segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

1960 - Jazz Cello - Ray Brown

Iniciado na música aos oito anos através do piano Raymond Matthews Brown viria a se tornar mais tarde um dos mais importantes contra-baixistas do jazz. Começou a tocar contrabaixo de ouvido por considerar o instrumento mais fácil que o piano. Ao sair do colegial participa da banda de Snookum Russell por seis meses e decide tentar a sorte em Nova Yorque como musico freelancer. Sucessor de Jimmy Blanton, Brown ocupa o espaço deixado nas pequenas formações por Oscar Pettiford que ingressa na big band de Duke Ellington. Brown tinha apenas 19 anos quando foi contratado de imediato por Dizzy Gillespie com quem começa a supervisionar internacionalmente ao lado de monstros sagrados como Bud Powell e Charlie Parker - o que seria muito importante para seu amadurecimento musical, tanto na técnica como na composição. Após dois anos com Dizzy, resolve montar em 1948 seu próprio trio com Hank Jones e Charlie Smith para acompanhar Ella Fitzgerald, com quem foi casado nesse período. Mais tarde descobre o Jazz At The Philharmonic do qual participa por aproximadamente 18 anos. Durante este período conheceu e tocou com muitos músicos mas um em particular,seria seu grande parceiro musical: o virtuose canadense do piano Oscar Peterson. Brown tocou em todos os clubes de renome mundo afora e é um dos músicos mais solicitados para gravações de estúdio. Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Tony Bennett, Billy Eckstine e Sarah Vaughan são alguns dos nomes com quem gravou. Ray tem se mantido muito ativo, dentro e fora dos palcos, produzindo discos e organizando festivais de jazz até 02 de Junho de 2002. Fonte: Fernando Jardim

1960 - Jazz Cello - Ray Brown

Musicos:
Ray Brown - Cello, Baixo Acustico
Jimmy Rowles - Piano
Joe Mondragon - Baixo custico
Dick Shanahan - Bateria


Faixas:
01 - Tangerine
02 - Almost Like Being In Love
03 - That Old Feeling
04 - Ain't Misbehavin'
05 - Alice Blue Gown
06 - Rosalie
07 - But Beautiful
08 - Poor Butterfly
09 - Memories Of You
10 - Rock A Bye Your Baby

Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O Fim Incondicional do Que Ficou em Forma de Canção

A cerimônia fúnebre ocorreu em 21 de Julho de 1959 na igreja de St. Paul na Avenida Columbus. Nem todas as três mil pessoas presentes conseguiram entrar na igreja. Seiscentas ficaram de foram portando-se com o maior recolhimento. Uma missa de réquiem difundiu seus acordes trágicos ate a rua. O coro da igreja quase desaba ao peso das flores e Billie se encontrava em um ataúde aberto. Ela estava bela, todos podem ver. E sem duvida todos os que a contempla pela ultima vez escutam ressoar dentro deles pelo menos uma melodia conhecida. Porque a maioria das canções de Billie se transformou em sucessos. Seus amigos custaram muito a crer na realidade de sua morte. Ela parecia indestrutível. Muitos pensam que ela tinha abandonado a luta porque não tivesse coragem para enfrentar o que a esperava, a vergonha de uma condenação, o horror de uma nova prisão. Ela foi enterrada no cemitério de St. Raymond, no mesmo túmulo de sua mãe Sade. Certamente era o que ela teria querido. Um ano depois, alguém observou que não havia lapide sobre o local da sepultura. A revista Downbeat lançou uma subscrição pública para lhe oferecer uma estrela funerária, mas Loius McKay exigiu que os donativos fossem devolvidos. Em 1960 o ataúde de Billie foi exumado e colocado em uma tumba separada. “Á minha esposa bem-amada Billie Holiday, Lady Day, 07 de Abril de 1915 – 17 de Julho de 1959”. Apoiando-se no argumento de que ela havia vendido todos os seus “valores” para comprar droga, Loius McKay estabeleceu que os haveres de Billie se elevassem no total de 1.345 dólares. Ela morreu sem um centavo e intestada, porque acreditava firmemente que fazer um testamento lhe daria azar... Embora ela tivesse iniciado um processo de divorcio em 1958. Loius McKay permanecia seu único herdeiro do ano de 1959, o montante dos direitos artísticos sobre as vendas de seus discos ascendia já a cem mil dólares. Entre Zaidins, Glaser e Loius McKay ocorreram disputam nojentas em relação a dinheiro. Cada um reclamava somas devidas a título de adiantamento ou de honorário, cada um pensava que tinha direito sobre seu livro autobiográfico. Mas foi finalmente Loius McKay quem recebeu o título de executor da sucessão de Billie da qual foi o único beneficiário. Os discos de Billie continuaram a vender. As vendas foram aumentando sensivelmente a cada ano que se passava até a explosão do disco compacto em que todas as suas gravações foram reeditadas. Mesmo que não tenha atingido o grande publico da mesma forma que Ella Frizgerald conseguiu fazer, Billie sempre teve seus aficionados cujo circulo aumentou ainda nos dias que correm. Os que escutavam Billie pela primeira vez não são necessariamente seduzidos logo de saída. Sua voz não nos atinge de imediato por suas qualidades exteriores. Sua arte é mais complexa, mais edifício de abordar, porque é mais ambígua. Tal como o poeta francês Paulo Élouard (Eugênio Grindel dito Paul Élouard 1895-1952) – que “dava a ver”, a densidade emocional de Billie “dá a sentir”. Não é tanto sua voz que se deve escutar, mas sim seu coração. O que ela tinha a compartilhar era um domínio mais sombrio e mais secreto que o de suas coirmãs cantoras. Suas canções refletem suas felicidades e suas desilusões, sua busca de amor ou sua renúncia. Elas falam de amor, mas à flor da pele. E, se elas nos tocam tão profundamente é porque elas exprimem de forma subjacente a força da sexualidade que liga uma mulher a um homem, a loucura e a fragilidade de um relacionamento amoroso. Em cada canção há uma mistura sutil de diferentes estados de alma. Billie nunca está totalmente alegre, inteiramente amorosa ou completamente abandonada. Sua verdade é bem mais complexa. – Me parece que ninguém canta como eu a palavra“fome” ou “amor” – disse ela - sem duvidar porque eu sei o que há por trás destas palavras . Ela tinha verdadeira fome de amor. Billie Holiday suscitou tantos mitos que todo esforço para esclarecer sua vida depende de interpretação. Os depoimentos iluminam alguns aspectos de sua personalidade e são desmentidos por outros, os relatos são abundantes e se contradizem. Ela mesma apagou as pistas e queimou sua casa depois de ter saído dela. Algumas vezes por puro tédio. Mas também porque o que ela havia vivido lhe era agora insuportável. Desde a infância ela fantasiava para transformar esse mundo que a havia maltratado tanto. Seus excessos, o desprezo por seu próprio corpo coloca em evidência a separação da realidade cortada por ela mesma. Sem duvida ela era uma fabulista, mas suas mentiras eram ”sinceras”. Ali estavam elas para expressar o indizível ao mesmo tempo em que o mascaravam. O que é marcante também são as fotografias de Billie, tão diferente umas das outras. Ela não é nunca a mesma mulher. De uma foto para outra, quase não dá para reconhecê-la. Magra ou gorda, radiante ou devastada. Evocam forças ou pura vulnerabilidade, nunca se pode dizer com exatidão: “Esta é realmente ela...”. Ficamos a nos indagar do que é feito seu talento, por que suas canções tristes nos comovem tanto. Talvez porque a esperança transparece através delas. Contra tudo e contra todos. Billie descreve o sonho de sua vida: “Uma grande fazenda no campo em que eu vou cuidar de cães abandonados e de órfãos, garotos que não pediram para nascer, que, sobretudo não pediram pra nascerem negros, azuis ou verdes. Eu queria somente ter certeza de uma coisa: que ninguém mais no mundo os quisesse que fossem ilegítimos, sem pai, nem mãe. Então eu os pegaria para mim, com três ou quatro babas cordiais e afetuosas, como foi minha mamãe, para se ocuparem deles, alimentá-los e cuidar para que meus pequenos bastardos fossem a escola, para puxarem as orelhas deles quanto se comportarem mal, mas sobretudo, que soubessem amá-los como fossem bons ou maus”. Há nessa evocação ingênua um desejo de reparação. Reparar o mal que foi feito a ela, reparar o mal que partiu dela, realizando esse desejo através dos outros. E esse sonho sugere, sem o dizer explicitamente, que ela mesma seria para essas crianças o objeto de um afeto imenso. Não resta duvida de que foi no palco, mais do que em qualquer outra parte, que ela viveu a experiência do amor. Fonte: Billie Holiday, Biografia - Sylvia Fol.

It´s Not For me To Say

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

1960 - Sketches of Spain - Miles Davis

O segredo para criar uma música que se destaca no tempo é criar uma música atemporal. Sketches of Spain foi é continua a ser bastante diferente de tudo criado no idioma do jazz.

Miles Davis foi instintivamente o músico que não precisa definição ao atingir sua perfeição.
Responsável por tanta música que às vezes é irresistível lidar com o seu legado. À certeza disso; ninguém pode discordar que ele deixou pelo menos uma meia dúzia de legados em obras-primas indispensáveis. Mesmo que a avaliação não seja suficiente: não é exagero afirmar (como ele nunca esteve relutante em fazer) que Davis mudaram a música várias vezes. Depois de sua participação ativa na fase pré-bebop de Charlie Parker, aterrizou em solos ferteis com lançamentos clássico persistente ao tempo, fazendo escola e grandes imitadores. Varias decadas e Miles transformaria agua adocicada de idéias em subgenero ao jazz, causando uma revolução até então inimaginavel. Davis não estava na vanguarda tanto como ele estava na neo-vanguarda. Indiscutivelmente ele nunca disparou em todos os cilindros, antes ou após completamente a maneira que ele fez em 1959 e em 1960. Que ele lançou o que é geralmente considerado o mais importante (e melhor álbum de jazz) de todos os tempos, Kind of Blue, significou um óbvio ápice artístico. Como resultado cultivou uma abordagem a invocar o silêncio tanto quanto o som: Miles levou a filosofia do menos e mais à níveis sem precedentes. Em certo sentido ele transcendeu técnica, evoluindo para uma franqueza que se obtém uma sensibilidade rara: seus solos foram incessantemente expressivo, lírico e cheio de sentimento concentrado. Esta facilidade foi talvez manifestada e evidente em varios de seus álbuns, mas tão bem representado em Sketches of Spain. 1959, Davis havia acabado de gravar “Kind of Blue” e dispensado John Coltrane e Cannonball Adderley da banda. Naquele ano conheceu o Concierto de Aranjuez de Joaquin Rodrigo na casa de um amigo baixista e amante do clássico. Apaixonou-se e juntou traçou esforços pela terceira vez com Gil Evans (já colaborado em Miles Ahead - 1957 e Porgy and Bess - 58) para realizar uma adaptação e compor faixas em torno do tema espanhol. O resultado é uma obra de arte ao mesmo tempo popular e moderna. Mas que foi rejeitada por alguns críticos - que perguntavam se isso era jazz Miles respondeu: é música e eu gosto. Não só da peça principal - mas também faixas como Saeta, um solo absolutamente fantástico de Davis e o balé sincopado de Manuel de Falla, Will o’ the Wisp, uma das canções favoritas de jazz de todos os tempos. Atmosférico e acessível, tornase um grande álbum para congregar aos novos neofitos os valores criativo de um genio chamado de Miles Davis. Sketches of Spain é considerado um dos álbuns mais ouvido na carreira de Davis. Um edição da Penguin Guide to Jazz on CD descreve como "elevadas música ligeira". A revista Rolling Stone o definiu: "menos improvisação, muito ruido contemporâneos sendo algo diferente de jazz". Davis respondeu (segundo a própria revista), "It's music, and I like it" . Em 2003, o álbum foi colocado no 356 na lista da Rolling Stone dos 500 melhores álbuns de todos os tempos. Davis é justamente venerado por muitas coisas. Talvez o mais importante e único, era a sua consciência instintiva de que não é preciso jogar perfeitamente ao atingir ocasionalmente algo muito perto da perfeição. Sketches of Spain é um estudo desse acaso e permanece como um ponto alto na carreira de mestre, assim como uma das obras fundamentais do século 20, depois de Kind Of Blue. Arranjos de Gil Evans. Produção de Teo Macero e Irving Townsend para a Columbia Records. Gravadas entre novembro de 1959 e março de 1960.

Musicos:
Miles Davis - Trompete & flugelhorn
Gil Evans - Piano
Paul Chambers - Baixo Acustico
Jimmy Cobb - Bateria
Elvin Jones & Jose Mangual - Percurssão
John Barrows, James Buffington, Tony Miranda, Joe Singer & Earl Chapin - Trompa Francesa
Johnny Coles, Bernie Glow, Taft Jordan, Ernie Royal & Louis Mucci - Tronpete
Dick Hixon & Frank Rehak - Trombone
Jimmy McAllister & Bill Barber - Tuba
Danny Bank - Clarinete baixo
Albert Block - Flauta
Eddie Caine - Flauta & Flugelhorn
Harold Feldman - Clarinete, Flauta & Oboe
Jack Knitzer - Fagote
Romeo Penque - Oboe
Janet Putnam - Harpa

Concierto De Aranjuez (Adagio)


Saeta


Faixas:

CD1
01 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
02 - Will O' The Wisp
03 - The Pan Piper
04 - Saeta
05 - Solea
06 - Song Of Our Country

CD2
01 - The Maids Of Cadiz
02 - Concierto De Aranjuez (Adagio)
03 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - 1º Alternate Take
04 - Concierto De Aranjuez - 2º Alternate Take
05 - Concierto De Aranjuez (Adagio) - Alternate Ending
06 - The Pan Piper - Take 1
07 - Song Of Our Country - Take 9
08 - Song Of Our Country - Take 14
09 - Saeta - Versão Integral do Master
10 - Concierto De Aranjuez (Adagio) (Live)
11 - Teo

Miles Davis - Sketches of Spain (50th Anniversary Legacy Edition)

Boa audição - Namastê.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A Lua se Foi, Meu Rouxinol Calou

Uma das mais belas vozes da história do jazz se calou na manhã do dia 15 de junho de 1996 a americana Ella Fitzgerald (Ella Jane Fitzgerald 1917-1996), aos 78 anos faleceu em sua casa em Beverly Hills - Califórnia a devidas complicações oriundas de diabetes. Nos últimos dias de vida a intérprete se encontrava em estado de semicoma mas sua luta contra a enfermidade tornou-se crítica em 1993 quanto a cantora amputou as duas pernas logo abaixo dos joelhos. Ella Fitzgerald deixou um legado de mais de 200 discos tendo recebido 13 prêmios Grammy ao longo de uma carreira marcada pela aproximação da técnica depurada com a emoção interpretativa. Ninguém como ela expandiu as fronteiras vocais do jazz com a técnica do scatting (utilização da voz como um instrumento musical). Começou a carreira de cantora quando tinha 16 anos e sua primeira gravação de sucesso ocorreu em 1938 com o disco "A tisket, a tasket", cuja canção homônima foi incluída na década passada no Grammy Hall of fame, dedicado aos temas musicais mais importantes da história. Em 1946 ultrapassou as fronteiras americanas com sua voz viajando para apresentações na Europa e Japão. Em 1947 gravou duas obras-primas em matéria de jazz: as canções "How high the moon" e "Lady be good", clássicas nos registros de instrumentalização vocal. Daí para a fama universal foi um pulo. Ella Fitzgerald passou a ser conhecida como a "primeira-dama da canção" uma das maiores vozes do jazz. Chegou a se apresentar no Brasil em 1960 acompanhada do pianista Paul T. Smith (1922 - San Diego, California). Oito anos depois foi convidada a participar do Festival Internacional da Canção mas rejeitou. Ella disse que não desejava ser vaiada pelo público brasileiro como ocorrera no ano anterior com o maestro Quincy Jones. “Não tenho culpa de ter nascido nos Estados Unidos, país que os brasileiros parecem não simpatizar”, declarou na época. Ella afirmava nunca ter estudado música. Dizia que “aprendia com os músicos com quem tocava”, e só citava Connie Boswell como sua influência. Fonte: Jornal do Brasil


Uma das últimas fotos da diva em 1992

Lady be good




quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A amizade com Marilyn Monroe

Em sua autobiografia Ella Fitzgerald revelou que a amiga e fã Marilyn Monroe deu um empurrãozinho em sua carreira. A pin-up prometeu ao dono do Mocambo Nightclub, Los Angeles - uma importante casa de shows nos anos 50 que se ele contratasse a cantora para uma temporada e Marilyn Monroe iria aos shows todas as noites atraindo atenção da imprensa para a casa. Acordo feito não só a casa como também Ella Fitzgerald freqüentaram por vários dias o noticiário. "Depois disso, nunca mais precisei cantar em pequenos bares", contou.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Curiosidades do Jazz

Ella Fitzgerald gravou mais de 200 discos que venderam 40 milhões de cópias. Ganhou 13 Grammys e se apresentou 26 vezes no Carnegie Hall - a mais famosa casa de shows dos Estados Unidos.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Oscar Moore, Nat King Cole & Wesley Prince,
New York, N.Y. Jul. 1946

Duke Ellington- Paramount Theater,
New York, N.Y.Set. 1946

Django Reinhardt - Aquarium, New York,
N.Y. Nov. 1946

Frank Sinatra & Axel Stordahl - Liederkrantz Hall,
New York, N.Y. 1947

Bunk Johnson, Leadbelly, George Lewis & Alcide Pavageau,
Stuyvesant Casino, New York, N.Y. Jun. 1946

Count Basie, Aquarium, New York, N.Y.1946

sábado, 18 de dezembro de 2010

Fotos na Perspectiva de William P. Gottlieb - Parte I

Sarah Vaughan, Café Society (Downtown), New York, N.Y.
Agosto 1946

Sarah Vaughan, Café Society (Downtown), New York, N.Y., Set. 1946

Slam Stewart - New York, N.Y. 1946

The Apollo Theatre - New York, N.Y. 1946

Thelonious Monk, Howard McGhee, Roy Eldridge & Teddy Hill,
Minton’s Playhouse, New York, N.Y.Set. 1947

Thelonious Monk, Minton’s Playhouse, New York, N.Y.
Set. 1947

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ella Para Sempre

"Para a história do Jazz, Ella Fitzgerald permanecerá uma cantora completa, que escolheu um estilo baseado sobretudo na pureza de expressão, na valorização do ritmo, na flexibilidade tímbrica e no conhecimento técnico, frutos de um trabalho duro e sistemático".
Os caminhos do Jazz - Guido Boffi

sábado, 4 de dezembro de 2010

making of Channel nº 5



Eu sou uma tola por querer você

"Eu sou uma tola por querer você
Eu sou uma tola por querer você
Querer um amor que não pode ser verdadeiro
Um amor que está lá para outros também

Eu sou uma tola por te abraçar
Tola por ter abraçar
Por ter um beijo não somente meu
Por dividir um beijo que o diabo conhece

Sempre, sempre digo que vou te deixar
Sempre, sempre deixo de lado
Mas então poderá vir o tempo em que precisarei de você
E mais uma vez essas palavras que tenho que dizer

Me pegue de volta, eu te amo
Eu preciso de você
Eu sei que é errado, é supostamente errado
Mas certo ou errado, eu não consigo seguir
Sem você..."

PS: Em respostas a varios pedidos de informação a respeito da música contida no comercial "Channel nº 5" nas Tvs-cabo com a musica de Billie Holiday, informo - Álbum Lady In Satin - gravado em 19 de Fevereiro de 1958, New York.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

2010 – The Complete Legendary Sessions - Chet Baker & Bill Evans

Na noite que nos prenderam Gerry e eu fomos conduzidos de volta para casa. Entrei mas Gerry desceu com os tiras para os fundos da casa e confusamente forneceu-lhes as provas que buscavam. Até então só podiam acusá-lo por causa das marcas de picos. Fomos autuados, detidos durante uma hora e finalmente, soltos sobre fiança - exceto Gerry. Alegamos inocência no julgamento e ganhamos - exceto Gerry. Parecia que ele estava lá e de uma hora para outra havia sumido. Não nos vimos por seis meses. Ele nunca procurou contato comigo ou escreveu uma única carta lá da prisão. Embora usando heroína, Gerry não deixava de administrar bem sua música e seu pequeno conjunto era o fino. O som que fazíamos algumas noites era bom demais; um som completamente diferente, sem piano. Gravamos diversos álbuns durante a temporada do Quarteto de Mulligan no Haig: vários para a Pacific Jazz e um ou dois para a Fantasy. Olhando agora em retrospectiva parece incrível que tenhamos ficado tanto tempo juntos. Gerry ganhou o primeiro lugar no referendo da Down Beat e da Metronome, na categoria de sax baríto e eu na de trompete, quando ele se foi. Passei então a ser líder da banda, fazendo de Russ Freeman diretor musical e contratando Bob Neel para tocar bateria. Chico nos deixou para formar seu próprio conjunto, mas ficaram Larry Bunker na bateria e Carson no baixo. Gravamos alguns Lps para a Pacific Jazz: Instrumentais em quarteto. Vocais com o quarteto, vocais com Russ Freeman, Shelly Manne e cordas. Apresentamo-nos como sexteto com Shelly, Russ, Brookmeyer e Bud Shank como octeto - com os já mencionados, mas Jack Montrose e Bob Gordon. Gravei um álbum para a Columbia (arranjos de Horto Rogers e Marty Paich) com Zoot Sims, Bud Shank, Shelly, Russ e Mendragon com as cordas produzidas por Dick Bock para George Avakian. Dick Bock é um dos melhores sujeitos que encontrei nesse negócio desde que comecei a tocar há mais de trinta e cinco anos. Uma tarde, seis meses depois daqueles acontecimentos, estava descendo a Hollywood Boulevard e avistei Gerry e Arlene Brown. Não gostei do astral dela de cara. Parece que Gerry estava se divorciando de Jeffie e planejava casar-se com Arlene - o que para mim era como estar no céu em um segundo e no segundo seguinte, no inferno. Arlene era uma judia baixinha - não era atraente e dava a impressão de que ia ficar gorda logo. é claro que eu não sabia o que se passava na cabeça dela. Deve ter dado a Gerry algo de que ele precisava, mas pensando apenas em termo físicos, Jeffie era doce e bonita, enquanto Arlene era um estorvo. Conversamos ali mesmo na rua por alguns minutos e acabei dizendo que queria trabalhar novamente com Gerry - em clube, concertos, não importava onde e como - mas exigia trezentos dólares por semana. "Não é muito dinheiro nas atuais circunstâncias" - emendei. Os dois começaram a rir achando que era dinheiro demais. Despedi-me de Gerry e desejei-lhe boa sorte e me mandei. Só algum tempo depois é que o vi de novo. Ele e Arlene acabaram se casando e tendo um filho, Reed. Agora estavam divorciados e Gerry vivia com uma cantora chamada Georgia Brown. Depois daquele encontro com Gerry assinei contrato com Joe Glazer (da ABC Booking) e juntamente com Russ e Carson Smith viajei para o leste. Comprei um jaguar e assumias prestações de um cara que conheci em Inglewood e que estava com a corda no pescoço a ponto de perder o carro. Dei-lhe trezentos dólares e fiquei com a dívida. O carro era novinho com seis meses de uso, um conversível verde escuro que teria me dado muito problema com a polícia, caso ele tivesse me apanhado. Lembro-me vivamente de descer um longo trecho de pavimentação macia da Rota 66, entrando em Albuquerque. Meu conta-giros marcava 6.800 e eu estava a uns 240 Km/h. Era incrível. Eu adorava aquele conversível, embora sentisse um frio danado no inverno a, mas de 120 km/h. Os pés ficavam ok, mas da cintura pra cima nem pensar. Russ não ia comigo de jeito nenhum, qualquer que fosse a temperatura. Uma vez levei-o para dar uma volta no meio do trânsito de Los Angelis e ele acabou implorando para que parasse e o deixasse sair. Russ nunca mais entrou num carro comigo ao volante. Fonte: Chet Baker - Memórias Perdidas, Carol Baker (Jorge Zahar) PPS 70/73.


Faixas:
01. Alone Together
02. How high the moon
03. It Never Entered My Mind
04. ‘Tis Autumn
05. If You Could See Me Now
06. September Song
07. You’d Be So Nice to Come Home To
08. Time on My Hands
09. You and the Night and the Music
10. Early Morning Mood
11. Show Me
12. I Talk to the Trees
13. Thank Heaven for Little Girls
14. I Could Have Danced All Night
15. Almost Like Being in Love

Musicos:
Chet Baker (trumpet)
Pepper Adams (baritone saxophone)
Herbie Mann (flute)
Bill Evans (piano)
Kenny Burrell (guitar)
Paul Chambers (bass)
Connie Kay & Philly Joe Jones (drums).

The Complete Legendary Sessions - Gravado no Reeves Sound Studios, New York (30/12/1958 & 19/101/1959).


sexta-feira, 26 de novembro de 2010


Time After Time - Ao Vivo na Bélgica, 1964