Artista: Nina Simone
Álbum: The Diva Series (CD 08)
Lançamento: 2003
Selo: Verve Records/Compilation
Gênero: Soul, Soul-Jazz, Cool Jazz
Nina Simone, nascida em Tryon em 1933, foi uma grande pianista, cantora e compositora. O nome artístico foi adotado aos 20 anos, para que pudesse cantar blues, a ‘música do diabo’, nos cabarés de New York, Filadélfia e Atlantic City, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. ‘Nina’ veio do Espanhol (Niña: menina), e ‘Simone’ foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida. De todos os cantores mais importantes do século 20, Nina Simone foi uma das mais difíceis de classificar. Ela gravou soul, jazz, pop e, muitas vezes ao longo do mesmo álbum. Como Aretha Franklin ou Dusty Springfield, Simone era eclética e trouxe qualidade e emoção a qualquer canção que interpretou. O que também a impediu de alcançar um público maior. O mesmo pode ser dito de sua apresentação no palco, admirada por sua honestidade direta e individualismo, ela também era conhecida por suas brigas com o público e os promotores dos shows. Criada em uma família de oito filhos, ela originalmente abrigava esperanças de se tornar uma pianista clássica. Nina foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada ‘Julliard School of Music’, em New York, uma posição rara para uma mulher afro-americana em 1950. Precisando se sustentar enquanto estudava, trabalhou como acompanhante e dando aulas de piano. Em um teste para um emprego como pianista em uma boate em Atlantic City, foi-lhe dito que ela teria o lugar se ela cantasse tão bem como tocava. Quase por acaso, ela começou a esculpir a sua reputação como cantora, apesar de suas habilidades ao piano. No final dos anos 50, começou a gravar. Em 1959, sua versão de ‘I Loves You Porgy’ de George Gershwin deu-lhe o top 20. No início dos anos 60, ela gravou nada menos que nove álbuns. Em um breve contato com sua obra, aqueles que não conhecem percebem logo a diversidade de estilos pelos quais Nina Simone se aventurou, desde o gospel, passando pelo soul, blues, folk e jazz, canções folclóricas israelenses, spirituals e temas de filmes. Como muitos artistas negros de meados dos anos 60, Simone foi profundamente afetada pelo Movimento dos Direitos Civis e crescente orgulho negro. Nina Simone se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Seu envolvimento era tal, que chegou inclusive a cantar no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Sua canção ‘Mississipi Goddamn’ tornou-se um hino ativista da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras em uma igreja de Birmingham em 1963. Nina é lembrada como uma intérprete de raro ecletismo, nas suas apresentações, era capaz de entoar um hino anti-racista, como ‘Mississipi Goddamn’ para logo em seguida ‘ressuscitar’ a platéia com ‘Here Comes the Sun’, dos Beatles. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Simone caiu em tempos turbulentos na década de 70, encontrou sérios problemas financeiros e tornando-se uma espécie de nômade, fixou-se em vários pontos na Suíça, Libéria, Barbados, França e Grã-Bretanha. Ela teve um ressurgimento imprevisível em 1987, quando o hit ‘My Baby Just Cares for Me’, se tornou um grande sucesso britânico depois de ser usada em um comercial de televisão do perfume Chanel. Outros destaques foram as suas versões de ‘Don’t Let Me Be Misunderstood’, cover da banda ‘The Animals’ e o hit ‘I Put a Spell on You’, além da canção dos Beatles, ‘Michelle’. O ano de 1993 marcou o seu retorno a uma grande gravadora norte-americana, e foi impulsionada quando várias de suas canções foram apresentados no filme ‘Point of No Return’. Ela publicou sua biografia, ‘I Put a Spell on You’, em 1991, mas ficou cada vez mais frágil ao longo dos anos 90 e teve que ser ajudada durante uma apresentação em 2001 no Carnegie Hall. Nina Simone morreu em 2003 em sua casa na França.
Boa audição - Namastê



Nenhum comentário:
Postar um comentário