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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD17)

Artista: Nina Simone
Lançamento: 1967 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Soul-Jazz, Soul, Blues


Sings the Blues" álbum da cantora, pianista e compositora Nina Simone. Este foi o primeiro álbum de Simone pela RCA Victor após gravar anteriormente para a Colpix Records e a Philips Records. O álbum também foi relançado em 2006 com faixas bônus e relançado em 1991 pela RCA/ Novus como uma coletânea de 17 faixas sob o título "The Blues".

Faixas 1–12:
Nina Simone - Vocais, Piano
Eric Gale, Rudy Stevenson - Guitarra
Ernie Hayes - Órgão
Bob Bushnell - Baixo
Bernard Purdie - Bateria, Tímpanos
Buddy Lucas - Gaita, Sax. Tenor

Faixa 13:
Nina Simone - Vocais, Piano
Eric Gale, Everett Barksdale - Guitarra
Weldon Irvine, Richard Tee - Órgão
Jerry Jemmott - Baixo
provavelmente Bernard Purdie - Bateria
Specs Powell - Vibrações, Percussão
Montego Joe, George Devens - Percussão
Joe Shepley, Jimmy Nottingham, Harold Johnson, Wilbur Bascomb - Trompetes
Jimmy Cleveland , Richard Harris - trombones
Seldon Powell, George Coleman, Norris Turney, Haywood Henry - Saxofones
Ralph H. Fields, Eileen Gilbert, Jerome Graff, Milt Grayson, Hilda Harris, Noah Hopkins, Maeretha Stewart, Barbara Webb - Vocais

Sessão de gravação: Nova York – RCA Studio B em 19/12/66, 22/12/66 e 05/01/67


Boa audição - Namastê

sábado, 2 de dezembro de 2023

Bill Evans - At the Village Vanguard

Artista: Bill Evans Trio

Álbum: At the Village Vanguard August 17, 1967

Lançamento: 2004

Selo: Verve Records

Gênero: Modern Post-Bebop

Considerado um dos pianistas de jazz mais importantes de todos os tempos, Bill Evans mudou a maneira de tocar piano no jazz, influenciando pianistas como Herbie Hancok, Chick Corea, Keith Jarret, Hapton Hawes, Steve Khun, Alan Broadbent, Denny Zeitlin, Paul Bley, Michel Petrucciani e muitos outros. Gene Lees o considerou a maior influência pianística de sua geração, especialmente pela sua nova abordagem da sonoridade e da harmonia. Para James Lincoln COLLIER, Evans representa a maior influência entre os pianistas desde a década de 1960: Evans mudou a linguagem do piano no jazz moderno, incorporando procedimentos harmônios derivados dos impressionistas franceses, forjando um estilo coletivo conhecido pelo contraponto ao mesmo tempo rítmico e fluido. Além de grande pianista, Evans também foi um grande compositor, embora muitos desconheçam esse fato, o que contribui para que não seja devidamente estudado ainda. Os livros, teses, dissertações e artigos sobre Evans tem tratado mais de seu estilo de performance e improvisação, mas não de seu estilo composicional. "At the Village Vanguard August 17, 1967" é um álbum altamente elogiado de Bill Evans e seu trio. O álbum é conhecido pela sua musicalidade excepcional e pela interação perfeitamente sincronizada entre os três músicos. Composto por uma mistura de composições originais e standards de jazz e as performances do trio são caracterizadas pela sensibilidade, nuance e virtuosidade. O toque lírico e melódico de Evans é perfeitamente complementado pelas linhas inovadoras de baixo de Eddie Gomez e pelo baterismo sutil e dinâmico de Philly Joe Jones.

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Baixo – Eddie Gomez

Bateria – Philly Joe Jones 

Piano – Bill Evans

Gravado ao vivo no Village Vanguard, em August 17, 1967 - NY


 Boa audição - Namastê

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Duke Ellington – The Private Collection Vol. Five, Studio Sessions 1957, 1965, 1966, 1967, San Francisco, Chicago, Nova York

Lançamento: 1996
Selo: Kaz Records
Gênero: Big Band, Swing


 Na década de 1920, a maioria dos pianistas de jazz eram músicos que mantinham o tempo passando entre as notas do baixo e os acordes com a mão esquerda enquanto a direita tocava variações melódicas. Ellington, que foi inspirado por Willie "the Lion" Smith e James P. Johnson, tornou-se um pianista muito competente. Mas ao contrário de todos os seus contemporâneos (além de Mary Lou Williams), Ellington continuamente modernizou sua forma de tocar durante as décadas que se seguiram, tornando-se uma influência para Thelonious Monk na década de 1940. No início dos anos 1970, seu estilo percussivo, que fazia uso criativo do espaço e incluía muitos acordes dissonantes, podia ser interpretado por um jovem de 30 anos, em vez de alguém na casa dos setenta.

Sax. Alto – Johnny Hodges

Sax. Alto, Clarinete – Russel Procope

Sax. Barítono, Clarinete (Standard And Bass) – Harry Carney

Baixo – Jimmy Woode , John Lamb

Clarinete, Saxofone Tenor – Jimmy Hamilton

Bateria – Sam Woodyard , Sonny Greer

Piano – Duke Ellington

Sax. Tenor – Paul Gonçalves

Trombone – Britt Woodman , Buster Cooper , Chuck Connors , John Sanders , Lawrence Brown , Quentin Jackson

Trompete – Allen Smith, Cat Anderson, Clark Terry, Cootie Williams, Herbie Jones, Howard McGhee, Mercer Ellington, Nat Adderley, Ray Nance, Willie Cook

Violino – Ray Nance

Vocais – Milt Grayson

Este é um de uma série de dez álbuns que, juntos, é a coleção definitiva das composições significativas escritas por Duke Ellington e algumas outras canções há muito associadas ao seu campo de trabalho. Essas gravações foram produzidas pessoalmente pelo próprio Duke Ellington e têm permaneceram em sua coleção particular desde a sua conclusão. Documentando uma grande parte de sua obra musical, algumas das quais nunca foram lançadas comercialmente, essas gravações privadas estão sendo disponibilizadas pela família de Ellington pela primeira vez.


Nº 01, 02: San Francisco, 30 de agosto de 1965.

Nº 03: Nova York, 30 de agosto de 1966.

Nº 04 a 07: Nova York, 29 de dezembro de 1966.

Nº 08 : Chicago. Janeiro de 1957.

Nº 09, 10: Nova York, 17 de março de 1965.

Nº 11 a 13: Nova York, 14 de abril de 1965.

Nº 14 a 17: Nova York, 11 de julho de 1967.

Boa audição - Namastê

domingo, 30 de junho de 2019

1998 - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Frank Sinatra & Tom Jobim



Album: Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 1967
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
Sinatra e Jobim (“Tone”, como The Voice chamava o maestro) gravaram outro trabalho juntos. Em 1969, reuniram-se para um novo álbum. O resultado, irregular, saiu na compilação Sinatra and company, que veio a público somente em 1971. Outras três faixas deste mesmo encontro em estúdio permaneceram inéditas até 2010, quando foi lançado o álbum duplo Sinatra/Jobim: The complete Reprise recordings, que reuniu as gravações feitas em 1967 e em 1969. Desta maneira, é o trabalho de anos atrás que deve permanecer do encontro dos dois gigantes da música. Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum deveras silencioso, para ser degustado aos poucos. Sem pressa, e por muitas e muitas vezes.
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Encontro clássicos Tom Jobim & Frank Sinatra

Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra "The Voice” que queria gravar um disco só com músicas de Tom que topou na hora. Foi uma conversa curta:

"Quero fazer um disco com você e saber se você gosta da idéia" - perguntou Sinatra ao telefone.
"É uma honra" - respondeu Tom.

O cantor sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos". Quando se recuperou da surpresa Tom lembrou-se da esnobada que um editor nova-iorquino lhe dera três anos antes envolvendo indiretamente a figura de Sinatra. Em 1963, Tom procurou um agente em Nova York e reclamou com ele da má qualidade das versões americanas de suas músicas. "Como é que o Frank Sinatra vai gravar minhas músicas com essas letras?", ponderou Tom. "E quem é que disse que o Frank Sinatra vai gravar suas músicas", replicou o agente com um debochado sorriso nos lábios. Em janeiro de 1967 hospedou-se no Sunset Marquis de Los Angeles para dar início ao trabalho, afinal adiado porque Sinatra refugiara-se em Barbados para esquecer mais uma desavença conjugal com Mia Farrow. Enquanto esperava repassou todos os arranjos com Ogerman, compositor, arranjador e regente alemão, compôs mais duas músicas (“Wave” e “Triste”) e quase morreu de tédio. Enquanto esperava um sinal de Sinatra, Tom escreveu várias cartas a Vinícius e numa delas autodefiniu-se como "um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose". E assinava: "Astênio Claustro Fobim". As gravações começaram às 20h do dia 30, no Studio One da Warner Western Sound em Sunset Strip. Por precaução, Sinatra gravou primeiro duas das três canções americanas incluídas no repertório, “Baubles, Bangles and Beads” e “I Concentrate on You”, com as quais só não tinha intimidade em ritmo de Bossa Nova. A primeira de Tom que ele encarou foi “Dindi”, seguida de “Change Partners”. A última faixa da noite foi “Inútil Paisagem”. Apesar do natural nervosismo do brasileiro a sessão transcorreu num clima de extrema afabilidade. Nas duas noites seguintes não seria diferente. A crítica americana elegeu o encontro de Sinatra e Jobim o álbum do ano. Nas vendas perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. Um segundo disco com os dois seria gravado dois anos depois, em 1969 com o título de “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato. Àquela altura, Tom e o cantor já haviam se tornado amigos. Quando dos preparativos de um especial sobre Sinatra no A Man and His Music, co-estrelado por Ella Fitzgerald, para a rede de televisão NBC em setembro de 1967, Francis Albert não se esqueceu de convidar Antonio Carlos. Sinatra, aliás abriu o programa cantando “Corcovado”.
Gravado em 30 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 1967, Hollywood - Los Angeles, pelo selo Reprise Records. Produção de Sonny Bulke. Em 1968, Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim foi indicado para o Grammy de Álbum do Ano.
Boa leitura - Namastê

domingo, 23 de junho de 2019

2010 - Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings - Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim

Album: Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings
Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 2010
Selo: Universal Music Group International 
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
O cantor (Sinatra) sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos".
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Encontro clássico de Tom & Frank com bossa-nova e jazz

“Eu não cantava tão suavemente desde que tive laringite”. Naquele 30 de janeiro de 1967 ele se saiu com esta. Pela primeira vez na carreira, The Voice teve que colocar o pé no freio. E também pela primeira (e única) vez em 52 anos de vida, Frank Sinatra assinava seu nome de batismo em um registro fonográfico. Francis Albert Sinatra se encontrava, em estúdio, com o brasileiro Antonio Carlos Jobim. O encontro do maior cantor norte-americano com o pai da bossa nova - o título do álbum reúne os nomes completos dos dois autores - ganhou agora nova edição, comemorativa de 50 anos. Álbum curto (não chega a 30 minutos) com dez canções, reúne sete do próprio Jobim (The girl from Ipanema, Dindi, Meditation, How insensitive, entre outras) e três standards norte-americanos (Change partners, I concentrate on you e Baubles, bangles and beads). A reedição traz duas faixas bônus: o medley Quiet night of quiet stars/Change partners/I concentrate on you/The girl from Ipanema tirado do programa de TV A man and his music + Ella Jobim (também de 1967) e uma gravação inédita de The girl from Ipanema, feita durante o registro de Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim. A sonoridade é bossa nova com roupagem mais sofisticada, já que os arranjos ficaram sob a responsabilidade do alemão Claus Ogerman. O disco foi um sucesso de público e crítica, permanecendo 28 semanas nas paradas da Billboard. Indicado ao Grammy, perdeu, com justiça, o gramofone de ouro de álbum do ano para Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Sinatra estava meio atrasado na bossa. Havia cinco anos, desde o histórico concerto no Carnegie Hall, que a batida brasileira havia virado febre nos Estados Unidos. Ainda que um pouco tardio, o álbum pode ser considerado fundamental. A principal razão é por trazer Sinatra em um momento especial. Sua interpretação é bastante sutil, de uma técnica vocal que até então parecia inédita em sua longa trajetória. Em completa sintonia com Jobim e seu violão suave, destaca-se ainda o baterista Dom Um Romão. “Um brasileiro que parecia, ao mesmo tempo, estar alerta e drogado”, escreveu Stan Cornyn no encarte do álbum. Executivo da Warner, ele trabalhou diversas vezes em álbuns de Sinatra. Sinatra e Jobim (“Tone”, como The Voice chamava o maestro) gravaram outro trabalho juntos. Em 1969, reuniram-se para um novo álbum. O resultado, irregular, saiu na compilação Sinatra and company, que veio a público somente em 1971. Outras três faixas deste mesmo encontro em estúdio permaneceram inéditas até 2010, quando foi lançado o álbum duplo Sinatra/Jobim: The complete Reprise recordings, que reuniu as gravações feitas em 1967 e em 1969. Desta maneira, é o trabalho de anos atrás que deve permanecer do encontro dos dois gigantes da música. Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum deveras silencioso, para ser degustado aos poucos. Sem pressa, e por muitas e muitas vezes.
Boa leitura - Namastê

domingo, 17 de dezembro de 2017

1967 - Ella Fitzgerald's Christmas - Ella Fitzgerald



Álbum: Ella Fitzgerald's Christmas
Artista: Ella Fitzgerald
Lançamento: 1967
Selo: Capital
Genero: Jazz, Vocal Jazz

Boa audição - Namastê

domingo, 10 de dezembro de 2017

Trane, para não se perder no mundo imenso do Jazz

Em 17 de julho de 1967 falecia, no Huntington Hospital, em Long Island, Nova Iorque John Coltrane, um dos maiores nomes do Jazz de todos os tempos. Aos quarenta anos, o saxofonista perdeu a luta contra o câncer no fígado e não pôde presenciar o que a sua música significaria para o mundo das artes a partir dos anos seguintes. Além de ter trabalhado com Duke Elington, Thelonious Monk, Sonny Rollins, Dizzy Gillespie, Miles Davis, entre outros, Coltrane também teve tempo para formar seu próprio grupo e gravar algumas das maiores obras-primas da música, como Blue Train, Giant Steps, My Favorite Things, Impressions e aquela que talvez seja sua obra máxima, 'A Love Supreme', gravado em uma única sessão na noite de 09 de dezembro de 1964 com o pianista McCoy Tyner, o baixista Jimmy Garrison e o baterista Elvin Jones. A suíte, dividida em quatro partes, representa o ápice criativo do quarteto de Coltrane que sentia a necessidade de recuperar a musicalidade utilizada em antigos rituais religiosos africanos, esquecidos através da opressão e escravidão dos negros ao longo da historia. O resultado dessa experiência foram mais de cem mil cópias vendidas e várias portas abertas para criações de outros gêneros musicais, como o Free Jazz. Para se aprofundar no assunto, recomendo a leitura de 'A Love Supreme – A Criação do Álbum Clássico de John Coltrane', de Ashley Kahn. -  Boa leitura

terça-feira, 4 de agosto de 2015

1967 - A Day In The Life - Wes Montgomery


Artista: Wes Montgomery
Álbum: A Day In The Life
Lançamento: 1967
Selo: Universal
Gênero: Jazz


Personnel: Wes Montgomery (guitar); Don Sebesky (arranger, conductor); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (bass); Grady Tate (drums); Ray Baretto (percussion)
 Recording: Van Gelder Studios, Englewood Cliffs, NJ (06/06/1967-06/26/1967)
Boa audição - Namastê

sexta-feira, 8 de maio de 2015

1967 - Schizophrenia - Wayne Shorter

Artista: Wayne Shorter
Álbum: Schizophrenia
Lançamento: 1967
Selo: Blue Note Connoisseur Series
Gênero: Jazz, Post-Bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2008/08/1967-schizophrenia-wayne-shorter.html

Wayne Shorter (tenor saxophone); James Spaulding (flute, soprano saxophone, alto saxophone); Curtis Fuller (trombone); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (bass); Joe Chambers (drums).
Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on March 10, 1967. Originally released on Blue Note (84297)

sábado, 8 de novembro de 2014

1967 - Midnight Blue - Kenny Burrell

Artista: Kenny Burrell
Álbum: Midnight Blue
Lançamento: 1967
Selo: Blue Note
Gênero: Soul-Jazz
07. Saturday Night Blues (6:16)
Kenny Burrell - guitar, Stanley Turrentine - tenor saxophone, Major Holley -bass, 
Billy Gene English - drums & Ray Barretto - conga. Recording January 8, 1963, 
Van Gelder Studio, Englewood Cliff
Boa audição - Namastê

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

1967 - Francis Albert Sinatra & Antonio (Re-upload) Carlos Jobim

Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra "The Voice” que queria gravar um disco só com músicas de Tom que topou na hora. Foi uma conversa curta:

"Quero fazer um disco com você e saber se você gosta da idéia" - perguntou Sinatra ao telefone.
"É uma honra" - respondeu Tom.

O cantor sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia Tom aceitou. Mas também fez um pedido de colocar um um baterista brasileiro por nome de "Dom Um Romão" que foi prontamente aceito pelo cantor, depois de comentar: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas, os clássicos". Quando se recuperou da surpresa Tom lembrou-se da esnobada que um editor nova-iorquino lhe dera três anos antes envolvendo indiretamente a figura de Sinatra. Em 1963, Tom procurou um agente em Nova York e reclamou com ele da má qualidade das versões americanas de suas músicas. "Como é que o Frank Sinatra vai gravar minhas músicas com essas letras?", ponderou Tom. "E quem é que disse que o Frank Sinatra vai gravar suas músicas", replicou o agente com um debochado sorriso nos lábios. Em janeiro de 1967 hospedou-se no Sunset Marquis de Los Angeles para dar início ao trabalho, afinal adiado porque Sinatra refugiara-se em Barbados para esquecer mais uma desavença conjugal com Mia Farrow. Enquanto esperava repassou todos os arranjos com Ogerman, compositor, arranjador e regente alemão, compôs mais duas músicas (“Wave” e “Triste”) e quase morreu de tédio. Enquanto esperava um sinal de Sinatra, Tom escreveu várias cartas a Vinícius e numa delas autodefiniu-se como "um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose". E assinava: "Astênio Claustro Fobim". As gravações começaram às 20h do dia 30, no Studio One da Warner Western Sound em Sunset Strip. Por precaução, Sinatra gravou primeiro duas das três canções americanas incluídas no repertório, “Baubles, Bangles and Beads” e “I Concentrate on You”, com as quais só não tinha intimidade em ritmo de Bossa Nova. A primeira de Tom que ele encarou foi “Dindi”, seguida de “Change Partners”. A última faixa da noite foi “Inútil Paisagem”. Apesar do natural nervosismo do brasileiro a sessão transcorreu num clima de extrema afabilidade. Nas duas noites seguintes não seria diferente. A crítica americana elegeu o encontro de Sinatra e Jobim o álbum do ano. Nas vendas perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. Um segundo disco com os dois seria gravado dois anos depois, em 1969 com o título de “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato. Àquela altura, Tom e o cantor já haviam se tornado amigos. Quando dos preparativos de um especial sobre Sinatra no A Man and His Music, co-estrelado por Ella Fitzgerald, para a rede de televisão NBC em setembro de 1967, Francis Albert não se esqueceu de convidar Antonio Carlos. Sinatra, aliás abriu o programa cantando “Corcovado”.
Gravado em 30 de Janeiro e 01 de Fevereiro de 1967, Hollywood - Los Angeles, pelo selo Reprise Records. Produção de Sonny Bulke. Em 1968, Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim foi indicado para o Grammy de Álbum do Ano.

01 - The Girl from Ipanema


Faixas:
01 - The Girl from Ipanema
02 - Dindi
03 - Change Partners
04 - Quiet Nights of Quiet Stars
05 - Meditation
06 - If You Never Come to Me
07 - How Insensitive
08 - I Concentrate on You
09 - Baubles, Bangles and Beads
10 - Once I Loved (O Amor em Paz)

Músicos:
Frank Sinatra – Vocal
Antonio Carlos Jobim – Piano, Guitarra, Backing Vocais
Claus Ogerman – Arranjos e maestro

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namaste.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

1967 - Expression - John Coltrane

"O jazz, tal como um poema, é um diálogo entre a palavra e o silêncio. E nesse jogo entre o que é dito e o que é sugerido, entre o que se murmura e o que se quer gritar, nem são necessários sinais de pontuação. Na sua melhor expressão, o jazz nunca tem pontos finais. Jazz é liberdade de expressão. Os acordes são autónomos, a estrutura dos temas é constantemente alterada em função da intuição melódica do músico. Jazz é improvisação. Não vive das sensações de déjà-vu musical que as pessoas se habituaram a sentir como melodiosas; vive de uma dinâmica constante e muitas vezes imprevisível que nos deixa em constante alerta. Quando John Coltrane pega no saxofone os céus tornam-se voláteis. As estrelas e os planetas deixam de obedecer aos mandamentos de Newton e de Kepler e voltam às mãos de Deus. Este tema, Ogunde, é um dos últimos que Coltrane compôs antes de morrer. Três minutos e 41 segundos do mais difícil e sublime jazz: Ogunde inicia-se com o saxofone em bela oração, mas muda abruptamente questiona-se, cria um labirinto melodioso onde nos perdemos até seguirmos Coltrane de novo em direção à luz: a melodia inicial agora transformada numa versão jazzística de um Requiem. Tão bizarro, tão inacessível, tão bonito. Muitos acham que o jazz é uma merda mas é a melhor música do mundo". Texto: O Requiem de Coltrane por Marcos Santos (16/Dezembro/2007)

Gravado em duas sessões, 17 de Fevereiro e 07 de Março de 1967, "Expression" tornou-se um album notorio na discografia de Trane quando a Impulse Record abriu mão da longitude de seu saxofone. Conta-se de passagem que neste periodo Coltrane ja sabia de seu cancer do figado devido a varias visitas feitas a um curandeiro hindu para se tratar ao invés de usar a medicina ocidental, fato negado mais tarde por Alice Coltrane sua segunda esposa. Fato ou não Trane abraçou sua musica como forma de alivio imediato e explessa sua sutileza em "To Be" trazendo uma caracteristica única do musico em tocar flauta com o genial e excêntrico Pharoah Sanders, tornando única com esse instrumento. Como na narrativa inicial, "To Be" deixa uma prece quase angelical no sopro dos mestre, um murmurio de silêncio da alma de quem tenta falar com Deus. Tal como para o resto do álbum, Coltrane adquiri uma densa, mais vasta, ofertar de temas sonoros aos anjos. Essa era a essência de John Coltrane intimamente ligada à música.

Faixas:
01 - Ogunde
02 - To Be
03 - Offering
04 - Expression
05 - Number One (Faixa adicional na remasterização)

Musicos:
John Coltrane - Sax. Tenor & Flauta
Pharoah Sanders - Flauta, Flautim & Tamborim (Faixa 02)
Alice Coltrane - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Rashied Ali - Bateria

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Boa audição - Namstê.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Stan Getz

As fusões de Stan Getz

Por Leonardo Alcântara (JazzMan!)




Se você pensa que Stan Getz foi apenas Cool e Bossa Nova, está totalmente enganado. Depois de desfrutar de muito sucesso ao difundir a Bossa Nova pelo mundo, Stan Getz acabou aderindo ao fascínio eletrônico do Jazz-Fusion.

Tudo começou em 1967, no álbum Sweet Rain, quando o Stan Getz Quartet (Billy Hart, George Mraz, Grady Tate e Ron Carter) se uniu aos músicos Chick Corea, Stanley Clarke (que viriam a fundar o Return to Forever, em 1971) e o baterista Tony Williams. Sweet Rain não é exatamente um álbum de Fusion, mas já mostra Getz numa configuração totalmente diferente do que havia sido a sua carreira até aquele momento.

Em 1972, Getz gravou Captain Marvel, se reunindo com um grupo de músicos que foram expoentes na difusão do Fusion na década de 70. São eles: Chick Corea com o seu Return to Forever (Stanley Clarke (baixo) e Airto Moreira (percussão)), além do baterista Tony Williams. Com exceção de Clarke, todos já haviam participado de formações do trompetista Miles Davis.

Os críticos não gostaram das experiências eletrônicas de Getz, que chegou a utilizar um Echoplex no seu saxofone. Logo resolveu desistir desta sonoridade, regressando gradativamente ao jazz mais tradicional, e acústico. Infelizmente...

Baixem os álbuns Sweet Rain e Captain Marvel. Duas obras-primas de Stan Getz, um dos maiores saxofonistas da história.JM

Sweet Rain - 1967

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Getz, Hart, Mraz,
Tate, Carter, Corea,
Clarke e Williams


Captain Marvel - 1972

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Getz, Corea, Clarke,
Williams e Moreira



http://www.stangetz.net/

domingo, 24 de agosto de 2008

1967 - Schizophrenia



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Wayne Shorter é visto por muitos como um dos melhores saxofonistas depois de Coltrane. Exagero ou não, ele escreveu na história do Jazz uma carreira memorável. Shorter transitou em diversos estilos, indo do Hard Bop ao World Fusion, sem que sua carreira fosse depressiva. Independente do momento ou da vertente musical, sempre se mostrou à frente de tudo e de todos.

Schizophrenia
é um álbum quase que todo com composições de Shorter e produzido por Michael Cuscuna, produtor importante no meio jazzsístico, já tendo trabalhado com Dave Brubeck e The Art Ensemble of Chicago. Sorter vem acompanhado do quarteto composto por Ron Carter(Bass), Joe Chambers(Drums), Curtis Fuller(Trombone), Herbie Hancock(Piano) e James Spaulding(Flute, Sax (Alto), Sax (Soprano)).

Schizophrenia é um dos últimos álbum de Shorter que podemos dizer que é puramente dedicado ao Bop, pois em 1969, lançaria o cultuado "Super Nova", misturando Bop com configurações de música de Vanguarda, dando alguns sinais de um novo momento em sua carreira, onde mais tarde iria abraçar o Fusion e ser um dos fundadores do Weather Report em 1971.

Tracks:

1. Tom Thumb
2. Go
3. Schizophrenia
4. Kryptonite
5. Miyako
6. Playground

Credits:

Ron Carter - Bass
Joe Chambers - Drums
Curtis Fuller - Trombone
Herbie Hancock - Piano
James Spaulding - Flute, Sax (Alto), Sax (Soprano)

About Wayne Shorter

Esta postagem é uma parceria entre o blog Borboletas de Jade e o blog JazzMan!