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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

1963 - Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins (Re-Link)

Aos quinze anos, durante sua juventude no Harlem, Sonny Rollins era devoto de Charlie Parker e Coleman Hawkins. O último teve influência vital na carreira de Rollins, fazendo com que abandonasse o sax alto e se rendesse ao poderoso som do sax tenor. As principais características que Sonny herdou de seu mestre foram o timbre robusto, vigoroso e cheio de vibratto, assim como a capacidade de executar diversos solos de sax tenor sem acompanhamento algum, peculiaridade facilmente perceptível em seu “The Solo Álbum”, de 1985. Em 1963, Hawkins convocou Rollins para tocar no Festival de Newport, nascendo daí a idéia de gravar o álbum “Sonny meet Hawkins”. Acompanhados do trio formado por Paul Bley (Piano), Bob Cranshaw e Henry Grimes (Baixo) e Roy McCurdy (Bateria), os dois se colidem constantemente, mantendo suas marcas vigorosas de energia e improviso. A harmonia entre eles é notável, ratificando um maravilhoso encontro de gerações entre os dois maiores saxtenoristas de seus tempos.

Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins

Tracks:

1. Yesterdays
2. All the Things You Are
3. Summertime
4. Just Friends
5. Lover Man
6. At McKies

Credits:

Paul Bley - Piano
Bob Cranshaw - Bass
Henry Grimes - Bass
Coleman Hawkins - Sax (Tenor), Guest Appearance
Roy McCurdy - Drums
Sonny Rollins - Sax (Tenor)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

1962 - Desafinado: Bossa Nova and Jazz Samba - Coleman Hawkins

Muito foi escrito sobre bossa nova, mas poucos conhecem o verdadeiro início dessa expansão triunfal. Os livros sobre o assunto são confusos e incipientes em relação ao encontro inicial do jazz com a bossa nova, contando histórias diferentes e de teor informal. Tudo começou em 1959, quando a bossa nova já era música da juventude brasileira com a explosão de João Gilberto em "Chega de Saudade" e "Desafinado", um compacto duplo pela odeon Brasil. Nesse ano veio ao Brasil o guitarrista Charlie Byrd e surpreso com o que ouviu e ao regressar aos EUA, gravou musicas mesclando bossa nova com canções mais antigas, porém sem qualquer repercussão. O verdadeiro passo inicial desse encontro aconteceu em julho de 1961 quando vieram ao Brasil a caravana "American Jazz Festival", integrada por 14 músicos, uma cantora e o quinteto de Dizzy Gillespie que aqui tomaram conhecimento da bossa. A vinda do AJF transformou-se num marco histórico para a bossa, pois seus integrantes e os músicos de Gillespie, nela vislumbraram novas formas de expressão, foram os verdadeiros pioneiros pela sua expansão mundial. Mas a explosão mundial da bossa nova ocorreu mesmo quando Charlie Byrd Parker e o saxofonista Stan Getz gravaram "Jazz Samba". Uma das músicas "Desafinado" ocasionou o desenfreado sucesso da bossa nova, vendendo 1 milhão e 600 mil cópias nas duas primeiras semanas. O sucesso de Desafinado despertou a atenção de músicos, empresários, agentes e editores musicais. Essa foi a pedra fundamental que abriu as portas de um mercado internacional de trabalho para nossos artistas. Dizzy Gillespie passou a tocar bossa nova, agregando ao seu quinteto o guitarrista José Paulo e a cantora carioca Carmen Costa. Lalo Schifrin - pianista de Gillespie, gravou com o saxofonista Leo Wright "Wave, Insensatez e Rapaz" em seu repertório. Mas o marco de fisão mesmo aconteceu quando Sidney Fry, então presidente da gravadora Audio Fidelity, teve a luminosa idéia de realizar um concerto de bossa nova no Carnegie Hall, que foi gravado e editado por seu selo. Esse evento levou a New York numerosos músicos e cantores brasileiros, apresentando-se por lá: Sergio Mendes (que por sinal passou a morar em NY), Oscar Castro Neves, Roberto Menescal, Agostinho dos Santos entre outros nomes que se despontava na Bossa. Inumeros Musicos como Stan Getz, Sarah Vaughan, Frank Sinatra (com Tom Jobim), Ella Fitzgerald entre outos postaram passaram a colocar em suas discografias o tom verde amarelo da bossa. Gravado em 12 de Setembro de 1962 para a Impulse, "Desafinado: Bossa Nova and Jazz Samba" do saxofonista tenor Coleman Hawkins tornou-se um icone entre os apreciadores de Bossa como um autentico albúm de vanguarda, bem acentuado nos detalhes que se emprega na nova música, assim como a elaboração dos musicos nas tonalidades fiel do ritimo. Sabe-se que Hawkins cercou de todos os lados para a realização deste trabalho, chegando a cogitar remanejamento de musicos brasileiros nas suas gravações. Depois de um minucioso estudo de albuns de bossa, documentarios e depoimentos de quem era da area, desafinado tomou corpo e se tornou um mito que hoje é reverenciado pelos amantes da bossa nova. Este album tem na sua magesta embrionaria, as maões de Rudy Van Gelder, o engenheiro de som da Impulse em seu estudio localizado ainda nas dependencias da casa de seus pais. Fantastico album e um item para os amantes do Jazz in Bossa.

Faixas:
01 - Desafinado
02 - I'm Looking Over A Four Leaf Clover (Jazz Samba)
03 - Samba Para Bean
04 - I Remember You
05 - One Note Samba (Samba De Uma Nota So)
06 - O Pato (The Duck)
07 - Un Abraco No Bonfa (An Embrace To Bonfa)
08 - Stumpy Bossa Nova

Músicos:
Coleman Hawkins - Sax. Tenor
Tommy Flanagan - Claves
Barry Galbraith, Howard Collins - Guitarras
Major Holley - Baixo Acustico
Eddie Locke - Bateria
Willie Rodriguez - Percussão

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Presidente, a Duquesa e Lady Day

Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: Lester Young (1909-1959). Ele vinha de Kansas City, onde tocava com a orquestra de Count Basie e fora contratado por Fletcher Henderson para substituir Coleman Hawkins, o saxofonista que todos adoravam na época. Ele começou no Cotton Club. Não foi fácil para o jovem Lester na época com 27 anos, substituir uma personalidade tão forte como Hawkins. Enquanto o som de Hawkins é pujante e musculoso o de Lester é leve e gracioso. Os músicos da orquestra estão desapontados. Eles preferem Chu Berry (Leon “Chu” Berry, 1908-1941), um saxofonista cujo estilo é mais próximo do de Hawkins. Eles lhe dão claramente a entender que não gostam dele e não param de conversar baixinho enquanto ele toca. Fletcher, todavia, impôs Lester e lhe deu todo o apoio. Chegou até mesmo a hospedá-lo em sua casa durante algum tempo, a até sua mulher, Leora (Leora Meoux Henderson, 1919-1941, esposa, agente e empresária de sua orquestra, às vezes tocava instrumento de sopro) começou a reclamar. Billie o escutou pela primeira vez em um jan sessions. Foi no final de uma noite ou começo de uma manhã, ninguém lembra mais direito. Ali se encontrava a fina flor dos músicos de jazz entre eles o pianista Benny Carter (Benjamim Bennett “Benny” Carter, 1907-2005); Lester se juntou a turma com sua velha gaita reformada tanta vez, que as chaves estão com elásticos. Ainda que ao contrário de Billie, Lester se tenha beneficiado de uma solida formação musical, sua abordagem da musica é muito parecida - Simplicidade, intuição, sentimento. Nenhum efeito nos tempos fortes dos compassos, um Vibrato (efeito ligeiramente tremulante na melodia acrescentado ao tom vocal ou instrumental para maior expressividade e volume, obtendo por variação de altura rápida e leve) discreto, uma variação em torno de uma nota bem escolhida em vez de uma serie de ornamentos cintilantes. Um som ao mesmo tempo melancólico e langoroso e além disso, outra curiosidade: ele tocava seu saxofone tenor como se fosse contralto (mudando a afinação, mas não o timbre). Uma cumplicidade se estabeleceu de imediato entre Billie e ele. Um amor musical à primeira vista. Quando o saxofonista Chu Berry aparece, Benny Carter lhe faz um desafio. Uma justa musical com Lester. Do mesmo modo que Hawkins, Chu Berry é um astro do jazz. Quando ele toca, o publico batem o pés, assobiam e bate palmas em cadencia. Chu disse não ter trazido seu saxofone mais isso não é obstáculo para Bem Carter, que se ofereceu para busca-lo. Ele tinha plena confiança em Lester e esse concurso informal era uma forma de promovê-lo. Com qual peça eles vão começar? Chu Berry escolhe “I Got Rhythm” (Composição do musico clássico/popular judeu-americano George Gershwin, sobre texto de seu irmão Ira). Foi uma péssima escolha. É justamente o cavalo de batalha de Lester que já desenvolveu quinze variações diferentes sobre o mesmo tema. Chu levou uma sova de interpretação. Billie acompanha Lester ate seu hotel por nome Tereza. Enquanto caminham pelas calçadas desertas, de manhã bem cedo, descobre uma serie de gostos comuns entre eles ate marijuana. Tem o mesmo senso de humor. Eles tagarelam e riem bastante, os dois levemente chapados. Ao chegarem diante do hotel, Lester se inclina e beija-lhe a mão.

- Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....

_ O dia esta claro.

_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.

_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...

Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.

_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.

Lester esta encantado. O pequeno apartamento nunca esta vazio, sempre tem frango frito e feijão vermelho para os músicos famintos, os conhecidos do bairro e as putas fugindo da policia, que se esconde o tempo suficiente para serem esquecidas. Os amigos de Billie costumam chamar sua mãe de Mama Holiday. Mas Sadie foi tão regaladamente generosa para com ele que Lester lhe presta outra homenagem. Passa a chama-la de Duquesa. Ele também escolhe para Billie um novo nome que permanecerá com ela mesma depois de sua morte. Muitos já chamavam de Lady. Foi ele quem encontrou Lady Day, acrescentando-lhe uma misteriosa poesia. Por que não Lady Night? Talvez porque ele a considerasse tão bela e luminosa à luz do dia como à noite em um lisonjeiro vestido de cetim, sob o feixe prateado de um refletor. Em resposta, Billie começou a lhe procurar um apelido carinhoso, algo que pudesse lhe qualificar a excelência, tanto como musico de primeiro plano como em sua condição de homem. O homem mais importante dos e Estados Unidos era o presidente Franklin D. Roosevelt (Franklin Delano Roosevelt, 1882-1945, o 32º presidente) . Leste era o melhor musico e merecia se chamado de Prez. O presidente, a duquesa e Lady Day passam juntos momentos deliciosos. Com seu maravilhoso senso de humor, sua benevolência e a elegância de seu caráter, ninguém duvida que a presença de Lester tenha contribuído para adoçar o relacionamento entre Billie e Sadie. Ela compreendeu logo que Lester é inofensivo e que entre eles não se passa nada de caráter sexual. Portanto, ela não tem nada a temer. Ele não vai lhe tirar a filha. Os dois jovens partilham de uma terna cumplicidade, não chegam a ser amantes, são muito mais que amigos. Uma espécie de ato amoroso que encontra seu clímax na fusão musical, ao passo que em casa são como irmãos, paparicados de pequenas atenções por sua mãe. Protetora em demasia, presente, se acreditamos em Billie, que afirma ficar agastada com os conselhos, reprovações e angustias de sua mãe. Ainda que ela demonstre um afeto caloroso e esteja sempre pronta a lhe prestar toda espécie de serviços, também faz marcação cerrada e enfia o nariz por toda parte, como se quisesse se imiscuir em cada aspecto da vida de sua filha e viver, através dela. Se ele vem as vezes escuta-la cantar é também para supervisiona-la, saber com quem ela se encontra, quem anda à volta dela, quanto é que ela ganha. Ela nunca esconde que tem medo de que sua filha vá embora e a deixe abandonada em uma solidão. Como ela mesma fez nos tempos de Baltimore.... Assim ela se gruda em Billie, ocupa o terreno inteiro com sua presença e sua lamúrias constante. Sadie exige demais e Billie precisa mantê-la a distancia. Mas ela não pode passar sem sua mãe. Sente-se responsável por ela. A cada noite lhe telefona para dizer aonde vai e com quem. Ela não diz necessariamente a verdade, mas sua mãe pode dormir tranqüila. A partir do momento em que terminou seu trabalho, Lester acompanha Billie aos restaurantes ou aos clubes. Ela adora escuta-lo iniciando um de seus fantásticos solos às suas costas, mas sem jamais atrapalhar seu canto, sem nunca se meter em seu caminho. Seu saxofone soa como uma segunda voz fazendo eco á sua. E a voz de Lady, sua maneira de moldar e dar às notas uma cor diferente, soa como um saxofone. Só vendo para crer o jeito que ele toca, balançando o saxofone da direita para a esquerda, levantando o instrumento bem alto para um dos lados, ao mesmo tempo em que modula as pernas, enquanto marca a cadencia com a ponta do pé. Além disso, Lester é elegante, com suas roupas bem talhadas. Usa um chapéu negro de copa dura, sem estilo espanhol. É um cara original. Sua maneira de falar é única. É um Jive (gíria dos negros do Harlem) deslocado, cheio de figuras poéticas de comparações, de metáforas invertidas. É preciso se acostumar com ele antes de conseguir compreender tudo. Seu saxofone foi batizado por ele de Lady Violet e arranja apelido para todos os músicos com quem se dá. E divide tudo com Billie, menos a cama. É Billie que o orienta através de Nova York, que o leva a conhecer todos os bons lugares, ensina a reconhecer os odores da grande cidade. As noites passam depressa – música, álcool e maconha. Nem é preciso sair a procura pela droga, há em toda parte. Nessa época a venda da marijuana ainda não era proibida. De fato a proibição perdeu fôlego. A partir de 05 de dezembro de 1933, o consumo de álcool se tornou legal novamente. Os sindicatos do crime se adaptam para o trafico ainda mais suculento dos estupefacientes. As drogas inundam mercado. Os bares, as boates noturnas e os músicos são seus primeiros alvos. Ainda que já tenha começado a falar por toda parte que Lester é tão bom, sob todos os aspectos, quando a mestre Coleman Hawkins, ele sai da orquestra de Fletcher Henderson, Leora, a mulher de Fletcher e o manager da orquestra, insistem com ele vezes sem contar que deve tocar de um jeito diferente, mais forte e mais viril, o mesmo tipo de sonoridade produzida por Coleman Hawkins. Lester prefere sair do conjunto. Ele não consegui de jeito nenhum imitar o “grande som” de Hawkins. Já experimentou toda a sua serie de truques para aumentar seu volume, já tentou tocar de uma porção de maneiras diferenciadas e nada. Mais não adianta. Ele se queixa a Billie que morre de rir. Ela também correu durante algum tempo atrás do “grande som”, o magnífico volume da voz de Bessie Smith. Até que renunciou as tentativas inúteis de cantar “St. Louis Blues "como ela”.

_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.

Lester aprende a lição. Então passa a improvisar, marcar os tempos fracos em vez de marcar os fortes, evita o vibrato e inventa uma sonoridade sem timbre, muito peculiar dele, que dança acima das notas. Dessa insuficiência de fôlego nascerá um novo estilo, o precursor do sucesso do bebop, que influenciara de forma permanente todos os saxofonistas de jazz. Lady Day já lhe havia predito:

- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.

Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de Lester que vai embora e ingressa na orquestra de Andy Kirk (Andrew Kirk, 1898-1992), em Kansas City. A orquestra e a mulher de Fletcher acabaram ganhando dele. Fonte:Billie Holiday - Biografia, Sylvia Fol.


Rehearsal for God Bless the Child


Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

2004 - Jazz Ballads 17 - Tenor Giants



Artista: VA
Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Jazz, Bebop, Big Bang, Free Jazz


 O saxofone tenor tornou-se mais conhecido do público em geral através do seu uso frequente no jazz. Foi o gênio pioneiro de Coleman Hawkins em 1930, que deu ao saxofone tenor o seu papel tradicional de acrescentar peso ao conjunto. Como resultado de sua proeminência no jazz norte-americano, o instrumento também tem destaque em outros gêneros, e foi dito que muitas inovações na música americana foram iniciadas por saxofonistas tenores. De fato, os instrumentistas que mais gravaram nas duas últimas décadas provavelmente foram os saxtenoristas, ocupando o lugar que já foi dos trompetistas. Essa proeminência se deve, em grande parte, à atração que o jazz fusion tem pelo tenor da família de instrumentos inventados pelo belga Adolphe Sax. Um conjunto típico de jazz fusion na atualidade se compõe de sax tenor ou soprano, teclados eletrônicos, guitarra, contrabaixo elétrico e bateria. No entanto, o sax tenor tem uma rica história que antecede em muito os modismos recentes, e que remonta a mestres como Coleman Hawkins e Lester Young.


- Dexter Gordon é considerado o principal saxofonista tenor a emergir durante a era do bebop. Começou estudando clarinete, que depois trocou pelo sax tenor. Sua carreira começou em 1940 com Lionel Hampton. Já em 1941 o grande Coleman Hawkins afirmou que Dexter era um de seus tenoristas favoritos. Dexter tocou em seguida com Nat King Cole, Lester Young, Fletcher Henderson e Louis Armstrong. Também tocou com Dizzy Gillespie. Um de seus principais parceiros era Wardell Gray, com quem também travou batalhas de tenores que ficaram célebres.

- Wardell Gray foi um saxofonista tenor de jazz que navegava no swing e bebop. Foi um dos tenores a surgir durante a era bop junto com Dexter Gordon e Teddy Edwards e influenciado por Lester Young. Ele cresceu em Detroit, tocando em bandas locais. E depois com Earl Hines. Quando se mudou para Los Angeles se tornou uma parte importante da cena do jazz com Dexter Gordon. Gray gravou com Charlie Parker e com Benny Goodman. De volta a Nova York tocou e gravou com Tadd Dameron e Count Basie.

- Sonny Stitt foi um dos saxofonistas mais ativos do jazz dos anos 1950 até sua morte em 1982. Quando Stitt entrou no mundo do jazz o difícil estilo bebop estava apenas começando a crescer. Especializando-se em tenor e saxofone alto, Stitt também tocava sax barítono e mais raro ainda o saxofone Varitone que chegou ao mercado em 1960. Não é tão conhecido como alguns de seus contemporâneos, mas Sonny Stitt ajudou a fazer o saxofone mais estreitamente identificado com o jazz em geral.

- Illinois Jacquet nascido Jean-Baptiste Jacquet se juntou a Milton Larkin Orquestra com 15 anos, e depois à Orquestra de Lionel Hampton. Tocou na banda de Count Basie, e formou seu próprio sexteto Illinois Jacquet Big Band. É considerado o primeiro solista de sax de R&B e gerou toda uma geração de tenores mais jovens e seu tom emocional forte o definiu como o som da escola tenor do Texas.

- Al Cohn foi um excelente saxofonista, arranjador e compositor, e muito admirado pelos seus colegas músicos. Mas foi quando substituiu Herbie Steward que Cohn começou a causar uma forte impressão. Ele realmente foi ofuscado por Stan Getz e Zoot Sims durante este período, mas, ao contrário dos outros dois tenores, ele também contribuiu com arranjos.

- John Haley ‘Zoot’ Sims seguindo os passos de Lester Young era um saxofonista tenor inovador. Ao longo de sua carreira, tocou com bandas de renome, incluindo Benny Goodman, Artie Shaw, Stan Kenton e Buddy Rich. Sims era conhecido entre seus pares como um dos mais fortes swingers.

- Flip Phillips, que irritou alguns críticos no início, foi um excelente saxofonista tenor que inicialmente tocava clarinete em um restaurante do Brooklyn durante os anos 30 e depois passou um tempo nas bandas de Benny Goodman.

- Bill Harris no início de sua carreira, tocou com Benny Goodman, Charlie Barnet e Eddie Condon. Juntamente com Flip Phillips, ele se tornou um dos esteios do grupo de Benny Goodman em 1959. Mais tarde, Harris trabalhou em Las Vegas.

Boa audição - Namastê



sábado, 23 de novembro de 2019

2004 - Jazz Ballads Vol.06 - Coleman Hawkins


Album: Jazz Ballads Vol.06
Artista: Coleman Hawkins
Lançamento: 2004
Selo: Membran Music
Genero: Jazz, Bebop, Swing
O americano Coleman Hawkins (1904-1969) foi uma figura fundamental na evolição do saxofone no nos atribultos do jazz. Ainda nos anos 20, fez do sax tenor um instrumento de destaque onde sem ele talvez o mundo não escutasse monstros consagrados como, Charlie Parker, 
John Coltrane ou Joshua Redman.
Boa audição - Namastê

domingo, 28 de junho de 2015

1962 - Bluesy Burrell - Kenny Burrell with Coleman Hawkins

Artista: Kenny Burrell & Coleman Hawkins
Álbum: Bluesy Burrell
Selo: Prestige / Moodsville
Ano: 1962 / 2008
Gênero: Jazz, Guitar Jazz

04. Montono Blues
Personnel: Kenny Burrell (guitar); Coleman Hawkins (tenor saxophone); Leo Wright (alto saxophone); Tommy Flanagan, Gildo Mahones (piano); Major Holley, George Tucker (bass); Eddie Locke, Jimmie Smith (drums); Ray Barretto (congas). Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on September 14, 1962 and August 15, 1963.

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)


Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop


A Keynote Records foi uma gravadora fundada pelo dono de uma loja de discos Eric Bernay em 1940. Os lançamentos iniciais da gravadora foram canções folk e de protesto da União Soviética e da Guerra Civil Espanhola, seguidos por vários lançamentos antiguerra de músicos americanos. A partir de 1943, a gravadora lançou gravações na linguagem jazzística produzidas por Harry Lim. O crítico musical John S. Wilson, em 1965, descreveu a produção jazzística da gravadora como "um reflexo extraordinariamente válido do espírito jazzístico da época". Um investimento imprudente em uma fábrica de discos em 1947 levou a empresa à falência em 1948, passando a ser controlada pela Mercury Records. As sessões de jazz do Keynote foram relançadas em 1986, quando a Nippon Phonogram/PolyGram lançou um conjunto de 21 LPs com 115 takes inéditos. Robert Palmer, no The New York Times, em outubro de 1986, descreveu-o como "uma adição muito mais substancial ao acervo de performances de jazz clássico absolutamente essenciais do que se poderia esperar ou almejar tão tarde". Em 2013, um conjunto de 11 CDs com gravações de jazz do Keynote foi lançado pelo selo espanhol Fresh Sound. Donald Clarke, escrevendo sobre Lim para o Keynote, descreveu-o como alguém que sabia o que estava fazendo e que conseguia "bom som, sem truques". (Wikipedia) A Keynote Jazz Collection 1941-1947 (2013) é um impressionante box com 11 CDs lançado pela Fresh Sound Records, reunindo uma rica coleção de gravações de jazz de um período transformador na história do gênero. Se você gosta de swing, bebop e jazz de pequenos grupos, esta coleção é um verdadeiro tesouro. A Keynote Records foi uma das gravadoras mais influentes de sua época, capturando a vibração e a espontaneidade do jazz durante a década de 1940. Este repertório destaca músicos lendários como Lester Young, Coleman Hawkins, Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Dinah Washington, além de preciosidades menos conhecidas que pintam um panorama mais completo da evolução do jazz. Nestas faixas lindamente remasterizadas, pode se ouvir a experimentação da época em fraseado, ritmo e arranjos de conjunto — cada sessão transborda a energia de músicos que desafiam os limites. A variedade de estilos aqui é impressionante. Você encontra a elegância suave e sedosa do Lester Young Quartet, entregando performances de destaque como Just You, Just Me e I Never Knew. E há também Coleman Hawkins, cujo "Cattin' at Keynote" é repleto de arrogância e brilhantismo técnico. Dinah Washington traz seu blues soul característico, brilhando em faixas como Evil Gal Blues e Salty Papa Blues, provando por que ela se tornou uma das vocalistas mais inesquecíveis da época. Além dos nomes mais conhecidos, este box também explora profundamente a lista de artistas do Keynote, apresentando aos ouvintes músicos fantásticos, mas às vezes esquecidos. Faixas como "Battle of the Saxes", de Coleman Hawkins and His Sax Ensemble, ou "Thru' for the Night", de Cozy Cole, destacam a interação e a química entre os músicos durante essas sessões. Há também um toque de arranjos exóticos e experimentais, como "Curry in a Hurry", do Charlie Shavers Quintet, que adiciona um toque lúdico ao fraseado clássico do jazz. A Fresh Sound Records fez um trabalho incrível na embalagem, incluindo um livreto de 124 páginas repleto de insights históricos, fotos e notas que contam a história por trás de cada gravação. Há até um pôster desdobrável, fazendo com que esta coleção pareça uma celebração da era de ouro do jazz, em vez de apenas mais uma coletânea. Seja você um colecionador dedicado ou simplesmente alguém que adora descobrir jazz clássico, a Coleção Keynote Jazz é uma experiência essencial. É um retrato de uma era vibrante, repleta de performances inesquecíveis que ainda hoje soam atuais. 

Boa audição - Namastê

sexta-feira, 17 de julho de 2020

2004 - Jazz Ballads 13 - Roy Eldridge & Dizzy Gillespie

Lançamento: 2004 
Selo: Membran Music
Gênero: Trompete, Jazz Bebop, 
Roy Eldridge foi um trompetista de jazz, um dos músicos mais importantes e criativos da época. Influenciado por saxofonistas, como Coleman Hawkins desenvolveu uma técnica rápida e ágil, combinados com a sofisticação harmônica. O som dominante do seu instrumento no estilo swing exerceu uma forte influência sobre músicos do bebop. Durante sua carreira ativa como músico de jazz, Roy Eldridge foi muitas vezes ignorado em favor de seus contemporâneos Dizzy Gillespie e Louis Armstrong, que cultivavam uma personalidade mais extrovertida. No entanto, a própria extensão e versatilidade de sua carreira demonstraram talento nos anos de 1920 e início dos anos 1930 como líder de sua própria banda. Tocou também com Fletcher Henderson (1935-1936) e com as grandes bandas de Gene Krupa e Artie Shaw em 1940, líderes de bandas compostas somente de brancos. A integração de músicos brancos e negros no palco ainda era um assunto de grande controvérsia, e a presença de Eldridge na seção de metais dos grupos representou um importante passo. No entanto, ele mesmo teve que enfrentar a humilhação freqüente dos proprietários dos clubes e os gerentes de restaurantes e hotéis. Um homem sensível e orgulhoso, Eldridge foi ferido profundamente, e as feridas nunca foram completamente cicatrizadas. Depois de um exílio auto-imposto na Europa no início dos anos 1950, Eldridge retornou aos Estados Unidos e trabalhou com alguns dos maiores nomes do jazz, incluindo Ella Fitzgerald, Coleman Hawkins, e a Count Basie Orchestra.
Dizzy Gillespie é facilmente reconhecido por suas bochechas inchadas e trompete angular incomum. Ele também foi compositor, arranjador e maestro, e uma das figuras chaves no nascimento e um dos principais inovadores do bebop. Apelidado de ‘Dizzy’ por suas travessuras cômicas e influenciado por Roy Eldridge tocou na década de 30 em grandes bandas lideradas por Cab Calloway, Earl Hines, Billy Eckstine, Teddy Hill e Lionel Hampton. Ao longo dos anos 40 e 50 conduziu as suas próprias bandas e excursionou pelo mundo tocando sua música complexa. Com Charlie Parker, Thelonious Monk e Miles Davis, inaugurou a era do bebop e popularizou o uso de ritmos afro-cubanos no jazz. Na década de 1950 ele começou a usar o trompete com o sino dobrado para cima em 45 graus, uma peculiaridade que se tornou sua assinatura. Seu virtuosismo e humor fizeram dele um dos músicos mais carismáticos e influentes do jazz. Técnica e versatilidade fazem dele o trompetista de jazz líder após Armstrong.


Boa audição - Namastê

terça-feira, 20 de setembro de 2022

# 077 - Le Dernier Message De - Lester Young (1959)

Artista: Lester Young

Álbum: Jazz in Paris 077

Lançamento: 2001

Selo: Gitanes Jazz Produção

Gênero: Bop



 Lester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940. Certa vez, Young observou que seu estilo era muito parecido com o cantar de Billie Holiday. Na autobiografia de Billie, ‘Lady Sings the Blues’, Lester é citado como tendo dito que ao ouvir os discos de Billie em duetos com ele teve a impressão de que o saxofone e a voz de Billie soavam como uma única voz, e se prestasse mais atenção era como se fossem uma só pessoa. A verdade é que ele amava Billie Holiday. Se o quente do jazz foi definido por Louis Armstrong em 1920, o lado lírico do jazz encontrou seus expoentes perfeitos em Billie Holiday e Lester Young durante os anos 30 e 40. Suas colaborações revelaram um lado diferente na arte do jazz. A emoção, a simplicidade e a força de expressão que somente são conseguidos através da sensibiidade. Como se para esta música sensível de Billie e Lester fosse necessário algum tipo de magnestismo, atração mútua para tornar isso possível. Ou simplesmente um romance musical. ‘All of Me’, a minha predileta, revela tudo isso. Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

Tenor Saxofone – Lester Young

Piano - René Urtreger

Guitarra - Jimmy Gourley

Contrabaixo - Jamil Nasser

Bateria - Kenny Clarke


Gravado em 1959 At The Studio Hoche, Paris.

Boa audição - Namastê

terça-feira, 2 de maio de 2023

Lester Young – The Complete Aladdin Recordings Of Lester Young

Artista: Lester Young 

Álbum: The Complete Aladdin Recordings

Lançamento: 1995

Selo: Blue Note

Gênero: Swing, Bop

Lester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940. Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

Sax. Alto – Willie Smith (faixas: 1-9 a 1-12, 2-17 a 2-22)

Baixo – Curly Russell (faixas: 2-13 a 2-16), Curtis Counce (faixas: 1-9 a 1-12), Junior Rudd (faixas: 2-17 a 2-22), Red Callender (faixas: 1 -1 a 1-8, 1-13 a 1-16), Rodney Richardson (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Ted Briscoe (faixas: 2-5 a 2-9)

Bateria – Chico Hamilton (faixas: 1-13 a 1-16), Henry Tucker ( faixas: 1-5 a 1-8, 2-17 a 2-22), Johnny Otis (faixas: 1-9 a 1- 12), Lyndall Marshall (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Roy Haynes (faixas: 2-5 a 2-9), Tiny Kahn (faixas: 2-13 a 2- 16)

Guitarra – Chuck Wayne (faixas: 2-13 a 2-16), Dave Barbour (faixas: 2-17 a 2-22), Fred Lacey (faixas: 1-17 a 2-9), Irving Ashby (faixas: 1 -13 a 1-16), Nasir Barakaat (faixas: 2-10 a 2-12)

Piano – Argonne Thornton (faixas: 1-17 a 2-12), Dodo Marmarosa (faixas: 1-5 a 1-8), Gene DiNovi (faixas: 2-13 a 2-16), Jimmy Bunn (faixas: 2 -17 a 2-22), Joe Albany (faixas: 1-13 a 1-16), Nat Cole (faixas: 1-1 a 1-4), Wesly Jones (faixas: 1-9 a 1-12))

Saxofone Tenor – Lester Young

Trombone – Vic Dickenson (faixas: 1-5 a 1-12)

Trompete – Howard McGhee (faixas: 1-9 a 1-12), Shorty McConnell (faixas: 1-17 a 2-12)

Vocais – Helen Humes (faixas: 2-18 a 2-22)


# 1-1 a 1-4: Gravado em Los Angeles, 15 de julho de 1942

# 1-5 a 1-8: Gravado em Los Angeles, dezembro de 1945

# 1-9 a 1-12: Gravado em Los Angeles Angeles, janeiro de 1946

# 1-13 a 1-16: Gravado em Los Angeles, agosto de 1946

# 1-17 a 2-4: Gravado em Chicago, outubro de 1946

# 2-5 a 2-9: Gravado na Radio Recorders, Los Angeles, 18 de fevereiro de 1947

# 2-10 a 2-12: Gravado na cidade de Nova York, 2 de abril de 1947

# 2-13 a 2-16; Gravado no WOR Studio, em Nova York, 29 de dezembro de 1947

# 2-17 a 2-22: Gravado em Los Angeles, 22 de dezembro de 1947

Boa audição - Namastê

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Boxser: The Perfect Jazz Collection 25 Original Albums (CD12)

Artista: Sonny Rollins
Lançamento: 1963 / 2010
Selo: Columbia / Great Jazz Composers Series
Gênero: Bop


Sonny Meets Hawk! álbum de 1963 do saxofonista de jazz Sonny Rollins com Coleman Hawkins aparecendo como artista convidado gravado no RCA Victor Studio B na cidade de Nova York em 15 e 18 de julho de 1963. O álbum apresenta algumas das interpretações mais vanguardistas de Rollins marcando a primeira vez que os dois saxofonistas entraram juntos em um estúdio de gravação, embora tenham aparecido juntos no palco brevemente naquele mesmo ano no Newport Jazz Festival.

Sonny Rollins – Sax. Tenor
Coleman Hawkins – Sax. Tenor
Paul Bley – Piano
Roy McCurdy – Bateria
Bob Cranshaw – Baixo (faixas 01, 02 e 05) – gravado em 15 de julho
Henry Grimes – Baixo (faixas 03,04 e 06) – gravado em 18 de julho
Don Cherry – Trompete


Boa audição - Namastê
 

sábado, 14 de outubro de 2023

Lançamento: 1995
Selo: Blue Note
Gênero: Swing, Bop


Lester Young foi um músico cujo estilo inovador no saxofone teve uma grande influência sobre outros grandes nomes do instrumento. Ele era particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Com olhos verdes e cabelos avermelhados, vestia ternos trespassados e chamativos e chapéu estilo ‘pork pie’, sua outra marca, que foram copiados por várias gerações de músicos do jazz. O estilo exuberante de Young incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos estranhos. Com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester Young e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940. Lester Young gravou para o selo ‘Aladdin’ entre 1945 e 1947, liderando uma série de pequenos grupos que variavam de quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. Além das sessões de ‘Aladdin’, este dois CDs incluem músicas com o trio de 1942 que tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing. Há também uma sessão de 1945 com a cantora Helen Humes com a participação fantástica do trompetista Snooky Young e o saxofonista Willie Smith, bem como Lester Young.

 Sax. Alto – Willie Smith (faixas: 1-9 a 1-12, 2-17 a 2-22)
Baixo – Curly Russell (faixas: 2-13 a 2-16), Curtis Counce (faixas: 1-9 a 1-12), Junior Rudd (faixas: 2-17 a 2-22), Red Callender (faixas: 1 -1 a 1-8, 1-13 a 1-16), Rodney Richardson (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Ted Briscoe (faixas: 2-5 a 2-9)
Bateria – Chico Hamilton (faixas: 1-13 a 1-16), Henry Tucker ( faixas: 1-5 a 1-8, 2-17 a 2-22), Johnny Otis (faixas: 1-9 a 1- 12), Lyndall Marshall (faixas: 1-17 a 2-5, 2-10 a 2-12), Roy Haynes (faixas: 2-5 a 2-9), Tiny Kahn (faixas: 2-13 a 2- 16)
Guitarra – Chuck Wayne (faixas: 2-13 a 2-16), Dave Barbour (faixas: 2-17 a 2-22), Fred Lacey (faixas: 1-17 a 2-9), Irving Ashby (faixas: 1 -13 a 1-16), Nasir Barakaat (faixas: 2-10 a 2-12)
Piano – Argonne Thornton (faixas: 1-17 a 2-12), Dodo Marmarosa (faixas: 1-5 a 1-8), Gene DiNovi (faixas: 2-13 a 2-16), Jimmy Bunn (faixas: 2 -17 a 2-22), Joe Albany (faixas: 1-13 a 1-16), Nat Cole (faixas: 1-1 a 1-4), Wesly Jones (faixas: 1-9 a 1-12))
Saxofone Tenor – Lester Young
Trombone – Vic Dickenson (faixas: 1-5 a 1-12)
Trompete – Howard McGhee (faixas: 1-9 a 1-12), Shorty McConnell (faixas: 1-17 a 2-12)
Vocais – Helen Humes (faixas: 2-18 a 2-22)

# 1-1 a 1-4: Gravado em Los Angeles, 15 de julho de 1942

# 1-5 a 1-8: Gravado em Los Angeles, dezembro de 194

# 1-9 a 1-12: Gravado em Los Angeles Angeles, janeiro de 1946

# 1-13 a 1-16: Gravado em Los Angeles, agosto de 1946

# 1-17 a 2-4: Gravado em Chicago, outubro de 1946

# 2-5 a 2-9: Gravado na Radio Recorders, Los Angeles, 18 de fevereiro de 1947

# 2-10 a 2-12: Gravado na cidade de Nova York, 2 de abril de 1947

# 2-13 a 2-16; Gravado no WOR Studio, em Nova York, 29 de dezembro de 194

# 2-17 a 2-22: Gravado em Los Angeles, 22 de dezembro de 1947

Boa audição - Namastê


sábado, 12 de agosto de 2023

Boxset CD 06 - Lester Young - Lullaby Of Birdland [Rec. 1959]

Artista: Lester Young
Lançamento: 2009
Selo: Membran
Gênero: Bebop, Cool jazz


 O estilo exuberante de Prez incluía a maneira de tocar o saxofone em ângulos um tanto estranho com o seu saxofone para cima em um ângulo de 45 graus, fazia a presença de Young no palco era impressionante. Suas frases, tanto em palavras quanto na música, tornaram-se lendárias entre outros músicos. Lester e seu contemporâneo Coleman Hawkins são frequentemente listados como as torres gêmeas do saxofone do jazz moderno. Um dos gigantes do jazz, Lester ao invés de adotar a abordagem então dominante de Coleman Hawkins veio com uma concepção completamente diferente. Um não-conformista que foi importante para o desenvolvimento progressivo do cool jazz, que surgiu no final de 1940. Particularmente conhecido por seu trabalho com a banda de Count Basie nos anos 30 e 40 e nas gravações com a vocalista Billie Holiday a quem apelidou de ‘Lady Day’ e esta, por sua vez, o apelidou de ‘presidente’, mais tarde encurtado para ‘pres’ ou ‘prez’. Certa vez, Young observou que seu estilo era muito parecido com o cantar de Billie Holiday. Na autobiografia de Billie, ‘Lady Sings the Blues’, Lester é citado como tendo dito que ao ouvir os discos de Billie em duetos com ele teve a impressão de que o saxofone e a voz de Billie soavam como uma única voz e se prestasse mais atenção era como se fossem uma só pessoa. A verdade é que ele amava Billie Holiday. Se o quente do jazz foi definido por Louis Armstrong em 1920, o lado lírico do jazz encontrou seus expoentes perfeitos em Billie Holiday e Lester Young durante os anos 30 e 40. Suas colaborações revelaram um lado diferente na arte do jazz. A emoção, a simplicidade e a força de expressão que somente são conseguidos através da sensibilidade. Como se para esta música sensível de Billie e Lester fosse necessário algum tipo de magnetismo, atração mútua para tornar isso possível. Ou simplesmente um romance musical. ‘All of Me’, a minha predileta, revela tudo isso. Young liderou uma série de pequenos grupos que variavam de trios, quintetos para sextetos. E a formação dos grupos poderia ser simplesmente casual e incluíam fiéis da era swing ou boppers dedicados. Parece que isso pouco importava para Lester Young. Seu som era uma das maravilhas do jazz, e não apenas por sua transparência, mas por sua suavidade. O trio de 1942 tinha Nat ‘King’ Cole no piano e Red Callendar no baixo. O solo de Young em ‘Indiana’ é uma das maravilhas do swing.  Tornou o favorito de uma nova geração de músicos de jazz, entre eles John Coltrane, Sonny Rollins e Stan Getz. E foi o destaque no filme ‘Jammin’ the Blues’, um curta de 1944 com vários proeminentes músicos de jazz reunidos em uma raríssima de ‘jam session’. 


Barclay Studios, 02 de março, 1959 - Paris

Sax. Tenor - Lester Young
Piano - René Urtregger
Guitarra - Jimmy Gourley
Baixo - Jamil Nasser
Bateria - Kenny Clarke

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Boxser: The Keynote Jazz Collection, 1941-1947 (11xCDs)

Artista: VA
Lançamento: 2013
Selo: Fresh Sound Records / FSR-CD 815
Gênero: Swing, Bop

"Você encontrará algumas das melhores performances de Lester Young e Willie Smith aqui. Apresentações de piano gigantescas abundam de Nat Cole, Teddy Wilson, Johnny Guarnieri e Hines. Nesta caixa maravilhosa estão as faixas dos EUA que estão faltando no conjunto de Coleman Hawkins do Mosaic. E os trompetistas nessas faixas eram Buck Clayton e Charlie Shavers, ambos no auge de suas carreiras. Não há muito do trompetista Joe Thomas disponível hoje em dia, mas aqui está sua obra-prima, Pocatello. Uma boa dose do excelente Bill Harris é composta por uma das melhores sessões posteriores do Teagarden, onde ele canta uma bela versão de Home, com acompanhamento soberbo do grupo de Wettling, Hawkins novamente desenfreado e piano deslumbrante do pouco conhecido som semelhante de Tatum, Herman Chittinson. Rex Stewart tem uma sessão tipicamente original, culminada por sua evocativa música Swamp Mist. A banda inclui Lawrence Brown, Harry Carney e Tab Smith. Arnold Ross tem Benny Carter em seu quinteto. Há um pouco de Bud Freeman refrescante, com Shavers, Billy Butterfield, Ed Hall, Wild Bill, Peanuts, Dave Tough, Joe Sullivan e Gene Schroeder. Bucks está de volta ao grupo de JC Heard, e há oito faixas gravadas em Nova Orleans pelo sete integrantes de Irving Fazola. Joe Thomas está em várias das bandas, incluindo o saxofonista Pete Browns, e Shavers e Jonah Jones se juntam a Budd Johnson para formar uma linha de frente animada para uma versão dos Keynoters. A outra banda com o mesmo nome tem um trabalho de piano deslumbrante de Nat Cole como backing vocal de Willie Smith, e o outro grupo de Willie irrompe com solos deslumbrantes de Les Paul em grande forma. Até Shorty Rogers aparece em alguns de seus primeiros trabalhos (1945), juntamente com Don Byas e Cozy Cole, e Ralph Burns, Flip, Bill Harris, Bauer e Tough cruzaram a estrada da banda de Herman para se juntar ao grupo de Chubby Jackson. O Kansas City Seven de 1944 teve Lester em sua melhor forma, com grande execução de Buck Clayton, Dickie Wells e um pianista chamado Prince Charming, elevado em posição de Conde. Os quartetos Young são deslumbrantes, principalmente pelo trabalho de piano de Guarnieri. É Billy Taylor o baixista, não o pianista, e seu Big Eight inclui Harry Carney, Johnny Guarnieri e um Harvey no contralto. Havia um filme na época (1944) sobre um coelho gigante com esse nome, e o apelido de Johnny Hodges era Rabbit. Vai entender. O conjunto de trompete de Eldridge inclui Joe Thomas e Emmett Berry, com Guarnieri novamente, e a versão de saxofone de Hawks tem Tab Smith, Byas e Carney com Guarnieri novamente. Essas ótimas faixas, como alguns dos quartetos e quintetos de Hawkins, chegaram aqui em LPs da Phillips, enquanto o material de Young foi gravado em um Mercury de 10 polegadas. Muitas das gravações foram feitas para discos de 78 polegadas de 12 polegadas, o que resulta em muitas performances relaxadas e prolongadas. É bom que, mais de meio século depois de Harry Lim, dono do selo Keynote, se tornar um benfeitor tão prolífico do jazz, suas gravações sejam tão lindamente apresentadas pela Fresh Sound. Jordi Pujol merece ser parabenizado pela apresentação imaginativa e implacável da música. O livreto de 124 páginas está repleto de textos e fotografias fascinantes. Os CDs, em capas de cartão resistentes, têm sua própria caixa, e essa caixa e o livreto estão contidos em outra caixa. Cinco estrelas? Esta caixa deveria ter seu próprio sistema de estrelas e receber 10."
— Steve Voce (março de 2014)Jazz Journal

Boa audição - Namastê