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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

Lançamento: 2020
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz

O CD3 desta prestigiada antologia funciona como uma linha de transmissão direta da própria evolução mecânica do piano de jazz. Concentrando-se em registros cruciais realizados entre as décadas de 1950 e 1960, o disco traça um paralelo fascinante entre o homem que traduziu a revolução de Charlie Parker para as 88 teclas — Bud Powell e o fraseado ágil, elegante e suingado de Kenny Drew. A curadoria deste terceiro volume se debruça sobre sessões em trio que demonstram como o piano se libertou definitivamente de seu papel meramente harmônico herdado da era do Swing para se tornar um elemento de vanguarda linear. As Sessões de Bud Powell (Anos 1950) é o pilar central do piano moderno. Nas faixas selecionadas (gravadas majoritariamente ao longo dos anos 50, abrangendo seu período de ouro na Blue Note e na Verve), a performance de Powell é de uma intensidade febril. Ele exibe sua característica técnica de emular o fraseado veloz dos saxofones com a mão direita, enquanto a mão esquerda pontua acordes secos e dissonantes. É um toque nervoso, de brilhantismo técnico incontestável, mas carregado de uma urgência emocional cortante. Os Músicos de Apoio para ancorar a mente turbulenta e genial de Powell, no CD3 resgata sessões com gigantes que definiram o ritmo do bebop. Entre os músicos de apoio destacam-se contrabaixistas do calibre de Ray Brown ou George Duvivier, e os lendários bateristas Max Roach ou Art Taylor. Essas seções rítmicas providenciam um suporte dinâmico veloz, respondendo aos ataques imprevisíveis de Bud com precisão cirúrgica. A Performance: Se Powell é o fogo da criação, Kenny Drew é a sofisticação da lapidação. As faixas de Drew presentes no CD3 (focadas no final da década de 50 e início de 60, período de álbuns clássicos como Pal Joey ou suas sessões em trio no Riverside) revelam um pianista de toque cristalino e articulação impecável. Drew absorveu a velocidade bebop de Powell, mas adicionou-lhe um calor profundamente melódico, influenciado pelo blues e por um senso de swing mais relaxado e fluído, característico do Hard Bop. As performances de Kenny Drew no disco são coroadas por parcerias de alto nível criativo. Ele é impulsionado por colossos como o mestre do contrabaixo Paul Chambers (famoso por seu trabalho com Miles Davis) e pelo dinâmico baterista Philly Joe Jones. Essa icônica seção rítmica transforma as faixas de Drew em verdadeiros tratados de balanço e entrosamento estrito, onde o trio respira como um único organismo. A Conexão Parisiense e a Expansão Europeia: Tanto Bud Powell quanto Kenny Drew compartilham uma curiosidade biográfica e geográfica marcante que ecoa na maturidade de seus estilos: ambos se mudaram para a Europa na virada dos anos 50 para os 60 buscando refúgio do racismo e das pressões da cena de Nova York. Powell viveu anos produtivos em Paris, enquanto Drew radicou-se definitivamente em Copenhague. A inclusão de ambos no CD3 permite notar como o distanciamento geográfico conferiu uma aura de liberdade artística e sofisticação europeia às suas trajetórias. O Legado de um Professor Involuntário, Kenny Drew cresceu ouvindo e estudando obsessivamente as gravações de Bud Powell nos anos 40. Ouvir as faixas deste CD em sequência cria um efeito de espelhamento histórico emocionante: percebe-se claramente onde Drew utiliza os mesmos caminhos de escala criados por Powell, e onde ele escolhe desviar para um som mais macio e lírico, ilustrando perfeitamente o conceito de evolução de mestre para discípulo. O nível curatorial do CD3 é soberbo, pois evita o mero apanhado cronológico e foca na transição estilística do Bebop para o Hard Bop através do formato de Trio. Fuga do Óbvio: Em vez de focar apenas nas faixas ultra-conhecidas de Powell que já foram exaustivamente relançadas, a curadoria teve o cuidado de selecionar takes que priorizam a clareza de sua mão direita, permitindo que estudantes do instrumento compreendam sua revolucionária arquitetura de improvisação. Equilíbrio de Cores: O encadeamento das faixas foi estruturado de forma inteligente. O disco alterna a tensão vibrante e por vezes dramática das linhas de Powell com a elegância luminosa e o balanço contagiante de Drew. A restauração de áudio realizada para a edição de 2020 merece menção honrosa: ela equilibra perfeitamente o timbre percussivo do piano com o peso acústico do contrabaixo de Paul Chambers, mantendo a dinâmica original das fitas master da época. Anos das Gravações: Década de 1950 (foco concentrado entre 1951 e 1958). Bud Powell foi gravado predominantemente em Nova York (EUA), nos famosos estúdios da Blue Note Records (como o estúdio de Rudy Van Gelder em Hackensack, Nova Jersey) e nos estúdios da Verve. Algumas faixas tardias dessa era refletem suas primeiras sessões em Paris (França). Já Kenny Drew,  as Gravações: Final da década de 1950 e início dos anos 1960 (período principal entre 1956 e 1961) sendo Gravado inicialmente em Nova York (EUA) para os selos Riverside e Blue Note (também capturado pela engenharia de som de Rudy Van Gelder). O repertório estende-se até suas célebres gravações europeias feitas em Copenhague (Dinamarca), no início dos anos 60. O CD3 é uma peça fundamental para compreender a espinha dorsal do jazz moderno. Ele documenta o momento exato em que o piano se consolidou como um instrumento de vanguarda linear e velocidade melódica. Através do gênio vulcânico de Bud Powell e do requinte balançado de Kenny Drew, a curadoria entrega uma lição definitiva de história, técnica e paixão musical.


Boa audição - Namastê
 

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD03)

Artista: Art Blakey
Lançamento: 1956 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero:  Hard Bop

The Jazz Messengers é o primeiro álbum de estúdio da banda Jazz Messengers , lançado em 1956 pela Columbia Records , foi o quarto álbum no geral (depois dos dois álbuns ao vivo do At the Cafe Bohemia e da coletânea de 1956 ), e a última gravação a apresentar o cofundador do grupo, Horace Silver no piano. Em 1968, a Columbia relançou o LP em sua série Jazz Odyssey com uma nova capa sob o título Art Blakey with the Original Jazz Messengers . Em 1997, o álbum foi remasterizado digitalmente e lançado em CD , novamente com seu título e capa originais, contendo todas as faixas do LP original, além de cinco faixas adicionais das mesmas sessões de gravação, que haviam sido lançadas anteriormente apenas em cópias importadas do exterior.

Art Blakey - Bateria
Donald Byrd - Trompete
Hank Mobley - Sax. Tenor
Horace Silver - Piano
Doug Watkins - Baixo

Boa audição - Namastê

 

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:14

Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop

Miles Davis – Trompete  
John Coltrane – Sax.Tenor (exceto 01)
Paul Chambers – Baixo
Philly Joe Jones – Bateria
Red Garland – Piano

Gravado em Van Gelder Studios, Hackensack, NJ, 26 de outubro de 1956


Boa audição - Namastê
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:13

Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop

Miles Davis – Trompete 
John Coltrane – Sax.Tenor
Paul Chambers – Baixo
Philly Joe Jones – Bateria
Red Garland – Piano
 
Gravado em Van Gelder Studios, Hackensack, NJ, 11 maio de 1956, 26 outubro de 1956


Boa audição - Namastê
 

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:12

Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop

Miles Davis – Trompete (exceto em "Ahmad's Blues")
John Coltrane – Sax.Tenor (exceto em "Ahmad's Blues")
Paul Chambers – Baixo
Philly Joe Jones – Bateria
Red Garland – Piano
 
Gravado em Van Gelder Studios, Hackensack, NJ, todas as faixas foram gravadas em 11 de maio de 1956, exceto "Half Nelson", gravada em 26 de outubro de 1956


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:11

Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop


Miles Davis – Trompete
John Coltrane – Sax. Tenor (exceto 03,06)
Paul Chambers – Baixo
Philly Joe Jones – Bateria
Red Garland – Piano
 
Gravado em Van Gelder Studios, Hackensack, NJ, 11 de maio e 26 de outubro de 1956

Boa audição - Namastê


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:07

Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop

Baixo – Percy Heath (faixas: 01,02,04,05)
Bateria – Kenny Clarke (faixas: 01,02,04,05)
Piano – Thelonious Monk (faixas: 01,02,04,05)
Trompete – Miles Davis
Vibrafone – Milt Jackson (faixas: 01,02,04,05)
John Coltrane - Sax. Tenor (faixas: 03)
Red Garland - Piano (faixas: 03) 

Gravado em 24 de dezembro de 1954 e 26 de outubro de 1956, Van Gelder Studio, Hackensack, Nova Jersey


Boa audição - Namastê

 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:03

Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop

Sessão de 30 de janeiro de 1953:
Miles Davis – Trompete
Sonny Rollins – sax. Tenor
Charlie Parker (como "Charlie Chan") – Sax. Tenor
Walter Bishop Jr. – Piano
Percy Heath – Baixo
Philly Joe Jones – Bateria

Sessão de 16 de março de 1956:
Miles Davis – Trompete
Sonny Rollins – Sax. Senor
Tommy Flanagan – Piano
Paul Chambers – Baixo
Art Taylor – Bateria


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Boxser: Miles Davis - All Miles, The Prestige Albums - Vol:02


Artista: Miles Davis 
Lançamento: 1956
Selo: Prestige / Original Jazz Classics /  Universal Music Group
Gênero: Bop, Hard Bop


Faixas 01–04
Miles Davis – Trompete
Zoot Sims – Saxofone Tenor
Al Cohn – Saxofone Tenor
Sonny Truitt – Trombone (toca apenas em "Floppy")
John Lewis – Piano
Leonard Gaskin – Baixo
Kenny Clarke – Bateria

Faixas 05–08
Miles Davis – Trompete
Sonny Rollins – Saxofone Tenor
Bennie Green – Trombone
John Lewis – Piano
Percy Heath – Baixo
Roy Haynes – Bateria

Faixas 01 a 04 gravadas em 19 de fevereiro de 1953.
Faixas 05 a 09 gravadas em 17 de janeiro de 1951.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

The Greatest Jazz Legends - CD10

Lançamento: 2015
Selo: The Intense Media
Gênero: Bebop, West Coast 


Boa audição - Namastê

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Boxset CD 08 - Lucky Thompson, Sammy Price - Paris Blues [Rec. 1956-1957]

Álbum: Paris Blues
Lançamento: 2009
Selo: Membran
Gênero: Boogie-Woogie, Piano Blues, Jump Blues 


 A origem do termo ‘boogie-woogie’ é desconhecido. No entanto, Dr. John Tennison, psiquiatra, pianista e musicólogo sugeriu alguns precursores interessantes da lingüística africana. Entre eles estão quatro termos africanos: a palavra ‘boog’ da língua Hausa e ‘booga’ da língua Mandinga, ambas significando ‘bater’, como batendo um tambor. Há também a palavra ‘bogi’ do Oeste Africano que significa ‘para dançar’, e ‘mbuki mvuki’ do Bantu, ‘mbuki’ que significa ‘voar’ e mvuki ‘dançar descontroladamente’. Os significados de todas estas palavras são consistentes com a dança e os comportamentos desinibidos historicamente associados a música boogie-woogie. A origem africana é evidente pois a música surgiu entre os recém-emancipados afro-americanos. Na literatura das partituras antes de 1900, há pelo menos três exemplos do uso da palavra ‘bogie’ em títulos de música nos arquivos da Biblioteca do Congresso dos EUA. E em 1901, ‘hoogie boogie’ apareceu no título de partituras publicadas. Quanto às gravações de áudio, a primeira aparição no título de uma gravação parece ter sido feita do ‘American Quartet’ por Thomas Edison em ‘That Synchopated Boogie Boo’ em 1913, e na composição ‘Boogie Rag’ de Wilbur Sweatman em 1917. No entanto, nenhum destes exemplos de partituras ou de gravação de áudio contém os elementos musicais que os identificam como boogie-woogie. As gravações ‘Weary Blues’ de 1915, do grupo ‘Louisiana Five’, uma das primeiras dixieland jazz band, e do pianista Artie Matthews são reconhecidas como as mais antigas com figuras musicais do boogie-woogie.


Lucky Thompson The Modern Jazz Group Quatet-Tentet, 5 e 6 março, 1956 - Paris

Sax Tenor - Lucky Thompson, Jean Louis Chautemps

Trompete - Fred Gerald, Roger Guerin

Trmbone - Benny Vasseur

Sax Alto - Teddy  Hameline

Sax. Barito - William Boucaya

Piano - Henri Renaud

Baixo - Benoit Quersin

Bateria - Roger Paraboschi


Lucky Thompson & & Sammy Price ,Pigalle Theatre, 6 de junho, 1957

Sax Tenor - Lucky Thompson

Vocal, Piano - Sammy Price

Guitarra - Jean-Pierre  Sasson

Baixo - Pierre Michelot

Bateria - Gerard Pochonet



quinta-feira, 6 de abril de 2023

Duke Ellington – The Private Collection Vol. Two, Studio Sessions Chicago 1957, Nova York 1962

Lançamento: 1996
Selo: Kaz Records
Gênero: Big Band, Swing

Dizer que Duke Ellington (29/04/1899-24/05/1974) teve uma carreira produtiva e ilustre seria um grande eufemismo. Como compositor, arranjador, pianista e líder de banda, ele foi uma grande força por quase 50 anos (1926-74), criando inovações em cada área. Ele fez tudo isso enquanto viajava constantemente com sua orquestra que, apesar das grandes mudanças no mundo da música, nunca se desfez durante sua vida. Ellington foi retratado em muitos livros ao longo dos anos e era um nome nacional no início dos anos 1930, mas há alguns aspectos de sua vida e carreira que não são tão conhecidos quanto suas apresentações e gravações

Sax. Alto – Johnny Hodges

Sax. Alto, Clarinete – Russel Procope

Sax. Barítono, Clarinete (Standard And Bass) – Harry Carney

Baixo – Aaron Bell, Jimmy Woode

Clarinete, Saxofone Tenor – Jimmy Hamilton

Bateria – Sam Woodyard, Sonny Greer

Piano – Billy Strayhorn, Duke Ellington

Sax. tenor – Harold Ashby, Paul Gonsalves

Trombone – Britt Woodman, Chuck Connors, John Sanders, Lawrence Brown, Leon Cox, Quentin Jackson

Trompete – Bill Berry, Cat Anderson, Clark Terry, Ray Nance, Roy Burrowes, Willie Cook

Violino – Ray Nance

Vocais – Milt Grayson

Este é um de uma série de dez álbuns que, juntos, é a coleção definitiva das composições significativas escritas por Duke Ellington e algumas outras canções há muito associadas ao seu campo de trabalho. Essas gravações foram produzidas pessoalmente pelo próprio Duke Ellington e têm permaneceram em sua coleção particular desde a sua conclusão. Documentando uma grande parte de sua obra musical, algumas das quais nunca foram lançadas comercialmente, essas gravações privadas estão sendo disponibilizadas pela família de Ellington pela primeira vez.

Gravado no Universal Studio, Chicago, 1957, New York 1962

Boa audição - Namastê

terça-feira, 4 de abril de 2023

Duke Ellington – The Private Collection Vol. One - Studio Sessions Chicago 1956


Lançamento: 1996
Selo: Kaz Records
Gênero: Big Band, Swing


Dizer que Duke Ellington (29/04/1899-24/05/1974), o 'duque', teve uma carreira produtiva e ilustre seria um grande eufemismo. Como compositor, arranjador, pianista e líder de banda, ele foi uma grande força por quase 50 anos (1926-74), criando inovações em cada área. Ele fez tudo isso enquanto viajava constantemente com sua orquestra que, apesar das grandes mudanças no mundo da música, nunca se desfez durante sua vida. Ellington foi retratado em muitos livros ao longo dos anos e era um nome nacional no início dos anos 1930, mas há alguns aspectos de sua vida e carreira que não são tão conhecidos quanto suas apresentações e gravações

Sax. Alto – Johnny Hodges
Sax. Alto, Clarinete – Russel Procope
Sax. Barítono, Clarinete – Harry Carney
Baixo – Jimmy Woode
Bateria – Sam Woodyard
Piano – Duke Ellington (todas ás faixas)
Sax. Tenor – Paul Gonçalves
Sax. Tenor, Clarinete – Jimmy Hamilton
Trombone – Britt Woodman , John Sanders , Quentin Jackson
Trompete – Cat Anderson , Clark Terry , Ray Nance , Willie Cook

Este é um de uma série de dez álbuns que, juntos, é a coleção definitiva das composições significativas escritas por Duke Ellington e algumas outras canções há muito associadas ao seu campo de trabalho. Essas gravações foram produzidas pessoalmente pelo próprio Duke Ellington e têm permaneceram em sua coleção particular desde a sua conclusão. Documentando uma grande parte de sua obra musical, algumas das quais nunca foram lançadas comercialmente, essas gravações privadas estão sendo disponibilizadas pela família de Ellington pela primeira vez.

Gravado no Universal Studio, Chicago, 1956.


Boa audição - Namastê


 

sábado, 1 de abril de 2023

Ellington At Newport (Complete) 1956 (2 CD)

Artista: Duke Ellington

Álbum: Ellington At Newport

Lançamento: 1999

Selo: Columbia –  Legacy  

Gênero: Big Band, Swing

Edward Kennedy Ellington nasceu em 1899, e herdou a elegância de sua mãe e autoconfiança de seu pai. Foi um dos artistas musicais mais completos, um maestro invejável, um pianista excepcional e compositor de mais de três mil músicas escritas. Recebeu o apelido de Duke (duque) de um amigo de infância, por sua pose e por sempre estar bem vestido. Teve uma infância tranquila, seu pai era mordomo na Casa Branca e era mimado por sua mãe que o incentivou a estudar piano desde os sete anos, mas Ellington apenas demonstrou interesse pelo instrumento quando conheceu o pianista Harvey Brooks. Sua paixão era o baseball, e para ver seus ídolos, vendia amendoim nas arquibancadas. Em Washington, os pianistas Oliver “Doc” Peri e Louis Brown ensinaram o jovem Duke a ler partituras e a aprimorar a sua técnica. Começou a tocar profissionalmente em bailes com um sexteto chamado ‘The Washingtonians’, e logo foi eleito o líder da banda. Formou seu próprio conjunto em 1922, um quinteto com o baterista Sonny Greer e o saxofonista Otto Hardwicke. Eram tempos difíceis e Ellington e seus quatro músicos chegaram a dividir uma salsicha como jantar. Dirigiu orquestras e fez arranjos de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, e Brahms. Mas o jazz foi uma constante. Quando Duke Ellington participou do ‘Newport Jazz Festival’ em 1956, a banda fazia shows em ringues de patinação e estava precisando revitalizar a sua imagem e trazer de volta a popularidade perdida com o surgimento do bebop, o estilo de jazz que foi desenvolvido por Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Thelonious Monk, o hard bop, e outras correntes do jazz. ‘Ellington At Newport’ é um álbum gravado ao vivo no histórico festival que reformulou a reputação de Ellington e sua banda. ‘Diminuendo em Blue’ e ‘Crescendo in Blue’, foram desempenhadas pelo saxofonista tenor Paul Gonsalves que desmoronou de exaustão quando o solo terminou e ganhou as manchetes ao redor do mundo.

Duke Ellington - Piano 
Ray Nance - Vocal, Trompete 
Jimmy Grisson - Vocal 
Russell Procope - Sax. Alto, Clarinete 
Johnny Hodges - Sax. Alto 
Paul Gonçalves - Sax. Tenor 
Jimmy Hamilton - Sax. Tenor, Clarinete 
Harry Carney - Saxofone Barítono 
John Cook, Clark Terry, William "Cat" Anderson - Trompete 
John Sanders, Quentin Jackson, Britt Woodman - Trombone 
Jimmy Woode - Baixo 
Sam Woodyard - Bateria 

Baixo – Al Lucas (faixas: 1-01, 1-03, 1-05), Jimmy Woode (faixas: 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2,09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17, 2-18)
Clarinete – Jimmy Hamilton (faixas: 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2,09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17, 2-18), Russell Procope (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Bateria – Sam Woodyard (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Piano – Duke Ellington (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Sax. Alto – Johnny Hodges (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17), Russell Procope (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Sax. Baritono – Harry Carney (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Sax. Tenor – Paul Gonsalves (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Trombone – Britt Woodman (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17), Quentin Jackson (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
Trompete – Cat Anderson (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17), Clark Terry (faixas: 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2,09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17, 2-18), Ray Nance (faixas: 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2,09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17, 2-18), Willie Cook (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)
 Trombone Valvulado – John Sanders (faixas: 1-01, 1-03, 1-05, 1-07, 1-09, 1-11, 1-13, 1-15, 1-17, 1-19, 2-02, 2-03, 2-05, 2-07, 2-08, 2-09, 2-11, 2-13, 2-15, 2-17)


Gravado no The American Jazz Festival, Newport em 07 de julho de 1956.
Caixa com 2 CDs e livreto de 36 páginas incluído arte de lançamento original, tracklist com tempos e créditos de composição, informações de gravação, encarte original, fotografias de arquivo, um ensaio de fevereiro de 1999 e créditos de reedição.

Todas as faixas estão em estéreo, exceto 'os anúncios' e as faixas 2-08 a 2-18, que estão em mono.

Boa audição - Namastê

sábado, 4 de março de 2023

Ella Fitzgerald Sings the Cole Porter Song Book (1956) (Buddy Bregman)




Lançamento: 1993
Selo: Verve Records
Gênero: Swing, Vocal Jazz, Easy Listening


Vencedor do Grammy de melhor gravação histórica em 1994, o box set ‘The Complete Ella Fitzgerald Song Books’ de 1993 é a palavra final sobre todos os songbooks gravados por Ella Fitzgerald, entre 1956 e 1964. Canções de Cole Porter (1956), de Rodgers & Hart (1956), de Duke Ellington (1957), de Irving Berlin (1958), de George e Ira Gershwin (1959), de Harold Arlen (1961), de Jerome Kern (1963), e finalmente, canções de Mercer (1964). O conteúdo foi totalmente remasterizado e cada título tem sido expandido, quando possível, para incluir material anteriormente não emitidos. Os oito songbooks e suas mais de 240 seleções musicais são colocados no contexto correto da carreira luminosa de Ella Fitzgerald e para a compreensão sobre a interação nos bastidores com o verdadeiro quem é quem dos arranjadores. Entre eles estão Buddy Bregman, que trabalhou no Cole Porter, bem como Rodgers & Hart; o duo dinâmico Duke Ellington e Billy Strayhorn no set de Ellington; Paul Weston dirigiu a entrada de Irving Berlin; Nelson Riddle esteve a cargo do George e Ira Gershwin, Johnny Mercer e Jerome Kern; e Billy May segurou o bastão durante as sessões de Harold Arlen. Há algumas sessões que não devem ser negligenciadas, especialmente porque elas não estavam anteriormente disponíveis. Particularmente dignas de menção são: ‘You’re the Top’, ‘I Concentrate on You’ e ‘Let’s Do It (Let’s Fall in Love)’ de Cole Porter; ‘Chelsea Bridge’ com Duke Ellington; e com Gershwin rendeu uma versão extra de ‘Oh, Lady Be Good’. Ella Fitzgerald Sings the Cole Porter Song Book é um álbum duplo de estúdio de 1956 da cantora de jazz americana Ella Fitzgerald , acompanhado por uma orquestra de estúdio conduzida e arranjada por Buddy Bregman , com foco nas canções de Cole Porter. Este foi o primeiro álbum de Fitzgerald para a recém-criada Verve Records (e o primeiro álbum a ser lançado pela gravadora). Granz decidiu fazer com que Fitzgerald gravasse obras populares bem estabelecidas porque: "Eu estava interessado em como poderia melhorar a posição de Ella, para torná-la uma cantora com mais do que apenas um culto de seguidores entre os fãs de jazz. Então propus a Ella que o primeiro álbum do Verve não seria um projeto de jazz, mas sim um livro de canções das obras de Cole Porter. Eu a imaginava fazendo muitos compositores. O truque era mudar o fundo o suficiente para que, aqui e ali, houvesse sinais de jazz". O tempo de Fitzgerald no selo Verve a levaria a produzir suas gravações mais aclamadas, no auge de seus poderes vocais. Este álbum inaugurou a série Song Book de Fitzgerald , cada um dos oito álbuns da série focando em um compositor diferente do cânone conhecido como Great American Songbooks. O álbum foi gravado de 7 a 9 de fevereiro e 27 de março de 1956, em Hollywood, Los Angeles. O empresário de Fitzgerald e produtor de muitos de seus álbuns, Norman Granz , visitou Cole Porter no Waldorf-Astoria e tocou para ele todo o álbum. Posteriormente, Porter apenas comentou: "Nossa, que dicção maravilhosa essa garota tem." 

Ella Fitzgerald – vocais
Paul Smith – piano , celeste (em todas as faixas exceto 2.11)
Membros de metais e sopros
(nas faixas 1.1–2, 4–5, 8, 10, 13, 16, 2.2–3, 5, 8–13, 15)

Herb Geller – clarinete , saxofone alto
Chuck Gentry – clarinete baixo , saxofone barítono
Bud Shank – clarinete, flauta , saxofone alto
Membros adicionais em 1.7, 11, 15, 2.1, 6

Bob Cooper – clarinete, oboé , saxofone tenor
Ted Nash – clarinete, flauta, saxofone tenor
Membros adicionais em 1.12

Pete Candoli – trompete
Harry "Sweets" Edison – trompete
Maynard Ferguson – trompete
Conrad Gozzo – trompete
Membros adicionais em 1.12, 2.7 e 14

Milt Bernhart – trombone
Joe Howard – trombone
Lloyd Ulyate – trombone
George Roberts – baixo e trombone barítono
Membros do ritmo
(em todas as faixas, exceto 1.3, 8, 2.2, 8, 12)

Barney Kessel – Guitarra
Joe Mondragon – contrabaixo
Alvin Stoller – bateria , percussão
Membros de cordas rudimentares
(nas faixas 1.1–2, 5, 7–8, 11, 13, 15, 2.1–2, 6, 8–13, 15)

Corky Hale – harpa
Robert LaMarchina – violoncelo
Edgar Lustgarten – violoncelo

Buddy Bregman - arranjador, maestro
Norman Granz – produtor

Boa audição - Namastê


terça-feira, 3 de julho de 2018

CTI records: the cool revolution

A ‘CTI Records’ (Creed Taylor Incorporated) foi uma gravadora de jazz fundada em 1967 por Creed Taylor. Em 1970, o visionário produtor montou e desenvolveu uma lista histórica de artistas, apoiados por uma equipe criadora, chefiada pelo engenheiro de som Rudy Van Gelder. Inicialmente foi uma filial da ‘A&M Records’ e Don Sebesky, trombonista de jazz, foi o criador dos muitos arranjos para o rótulo, mais tarde se juntou a ele Bob James e, em seguida, em meados dos anos 70, David Matthews. Cada sessão contava com alguns dos melhores do jazz, o baixista Ron Carter, o guitarrista Eric Gale, organista Richard Tee e, nos primeiros anos, Herbie Hancock foi frequente ao piano. A ‘CTI Records’ trabalhou quase como uma companhia teatral, em que grandes músicos se revezavam no centro das atenções e acompanhavam uns aos outros. Os álbuns criados estabeleceram novos padrões e o sucesso imediato das gravações ecoou através das décadas, como uma profunda influência no jazz, pop, R&B e hip-hop. Suas produções para a ‘CTI Records’ ajudaram a estabelecer o ‘smooth jazz’ como um gênero musical comercialmente viável. O rótulo também se tornou conhecido pelas suas capas marcantes, algumas delas com imagens fotográficas de Pete Turner. Creed TaylorCreed Taylor já era importante na indústria da gravação a algum tempo. Ele tocou trompete antes de se tornar o chefe da ‘A&R Records’, em 1954, e durante dois anos registrou artistas como Carmen McRae e Charles Mingus entre outros. Em 1956, mudou para a ‘ABC-Paramount’, e em 1960 fundou a sua subsidiária ‘Impulse Records’. Apesar de ter assinado com John Coltrane para a gravadora, mudou para a ‘Verve Records’. Em 1970, na 'CTI Records' teve grande sucesso em equilibrar o artístico com o comercial. Entre os artistas que gravaram alguns de seus melhores trabalhos com Taylor durante este período foram Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, George Benson e Hubert Laws. No entanto, as grandes gravadoras começaram a atrair os artistas de Taylor e embora ele fosse capaz de gravar com Chet Baker, Art Farmer e Yusef Lateef, problemas financeiros forçaram a gravadora à falência em 1978, que foi posteriormente adquirida pela Columbia. É lamentável que Creed Taylor tenha sido responsabilizado pelo fim da gravadora apesar da evidente traição de Hubbard, Turrentine, Benson e Laws cujos discos foram bastante inferiores nos outros rótulos às joias gravadas para a CTI. Depois de anos fora da cena, Taylor fundou uma nova CTI na década de 1990, que não conseguiu estabelecer a sua própria identidade como a antecessora. Fonte: Pintando Musica.
Boa leitura - Namastê

sexta-feira, 16 de março de 2018

1956 - Farmer's Market - Art Farmer (Prestige RVG Remasters Series)

Artista: Art Farmer
Álbum: Farmer's Market
Lançamento: 1956 (2007)
Selo: Prestige RVG Remasters Series
Gênero: Jazz, Cool, Hard Bop, Trumpet

Art Farmer - trumpet
Hank Mobley - tenor saxophone (except #4 and 5)
Kenny Drew - piano
Addison Farmer - bass
Elvin Jones - drums

Boa audição - Namastê