quinta-feira, 19 de agosto de 2021

# 001 - Louis Armstrong - The Best Live Concert, Vol. 1 (1965)

Lançamento: 2003
Selo: Gitanes Jazz Produção
Gênero: Jazz, Swing. Mainstream Jazz


Ele é, ao lado de Duke Ellington, o maior nome da história do jazz. Inovações como o solo individual e o ‘scat singing’ são atribuídas a ele. Na gravação de ‘Heebie Jeebies’, um de seus primeiros sucessos, ele esqueceu a letra e começou a cantarolar. Inventou, assim, o ‘scat singing’, um canto em que fonemas aleatórios substituem palavras. O scat entrou para o vocabulário jazzístico e influenciou até o rock'n'roll. ‘Satchmo’, abreviação de ‘Satchelmouth’ (boca de saco), uma referência aos sorrisos largos, ou ‘Pops’, como era carinhosamente chamado 'Louis Daniel Armstrong' nasceu em New Orleans e foi um brilhante solista de trompete na era do blues onde o jazz ainda nem existia, ficou conhecido também por sua voz de alto timbre. Mais tarde, Armstrong, viria a ser um dos maiores representantes do jazz, considerado 'a personificação do jazz'. Com sua voz e sua personalidade inconfundíveis, conhecidas até por aqueles que não são fãs do jazz. Sendo natural de Storyville, distrito de New Orleans conhecido por sua diversidade de ambientes, de prostíbulos a igrejas, Louis Armstrong conviveu nesse ambiente com a enorme pobreza em que nasceu e passou sua infância. Conciliando a liberdade das ruas e o trabalho para o sustento da família, o pai abandonou a família assim que ele nasceu, e o pequeno Louis tornou-se uma criança extremamente esperta e adaptada à vida árdua. Aos 13 anos, conseguiu comprar uma corneta, com dinheiro emprestado de uma família russa-judia, os Karnofskys, e sozinho começou a aprender a tocá-la e depois em uma banda amadora na casa de correção de juvenil, e foi justamente no reformatório que Louis teve contato intensivo com a música, estudando com mais afinco bugle e corneta na banda do reformatório, banda que depois viria a liderar. Os motivos que o levaram ao reformatório são nebulosos. De volta a New Orleans, já com 14 anos e livre da prisão, começou a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississippi. Foi na zona da prostituição de Storyville, que conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz. Quando a Storyville foi fechada pela Marinha americana, todos se mudaram para Chicago para conseguir emprego. Armstrong se casou, ao todo, quatro vezes. A primeira delas aos 17 anos com uma prostituta de Louisiana. Mas a sua quarta esposa, Lucille, foi a mulher de sua vida. A musicalidade inata e evidente de Armstrong, aliada à disciplina técnica que adquirira na banda do reformatório, capacitaram-no a tocar num estilo próprio em vários grupos e com inúmeras orquestras até formar seu próprio o ‘Louis Armstrong Hot Five’, com o qual fez gravações tidas até hoje como clássicos. Seu estilo inconfundível de cantar, tornou-se sua marca registrada, tanto quanto o tom de seu trompete. 



Boa Audição - Namastê
 

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Onde ouvir "Jazz em Paris" - Borboletas de Jade

O jazz é, sem dúvida, a música mais livre do planeta. Nela é permitido ao músico esquecer as regras e os dogmas criados pelo mundo e ao ouvinte entregar-se ao feitiço e pureza do seu ritmo. Quando surgiu, no final do século XIX e início do século XX, no sul dos Estados Unidos, principalmente na cidade de Nova Orleans, o jazz foi considerado profano. No início do ano de 1800, os escravos se reuniam na Praça do Congo para tocar suas músicas e mostrar suas danças tradicionais. Os negros norte-americanos foram os porta-vozes do jazz. Cantado ou tocado eles fizeram do jazz a sua identidade, que é respeitada e admirada até hoje em todo o mundo. A Coleção editada em 2001 pelo selo francês ‘Gitanes’, selo criado em Paris na primeira metade do século XX, tendo o título em homenagem ao mestre belga de jazz, Django Reinhardt, o músico de jazz europeu mais famoso de todos os tempos e quem difundiu na velha Europa os ritmos americanos originários de Nova Orleans. Sob o título genérico de ‘Jazz in Paris’, a coleção traz a música que foi feita nos anos cinquenta e sessenta em Paris, a capital boêmia de muitas coisas e também do jazz na Europa e contém compilações temáticas, bem como álbuns regulares e trilhas sonoras. Tempos de criatividade numa Paris em ebulição que respirava jazz. Os artistas são em sua maioria franceses e internacionais, com foco principal no bop. A coleção inclui 100 títulos e cada um contém grandes músicos americanos que passaram pela capital parisiense e mostra também a evolução dos grandes músicos franceses. No início de 2017, outros títulos foram emitidos na França pela Decca France (números 114 a 123).

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

A História do "Jazz em Paris"

 O som do verão na França é definitivamente mais doce com jazz. Essas melodias energizam os amantes da música em palcos abertos com vista para o Mediterrâneo, flutuam sobre terraços lotados perto de Les Halles ou discotecas descoladas na Normandia. O jazz se tornou uma língua internacional, influenciando muitas culturas. Foi introduzido pela primeira vez na França por soldados afro-americanos. Julia Browne, fundadora e CEO da Walking The Spirit Tours - Black Paris & Beyond conta a história. Durante a Primeira Guerra Mundial, tropas segregadas de soldados negros marcharam com sua música animada por 2.000 milhas de pequenas aldeias agrícolas e
grandes salas de concerto em toda a França. Seu líder era o tenente James Reese Europe, um respeitado líder de banda de Nova York. Onde quer que ele levou sua 369 ª banda Harlem regimento de infantaria e criaram uma revolução musical emocionante. A história ainda é contada repetidamente como a primeira vez que os franceses ouviram jazz não conseguiram imaginar que tipo de música era, ou como os instrumentos estavam fazendo aqueles sons inéditos. Depois da guerra, muitos músicos, bem como dançarinos e artistas, voltaram, instalaram e encantaram cabarés e platéias no Lower Montmartre de Paris, que ficou conhecido como Black Montmartre. Proprietários e frequentadores de clubes de todo o mundo não se cansavam dos ritmos sincopados. Inúmeros músicos locais, por outro lado, não ficaram entusiasmados com a pressão para aprender essa música estrangeira americana. Felizmente, houve fãs perspicazes que viram o futuro da música francesa no jazz e começaram a busca por elevar a assim chamada música "pop" americana a uma forma de arte. Dois amantes do jazz, Hughes Panassié e Charles Delauney, formaram o inovador Jazz Hot Club para promover a aceitação do jazz na França e no exterior. Eles lançaram a primeira revista de jazz na Europa. De sua localidade perto da Rue Pigalle, eles convidaram jovens músicos ansiosos para seu espaço de oficina, onde puderam experimentar os novos sons e conhecer os mestres americanos.  
Não demorou muito para que dois de seus protegidos, Django Reinhardt e Stephane Grapelli , formassem a primeira verdadeira banda francesa de jazz, o Jazz Hot Quintet, e percorressem as regiões nos anos 30, espalhando o jazz gospel. Mas a ocupação nazista de Paris forçou os jazzistas e artistas americanos de volta para casa e proibiu a reprodução do que eles chamam de "música negra degenerada" nas ondas do rádio e em locais públicos. Os fãs parisienses, entretanto, não estavam dispostos a abandonar sua paixão recém-descoberta. Eles simplesmente pegaram seus discos bem usados ​​no estilo de Nova Orleans e montaram clubes clandestinos nos porões subterrâneos à prova de som de St.Germain-des-Pres e do Quartier Latin. Mas, sem nenhum americano por perto para mostrar-lhes o que havia acontecido, e nenhum disco novo sendo prensado e distribuído, os jovens músicos franceses recorreram à imitação de seus preciosos discos de Jelly Roll Morton, Sidney Bechet, Louis Armstrong e Cab Calloway. A trilha sonora de St.Germain-des-Pres. Após a Segunda Guerra Mundial, milhares de jovens franceses foram para Paris. Eles se reuniam durante o dia nos esfumados cafés literários - Le Café Flore, Les Deux Magots - e, em seguida, por volta da meia-noite, iam para os clubes de jazz. Liderando o grupo estava um engenheiro, escritor e poeta esguio, careca e ambicioso Boris Vian. Seu apelido se tornou The White Negro por sua obsessão pela música e cultura negra. Não é de estranhar que tenha sido ele quem, em abril de 1947, abriu o mais famoso dos clubes da região - The Tabou Club , na rue Dauphine. Músicos afro-americanos tiveram um retorno triunfante a Paris, retomando de onde seus antecessores da década de 1920 haviam parado. Convidados para se apresentar no primeiro Festival International de Jazz em Paris, que começou em 1948, foram celebridades como Dizzy Gillespie, Coleman Hawkins e Kenny Clarke. No ano seguinte, fãs e amadores lotaram os locais para ouvir seus ídolos Sidney Bechet, Charlie Parker Quintet com Miles Davis, Thelonius Monk e Mary Lou Williams. A reação fanática de seus fãs nesses shows e datas em clubes trouxe aos jazzistas uma perspectiva totalmente nova sobre a valorização de sua música e de seus fãs. Bechet, um nativo de Nova Orleans, tornou-se uma das lendas que teve pouco reconhecimento nos Estados Unidos, mas desfrutou do status de superstar na França. Foi admirado pela melodiosidade de suas composições e pelo domínio do saxofone e clarinete.  
 Mas ele foi especialmente apreciado por ser o único músico negro na época a ter jovens músicos franceses sob sua orientação e a nutrir a primeira geração de jazzistas franceses. Miles Davis também roubou o coração do público francês. Residente da pensão do Hotel Louisiane que ficou famosa com o filme 'Round Midnight' de Bertrand Tavernier, Davis emprestou seu gênio Bebop a trilhas sonoras de filmes franceses, incluindo 'Ascenceur pour l'Echaufaud'. Mas a imprensa de celebridades também o adorava porque ele e a icônica cantora Juliet Greco eram o casal parisiense da década de 1950. Os festivais de jazz deste verão apresentarão os maiores nomes do jazz de todas as nacionalidades. Entre eles estará um forte contingente de descendentes musicais daqueles soldados que fizeram desta música uma língua internacional.
                                                                 

                                                        Fonte: The Good Life França                                                                            

sexta-feira, 30 de julho de 2021

2004 - Jazz Ballads 20 - All Star Jam Session

Artista: All Star Jam Session
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Mainstream Jazz
Jam Sessions: Em música popular, como o jazz, 'jam' significa tocar sem saber o que vem à frente, tocar de improviso. Nos clubes de jazz é comum que após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem nenhum ensaio prévio. A origem do termo é controversa. Pode vir do inglês ‘jam’ que significa geléia, em alusão à mistura de estilos que esta prática proporciona. Alguns também acreditam que vem das inicias da expressão ‘Jazz After Midnight’, pois essas sessões acontecem bem tarde, depois da meia-noite, quando o público pagante já se retirou. Com a popularização do termo e o aumento da proficiência dos músicos, o termo passou a ser usado também em outros gêneros musicais em que a improvisação é usada, como o rock. ‘Jam Sessions’ podem ser organizadas por clubes como eventos especiais para atrair público, mas geralmente ocorrem sem nenhuma preparação prévia. Também durante o processo de composição, muitas bandas costumam utilizar jam-sessions como forma de estimular a criatividade e criar material novo ou para conseguir gravações com interpretações naturais.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 27 de julho de 2021

2004 - Jazz Ballads Vol. 19 - Louis Armstrong & Jack Teagarden


Artista: Louis Armstrong & Jack Teagarden  
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Dixieland, Swing Pop, Big Band

Louis Armstrong ou Satchmo, como ficou conhecido, começou a tocar aos 12 anos, em uma banda amadora na casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava por ter disparado uma arma na passagem do ano novo. Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhou vendendo papéis velhos, carregou peso nas docas e vendeu carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi. Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes do que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego. Em 1922, Satchmo entrou para a King Oliver's Creole Jazz Band, onde passou a ser ouvido por públicos maiores. Em 1925, após apresentar-se com a banda de Fletcher Henderson em Nova York, voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações consideradas até hoje clássicos, como ‘Chicago Dixieland’. Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.

Weldon Leo ‘Jack’ Teagarden conhecido como ‘Big T’, foi um influente trombonista de jazz, maestro, compositor e vocalista, considerado o pai do trombone. Um dos gigantes do jazz clássico, Jack Teagarden não foi apenas um trombonista pré-bop, mas um dos melhores cantores de jazz também. Foi um dos pilares do jazz na cena de Nova York na década de 1920. Nascido em Vernon, no Texas, um dos primeiros bluesmen brancos, ele veio de uma família de jazz, o irmão Charlie Cub era trompetista e baterista e a irmã, a pianista Norma. Ele foi essencialmente autodidata e chegou a Nova York em 1927 e trabalhou com duas das bandas mais populares da época, as de Ben Pollack (1928-1933) e Paul Whiteman (1933-1938). Depois de liderar seu próprio grupo (1938-1947), ingressou na Louis Armstrong’s All Stars e gravou e excursionou com ele até 1951. Seu modo de tocar trombone, aparentemente fácil, mas extremamente realizado tecnicamente, foi excepcionalmente suave e lírico. Teagarden foi universalmente aclamado por seus contemporâneos e elogiado por muitos mestres do jazz moderno como Stan Getz, que tocou com a banda de Teagarden quando tinha 16 anos.


Boa audição - Namastê


 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

2004 - Jazz Ballads 18 - Art Tatum

 






Artista: Art Tatum
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Bebop, Piano Stride
Arthur ‘Art’ Tatum Jr. é idolatrado por instrumentistas e elogiado por músicos como Vladimir Horowitz e George Gerschwin. Um dos gênios máximos do piano jazzístico moderno, um solista por excelência, e um virtuose incomparável. Nascido com catarata nos dois olhos, Tatum era quase totalmente cego. Ele lia música em Braille, mas seu ouvido sensível fazia a leitura quase desnecessária. Ele tocou em casas noturnas e no rádio antes de ir a Nova York em 1932 e trabalhou com bandas e seu próprio trio, mas normalmente aparecia como solista nos clubes. Influenciado por Fats Waller e Earl Hines suas habilidades técnicas e leveza foram sem precedentes, tinha um senso infalível de ritmo e swing, e foi capaz de uma velocidade surpreendente e elaborações intrincadas de melodia.


Boa audição - Namastê

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

2004 - Jazz Ballads 17 - Tenor Giants



Artista: VA
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Bebop, Big Bang, Free Jazz


 O saxofone tenor tornou-se mais conhecido do público em geral através do seu uso frequente no jazz. Foi o gênio pioneiro de Coleman Hawkins em 1930, que deu ao saxofone tenor o seu papel tradicional de acrescentar peso ao conjunto. Como resultado de sua proeminência no jazz norte-americano, o instrumento também tem destaque em outros gêneros, e foi dito que muitas inovações na música americana foram iniciadas por saxofonistas tenores. De fato, os instrumentistas que mais gravaram nas duas últimas décadas provavelmente foram os saxtenoristas, ocupando o lugar que já foi dos trompetistas. Essa proeminência se deve, em grande parte, à atração que o jazz fusion tem pelo tenor da família de instrumentos inventados pelo belga Adolphe Sax. Um conjunto típico de jazz fusion na atualidade se compõe de sax tenor ou soprano, teclados eletrônicos, guitarra, contrabaixo elétrico e bateria. No entanto, o sax tenor tem uma rica história que antecede em muito os modismos recentes, e que remonta a mestres como Coleman Hawkins e Lester Young.


- Dexter Gordon é considerado o principal saxofonista tenor a emergir durante a era do bebop. Começou estudando clarinete, que depois trocou pelo sax tenor. Sua carreira começou em 1940 com Lionel Hampton. Já em 1941 o grande Coleman Hawkins afirmou que Dexter era um de seus tenoristas favoritos. Dexter tocou em seguida com Nat King Cole, Lester Young, Fletcher Henderson e Louis Armstrong. Também tocou com Dizzy Gillespie. Um de seus principais parceiros era Wardell Gray, com quem também travou batalhas de tenores que ficaram célebres.

- Wardell Gray foi um saxofonista tenor de jazz que navegava no swing e bebop. Foi um dos tenores a surgir durante a era bop junto com Dexter Gordon e Teddy Edwards e influenciado por Lester Young. Ele cresceu em Detroit, tocando em bandas locais. E depois com Earl Hines. Quando se mudou para Los Angeles se tornou uma parte importante da cena do jazz com Dexter Gordon. Gray gravou com Charlie Parker e com Benny Goodman. De volta a Nova York tocou e gravou com Tadd Dameron e Count Basie.

- Sonny Stitt foi um dos saxofonistas mais ativos do jazz dos anos 1950 até sua morte em 1982. Quando Stitt entrou no mundo do jazz o difícil estilo bebop estava apenas começando a crescer. Especializando-se em tenor e saxofone alto, Stitt também tocava sax barítono e mais raro ainda o saxofone Varitone que chegou ao mercado em 1960. Não é tão conhecido como alguns de seus contemporâneos, mas Sonny Stitt ajudou a fazer o saxofone mais estreitamente identificado com o jazz em geral.

- Illinois Jacquet nascido Jean-Baptiste Jacquet se juntou a Milton Larkin Orquestra com 15 anos, e depois à Orquestra de Lionel Hampton. Tocou na banda de Count Basie, e formou seu próprio sexteto Illinois Jacquet Big Band. É considerado o primeiro solista de sax de R&B e gerou toda uma geração de tenores mais jovens e seu tom emocional forte o definiu como o som da escola tenor do Texas.

- Al Cohn foi um excelente saxofonista, arranjador e compositor, e muito admirado pelos seus colegas músicos. Mas foi quando substituiu Herbie Steward que Cohn começou a causar uma forte impressão. Ele realmente foi ofuscado por Stan Getz e Zoot Sims durante este período, mas, ao contrário dos outros dois tenores, ele também contribuiu com arranjos.

- John Haley ‘Zoot’ Sims seguindo os passos de Lester Young era um saxofonista tenor inovador. Ao longo de sua carreira, tocou com bandas de renome, incluindo Benny Goodman, Artie Shaw, Stan Kenton e Buddy Rich. Sims era conhecido entre seus pares como um dos mais fortes swingers.

- Flip Phillips, que irritou alguns críticos no início, foi um excelente saxofonista tenor que inicialmente tocava clarinete em um restaurante do Brooklyn durante os anos 30 e depois passou um tempo nas bandas de Benny Goodman.

- Bill Harris no início de sua carreira, tocou com Benny Goodman, Charlie Barnet e Eddie Condon. Juntamente com Flip Phillips, ele se tornou um dos esteios do grupo de Benny Goodman em 1959. Mais tarde, Harris trabalhou em Las Vegas.

Boa audição - Namastê



sábado, 9 de janeiro de 2021

2004 - Jazz Ballads 16 - Charlie Parker



Artista: Charlie Parker 

Álbum: Jazz Ballads Vol.16

Lançamento: 2004 

Selo: Membran Music

Gênero: Jazz, Bebop, Big Bang

Charlie Parker, apelidado de ‘Yardbird’, encurtado para ‘Bird’, no início teve uma carreira medíocre, mas acabou sendo um dos criadores do jazz bebop na década de 1940. Ele tocou com Dizzy Gillespie e Miles Davis, o tempo todo fazendo sua marca como um inventor de melodias e improvisador criativo. Altamente influente e elogiado por músicos companheiros, Parker teve uma breve carreira devido à sua turbulenta vida pessoal e dependência de álcool e heroína. Na década de 40, em Los Angeles, tocou com a big band de Jay McShan com a qual fez suas primeiras gravações comerciais, depois com a de Earl Hines e de Billy Eckstine. Teve uma crise nervosa, agravada por vícios e ficou por seis meses internado em um sanatório. De volta a Nova York formou um quinteto que gravou muitas de suas peças mais famosas. Parker fez uma série de gravações com vários grupos que anunciavam a chegada do bop ou bebop. Sua destreza sem precedentes sobre o saxofone alto trouxe um som totalmente novo para a música. Um virtuoso com som marcante e rigoroso controle, ele era um improvisador brilhante em uma combinação de complexa organização de tom e ritmo, com uma variedade de dispositivos melódicos, mas sempre mantendo uma linha clara e coerente. Facilmente o músico de jazz mais influente de sua geração, Parker sofreu de uma dependência crônica de drogas, e sua morte precoce contribuiu para fazer dele uma lenda trágica.

Boa Audição - Namastê

sábado, 1 de agosto de 2020

2004 - Jazz Ballads 14 - Benny Carter



                                                 Album: Jazz Ballads Vol.14
                                                 Artista: Benny Carter
                                                 Lançamento: 2004 
                                                 Selo: Membran Music
                                                 Gênero: Jazz, Bebop 
Benny Carter é conhecido como um dos principais estilistas do saxofone alto, ele foi também um arranjador experiente, compositor, clarinetista, trompetista e maestro. Ele tocou em grandes bandas como a de Chick Webb e Fletcher Henderson antes de assumir a liderança da 'McKinney's Cotton Pickers' na década de 30. Carter trabalhou na Europa e voltou para escrever música para cinema e televisão. Sua mãe lhe ensinou piano e, através de seu primo, Theodore Bennett, que nunca gravou, mas que influenciou muitos músicos com suas altamente desenvolvidas idéias musicais, e de Bubber Miley, um vizinho que tocou com Duke Ellington, Carter desenvolveu interesse pelo trompete quando ele tinha 13 anos. Auto-didata e tendo Frankie Trumbauer como inspiração inicial, com 15 anos ele já tocava em casas noturnas ao redor do Harlem. Tinha um som distinto e seu álbum ‘Further Definitions’ de 1961, que os críticos consideram uma obra-prima, continua sendo uma das mais influentes gravações de jazz.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

2004 - Jazz Ballads 13 - Roy Eldridge & Dizzy Gillespie

Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Trompete, Jazz Bebop, 
Roy Eldridge foi um trompetista de jazz, um dos músicos mais importantes e criativos da época. Influenciado por saxofonistas, como Coleman Hawkins desenvolveu uma técnica rápida e ágil, combinados com a sofisticação harmônica. O som dominante do seu instrumento no estilo swing exerceu uma forte influência sobre músicos do bebop. Durante sua carreira ativa como músico de jazz, Roy Eldridge foi muitas vezes ignorado em favor de seus contemporâneos Dizzy Gillespie e Louis Armstrong, que cultivavam uma personalidade mais extrovertida. No entanto, a própria extensão e versatilidade de sua carreira demonstraram talento nos anos de 1920 e início dos anos 1930 como líder de sua própria banda. Tocou também com Fletcher Henderson (1935-1936) e com as grandes bandas de Gene Krupa e Artie Shaw em 1940, líderes de bandas compostas somente de brancos. A integração de músicos brancos e negros no palco ainda era um assunto de grande controvérsia, e a presença de Eldridge na seção de metais dos grupos representou um importante passo. No entanto, ele mesmo teve que enfrentar a humilhação freqüente dos proprietários dos clubes e os gerentes de restaurantes e hotéis. Um homem sensível e orgulhoso, Eldridge foi ferido profundamente, e as feridas nunca foram completamente cicatrizadas. Depois de um exílio auto-imposto na Europa no início dos anos 1950, Eldridge retornou aos Estados Unidos e trabalhou com alguns dos maiores nomes do jazz, incluindo Ella Fitzgerald, Coleman Hawkins, e a Count Basie Orchestra.
Dizzy Gillespie é facilmente reconhecido por suas bochechas inchadas e trompete angular incomum. Ele também foi compositor, arranjador e maestro, e uma das figuras chaves no nascimento e um dos principais inovadores do bebop. Apelidado de ‘Dizzy’ por suas travessuras cômicas e influenciado por Roy Eldridge tocou na década de 30 em grandes bandas lideradas por Cab Calloway, Earl Hines, Billy Eckstine, Teddy Hill e Lionel Hampton. Ao longo dos anos 40 e 50 conduziu as suas próprias bandas e excursionou pelo mundo tocando sua música complexa. Com Charlie Parker, Thelonious Monk e Miles Davis, inaugurou a era do bebop e popularizou o uso de ritmos afro-cubanos no jazz. Na década de 1950 ele começou a usar o trompete com o sino dobrado para cima em 45 graus, uma peculiaridade que se tornou sua assinatura. Seu virtuosismo e humor fizeram dele um dos músicos mais carismáticos e influentes do jazz. Técnica e versatilidade fazem dele o trompetista de jazz líder após Armstrong.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 1 de maio de 2020

2004 - Jazz Ballads 12 - Billie Holiday



Artista: Billie Holiday
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Vocal Jazz
Billie Holiday foi uma das primeiras e maiores cantoras de jazz norte-americano, conhecida por sua voz melancólica e conturbada vida pessoal. Como muitos músicos de jazz, Billie Holiday começou sua carreira em prostíbulos e depois em clubes do Harlem ainda adolescente. Após um período de aprendizagem em ‘jam sessions’ gravou pela primeira vez com Benny Goodman, em 1933. Ela foi sensação no famoso clube ‘The Apollo’ em Nova York e cantou com a banda de Artie Shaw e Count Basie, entre outros. Nesta época foi apelidada de ‘Lady Day’ pelo saxtenorista Lester Young, que era apaixonado por ela, com quem muitas vezes gravou e teve uma colaboração particularmente criativa. Na década de 40 ela começou a usar heroína e ópio, e seus últimos anos foram marcados por seu declínio na saúde e deterioração da sua voz como resultado da bebida e das drogas, embora sua expressividade tenha se mantido intacta. Considerada por muitos a maior de todas as cantoras do jazz, foi acima de tudo uma intérprete. Com uma voz etérea e levemente rouca, era insuperável cantando baladas. Suas interpretações eram elegantes e despojadas, no entanto, conseguiam transmitir grande dramaticidade. Ela se tornou uma das figuras mais importantes na história do jazz e desde sua morte, um ícone. 

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 9 de março de 2020

2004 - Jazz Ballads 11 - Lionel Hampton

Artista: Lionel Hampton
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Swing, Big Band, Mainstream jazz, blues
Lionel Hampton é considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi compositor e líder de bandas. Inicialmente ele foi baterista em Chicago, e depois vibrafonista na Califórnia. O vibrafone é um instrumento musical inventado no século XX. É composto de diversas teclas de metal com altura definida, montadas em um suporte sobre tubos que servem para amplificar seu som e também agem como ressonadores. Na verdade é um xilofone amplificado com vibrato. É utilizado principalmente no jazz, aparecendo também em diversos outros gêneros populares e também na música erudita. Lionel Hampton começou a sua carreira profissional em Los Angeles com 16 anos e a história diz que Hampton pela primeira vez tocou o vibrafone em 1930 com Louis Armstrong em ‘Memories of You’ que se tornou um hit. E tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Hampton organizou sua própria big band em 1940 e tornou-se famoso por seus shows ao vivo e com o compromisso de divulgar o jazz em todo o mundo. Tocou com bandas menores após 1965, com sucesso contínuo, até a sua saúde começar a decair na década de 90. O rítmo e a empolgação da banda de Hampton destacaram seu carisma e virtuosismo extrovertido. Ele se tornou um dos progenitores do rhythm and blues.
Boa Audição - Namastê

domingo, 1 de março de 2020

2004 - Jazz Ballads 10 - Stan Getz





Artista: Stan Getz
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Sax Tenor, Bossa Jazz
Stan Getz saxofonista tenor de jazz nascido como Gayetsky Stanley foi fortemente influenciado por Lester Young e tornou-se conhecido por seu tom leve e etérea abordagem ao tocar com os bandleaders Stan Kenton, Jimmy Dorsey, Benny Goodman e Woody Herman na década de 40. Com os sax-tenores Zoot Sims, Jimmy Giuffre e Herbie Steward que possuíam abordagem e sonoridade semelhantes foram apelidados de ‘The Four Brothers’ e contratados por Woody Herman. Stan Getz é colocado, por críticos, entre os cinco saxtenoristas revolucionários da história do jazz, os outros seriam Coleman Hawkins, Lester Young, Sonny Rollins e John Coltrane. Na década de 50 foi o tenorista máximo, e é um dos artífices do cool jazz. Respeitado pelos colegas, pelos críticos e pelo público ganhou o apelido de ‘The Sound’. Quando deixou a orquestra de Herman, Getz já possuía renome e passou a tocar como líder em pequenos conjuntos. Na década de 1960, foi o principal divulgador da bossa nova. Seu disco com João Gilberto foi um grande sucesso comercial e se tornou cult e vieram outros discos de música brasileira ao longo de décadas. Tocou com Chet Baker e Gerry Mulligan, como ele, expoentes do cool jazz, mas Getz não era apenas um músico cool assim como acontecia com Gerry Mulligan ele foi influenciado pelo bebop e também tocou com Dizzy Gillespie. Suas improvisações nos temas em andamento rápido são surpreendentes. Sua obra continuou a ser de improviso, expressiva, emocional e altamente melódica.
Boa audição - Namastê

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

2004 - Jazz Ballads Vol.09 - Errol Garner



















Artista: Errol Garner
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz Piano, Bebop

 Pianista autodidata e compositor que nunca aprendeu a ler música foi, no entanto, um dos músicos de jazz mais populares dos anos 50. ‘Misty’ é a sua composição mais memorável. Garner foi influenciado pelo pianista Fats Waller, tocou com Art Tatum e posteriormente formou seu grupo alcançando sucesso comercial com ‘Concert by the Sea’ em 1958, um dos álbuns mais vendidos do jazz. Erroll Garner é um dos pianistas mais marcantes do gênero jazz, à exceção de Thelonious Monk, ninguém é mais identificável e Erroll desenvolveu um estilo difícil de imitar, mas mesmo assim sua técnica atraiu muitos imitadores e fãs ardorosos. Gravou com Charlie Parker e foi um dos músicos de jazz mais vistos na televisão na década de 50 e 60. Percorreu os cinco continentes, liderando grandes orquestras sinfônicas, e compôs trilhas sonoras de filmes. Suas composições foram para piano, mas em 1959 quando Johnny Burke acrescentou letra à música ‘Misty’, Garner cresceu em popularidade e entrou para o repertório standard do jazz. ‘Misty’ foi um hit de cinco artistas diferentes, entre 1959 e 1975. Durante os anos 60 Garner estabeleceu sua própria gravadora. Seu irmão mais velho Linton, também era um exímio pianista. Erroll Garner foi o compositor da linda melodia e marco no mundo da música “Misty”. Esta música foi apresentada em um filme “Play Misty for Me” (1971), também conhecido como “Perversa Paixão”, do diretor Clint Eastwood. Garner é considerado pelo crítico Scott Yanow um músico criativo e virtuoso brilhante. Ele era um autodidata, começou a tocar piano aos 3 anos de idade, sua técnica era devida à prática e ao talento. Segundo Tolipan, Garner não lia música, ele entrava no estúdio e não havia uma programação do que seria feito, o operador ligava o gravador e Garner ia tocando, depois era feita uma seleção para que se lançasse um disco.
Boa audição - Namastê

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

2004 - Jazz Ballads 08 - Oscar Peterson



Artista: Oscar Peterson
Álbum: Jazz Ballads Vol.08
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Piano, Classical
Oscar Peterson, canadense de Montreal, começou estudando piano clássico aos seis anos. Quando completou quatorze, ganhou um concurso amador e passou a trabalhar regularmente num show de uma rádio local. Com o tempo, ficou famoso na sua cidade, fato que contribuiu para que não a deixasse. Mas em 1949 foi persuadido por Norman Granz a integrar a sua trupe ‘Jazz at the Philharmonic’, que excursionava pelos Estados Unidos com Roy Eldridge, Zoot Sims e Ray Brown. Seu sucesso foi imediato, causando enorme empatia com o público jazzístico. A sua maior popularidade vinha dos trios que participou depois passou a realizar trabalhos mais pessoais, principalmente através de solos ou duetos com guitarristas e violinistas. Muito se fala sobre o estilo de interpretação de Peterson, e os críticos o definem como eclético indo do stride piano até o impressionismo cool, passando pelo swing, pelo bebop e mesmo pelo clássico. Quando executa baladas se assemelha a Art Tatum, quando toca bebop lembra Bud Powell e são marcantes as influências que teve de Errol Garner e Teddy Wilson. Alguns críticos o censuram por esse ecletismo e por absorver os estilos da moda. Oscar Peterson é um improvisador de muito swing e forte personalidade. Seu virtuosismo incomparável o faz tender ocasionalmente ao espetacular. Este pianista canadense é um dos músicos de jazz mais conhecidos do grande público e é sempre uma grande atração em todos os festivais de que participa. Durante cinco décadas, foi um grande divulgador do jazz. De acordo com Lalo Schifrin, se Bill Evans é o Chopin do jazz moderno, Oscar Peterson é o seu Liszt.
Boa Audição - Namastê

domingo, 15 de dezembro de 2019

2004 - Jazz Ballads 07 - Django Reinhardt

Album: Jazz Ballads Vol.07
Artista: Django Reinhardt
Lançamento: 2004
Selo: Membran Music
Genero: Gypsy Jazz, Jazz, Bebop, Músic Romani
Django Reinhardt, nascido Jean Baptiste Reinhardt em um acampamento cigano em Liberchies, Bélgica, no ano de 1910, foi um dos pioneiros do jazz na Europa e também um dos primeiros músicos não negros nesse estilo musical. Aos 8 anos ele se mudou com sua mãe e seu clã para a França, fora da antiga Paris. Aos 12 anos tocava banjo, guitarra e violino em danceterias de Paris. Suas primeiras gravações com o nome de Jiango Reinhardt são da época da sua adolescência. Em sua primeira gravação conhecida, de 1928, ele toca o banjo. Em 1934, Django e outros músicos, incluindo Stéphane Grappelli, formaram o ‘Quintette du Hot Club de France’. Django não sabia ler e escrever a música e só mais tarde na vida aprendeu sozinho a ler e escrever em francês. Também tocou e gravou com músicos estrangeiros como Coleman Hawkins, Benny Carter, Rex Stewart e Louis Armstrong. Durante a II Guerra Mundial, Django sobreviveu os anos sombrios do regime nazista, quando muitos de seu povo pereceram em campos de concentração. O jazz foi banido por Hitler e Django só foi autorizado a tocar a sua música graças ao auxílio de um oficial da Luftwaffe que adorava jazz e admirava sua habilidade. Depois da guerra ele voltou a se encontrar com Grappelli e eles continuaram a fazer turnê e visitaram os EUA e se apresentaram com Duke Ellington.

Boa audição - Namastê

sábado, 23 de novembro de 2019

2004 - Jazz Ballads Vol.06 - Coleman Hawkins


Album: Jazz Ballads Vol.06
Artista: Coleman Hawkins
Lançamento: 2004
Selo: Membran Music
Genero: Jazz, Bebop, Swing
O americano Coleman Hawkins (1904-1969) foi uma figura fundamental na evolição do saxofone no nos atribultos do jazz. Ainda nos anos 20, fez do sax tenor um instrumento de destaque onde sem ele talvez o mundo não escutasse monstros consagrados como, Charlie Parker, 
John Coltrane ou Joshua Redman.
Boa audição - Namastê