segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)
Boa audição - Namastê
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)
A consolidação da virtuosidade: A arte da narrativa no Jazz foca o oitavo volume da coleção La Grande Histoire du Jazz marcando o auge da sofisticação técnica e a maturidade expressiva do Jazz no final da década de 1930 e início dos anos 40. Este recorte temporal não é apenas uma sequência de registros musicais; é o momento em que o jazz, tendo consolidado o seu vocabulário rítmico e harmônico durante a era do Swing, começa a olhar para dentro de si, valorizando a profundidade emocional do solista como o centro gravitacional da obra. O pano de fundo deste CD é o amadurecimento cultural do jazz como arte legítima. O contraste estético é sutil, mas profundo: saímos da "dança" pura das orquestras de massa para um cenário onde a jam session e o pequeno grupo (quartetos, sextetos) tornam-se laboratórios de experimentação. Culturalmente, o jazz aqui deixa de ser apenas a "música das pistas de dança" para se tornar uma música de escuta atenta, onde a complexidade da interação entre músicos de alto calibre reflete uma sociedade que, embora ainda segregada, encontra no jazz a sua forma mais refinada de diálogo inter-racial e expressão individual. A evolução técnica documentada neste volume revela a transição entre o arranjo rígido e a liberdade criativa, a "conversa" instrumental no papel dos instrumentos evolui de forma dialética. O piano, muitas vezes percussivo nos volumes anteriores, assume aqui um papel de orquestrador, onde as mãos de artistas magistrais criam camadas harmônicas ricas que sustentam o solista com delicadeza e precisão. O advento do fraseado "moderno" percebe-se a transição na articulação dos sopros. O vibrato torna-se mais controlado e elegante, menos operístico, caminhando em direção a uma pureza tonal que influenciaria profundamente o Bebop. A estrutura rítmica aqui já opera como um organismo vivo. O contrabaixo deixou de ser apenas um metrônomo para se tornar um elemento melódico secundário, e a bateria, com o uso mais frequente dos pratos de condução (ride cymbals), começa a criar aquele "tapete" fluido que permite ao solista planar sobre a harmonia. A "democratização" da Improvisação curiosamente, este volume destaca músicos que frequentemente transitavam entre grandes orquestras e pequenos grupos de estúdio. Esse "trânsito" permitiu que técnicas de orquestração de grande escala fossem aplicadas em pequenos grupos, criando um gênero híbrido, por vezes chamado de chamber jazz (jazz de câmara). A era do 78 rotações como filtro é notável como, neste volume, os artistas já dominam a "arte dos três minutos". Existe uma precisão narrativa cirúrgica: introdução, exposição do tema, improviso e reexposição. É um exercício de economia e impacto que serve como uma aula de edição para músicos contemporâneos. O papel dos "sidemen": muitos dos músicos presentes neste volume, embora não fossem os líderes das bandas, tornaram-se pilares da história do jazz por sua capacidade de "completar" o pensamento musical dos líderes. A escuta atenta neste CD permite identificar o diálogo entre o solista principal e os músicos de apoio, algo frequentemente negligenciado na historiografia convencional. O CD8 é, fundamentalmente, um registro de refinamento. Ele não apresenta a "explosão" do início da era do jazz, mas a "polidez" do mestre que conhece todas as ferramentas do seu ofício. É um volume que documenta a transição de um gênero musical que buscava a sua voz para um gênero que agora dita as regras da linguagem musical moderna. A importância documental aqui reside na demonstração de que o jazz atingiu, nesta fase, um equilíbrio quase impossível entre a acessibilidade melódica e a complexidade técnica, servindo como a ponte última antes da ruptura radical que o Bebop promoveria poucos anos depois. Considerando a maestria contida neste oitavo volume, você vê a transição para a liberdade total do improviso (que explodiria na era do Bebop) como um desenvolvimento natural dessa "narrativa do solista" que este CD tão bem documenta, ou como uma reação deliberada contra a estrutura orquestral que aqui atinge seu apogeu?
Boa audição - Namastê
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Boxset: La Grande Histoire Du Jazz, do Ragtime ao Swing 1898-1952 (25CDs)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
2005 - Chick Webb - The Best Of (1933-1939)
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)
Boa audição - Namastê
sexta-feira, 22 de novembro de 2024
Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951
segunda-feira, 18 de novembro de 2024
Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

terça-feira, 31 de outubro de 2023
VA - Songbook de George & Ira Gershwin
Artista: VA
Álbum: George & Ira Gershwin Songbook
Lançamento: 1993
Selo: Avid Records
Gênero: Vocal Jazz, Swing
Os irmãos Ira e George Gershwin, de ascendência judia e com formação clássica acabaram por criar um dos maiores patrimônios da cultura norte-americana: os grandes musicais. George, o músico e Ira, o letrista inspirado que soube como poucos retratar uma época e as aspirações em letras românticas e críticas. Após a Crise de 29 com a queda da Bolsa de Nova York e a escassez de dinheiro, os irmãos George e Ira Gershwin se renderam ao cinema. Em 1930 chegaram a Hollywood. Os caminhos percorridos e as canções compostas para as produções hollywoodianas como a trilha de “Delicious” cuja música principal ganhou quatro versões no Brasil; até a venda dos direitos de “Girl Crazy” e o regresso para casa. Desde cedo, os irmãos Gershwin foram companheiros no gosto pela música. Com personalidades diferentes, Ira gostava de estudar, era fascinado por arte e aos 14 anos pediu um piano de presente aos pais. George, ao contrário, vivia pelas ruas de East Side, arrumando encrenca e jogando beisebol. Mas para espanto de todos, foi ele quem mais se encantou com o novo instrumento em casa. Aos 12 anos, conseguiu sozinho tirar de ouvido uma canção. Impressionados pelo talento, seus pais contrataram um professor particular que passou a dar aulas de piano aos meninos. George Gershwin nunca foi um aluno exemplar. Aos 16 anos, abandonou o curso médio de comércio onde estudava para trabalhar em uma editora musical como leitor de partituras. O emprego consistia em tocar piano para os fregueses, mostrando os lançamentos musicais. Nas horas vagas, ocupava-se em suas próprias composições. Após alguns desapontamentos, consegue finalmente em 1916 publicar sua primeira canção, intitulada “When you want'em, you can't get'em, when you got'em, you dont' want'em”. Cansado de tocar apenas música clássica, que considerava "ultrapassada", passou a compor trechos inspirados no jazz que, de Nova Orleans, começava a ganhar espaço em todo o país. O sucesso aumentava a cada dia, quando Gershiwn, com 39 anos incompletos, percebeu que algo estava errado com a sua saúde. Passou a sofrer desmaios, dores de cabeça e lapsos de memória. No começo de julho de 1937, teve um desmaio e entrou em coma. Os médicos detectaram um tumor no cérebro em estado avançado. Na manhã do dia 11, George Gershwin morreu ao lado do irmão, em Hollywood, Califórnia. Ira Gershwin foi um letrista norte-americano que colaborou com seu irmão mais novo, o compositor George Gershwin, para criar algumas das canções mais memoráveis da língua inglesa do século XX. Com George, ele escreveu mais de uma dúzia de shows da Broadway, apresentando canções como " I Got Rhythm", "Embraceable You", "The Man I Love" e "Someone to Watch Over Me". Ele também foi responsável, junto com DuBose Heyward, pelo libreto da ópera Porgy and Bess de George. Morreu em 17 de agosto de 1983, aos 86 anos em Beverly Hills.
quinta-feira, 14 de setembro de 2023
Boxset: Jazz In Britain 1919-1950 (04xCD - Compilation)
Artista: VA
Álbum: Louis and Duke Arrive - CD02
Lançamento: 2005
Selo: Proper Records
Gênero: Swing, Trad Jazz, Ragtime
O jazz britânico chegou a Grã-Bretanha através de gravações e artistas norte-americanos que visitaram o país enquanto ele era um gênero relativamente novo, logo após o fim da I Guerra Mundial. Ele começou a ser tocado por músicos britânicos nos anos 30 e ganhou popularidade em 1940, tocado nos salões pelas big bands. A partir do final dos anos 40 o moderno jazz britânico, altamente influenciado pelo bebop americano, começou a surgir e foi divulgado pelo compositor de jazz, saxofonista e clarinetista inglês John Dankworth e pelo saxofonista tenor e dono do clube de jazz Ronnie Scott, enquanto os trompetistas Ken Colyer e Humphrey Lyttelton e o pianista George Webb enfatizaram o jazz de New Orleans. A partir dos anos 60 o jazz britânico começou a desenvolver mais as suas características individuais e absorver uma variedade de influências, incluindo o blues britânico, bem como o europeu. Um grande número de músicos britânicos ganhou reputação internacional, embora tivessem uma participação minoritária dentro do próprio Reino Unido.
Ronnie Scott, originalmente Ronald Schatt, nasceu em Aldgate, leste de Londres, em uma família de ascendência judaica da Rússia por parte de pai e de portugueses do lado da mãe. Scott começou a tocar em pequenos clubes de jazz com dezesseis anos e foi um dos primeiros músicos britânicos a ser influenciado por Charlie Parker e outros do bebop. Ele é mais lembrado por fundar com o ex-saxofonista tenor Pete King, o ‘Scott Jazz Ronnie Club’.
Coleridge George Emerson Goode, notável baixista que colaborou com o saxofonista Joe Harriott. Goode era jamaicano e veio para a Inglaterra em 1934 para estudar no Royal Technical College em Glasgow e depois engenharia na Universidade de Glasgow. Ele já era um violinista clássico, mas se encantou com o jazz e assumiu o baixo após ouvir Count Basie, Duke Ellington, Billie Holiday e Louis Jordan, abandonando os seus planos de voltar para a Jamaica.
Mossie Thomas ‘Tommy’ McQuater foi trompetista escocês, notável por seu trabalho no Reino Unido com Bert Ambrose em 1930, e também em algumas gravações feitas com George Chisholm e Benny Carter.
Frank Deniz foi um dos primeiros guitarristas da Inglaterra, do movimento swing. Filho mais velho de um violinista de Cabo Verde, Frank estudou violino e banjo antes de se mudar definitivamente para a guitarra. Em 1937 mudou-se para Londres quando o swing norte-americano estava na moda nos círculos sociais da cidade.
































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