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sábado, 24 de janeiro de 2009

2006 - Blue Note Perfect Takes - Rudy Van Gelder Remaster Series

Se há uma coisa de que faço ou tento fazer é a absoluta questão de ser democrático. Então ai vai uma postagem do site Morphinne -"Rudy Van Gelder - O mago do som", sobre Rudy Van Gelder um dos maiores engenheiro de som na historia do jazz. Sei que tal escolha pode ser até considerada de natureza polêmica, mas como sua contribuição é marcada no jazz e existe uma grandeza escondidas para muitos, creio que tenho bons motivos (é o que não falta) para publicar essa materia. Para mim é até uma obrigação moral, passo que muitos musicos passaram nas maõs de Gelder e sua parafernalhias, nos fundo da casa dos seus pais. Segue Postagem - "Rudy Van Gelder nasceu em 02 de Novembro de 1924 na cidade de Jersey City - Nova Jersey, tornando-se o legendário técnico de som dos anos 50 até os dias de hoje. Rudy participou das mais famosas gravações de jazz dos anos 50 pelo selo Blue Note Records. Em 52 foi apresentado na gravadora Blue Note pelo então amigo e saxofonista "Gil Mellé". Rudy tentou fazer uma carreira paralela na Blue Note, mas consequentemente acabou associada ao jazz, gênero do qual Rudy se destacou pelas qualidades sonoras das gravações. Aos 82 anos, Rudy é o mais famoso engenheiro de som na história da música. Na lendária casa-estúdio em Englewood Cliffs, New Jersey, Rudy lembra: “Nasci aqui e nunca pensei em me mudar, sou privilegiado porque meu trabalho chegou ao mundo todo sem que eu precisasse sair de casa”, comenta o mais importante, famoso e melhor – sim, é possível afirmar sem pestanejar – engenheiro de som na história não apenas do jazz mas da música. Afinal, Van Gelder criou escola na área clássica (através das gravações para a etiqueta Vox) e continua ditando padrões também para o mundo pop através do eterno poder de fascinação dos trabalhos para os selos CTI, restige, Blue Note e Impulse!, redescobertos (e fartamente sampleados) por DJs, produtores e artistas a geração hip-hop. Tímido, introvertido, de fala mansa e baixa, gestos calmos e olhar atento, permanece um perfeccionista obsessivo. Em uma idade na qual a maioria pensa em se aposentar e desfrutar do remanso do lar, Rudy nem sonha em parar. Continua trabalhando de segunda à sábado, e eventualmente também aos domingos se for para atender a um cliente antigo em situação emergencial. Sua agenda está lotada. Os pedidos para reservas de horários chegam do mundo todo, especialmente do Japão, onde é reverenciado como um “deus do som”, colocado no mesmo patamar de Miles e Coltrane, para citar apenas dois gênios com quem muito gravou. Não há astro em ascensão que não ambicione gravar no estúdio de Van Gelder, a um alto preço que a fama do craque lhe permite cobrar. Mas, além do numerário exigido para bancar tal upgrade, os artistas ainda precisam disputar espaço com as grandes gravadoras que, ininterruptamente, solicitam remixagens e remasterizações de antigos trabalhos. Além da EMI (detentora do catálogo da Blue Note), agora também a Concord, que em novembro de 2004 adquiriu o conglomerado Fantasy com o acervo da Prestige por 83 milhões de dólares, onde investiu em uma linha de relançamentos com a grife RVG. Hoje, mais do que nunca e no mundo todo a “assinatura” de Van Gelder ajuda a vender um disco tanto quanto o nome do produtor ou do artista. Às vezes, até mais do que o artista, dependendo do caso. O engenheiro de som Toninho Barbosa cuja fama de “Van Gelder brasileiro” já chegou ao conhecimento do ídolo, é um exemplo típico do fanatismo. “Às vezes eu nem conheço o músico, mas se o disco for gravado pelo Van Gelder eu compro na hora”, confessa. E os músicos, que não raro enfrentam entreveros com engenheiros, tratam Rudy como um colega, reverenciando-o. Em uma famosa entrevista ao historiador Leonard Feather, publicada na DownBeat de 26 de abril de 1973, no auge do estouro de “2001”, Eumir Deodato deu crédito a RVG pelo sucesso de sua versão, comparando-a com as outras gravações: "They didn’t have Rudy Van Gelder! He made the whole difference”. Vinte e três anos depois, o próprio Rudy, em entrevista à Downbeat de fevereiro de 2006, sem falsa modéstia lembrou ter sido o primeiro engenheiro a receber crédito na ficha de um disco. “Foi num 78 rotações do Lennie Tristano, com as músicas “JuJu” e “Passing” em 1951, e ele colocou meu nome no selo de tão impressionado que havia ficado com o meu trabalho, porque eu já conseguia fazer overdubbing naquela época”, explica, lembrando que sua estréia profissional aconteceu para o selo Carousel, em uma gravação de “We’ll be together again” do organista Joe Mooney. Mais tarde em 1953 começou sua histórica associação com a Blue Note, motivada por um LP de 10 polegadas do saxofonista-baritono Gil Melle, gravado de forma independente e negociado pelo músico com a companhia dirigida por Alfred Lion e Francis Wolff. “Alfred ficou impressionado com a sonoridade, e me procurou perguntando se eu seria capaz de reproduzi-la em outros discos. Eu disse: “OK, nenhum problema, é só marcar”, e ele então começou a mandar todo o cast para gravar comigo”, relembra. As fotos daquele timaço, tiradas por Francis Wolff durante as sessões, estão reproduzidas no DVD durante o depoimento de Rudy e também na galeria (com 52 fotos) na seção de “extras”. Esta e outras histórias fascinantes são narradas de viva voz pelo próprio Rudy na entrevista concedida à Michael Cuscuna para o projeto “Blue Note perfect takes”, combinando CD e DVD. Van Gelder gravou quase tudo da BN no período 1953-1971, criando o famoso padrão RVG de qualidade, que logo depois colocaria à serviço de selos como Savoy, Vox, Prestige e todos os comandados em diferentes fases pelo produtor Creed Taylor (Bethlehem, Impulse!, Verve, A&M e CTI), até hoje um de seus maiores amigos e fãs. No album “Perfect takes”, porém, estão apenas faixas da Blue Note selecionadas por RVG de acordo com a sua preferência pessoal, “sem a obrigação de incluir as músicas mais conhecidas”, conforme explicita no texto do livreto. Curiosamente as duas primeiras faixas – “Four in one”, de Thelonious Monk e “Budo” de Miles Davis – não foram gravadas por Van Gelder e constituem raras exceções que ele aceitou remasterizar sem ter sido o engenheiro original. “Já lido com meus próprios problemas, então não quero ter que resolver os problemas dos outros”, justifica. Mas, ao ouvir as primeiras prensagens em CD de “Birth of Rhe Cool” de Miles e “Genius of Modern Music” de Monk, sentiu que ambos precisavam de sérios ajustes. Pediu para receber as fitas originais de cada uma das faixas de “Birth of The Cool” e fez uma nova masterização que soava infinitamente superior à do primeiro relançamento em CD, realizada a partir de uma matriz que era de terceira geração, cópia de cópia. As outras oito faixas nasceram com o autoditada Rudy, fascinado por eletrônica e rádio-amador, paixões que por um tempo conseguiu conciliar com a profissão de optometrista (ciência que trata da visão e problemas não patológicos sobre o ponto de vista físico). “See see rider”, nas mãos mágicas de Jimmy Smith, em 16 de junho de 1959, ainda pertence à fase inicial do estúdio improvisado na sala de estar da casa de seus pais, em Hackensack, onde nasceu também o antológico “Blue train”, de Coltrane em 57. No mês seguinte (julho de 59) nosso herói já estava operando um novo “Van Gelder Studio”, em Englewood Cliffs, no mesmo local onde permanece até hoje. “Alguns produtores queriam gravar à noite, e isso começou a incomodar meus pais”, detalha. Orientou os arquitetos, acompanhou todos os passos da construção e deu no que deu: uma acústica fenomenal, com teto em forma de abóbada policêntrica, com fascinante eco natural. Ali atingiu o ponto máximo no equilíbrio de instrumentos, de modo a gravar todas as sessões diretamente para dois canais, “ao vivo”, sem deixar de captar um detalhe sonoro sequer por mais baixo ou sutil que fosse. Proeza fartamente demonstrada nas faixas registradas entre 1960 e 1966 por Hank Mobley (“Remember”), Freddie Hubbard (“Arietis”, com McCoy Tyner, Elvin Jones e o esquecido Bernard McKinney no euphonium), Kenny Burrell (a célebre faixa-título de “Midnight blue”, trazendo Ray Barretto nas congas), Joe Henderson (“Mode for Joe”), Donald Byrd somando trompete e coral na peculiar atmosfera contemplativa de “Cristo Redentor”, Wayne Shorter na modal “Footprints” e Art Blakey em uma abordagem surpreendentemente incendiária de “Moon river”, com Hubbard e Curtis Fuller. “Quando ouço estas faixas, sabendo a limitação do equipamento daquela época, elas parecem resultar de um milagre”, comenta Rudy. No DVD apropriadamente intitulado “A work in progress” – emocionante desde a abertura com a vista panorâmica da Ponte George Washington que liga New York a New Jersey – RVG, na sala de controle do estúdio, conversa com o produtor Michael Cuscuna durante filmagem realizada em 22 de abril de 2004. O diretor Chuck Fishbein passeia com a câmera por quase todos os cantos do estúdio (faltaram apenas a cozinha e a sala dos “discos de ouro”), mostrando os dois Steinways empregados por Bill Evans na fase da Verve, o teto, o tratamento acústico nas paredes. Rudy mostra a máquina Scully de “corte”, usada para fazer a matriz do vinil, e relembra sua carreira e os trabalhos para todos os selos, não apenas para a Blue Note. Mostra carinho especial pela prolífica e contínua associação com Creed Taylor, iniciada no final dos anos 50. Enquanto a gravação de Eumir para “Zarathustra” soa ao fundo, desfilam pela tela as belas capas da CTI – LPs de Wes Montgomery (uma rara prensagem de “Road song” rebatizado “Cancion de ruta”), Milt Jackson, Hubert Laws, Joe Farrell e George Benson. Dá a Creed Taylor o crédito por tê-lo convencido a adotar o sistema de multi-tracks em meados dos anos 60 (“ele queria fazer discos com grandes formações orquestrais”), mas esquece de comentar que seu ingresso na era digital, em janeiro de 1984, também se deu por insistência de Taylor. Mais especificamente para o disco “Red on red”, de Claudio Roditi que, ironicamente, marcou a volta da gravação “ao vivo” no estúdio, captada pelo equipamento Mitsubishi X-80 com mixagem direta para dois canais. Cinco anos depois, em junho de 1989, Rudy se converteria definitivamente para o esquema de gravação digital em 24 canais, usando uma máquina Sony, novamente persuadido por Creed, que filmaria em alta definição, no Van Gelder Studio, a gravação do mega-projeto “Rhythmstick”, editado em CD e LaserDisc, juntando Dizzy Gillespie, Tito Puente, Hilton Ruiz, John Scofield, Airto, Flora Purim, Phil Woods e muitos outros. Por fim temos a fantástica “The Rudy Van Gelder editions – The complete collection”, lançada pela Blue Note reunindo 171 CDs à venda pela módica quantia de dois mil e setenta dólares. Mas é preciso correr, pois se trata de uma edição limitada. A sublime clareza, a apurada definição de timbres, o completo equilíbrio, a perfeita reverberação e a sedutora profundidade sonora, traços marcantes do padrão RVG, podem ser contemplados em discos como “Somethin’ else” (Cannonball Adderley), “Moanin’” (Art Blakey), “A new perspective” (Donald Byrd), “Cool struttin’” (Sonny Clark), “Blue train” (Coltrane), “Maiden voyage” (Hancock), “Action” (Jackie McLean), “Sidewinder” (Lee Morgan), “Newk’s time” (Sonny Rollins), “Song for my father” (Horace Silver), “Speak no evil” (Wayne Shorter), “Life time” (Tony Williams) e “The eminent J.J. Johnson”. A coleção – calcada na “RVG series” iniciada em 1999, quando a Blue Note convidou Rudy para remasterizar, com tecnologia de 24bits, estes e outros clássicos – abriga também a compilação “Perfect takes”, vendida separadamente. Ainda resta algum sonho para Van Gelder? “Eu gostaria de poder gravar novamente todos esses artistas, usando o equipamento que tenho agora”, devaneia o alquimista sonoro que, vejam só a grande ironia, nunca ganhou um Grammy, embora vários álbuns gravados em seu estúdio, uma das principais catedrais do jazz, tenham faturado a estatueta. Mas, com uma vida dessas quem precisa de Grammy?" Aprecie com moderação!.
Fonts: Artigo escrito por Arnaldo DeSouteiros em 6 de Novembro de 2006, publicado originalmente no jornal "Tribuna da Imprensa" com reprodução no website Clube de Jazz e postado em 27 de Juhno de 2007 por Everyone no Morphinne .

Faixas:
01 - Four In One - Thelonious Monk
02 - Budo - Miles Davis
03 - Remember - Hank Mobley
04 - Arietis - Freddie Hubbard
05 - Midnight Blue - Kenny Burrell
06 - Mode For Joe - Joe Henderson
07 - Christo Redentor - Donald Byrd
08 - Footprints - Wayne Shorter
09 - Moon_River - Arty Blaker
10 - See See Rider - Jimmy Smith

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Boa audição - Namastê.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

1965 - 'Round Midnight - Andy And The Bey Sisters (1965/2007) Remastered

Álbum: Round Midnight
Artista: Andy And The Bey Sisters
Selo: Prestige Records
Lançamento: 1965 / 2007
Gênero: Jazz, Vocal Jazz
Recorded: Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, February 26 (#4-7, 9), and May 27 (#1-3, 8, 10), 1965. Remastered: 2007, Rudy Van Gelder at Van Gelder 
Studio, Englewood Cliffs, NJ
Boa audição - Namastê

quarta-feira, 20 de maio de 2015

1962 - Bossa Nova Soul Samba - Ike Quebec (Ed. 2009)

 Artista: Ike Quebec
Álbum: Bossa Nova Soul Samba
Lançamentos: 1962 / 2009
Selo: Blue Note / Capitol
Gênero: Jazz, Hard Bop, Jump Blues, Bossa Nova

Ike Quebec (T. sax), Kenny Burrell (gtr), Wendell Marshall (db), Willie Bobo (dr), 
Garvin Marsseaux (chekere). Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on October 5, 1962. Remastered Rudy Van Gelder; Blue Note Records: RVG Edition.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

1961 - Dexter Calling - Dexter Gordon


Artista: Dexter Gordon
Álbum: Dexter Calling
Lançamento: 1961
Selo: Blue Note
Gênero: Hard Bop


Dexter Gordon - Tenor Saxophone, Kenny Drew - Piano, Paul Chambers - Bass & Philly Joe Jones - Drums. Recorded on May 9, 1961 by Rudy Van Gelder on the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey
Boa audição - Namastê

sábado, 11 de janeiro de 2014

2010 - Soultrane / First Trane - John Coltrane (2CD-Remastered)


Artista: John Coltrane
Álbum: Soultrane / First Trane CD1 CD2
Lançamento: 2010
Selo: Not Now Music
Gênero: Avant-Garde, Hard Bop, Cool Jazz

01. Good Bait '12:08'
(Tadd Dameron)
John Coltrane - Tenor Saxophone, Paul Chambers - Bass, Red Garland - Piano, Art Taylor - Drums. Recorded February 7,1958, At Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ.
06. Chronic Blues '8:12'
(John Coltrane)
John Coltrane - Tenor Saxophone, Johnny Splawn - Trumpet, Shahib Shihab - Baritone Saxophone, Paul Chambers - Bass & MalWaidron - Piano. Recorded May 31st 1957, At Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ.
Boa audição - Namaste

domingo, 26 de setembro de 2010

Momento Trane

John Coltrane na casa do o crítico de jazz Ralph Gleason - 1960
Fotografado por: Jim Marshall

John Coltrane, Rudy Van Gelder's Studio, New York - 1963
Fotografado por: Jim Marshall


John Coltrane, The Guggenheim Museum, New York, NY - 1960
Fotografado por: William Claxton


John Coltrane, Cannonball Adderley, Paul Chambers & Miles Davis, Newport Jazz Festival, Newport, RI - 1958
Fotografado por: Frank Driggs Collection

John Coltrance & Johnny Hartman, Van Gelder Studio, NJ - 1963
Fotografado por: Joe Alper

John Coltrane & Lee Morgan, 1960
Fotografado por: Francis Wolff





quinta-feira, 24 de setembro de 2009

1963 - Live at Birdland - John Coltrane

Coltrane foi o primeiro artista a assinar com o novo selo Impulse! Records que começou no ano de 1961 e ficaria até o fim de sua carreira. Coltrane estava apto a lançar discos sempre que quisesse (com um mínimo de dois álbuns por ano). Antes de sso, protegido por Miles e crescendo no embrião de novas ideais, Coltrane lança vôo em horizonte diferente para sua época, causando um desconforto entre músicos e amigos ao ponto de Davis despedi-lo do seu quinteto magistral. Abastece sua aspiração com um novo relacionamento com a música bem como o aparecimento de Alice, sua segunda esposa, na criação de um novo estilo. Live at Birdland traduz o amadurecimento inicial de Coltrane após deixar as sombras de Miles. Apesar do título, apenas as três primeiras faixas foram gravadas ao vivo no clube Birdland, o restante são faixas de estúdio. Entre as faixas de estúdio é "Alabama", uma homenagem aos quatro meninos que morreram no bombardeio na 16th Street Baptist Church, no ataque a uma igreja Alabama Birmingham, pela supremacia branca. Um monologo racista que despertou a ira de Trane no conformismo racial. A gravação ao vivo de I Want to Talk About You, uma canção que Coltrane gravou em Soultrane de 58 , desta vez com uma coda estendida, com duração de quase tão longo quanto o resto da canção, perfaz um sopro unificado de seu sax que muitos musicos e admiradores traduzem como impar na carreira de Trane.
Originalmente lançado em 1963 pelo selo Impulse.

Faixas 01.02,03 - gravadas em 08 de Outubro 1963 no At Birdland, New York - NY
Faixas 04,05 - gravado 18 de Novembro 1963 no Van Gelder Studios, Englewood Cliffs - NJ
Faixa 06 - gravada em 06 de Março 1963 no Van Gelder Studios, Englewood Cliffs - NJ

04 - Alabama


Faixas:
01 - Afro Blue
02 - I Want to Talk About You
03 - The Promise
04 - Alabama
05 - Your Lady
06 - Villia

Músicos:
John Coltrane - Sax Tenor & Soprano
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo Acustico
Elvin Jones - Bateria

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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

1963 - John Coltrane and Johnny Hartman

O cantor de jazz John Maurice Hartman nasceu no 3 de julho de 1923 em Chicago e embora não tenha recebido em vida o devido reconhecimento, foi um dos maiores e mais suaves cantores negros de baladas dos anos 50 e 60 que foi comparado a cantores de primeira linha com Billy Eckstine e Nat King Cool. Johnny também se notabilizou por suas parcerias em gravações que se tornaram antológicas como a obra-prima que é o registro do encontro em estúdio em 1963 com o saxofonista e jazz mam John Coltrane. Hartman começou a cantar ainda no exercito, estudou musica na faculdade e forjou sua carreira profissional a partir do meado dos anos quarenta cantando com a banda de Earl Hines, quando também gravou seu primeiro trabalho. Quando abanda se desfez em 1947 foi cantar no Orquestra de Dizzy Gillespie e com ele ficou por dois anos, aproveitando para gravar por fora alguns discos solos. Seu primeiro trabalho que trouxe sucesso foi o LP “Songs from the Heart” (Savoy Jazz, 1947) com um quarteto liderado pelo trompetista Howard McGhee. Gravou também um álbum que consta entre os seus melhores, “All of Me” (Bethlehem, 1956), ficou sem gravar até 1963, quando então gravou com John Coltrane "John Coltrane and Johnny Hartman" (Impulse!, 1963). O sucesso do disco levou a gravação de mais dois discos “Lush Life” em homenagem à Billy Strayhorn, “I Just Dropped by To Say Hello” I Just Dropped By to Say Hello (Impulse!, 1963) e “The Voice That Is” The Voice That Is! (Impulse!, 1964). Johnny voltou aos estúdios de gravação esporadicamente nos anos 70. Dois anos antes de sua morte em Nova Iorque no dia 15 de Setembro de 1983, foi indicado para o Grammy pelo álbum “Once in Every Life” Once In Every Life (Bee Hive, 1980). Gravado no Englewood Van Gelder Studio - Cliffs, New Jersey em 07 de Março de 1963 nas mão do próprio Mr. Van Gelder.

01 - They Say It's Wonderful


Faixas:
01 - They Say It's Wonderful
02 - Dedicated To You
03 - My One and Only Love
04 - Lush Life
05 - You Are Too Beautiful
06 - Autumn Serenade

Músicos:
John Coltrane - Sax. Tenor
Johnny Hartman - Vocais
McCoy Tyner - Piano
Jimmy Garrison - Baixo acústico
Elvin Jones - Bateria

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Boa audição - Namastê.

terça-feira, 3 de julho de 2018

CTI records: the cool revolution

A ‘CTI Records’ (Creed Taylor Incorporated) foi uma gravadora de jazz fundada em 1967 por Creed Taylor. Em 1970, o visionário produtor montou e desenvolveu uma lista histórica de artistas, apoiados por uma equipe criadora, chefiada pelo engenheiro de som Rudy Van Gelder. Inicialmente foi uma filial da ‘A&M Records’ e Don Sebesky, trombonista de jazz, foi o criador dos muitos arranjos para o rótulo, mais tarde se juntou a ele Bob James e, em seguida, em meados dos anos 70, David Matthews. Cada sessão contava com alguns dos melhores do jazz, o baixista Ron Carter, o guitarrista Eric Gale, organista Richard Tee e, nos primeiros anos, Herbie Hancock foi frequente ao piano. A ‘CTI Records’ trabalhou quase como uma companhia teatral, em que grandes músicos se revezavam no centro das atenções e acompanhavam uns aos outros. Os álbuns criados estabeleceram novos padrões e o sucesso imediato das gravações ecoou através das décadas, como uma profunda influência no jazz, pop, R&B e hip-hop. Suas produções para a ‘CTI Records’ ajudaram a estabelecer o ‘smooth jazz’ como um gênero musical comercialmente viável. O rótulo também se tornou conhecido pelas suas capas marcantes, algumas delas com imagens fotográficas de Pete Turner. Creed TaylorCreed Taylor já era importante na indústria da gravação a algum tempo. Ele tocou trompete antes de se tornar o chefe da ‘A&R Records’, em 1954, e durante dois anos registrou artistas como Carmen McRae e Charles Mingus entre outros. Em 1956, mudou para a ‘ABC-Paramount’, e em 1960 fundou a sua subsidiária ‘Impulse Records’. Apesar de ter assinado com John Coltrane para a gravadora, mudou para a ‘Verve Records’. Em 1970, na 'CTI Records' teve grande sucesso em equilibrar o artístico com o comercial. Entre os artistas que gravaram alguns de seus melhores trabalhos com Taylor durante este período foram Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, George Benson e Hubert Laws. No entanto, as grandes gravadoras começaram a atrair os artistas de Taylor e embora ele fosse capaz de gravar com Chet Baker, Art Farmer e Yusef Lateef, problemas financeiros forçaram a gravadora à falência em 1978, que foi posteriormente adquirida pela Columbia. É lamentável que Creed Taylor tenha sido responsabilizado pelo fim da gravadora apesar da evidente traição de Hubbard, Turrentine, Benson e Laws cujos discos foram bastante inferiores nos outros rótulos às joias gravadas para a CTI. Depois de anos fora da cena, Taylor fundou uma nova CTI na década de 1990, que não conseguiu estabelecer a sua própria identidade como a antecessora. Fonte: Pintando Musica.
Boa leitura - Namastê

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

1961 - Workout - Hank Mobley

Artista: Hank Mobley
Álbum: Workout
Lançamento: 1961
Selo: Blue Note Records
Gênero: Jazz, Hard Bop

Hank Mobley - tenor sax, Grant Green - guitar, Wynton Kelly - piano, Paul Chambers - bass & Philly Joe Jones - drums. Recorded March 26, 1961 at Rudy Van Gelder Studio in Englewood Cliffs, NJ.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Artista: Kenny Burrell
Álbum: God Bless The Child (CTI Records 40th Anniversary Edition)
Lançamento: (19712010
Selo: Masterworks Jazz
Gênero: Jazz

Kenny Burrell - electric guitar, Freddie Hubbard - trumpet, Hubert Laws - flute, Richard Wyands - piano, electric piano, Hugh Lawson - electric piano, Ron Carter - bass,   Billy Cobham - drums, Ray Barretto, Airto Moreira - percussion, Seymour Barab, Charles McCracken, George Ricci, Lucien Schmit, Alan Shulman - cello. Recorded at Van Gelder Studios, Englewood Cliffs, April 28 and May 11 & 25, 1971
Boa audição - Namastê

terça-feira, 4 de agosto de 2015

1967 - A Day In The Life - Wes Montgomery


Artista: Wes Montgomery
Álbum: A Day In The Life
Lançamento: 1967
Selo: Universal
Gênero: Jazz


Personnel: Wes Montgomery (guitar); Don Sebesky (arranger, conductor); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (bass); Grady Tate (drums); Ray Baretto (percussion)
 Recording: Van Gelder Studios, Englewood Cliffs, NJ (06/06/1967-06/26/1967)
Boa audição - Namastê

domingo, 28 de junho de 2015

1962 - Bluesy Burrell - Kenny Burrell with Coleman Hawkins

Artista: Kenny Burrell & Coleman Hawkins
Álbum: Bluesy Burrell
Selo: Prestige / Moodsville
Ano: 1962 / 2008
Gênero: Jazz, Guitar Jazz

04. Montono Blues
Personnel: Kenny Burrell (guitar); Coleman Hawkins (tenor saxophone); Leo Wright (alto saxophone); Tommy Flanagan, Gildo Mahones (piano); Major Holley, George Tucker (bass); Eddie Locke, Jimmie Smith (drums); Ray Barretto (congas). Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on September 14, 1962 and August 15, 1963.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 11 de maio de 2015

2002 - A Love Supreme Deluxe Edition (1964) - John Coltrane

Artista: John Coltrane
Álbum: A Love Supreme
Lançamentos: 1964 / 2002
Selo: Impulse! (Universal)
Gênero: Avant-garde Jazz, Modal Jazz, Post-bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2009/03/love-supreme-criacao-do-album-classico.html
Resenha
John Coltrane – tenor saxophone, McCoy Tyner – piano, Jimmy Garrison – bass, Elvin 
Jones – drums and Archie Shepp – tenor saxophone (double bass on alternate takes of "Acknowledgement") & Art Davis – bass (tenor saxophone on alternate takes of "Acknowledgement")
Recorded, December 09, 1964 - Studio Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey,
 United States
Boa audição - Namastê

sexta-feira, 8 de maio de 2015

1967 - Schizophrenia - Wayne Shorter

Artista: Wayne Shorter
Álbum: Schizophrenia
Lançamento: 1967
Selo: Blue Note Connoisseur Series
Gênero: Jazz, Post-Bop
http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2008/08/1967-schizophrenia-wayne-shorter.html

Wayne Shorter (tenor saxophone); James Spaulding (flute, soprano saxophone, alto saxophone); Curtis Fuller (trombone); Herbie Hancock (piano); Ron Carter (bass); Joe Chambers (drums).
Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on March 10, 1967. Originally released on Blue Note (84297)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

50 anos de “A Love Supreme”


Lá pelo meio de 1964, John Coltrane se isolou no andar de cima de sua casa, num quarto pouco usado, com papel, caneta e o saxofone. Ele queria fazer anotações sobre a música que ouvia dentro de si. Só aparecia para apanhar comida e parecia muito compenetrado. Quando pareceu ter terminado o trabalho, desceu as escadas com uma inusitada serenidade, segundo sua esposa Alice: “Parecia Moisés descendo da montanha, foi lindo. Ele desceu, e havia uma alegria, uma paz em seu rosto, uma tranquilidade. Eu disse: ‘Conte-me tudo, faz uns quatro ou cinco dias que a gente nem se vê…’. Ele respondeu: ‘Esta é a primeira vez que me veio toda a música que quero gravar, como uma suíte. Pela primeira vez, tenho tudo, tudo pronto’”. Três meses depois, em 9 de Dezembro, Coltrane entrou no Van Gelder Studio, New Jersey, com McCoy Tyner (piano), Jimmy Garrison (contrabaixo) e Elvin Jones (bateria) para gravar, em uma só noite, numa sessão única, os pouco mais de 30 minutos de A Love Supreme, o mais impressionante disco de jazz já gravado -, rivalizando apenas com o A Kind of Blue (1958), de Miles Davis, que conta, inclusive, com a participação de Coltrane. A Love Supreme seria lançado em fevereiro de 1965, impressionando músicos, fãs, não-fãs e a crítica – nem todos favoravelmente. Já tinha ouvido falar do disco quando o comprei, em 1999, achando que era uma peça de soft-jazz para namorar – afinal, um disco com o nome de “Um Amor Supremo”! Mas o tal amor é a Deus e o disco foi concebido e é vendido, desde sua gravação, como uma peça de louvor ao divino. Sua base musical é o jazz modal (que não segue uma escala de tons específica) e o free jazz, com momentos ácidos e estridentes – diferente do que pode imaginar o ouvinte usual de discos de meditação ou new age com essa mesma intenção espiritual. Tecnicamente, o disco tem três músicas: no lado A: “Acknowledgement” (7´47”), gravada em um único take e com o único registro em disco da voz de Coltrane, sussurrando o mantra-refrão) e “Resolution” (7´22”), gravada em sete takes; no lado B: “Pursuance/Psalm” (17´53”), que foi gravada de uma só vez, também em take único – a divisão da música se deve ao fato de, num determinado momento, Coltrane usar seu sax tenor como se fosse sua voz, como se pronunciasse um salmo – o texto que ele mesmo escreveu, louvando e agradecendo a Deus, e que vinha na contracapa da edição original do disco. Malcolm X seria assassinado no momento que o disco chegava às lojas. No mês seguinte, enquanto o disco ia sendo ouvido e comentado, Martin Luther King liderava a Marcha sobre o Alabama, saindo de Selma. A Love Supreme parecia fazer parte do surgimento de uma consciência negra. Coltrane viveria, a partir do disco, como uma espécie de guru místico, não apenas para os fãs de jazz. Não por acaso, há até uma Igreja de São Coltrane. Até hoje, muitos se impressionam com a força espiritual do disco, mas a força musical é ainda maior e influenciou grandes nomes, em vários estilos musicais ou etnias, do clássico ou rock. A linha de baixo que conduz o refrão de “Acknowledgement”, somada à frase repetida por Coltrane, com o nome do disco, já foi chamado de proto-rap – não por acaso, influenciou Gil-Scott Heron, o precursor do rap e do hip-hop. O pessoal flower-power da época podia não conhecer nada de jazz, mas conheciam A Love Supreme: era o disco que os universitários antenados ouviam, junto com Bob Dylan ou Grateful Dead. James Brown, Marvin Gaye e Jimmi Hendrix eram fãs do disco. Santana e McLaughlin gravaram músicas e discos inspirados pelo álbum. Interpretações e versões abundam. O disco é um dos dois únicos de jazz que fazem parte da lista dos 200 discos essenciais do Rock and Roll Hall of Fame. Patti Smith e Bono Vox não param de citar o disco. Durante o Grammy de 2001, Santana e Joni Mitchell iam anunciar o prêmio de Disco do Ano – antes de abrirem o envelope, gritaram que o álbum do ano era… A Love Supreme – que tinha acabado de ganhar uma edição remasterizada. (Quem levou o Grammy, de verdade, foi o U2.) Depois de ter estudado com Charlie Parker e ombreado com Miles Davis, Coltrane atingiu a maturidade criativa e técnica em A Love Supreme. Ele morreria três anos e meio depois, aos 40 anos, vítima de um câncer de fígado, dizendo que acreditava em todas as religiões. Fazia dez anos que ele estava livre do vício da heroína e do álcool. Dentre os fãs ilustres de Coltrane e de seu grande álbum, está Barack Obama, que tem uma foto do músico, assinada pelo fotógrafo Jim Marshall, em sua sala pessoal na Casa Branca. Nesses 50 anos do disco, ele mantém a sua força. Se você não conhece, vale a pena tentar. (Quem quiser saber mais sobre a história desse disco fabuloso, em detalhes, procure por A Love Supreme: A criação do álbum clássico de John Coltrane, de Ashley Khan, Barracuda.) - Luiz Biajoni (25/01/2015) Fonte: revistaamalgama.com.br

Boa leitura - Namastê

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

1962 - The Tokyo Blues - The Horace Silver Quintet

Artista: The Horace Silver Quintet
Álbum: The Tokyo Blues
Lançamento: 1962
Selo: Blue Note
Gênero: Jazz, Hard Bop
03. The Tokyo Blues
Horace Silver (pno), Blue Mitchell (tpt), Junior Cook (T sax), Gene Taylor (db), John Harris, JR. (dr). Recorded on July 13, 1962 - Van Gelder Studio, Englewood Cliffs
Boa audição - Namastê