O jazz, assim como a ópera, sempre teve suas divas, que deram sua contribuição a esse gênero musical. O número das grandes cantoras supera o dos cantores que se destacaram. Para cada Frank há uma Billie, uma Bessie, uma Ella e uma Sarah. Presença constante no jazz, a diva foi mudando de perfil ao longo do tempo. Nos anos 30 e 40, os grandes ícones eram Billie Holiday, Bessie Smith, Anita O’Day. A especialidade não era o virtuosismo vocal, e sim a emoção, proporcionada por fartas doses de aflições românticas, familiares e com drogas. Tudo doia. Nos anos 50 e 60, as divas Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Lena Horne, intérpretes irretocáveis, mostravam sua diversidade no repertório, iam de standards da canção americana a bossa nova e canções dos ‘Beatles’. Elas tudo podiam. Eram épocas ‘de’ ouro. Nos anos 70 e 80, as cantoras passaram a ser também instrumentistas. Umas recuperavam as raízes blues do gênero e outras incorporavam ritmos africanos. As divas eram Diane Schuur, Nina Simone e a brasileira Eliane Elias. Elas faziam tudo. A nova encarnação de diva surgiu nos anos 90 e 2000. Os atributos eram a sensualidade e o fato de emprestarem um tratamento pop ao jazz, em vez de dar um tratamento jazzístico ao popular. Elas dão um verniz refinado ao pop. A elas faltam a emoção e o virtuosismo técnico de suas antecessoras, mas é gostoso ouví-las. É essa receita que tem garantido o sucesso de intérpretes como Diana Krall, Norah Jones e Jane Monheit. Beldades que cantam, tocam, saem muito bem nas fotos e vendem milhões de discos. Elas dão as cartas na indústria do jazz. Elas são tudo. É a época ‘do’ ouro. (fonte: revista Veja)
Boa audição - Namastê



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