Artista: Frank Sinatra & Tom Jobim
Lançamento: 1967
Selo: Universal Music Group International
Gênero: Bossa Nova, Vocal Jazz, Latino Jazz
Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra "The Voice” que queria gravar um disco só com músicas de Tom que topou na hora. Foi uma conversa curta:
"O jazz, tal como um poema, é um diálogo entre a palavra e o silêncio. E nesse jogo entre o que é dito e o que é sugerido, entre o que se murmura e o que se quer gritar, nem são necessários sinais de pontuação. Na sua melhor expressão, o jazz nunca tem pontos finais. Jazz é liberdade de expressão. Os acordes são autónomos, a estrutura dos temas é constantemente alterada em função da intuição melódica do músico. Jazz é improvisação. Não vive das sensações de déjà-vu musical que as pessoas se habituaram a sentir como melodiosas; vive de uma dinâmica constante e muitas vezes imprevisível que nos deixa em constante alerta. Quando John Coltrane pega no saxofone os céus tornam-se voláteis. As estrelas e os planetas deixam de obedecer aos mandamentos de Newton e de Kepler e voltam às mãos de Deus. Este tema, Ogunde, é um dos últimos que Coltrane compôs antes de morrer. Três minutos e 41 segundos do mais difícil e sublime jazz: Ogunde inicia-se com o saxofone em bela oração, mas muda abruptamente questiona-se, cria um labirinto melodioso onde nos perdemos até seguirmos Coltrane de novo em direção à luz: a melodia inicial agora transformada numa versão jazzística de um Requiem. Tão bizarro, tão inacessível, tão bonito. Muitos acham que o jazz é uma merda mas é a melhor música do mundo". Texto: O Requiem de Coltrane por Marcos Santos (16/Dezembro/2007)
Se você pensa que Stan Getz foi apenas Cool e Bossa Nova, está totalmente enganado. Depois de desfrutar de muito sucesso ao difundir a Bossa Nova pelo mundo, Stan Getz acabou aderindo ao fascínio eletrônico do Jazz-Fusion.
Tudo começou em 1967, no álbum Sweet Rain, quando o Stan Getz Quartet (Billy Hart, George Mraz, Grady Tate e Ron Carter) se uniu aos músicos Chick Corea, Stanley Clarke (que viriam a fundar o Return to Forever, em 1971) e o baterista Tony Williams. Sweet Rain não é exatamente um álbum de Fusion, mas já mostra Getz numa configuração totalmente diferente do que havia sido a sua carreira até aquele momento.
Em 1972, Getz gravou Captain Marvel, se reunindo com um grupo de músicos que foram expoentes na difusão do Fusion na década de 70. São eles: Chick Corea com o seu Return to Forever (Stanley Clarke (baixo) e Airto Moreira (percussão)), além do baterista Tony Williams. Com exceção de Clarke, todos já haviam participado de formações do trompetista Miles Davis.
Os críticos não gostaram das experiências eletrônicas de Getz, que chegou a utilizar um Echoplex no seu saxofone. Logo resolveu desistir desta sonoridade, regressando gradativamente ao jazz mais tradicional, e acústico. Infelizmente...
Baixem os álbuns Sweet Rain e Captain Marvel. Duas obras-primas de Stan Getz, um dos maiores saxofonistas da história.JM
Sweet Rain - 1967
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Size: 33.78 MB
Getz, Hart, Mraz,
Tate, Carter, Corea,
Clarke e Williams
Captain Marvel - 1972
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Getz, Corea, Clarke,
Williams e Moreira
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