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domingo, 18 de março de 2018

So What (Second Concert) (Live from Konserthuset, Stockholm - Audio)




O próprio Miles costumava dizer que mudou os rumos da música "cinco ou
seis vezes", e era uma pressuposição modesta. Então, por onde começar? A
vida de Miles Davis foi tão polêmica quanto sua obra, dada uma
arrogância sem limites, fruto de uma criação relativamente privilegiada.
A mídia conferiu a ele a alcunha de "Príncipe da Escuridão", por conta
de suas críticas peçonhentas aos americanos brancos e seu comportamento
errático nos palcos, que por vezes beirava a hostilidade,
principalmente diante de plateias brancas. Seu senso exuberante de moda
e a queda por carros luxuosos fizeram dele um alvo da polícia branca,
racista, perseguição que gerou uma série de embates notórios com as
autoridades de Nova York. Ele não foi lá muito fiel às centenas de
mulheres com quem saiu, e chegou a reconhecer a culpa por várias
instâncias de violência doméstica. Não sobrava ninguém. Miles, com sua
distinta voz áspera, implicava com tudo e todos.

terça-feira, 14 de março de 2017

1957 - Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane





Artista: The Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane
Álbum: Live at the Five Spot: Discovery!
Lançamento: 1957
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Cool Jazz, Bebop, Hard Bop
Thelonious Monk - piano, John Coltrane - tenor saxophone, Ahmed Abdul-Malik - 
bass, Roy Haynes - drums.  Recorded live at The Five Spot, 
New York in late summer 1957.

sábado, 26 de março de 2016

2013- Mulligan Meets Monk - Thelonious Monk & Gerry Mulligan

Artista: Thelonious Monk & Gerry Mulligan
 Álbum: Mulligan Meets Monk
Lançamento: 2013
Selo: Original Jazz Classics
Gênero: Jazz, Bop, Cool Jazz
 01 - 'Round Midnight
Thelonious Monk – piano, Gerry Mulligan – baritone saxophone, Wilbur Ware – double
bass & Shadow Wilson. Recorded August 12–13, 1957, Reeves Sound Studios, New
York City
Boa audição - Namastê

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

1957 - Wheelin' & Dealin' - John Coltrane& Frank Wess

Artista: John Coltrane & Frank Wess
Álbum: Wheelin' And Dealin'
Lançamentos: 1957/1991
Selo: Prestige
Gênero: Post-Bop

01. "Things Ain't What They Used to Be"
(Mercer Ellington & Ted Parsons) - 1942
John Coltrane - Sax tenor, Paul Quinichette - Sax tenor, Frank Wess - Sax tenor & flute, Mal Waldron - Piano, Doug Watkins - Bass & Art Taylor - drums. Recorded September 20, 1957, Van Gelder Studio, Hackensack - NJ, Producer Bob Weinstock

Boia audição - Namastê

sábado, 11 de janeiro de 2014

2010 - Soultrane / First Trane - John Coltrane (2CD-Remastered)


Artista: John Coltrane
Álbum: Soultrane / First Trane CD1 CD2
Lançamento: 2010
Selo: Not Now Music
Gênero: Avant-Garde, Hard Bop, Cool Jazz

01. Good Bait '12:08'
(Tadd Dameron)
John Coltrane - Tenor Saxophone, Paul Chambers - Bass, Red Garland - Piano, Art Taylor - Drums. Recorded February 7,1958, At Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ.
06. Chronic Blues '8:12'
(John Coltrane)
John Coltrane - Tenor Saxophone, Johnny Splawn - Trumpet, Shahib Shihab - Baritone Saxophone, Paul Chambers - Bass & MalWaidron - Piano. Recorded May 31st 1957, At Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ.
Boa audição - Namaste

terça-feira, 12 de junho de 2012

1994 - A Flower is a Lovesome Thing - Vince Guaraldi Trio (1957)


Álbum: A Flower is a Lovesome Thing
Artista: Vince Guaraldi Trio
Lançamento: 16 de Abril de 1957 &1994
Genero: Jazz, Cool, Piano, West Coast
Sele:  Fantasy

Faixas:
01. A Flower Is A Lovesome Thing
02. Softly As In A Morning Sunrise
03. Yesterdays
04. Like A Mighty Rose
05. Looking For A Boy
06. Autumn Leaves
07. Lonely Girl
08. Willow Weep For Me

Músicos:
Vince Guaraldi - Piano
Eddie Duran - Guitarra
Dean Reilly - Baixo Acústico

Boa audição - Namaste

quinta-feira, 8 de abril de 2010

1955-57 - Miscellaneous - Miles Davis

"Mas quando menos esperava ouvi os tiros e senti a ferroada no flanco esquerdo. O cara deve ter disparado cinco tiros contra mim, mas eu usava um blusão de couro meio folgadão. Não fosse esse blusão de couro e o fato de terem atirado através de uma Ferrari reforçada, eu estaria morto. Fiquei tão espantado que nem tive tempo de ter medo. Nenhuma das balas pegou em Marguerite, e fiquei feliz por isso, mas a coisa quase a mata de medo. Entramos eu chamei a polícia e eles vieram – dois caras brancos – e revistaram meu carro, embora fosse eu quem tinha levado os tiros. Depois disseram ter encontrado um pouco de maconha no carro e nos levaram pra delegacia. Mas nos soltaram sem fazer acusações, porque não tinham provas. Ora, todo mundo que me conhece sabe que nunca curti maconha, jamais gostei de fumá-la. Eles simplesmente não gostaram de ver um cara negro num carro estrangeiro caríssimo, com uma mulher tão bonita. Não souberam o que pensar. Quando olharam minha ficha, acho que viram que eu era músico e tivera problemas com drogas no passado, por isso tentaram me empurrar alguma coisa só de farra. Talvez achassem que conseguiriam uma promoção dando um flagrante num negro famoso. Fora eu quem chamara a polícia; se estivesse com a droga em cima, teria me livrado dela antes deles chegarem. Não sou tão louco assim. Ofereci uma recompensa de 5 mil dólares por qualquer informação sobre quem atirara em mim. Poucas semanas depois, estava sentado num bar do subúrbio, quando apareceu um cara e disse que o cara que atirara em mim fora morto por alguém que não gostara do que ele fizera comigo. Não sei o nome do cara que me contou isso, nem ele me disse o nome do pistoleiro que estaria morto agora. Só sei que o cara me contou e jamais tornei a vê-lo depois disso. Mais tarde descobri o motivo: alguns empresários negros do Brooklyn não estavam gostando que os empresários brancos pegassem tantos contratos. Quando eu toquei no Blue Coronet naquela noite, eles acharam que eu estava sendo um babaca por não entregar a programação aos empresários negros. Ora, eu simpatizo com os negros discriminados. Mas ninguém me dissera nada, e lá estava um cara tentando me matar por alguma coisa da qual eu não sabia. Cara, a vida é uma merda às vezes. Durante algum tempo depois disso, eu levava um soco inglês a toda parte, até ser preso cerca de um ano depois em Manhattan por não ter o adesivo de registro no carro, e o soco inglês caiu de minha bolsa quando a polícia me revistou. Eu admito que não tinha adesivo no carro e que o carro nem estava registrado. Mas os tiras no carro-patrulha não podiam ver isso do outro lado da rua quando deram a volta e se aproximaram. Também aqui, o motivo de pararem e voltarem era que eu estava em minha Ferrari vermelha, usando um turbante, calças de pele de cobra e casaco de pele de carneiro, com uma mulher realmente linda – creio que era Marguerite de novo – diante do Plaza Hotel. Os dois caras brancos que viram isso provavelmente me acharam com cara de traficante e por isso voltaram. Desnecessário dizer que fosse eu uma pessoa branca sentada naquela Ferrari eles teriam ido cuidar de sua vida.” Miles Davis – a Autobiografia - Miles & Quincy Troup (pps. 222 a 269)

06 - Walkin'


Faixas:
01 - Inrtoduction by Duke Ellington
02 - Hackensack
03 - Round About Midnight
04 - Now's The Time
05 - Four
06 - Walkin'
07 - Lady Be Good
08 - All Of You
09 - Four
10 - Yesterdays
11 - Round About Midnight
12 - Walkin'

Jan Session - Freebody Park, Newport - RI, 14 de Julho de 1955
Miles Davis – Trompete
Zoot Sims – Sax Tenor (Tracks 1-4)
Gerry Mulligan – Sax Barito (Tracks 1-4)
Thelonious Monk – Piano (Tracks 1-4)
Percy Heath – Baixo Acustico (Tracks 1-4)
Connie Kay – Bateria (Tracks 1-4)

Live at the Kongresshaus, Zürich - Switzerland, 19 Novembro de 1956
Lester Young – Sax Tenor (Tracks 5-6-7)
Rene Urtreger – Piano (Tracks 5-6-7)
Pierre Michelot – Baixo Acustico (Tracks 5-6-7)
Christian Garros – Bateria (Tracks 5-6-7)

Rec. at Birdland, NY, 17 & 30 Outubro de 1957
Bobby Jaspar – Sax Tenor (Tracks 8 & 9)
Tommy Flanagan – Piano (Tracks 8 & 9)
Paul Chambers – Baixo Acustico (Tracks 8 & 9)
Philly Joe Jones – Bateria (Tracks 8 & 9)

Rec. at the Beethoven Saal - Stuttgart, Germany, 18 de Dezembro de 1957
Peter Witte – Baixo Acustico (Tracks 10-12)
Herman Mutschler – Bateria (Tracks 10-12)
Erwin Lehn – cond. (Tracks 10-12)

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Boa audição - Nanastê.

domingo, 4 de outubro de 2009

1957 - Porgy & Bess - Louis Armstrong & Ella Fitzgerald

Em Agosto de 1957, o produtor Norman Granz que já em outras etapas reunido em estúdio Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, gravando antológicos álbuns da dupla, voltou a atacar ainda com maior ambição, elegendo como alvo a ópera do compositor nova-iorquino George Gershwin - Porgy e Bess. Com arranjos e direção musical de Russell Garcia e apoiados por uma vasta orquestra dominada pelas seções de cordas, Louis e Ella chamaram a si a totalidade das partes vocais da ópera, cada um acumulando todos os personagens masculinos e femininos. O álbum foi um êxito de vendas mas a crítica olhou como sempre para um lado da direção, valendo apenas mais um álbum na estante das obras não essenciais de Armstrong e Ella. Acontece que o curso da história raramente é linear e muitas vezes, as obras que deixam marcas mais fundas não são as maiores mas as que no tempo e no modo como foram recebidas, assumem um protagonismo que as torna historicamente incontornáveis . Antes de Porgy e Bess, a Jazz Avenue tinha na cabeceira muitas outras gravações de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald mas nem por isso desgosta de andar pelas ruas de Gershwin guiado pelas suas vozes. Enquanto se falar de standards do jazz, George Gershwin será sempre um dos apóstolos das Sagradas Escrituras. E a ligação de Porgy e Bess ao jazz passará sempre por duas versões separadas no tempo por apenas um ano: A de Armstrong & Ella concebida em 1957 e Gil Evans e Miles Davis, nascida em 58. Com certeza que Porgy e Bess nunca poderia faltar na celebração do centenário do nascimento de Louis com a promessa de que outras viagens virão e de sua diva maior,Ella, a primeira dama a romper com o preconceito dea ópera no jazz. A dupla produziu jóias de valores inigualáveis como: Ella and Louis (1956), Ella and Louis Again (1957). Todos os três álbuns foram recebido tanto pela crítica como sucesso comercial. Porgy & Bess foi gravado em duas sessões: 18 de Agosto e 19 de Outubro de 1957.

Faixas:
01 - Porgy And Bess: Overture
02 - Summertime
03 - I Wants To Stay Here
04 - My Man’s Gone Now
05 - I Got Plenty O’ Nuttin’
06 - Buzzard Song
07 - Bess You Is My Woman Now
08 - t Ain’t Necessarily So
09 - What You Want Wid Bess?
10 - A Woman Is A Sometime Thing
11 - Oh, Doctor Jesus
12 - Porgy And Bess: Medley: Here Come De Honey Man / Crab Man / Oh, Dey’s So Fresh And Fine
13 - There’s A Boat Dat’s Leavin’ Soon For New York
14 - Bess, Oh Where’s My Bess?
15 - Oh Lawd, I’m On My Way

Músicos:
Louis Armstrong - Trompete & Vocais
Ella Fitzgerald - Voz
Paul Smith - Piano
Alvin Stoller - Bateria

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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 31 de março de 2009

1957 - East Coasting - Charlie Mingus

Pioneiro no jazz moderno e excelente contrabaixista, Charles Mingus tocou com inúmeros músicos do jazz por quatro décadas. Além de bandleader e compositor de mais de 300 músicas, participou da gravação de mais de 100 álbuns. "East Coasting" é um album menos conhecido de Mingus entre os amantes do jazz. O mês de agosto de 1957 deu ao mundo os melhores frutos de todos os tempos pelo nome de "East Coasting", um album mais tranqüilo e comportado, identificado — e com razão — como um gênio visceral e de vanguarda. Aqui, Mingus ousa na criação, mas da a luz um disco de extraordinária qualidade com um sexteto de tirar o folego. E que sexteto!. Ao lado dos habituais Jimmy Knepper e Dannie Richmond - companheiros de logas datas, temos Clarence Shaw, Curtis Porter e um pianista por nome de Bill Evans. O melhor deste album é o maravilhoso standard "Memories Of You" de Andy Razat e James Hubert Blake, a turbulenta "West Coast Ghost" e a comovente "Celia" do proprio Mingus que dá ao album um gosto Hard Bop, Post Bop. Para mim, um admirador do Mingus revolucionário, foi uma grata surpresa conhecer algumas de suas composições mais tranqüilas, mas, como sempre, de altíssimo nível. Nada de agressividade rítmica, mensagens políticas ou antiracistas neste belo East Coasting. Gravado em Agosto de 1957 - New York City e Originalmente lançado pela Bethlehem Records.
ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!

Faixas:
1. Memories Of You
2. East Coasting
3. West Coast Ghost
4. Celia
5. Conversation
6. Fifty-First Street Blues
7. East Coasting (Alternate Take 3)
8. Memories Of You (Alternate Take 3)

Musicos:
Charles Mingus - Baixo Acustico
Clarence Shaw - Trompete
Jimmy Knepper - Trombone
Curtis Porter - Sax. Alto & Tenor
Bill Evans - Piano
Dannie Richmond - Bateria

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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1957 - Tijuana Moods - Charles Mingus

"Charles Mingus não era apenas um homem imenso e descontrolado que surrava para seus músicos quando erravam alguma nota (são clássicos os cascudos que deu em seu trombonista Jimmy Knepper). Ele também tinha um lado inegavelmente doce... não há sequer um registro policial de que tenha disparado sua arma, que levava na cintura em suas apresentações ao vivo, em algum ouvinte mais falador. É aquela coisa: todos queremos nos sentir protegidos, principalmente quando temos apenas 1,90m e 100kg. Além de sua gentileza, muito além, estava sua profunda e dilacerante ironia, não a ironia de um truculento que conserta sua mesa de sinuca com um cartão funcional, mas a ironia rascante do gênio irrequieto. Em seu álbum Tijuana Moods, gravado no estúdio A da RCA de New York, entre 18 de julho e 6 de agosto de 1957, traduz muito bem isso e presta uma homenagem aos cucarachos ("A barata" é uma tradicional canção folclórica em língua castelhana, pertencente ao gênero corrido, que foi muito popular no México durante a Revolução Mexicana). Na terceira faixa "Tijuana Gift Shop", Mingus primeiro zomba afrontosamente com meia dúzia de lugares-comuns do latin jazz para, em seguida, misturá-los de forma assustadoramente criativa, produzindo, quem diria, jazz. Foram raríssimos os músicos de jazz que se deram ao trabalho de manipular o material latino disponível de forma tão autêntica, criativa e convincente. Acredito que Mingus foi o músico do jazz que melhor soube dosar essa influência caribenha que sempre rondou o mundo do jazz e, apesar de despudoradamente explícitas as citações latinas, ao final todas soavam discretamente articuladas ao contexto jazzístico. Com incrível habilidade e talento Charles exige de nós atenção aos detalhes e sobretudo, senso de humor quando ouvimos a maioria de seus álbuns, sob pena de pensarmos estar ouvindo apenas mais um disco de jazz. Sua habilidade com a utilização do blues foi idêntica. Só é preciso registrar que, nesse álbum, Mingus põe Frank Dunlop, um dos melhores bateristas da época, tocando castanholas. Em 25 de September 2001, a RCA Victor Europe relança Tijuana Moods the complee edition, albúm remasterizado com mais seis faixas alternativas do rolo de estudio destas duas sessões. Uma otima autobiografia de Charles Mingus e dispunivel no Brasil é Saindo da Sarjeta, pela editora Jorge Zahar, com boa tradução do Roberto Muggiati (Sem comentarios). Mingus foi uns do modernizadores do jazz, um baixista incrível e um compositor alem de seu tempo. Tocou com todo mundo que importava na sua época, mas não é disso que se trata a sua autobiografia. Saindo da Sarjeta é quase um livro erótico, tão minuciosamente Mingus comenta a sua vida sexual, das descobertas do amor à tentativa de virar um cafetão. A música fica em terceiro ou quarto plano. Um problema do livro são opção de narra sua vida na terceira pessoa, desde o nescimento, esbarrando em momentos de pieguice profunda. Mesmo assim, as aventuras desse Casanova do jazz são deliciosas e proporcionam uma leitura ligeira e divertida. É considerado, ao lado de Thelonious Monk e Duke Eliington, um dos três maiores compositores da história do Jazz". Texto e fonte, gentilmente cedida por:

Jazzseen.blogspot.com

Faixas:
01 - Dizzy Moods
02 - Ysabel's Dance Table
03 - Tijuana Gift Shop
04 - Los Mariachis (The Street Musicians)
05 - Flamingo
06 - A Colloquial Dream (Scenes In the City)
07 - Dizzy Moods (Alt. Take)
08 - Ysabel's Dance Table (Alt. Take)
09 - Tijuana Gift Shop (Alt. Take)
10 - Los Mariachis (Alt. Take)
11 - Flamingo (Alt. Take)
12 - A Colloquial Dream (Alt. Take)

Musicos:
Charles Mingus - Baixo Acustico
Curtis Portor (Shafi Hadi) - Sax. Alto
Jimmy Knepper - Trombone
Clarence Shaw - Trompete
Bill Trigia - Piano
Dannie Richmond - Bateria
Frankie Dunlop - Percurssão
Ysabel Morel - Castalholas
Lonnie Elder - Vozes & Narração

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Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

1957 - 'Round About Midnight - Miles Davis

"Quando toquei com Miles pela primeira vez, eu tinha muito o que aprender. Percebi que me faltava conhecimento de música em geral. Fico muito envergonhado por aquelas primeiras gravações que fiz com ele. Por que Miles me escolheu, eu não sei. Talvez tinha algo no meu modo de tocar e achasse que aquilo pudesse crescer. Mas eram tantas conclusôes musicais a que eu ainda não tinha chagado, que me sentia inadequado". - John Coltrane, 1961. O tom autodepreciativo de John talvez soe familiar. Dez anos antes, Miles havia sentido da mesma forma ao dividir os holofortes com Charles Parker. Agora era a vez de Coltrane se questionar. E Miles? Havia dois anos, ele tinha parado de se picar e voltadoa se concentrar na profissão. Tudo estava muito bem. Ele mesmo disse: "Eu estava tocando meu trompete e liderando a melhor banda do mercado, uma banda criativa, imaginativa, soberbamente coesa e artistica". No final de 1955, amparado pela liberdade artistica e financeira propiciada por um generoso adiantamento da Columbia Records e por uma consistente turnê arranjada pela Shaw Artis, Miles estava pronto para subir ao topo do mundo do do jazz. O novo quinteto aterrissou na Costa Oeste no inicio de 1956 para uma temporada de duas semanas na casa noturna Jazz City, em Los Angeles. Miles marcou a entrada do primeiro numero, e o som de Nova York - um hard bop funkeado com um sofisticado toque liríco - tomou de assalto o erritorio cool onde Gerry Mulligan e Chet Baker haviam estrelado seu quinteto sem piano alguns anos antes. O compositor e arranjador de jazz Sy Johson, que frequentava a casa toda noite, lembraria tempos depois, "Ninguém sábia o que pensar. Literalmente enlouqueceu todo mundo. Destruiu o jazz da Costa Oeste da noite para o dia". O quinteto logo se tornou um fenômeno pais afora. O empresário Jack Whittemore cumpriu á risca sua promessa, e, ao longo de 1956, o quinteto de Miles tocou constantimente numa série de shows em casas que variavam de pequenos clubes negros da Costa Leste a locais menos segregados e cidades como St. Louis, chicago e São Francisco. Pela primeira vez em sua carreira, Miles consiguiu manter a alta qualidade das apresentações, noite após noite. Na exuberância e potência do auge, o grupo simplismente tinha muito a ofereçer; as ásperas, geniosa - ás vezes intermináveis - improvisações do Tenor de Coltrane. O rompete com surdina - e con mistero - e Miles. Os solos com arco de Chambers, competente e plenos de sentimento. Anos após a estréia do quinteto, escritores de jazz ainda estavam maravilhados com aquele som. "Na minha opinião, a intricada complexidade de ligação entre as mentes daqueles músicos jamais foi igualada por qualquer outro grupo", escreveu Ralph Gleason em 1972. As duas gravadoras de Miles - Prestige, ainda sem selo oficial, e a Columbia - vibravam igualmente com o novo grupo. O presidente da Prestige, Bob Weinstock, saudou-o como o "Hot Five de Louis Armstrong da era moderna". Ambas logo colocaram o quinteto em estúdio. As gravações realizadas nos dezoitos meses seguinte, finalmente foram lançadas em seis albúns pelo primeiro selo (Miles, Cookin, Relaxin´, Miles Davis and the Modern JazzGiants, Workin´ e Steamin´) e um pelo segundo (´Round About Midnight), definem o ápice da improvisação de jazz para pequenas formações. Apesar da disparidade no numero de albúns lançados, foi a Columbia dispendeu mais em fitas de gravações e horas de estúdios com Miles. Quatro dos seis albúns da Prestige - Cookin´, Relaxin´, Workin´ e Steamin´ - foram gerados numa maratona de duas sessões, em que o quinteto simplismente executou seu muito bem ensaiado repertório de shows, sem necessidadde de repetição. Por outro lado, a estréia de Miles na Columbia foi resultado de tres sessões com multliplas gravações de matérial cuidadosamente selecionado. A versão final de cada faixa era resultado da colagem dos melhores momentos de duas ou mais gravação diferentes. A flexibilidade de Miles em estúdio - sua segurançatanto no trabalho meticuloso quanto na espontaniedade de um take único sem rédeas - lhe seria muito útil durante os nos na Columbia. Ao final da década, esses dois atributos converigiam, dando forma ao processo que iria gerar Kind of Blue. Em 1956, os discos de Miles e quinteto pela Prestige começaram a circular pelas receptivas mãos da crítica, que respondeu extasiada. A Down Beat, que conteve seus elogios ao albúm de estréia do grupo, Miles, deu incondicionais cinco estrelas para Cookin´, em 1957; - "A tremenda coesão, o swing impetuoso, a absoluta exaltação e a emoção controlada, presente nos melhores momentos do quinteto de Davis, foram captados nessa gravação. (Philly Joe) Jones disse que essas sessão...são as melhores já realizada por Davis. Estou inclinado a concordar". A combinação de apresentação ao vivo aclamadass universalmentecom os albúns da Prestige garantiu a reputação do quinteto e também a de Miles. Mas as atenções se voltaram para além da música. Davis estava virando um simbolo uiniversal do cool. O que o trompetista vestia, o que dizia (ou não dizia) no palco, se ele votava ou não as costas para o publico, tudo isso recebia da impresa tanto destaque quanto suas performances. Quando saia do palco depois de um solo, não 0 importava se estivesse concentrado na música ou tentando não ofuscar outros solistas. Miles pasou a ser bombardeado pela crítica por seu aparente distanciamento e desdém. A imagem escolhida pela Columbia para a capa do primeiro albúm de Miles com a gravadora, ´Round About Midnight, era impactante, mas, intencionalmente ou não, também serviu para sustentar sua imagem blasée. Tirada por Marvin Kuner no Café Bohemia, a foto mostra um Miles introspectivo, de óculos escuro , abraçando o trompete paternalmente, com uma mão no ouvido. Que retrato poderia mostra-lo mas distante e introvertido?. Na verdade - como vários outras fotos atestam - Davis estava simplismente fazendo por puro hábito o que muito cantores fazem quando se concentram na música: tapou os ouvidos para filtrar o rúido externo. Os mesmos modos silenciosos e atitude áspera que Coltrane tinha achado desconcertantes se tornou parte da ascensão do mito. No ano anterior, sua voz ficara tão áspera quanto seus modos: enquanto se recuperava de uma cirurgia na garganta, Davis teve uma discursão aos berros com um executivo da música que causou danos permanentes ás suas cordas vocais. Pelo resto de sua vida a rouquidão seria seu cartão de visita vocal. O que era controverso para o público branco tinha signicado positivo junto a comunidadenegra. Era um tanto incomum nos anos 50, para um negro da estatura de Miles, adotar uma postura pública intransigente e sem concessões. Sua taciturna, porem determinada, autoconsciência em meio a uma soiendade agitada peloa tensão racial, era um exemplo a outros afro-americanos. Para eles dar as costas para as platéias em sua maioria branca, tinha um significado simbólico bastante claro. Em meados dos anos 50, poucos heróis negros - Nat King Cool, Jackie Robinson, Sugar Ray Robinson, Ralph Ellison, Sidney Poitier - pareciam tão fortes, tão modernos ou (a partir de 1957) tão bm sucedidos quanto Miles Davis. McCoy Tyner lembra que, para músicos e fás afro-americanos, era "uma espécie de guru para muita gente". Bill Cosby, relembra..."Na década de 50, o simbolo de status para certos grupos de adolecentes no norte da Filadélfia era gostar de Miles Davis. Ou seja, se vc. dissesse "Miles Davis" , já era cool, se tivesse seus albúns, era o máximo, por isso digo que o homem era mais do que apenas um músico". Nos primeiros anos do Apartheid na Africa do Sul, Hugh Masekela, encontrou o modelo que tanto lhe faltava ouvindo discos de Miles..."Não foi apenas na música, mas Miles influênciou o meu modo de vestir, influênciou minhas atitudes diantes da autoridades: sua perspectiva da vida, seu desdém pela autoridade que cerceia a liberdade do povo. Ele era verdadeiramente honesto. Se não gostava de alguma coisa, dizia "Foda-se", em vez de usar linguagem alaborada". A condição de Miles como modelo era consequência de um respeito conquistado nos seus primeiros dias de astro do bebop. Jimmy Cobb se lembra de ver colegas músicos imitando aa atitude ea postura de Miles no final dos anos 40: "Alguns caras andavam por ai tentando se vestir com Miles, segurando e carregando o trompete como ele. Foi assim até o final de sua vida, sabe?. Os sujeitos tentando imita-lo". Quincy Jones admite abertamente que foi um deles no começo dos anos 50..."Eu tinha de fazer um solo num negocio que compus para (Leonel) Hampton chamado "Kingfish" (em 1951). Era um solo baseado em um único acorde. Era muito influenciado por Miles, aquela coisa dele com Gil Evans, (John) Carisi. Naquela época todo mundo frequentava o mesmo lugar, e certa noite, Oscar Pettiford e Miles estavam conversando atrás de mim, e (Miles) disse que tinha ouvido a música no ráadio, "Algum filho-daputa tentando tocar como eu". Registrado entre outubro de 1955 e setembro de 1956, foi o álbum oficial de estréia de Miles Davis na Columbia. Iniciava-se, assim, uma associação de três décadas com a gravadora, que alavancou a carreira do trompetista, ampliando sua popularidade. O intervalo entre o início e o final das gravações teve um motivo burocrático: o acordo entre a CBS e a Prestige permitia o início das gravações, mas o lançamento do material só poderia ocorrer depois de cumprida a obrigação contratual com a Prestige. Miles se tornou, pública e oficialmente, um artista da Colimbia com o lançamento de "Round About Midnight" em 18 de março de 1957. Em 2005 foi relançado em um duplo albúm com varios live, com o titulo "Round About Midnight: Legacy Edition". Produção: George Avakian.
Para saber mais: Kind of Blue: The Making of the Miles Davis Masterpiece (Ashley Kahn - Da Capo Press, 2000) pp. 57-61.

Músicas:
01 - 'Round Midnight
02 - Ah-Leu-Cha
03 - All of You
04 - Bye Bye Blackbird
05 - Tadd's Delight
06 - Dear Old Stockholm
07 - Two Bass Hit
08 - Little Melonae
09 - Budo
10- Sweet Sue, Just You

Músicos:
Miles Davis – Trompete
John Coltrane – Sax. Tenor
Julian ‘Cannonball’ Adderley – Sax. Alto
Bill Evans – Piano
Paul Chambers – Baixo Acústico
James Cobb – Bateria
Wynton Kelly – Piano (Faixa: “Freddie Freeloader”)

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Boa audição - Namastê.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

1957 - Prestige 7105 - John Clotrane

“Trane era o saxofonista mais ruidoso e mais rápido que eu já ouvi. Tocava rápido e alto, ao mesmo tempo, o que é difícil de fazer. Porque quando a maioria dos músicos toca alto, se trava. Já vi muitos saxofonistas se enrolarem tentando tocar assim. Mas Trane fazia isso e era fenomenal. Era como se estivesse possuído, quando levava aquele instrumento à boca. Era muito apaixonado – feroz – e ao mesmo tempo muito tranqüilo e delicado quando não estava tocando. Um cara puro.
Jamais compôs coisa alguma durante o tempo que esteve em meu conjunto. Tudo que fazia era começar a tocar. A gente conversava muito sobre música nos ensaios e a caminho do trabalho. Eu lhe mostrava muita coisa, e ele sempre escutava. E eu dizia:
- Trane, tome aqui estes acordes, mas não é pra tocar assim o tempo todo, não, sabe? Isso quer dizer que você tem dezoito, dezenove coisas diferentes pra tocar em dois acordes.
Ele ficava ali sentado, de olhos arregalados, absorvendo tudo. Trane era um inovador, e a gente tem de dizer a coisa certa às pessoas desse tipo. Por isso que eu mandava que ele começasse no meio, pois era assim que sua cabeça funcionava mesmo. Ele buscava desafios, e se a gente lhe desse o troço errado, ele não escutaria. Mas era o único músico que podia tocar aqueles acordes que eu lhe dava sem fazê-los soar como acordes.
Depois do trabalho, ele voltava pra seu quarto de hotel e praticava, enquanto todos os demais andavam pela rua. Praticava durante horas, depois de acabar de tocar três sets. E mais tarde, em 1960, quando lhe dei um sax soprano que conseguira com uma conhecida de Paris, uma antiquária, isso teve um efeito no seu tenor. Antes de ganhar aquele soprano, ele ainda tocava com Dexter Gordon, Eddie “Lockjaw” Davis, Sonny Stitt e Bird. Depois de ganhar o instrumento, seu estilo mudou. Depois disso, não tocava mais como ninguém a não ser ele mesmo. Descobriu que podia tocar mais suave e mais rápido no soprano que no tenor. E isso realmente o deixou ligado, pois não podia fazer no tenor o que podia no alto, porque o soprano é um instrumento direto, e como ele gostava do registro baixo, descobriu que também podia pensar e ouvir melhor com o soprano do que com o tenor. Quando tocava o soprano, depois de algum tempo, parecia mais uma voz humana, um lamento.
Depois que gravamos aqueles últimos lados pra Prestige, em outubro de 1956, levei o grupo de volta ao Café Bohemia, e foi lá que aconteceu muita coisa entre Coltrane e eu. Essas coisas já vinham se acumulando há algum tempo. Cara, era uma merda ver o que ele fazia consigo mesmo, a essa altura já se achava realmente dependente da heroína, e também bebendo muito. Chegava atrasado e cabeceava no palco. Uma noite, fiquei tão puto com ele que lhe dei um tapa na cabeça e um soco na barriga, no camarim. Thelonious Monk estava lá nessa noite; fora ao camarim dar boa-noite e viu o que eu fiz com Trane. Quando viu que Trane não reagia e apenas ficava ali sentado como um bebezão, se revoltou. Disse a Trane:
- Cara, do jeito que você toca saxofone, não tem de aceitar essa merda; pode vir tocar comigo quando quiser. E você Miles, não devia bater nele desse jeito.
Eu estava tão puto que pouco ligava pro que Monk dizia, porque, pra começar, não era da conta dele. Despedi Trane essa noite, e ele voltou pra Filadélfia, pra tentar se livrar do vício. Me senti mal mandando-o embora, mas não via que mais podia fazer nas cincunstâncias.
Por mais que eu gostasse de Trane, nós não andávamos juntos depois que deixávamos o estrado, porque tínhamos estilos diferentes. Antes, era porque ele vivia afundado na heroína, e eu acabara de sair dessa. Agora ele estava limpo e quase não saía, voltava direto pro hotel, pra praticar. Sempre levara a música a sério, e sempre praticara muito. Mas agora era quase como se estivesse numa espécie de missão. Me dizia que já fizera muita confusão, perdera muito dinheiro e não dera muita atenção à sua vida pessoal, à sua família e, acima de tudo, à sua música. Portanto, só se preocupava em tocar sua música e crescer como músico. Era só no que pensava. Não podia ser seduzido pela beleza de uma mulher, porque já fora seduzido pela beleza da música, e era fiel à sua esposa. Quanto à mim, depois que acabava a música, eu saía logo buscando a dona boa com quem ia ficar naquela noite. Cannonball Adderley (vocal) e eu conversávamos e saíamos às vezes, quando eu não estava com alguma mulher. Philly e eu ainda éramos amigos, mas ele vivia se enchendo de droga, ele, Paul e Red. Mas éramos todos amigos e todos nos dávamos muito bem juntos.” (“Miles Davis, a Autobiografia” - pp 180, 194 e 195)
Prestige 7105 é um álbum fantástico que reúne alguns dos clássicos de John Coltrane, um dos saxofonistas mais cultuados do jazz, que começou sua carreira tocando em big bands, fez parte do grupo de Miles Davis, durante cinco anos, além de ter liderado, a partir de 1960, um quarteto com o pianista McCoy Tyner, o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones. São seis faixas com o melhor de seu estilo, entre elas, "Violets for Your Furs" e "While My Lady Sleeps", alguns dos destaques. Algo que não pode faltar em sua coleção. Gravado em 31 de Maio de 1957
Dica: Les Musiciens de Jazz et Leurs Trois Voeux - Pannonica de Koenigswarter (Ed. Ruchet-Chasiel). Boa leitura.


Faixas:
01 - Bakai
02 - Violets For Your Furs
03 - Time Was
04 - Straight Street
05 - While My Lady Sleeps
06 - Chronic Blues

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor
Johnnie splawn - Trompete
Sahib Shihab - Sax. Barito
Red Garland - Piano (1-3)
Mal Waldron - Piano (4-6)
Paul Chambers - Baixo Acustico
Albert Heath - Bateria

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Boa audição - Namastê

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Louis Armstrong with Oscar Peterson

1957 - Louis Armstrong Meets Oscar Peterson


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Louis Armstrong faz um passeio em diversas vertentes jazzísticas, apoiado pelo Oscar Peterson Trio e o baterista Louis Bellson. Esse encontro memorável representa uma das melhores fases de Peterson frente ao seu trio, executando arranjos simples e sublimes, que ganham doçura e extrema beleza na voz e nos solos de Louis Armstrong.

Tracks:

1. That Old Feeling
2. Let's Fall in Love
3. I'll Never Be the Same
4. Blues in the Night
5. How Long Has This Been Going On?
6. I Was Doing All Right
7. What's New?
8. Moon Song
9. Just One of Those Things
10. There's No You
11. You Go to My Head
12. Sweet Lorraine
13. I Get a Kick Out of You [*]
14. Makin' Whoopee [*]
15. Willow Weep for Me [*]
16. Let's Do It (Let's Fall in Love) [*]

Credits:

Louis Armstrong - Trumpet, Vocals, Performer
Louie Bellson - Drums
Ray Brown - Bass
Herb Ellis - Guitar
Norman Granz - Producer
Oscar Peterson - Piano, Performer

http://www.louis-armstrong.net/
http://www.oscarpeterson.com/

quarta-feira, 2 de julho de 2008

1957 - Blue Train

Em 57, Coltrane gravou uma bateria de albuns freework, aproveitando a boa chanse que que soprava em sua direção. No final de 1956, início de 1957, Coltrane foi até os escritórios da Blue Note conversar com Albert Lion a fim de pedir alguns discos de Sidney Bechet. Ele e Alfred começaram a conversar sobre um possível contrato de gravação, mas Francis Wolff, empresário de Coltrane, estava viajando naquele dia. Coltrane acabou recebendo alguns discos de Bechet e saiu com um pequeno adiantamento em dinheiro, prometendo voltar em alguns dias. Assim Blue Train surgiu de forma inesperada. A história, segundo Michael Cuscuna no encarte do CD, em 1996 (relançamento), é a seguinte: "Em uma década fértil para o jazz, do meio dos anos 50 até meados dos anos 60, houve uma incrível proliferação de grandes discos de jazz e Blue Train - que Coltrane se referia como seu disco favorito entre todos que havia gravado -, era mais do que isso: era um álbum perfeito. Os ingredientes para tamanha alquimia não podem ser quantificados assim como o gênio que o concebeu e escreveu. Isso pode ser notado ao ouvi-lo.Nota-se claramente o virtuosismo de todos e sobretudo a liderança de Coltrane. A faixa título, que abre a obra, é longa (quase 11 minutos ) e ritmicamente com muitas “variações blues”. Um dos pontos altos de “Blue Train”. “Locomotion” também é uma melodia baseada em fraseados “riff blues”. Noutro lugar, o que seria um dos próximos LPs de Coltrane, “Giant Steps”, onde ele trabalha quebrando melódicas e harmônicas , em “Blue Train” temos um autentico álbum de HardBop da época. Dito isto, duas de suas músicas, “”Moment’s Notice” e “Lazy Bird” já antecipavam, de certa forma, o que viria pela frente. Por fim, “Blue Train” é alegre, contagiante e, ao mesmo tempo, de extrema elegância desde a abertura com a faixa título, passando por uma das mais belas baladas jazz já compostas, “I’m Old Fashioned”, e finalizando com a excelente “Lazy Bird”. Um prato cheio para os amantes de um bom Hard Bop. Este trabalho ainda continua sendo um disco extremamente popular e, em 60, durante uma entrevista, o próprio Coltrane o apontou como um de suas obras preferidas. A produção impecável, destas cinco faixas, ficou por parte de Alfred Lion e unico disco gravado pelo selo Blue Note Records. Todas as composições são de autoria de Coltrane, salvo “I’m Old Fashioned”, de Jerome Kern e Johnny Mercer.

Tracks:
01 - Blue Train
02 - Moment's Notice
03 - Locomotion
04 - I'm Old Fashioned
05 - Lazy Bird

Pessoal:
John Coltrane - Sax. Tenor
Lee Morgan - Trompete
Curtis Fuller - Trombone
Kenny Drew - Piano
Paul Chambers - Baixo
Philly Joe Jones - Bateria

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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

1957 - Ascenseur pour L'Échafaud (Soundtrck)

Trago uma incognita para os admiradores de Miles Davis - O homonimo e profano Ascenseur pour L'Échafaud (Ascensor para o Cadafalso, em um português quase arcaico na tradução).
Miles sempre amou Paris, cidade que visitava desde 1949, e em 1957, recebeu um convite para fazer alguns shows na Europa, acompanhado apenas por músicos franceses. Foi ali que surgiu uma inusitada oportunidade de fazer a trilha-sonora de um filme de Louis Malle, com a estrela Jeanne Moreau, no papel principal... Surgia aí mais uma faceta de Miles: o homem cosmopolita, quase uma divindade, na França.Tudo começou quando Miles Davis recebeu uma proposta de Marcel Romano, para uma pequena excursão de três semanas pelo continente europeu.Miles foi convidado para ir sozinho, sem sua banda, e tocaria ao lado dos franceses Barney Wilen (sax tenor), René Urtreger (piano) e Pierre Michelot (baixo).Na bateria estava um velho conhecido de Miles e radicado há anos em Paris: Kenny Clarke.
Miles amava Paris e lembrava-se, com saudades, dos períodos em que saía com Jean-Paul Sartre e Juliette Grecco, mesmo sem falar uma palavra de francês: "eu não sabia francês, eles mal falavam inglês, mas ainda assim adorava vê-los conversarem. Adorei muito aquele período de 1949. Eles eram muito gentis."
Por isso mesmo, Miles aceitou o convite para ir à Europa sem banda e ficou surpreso quando o chamaram para fazer a trilha sonora de um filme do jovem diretor Louis Malle, que era grande fã de seus discos.O filme, em si, não era grande coisa, mas ficou marcada pela trilha composta inteiramente pela música gravada por Miles.Os shows pela Europa não foram muitos e ele teve uma semana de intervalo e nesse período conversou com Malle, que mostrou o que tinha sido filmado e pediu que ele fizesse a música nas cenas escolhidas pelo diretor.Segundo Romano, Miles Davis adorou o convite e discutiram sobre o projeto quando teve uma sessão particular do filme e ficou combinado que usaria os mesmos músicos da excursão.Ele solicitou um piano e começou a trabalhar.As gravações ocorreram rapidamente, nos dias 4 e 5 de dezembro de 1957, começando de noite e acabando nas mandugadas do dia seguinte. As músicas eram apenas pequenos fragmentos, mas que deram vida ao filme, apesar da beleza de Moreau, com quem fez uma boa amizade.
Ascenseur pour L'ÉchafaudO era composto de 10 pequenas faixas e foi lançado primeiro no formato de 10 polegadas na França e, meses depois, nos Estados Unidos, em 12 polegadas, já no tamanho de um LP.Este albúm serviu para que Miles começasse a fazer alguns experimentos sonoros que usaria anos depois, desenvolvendo um clima intimista, mais calmo e distante do convencional. Pierre Michelot conta que nas gravações o clima foram muito calmas e Miles estava perfeitamente à vontade, tendo inclusive saído para tomar alguns drinques com os músicos e com a prória Jeanne Moreau. Esse registro não teve grande repercussão em sua carreira, embora seja um trabalho interessante e desenvolvido tão rapidamente, o que se tornaria uma marca e por encomenda.Anos depois, foi relançado em CD, já contendo 26 músicas de de estúdio, contra apenas 10 do disco original. Aqui as faixas extras abrem o disco e deixam a trilha original, para o final.
Dica: Uma pequena amostra:



Tracks:
01 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 1)*
02 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 2)*
03 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 3) (Generique)*
04 - Nuit Sur Les Champs - Elysees (Take 4) (Florence sur les Champs-Elysees)*
05 - Assassinat (Take 1) (Visite Du Vigile)*
06 - Assassinat (Take 2) (Julien Dans L'Ascenseur)*
07 - Assassinat (Take 3) (L'Assassinat De Carala)*
08 - Motel(Diner Au Motel)*
09 - Final (Take 1)*
10 - Final (Take 2)*
11 - Final (Take 3) (Chez Le Photographe Du Motel)*
12 - Ascenseur (Evasion De Julien)*
13 - Le Petit Bal (Take 1)*
14 - Le Petit Bal (Take 2) (Au Bar Du Petit Bac)*
15 - Sequence Voiture (Take 1)*
16 - Sequence Voiture (Take 2) (Sur L'Autoroute)*
17 - Generique**
18 - L'Assassinat De Carala**
19 - Sur L'Autoroute**
20 - Jullien Dans L'Ascenseur**
21 - Florence Sur Les Champs-Elysees**
22 - Diner Au Motel**
23 - Evasion De Julien**
24 - Visite Du Vigile**
25 - Au Bar Du Petit Bac**
26 - Chez Le Photographe Du Motel**

Faixas Extras*
Trilha - Sonora Origínal**

Pessoal:
Miles Davis (Trompete)
Barney Wilen (sax tenor)
René Urtreger (piano)
Pierre Michelot (baixo)
Kenny Clarke (Bateria)

Download Part.I

Download Part.II

Boa audição