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terça-feira, 7 de novembro de 2023

Boxset: Bill Evans - The Secret Sessions: Recorded at the Village Vanguard 1966-1975 (8CDS)

 

Artista: Bill Evans Trio

Álbum: The Secret Sessions CDs:5&6

Lançamento: 1996

Selo: Milestone

Gênero: Cool, Modal, Post-Bop

Liderou o Bill Evans Trio, ainda hoje aclamado como a melhor configuração de equipe do pianista. Autores dos álbuns clássicos Portrait in Jazz, At the Village Vanguard e Waltz for Debby, a banda ainda contava com o baterista Paul Motian e o baixista Scott LaFaro, que faleceu em um trágico acidente de carro, em 1961. O evento o abalou fortemente, mas também não seria o último golpe na vida do artista que, logo depois, perderia sua ex-companheira Ellaine Schultz e o irmão Harry, ambos vítimas de suicídio. Após o acidente, o artista ficou recluso por quase um ano, retornando à cena musical com Paul Motian para gravar, junto do baixista Chuck Israels e o guitarrista Jim Hall – que também participou de uma sessão com o trompetista Freddie Hubbard e o quinteto Interplay. Em 1962, Bill Evans vai assinar com a Verve Records, renomada gravadora que teve em seus catálogos grandes nomes do jazz. Lá foi incentivado a continuar participando de trabalhos em formatos variados e, desta época, podemos destacar as colaborações com Gary McFarland e a performance do Bill Evans Trio com orquestra sinfônica e arranjos suntuosos de Claus Ogerman. Aparece novamente a figura de Jim Hall, que foi um grande amigo de Evans, principalmente após a morte de LaFaro, além de parceiro em uma das suas gravações mais marcantes, o álbum Conversations with Myself. É nesse trabalho que Evans vai eternizar o método – até então visto como controverso – de dobrar três faixas de piano na mesma, levando duas sessões em sequência.

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Baixo - Eddie Gomez (faixas: 2-1 a 8-11), Teddy Kotick (faixas: 1-1 a 1-8)

Bateria - "Philly" Joe Jones (faixas: 4-4 a 5-14), Arnie Wise (faixas: 1-1 a 1-13.1, 6-1 a 6-3), Eliot Zigmund (faixas: 8-8 a 8-11), Jack DeJohnette (faixas: 6-4 a 6-7), Joe Hunt (faixas: 3-4 a 4-3), John Dentz (faixas: 6-8 a 6-10), Marty Morell (faixas: 6-1 a 8-7)

Piano – Bill Evans


Gravado ao vivo no The Village Vanguard, em Nova York.

# 5-1 a 5-6: 28 de maio de 1967

# 5-7 a 5:12: 1º de junho de 1967

# 5-13 a 5-14: 3 de setembro de 1967

# 6-1 a 6-3: 4 de fevereiro de 1968

# 6-4 a 6- 7: 23 de agosto de 1968

# 6-8 a 6-10: 15 de setembro de 1968

# 6-11 a 6-12: 13 de dezembro de 1968

# 6-13 a 6-14: 22 de dezembro de 1968

Boa audição - Namastê

sábado, 4 de novembro de 2023

Boxset: Bill Evans - The Secret Sessions: Recorded at the Village Vanguard 1966-1975 (8CDS)



Artista: Bill Evans Trio

Álbum: The Secret Sessions CDs:3&4

Lançamento: 1996

Selo: Milestone

Gênero: Cool, Música Modal, Post-Bop

Bill Evans é um dos pianistas mais importantes da história do jazz moderno. O músico e compositor deixou seu nome marcado como um dos artistas mais inovadores do século 20, influenciando as próximas gerações, além de desenvolver o conceito moderno de trios de piano (com contrabaixo e bateria). William John "Bill" Evans nasceu em 16 de agosto de 1929, em Plainfield, Nova Jersey. Transformou-se em referência no estilo de piano de jazz pós anos 50, por sua genialidade em obras cheias de toques leves, líricos e solos introspectivos. Na infância, tocou violino, flauta e piano, destacando o favoritismo pelo último. Com 5 anos de idade, já era capaz de escutar as músicas tocadas pelo irmão mais velho e reproduzi-las no piano! Uma característica que o seguiu na carreira: a reprodução rigorosa das notas nas partituras. A família de Evans foi a maior encorajadora para o seu aprendizado na música. Com as aulas de outros instrumentos, começou a aprender muitas coisas como o estilo cantabile (forma de tocar o instrumental, imitando a voz humana), posteriormente um diferencial em algumas de suas obras. Logo encantou-se pelo jazz e rapidamente desenvolveu habilidades como a substituição de acordes para a mudança de harmonia em uma canção. Ele acreditava na capacidade de utilizar a improvisação relacionada à técnica teórica. Ainda na pré-adolescência, participou de competições musicais e recebeu prêmios por sua performance ao piano. Ao terminar o ensino médio, recebeu uma bolsa de estudos para… Flauta! Graduou-se como Bacharel em Música na Southeastern Louisiana University, ampliando seus horizontes e mantendo a importância da bagagem clássica para sua evolução musical. Na década de 40 começou a carreira profissional tocando com diversos grupos, chegando a realizar algumas turnês. Quando completou a graduação, prestou serviço militar e ficou durante um tempo em casa, dedicando-se aos estudos, até decidir ingressar na pós-graduação na Mannes School of Music, em Nova York, para desenvolver melhor a composição. Neste período, buscou tocar em shows que contemplassem um conteúdo de jazz diferente do que ele acompanhava na universidade. Isso tudo até o momento em que conheceu o trompetista Miles Davis, em 1958, com quem tocou durante meses e, mesmo após deixar sua banda, Evans se envolveu no planejamento e execução do álbum épico de Davis, Kind of Blue. Aqui, seu trabalho pessoal recebeu grande visibilidade, pois sua maneira de tocar já havia se consolidado e abria diversas portas no cenário jazzista.

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Baixo - Eddie Gomez (faixas: 2-1 a 8-11), Teddy Kotick (faixas: 1-1 a 1-8)

Bateria - "Philly" Joe Jones (faixas: 4-4 a 5-14), Arnie Wise (faixas: 1-1 a 1-13.1, 6-1 a 6-3), Eliot Zigmund (faixas: 8-8 a 8-11), Jack DeJohnette (faixas: 6-4 a 6-7), Joe Hunt (faixas: 3-4 a 4-3), John Dentz (faixas: 6-8 a 6-10), Marty Morell (faixas: 6-1 a 8-7)

Piano – Bill Evans

Gravado ao vivo no The Village Vanguard, em Nova York.

# 3-4 a 3-8: 8 de janeiro de 1967

# 3-9 a 3-12: 26 de fevereiro de 1967

# 4-1 a 4-3: 4 de março , 1967

# 4-4 a 4-7: 19 de maio de 1967

# 4-8 a 4:10: 21 de maio de 1967

# 4-11 a 4-14: 26 de maio de 1967


 Boa audição - Namastê

sábado, 26 de maio de 2018

Chess Records - grandes nomes rumo ao Blues


Dois meninos, Leonard e Philip Chez, com idades de onze e seis, chegaram a Ilha Ellis em 1928 na companhia da mãe, da irmã e de várias centenas de outros imigrantes da pequena aldeia natal perto de Pinsk na Polônia. Filhos de um pai carpinteiro que trabalhava no turno da noite em um depósito de sucata, Leonard e Philip Chez, cujo nome de família foi americanizado para Chess (xadrez) logo após a chegada nos EUA, foram enviados para as escolas públicas de Chicago. Eles rapidamente aprenderam o idioma e anos depois Phil entrou para o Exército na II Guerra Mundial, Leonard por ter contraído pólio na infância que o deixou coxo foi dispensado do serviço militar. Enquanto Phil estava ausente, Leonard investiu em vários empreendimentos comerciais desde um ferro-velho de seu pai a bares e lojas de bebidas. Foi a partir destes últimos que ele fez a transição decisiva para o clube ‘Macomba Lounge’. O ‘Macomba Lounge’ tinha entretenimento ao vivo, muitos desses artistas sendo do blues que haviam migrado para Chicago a partir do delta do Mississipi, nos anos 30 e 40. Os irmãos perceberam que as músicas desses artistas não estavam sendo devidamente registradas, de modo que decidiram eles próprios iniciar a gravação. O que acabaria por resultar, em 1947, na parceria com Charles e Evelyn Aron, proprietários do pequeno selo local chamado ‘Aristocrat Records', que tinham formado para gravar blues, jazz e rhythm & blues. O artista mais importante foi Morganfield McKinley, que viria a ser conhecido com Muddy Waters, com diversos singles de sucesso em 1947 e 1948. No final de 1949, Leonard e Phil Chess tornaram-se os únicos donos da ‘Aristocrat Records’ e em 1950 o nome foi mudado para ‘Chess Records’ que floresceu como gravadora independente. Com o sucesso de Muddy Waters, outros jovens bluesmen do Mississippi foram atraídos para Chicago, muitos se juntaram a banda de Muddy. Um dos músicos mais brilhantes foi Little Walter Jacobs, cuja gaita fez a banda ainda melhor. Em 1952, os irmãos Chess formaram uma etiqueta subsidiária chamada ‘Checker’ e Little Walter foi o primeiro a gravar. Sua primeira versão foi um instrumental chamado ‘Juke’ que liderou as paradas e depois com o vocal ‘My Babe’. Depois gravaram com um trabalhador agrícola chamado Chester Burnette, que ficou conhecido como Howlin 'Wolf e foi um dos bluesmen mais influentes na história, sua influência pode ser ouvida na música de muitos dos jovens britânicos e americanos nos anos 60 e 70. Macomba Lounge’Além de Muddy Waters, Howlin 'Wolf e Little Walter, a ‘Chess Records’ registrou muitos outros gigantes do blues do pós-guerra como Sonny Boy Williamson, Fulson Lowell, Memphis Slim, Jimmy Rogers, John Lee Hooker e Willie Mabon. Mais tarde, eles gravaram a próxima geração de artistas do Chicago blues, Buddy Guy, Little Milton e Koko Taylor. Em 1955, numa viagem de férias para Chicago, um jovem cantor e guitarrista de St. Louis chamado Chuck Berry conheceu Muddy Waters, que o encorajou a ver os irmãos Chess. Chuck Berry fez um teste para eles com uma canção que tinha escrito chamada ‘Ida Red’. Leonard e Phil gostaram do tema, mas sugeriram uma mudança no nome, a música foi renomeada como ‘Maybellene’ e se tornou o primeiro de seus muitos hits. Chuck Berry gravou com os irmãos Chess durante muitos anos produzindo hit após hit, incluindo muitas canções para o início do rock and roll. Outro cantor e compositor foi descoberto pela gravadora em 1955. Seu nome era Elias McDaniels, que tinha se mudado do Mississipi para Chicago com sua família. O teste dele foi também com uma canção própria, ‘Uncle John’. Novamente, os irmãos gostaram da música, mas desta vez não gostaram do nome do jovem, assim McDaniels mudou para o apelido que ele tinha usado como pugilista amador, Bo Diddley. Em 1956, a ‘Chess’ estabeleceu uma outra subsidiária, com etiqueta exclusiva de jazz, chamada ‘Argo’, dando estabilidade para artistas influentes do jazz como Sonny Stitt, James Moody, Yusef Lateef, Gene Ammons, Lou Donaldson, Lorez Alexandria, Ahmad Jamal e Ramsey Lewis. O catálogo de álbuns da ‘Argo’ era extensa, e continha o trabalho de Etta James, uma de suas melhores artistas do sexo feminino. Em 1965, o nome foi mudado para ‘Cadet’, devido à existência de outra gravadora chamada ‘Argo’, na Inglaterra. No mesmo ano, a ‘Chess’ começou a se interessar pela música de Nova Orleans, tendo Paul Gayten para representá-los lá. Também são muitas as gravações de música gospel, com uma série de sermões do reverendo CL Franklin, como também foram os primeiros a gravar com a filha do reverendo, Aretha Franklin, quando ainda adolescente. Durante os primeiros anos da gravadora 'Chess', Leonard e Phil Chess produziram a música que eles amavam. Eles eram a essência dos anos 50. ‘Chess Records’ era a grande gravadora americana de blues, e fica difícil entender o seu declínio e queda nos anos 60. Em 1969, a empresa sofreu um golpe devastador quando Leonard Chess morreu de um ataque cardíaco. Marshall, filho de Leonard, ainda tentou desesperadamente manter-se, mas o selo foi vendido para TAB, uma empresa que fabricava fitas cassete. A qualidade da produção diminuiu, e até 1972, os escritórios em Chicago ficavam vazios. Em 1975, o que restou da ‘Chess Records’ foi desmantelado e vendido para a ‘All Platinum Records’ de Nova Jersey. Quando os novos donos trouxeram as máquinas para derrubar o prédio de Chicago, foram destruídos 250.000 registros que tinham sido abandonados ali. É triste pensar em todas as músicas de Chuck Berry,
 Howlin 'Wolf, Little Walter, Bo Diddley, Etta James e Muddy Waters que foram levados para um aterro. Os registros foram destruídos, mas as fitas sobreviveram e são agora propriedade da MCA, que lançou a maior parte do material da ‘Chess’ durante os anos 1980 e 1990. Isso, combinado com o recente ressurgimento do interesse pelo blues em geral e de Chicago, em particular, garante que as futuras gerações de aficionados da música tenham a oportunidade de ouvir e aprender com os mestres do passado. - Fonte: Pintando musical
Boa leitura - Namastê