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terça-feira, 3 de julho de 2018

CTI records: the cool revolution

A ‘CTI Records’ (Creed Taylor Incorporated) foi uma gravadora de jazz fundada em 1967 por Creed Taylor. Em 1970, o visionário produtor montou e desenvolveu uma lista histórica de artistas, apoiados por uma equipe criadora, chefiada pelo engenheiro de som Rudy Van Gelder. Inicialmente foi uma filial da ‘A&M Records’ e Don Sebesky, trombonista de jazz, foi o criador dos muitos arranjos para o rótulo, mais tarde se juntou a ele Bob James e, em seguida, em meados dos anos 70, David Matthews. Cada sessão contava com alguns dos melhores do jazz, o baixista Ron Carter, o guitarrista Eric Gale, organista Richard Tee e, nos primeiros anos, Herbie Hancock foi frequente ao piano. A ‘CTI Records’ trabalhou quase como uma companhia teatral, em que grandes músicos se revezavam no centro das atenções e acompanhavam uns aos outros. Os álbuns criados estabeleceram novos padrões e o sucesso imediato das gravações ecoou através das décadas, como uma profunda influência no jazz, pop, R&B e hip-hop. Suas produções para a ‘CTI Records’ ajudaram a estabelecer o ‘smooth jazz’ como um gênero musical comercialmente viável. O rótulo também se tornou conhecido pelas suas capas marcantes, algumas delas com imagens fotográficas de Pete Turner. Creed TaylorCreed Taylor já era importante na indústria da gravação a algum tempo. Ele tocou trompete antes de se tornar o chefe da ‘A&R Records’, em 1954, e durante dois anos registrou artistas como Carmen McRae e Charles Mingus entre outros. Em 1956, mudou para a ‘ABC-Paramount’, e em 1960 fundou a sua subsidiária ‘Impulse Records’. Apesar de ter assinado com John Coltrane para a gravadora, mudou para a ‘Verve Records’. Em 1970, na 'CTI Records' teve grande sucesso em equilibrar o artístico com o comercial. Entre os artistas que gravaram alguns de seus melhores trabalhos com Taylor durante este período foram Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, George Benson e Hubert Laws. No entanto, as grandes gravadoras começaram a atrair os artistas de Taylor e embora ele fosse capaz de gravar com Chet Baker, Art Farmer e Yusef Lateef, problemas financeiros forçaram a gravadora à falência em 1978, que foi posteriormente adquirida pela Columbia. É lamentável que Creed Taylor tenha sido responsabilizado pelo fim da gravadora apesar da evidente traição de Hubbard, Turrentine, Benson e Laws cujos discos foram bastante inferiores nos outros rótulos às joias gravadas para a CTI. Depois de anos fora da cena, Taylor fundou uma nova CTI na década de 1990, que não conseguiu estabelecer a sua própria identidade como a antecessora. Fonte: Pintando Musica.
Boa leitura - Namastê

sexta-feira, 16 de março de 2018

1956 - Farmer's Market - Art Farmer (Prestige RVG Remasters Series)

Artista: Art Farmer
Álbum: Farmer's Market
Lançamento: 1956 (2007)
Selo: Prestige RVG Remasters Series
Gênero: Jazz, Cool, Hard Bop, Trumpet

Art Farmer - trumpet
Hank Mobley - tenor saxophone (except #4 and 5)
Kenny Drew - piano
Addison Farmer - bass
Elvin Jones - drums

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 19 de junho de 2017

2011 - Jazz At The Hollywood Bowl - VA (1956)

Artista: VA
Álbum: Jazz At The Hollywood Bowl
Lançamento: 1956 - 2011
Selo: Hip-O Select
Genero: Jazz, Vocal Jazz, Swing, Bop
 Ella Fitzgerald - Vocal, Paul Smith - Piano, Barne Kessel - Guitar, Joe 
Mondragon - Bass & Alvin Stoller - Drums.  Studio / Venue Hollywood Bowl, Place Hollywood, Calif. Recording Date 8/15/1956

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

1995 - Lady Sings the Blues - Billie Holiday

Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Lançamento: 1995
Selo: Verve Records (PolyGram Records, Inc)


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 5 de abril de 2013

1956 - Plus 4 - Sonny Rollins

 Artista: Sonny Rollins
Album: Plus 4
Lançamento: 1956
Selo: Prestige/Fantasy
Genero: Jazz, Hard Bop, Mainstream Jazz
Codec: MP3
 
 04. Count Your Blessings Instead of Sheep (Berlin)
 
 
Boa audição - Namaste

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

1956 - Zoot Goes to Jazzville - Zoot Sims Quintet

Artista: Zoot Sims Quintet
Album: Zoot Sims Goes to Jazzville
Lançamento: 1956/2004
Selo: Blue Moon
Genero: Bop, Mainstream Jazz


Músicos:
Zoot Sims - Sax. Tenor & Alto
Jerry Lloyd - trumpet
John Williams - piano
Bill Anthony, Knobby Totah - Baixo Acustico
Gus Johnson - Bateria

Faixas:
01. You're My Girl
02. The Purple Cow
03. Ill Wind
04. The Big Stampede
05. Too Close for Comfort
06. Jerry's Jaunt
07. How Now Blues
08. Bye Ya
09. I Cover the Waterfront
10. Blues for the Month of May
11. I Should Care
12. Mixed Emotions
13. How Do I Love You?
14. Knotty Pine

Gravado em 10 de Agosto e 04 de Setembro de 1954
Boa audição - Namaste

domingo, 31 de janeiro de 2010

1956 - The Route - Chet Baker And Art Pepper

Cerimônias fúnebres á beira da sepultura pontilhavam as colinas ondulantes do cemitério Inglewood Park em um bairro residencial negro nos arredores de Los Angeles. Toldos brancos protegiam as pessoas do sol mas não podiam bloquear o ronco dos aviões que subiam e desciam no Aeroporto Internacional de Los Angeles ali perto. Por todo o cemitério o cheiro fético dos vapores dos jatos sufocava o odore fresco de grama cortada. Dois dias antes um vôo de passageiros da Holanda trouxera o corpo de um trompetista lembrado como um dos homens mais bonitos dos anos 50. Chet Baker morrera em Amsterdam, na sexta feira dia 13 e sabia-se que sua morte misteriosa estava ligada a drogas. Agora depois de anos na Europa estava de volta ao sul da Califórnia onde conhecera a glória pela primeira vez para galgar o repouso final ao lado do pai. Garoto da zona rural de Oklahoma, Baker povoara de fantasias a cabeça das pessoas desde o momento em que nasceu. Tudo em relação a ele estava aberto à especulação: Seu estilo cool de tocar trompete tão vulnerável e no estando tão desligado; seu meio sorriso enigmático; a androginia de seu canto doce; um rosto igualmente infantil e sinistro. O som que tirava do seu instrumento levou os fás italianos de Chet a apelidarem de L´angeloTromba d´oro (o anjo) e (trompete de ouro). Marc Danval, um escritor da Bélgica, chamava sua música de "(um dos lamentos mais bonitos do século XX) e o comparava a Baudelaire, Rilke e Edgar Allam Poe. Na Europa, até mesmo a prolongada dependência de heroína trabalhava a seu favor, fazendo com que parecesse ainda mais frágil e precioso. Mas nos Estados Unidos sua morte não sensibilizou muita gente. O necrológico de Baker no New York Time que dava a idade errada (59, em vez de 58), o retratava como um ídolo decadente cuja “sorte fenomenal” se “tornara amargo” devido às drogas. "Alguns críticos disseram que Baker talvez tenha sido superestimando no início", comentava o jornal sobre um músico que certa vez fora proclamado como a Grande Esperança Branca entre os trompetistas de jazz. Apesar de anúncios fúnebres no Los Angeles Time e no Hollywood Report, somente cerca de 35 pessoas compareceram ao enterro. "Foi triste, não foi uma celebração", disse o clarinetista e amigo Bernie Fleischer, colega de longas datas na banda do colégio. "Mas, de qualquer modo, ninguém esperava que ele durasse tanto". Poucos dos que estavam reunidos ali sabiam muita coisa de sua vida no estrangeiro e agora ao olharem para o caixão fechado, ficavam ainda mais intigados com sua morte. Por volta das 03h10 da madrugada a polícia holandesa removera o corpoda clçada, logo abaixo da janela do seu quarto no terceiro andar de um hotel da Estação Ferrovíaria Central de Amsterdam. A poucos passos ficava a Zeedijk, uma ruela sinuosa, notória como o ponto de venda de drogas mais descarado da Europa. Os policiais despejaram o cadáver anônimo no necrotério, supondo tratar-se de mais um infeliz viciado. No dia seguinte, Peter Huijts, empresário de turnê holandês de Baker, identificou o corpo. A morte foi dada como suicídio ou acidente introduzido por drogas. Mas havia uma abundância de provas contraditórias. A janela do seu quarto de hotel só abria até trinta centímetro, tornando impossível que ele tivesse caído involuntariamente. Objetos para uso de drogas foram encontrados por todo o quarto, mas um porta-voz da polícia anunciou que sangue de Chet não acusava nenhum indício de heroína, Meses antes de sua morte. Baker dissera a várias pessoas que alguém andava atrás dele. Sua viúva inglesa, Carol Baker que morava em Oklahoma com seus três filhos, compartilhava da mesma idéia. "Não foi suicídio, foi crime", insistia. O pianista Frank Strazzeri, que tocara com Baker pouco tempo antes levou a suspeita ainda mais adiante: "Eu olho pro caixão e digo:'Que merda, cara, o que aconteceu? O que você fez? Seu idiota, torrou a grana de outro cara. Acabaram matando você". Era típico de Baker deixar todo mundo na dúvida até mesmo na morte. Era um homem de tão poucas palavras e notas que cada uma delas parecia misteriosa e profunda. O escritor inglês Colin Buter havia notado uma qualidade semelhante em Jeri Southern, uma cantora e pianista dos anos 50 cujas neuroses lhe valeram um colapso nervoso e a recusa em voltar a cantar. "Era como se ela tivesse olhando no coração de um sonho americano e enxergado os contornos de um pesadelo sobre o qual não se deveria nem falar a respeito", escreveu Butler. Baker vivera dentro de alguma tormenta sem nome, só sua e extraíra dela uma música de tristeza e de um lirismo tão tocantes que as pessoas se agarraram a ele durante anos, decididas a decifrar o seu segredo. Para Hiro Kawashima jovem trompetista japonês, Baker era como Buda: "Ele me ensinou sobre a própria vida e eu o considero o 'mestre da vida', por assim dizer". A cantora Ruth Young, namorada de Baker durante dez anos era tão fascinada por "Picasso" como o chamava, que contrabandeava droga através das fronteiras para ele e uma vez até o ajudou a arrastar um cadáver de dentro de um apartamento europeu e a se desfazer dele. Baker despertou uma obsessão semelhante no fotógrafo Bruce Weber que pagou pelo eu enterro. De 1986 a 1989m Weber teria gasto 1 milhão de dólares do deu próprio boldo para fazer o documentário Let´s Get Lost, uma fantasia orgástica sobre um homem cuja aparência nos anos 50 ajudara a inspirar os anúncios homoeróticos deWeber para as roupas íntimas de Clavin Klen. Sua câmera passeou extasiada pelo Baker do final dos anos 80, uma figura que os críticos de cinema chamaram de um a "cadáver cantante" (J. Hoberman, no Village Voice), um "bode decadente" (Julie Salamon, no Wall Street Journal), "uma relíquia de bochechas cavadas, desdentada, sussurrante à beira da morte cerebral" (Charles Champlin, no Los Angeles Times), um "viciado em heroína pouco confiável e conivente" (Lee Jeske, no New Yorl Post), um "sanguessuga" e "fantasma devastado pela droga" (Chip Stern, Rolling Stones). Tudo isso sobre um homem cujos solos eram considerados modelos de expressão sincera, graciosos como poemas. (Chet Baker - A Longa Noite de um Mito - James Gavin "Ed. Companhia das Letras - 2003".pags. 11 à 13).

Faixas:
01 - Tynan Time
02 - The Route
03 - Sonny Boy
04 - Minor Yours
05 - Little Girl
06 - Ol’’ Croix
07 - I Can’’t Give You Anything But Love
08 - The Great Lie
09 - Sweet Lorraine
10 - If I Should Love You
11 - Younger Than Springtime

Músicos:
Chet Baker - Trompete
Art Pepper - Sax Alto
Pete Jolly - Piano
Richie Kamuca - Sax tenor
Stan Levey - Bateria
Leroy Vinnegar - Baixo Acustico

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Boa audição - Namastê.


segunda-feira, 23 de março de 2009

1956 - Plays - Sonny Stitt

"O saxofonista alto, tenor e barítono Sonny Stitt foi um dos mais completos e fecundos improvisadores do jazz. Alguns o consideram um discípulo de Charlie Parker, mas, a despeito das semelhanças estilísticas, ele desenvolveu sua própria linguagem com sonoridade facilmente identificável, continuidade e imaginação virtualmente ilimitadas. Tal como Parker, foi um dos jazzmen mais fluentes de todos os tempos, tocando com rara facilidade de construir frases sobre frases em qualquer andamento. A discografia de Sonny Stitt ultrapassa a marca de 250 discos/CDs em seu nome, além de centenas de gravações com outros músicos. Ele jamais gravou um mau solo; ao contrário, sua consistência é objeto da atenção e admiração de todos. Músico extraordinário, tocava qualquer música em qualquer tom. São conhecidas as histórias de como ele evitava que alguns saxofonistas indesejáveis tocassem a seu lado nas jam sessions. Entre outros, Stan Getz e Johnny Griffin foram suas vítimas. Uma noite Stitt tocava com seu quarteto num clube de New Jersey e Getz estava na platéia. No intervalo, Getz manifestou vontade de subir ao palco. Stitt.convidou-o na certeza de que o colocaria fora de combate com uma das suas armadilhas. Stitt disse a Getz que ia tocar "Cherokee".
Getz - Em que tom ?
Stitt - Si bemol.
Getz - Si bemol ? Só toco em Lá maior.
Stitt - Então não toque.
Getz deixou o palco sem soprar uma nota. Na noite seguinte, Getz voltou ao clube e dirigiu-se a Sitt: "Vamos tocar "Cherokee" em Si bemol ?"
Stitt - "Não, hoje é em Fá sustenido", e Getz não tocou.
Assim ele fazia com os indesejáveis. Este episódio é contado num livro do crítico Ira Gitler. Quando Stitt veio ao Rio, em 1979, perguntei-lhe sobre esses incidentes, respondendo: - Eles ganham todos os concursos das revistas como os melhores do ano mas, quando se trata de tocar jazz eu engulo todos eles. Stitt tinha o vício de beber. No Rio, num bar próximo à Sala Cecília Meirelles, todas as noites comprava duas garrafas de vodka e as consumia numa velocidade impressionante mas a bebida em nada afetava sua execução. Nessa ocasião, contou que em Londres, nos anos 60, procurou um conhecido hipnotizador famoso por curar as pessoas do vício da bebida. Ele ia diariamente ao consultório do hipnotizador para as sessões de cura. Depois de 10 ou 12 sessões desistiu das consultas. Motivo: - Não adiantou nada. Depois algumas sessões, eu não fui curado e o hipnotizador começou a beber comigo." Fonte: José Domingos Raffaelli.
Gravado em 01 de Setembro de 1956.

Faixas:
01 - There Will Never Be Another You
02 - The Nearness Of You
03 - Biscuit Mix
04 - Yesterdays
05 - Afterwards
06 - If I Should Lose You
07 - Blues For Bobby
08 - My Melancholy Baby

Musicosl:
Sonny Stitt - Sax. Alto
Hank Jones - Piano
Freddie Greene -Guitarrs (1-4)
Wendell Marshall Baixo Acustico
"Shadow" Wilson - Bateria
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Boa audição - Namastê.

domingo, 16 de novembro de 2008

1956 - Chet Baker Sings - Chet Baker

Quando Chet Baker resolveu assumir definitivamente o duplo trabalho como trompetista e cantor, em 1954, boa parte da imprensa especializada norte-americana torceu o nariz ao ponto de ser chamada de desengoçada e horripilante. Baker dono de uma sensibilidade invejável até mesmo pelos instrumentistas mais virtuosos, era aclamado como um dos trompetistas de jazz promissores de sua época, recebendo elogios de ex-companheiros de trabalho como os saxofonistas Stan Getz, Charlie Parker e Gerry Mulligan. Dessa forma, 'ceder espaço' de sua carreira como trompetista para a 'popular' tarefa como cantor não parecia ser a opção mais segura, segundo os críticos. Isso fica claro em "My Funny Valentine" onde muito aprendeu a respeita-lo como cantor de vanguarda. Mas o álbum 'Chet Baker Sings', de 56, foi um sucesso de vendas e bem valorizado pela mídia menos purista. Um romântico Chet, dono de uma voz frágil, delicada, quase sussurrante, provou ser afinadíssimo, preciso e criativo também como cantor. Depois de 54, seja durante gravações de álbuns nos Estados Unidos ou pela Europa, Chet passou a reservar espaço para produções vocalizadas. Nos anos 60, Chet passou mais tempo lutando contra os problemas na justiça, as detenções e o vício pela heroína do que propriamente sua voz ou seu trompete. Somente a partir da década de 70, quando o instrumentista tentou recuperar a carreira, bons álbuns foram novamente gravados, apesar da saúde em farrapos e delibitada. Conta-se que o disco "Chet Baker Sings" mudou a vida de João Gilberto, que era um imitador de Orlando Silva quando cantava no conjunto vocal Garotos da Lua (um classico). João ia diariamente à lendária Lojas Murray, no Rio de Janeiro, o ponto de encontro dos jazzófilos, e, alguns anos depois, também dos bossanovistas. Naquele tempo, as lojas de discos tinham cabines para os compradores ouvirem suas bolachas, como diziam na época. Todos os dias João instalava-se numa delas passando horas ouvindo o LP de Chet. Encantando-se pela voz de Chet, operou-se uma metamorfose inacreditável em seu estilo. Passando a emular o timbre intimista de Chet, nasceu a voz mais conhecida da bossa nova quando gravou "Chega de Saudade", pedra fundamental do estilo que conquistou o mundo. Chet Baker Sings se tornou o primeiro álbum completo de corpo vocal e trompete de Chet ao longo de sua carreira.São 14 faixas, mostrando um lado cantor em seus momentos de pura nostalgia, acompanhado pelo amigo e pianista Russ Freeman a gual ficou a cargo os arranjos e Kenny Drew de Milão, seguido por orquestra e arranjos de cordas. Na realidade são varias sessões até o final desta album: a primeira com as faixas de 1 a 6, gravado em 23 e 30 de Julho de 1856 e as faixas 7 e 14 em 15 de Fevereiro de 1954 na Capito Studio - Los Angeles. Selo: Pacific Jazz 7243 8 23234 2 6
As fotografias são de do freelance William Claxton.

Faixas:
01 - That Old Feeling
02 - It's Always You
03 - Like Someone In Love
04 - My Ideal
05 - I've Never Been In Love Before
06 - My Buddy
07 - But Not For Me (Vocal)
08 - Time After Time
09 - I Get Along Without You Very Well (Except Sometimes)
10 - My Funny Valentine (Vocal)
11 - There Will Never Be Another You (Vocal)
12 - The Thrill Is Gone (Vocal)
13 - I Fall In Love Too Easily
14 - Look For The Silver Lining

Músicos:
Chet Baker - Trumpete, Vocals
Russ Freeman - Piano, Celesta
James Bond - Baixo Acustico
Peter Littman - Bateria
Larance Marable - Bateria
Bob Neel - Bateria
Carson Smith - Baixo Acustico

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Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

1956 - Brilliant Corners - Thelonious Monk

O jazz tem em muito de suas particularidades - o momento de estre leveza e criatividades por parte dos seus criadores e musicos. Se muitas vezes se diz, ao ver um músico de jazz tocando com descontração, é preciso afirmar que ninguém se divertiu mais com sua própria música do que Thelonious Monk, o monge louco do cenario jazzistico ou o chapeleiro das mil e umas notas dissonates. Diz-se dele que tinha predileção em fazer as notas erradas soarem corretas num brilhantismo que causava admiração até mesmo nos catedráticos. Monk - o compositor - era uma criança irriquieta: alterações de tempo/ritmo e predileções por harmonias dissonantes fizeram no fundar e depois, redescobrir o bebop em uma década. Monk - o pianista - foi dono de um estilo percussivo e de improvisações surpreendentes e irreverentes. Além disso, não raro em uma jam session, Monk terminava seu solo e levantava do piano, dançando em círculos como um tribal indigina a extasiar uma momento solene de agradecimento e embriagado pela música. Rejeitado em seus primeiros trabalhos por executar um jazz muito difícil, Monk reconciliou-se com público e a crítica no seminal Brilliant Corners, gravado entre 17 e 23 de dezembro de 1956. Ao lado de ninguém menos do que Sonny Rollins e cercado pela solidez na cozinha por Max Roach e Oscar Pettiford, Monk registrou não apenas composições geniais - deixou um disco de rara variedade em sons, ritmos e texturas, de onde sairiam 4 standards do jazz. (Sendo que a faixa restante já era um deles). Brilliant Corners do proprio Monk, traz uma abertura homônima, considerada uma das mais difíceis composições do jazz de todos os tempos; levou mais de uma dúzia de takes para ser gravada e a versão do disco foi editada com três deles. É um bebop swingado, cheio de clareiras melódicas para solos em tempos mutantes; um jazz ousado com parecer de uma conversa entre bop e o blue. Destaque para os talentos do baixista Pettiford e do baterista Roach, cujo timing impecável permite que Monk angule as notas e o ritmo o quanto quiser sem que haja perda da coesão sonora. Depois do desafio da primeira música, Monk solta o grupo numa jam longo de improvisação, relaxada e cheia de groove, com tema de blues: Ba-lue Bolivar Ba-lues-are. A balada Pannonica, dedicada à “Baronesa do Bebop”, Nica (Rotschild) de Koenigswarter, amiga de Monk, Charlie Parker e diversos músicos do jazz à época, nostagia com veemência e estilo. Nela Monk toca celesta - instrumento musical com teclado, lâminas de metal, habitualmente em aço percutidas por martelos semelhante ao piano e suspensas sobre um corpo de madeira que faz ressonância multiplas, com pedais para prolongar ou atenuar o som. I Surrender, Dear (de Barris-Clifford) é o standard reinterpretado pelo grupo, se tornando mais convencional canção do album, onde Monk explora em sua formas, camadas harmônicas, sincopando e interferindo no andamento normal. E para o final, outra versão para uma música sua já gravada Bemsha Swing, que cheira a Gillespie e revisita as big bands - muito em parte pelo uso dos tímpanos na percussão. A produção fica a cargo de Orrin Keepnews - um grande produtor de jazz para a Riverside. Para os fas de Monk, este album abriu novas interpretações no mundo do jazz assim como uma assinatura do musico no cenario de admiradores.

Faixas:
01 - Brilliant Corners
02 - Ba-lue Bolivar Ba-lues-are
03 - Pannonica”
04 - I Surrender, Dear
05 - Bemsha Swing

Musicos:
Thelonious Monk - Piano, Celesta
Sonny Rollins - Sax. Tenor
Ernie Henry - Sax. Alto (faixas 1- 4)
Oscar Pettiford - Baixo Acustico (faixas 1-4)
Max Roach - Bateria, timpani
Clark Terry - Trompete (faixa 5)
Paul Chambers - Baixo (faixa 5)

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

1956 - Picture of Heath "Playboys" - Chet Baker & Art Pepper

"Ele sempre sabe onde achar as notas doces, não é?" comenta Herb Ellis ao observar numa noite Chet Baker em uma boate canadense em 1982. het era um improvisador lírico, autodidata com um toque macio que parecia beijar as notas como elas fossem voar. Baker com tom pálido, olhares fatais e reputação de badboy se tornou o ícone do cool jazz da West Coast. Seu estilo combinava uma certa agitação nervosa com doses fortes de sentimentalidade particularmente nas baladas. Capturava não só a imaginação de amantes do jazz mas do público fascinado com seu estilo de vida e com a sua música. Seus vocais sussurantes capturava a mesma intimidade sonolenta do seu trompete, em especial nas músicas "I Fall in Love Too Easily" e "Everything Happens To Me". Mas Chet foi vitima da propria capacidade de se auto destruir como quem improde a si mesmo nas esferas do proprio egoismo. Dos anos 40 até, pelo menos, os 60, as drogas setornava o combustível do jazz e Charlie Parker foi a figura mais emblemática com a carreira e a vida abreviadas pela heroína. Chet Baker teve o mesmo destino. Viciado desde os anos 50, ele teve uma carreira errática com períodos de inatividade devido à dependência e às prisões constantes. Gravou discos em excesso nem sempre de boa qualidade devido à constante necessidade de conseguir dinheiro para suas depedencias. Nos anos 60 além de mais de um ano preso na Itália, ele foi expulso de quatro países (Itália, Alemanha, Holanda e Inglaterra) até ser deportado de volta para os Estados Unidos. Em 66, foi espancado em San Francisco quando tentava comprar drogas na rua tendo alguns dentes quebrados, passando a usar dentadura o que prejudicou sua embocadura (forma de colocar os lábios no bocal do trompete) afastando do shows por tres anos. Picture of Heath "Playboys" é um álbum em parceria do trompetista e o saxofonista Art Pepper pelo selo Blue Note Records, numa sessãoem Los Angeles - CA, no dia 31 de Outubro de 1956. A produção ficou a cargo de Richard Bock & Michael Cuscuna. É supremo, soberbo, perfeito. Tanto que não tenho muito o que dizer, fora que desde que ouvi a primeira vez não experimentei mais o mesmo êxtase musical que tive ouvindo esse álbum. É divino.
Dica: Dvd Love For Sale - Chet Baker (tp,vcl), Michel Graillier (p), Jean-Louis Rassinfosse (b), Harold Danko (p), Hein Van De Geijn (b), John Engels (d)

Musicas:
01 - For Minors Only
02 - Minor Yours
03 - Resonant Emotions
04 - Tynan Time
05 - Picture of Heath
06 - For Miles and Miles
07 - C.T.A.

Pessoal:
Chet Baker - Trompete
Art Pepper - Sax. Alto
Phil Urso - Sax. Tenor
Carl Perkins - Piano
Curtis Counce - Baixo Acustico
Lawrence Marable - Bateria

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terça-feira, 22 de julho de 2008

Lester Young and Teddy Wilson Quartet

1956 - Pres and Teddy


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A carreira de Lester Young pode ser dividida em três épocas diferentes: anos 30 (quando passou pelas bandas de Count Basie e Fletcher Henderson, sendo reconhecido por seu jeito relaxado de tocar); segunda metade dos anos 40 (quando aderiu ao Bebop); e os anos 50 (quando a sua música transmitia intensa carga sentimental).

Nessa época, Young passou a ter diversos problemas de alcoolismo e de comportamento. Muitos atribuem isso aos maus tratos racistas que teria recebido quando era soldado do exército americano na Segunda Guerra Mundial, onde era proibido de tocar saxofone. Muitos acreditam que ele nunca mais foi o mesmo depois disso, inclusive na sua maneira de fazer música.

Enquanto consumia grandes doses de álcool, afetando drasticamente a saúde, sua qualidade de interpretação impressionava, tocando de uma maneira extremamente sofisticada, adicionada à intensa carga emocional. Grandes discos e parcerias foram registradas nesse período, como as gravações com Oscar Peterson, Harry Sweets Edison e Teddy Wilson. Esta última é considerada por muitos como uma das mais memoráveis da história, pela gravação de Pres and Teddy, em 1956. Lester Young mostra-se extremamente expressivo nesta gravação, transmitindo os mais diversos sentimentos e reações, transitando em melodias alegres e assombrosas ao mesmo tempo, apresentando um verdadeiro retrato do que era a sua vida até aquele momento.

Tracks:

1. All of Me
2. Prisoner of Love
3. Louise
4. Love Me or Leave Me
5. Taking a Chance on Love
6. Our Love Is Here to Stay
7. Pres Returns - (bonus track)

Credits:

Teddy Wilson - piano
Jo Jones - drums
Lester Young - tenor saxophone
Norman Granz - producer
Gene Ramey - bass

Esta postagem é uma parceria entre o blog Borboletas de Jade e o blog JazzMan!