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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Charlie Parker, Clifford Brown & Phil Woods - International Jam Sessions

Lançamento: 1976
Selo: Xanadu Records/JX. 6603
Gênero: Bop

O álbum International não é um álbum de estúdio convencional, mas um documento histórico curado por Don Schlitten e o mérito crítico da obra reside no contraste: enquanto muitos "live boots" (gravações piratas) da época sofrem com qualidade abismal, a Xanadu conseguiu resgatar momentos em que o bebop atravessava o Atlântico, provando que a linguagem de Parker era, de fato, universal. O "Bird" em Solo Sueco (1950), Charlie Parker são o ponto alto. Musicalmente, ouvimos um Parker relaxado, porém afiado. É fascinante notar como os músicos suecos (liderados por Rolf Ericson) tentam manter o passo com a velocidade de pensamento de Parker. Em Anthropology e Cool Blues, Parker demonstra por que era o sol em torno do qual o jazz orbitava. Seu fraseado é fluido, quase sem esforço. Para o ouvido crítico, a curiosidade reside na interação: os músicos locais tocam com uma reverência audível, oferecendo um suporte sólido, embora às vezes comedido, para que Bird possa decolar. Clifford Brown, o elo perdido na Dinamarca (1953), traz na faixa Indiana o trompete em uma fase de ouro, pouco antes de sua morte trágica em 1956. Brownie exibe aqui seu timbre característico — quente, redondo e com uma articulação impecável mesmo nos andamentos mais rápidos. É um lembrete doloroso do que o jazz perdeu. A seção rítmica dinamarquesa é competente, mas o brilho individual de Brown eclipsa qualquer outro elemento da faixa. Phil Woods e a Herança de Parker (1957). As sessões de Phil Woods em Nova York (o "intruso" geográfico do disco, já que não foi gravada fora dos EUA) servem como uma tese sobre a evolução do bebop. Woods foi frequentemente chamado de "The New Bird" e aqui ele prova por que herdou o título. Sua técnica é mais "limpa" e agressiva que a de Parker, refletindo o refinamento do estilo no final da década de 50. A inclusão de Cecil Payne e Frank Socolow cria uma densidade de sopros que contrasta com a leveza do toque. Detalhes e Curiosidades e o "Erro" Geográfico: Embora o álbum se chame International Jam Sessions, as faixas de Phil Woods foram gravadas no coração de Manhattan. A Xanadu justificou o título pelo fato de Woods ser um dos músicos que mais tarde se tornaria um "embaixador" do jazz na Europa, mas, tecnicamente, apenas algumas musicas é internacional. As gravações de Parker na Suécia foram feitas em circunstâncias quase amadoras por entusiastas locais. O fato de o som ser audível e até prazeroso deve-se ao trabalho de restauração de engenheiros de áudio que limparam o ruído de fundo original. A conexão com a Xanadu é um exemplo perfeito da missão da Xanadu Records: preservar performances que não foram capturadas pelos grandes selos (como Verve ou Savoy), mas que mostram os gigantes do jazz em momentos de improvisação pura, longe da pressão dos estúdios comerciais. A reverência e "Birdology" na época da gravação de Woods (1957), Charlie Parker já havia falecido há dois anos. Tocar Yardbird Suite e Scrapple From The Apple foi um tributo explícito de Woods ao seu mestre, fechando o ciclo do álbum. Agora o veredito de International Jam Sessions é um item essencial para colecionadores não pela coesão sonora, mas pela sua importância como cápsula do tempo. Ele mostra o bebop como uma força da natureza que não respeitava fronteiras — seja nos clubes frios de Estocolmo ou nos estúdios esfumaçados de Nova York. Um O conceito arqueologia do Bebop.

Sax. Alto – Charlie Parker (faixas: 1 a 4), Phil Woods (faixas: 6 a 7)
Sax. Alto – Gigi Gryce (faixas: 5)
Sax. barítono – Cecil Payne (faixas: 6 a 7)
Baixo – Erik Moseholm (faixas: 5), Thore Jederby (faixas: 1 a 4), Wendell Marshall (faixas: 6 a 7)
Bateria – Arthur Taylor (faixas: 6 a 7), Jack Noren (faixas: 1 a 4)
Bateria – Ole Jorgensen (faixas: 5)
Piano – Duke Jordan (faixas: 6 a 7), Gosta Theselius (faixas: 1 a 4), Jorgen Bengtson (faixa: 5)
Sax. Tenor – Frank Socolow (faixas: 6 a 7)
Sax. Tenor – Clifford Solomon (faixas: 5)
Trompete – Clifford Brown (faixas: 5), Jorgen Ryg (faixas: 5), Rolf Ericson (faixas: 1 a 4)

Faixas 1-4: Gravadas em 22 de novembro de 1950.
Faixa 5: Gravada em 12 de novembro de 1953.
Faixas 6-7: Gravadas em 12 de agosto de 1957.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 2 de março de 2026

The Teddy Wilson Trio & Gerry Mulligan Quartet With Bob Brookmeyer & Bill Evans – At Newpo

Lançamento: 2016
Selo: Verve Records/Immortal Jazz On Verve IX 
Gênero: Cool Jazz, Swing


O registro do Newport Jazz Festival de 1957, lançado pela Verve Records é mais do que um simples álbum ao vivo; é um manifesto contra as divisões artificiais que a crítica da época tentava impor ao Jazz. Em uma noite onde o "Swing" de Teddy Wilson e o "Cool" de Gerry Mulligan dividiram o palco onde que se ouviu não foi um choque de gerações, uma conversa fluida e profundamente respeitosa. Resultado:Equilíbrio Improvável. Teddy Wilson a Elegância Inoxidável, abre o disco com a precisão de um relojoeiro. No set do seu trio (acompanhado pelo lendário contrabaixista Milt Hinton), ele reafirma por que foi a espinha dorsal dos pequenos grupos de Benny Goodman. Faixas como "Stompin' At The Savoy" e "I Got Rhythm" não são meras revisitações; Wilson toca com uma clareza polida, onde cada nota tem um propósito arquitetônico. É o Swing em seu estado mais puro e sofisticado. Mulligan o arquitetura do ar, assume a ausência de piano criando um espaço negativo que Mulligan e o trombonista Bob Brookmeyer preenchem com um contraponto quase barroco. A interpretação de "My Funny Valentine" é de um lirismo seco e intelectual, característica marcante do som da Costa Oeste. A curiosidade técnica aqui é o entrosamento telepático entre o sax barítono de Mulligan e o trombone de válvula de Brookmeyer, que operam em frequências graves com uma leveza surpreendente e a miragem" de Bill Evans, Um detalhe que frequentemente confunde colecionadores é o crédito a Bill Evans. Evans não toca com Mulligan ou Wilson nesta gravação. Ele aparece em faixas bônus (como "Dancing In The Dark") como integrante do Don Elliott Quartet. Ouvir Evans aqui é testemunhar um gênio em formação, ainda exibindo uma agilidade mais próxima do Bop tradicional, antes de mergulhar no impressionismo que definiria sua carreira solo. A grande joia do álbum é a colaboração em "Sweet Georgia Brown", onde Mulligan se junta ao trio de Wilson. É o momento em que as etiquetas caem por terra: o barítono moderno de Mulligan se encaixa perfeitamente no balanço clássico de Wilson. Este disco não é apenas música de festival; é a prova de que o Jazz, independentemente do prefixo — swing, cool ou bop — fala uma língua única quando os mestres estão no comando. O contexto histórico explorado em 1957 foi o "ano de ouro" do festival (o mesmo ano do lendário show de Louis Armstrong e da consagração de Ella Fitzgerald), detalhe importante da engenharia de som da Verve Records, que conseguiu capturar a acústica aberta do festival com uma clareza rara para gravações externas da década de 50.

Sax. Barítono – Gerry Mulligan (tracks 6, 7,8-10)
Baixo – Ernie Furtado (tracks 8-10), Joe Benjamin (tracks 6,7), Milt Hinton ( tracks 1-5)
Bateria – Al Beldini (tracks 8-10), Dave Bailey (tracks 6,7), Specs Powell (tracks 1-5)
Mellofone – Don Elliott (tracks 8-10)
Piano – Bill Evans (tracks 8-10), Teddy Wilson (tracks 1-5)
Trombone – Bobby Brookmeyer  (tracks 6,7)
Mestre de Cerimônias – Willis Conover

Gravado durante uma apresentação no Newport Jazz Festival, Newport, RI, em 6 de julho de 1957


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Sonny Rollins - A Night at the Village Vanguard

Artista: Sonny Rollins

Álbum:  A Night at the Village Vanguard

Lançamento: 1957/1999

Selo: The Blue Note Label Group

Gênero: Bop, Hard Bop


 A Night at the Village Vanguard é um álbum ao vivo do saxofonista tenor Sonny Rollins, lançado pela Blue Note Records em 1958. Gravado no Village Vanguard em Nova York em novembro de 1957 em três sets, dois à noite e um no tarde com diferentes acompanhantes. No set da tarde Rollins tocou com Donald Bailey no baixo e Pete LaRoca na bateria; à noite eles foram substituídos respectivamente por Wilbur Ware e Elvin Jones. A gravação foi feita por Rudy Van Gelder , e foi a primeira gravação ao vivo feita no Village Vanguard.  A crítica afirma: "Este CD é muitas vezes mágico. Sonny Rollins, um dos grandes tenores do jazz, é ouvido em seu auge... Rollins não apenas tinha um som muito distinto mas seu uso do tempo, seu astuto sagacidade e seu estilo boppish, mas imprevisível, eram completamente seus em 1957." O crítico musical Robert Christgau elogiou muito o álbum, escrevendo: "Rollins é encarregado de se aventurar longe dessas músicas sem romper as amarras harmônicas normalmente garantidas por um piano. Ele faz isso de novo e de novo - mas não sem um certo custo em ebulição, textura e plenitude de fôlego. Sempre impressionante, divertido de passagem, suas improvisações são a razão pela qual serve o jazz de vanguarda. O álbum foi identificado por Scott Yanow em seu ensaio "Hard Bop" do AllMusic como uma das 17 gravações essenciais de Hard Bop. O Penguin 'Guide to Jazz' deu-lhe no máximo quatro estrelas mais a coroa e incluiu o álbum em sua “coleção principal”, concluindo que "estes são discos que exigem um lugar em qualquer coleção". 

Baixo - Donald Bailey (faixas: 1, 3), Wilbur Ware (faixas: 2, 4 a 7)

Bateria - Elvin Jones (faixas: 2, 4 a 7), Pete La Roca (faixas: 1,3)

Saxofone Tenor – Sonny Rollins

Gravado por – Rudy Van Gelder

_____________________________________

Gravado em 3 de novembro de 1957 no Village Vanguard, na cidade de Nova York.

Faixas 1 e 7 emitidas originalmente em Blue Note BLP 1581. Todas as outras emitidas originalmente em BN LA475.

Boa audição - Namastê

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Boxset CD 08 - Lucky Thompson, Sammy Price - Paris Blues [Rec. 1956-1957]

Álbum: Paris Blues
Lançamento: 2009
Selo: Membran
Gênero: Boogie-Woogie, Piano Blues, Jump Blues 


 A origem do termo ‘boogie-woogie’ é desconhecido. No entanto, Dr. John Tennison, psiquiatra, pianista e musicólogo sugeriu alguns precursores interessantes da lingüística africana. Entre eles estão quatro termos africanos: a palavra ‘boog’ da língua Hausa e ‘booga’ da língua Mandinga, ambas significando ‘bater’, como batendo um tambor. Há também a palavra ‘bogi’ do Oeste Africano que significa ‘para dançar’, e ‘mbuki mvuki’ do Bantu, ‘mbuki’ que significa ‘voar’ e mvuki ‘dançar descontroladamente’. Os significados de todas estas palavras são consistentes com a dança e os comportamentos desinibidos historicamente associados a música boogie-woogie. A origem africana é evidente pois a música surgiu entre os recém-emancipados afro-americanos. Na literatura das partituras antes de 1900, há pelo menos três exemplos do uso da palavra ‘bogie’ em títulos de música nos arquivos da Biblioteca do Congresso dos EUA. E em 1901, ‘hoogie boogie’ apareceu no título de partituras publicadas. Quanto às gravações de áudio, a primeira aparição no título de uma gravação parece ter sido feita do ‘American Quartet’ por Thomas Edison em ‘That Synchopated Boogie Boo’ em 1913, e na composição ‘Boogie Rag’ de Wilbur Sweatman em 1917. No entanto, nenhum destes exemplos de partituras ou de gravação de áudio contém os elementos musicais que os identificam como boogie-woogie. As gravações ‘Weary Blues’ de 1915, do grupo ‘Louisiana Five’, uma das primeiras dixieland jazz band, e do pianista Artie Matthews são reconhecidas como as mais antigas com figuras musicais do boogie-woogie.


Lucky Thompson The Modern Jazz Group Quatet-Tentet, 5 e 6 março, 1956 - Paris

Sax Tenor - Lucky Thompson, Jean Louis Chautemps

Trompete - Fred Gerald, Roger Guerin

Trmbone - Benny Vasseur

Sax Alto - Teddy  Hameline

Sax. Barito - William Boucaya

Piano - Henri Renaud

Baixo - Benoit Quersin

Bateria - Roger Paraboschi


Lucky Thompson & & Sammy Price ,Pigalle Theatre, 6 de junho, 1957

Sax Tenor - Lucky Thompson

Vocal, Piano - Sammy Price

Guitarra - Jean-Pierre  Sasson

Baixo - Pierre Michelot

Bateria - Gerard Pochonet



quinta-feira, 13 de abril de 2023

Duke Ellington – The Private Collection Vol. Five, Studio Sessions 1957, 1965, 1966, 1967, San Francisco, Chicago, Nova York

Lançamento: 1996
Selo: Kaz Records
Gênero: Big Band, Swing


 Na década de 1920, a maioria dos pianistas de jazz eram músicos que mantinham o tempo passando entre as notas do baixo e os acordes com a mão esquerda enquanto a direita tocava variações melódicas. Ellington, que foi inspirado por Willie "the Lion" Smith e James P. Johnson, tornou-se um pianista muito competente. Mas ao contrário de todos os seus contemporâneos (além de Mary Lou Williams), Ellington continuamente modernizou sua forma de tocar durante as décadas que se seguiram, tornando-se uma influência para Thelonious Monk na década de 1940. No início dos anos 1970, seu estilo percussivo, que fazia uso criativo do espaço e incluía muitos acordes dissonantes, podia ser interpretado por um jovem de 30 anos, em vez de alguém na casa dos setenta.

Sax. Alto – Johnny Hodges

Sax. Alto, Clarinete – Russel Procope

Sax. Barítono, Clarinete (Standard And Bass) – Harry Carney

Baixo – Jimmy Woode , John Lamb

Clarinete, Saxofone Tenor – Jimmy Hamilton

Bateria – Sam Woodyard , Sonny Greer

Piano – Duke Ellington

Sax. Tenor – Paul Gonçalves

Trombone – Britt Woodman , Buster Cooper , Chuck Connors , John Sanders , Lawrence Brown , Quentin Jackson

Trompete – Allen Smith, Cat Anderson, Clark Terry, Cootie Williams, Herbie Jones, Howard McGhee, Mercer Ellington, Nat Adderley, Ray Nance, Willie Cook

Violino – Ray Nance

Vocais – Milt Grayson

Este é um de uma série de dez álbuns que, juntos, é a coleção definitiva das composições significativas escritas por Duke Ellington e algumas outras canções há muito associadas ao seu campo de trabalho. Essas gravações foram produzidas pessoalmente pelo próprio Duke Ellington e têm permaneceram em sua coleção particular desde a sua conclusão. Documentando uma grande parte de sua obra musical, algumas das quais nunca foram lançadas comercialmente, essas gravações privadas estão sendo disponibilizadas pela família de Ellington pela primeira vez.


Nº 01, 02: San Francisco, 30 de agosto de 1965.

Nº 03: Nova York, 30 de agosto de 1966.

Nº 04 a 07: Nova York, 29 de dezembro de 1966.

Nº 08 : Chicago. Janeiro de 1957.

Nº 09, 10: Nova York, 17 de março de 1965.

Nº 11 a 13: Nova York, 14 de abril de 1965.

Nº 14 a 17: Nova York, 11 de julho de 1967.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 7 de março de 2023

Ella Fitzgerald - Sings the Duke Ellington Song Book (1957)

Lançamento: 1998
Selo: Verve Records
Gênero: Vocal Jazz, Easy Listening, Big Band, Swing

Ella Fitzgerald Sings the Duke Ellington Song Book é um álbum de estúdio de 1957 da cantora de jazz americana Ella Fitzgerald , acompanhada por Duke Ellington e sua orquestra, com foco nas canções de Ellington. Parte da série "Song Book" de Fitzgerald, é a única em que o compositor também é apresentado como intérprete e a primeira vez que Fitzgerald gravou com Ellington. É também a entrada na série Song Book que lhe proporcionou mais oportunidades para exibir sua habilidade em cantar scat. A maior parte do disco três é dedicada a duas composições originais de Billy Strayhorn , inspiradas na vida, caráter e arte de Fitzgerald. A performance de Fitzgerald neste álbum rendeu a ela o Prêmio Grammy de Melhor Performance de Jazz, Individual , no 1º Grammy Awards Anual.  O álbum foi lançado em dois volumes: o primeiro volume incluiu Fitzgerald com a orquestra de Ellington, o segundo de Fitzgerald com um pequeno grupo. Este álbum marcou o início de uma relação artística frutífera para Fitzgerald e Ellington. A década de 1960 os veria se apresentar na Côte d'Azur para o álbum Ella and Duke at the Cote D'Azur (1966), e na Suécia para o Concerto de Estocolmo, 1966 . Seu único outro álbum de estúdio é Ella at Duke's Place (1965). 

Saxofone alto – Johnny Hodges (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Baixo – Jimmy Woode (faixas:: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8 ), Joe Mondragon (faixas: 1-12, 1-13, 2-1, 2-3 a 2-7, 2 -9, 2-11, 2-12) , Ray Brown (faixas: 2-13 a 2-17)

Clarinete baixo, clarinete – Harry Carney (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Clarinete, Saxofone Alto – Russell Procope (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Clarinete, Saxofone Tenor – Jimmy Hamilton (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Bateria – Alvin Stoller (faixas: 1-12, 1-13, 2-1, 2-3 a 2-7, 2-9, 2-11 a 2-17 ), Sam Woodyard (faixas: 1-1 a 1 -11, 3-1 a 3-8)

Guitarra – Barney Kessel (faixas: 1-12, 1-13, 2-1 a 2-12) , Herb Ellis (faixas: 2-13 a 2-17)

Piano – Duke Ellington (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8  , Oscar Peterson (faixas: 2-13 a 2-17 ), Paul Smith (faixas: 1-12, 1-13, 2-1, 2-3 a 2-7, 2-9, 2-11, 2-12)

Produtor, Notas do Encarte – Norman Granz

Saxofone Tenor – Ben Webster (faixas: 1-12, 1-13, 2-1, 2-3 a 2-7, 2-9, 2-11 a 2-17 ), Frank Foster 

(faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8) , Paulo Gonçalves (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Trombone – Britt Woodman (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8) , John Sanders (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8),  Quentin Jackson (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Trompete – Cat Anderson (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8) , Clark Terry (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8 ), Dizzy Gillespie (faixas: 1-4, 3-1 a 3-8 ), Harold (Shorty) Baker (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8) , Willie Cook (faixas: 1-1 a 1 -11, 3-1 a 3-8)

Trompete, Violino – Ray Nance (faixas: 1-1 a 1-11, 3-1 a 3-8)

Violino – Stuff Smith (faixas: 1-12, 1-13, 2-1, 2-3 to 2-7, 2-9, 2-11, 2-12)

Vocais – Ella Fitzgerald 

Boa audição - Namastê

domingo, 18 de março de 2018

So What (Second Concert) (Live from Konserthuset, Stockholm - Audio)




O próprio Miles costumava dizer que mudou os rumos da música "cinco ou
seis vezes", e era uma pressuposição modesta. Então, por onde começar? A
vida de Miles Davis foi tão polêmica quanto sua obra, dada uma
arrogância sem limites, fruto de uma criação relativamente privilegiada.
A mídia conferiu a ele a alcunha de "Príncipe da Escuridão", por conta
de suas críticas peçonhentas aos americanos brancos e seu comportamento
errático nos palcos, que por vezes beirava a hostilidade,
principalmente diante de plateias brancas. Seu senso exuberante de moda
e a queda por carros luxuosos fizeram dele um alvo da polícia branca,
racista, perseguição que gerou uma série de embates notórios com as
autoridades de Nova York. Ele não foi lá muito fiel às centenas de
mulheres com quem saiu, e chegou a reconhecer a culpa por várias
instâncias de violência doméstica. Não sobrava ninguém. Miles, com sua
distinta voz áspera, implicava com tudo e todos.

terça-feira, 14 de março de 2017

1957 - Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane





Artista: The Thelonious Monk Quartet feat. John Coltrane
Álbum: Live at the Five Spot: Discovery!
Lançamento: 1957
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Cool Jazz, Bebop, Hard Bop
Thelonious Monk - piano, John Coltrane - tenor saxophone, Ahmed Abdul-Malik - 
bass, Roy Haynes - drums.  Recorded live at The Five Spot, 
New York in late summer 1957.

sábado, 26 de março de 2016

2013- Mulligan Meets Monk - Thelonious Monk & Gerry Mulligan

Artista: Thelonious Monk & Gerry Mulligan
 Álbum: Mulligan Meets Monk
Lançamento: 2013
Selo: Original Jazz Classics
Gênero: Jazz, Bop, Cool Jazz
 01 - 'Round Midnight
Thelonious Monk – piano, Gerry Mulligan – baritone saxophone, Wilbur Ware – double
bass & Shadow Wilson. Recorded August 12–13, 1957, Reeves Sound Studios, New
York City
Boa audição - Namastê

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

1957 - Wheelin' & Dealin' - John Coltrane& Frank Wess

Artista: John Coltrane & Frank Wess
Álbum: Wheelin' And Dealin'
Lançamentos: 1957/1991
Selo: Prestige
Gênero: Post-Bop

01. "Things Ain't What They Used to Be"
(Mercer Ellington & Ted Parsons) - 1942
John Coltrane - Sax tenor, Paul Quinichette - Sax tenor, Frank Wess - Sax tenor & flute, Mal Waldron - Piano, Doug Watkins - Bass & Art Taylor - drums. Recorded September 20, 1957, Van Gelder Studio, Hackensack - NJ, Producer Bob Weinstock

Boia audição - Namastê

sábado, 11 de janeiro de 2014

2010 - Soultrane / First Trane - John Coltrane (2CD-Remastered)


Artista: John Coltrane
Álbum: Soultrane / First Trane CD1 CD2
Lançamento: 2010
Selo: Not Now Music
Gênero: Avant-Garde, Hard Bop, Cool Jazz

01. Good Bait '12:08'
(Tadd Dameron)
John Coltrane - Tenor Saxophone, Paul Chambers - Bass, Red Garland - Piano, Art Taylor - Drums. Recorded February 7,1958, At Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ.
06. Chronic Blues '8:12'
(John Coltrane)
John Coltrane - Tenor Saxophone, Johnny Splawn - Trumpet, Shahib Shihab - Baritone Saxophone, Paul Chambers - Bass & MalWaidron - Piano. Recorded May 31st 1957, At Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ.
Boa audição - Namaste

terça-feira, 12 de junho de 2012

1994 - A Flower is a Lovesome Thing - Vince Guaraldi Trio (1957)


Álbum: A Flower is a Lovesome Thing
Artista: Vince Guaraldi Trio
Lançamento: 16 de Abril de 1957 &1994
Genero: Jazz, Cool, Piano, West Coast
Sele:  Fantasy

Faixas:
01. A Flower Is A Lovesome Thing
02. Softly As In A Morning Sunrise
03. Yesterdays
04. Like A Mighty Rose
05. Looking For A Boy
06. Autumn Leaves
07. Lonely Girl
08. Willow Weep For Me

Músicos:
Vince Guaraldi - Piano
Eddie Duran - Guitarra
Dean Reilly - Baixo Acústico

Boa audição - Namaste

quinta-feira, 8 de abril de 2010

1955-57 - Miscellaneous - Miles Davis

"Mas quando menos esperava ouvi os tiros e senti a ferroada no flanco esquerdo. O cara deve ter disparado cinco tiros contra mim, mas eu usava um blusão de couro meio folgadão. Não fosse esse blusão de couro e o fato de terem atirado através de uma Ferrari reforçada, eu estaria morto. Fiquei tão espantado que nem tive tempo de ter medo. Nenhuma das balas pegou em Marguerite, e fiquei feliz por isso, mas a coisa quase a mata de medo. Entramos eu chamei a polícia e eles vieram – dois caras brancos – e revistaram meu carro, embora fosse eu quem tinha levado os tiros. Depois disseram ter encontrado um pouco de maconha no carro e nos levaram pra delegacia. Mas nos soltaram sem fazer acusações, porque não tinham provas. Ora, todo mundo que me conhece sabe que nunca curti maconha, jamais gostei de fumá-la. Eles simplesmente não gostaram de ver um cara negro num carro estrangeiro caríssimo, com uma mulher tão bonita. Não souberam o que pensar. Quando olharam minha ficha, acho que viram que eu era músico e tivera problemas com drogas no passado, por isso tentaram me empurrar alguma coisa só de farra. Talvez achassem que conseguiriam uma promoção dando um flagrante num negro famoso. Fora eu quem chamara a polícia; se estivesse com a droga em cima, teria me livrado dela antes deles chegarem. Não sou tão louco assim. Ofereci uma recompensa de 5 mil dólares por qualquer informação sobre quem atirara em mim. Poucas semanas depois, estava sentado num bar do subúrbio, quando apareceu um cara e disse que o cara que atirara em mim fora morto por alguém que não gostara do que ele fizera comigo. Não sei o nome do cara que me contou isso, nem ele me disse o nome do pistoleiro que estaria morto agora. Só sei que o cara me contou e jamais tornei a vê-lo depois disso. Mais tarde descobri o motivo: alguns empresários negros do Brooklyn não estavam gostando que os empresários brancos pegassem tantos contratos. Quando eu toquei no Blue Coronet naquela noite, eles acharam que eu estava sendo um babaca por não entregar a programação aos empresários negros. Ora, eu simpatizo com os negros discriminados. Mas ninguém me dissera nada, e lá estava um cara tentando me matar por alguma coisa da qual eu não sabia. Cara, a vida é uma merda às vezes. Durante algum tempo depois disso, eu levava um soco inglês a toda parte, até ser preso cerca de um ano depois em Manhattan por não ter o adesivo de registro no carro, e o soco inglês caiu de minha bolsa quando a polícia me revistou. Eu admito que não tinha adesivo no carro e que o carro nem estava registrado. Mas os tiras no carro-patrulha não podiam ver isso do outro lado da rua quando deram a volta e se aproximaram. Também aqui, o motivo de pararem e voltarem era que eu estava em minha Ferrari vermelha, usando um turbante, calças de pele de cobra e casaco de pele de carneiro, com uma mulher realmente linda – creio que era Marguerite de novo – diante do Plaza Hotel. Os dois caras brancos que viram isso provavelmente me acharam com cara de traficante e por isso voltaram. Desnecessário dizer que fosse eu uma pessoa branca sentada naquela Ferrari eles teriam ido cuidar de sua vida.” Miles Davis – a Autobiografia - Miles & Quincy Troup (pps. 222 a 269)

06 - Walkin'


Faixas:
01 - Inrtoduction by Duke Ellington
02 - Hackensack
03 - Round About Midnight
04 - Now's The Time
05 - Four
06 - Walkin'
07 - Lady Be Good
08 - All Of You
09 - Four
10 - Yesterdays
11 - Round About Midnight
12 - Walkin'

Jan Session - Freebody Park, Newport - RI, 14 de Julho de 1955
Miles Davis – Trompete
Zoot Sims – Sax Tenor (Tracks 1-4)
Gerry Mulligan – Sax Barito (Tracks 1-4)
Thelonious Monk – Piano (Tracks 1-4)
Percy Heath – Baixo Acustico (Tracks 1-4)
Connie Kay – Bateria (Tracks 1-4)

Live at the Kongresshaus, Zürich - Switzerland, 19 Novembro de 1956
Lester Young – Sax Tenor (Tracks 5-6-7)
Rene Urtreger – Piano (Tracks 5-6-7)
Pierre Michelot – Baixo Acustico (Tracks 5-6-7)
Christian Garros – Bateria (Tracks 5-6-7)

Rec. at Birdland, NY, 17 & 30 Outubro de 1957
Bobby Jaspar – Sax Tenor (Tracks 8 & 9)
Tommy Flanagan – Piano (Tracks 8 & 9)
Paul Chambers – Baixo Acustico (Tracks 8 & 9)
Philly Joe Jones – Bateria (Tracks 8 & 9)

Rec. at the Beethoven Saal - Stuttgart, Germany, 18 de Dezembro de 1957
Peter Witte – Baixo Acustico (Tracks 10-12)
Herman Mutschler – Bateria (Tracks 10-12)
Erwin Lehn – cond. (Tracks 10-12)

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Boa audição - Nanastê.

domingo, 4 de outubro de 2009

1957 - Porgy & Bess - Louis Armstrong & Ella Fitzgerald

Em Agosto de 1957, o produtor Norman Granz que já em outras etapas reunido em estúdio Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, gravando antológicos álbuns da dupla, voltou a atacar ainda com maior ambição, elegendo como alvo a ópera do compositor nova-iorquino George Gershwin - Porgy e Bess. Com arranjos e direção musical de Russell Garcia e apoiados por uma vasta orquestra dominada pelas seções de cordas, Louis e Ella chamaram a si a totalidade das partes vocais da ópera, cada um acumulando todos os personagens masculinos e femininos. O álbum foi um êxito de vendas mas a crítica olhou como sempre para um lado da direção, valendo apenas mais um álbum na estante das obras não essenciais de Armstrong e Ella. Acontece que o curso da história raramente é linear e muitas vezes, as obras que deixam marcas mais fundas não são as maiores mas as que no tempo e no modo como foram recebidas, assumem um protagonismo que as torna historicamente incontornáveis . Antes de Porgy e Bess, a Jazz Avenue tinha na cabeceira muitas outras gravações de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald mas nem por isso desgosta de andar pelas ruas de Gershwin guiado pelas suas vozes. Enquanto se falar de standards do jazz, George Gershwin será sempre um dos apóstolos das Sagradas Escrituras. E a ligação de Porgy e Bess ao jazz passará sempre por duas versões separadas no tempo por apenas um ano: A de Armstrong & Ella concebida em 1957 e Gil Evans e Miles Davis, nascida em 58. Com certeza que Porgy e Bess nunca poderia faltar na celebração do centenário do nascimento de Louis com a promessa de que outras viagens virão e de sua diva maior,Ella, a primeira dama a romper com o preconceito dea ópera no jazz. A dupla produziu jóias de valores inigualáveis como: Ella and Louis (1956), Ella and Louis Again (1957). Todos os três álbuns foram recebido tanto pela crítica como sucesso comercial. Porgy & Bess foi gravado em duas sessões: 18 de Agosto e 19 de Outubro de 1957.

Faixas:
01 - Porgy And Bess: Overture
02 - Summertime
03 - I Wants To Stay Here
04 - My Man’s Gone Now
05 - I Got Plenty O’ Nuttin’
06 - Buzzard Song
07 - Bess You Is My Woman Now
08 - t Ain’t Necessarily So
09 - What You Want Wid Bess?
10 - A Woman Is A Sometime Thing
11 - Oh, Doctor Jesus
12 - Porgy And Bess: Medley: Here Come De Honey Man / Crab Man / Oh, Dey’s So Fresh And Fine
13 - There’s A Boat Dat’s Leavin’ Soon For New York
14 - Bess, Oh Where’s My Bess?
15 - Oh Lawd, I’m On My Way

Músicos:
Louis Armstrong - Trompete & Vocais
Ella Fitzgerald - Voz
Paul Smith - Piano
Alvin Stoller - Bateria

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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 31 de março de 2009

1957 - East Coasting - Charlie Mingus

Pioneiro no jazz moderno e excelente contrabaixista, Charles Mingus tocou com inúmeros músicos do jazz por quatro décadas. Além de bandleader e compositor de mais de 300 músicas, participou da gravação de mais de 100 álbuns. "East Coasting" é um album menos conhecido de Mingus entre os amantes do jazz. O mês de agosto de 1957 deu ao mundo os melhores frutos de todos os tempos pelo nome de "East Coasting", um album mais tranqüilo e comportado, identificado — e com razão — como um gênio visceral e de vanguarda. Aqui, Mingus ousa na criação, mas da a luz um disco de extraordinária qualidade com um sexteto de tirar o folego. E que sexteto!. Ao lado dos habituais Jimmy Knepper e Dannie Richmond - companheiros de logas datas, temos Clarence Shaw, Curtis Porter e um pianista por nome de Bill Evans. O melhor deste album é o maravilhoso standard "Memories Of You" de Andy Razat e James Hubert Blake, a turbulenta "West Coast Ghost" e a comovente "Celia" do proprio Mingus que dá ao album um gosto Hard Bop, Post Bop. Para mim, um admirador do Mingus revolucionário, foi uma grata surpresa conhecer algumas de suas composições mais tranqüilas, mas, como sempre, de altíssimo nível. Nada de agressividade rítmica, mensagens políticas ou antiracistas neste belo East Coasting. Gravado em Agosto de 1957 - New York City e Originalmente lançado pela Bethlehem Records.
ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!

Faixas:
1. Memories Of You
2. East Coasting
3. West Coast Ghost
4. Celia
5. Conversation
6. Fifty-First Street Blues
7. East Coasting (Alternate Take 3)
8. Memories Of You (Alternate Take 3)

Musicos:
Charles Mingus - Baixo Acustico
Clarence Shaw - Trompete
Jimmy Knepper - Trombone
Curtis Porter - Sax. Alto & Tenor
Bill Evans - Piano
Dannie Richmond - Bateria

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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1957 - Tijuana Moods - Charles Mingus

"Charles Mingus não era apenas um homem imenso e descontrolado que surrava para seus músicos quando erravam alguma nota (são clássicos os cascudos que deu em seu trombonista Jimmy Knepper). Ele também tinha um lado inegavelmente doce... não há sequer um registro policial de que tenha disparado sua arma, que levava na cintura em suas apresentações ao vivo, em algum ouvinte mais falador. É aquela coisa: todos queremos nos sentir protegidos, principalmente quando temos apenas 1,90m e 100kg. Além de sua gentileza, muito além, estava sua profunda e dilacerante ironia, não a ironia de um truculento que conserta sua mesa de sinuca com um cartão funcional, mas a ironia rascante do gênio irrequieto. Em seu álbum Tijuana Moods, gravado no estúdio A da RCA de New York, entre 18 de julho e 6 de agosto de 1957, traduz muito bem isso e presta uma homenagem aos cucarachos ("A barata" é uma tradicional canção folclórica em língua castelhana, pertencente ao gênero corrido, que foi muito popular no México durante a Revolução Mexicana). Na terceira faixa "Tijuana Gift Shop", Mingus primeiro zomba afrontosamente com meia dúzia de lugares-comuns do latin jazz para, em seguida, misturá-los de forma assustadoramente criativa, produzindo, quem diria, jazz. Foram raríssimos os músicos de jazz que se deram ao trabalho de manipular o material latino disponível de forma tão autêntica, criativa e convincente. Acredito que Mingus foi o músico do jazz que melhor soube dosar essa influência caribenha que sempre rondou o mundo do jazz e, apesar de despudoradamente explícitas as citações latinas, ao final todas soavam discretamente articuladas ao contexto jazzístico. Com incrível habilidade e talento Charles exige de nós atenção aos detalhes e sobretudo, senso de humor quando ouvimos a maioria de seus álbuns, sob pena de pensarmos estar ouvindo apenas mais um disco de jazz. Sua habilidade com a utilização do blues foi idêntica. Só é preciso registrar que, nesse álbum, Mingus põe Frank Dunlop, um dos melhores bateristas da época, tocando castanholas. Em 25 de September 2001, a RCA Victor Europe relança Tijuana Moods the complee edition, albúm remasterizado com mais seis faixas alternativas do rolo de estudio destas duas sessões. Uma otima autobiografia de Charles Mingus e dispunivel no Brasil é Saindo da Sarjeta, pela editora Jorge Zahar, com boa tradução do Roberto Muggiati (Sem comentarios). Mingus foi uns do modernizadores do jazz, um baixista incrível e um compositor alem de seu tempo. Tocou com todo mundo que importava na sua época, mas não é disso que se trata a sua autobiografia. Saindo da Sarjeta é quase um livro erótico, tão minuciosamente Mingus comenta a sua vida sexual, das descobertas do amor à tentativa de virar um cafetão. A música fica em terceiro ou quarto plano. Um problema do livro são opção de narra sua vida na terceira pessoa, desde o nescimento, esbarrando em momentos de pieguice profunda. Mesmo assim, as aventuras desse Casanova do jazz são deliciosas e proporcionam uma leitura ligeira e divertida. É considerado, ao lado de Thelonious Monk e Duke Eliington, um dos três maiores compositores da história do Jazz". Texto e fonte, gentilmente cedida por:

Jazzseen.blogspot.com

Faixas:
01 - Dizzy Moods
02 - Ysabel's Dance Table
03 - Tijuana Gift Shop
04 - Los Mariachis (The Street Musicians)
05 - Flamingo
06 - A Colloquial Dream (Scenes In the City)
07 - Dizzy Moods (Alt. Take)
08 - Ysabel's Dance Table (Alt. Take)
09 - Tijuana Gift Shop (Alt. Take)
10 - Los Mariachis (Alt. Take)
11 - Flamingo (Alt. Take)
12 - A Colloquial Dream (Alt. Take)

Musicos:
Charles Mingus - Baixo Acustico
Curtis Portor (Shafi Hadi) - Sax. Alto
Jimmy Knepper - Trombone
Clarence Shaw - Trompete
Bill Trigia - Piano
Dannie Richmond - Bateria
Frankie Dunlop - Percurssão
Ysabel Morel - Castalholas
Lonnie Elder - Vozes & Narração

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Boa audição - Namastê.