
Selo: Verve Records
Gênero: Cool, Bop

"Compact Jazz: Getz & Friends" é uma coletânea (álbum de compilação) de jazz lançada em 1988 pela gravadora Verve Records. O álbum apresenta o saxofonista Stan Getz em colaborações com diversos outros músicos de renome, referidos como "Friends" (amigos). O CD inclui faixas gravadas com uma variedade de músicos notáveis, extraídas de sessões e álbuns originais produzidos por Norman Granz e Creed Taylor. Os colaboradores incluem: Dizzy Gillespie, Oscar Peterson. Bill Evans, Gerry Mulligan, Ella Fitzgerald, Chick Corea, Bob Brookmeyer, Gary Burton, entre outros em gravações que datam de 1953 a 1967, fazendo parte da série "Compact Jazz" da Verve, que compilava o melhor de seus artistas em formato de CD. 


Saxofone Tenor – Stan Getz
Saxofone Barítono – Gerry Mulligan
Contrabaixo – Ray Brown, Ron Carter, Bill Anthony, Gene Cherico, Leroy Vinnegar
Bateria – Max Roach, Grady Tate, Art Mardigan, Elvin Jones, Joe Hunt, Stan Levey, Shelly Manne, Connie Kay
Guitarra – Herb Ellis
Piano – Oscar Peterson, Chick Corea, Johnny Williams, Bill Evans, Lou Levy
Trompete – Dizzy Gillespie
Trompone - Bob Brookmeyer, JJ Johnson
Vibrafone – Gary Burton, Lionel Hampton
Voz – Ella Fitzgerald

Datas de gravação:

Faixa 01 - 09 de dezembro de 1953, Los Angeles;
Faixa 02 - 30 de março de 1967, Nova York
Faixa 03 - 08 de novembro de 1954, Shrine Auditorium, Los Angeles
Faixa 04 - 06 de maio de 1964, Nova York
Faixa 05 - 19 de agosto de 1964, Cafe Au GoGo
Faixa 06 - 10 de outubro de 1957, Los Angeles
Faixa 07 - 22 de outubro de 1957, Los Angeles
Faixa 08 - outubro de 1957, Los Angeles;
Faixa 09 - 01 de agosto de 1955, Los Angeles
Faixa 10 - 07 de outubro de 1957, Shrine Auditorium, Los Angeles.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD05)


Artista:  Miles Davis
Álbum:... Kind of Blue
Lançamento: 1959 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Modal

Kind of Blue, álbum de estúdio do músico estadunidense de jazz Miles Davis, lançado em 17 de agosto de 1959 pela Columbia Records, tanto em mono como em estéreo. As sessões de gravação para o disco foram realizadas no 30th Street Studio, na cidade de Nova Iorque, em 02 de março e 22 de abril daquele ano. Os encontros contaram com o conjunto sexteto de Davis, constituído pelo pianista Bill Evans, baterista Jimmy Cobb, baixista Paul Chambers e os saxofonistas John Coltrane e Julian "Cannonball" Adderley. Após o ingresso de Bill Evans no grupo, Miles deu continuidade às experimentações modais de Milestones, baseando no album inteiramente em modalidade e colocando-o em contraste com seus trabalhos anteriores, de estilo hard bop. Pela crítica especializada, Kind of Blue tem sido aclamado como o mais bem-sucedido trabalho de Miles Davis e a obra de jazz mais vendida da história. Em 07 de outubro de 2008, o album recebeu certificação de platina quádrupla pela RIAA (Associação das Indústrias Fonográficas Americanas), com vendagem de mais de quatro milhões de cópias somente em seu país de origem. O album é reconhecido também pelas autoridades musicais como a obra-prima do músico e o maior álbum já criado do gênero. Para além a abrangente influência de Kind of Blue na música tem levado especialistas a reconhecer este como um dos mais importantes álbuns de todos os tempos. Em 2002, foi um dos albuns escolhidos para integrar o Registro Nacional de Gravações da Biblioteca do Congresso Americano. Em 2003, o trabalho foi classificado em 12º lugar pela revista Rolling Stone na sua lista dos 500 melhores álbuns de sempre. Em 2007, Kind of Blue passou a figurar entre os 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Em 30 de setembro de 2008, uma edição especial de comemoração ao 50º aniversário de lançamento foi distribuída pela Columbia/Legacy Recordings.

Miles Davis – Trompete
Julian "Cannonball" Adderley – Sax. Alto , exceto em "Blue in Green" 
John Coltrane – Sax. Tenor
Bill Evans – Piano, exceto em "Freddie Freeloader" 
Wynton Kelly – Piano em "Freddie Freeloader" 
Paul Chambers – Contrabaixo
Jimmy Cobb – Bateria

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

The Greatest Jazz Legends - CD01


Artista: Miles Davis
Lançamento: 2015
Selo: The Intense Media
Gênero: Cool, Modal, Hard bop, Post-bop


Boa audição - Namastê





 

VA - VA - The Greatest Jazz Legends-19 Original Álbum (10CD BoxSet - 10CD BoxSet)


Caixa de 10 CDs, contendo vinte álbuns originais clássicos dos maiores artistas de jazz de todos os tempos, incluindo Miles Davis, Chet Baker, Bill Evans, Sonny Rollins, Thelonius Monk, Art Pepper, Bud Powell, Cannonball Adderley, Art Blakey e outros. Estão incluídos álbuns icônicos que merecem um lugar nas melhores coleções de amantes e apreciadores do melhor do jazz, como: 'Kind of Blue' e 'Sketches of Spain' de Miles Davis, 'Saxophone Colossus' de Sonny Rollins, 'Blue Train' de John Coltrane, 'Time Out' de Dave Brubeck. ' e 'Somethin' Else' de Cannonball Adderley, Chet Baker Sing de Chet Baker entre outros colossais nomes e albuns sincopados do autêntico jazz.
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Álbum: The Greatest Jazz Legends/10CDs
Lançamento: 2015
Selo: The Intense Media
Gênero: Cool, Modal, Hard bop, Post-bop, west cool

Boa audição - Namastê


sábado, 2 de dezembro de 2023

Bill Evans - At the Village Vanguard

Artista: Bill Evans Trio

Álbum: At the Village Vanguard August 17, 1967

Lançamento: 2004

Selo: Verve Records

Gênero: Modern Post-Bebop

Considerado um dos pianistas de jazz mais importantes de todos os tempos, Bill Evans mudou a maneira de tocar piano no jazz, influenciando pianistas como Herbie Hancok, Chick Corea, Keith Jarret, Hapton Hawes, Steve Khun, Alan Broadbent, Denny Zeitlin, Paul Bley, Michel Petrucciani e muitos outros. Gene Lees o considerou a maior influência pianística de sua geração, especialmente pela sua nova abordagem da sonoridade e da harmonia. Para James Lincoln COLLIER, Evans representa a maior influência entre os pianistas desde a década de 1960: Evans mudou a linguagem do piano no jazz moderno, incorporando procedimentos harmônios derivados dos impressionistas franceses, forjando um estilo coletivo conhecido pelo contraponto ao mesmo tempo rítmico e fluido. Além de grande pianista, Evans também foi um grande compositor, embora muitos desconheçam esse fato, o que contribui para que não seja devidamente estudado ainda. Os livros, teses, dissertações e artigos sobre Evans tem tratado mais de seu estilo de performance e improvisação, mas não de seu estilo composicional. "At the Village Vanguard August 17, 1967" é um álbum altamente elogiado de Bill Evans e seu trio. O álbum é conhecido pela sua musicalidade excepcional e pela interação perfeitamente sincronizada entre os três músicos. Composto por uma mistura de composições originais e standards de jazz e as performances do trio são caracterizadas pela sensibilidade, nuance e virtuosidade. O toque lírico e melódico de Evans é perfeitamente complementado pelas linhas inovadoras de baixo de Eddie Gomez e pelo baterismo sutil e dinâmico de Philly Joe Jones.

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Baixo – Eddie Gomez

Bateria – Philly Joe Jones 

Piano – Bill Evans

Gravado ao vivo no Village Vanguard, em August 17, 1967 - NY


 Boa audição - Namastê

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Boxset: Bill Evans - The Secret Sessions: Recorded at the Village Vanguard 1966-1975 (8CDS)

 

Artista: Bill Evans Trio

Álbum: The Secret Sessions CDs:5&6

Lançamento: 1996

Selo: Milestone

Gênero: Cool, Modal, Post-Bop

Liderou o Bill Evans Trio, ainda hoje aclamado como a melhor configuração de equipe do pianista. Autores dos álbuns clássicos Portrait in Jazz, At the Village Vanguard e Waltz for Debby, a banda ainda contava com o baterista Paul Motian e o baixista Scott LaFaro, que faleceu em um trágico acidente de carro, em 1961. O evento o abalou fortemente, mas também não seria o último golpe na vida do artista que, logo depois, perderia sua ex-companheira Ellaine Schultz e o irmão Harry, ambos vítimas de suicídio. Após o acidente, o artista ficou recluso por quase um ano, retornando à cena musical com Paul Motian para gravar, junto do baixista Chuck Israels e o guitarrista Jim Hall – que também participou de uma sessão com o trompetista Freddie Hubbard e o quinteto Interplay. Em 1962, Bill Evans vai assinar com a Verve Records, renomada gravadora que teve em seus catálogos grandes nomes do jazz. Lá foi incentivado a continuar participando de trabalhos em formatos variados e, desta época, podemos destacar as colaborações com Gary McFarland e a performance do Bill Evans Trio com orquestra sinfônica e arranjos suntuosos de Claus Ogerman. Aparece novamente a figura de Jim Hall, que foi um grande amigo de Evans, principalmente após a morte de LaFaro, além de parceiro em uma das suas gravações mais marcantes, o álbum Conversations with Myself. É nesse trabalho que Evans vai eternizar o método – até então visto como controverso – de dobrar três faixas de piano na mesma, levando duas sessões em sequência.

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Baixo - Eddie Gomez (faixas: 2-1 a 8-11), Teddy Kotick (faixas: 1-1 a 1-8)

Bateria - "Philly" Joe Jones (faixas: 4-4 a 5-14), Arnie Wise (faixas: 1-1 a 1-13.1, 6-1 a 6-3), Eliot Zigmund (faixas: 8-8 a 8-11), Jack DeJohnette (faixas: 6-4 a 6-7), Joe Hunt (faixas: 3-4 a 4-3), John Dentz (faixas: 6-8 a 6-10), Marty Morell (faixas: 6-1 a 8-7)

Piano – Bill Evans


Gravado ao vivo no The Village Vanguard, em Nova York.

# 5-1 a 5-6: 28 de maio de 1967

# 5-7 a 5:12: 1º de junho de 1967

# 5-13 a 5-14: 3 de setembro de 1967

# 6-1 a 6-3: 4 de fevereiro de 1968

# 6-4 a 6- 7: 23 de agosto de 1968

# 6-8 a 6-10: 15 de setembro de 1968

# 6-11 a 6-12: 13 de dezembro de 1968

# 6-13 a 6-14: 22 de dezembro de 1968

Boa audição - Namastê

sábado, 4 de novembro de 2023

Boxset: Bill Evans - The Secret Sessions: Recorded at the Village Vanguard 1966-1975 (8CDS)



Artista: Bill Evans Trio

Álbum: The Secret Sessions CDs:3&4

Lançamento: 1996

Selo: Milestone

Gênero: Cool, Música Modal, Post-Bop

Bill Evans é um dos pianistas mais importantes da história do jazz moderno. O músico e compositor deixou seu nome marcado como um dos artistas mais inovadores do século 20, influenciando as próximas gerações, além de desenvolver o conceito moderno de trios de piano (com contrabaixo e bateria). William John "Bill" Evans nasceu em 16 de agosto de 1929, em Plainfield, Nova Jersey. Transformou-se em referência no estilo de piano de jazz pós anos 50, por sua genialidade em obras cheias de toques leves, líricos e solos introspectivos. Na infância, tocou violino, flauta e piano, destacando o favoritismo pelo último. Com 5 anos de idade, já era capaz de escutar as músicas tocadas pelo irmão mais velho e reproduzi-las no piano! Uma característica que o seguiu na carreira: a reprodução rigorosa das notas nas partituras. A família de Evans foi a maior encorajadora para o seu aprendizado na música. Com as aulas de outros instrumentos, começou a aprender muitas coisas como o estilo cantabile (forma de tocar o instrumental, imitando a voz humana), posteriormente um diferencial em algumas de suas obras. Logo encantou-se pelo jazz e rapidamente desenvolveu habilidades como a substituição de acordes para a mudança de harmonia em uma canção. Ele acreditava na capacidade de utilizar a improvisação relacionada à técnica teórica. Ainda na pré-adolescência, participou de competições musicais e recebeu prêmios por sua performance ao piano. Ao terminar o ensino médio, recebeu uma bolsa de estudos para… Flauta! Graduou-se como Bacharel em Música na Southeastern Louisiana University, ampliando seus horizontes e mantendo a importância da bagagem clássica para sua evolução musical. Na década de 40 começou a carreira profissional tocando com diversos grupos, chegando a realizar algumas turnês. Quando completou a graduação, prestou serviço militar e ficou durante um tempo em casa, dedicando-se aos estudos, até decidir ingressar na pós-graduação na Mannes School of Music, em Nova York, para desenvolver melhor a composição. Neste período, buscou tocar em shows que contemplassem um conteúdo de jazz diferente do que ele acompanhava na universidade. Isso tudo até o momento em que conheceu o trompetista Miles Davis, em 1958, com quem tocou durante meses e, mesmo após deixar sua banda, Evans se envolveu no planejamento e execução do álbum épico de Davis, Kind of Blue. Aqui, seu trabalho pessoal recebeu grande visibilidade, pois sua maneira de tocar já havia se consolidado e abria diversas portas no cenário jazzista.

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Baixo - Eddie Gomez (faixas: 2-1 a 8-11), Teddy Kotick (faixas: 1-1 a 1-8)

Bateria - "Philly" Joe Jones (faixas: 4-4 a 5-14), Arnie Wise (faixas: 1-1 a 1-13.1, 6-1 a 6-3), Eliot Zigmund (faixas: 8-8 a 8-11), Jack DeJohnette (faixas: 6-4 a 6-7), Joe Hunt (faixas: 3-4 a 4-3), John Dentz (faixas: 6-8 a 6-10), Marty Morell (faixas: 6-1 a 8-7)

Piano – Bill Evans

Gravado ao vivo no The Village Vanguard, em Nova York.

# 3-4 a 3-8: 8 de janeiro de 1967

# 3-9 a 3-12: 26 de fevereiro de 1967

# 4-1 a 4-3: 4 de março , 1967

# 4-4 a 4-7: 19 de maio de 1967

# 4-8 a 4:10: 21 de maio de 1967

# 4-11 a 4-14: 26 de maio de 1967


 Boa audição - Namastê

terça-feira, 24 de outubro de 2023

CD4: Lennie Tristano Personal Recordings 1946-1970 (Boxset 6CDs)

Lançamento: 2021
Selo: Mosaic Records / Dot Time Records
Gênero: Bop, Hard-bop, Pós-Bop

 

Quanto ao gênero a que pertence sua música, lembre-se que Tristano estava sempre olhando para frente. Ele gravou o primeiro free jazz em conjunto, abandonando estruturas de acordes e formas musicais para seguir intuitivamente onde quer que um motivo ou frase pudesse levar, enfatizando a audição em vez da execução. Ele também usou a técnica de overdubbing numa época em que a ideia era tão nova, e a usou de forma tão musical, que a maioria dos críticos não percebeu o que estava ouvindo. No seu trio da década de 1940, uma escuta atenta revela a ludicidade e a paixão na sua abordagem ao piano. Ele foi comparado a Art Tatum. Na verdade, ele tem a técnica de Tatum e toca com o mesmo brio, mas suas linhas melódicas são originais e como nenhuma outra. Seus acordes em bloco foram uma grande influência para Bill Evans. Sua motivação e poder, e seu fascínio pela explosão de formatos de música tradicionais, inspiraram Cecil Taylor. O disco 4 apresenta Tristano tocando jazz direto com dois trios fantásticos, ambos com  Peter Ind  no baixo, um com o baterista  Tom Wayburn e outro com o baterista  Al Levitt. O trio formado por Peter Ind, Tom Weyburn e Al Levitt está entre os meus favoritos. Lennie com uma seção rítmica – impressionando você com sua habilidade lírica, fazendo aquilo que grandes músicos podem fazer – levando seu ouvido a um estado de puro prazer! Não importa quantas vezes você ouça um ótimo solo, ele irá afetá-lo da mesma forma, se não mais, todas as vezes.

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Sax. Alto  – Lee Konitz (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Baixo – Arnold Fishkin (faixas: 1-15, 3-1 to 3-6), Joe Shulman (faixas: 3-7, 3-8), Peter Ind (faixas: 4-1 to 4-11), Sonny Dallas (faixas: 5-1 to 5-8, 6-8 to 6-14)
Bateria – Al Levitt (faixas: 4-8 to 4-11), Jeff Morton (faixas: 3-1 to 3-8), Nick Stabulas (faixas: 5-7, 5-8, 6-8 to 6-14), Tom Wayburn (faixas: 4-1 to 4-7)
Guitarra – Billy Bauer (faixas: 1-1 to 1-5, 1-7 to 1-15, 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7, 6-14)
Piano – Lennie Tristano
Sax. Tenor  – Warne Marsh (faixas: 3-1 to 3-8, 6-1 to 6-7), Zoot Sims (faixas: 6-14)

Gravações – Lennie Tristano (faixas: 2-2 to 2-15, 4-1 to 5-8), Lenny Popkin (faixas: 2-16 to 2-18), Rudy Van Gelder (faixas: 2-1)
Gravado por [Wire Recordings] - Billy Bauer (faixas: 1-7 a 1-11, 3-1 a 3-5, 6-1 a 6-7)

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Locais e datas de gravação:
4-1 a 4-7: E. 32nd Street Studio de Lennie Tristano , 1950
4-8 a 4-11: E. 32nd Street Studio de Lennie Tristano , meados dos anos 50
5-1 a 5-8: Estúdio de Lennie, Palo Alto St., Hollis, NY, desconhecido. data


Boa audição - Namastê

sábado, 25 de março de 2023

Chet Baker - Chet (1959)

Artista: Chet Baker
Álbum: Chet 
Lançamento: 2013
Selo: Verve Records
Gênero: Hard Bop, Cool Jazz, West Cost.

 Apesar do sucesso, sua vida ia de mal a pior, com seguidas detenções por porte de heroína. Na Itália, onde morou nos anos 60, passou mais de um ano preso. O vício deteriorou sua reputação nos Estados Unidos, embora ele ainda fosse aclamado na Europa. Em 1964 volta aos EUA, agora dominados pelo rock dos Beatles, restando pouco espaço para os músicos de jazz. Nessa mesma época perdeu diversos dentes em consequência de um briga em uma negociação de heroína. Chet Baker desceu ao inferno. No início da carreira, encantava as mulheres pela beleza e o canto suave. Vinte anos depois, com o rosto sulcado pela devastadora dependência de drogas, o outrora belo e jovem trompetista aos quarenta anos parecia estar com sessenta, e aos cinquenta parecia ter oitenta. A vasta obra do músico é dividida em duas fases: a cool, do início da sua carreira, mais ligada ao virtuosismo jazzístico e a segunda parte, quando a sensibilidade na interpretação torna-se ainda mais evidente. Chet Baker gostava também de cantar, com sua voz pequena e frágil criando um modo de cantar no qual a voz era quase sussurrada, influenciando assim a bossa nova. Avesso às partituras, Baker era dotado de extrema criatividade, para tocar as músicas pedia apenas o tom, improvisava com sentimento e paixão. Vale a pena conferir Chet Baker Tribute. Lançado pela primeira vez em 1959, 'Chet' apresenta o flautista alto Herbie Mann, o saxofonista barítono Pepper Adams, o pianista Bill Evans, o guitarrista Kenny Burrell, o baixista Paul Chambers e Connie Kay e Philly Joe Jones tocando bateria. Gravado em dezembro de 1958 e janeiro de 1959 com lançado pelo selo Riverside com grande aceitação de publico e critica. Embora Baker fosse no final dos anos 1950 conhecido tanto por cantar quanto por tocar trompete, este álbum é inteiramente instrumental. Ele contém 09 baladas padrão (e a composição de Chet Baker "Early Morning Mood" como uma faixa bônus adicional na versão em CD) tocada nos estilos de Hard Bop a Cool Jazz. Embora o álbum seja inteiramente dedicado à exploração do clima de balada, ele inclui uma variedade considerável. A seção rítmica Chambers-Evans-Jones era conhecida na época por seu trabalho com o trompetista Miles Davis. A crítica premiou o álbum com 04 estrelas e afirma: " Chet é um bom álbum para ouvir o jeito especial de Baker com seu trompete, e fica ainda mais atraente com a presença e contribuições dos principais artistas do jazz".

Saxofone Barítono – Pepper Adams
Baixo – Paul Chambers  
Bateria – Philly Joe Jones  faixas: 04, 06, 10), Connie Kay (faixas: 01, 02, 03, 07, 08, 09)
Flauta – Herbie Mann
Guitarra – Kenny Burrell (faixas: 03, 08)
Piano – Bill Evans
Trompete – Chet Baker

Gravado em 30 de dezembro de 1958 e 19 de janeiro de 1959, Nova York.

Boa audição - Namastê