Mostrando postagens com marcador Lionel Hampton. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lionel Hampton. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Boxset: The Art Of The Piano, Trio, Quartet, Quintet And Beyond - VA (10xCDs)

Lançamento: 2020
Selo: The Intense Media/(Milestones of Jazz Legends)
Gênero: Bebop, Hard Bop, Cool Jazz.

Análise Crítica e Curatorial do CD7: A Explosão Rítmica de Tatum, Hampton, Rich e Horace Silver: O sétimo volume (CD7) da aclamada caixa antológica The Art Of The Piano..., editada em 2020, estabelece-se como o capítulo mais eletrizante, febril e percussivo de toda a coleção. Se os volumes anteriores mapearam o lirismo e a economia do espaço, o CD7 é um monumento dedicado à velocidade propulsiva, à síncopa de alta voltagem e ao puro dinamismo físico dos instrumentos. A curadoria deste volume atinge o status de obra de arte ao justapor duas forças gravitacionais do jazz: o encontro de titãs da Era do Swing liderado pela velocidade cegante de Art Tatum com Lionel Hampton e Buddy Rich, e, no polo de transição, a urgência rítmica e o groove impregnado de blues do pai do Hard Bop, Horace Silver. Para o amante sincopado, este volume é um banquete de acentuações fora do tempo, polirritmias de tirar o fôlego e virtuosismo técnico inabalável. As Performances, datas absolutas e a geografia das sessões traz um repertório documental do CD7 preserva o som cru de duas eras de ouro do jazz, resgatando matrizes analógicas cujos registros históricos são detalhados com rigor cronológico a seguir: O Encontro de Titãs: Tatum, Hampton e Buddy Rich (A Era do Swing Extremo). Quando o pianista quase cego Art Tatum — cuja técnica orquestral assombrou até mestres eruditos como Vladimir Horowitz — uniu forças ao vibrafonista elétrico Lionel Hampton e ao vulcão percussivo de Buddy Rich, o resultado foi um terremoto rítmico. As performances resgatadas no CD7 mostram um Tatum operando com cascatas de notas, arpejos de velocidade sobre-humana e substituições harmônicas décadas à frente de seu tempo. Hampton responde com improvisos cheios de síncopas ruidosas e balanço cortante, enquanto Buddy Rich dita um pulso implacável na caixa e nos pratos, gerando um duelo de velocidade técnica que desafiava os limites do formato de trio. Data e local da gravação: Registrado nos estúdios da Clef/Verve Records, em Los Angeles, Califórnia (CA), no dia 01 de agosto de 1955. Esta memorável sessão de estúdio reuniu esses três gigantes sob a supervisão do produtor Norman Granz, capturando o ápice da pirotecnia instrumental americana antes do fechamento definitivo daquela era de ouro do Swing de vanguarda. Horace Silver: A arquitetura do groove e do Hard Bop sincopado em completo contraponto à densidade de notas de Tatum, a performance de Horace Silver no CD7 introduz o ouvinte à espinha dorsal do Hard Bop. Silver joga fora o exibicionismo e introduz o piano "percussivo-gospel", onde a mão esquerda ataca o teclado com acordes pesados e cheios de suingue, enquanto a mão direita desenha linhas melódicas curtas, repetitivas e intensamente balançadas. Silver usava o piano como se fosse uma seção de metais inteira. Seu senso de tempo era rigorosamente sincopado, quebrando a linearidade do bop tradicional com pausas dramáticas e ataques agressivos nos tempos fracos que faziam a plateia balançar o corpo instantaneamente. Data e local da gravação: Gravado nos estúdios da Blue Note Records por Rudy Van Gelder, em Hackensack, Nova Jersey (NJ), no dia 23 de novembro de 1956. Trata-se de uma sessão seminal que capturou as fundações do Horace Silver Quintet, logo após sua histórica separação dos Jazz Messengers de Art Blakey, documentando o nascimento do jazz moderno de raiz urbana. Curiosidades de bastidores e a física do ritmo, a principal curiosidade que o CD7 revela aos amantes sincopados é a surpreendente dinâmica de estúdio ocorrida na lendária sessão de Los Angeles de 1955. Buddy Rich, conhecido por seu temperamento explosivo e por engolir outros músicos com seus solos torrenciais, confessou anos mais tarde ter sentido um respeito quase reverencial por Art Tatum. Para não obstruir as intrincadas linhas harmônicas e os arpejos velozes da mão esquerda de Tatum, Rich abdicou de seus tradicionais bumbos pesados e focou de maneira obsessiva na condução milimétrica do chimbal e nas escovinhas na caixa. Essa contenção genial gerou um dos balanços mais limpos, rápidos e ricamente sincopados de toda a sua vasta discografia. No plano técnico da engenharia de som, o contraste entre as duas sessões do CD7 é uma aula de história da captação de áudio. A gravação da Costa Oeste de 1955 capta o piano de Tatum com uma reverberação de sala natural e acústica aveludada típica dos estúdios de Los Angeles. Já a sessão de Horace Silver de 1956, processada no icônico estúdio de Hackensack por Rudy Van Gelder, traz a clássica assinatura do selo Blue Note: um som de piano cru, incisivo, seco e frontal, onde o ataque mecânico dos dedos de Silver nas teclas de marfim possui uma presença física quase agressiva, perfeita para evidenciar as síncopas cortantes do Hard Bop. Nível de escolha das faixas: Um tratado sobre o Ataque Percussivo, o desenho curatorial implementado no CD7 da edição de 2020 mostra-se impecável por evitar o óbvio e concentrar-se na evolução da percussividade no jazz. Em vez de isolar Tatum em seus tradicionais e solitários discos de solo, a curadoria inseriu-o no epicentro de uma usina rítmica ao lado de Hampton e Rich, provando que seu piano conseguia duelar com os maiores percussionistas do planeta sem perder a elegância harmônica. A transição sequencial para as faixas de Horace Silver é de uma inteligência pedagógica brilhante. O ouvinte experimenta o fio condutor do ritmo: a síncopa que nasceu nas corridas de dedos de Art Tatum na Califórnia transforma-se e condensa-se no groove minimalista, funkeado e cheio de suor de Horace Silver em Nova Jersey. A restauração digital de 2020 realizou um trabalho cirúrgico nas fitas originais, limpando as distorções das frequências médias do vibrafone de Hampton e dando um peso monumental ao contrabaixo acústico que ancora as síncopas de Silver, entregando uma experiência auditiva texturizada e visceral para os puristas do gênero. Veredito Curatorial: O CD7 de The Art Of The Piano... é um documento histórico indispensável e avassalador. Ao costurar a velocidade astronômica do trio de Art Tatum, Lionel Hampton e Buddy Rich em Los Angeles com o groove seminal de Horace Silver em Hackensack, o volume oferece uma radiografia definitiva de como o piano de jazz se afirmou como um instrumento percussivo de vanguarda. Um disco obrigatório para os ouvidos que vibram na tensão do tempo quebrado.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 27 de março de 2026

Box Set: The Ladies Of Jazz - VA (3CDs)


"Sou pedaços de músicas, fragmentos de textos, 
sou um pouco de um muito, sou apenas uma 
mistura de tudo"

Este box set de 1997, lançado sob o selo Bluenite (BN304), não é apenas uma compilação; é um inventário sonoro da sofisticação feminina no século XX. Composto por 3 CDs, o álbum atravessa o Jazz, a Bossa Nova e o Soul, servindo como uma aula magna sobre a arquitetura do ritmo e a síncope vocal. A voz como instrumento de ruptura é diferente de outras coletâneas da época, The Ladies Of Jazz organiza um diálogo geracional raro. O ouvinte é conduzido pela perfeição técnica de Ella Fitzgerald, passa pela intimidade minimalista de Astrud Gilberto e deságua na crueza política de Nina Simone. No Jazz sincopado, o deslocamento do acento rítmico é o que traz o "suingue", e aqui artistas como Dinah Washington mostram que a síncope não está apenas nos instrumentos, mas na respiração. Em faixas como "Mad About The Boy", Dinah atrasa propositalmente a entrada das frases, criando uma tensão melódica que é a essência do gênero. A curiosidades e o contexto histórico do  "Revival" dos Anos 90: tem inclusão de Dinah Washington como abre-alas do CD 1 não foi por acaso. Em 1992 um comercial da Levi’s (dirigido por Tarsem Singh) imortalizou "Mad About The Boy", fazendo com que a faixa voltasse às paradas europeias e se tornasse o cartão de visitas obrigatório para compilações de jazz daquela década. O selo Bluenite, conhecido por licenciamentos europeus de nicho, focava em edições que serviam como "portas de entrada" para novos colecionadores de CD que em 1997 vivia seu auge comercial antes da era digital. O contraste geográfico coloca o box uno ao "cool jazz" americano com a Bossa Nova brasileira ("The Girl From Ipanema"), evidenciando como o jazz se tornou uma linguagem universal de resistência e elegância.A finalização Crua traz encerramento com "Sea Line Woman" (Nina Simone) ao vivo no CD 3, uma escolha curatorial corajosa. Ela quebra a estética polida do estúdio para entregar o jazz em seu estado mais percussivo e ancestral. Guia para o amante do Jazz sincopado, para quem busca profundidade no Jazz, este box ensina que a música acontece no espaço entre as notas. A síncope é a arte de ocupar o silêncio com intenção. Ao ouvir estas damas, não procure a métrica rígida; procure o "atraso" elegante, o improviso que desafia o metrônomo e a capacidade de transformar uma melodia simples em uma narrativa complexa. O jazz sincopado é a liberdade de chegar no tempo certo, mesmo parecendo estar fora dele.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Stan Getz - Stan Getz & Friends (1988)

Artista: Stan Getz
Lançamento: 1988
Selo: Verve Records
Gênero: Cool, Bop

"Compact Jazz: Getz & Friends" é uma coletânea (álbum de compilação) de jazz lançada em 1988 pela gravadora Verve Records. O álbum apresenta o saxofonista Stan Getz em colaborações com diversos outros músicos de renome, referidos como "Friends" (amigos). O CD inclui faixas gravadas com uma variedade de músicos notáveis, extraídas de sessões e álbuns originais produzidos por Norman Granz e Creed Taylor. Os colaboradores incluem: Dizzy Gillespie, Oscar Peterson. Bill Evans, Gerry Mulligan, Ella Fitzgerald, Chick Corea, Bob Brookmeyer, Gary Burton, entre outros em gravações que datam de 1953 a 1967, fazendo parte da série "Compact Jazz" da Verve, que compilava o melhor de seus artistas em formato de CD. 


Saxofone Tenor – Stan Getz
Saxofone Barítono – Gerry Mulligan
Contrabaixo – Ray Brown, Ron Carter, Bill Anthony, Gene Cherico, Leroy Vinnegar
Bateria – Max Roach, Grady Tate, Art Mardigan, Elvin Jones, Joe Hunt, Stan Levey, Shelly Manne, Connie Kay
Guitarra – Herb Ellis
Piano – Oscar Peterson, Chick Corea, Johnny Williams, Bill Evans, Lou Levy
Trompete – Dizzy Gillespie
Trompone - Bob Brookmeyer, JJ Johnson
Vibrafone – Gary Burton, Lionel Hampton
Voz – Ella Fitzgerald

Datas de gravação:

Faixa 01 - 09 de dezembro de 1953, Los Angeles;
Faixa 02 - 30 de março de 1967, Nova York
Faixa 03 - 08 de novembro de 1954, Shrine Auditorium, Los Angeles
Faixa 04 - 06 de maio de 1964, Nova York
Faixa 05 - 19 de agosto de 1964, Cafe Au GoGo
Faixa 06 - 10 de outubro de 1957, Los Angeles
Faixa 07 - 22 de outubro de 1957, Los Angeles
Faixa 08 - outubro de 1957, Los Angeles;
Faixa 09 - 01 de agosto de 1955, Los Angeles
Faixa 10 - 07 de outubro de 1957, Shrine Auditorium, Los Angeles.

Boa audição - Namastê


quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD15)

Lançamento: 1964 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Sweet Bands, Swing

Together Again é um álbum significativo do lendário Benny Goodman Quartet que reúne alguns dos maiores nomes do jazz. Lançado em 2002 nos EUA pelo selo Bluebird (com número de catálogo 09026-63881-2), como parte da série Bluebird First Editions, celebrando o retorno de Goodman com sua formação clássica. Este CD se enquadra no gênero Jazz com um estilo predominantemente de Swing e Cool Jazz. O Benny Goodman Quartet original, composto por Goodman no clarinete, Lionel Hampton no vibrafone, Teddy Wilson no piano e Gene Krupa na bateria, foi uma formação inovadora que quebrou barreiras raciais e musicais na década de 1930. "Together Again" provavelmente celebra a reunião desses músicos icônicos ou de uma formação que evoca a magia daquele período. O álbum é caracterizado por melodias contagiantes, improvisações brilhantes e a interação impecável entre os instrumentistas. A música exala a alegria e a sofisticação do swing, com o clarinete de Goodman liderando e os outros instrumentos respondendo com virtuosismo.

Benny Goodman - Clarinete
Teddy Wilson - Piano
Lionel Hampton - Vibrafone
Gene Krupa - Bateria

February 13, 1963 & February 14, 1963
Gravaado em: 
RCA Recording Studios, Studio A, New York, NY
RCA Studio A, New York, NY
RCA Studios, New York, NY


Boa audição - Namastê

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

Entre as sessões deste box, algumas merecem atenção especial, seja pela importância de sua presença, seja pelas circunstâncias que as cercam. Esta reedição está repleta de músicos da era do swing e alguns do bebop , que fazem parte da história do jazz, como os já citados Coleman Hawkins e Lester Young, mas também, entre outros, Don Byas, Red Norvo, Shelly Manne, Horace Henderson, Flip Phillips, Ralph Burns, Barney Bigard, Budd Johnson, Shorty Rogers, Eddie Bert, Johnny Guarneri, Dodo Marmarosa, Lennie Tristano, Howard McGhee, Serge Chaloff e o conhecido Neal Hefti. O fã encontrará, além das gravações já mencionadas, lideradas pelo trompetista George Hartman e Lester Young, as sessões de composições de Leonard Feather produzidas por ele e interpretadas pelo sexteto de músicos da orquestra de Lionel Hampton (entre eles o excelente saxofonista Arnett Cobb) e com a participação estelar de Dinah Washington (Disco 1, músicas 9 - 12). Algumas gravações que serviram para popularizar a cantora.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951




Artista: VA
Álbum: CD20 (1951)
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz



Boa audição - Namastê

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951



 Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

Boa audição - Namastê


quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951


Artista: VA
Álbum: CD15 (1947)
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951


Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz

 

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Boxset: Les Trésors Du Jazz - 1944-1951

Artista: VA
Lançamento: 2002
Selo: Le Chant Du Monde
Série: Boxset 'Les Trésors Du Jazz' (10 CD)
Gênero: Swing, Big Band, Bop, Cool Jazz, Mainstream Jazz



Boa audição - Namastê

sábado, 9 de dezembro de 2023

Ray Gallon - Make Your Move

Artista: Ray Gallon 
Lançamento: 2021
Selo: Cellar Music
Gênero: Post-Bop


A gravação de estreia do pianista Ray Gallon, Make Your Move, foi certificada, aprovada e endossada pelo lendário Ron Carter. Acompanhado por Kenny Washington na bateria e David Wong no baixo. O currículo impressionante de Ray Gallon não indica um artista “da tradição”, ou “da tradição”, mas sim um artista que incorpora a tradição, alguém que é um artista de jazz moderno, atual e ativo do ordem mais elevada. Inclui aparições e gravações com nomes como Ron Carter, Lionel Hampton, Art Farmer, TS Monk, Dizzy Gillespie, Milt Jackson, Harry ''Sweets'' Edison, Wycliffe Gordon, Les Paul, Benny Golson, Frank Wess, Lew Tabackin George Adams e a Big Band Mingus. Gallon também foi chamado para acompanhar muitos grandes nomes vocais (muitas vezes indicativo da elevada musicalidade de um pianista), incluindo Jon Hendricks, Sheila Jordan, Grady Tate, Nnenna Freelon, Gloria Lynne, Dakota Staton, Joe Williams, Chaka Khan, Jane Monheit e outros. Então, a questão que surge é: por que agora? Por que Gallon demorou tanto para lançar sua estreia? ''Eu precisava me sentir pronto - que tinha algo especial a oferecer, com uma identidade pessoal e um conceito refinado em termos de minha forma de tocar, repertório e concepção geral do trio, ao mesmo tempo em que estava imerso na tradição clássica do swing e do blues. O que mais me impressionou quando eu estava chegando, passando inúmeras noites no Village Vanguard, Sweet Basil e Bradley's, vendo/ouvindo Hank Jones, Tommy Flanagan, Cedar Walton, Kenny Barron, Ahmad Jamal, Bill Evans, Jimmy Rowles, Steve Kuhn (e muitos outros mestres), foi como cada um deles soou exclusivamente original, permanecendo fundamentado na tradição. Esses valores também foram incutidos em mim pelos meus professores, John Lewis, Jaki Byard e Hank Jones – que enfatizaram a importância de 'encontrar sua própria voz'', explica Gallon. '' Bem vindo ao mundo da música de Ray Gallon...pianista extraordinário...professor universitário...compositor e arranjador talentoso...e meu querido amigo......os arranjos são compactos, complexos e liso...'' - Ron Carter (extraído do encarte do CD)

Baixo – David Wong
Bateria – Kenny Washington
Piano - Ray Gallon 


Boa audição - Namaste

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Boxset: Born To Swing "100 Original Big Band Classics" Vol.03

Artista: VA

Álbum: Born To Swing Vol.03

Lançamento: 1996

Selo: PLC da Castle Communications 

Gênero: Big Band, Swing


Uma big band consiste, basicamente, de 12 a 25 músicos e contém primordialmente 4 naipes de instrumentos: os saxofones (2 saxofones altos - 1°e 3° sax altos; 2 saxofones tenores - 2° e 4° sax tenores; e 1 saxofone barítono - 5° sax barítono. Ocasionalmente 1 ou 2 saxofones sopranos), os trompetes e trombones (3 trombones tenores e 1 trombone baixo), e a 'cozinha', é como é denominada nas big bands o naipe que executa predominantemente a base harmônica do grupo é formado de: guitarra, bateria, baixo ou contrabaixo, e piano. Algumas big bands usam um terceiro naipe em sua formação que a amplia na execução harmônica e também em alguns solos, o naipe de cordas, composto de: violino, viola, violoncelo, e contrabaixo. Algumas Big Bands podem ainda admitir outros instrumentos como flauta, clarinete e instrumentos de percussão que variam de uma banda a outra dependendo do estilo e arranjo musical. Os termos banda de jazz, orquestra de jazz e dance band, também são usados. As músicas tocadas pelas big bands possui, geralmente, arranjos mais elaborados, muito frequentemente sendo previamente preparados e escritos em partituras. Ali, os solos e improvisações são executados nos momentos determinados no arranjo. É das Big Bands também que provém a expressão band leader, que é assim chamado o artista no qual influencia toda a banda, que se inspira e o segue, por exemplo: na linguagem e dinâmica ao interpretar certas frases da música. Esse artista geralmente é o 1º trompetista.

Arnold Jacob Arshawsky (1910-2004) conhecido como Artie Shaw foi clarinetista, compositor e bandleader. Famoso por clássicos como ‘Begin the Beguine‘, versão de Cole Porter gravada em 1938 e uma das gravações de definição da época e ‘Oh, Lady Be Good’. Em 1940, Shaw participou do filme ‘Second Chorus’, estrelado por Fred Astaire e Paulette Goddard, no papel dele mesmo, e recebeu duas indicações ao Oscar pela Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção (Love of My Life). Ele também foi autor de livros de ficção e não-ficção. Shaw foi um dos mais populares líderes de big bands dos anos 30 e 40. Musicalmente inquieto também foi um dos primeiros defensores da Third Stream, termo cunhado em 1957 pelo compositor Gunther Schuller para descrever um gênero musical que é a síntese de música clássica e jazz. Artie Shaw também algumas sessões com pequenos grupos que flertaram com be-bop antes de se aposentar da música em 1954.

Les Brown Sr. (1912-2001) foi líder de big band e compositor, mais conhecido por suas quase sete décadas de trabalho com o grupo ‘Les Brown and His Band of Renown’. Em 1945, a banda foi destaque com Doris Day e a gravação de ‘Sentimental Journey‘. O lançamento da canção coincidiu com o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e se tornou tema oficial do regresso para casa para muitos veteranos.

Woodrow Charles Herman (1913-1987), conhecido como Woody Herman, foi clarinetista, saxofonista, cantor e bandleader. Liderando vários grupos chamados de ‘The Herd’, Herman foi um dos mais populares das décadas de 30 e 40. A sua primeira banda tornou-se conhecida por suas orquestrações de blues e às vezes era anunciada como ‘The Band That Plays The Blues’. Junto com a grande aclamação por suas apresentações de jazz e blues, Woody Herman encomendou uma série de composições clássicas para o compositor russo Igor Stravinsky, entre elas ‘Ebony Concerto’ para solo de clarinete. Ao longo da história do jazz, sempre houve músicos que procuraram combiná-lo com música clássica. ‘Ebony Concerto’ foi tocada ao vivo pela banda de Herman em 1946 no ‘Carnegie Hall’. Apesar do sucesso no ‘Carnegie Hall’ e outros triunfos, Herman foi obrigado a dissolver a orquestra em 1946, no auge de seu sucesso para passar mais tempo com a sua esposa com crescentes problemas com alcoolismo e dependência de comprimidos. Herman voltou em 1947 e continuou a se apresentar até 1980, após a morte de sua esposa e com sua saúde em declínio.

Thomas Wright Waller (1904-1943) mais conhecido como Fats Waller, foi pianista, organista, compositor e comediante. Foi um dos mais populares artistas de sua época, com sucesso comercial e de crítica, em seu país e na Europa. Ele era um talentoso pianista e mestre do stride piano.

Charles Daly Barnet (1913-1991) foi saxofonista, compositor e bandleader. Embora tenha começado a sua carreira em 1933, estava no auge de sua popularidade entre 1939 e 1941, período em que gravou a sua versão do hit ‘Cherokee’. Admirador declarado de Count Basie e Duke Ellington que gravou a sua composição ‘In a Mizz’. Em 1949 ele se aposentou, aparentemente porque tinha perdido o interesse pela música e era um dos poucos herdeiros de uma família muito rica. Ocasionalmente voltou para breves apresentações, nunca em tempo integral. Em 1964, Barnet organizou uma festa privada para o seu herói musical, Duke Ellington e orquestra. Barnet morreu de complicações da doença de Alzheimer e pneumonia.

Edward Kennedy ‘Duke’ Ellington (1899-1974) foi compositor, pianista e líder de orquestra eternizado com a alcunha de ‘The Duke’. A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 20 até à de 60. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Ellington tinha a preocupação de adaptar as suas composições de acordo com o talento dos músicos que compunham a sua orquestra, e muitos permaneceram ao lado dele durante décadas. Seu primeiro emprego, no entanto, não foi na música. Sua grande paixão antes do piano foi o baseball, e para poder ver seus ídolos, arrumou um emprego de vendedor de amendoim.


Boa audição - Namastê

sábado, 5 de agosto de 2023

Boxset: CD03 - Lionel Hampton And His French New Sound - A La French [Rec. 1955]

Artista:  Lionel Hampton

Álbum:  A La French [Rec. 1955]

Lançamento: 2009

Selo: Membran

Gênero: Swing, Hard Bop

Considerado o primeiro vibrafonista do jazz, também foi um hábil baterista, pianista e cantor e ímpeto líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Como membro do grupo de Benny Goodman ele fez alguns de seus melhores discos, tendo solos memoráveis em canções como ‘Dizzy Spells’ e ‘Moonglow’. Ele também realizou sessões de gravação com músicos lendários como Coleman Hawkins, Benny Carter e Nat Cole, alguns dos melhores do jazz da época. Lionel Leo Hampton nasceu em Louisville, Kentucky, e foi criado por sua avó e em 1916 sua família mudou-se para Chicago. Na juventude, Hampton era um membro do ‘Bud Billiken Club’, um clube para jovens negros. Durante a década de 20, quando ainda era um adolescente teve aulas de xilofone e bateria com o baterista de blues e jazz Jimmy Bertrand. E mudou para Califórnia em 1927 ou 1928, tocando bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Sua estreia em gravações foi com ‘The Quality Serenaders’, e foi baterista do bandleader Les Hite. Durante este período começou a praticar no vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong chegou à Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo a Hampton para tocar o instrumento. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o seu uso desde então. Durante os anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern Califórnia’. Em 1934, conduziu a sua própria orquestra. Em 1936, a orquestra de Benny Goodman chegou a Los Angeles para tocar no famoso salão de dança ‘Palomar Ballroom’, e Goodman convidou Lionel Hampton para integrar seu trio, que assim se tornou o famoso ‘Benny Goodman Quartet’, com o pianista Teddy Wilson e o baterista Gene Krupa completando o lineup. O trio e depois quarteto estavam entre os primeiros grupos de jazz racialmente integrados e em uma época que o jazz era dominado por grandes bandas. Enquanto trabalhou para Goodman em New York, Hampton também gravou com diversos pequenos grupos conhecidos como ‘Lionel Hampton Orchestra’. Em 1940 deixou Goodman em circunstâncias amistosas para formar sua própria big band que se tornou popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação em 1942 produziu uma versão do clássico ‘Flying Home’ com solo do saxofonista Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. O sucesso fez com que gravasse ‘Flying Home, Number Two’ com o saxofonista Arnett Cobb. O guitarrista Billy Mackel ingressou em sua orquestra em 1944, e iria tocar e gravar com ele quase continuamente através dos anos 70. Em 1947 Lionel Hampton gravou ‘Stardust’ com o trompetista Charlie Shavers e com o baixista Slam Stewart no concerto ‘Just Jazz’. Dos anos 40 até início dos anos 50, Hampton gravou para a ‘Decca Records’ com inúmeros jovens artistas que mais tarde alcançaram fama, como o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. E continuou a gravar com pequenos grupos e em jam sessions. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio, e não se saíram muito melhor na década de 70. Mesmo assim, Lionel Hampton permaneceu ativo até sofrer um derrame em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de artrite crônica forçou-o a parar drasticamente. Em 1997, seu apartamento pegou fogo e destruiu seus prêmios e pertences. Hampton escapou ileso vindo a falecer em 2002.

Gravado em 19 de março de 1955, Schola Cantorum, Paris

Vibrafone – Lionel Hampton

Trompete – Nat Adderley, Benny Bailey, Bernard Hulin,

Trompa Francesa – Dave Amram

Sax. Tenor e Clarinete – Maurice Meunier, Ray Lawewnce

Sax. Barito – William Boucaya

Piano – René Urtreger, Mary Lou Williams

Baixo – Guy Pedersen, Buddy Banks

Bateria – Jean-Baptiste "Mac Kac" Reilles

Guitarra – Sacha Distel

Vocais - Mary Lou Williams, Beryl Briden


 Boa audição - Namastê

sábado, 29 de julho de 2023

Boxset: VA - Americans In Paris (The City Of Love And All That Jazz) 10 CDs


 O Boxset 'Americans in Paris: The City of Love and All That Jazz', 10 CDs é um tesouro de gravações do jazz clássicas dos anos 1950. O conjunto apresenta alguns dos maiores nomes do jazz, incluindo Dizzy Gillespie, Art Blakey, Lionel Hampton, Chet Baker, Sarah Vaughan, Mary Lou Williams, Lester Young e Donald Byrd. As gravações neste conjunto foram todas feitas em Paris, e capturam a energia e emoção únicas da cena jazz da cidade das luzes na época, livres para experimentar as fronteiras do jazz com resultados de algumas das gravações mais inovadoras e revolucionárias do gênero. O conjunto é dividido em 10 CDs, cada um dos quais se concentra em um artista ou grupo diferente repletos de faixas clássicas, como: "A Night in Tunisia" de Art Blakey e os Jazz Messengers, "Summertime" de Dizzy Gillespie e "Lullaby in Rhythm" de Mary Lou Williams. Além das faixas clássicas, o conjunto apresenta algumas gravações raras e inéditas por exemplo, o CD 8, com performance de uma gravação ao vivo de Chet Baker do Paris Jazz Festival em 1955. Americans in Paris: The City of Love and All That Jazz é item obrigatório para qualquer fã de jazz. O conjunto é uma coleção abrangente e essencial de algumas das maiores gravações de jazz já feitas. Detalhes adicionais incluem: Conjunto lançado em 2012 pela Membran. Conjunto inclui um livreto de 120 páginas com notas de rodapé do historiador do jazz, Richard Cook. Conjunto é alojado em uma caixa resistente com fecho magnético. Conjunto se encontra disponível em CDs e vinil. Detalhes adicionais das características notáveis, incluem: A seleção de artistas e grupos, que inclui alguns dos maiores nomes do jazz. A qualidade das gravações, que foram feitas em alguns dos melhores estúdios de Paris. A variedade de estilos musicais, que abrange desde o bebop ao hard bop. A inclusão de gravações raras e inéditas. Americans in Paris: The City of Love and All That Jazz é uma obra-prima da música jazz. O conjunto obrigatório para qualquer fã do gênero. Se você é fã de jazz, então você precisa ter Americans in Paris: The City of Love and All That Jazz. Este é um conjunto clássico que o transportará de volta à era dourada do jazz em Paris. Próximas postagens. 


 Boa audição - Namastê



quinta-feira, 15 de junho de 2023

Dizzy Gllespie - The Complete RCA Victor Recordings 1937-1949 (2CD)


Lançado: 1995
Selo: Bluebird, BMG Music
Gênero: Bop, Jazz afro-cubano, Big Band
Dizzy Gillespie (1917-1993) é um dos mentores do bebop, um dos criadores da linguagem do trompete jazzístico moderno, e um verdadeiro embaixador da música. Os únicos trompetistas que se equiparam a Dizzy, em termos de importância musical e histórica, são Louis Armstrong e Miles Davis. Nascido em Cheraw, Carolina do Sul, John Birks Gillespie experimentou o trombone antes de se decidir aos 12 anos pelo trompete, instrumento com o qual se iniciou profissionalmente aos 14 anos. Tocou em diversas orquestras, na segunda metade dos anos 30 e na no início dos anos 40 e teve como grande modelo o trompetista Roy Eldrige, a quem inclusive substituiu na ‘Teddy Hill Band’, em 1937. O jeito irreverente e as brincadeiras que fazia com colegas e mesmo com os próprios regentes lhe valeram não poucas reprimendas e até demissões. Entre 1942 e 1945, Dizzy tocou nas orquestras de Earl Hines e de Billy Eckstine, que constituíram verdadeiros celeiros de talentos do nascente estilo bebop. Em 1941 Dizzy encontrou Charlie Parker pela primeira vez, quando este tocava na orquestra de Jay McShann. A partir daí, os dois tocaram juntos diversas vezes, com diferentes grupos e dando contornos definitivos ao bebop. Somente em 1945, porém, Dizzy e Bird finalmente gravariam juntos. Em 1945 Dizzy optou pelo formato big band. Sua orquestra do período 1946-1950 contou com músicos de peso, como Milt Jackson, John Lewis, Ray Brown e Kenny Clarke que, juntos, constituiriam a primeira formação do ‘Modern Jazz Quartet’, além de Jay Jay Johnson, Yusef Lateef e até John Coltrane. Essa orquestra teve que ser desfeita em 1950 devido a dificuldades econômicas. Mas Dizzy continuou muito ativo, e participou de turnês do ‘Jazz at the Philarmonic’. Em 1956 formou novamente uma orquestra, que fez turnês patrocinadas pelo Departamento de Estado norte-americano. Nos anos 60, 70 e 80, alternou as big bands com as pequenas formações e fez numerosíssimas turnês por todo o mundo. Durante toda a carreira, Dizzy esteve sempre aberto a influências étnicas, como a música cubana, brasileira, africana e do Oriente Médio. Dizzy Gillespie é um dos maiores virtuoses do trompete, talvez o maior, e tratou de explorar essa qualidade em suas apresentações. Seu fraseado é cheio de elementos surpreendentes e saltos vertiginosos, explorando as notas superagudas do instrumento. Sua capacidade criativa como improvisador parece inesgotável. O arrojo, a agressividade e o humor da música de Dizzy podem ser vistas como uma extensão de sua personalidade de showman nato. Dizzy também cantou e nunca deixou totalmente de lado o seu lado brincalhão, para deleite das plateias de todo o mundo. (por V.A. Bezerra)


Sax. Alto – Benny Carter (faixas: 1-6), Charlie Parker (faixas: 2-18 a 2-21), Ernie Henry (faixas: 2-2 a 2-17), Howard Johnson (faixas: 1 -1, 1-3 a 1-5, 1-13 a 2-1), John Brown (faixas: 1-1, 1-13 a 2-17), Russell Procope (faixas: 1-3 a 1-5)
Sax. Barítono – Al Gibson (faixas: 2-6 a 2-17), Cecil Payne (faixas: 1-1, 1-13 a 2-5), Ernie Caceres (faixas: 2-18, 2-19, 2- 21)
Baixo – Al McKibbon (faixas: 1-1, 1-17 a 2-17), Eddie Safranski (faixas: 2-18 a 2-21), Milt Hinton (faixas: 1-6), Ray Brown (faixas: 1 -2, 1-7 a 1-16), Richard Fullbright (faixas: 1-3 a 1-5)
Bongos – Sabu Martinez (faixas: 2-2 a 2-5)
Clarinete – Buddy DeFranco (faixas: 2-18 a 2-21)
Congas – Joe Harri (faixas: 2-2 a 2-5), Vince Guerra (faixas: 2-6 a 2-17)
Congas, Bongos – Chano Pozo (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1)
Bateria – Bill Beason (faixas: 1-3 a 1-5), Cozy Cole (faixas: 1-6), JC Heard ( faixas: 1-2, 1-7 a 1-12), Joe Harris (faixas: 1-13 a 1-16), Kenny Clarke (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Shelly Manne (faixas: 2-18 a 2-21), Teddy Stewart ( faixas: 2 -2 a 2-17)
Guitarra – Bill DeArango (faixas: 1-2, 1-7 a 1-12), Billy Bauer (faixas: 2-18 a 2-21), Charlie Christian (faixas: 1-6), John Collins (faixas: 1-13 a 1-16 ), John Smith (faixas: 1-3 a 1-5)
Piano – Al Haig (faixas: 1-2, 1-7 a 1-12), Clyde Hart (faixas: 1-6), James Forman (faixas: 2-2 a 2-17), John Lewis (faixas: 1-1, 1-13 a 2-1), Lennie Tristano (faixas: 2-18 a 2-21), Sam Allen (faixas: 1-3 a 1-5)
Sax. Tenor – Ben Webster (faixas: 1-6), Big Nick Nicholas (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Budd Johnson (faixas: 2-2 a 2-5), Charlie Ventura (faixas : 2-18 a 2-21 ), Coleman Hawkins (faixas: 1-6), Don Byas (faixas: 1-7 a 1-11), James Moody (faixas: 1-13 a 1-16), Joe Gayles (faixas: 1-1, 1-13 a 2-17),Chu Berry (faixas: 1-6), Robert Carroll (faixas: 1-3 a 1-5), Teddy Hill (faixas: 1-3 a 1-5), Yusef Lateef (faixas: 2-6 a 2- 17)
Trombone – Andy Duryea (faixas: 2-2 a 2-17), Charles Greenlea (faixas: 2-14 a 2-17), Dicky Wells (faixas: 1-3 a 1-5), JJ Johnson (faixas: 2-14 a 2-19, 2-21), Jesse Tarrant (faixas: 2-2 a 2-13), Kai Winding (faixas: 2-18 a 2-21), Sam Hurt (faixas: 2 -2 a 2-13), Taswell Baird (faixas: 1-13 a 1-16), Ted Kelly (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), William Shepherd (faixas: 1-1, 1-13 a 2-1)
Trompete – Benny Bailey (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Benny Harris (faixas: 2-6 a 2-17), Bill Dillard (faixas: 1-3 a 1-5), Dave Burns (faixas: 1-1, 1-13 a 2-5), Dizzy Gillespie, Elmon Wright (faixas: 1-1, 1-13 a 2-17), Fats Navarro (faixas: 2-18, 2-19, 2-21), Lamar Wright (faixas: 1-1, 1-17 a 2-1), Matthew McKay (faixas: 1-13 a 1-16), Miles Davis (faixas: 2-18, 2-19, 2-21), Ray Orr (faixas: 1-13 a 1-16), Shad Collins (faixas: 1 -3 a 1-5), Willie Cook (faixas: 2-2 a 2-1)
Vibraphone – Lionel Hampton (faixas: 1-6), Milt Jackson (faixas: 1-2, 1-7 a 1-16)
Vocais – Bill Dillard (faixas: 1-4), Dizzy Gillespie (faixas: 1-14, 1-18, 1-21, 2-5, 2-11, 2-13, 2-14, Dizzy Gillespie e sua Orquestra (faixas: 2-14), Joe Carroll (faixas: 2-11, 2-14, 2-17), Johnny Hartman (faixas: 2-8 a 2-10, 2-16), Kenny Hagood (faixas: 1-14, 1-18, 1-21)
Vocais [Chanting] – Chano Pozo (faixas: 1-20)

Faixas tiradas:
1-1 & 1-18 de Shellac 10" A e B-side (1948) [RCA Victor ‎20 3023] creditadas a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-2 & 1-12 da compilação LP "Crazy And Cool" (1953) [RCA Victor ‎LPT 3046] creditado a Vários Artistas. A faixa, por sua vez é creditada a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-3 from Shellac 10" A-side (1937) [Bluebird B 6988] creditado a Teddy Hill And His NBC Orchestra
1-4 from Shellac 10" A-side (1937) [Bluebird B 7013] creditado a Teddy Hill And His NBC Orchestra
1-5 from Shellac 10" B-side of" I'm Happy Darling, Dancing With You" (1937) [Bluebird B 6989] creditado a Teddy Hill And His NBC Orchestra
1-6 from Shellac 10"Lado A (1939?) [Victor ‎26371] creditado a Lionel Hampton e Orquestra
1-7, 1-9 e 1-11 do LP (4 x Shellac 10") "New 52nd Street Jazz" (1946) [RCA Victor ‎HJ 9] creditado a Dizzy Gillespie e sua orquestra / Coleman Hawkins' 52nd Street All Estrelas
1-8 da compilação do LP "The Greatest Of Dizzy Gillespie" (1961) [RCA Victor ‎LPM 2398]
1-10 e 2-13 da compilação do LP "Dizzy Gillespie" (1966) [RCA Victor ‎LPV 530]
1- 13 & 1-14 de Shellac 10" B e lado A (1947) [RCA Victor ‎20 2480] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-15 & 1-16 de Shellac 10" A e B-side (1947) [RCA Victor ‎20 2603] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-17 and 1-22 from Shellac 10" B and A-side ( 1949 ) [RCA Victor ‎20 3186] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
1-19 e 1-20 do LP (4 x Shellac 10") "Bebop (Álbum Of Modern Jazz)" (1948) [RCA Victor ‎P 226] creditado a Vários Artistas
1-21 e 2-1 de Shellac 10" Lado A e B (1948) [RCA Victor ‎20 2878] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-2 & 2-4 from Shellac 10" B and A-side (1949) [RCA Victor ‎20 3370] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-3, 2-5, 2-7, 2-12, 2-14 and 2-15 da compilação LP "Dizzier And Dizzier" (1954) [RCA ‎LJM 1009] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-6 & 2-8 from Shellac 10" A and B-side (1949) [RCA Victor ‎20 3457] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-9 & 2-11 from Shellac 10"Lado A (1949) [RCA Victor ‎20 3481] creditado a Dizzy Gillespie e sua orquestra
2-10 da compilação de 2 LPs "Dizziest" (1987) [Bluebird 5785 1 RB]
2-16 e 2-17 da Shellac 10" B e A-side (1949) [RCA Victor ‎20 3538] creditado a Dizzy Gillespie And His Orchestra
2-18 & 2-20 from Shellac 10" A and B-side (1949) [RCA Victor ‎20 3361] creditado a Metronome All Stars
2-19 & 2-21 da compilação LP "Crazy And Cool" (1953) [RCA Victor ‎LPT 3046] creditado a Vários Artistas. As faixas, por sua vez, são creditadas ao Metronome All Stars

Gravações dos anos 1937 a 1949
1-1 e 1-21 a 2-1 30 de dezembro de 1947, Nova York
1-2 e 1-7 a 1-12 22 de fevereiro de 1946, Nova York Cidade
1–3 a 1–5 17 de maio de 1937, Nova York
1–6 13 de junho de 1939, Nova York
1–13 a 1–16 22 de agosto de 1947, Nova York
1-17 a 1-20 22 de dezembro de 1947, Nova York
2-2 a 2-5 29 de dezembro de 1948, Nova York
2-6 a 2-9 14 de abril de 1949, Chicago, IL. De acordo com www.jazzdisco.org, o local da gravação é Nova York
2-10 a 2-13 6 de maio de 1949, Chicago, IL. De acordo com www.jazzdisco.org, o local de gravação é New York City
2-14 a 2-17 6 de julho de 1949, New York City
2-18 a 2-21 3 de janeiro de 1949, New York City

 Boa audição - Namastê

terça-feira, 15 de novembro de 2022

# 100 - VA - Jazz Sous L'Occupation (1940-1944)

Artista: VA

Álbum: Jazz in Paris 100

Lançamento: 2002

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Ragtime, Dixieland, Swing, Gypsy Jazz


10 clubes de jazz em Paris

Jazz no Sunset Sunside em Paris - Esse lugar é enorme e quem visita o local pode escolher entre duas áreas. Os amantes do jazz mais suave, no estilo moderno e acústico, podem ficar à beira da rua do Sunset em Paris. Os que gostam de um jazz mais agitado e eletrônico, podem ir até a parte de baixo do clube. As apresentações ocorrem à noite e são ótimas. Se você está em família e mesmo assim quer apreciar o jazz em Paris, vá a este clube nas tardes de domingo, onde poderá lanchar enquanto escuta a música.

Jazz no Au Duc des Lombards em Paris - Esse é um clube ultra moderno e sofisticado em Paris, dentro do bairro Les Halles. Ele funciona tanto durante o dia, quanto à noite, e é um bom lugar para você apreciar o jazz enquanto desfruta de um ótimo prato. Esse clube já recebeu grandes nomes do Jazz e até hoje procura trazer o que há de melhor nesse estilo musical, sejam artistas nacionais ou internacionais.

Jazz no Le Baiser Salé em Paris - Esse clube não é muito grande, mas você poderá contar com música animada o tempo todo. O clima desse clube de jazz em Paris é super gostoso e você logo se sentirá confortável no local, dançando inúmeras músicas de jazz, latinas, blues e até ritmos africanos. O preço é bem menor que os demais clubes de jazz da lista em Paris, por isso, é uma ótima opção se você está buscando lugares econômicos para frequentar.

Jazz no Caveau des Oubliettes em Paris - Um local que ja foi até prisão abriga hoje um do clubes mais dançantes de toda Paris. Desça para o porão depois de entrar no bar do local e descubra o clube de jazz mais incrível da cidade. O local começa suas apresentações depois das 22h e conta com um ambiente super bonito, você irá adorar se divertir por lá.

Jazz no Autour de Midi et de Minuit em Paris - No topo de Montmartre, você pode conhecer esse clube de jazz super agitado e aconchegante. Ele fica em baixo de um bistrô e toca desde o jazz mais clássico até o mais moderno. É super interessante por conta do local inusitado e da variedade musical que ele dispõe.

Jazz Club Etoile em Paris - Esse local já foi espaço do Jazz Club Lionel Hampton e hoje é casa da diversidade musical de Paris. BB King foi um dos diversos astros que já foi convidado a este clube de jazz, que na verdade toca desde o estilo rock, gospel, blues e alternativo até os tipos variados de jazz. Além disso, o  local serve lanches e o brunch de domingo é imperdível, regado ao ritmo do jazz.

Jazz no New Morning em Paris - Esse clube de jazz tem um estilo familiar, mas conta com um espaço de shows que recebe até 300 pessoas. Músicos se apresentam nesse clube de Paris tocando blues, música latina, africana e outros ritmos, sem mencionar o próprio jazz. É um lugar realmente acolhedor e gostoso para passar suas noites em Paris.

Jazz no Caveau de la Huchette em Paris - Esse lugar está perto de completar seus 60 anos e tem um estilo superinteressante, que você percebe logo de cara pelas apresentações que acontecem sob os arcos da Idade Média. O jazz é o tema desse clube histórico e você pode se divertir muito comprando um ingresso no próprio local, no Quartier Latin em Paris.

Jazz no Le Petit Journal Montparnasse em Paris - O Le Petit Journal é um lugar super famoso em Paris, instalado em Montparnasse. À noite, você pode apreciar uma apresentação de rock, música latina, blues ou jazz ao vivo, fazer um lanche ou apenas apreciar a noite com alguma bebida do bar. O clube e bar fecham apenas às 2h, então é uma ótima opção para quem quer ficar até mais tarde na noite parisiense.

Jazz no Le Petit Journal St. Michel - Esse clube é um pouco mais antigo e diferenciado do que o Le Petit Journal Montparnasse em Paris. O clube e bar existem há cerca de 50 anos e contam com um ambiente descontraído, para quem quer se divertir mesmo. O lugar fica no Quartier Latin e você pode tanto fazer uma refeição no salão, com apresentações ao vivo, ou aproveitar bastante o jazz do porão.


Acordeão – Gus Viseur (faixas: 1, 2, 23, 24)
Saxofone Alto – André Ekyan (faixas: 1, 2), André Lluis (faixas: 1, 2), Chico Cristebal (faixas: 11, 12), Robert Mavounzy (faixas: 19 a 22)
Arranjo, Saxofone Tenor – Hubert Rostaing (faixas: 19 a 22)
Clarinete – André Lluis (faixas: 1, 2, 19 a 24), Gérard Levéque (faixas: 15), Hubert Rostaing (faixas: 7 a 10, 13, 14, 19 a 22), Pierre Delhoumaud (faixas: 16) a 18)
Clarinete, Saxofone Tenor – Charles T. "Coco" Kiehn (faixas: 13, 14)
Maestro, Arranjo – André Loyraux (faixas: 23, 24)
Contrabaixo – Antonio "Tony" Rovira (faixas: 7 a 10), Emmanuel Soudieux (faixas: 3 a 6, 13, 14), Jean Storme (faixas: 15, 19 a 22), Lucien Simoens (faixas: 11, 12) , Maurice Speilleux (faixas: 1, 2, 23, 24), Roger Grasset (faixas: 16 a 18)
Bateria – Gaston Léonard (faixas: 3 a 6, 15) , Jerry Mengo (faixas: 11, 12, 16 a 18), Maurice Chaillou (faixas: 1, 2), Pierre Fouad (faixas: 7 a 10, 13, 14), 19 a 22)
Guitarra – Etienne "Sarane" Ferret (faixas: 16 a 18) , Eugène Vées (faixas: 7 a 10, 13, 14), Gaston Durand (faixas: 15), Joseph Reinhardt (faixas: 1 a 6, 23, 24), Joseph Solero (faixas: 23, 24), Lucien Gallopain (faixas: 19 a 22), Pierre Ferret (faixas: 3 a 6), Roger Chaput (faixas: 11, 12)
Gaita – Dany Kane (faixas: 15 a 18)
Piano – Bob Castella (faixas: 7 a 10), Charlie Lewis (faixas: 13, 14), Eddie Barclay (faixas: 19 a 22), Yvonne Blanc (faixas: 11, 12, 15 a 18)
Saxofone Tenor – André Lluis (faixas: 19 a 22), Max Hugot (faixas: 19 a 22), Michel Donnay (faixas: 11, 12), Robert Merchez (faixas: 11, 12)
Trompete – Aimé Barelli (faixas: 13, 14), Christian Bellest (faixas: 11, 12, 19 a 22), Philippe Brun (faixas: 1, 2)
Violino – André Hodeir (faixas: 3 a 6)
Vocais – Lucienne Delyle (faixas: 4)

Todas as faixas gravadas em Paris nas seguintes datas: 
20 de março de 1940 (1-2), outubro de 1941 (13-14), março de 1942 (23-24), 18 de março de 1943 (15-18), agosto de 1943 (7-10) ), dezembro de 1943 (3-6), fevereiro de 1944 (11-12, 19-22)
As faixas 19-22 são inéditas.


 Boa audição - Namastê