Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Coleman Hawkins. Classificar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Coleman Hawkins. Classificar por data Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

1963 - Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins (Re-Link)

Aos quinze anos, durante sua juventude no Harlem, Sonny Rollins era devoto de Charlie Parker e Coleman Hawkins. O último teve influência vital na carreira de Rollins, fazendo com que abandonasse o sax alto e se rendesse ao poderoso som do sax tenor. As principais características que Sonny herdou de seu mestre foram o timbre robusto, vigoroso e cheio de vibratto, assim como a capacidade de executar diversos solos de sax tenor sem acompanhamento algum, peculiaridade facilmente perceptível em seu “The Solo Álbum”, de 1985. Em 1963, Hawkins convocou Rollins para tocar no Festival de Newport, nascendo daí a idéia de gravar o álbum “Sonny meet Hawkins”. Acompanhados do trio formado por Paul Bley (Piano), Bob Cranshaw e Henry Grimes (Baixo) e Roy McCurdy (Bateria), os dois se colidem constantemente, mantendo suas marcas vigorosas de energia e improviso. A harmonia entre eles é notável, ratificando um maravilhoso encontro de gerações entre os dois maiores saxtenoristas de seus tempos.

Sonny Meets Hawk! - Sonny Rollins and Coleman Hawkins

Tracks:

1. Yesterdays
2. All the Things You Are
3. Summertime
4. Just Friends
5. Lover Man
6. At McKies

Credits:

Paul Bley - Piano
Bob Cranshaw - Bass
Henry Grimes - Bass
Coleman Hawkins - Sax (Tenor), Guest Appearance
Roy McCurdy - Drums
Sonny Rollins - Sax (Tenor)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

1962 - Desafinado: Bossa Nova and Jazz Samba - Coleman Hawkins

Muito foi escrito sobre bossa nova, mas poucos conhecem o verdadeiro início dessa expansão triunfal. Os livros sobre o assunto são confusos e incipientes em relação ao encontro inicial do jazz com a bossa nova, contando histórias diferentes e de teor informal. Tudo começou em 1959, quando a bossa nova já era música da juventude brasileira com a explosão de João Gilberto em "Chega de Saudade" e "Desafinado", um compacto duplo pela odeon Brasil. Nesse ano veio ao Brasil o guitarrista Charlie Byrd e surpreso com o que ouviu e ao regressar aos EUA, gravou musicas mesclando bossa nova com canções mais antigas, porém sem qualquer repercussão. O verdadeiro passo inicial desse encontro aconteceu em julho de 1961 quando vieram ao Brasil a caravana "American Jazz Festival", integrada por 14 músicos, uma cantora e o quinteto de Dizzy Gillespie que aqui tomaram conhecimento da bossa. A vinda do AJF transformou-se num marco histórico para a bossa, pois seus integrantes e os músicos de Gillespie, nela vislumbraram novas formas de expressão, foram os verdadeiros pioneiros pela sua expansão mundial. Mas a explosão mundial da bossa nova ocorreu mesmo quando Charlie Byrd Parker e o saxofonista Stan Getz gravaram "Jazz Samba". Uma das músicas "Desafinado" ocasionou o desenfreado sucesso da bossa nova, vendendo 1 milhão e 600 mil cópias nas duas primeiras semanas. O sucesso de Desafinado despertou a atenção de músicos, empresários, agentes e editores musicais. Essa foi a pedra fundamental que abriu as portas de um mercado internacional de trabalho para nossos artistas. Dizzy Gillespie passou a tocar bossa nova, agregando ao seu quinteto o guitarrista José Paulo e a cantora carioca Carmen Costa. Lalo Schifrin - pianista de Gillespie, gravou com o saxofonista Leo Wright "Wave, Insensatez e Rapaz" em seu repertório. Mas o marco de fisão mesmo aconteceu quando Sidney Fry, então presidente da gravadora Audio Fidelity, teve a luminosa idéia de realizar um concerto de bossa nova no Carnegie Hall, que foi gravado e editado por seu selo. Esse evento levou a New York numerosos músicos e cantores brasileiros, apresentando-se por lá: Sergio Mendes (que por sinal passou a morar em NY), Oscar Castro Neves, Roberto Menescal, Agostinho dos Santos entre outros nomes que se despontava na Bossa. Inumeros Musicos como Stan Getz, Sarah Vaughan, Frank Sinatra (com Tom Jobim), Ella Fitzgerald entre outos postaram passaram a colocar em suas discografias o tom verde amarelo da bossa. Gravado em 12 de Setembro de 1962 para a Impulse, "Desafinado: Bossa Nova and Jazz Samba" do saxofonista tenor Coleman Hawkins tornou-se um icone entre os apreciadores de Bossa como um autentico albúm de vanguarda, bem acentuado nos detalhes que se emprega na nova música, assim como a elaboração dos musicos nas tonalidades fiel do ritimo. Sabe-se que Hawkins cercou de todos os lados para a realização deste trabalho, chegando a cogitar remanejamento de musicos brasileiros nas suas gravações. Depois de um minucioso estudo de albuns de bossa, documentarios e depoimentos de quem era da area, desafinado tomou corpo e se tornou um mito que hoje é reverenciado pelos amantes da bossa nova. Este album tem na sua magesta embrionaria, as maões de Rudy Van Gelder, o engenheiro de som da Impulse em seu estudio localizado ainda nas dependencias da casa de seus pais. Fantastico album e um item para os amantes do Jazz in Bossa.

Faixas:
01 - Desafinado
02 - I'm Looking Over A Four Leaf Clover (Jazz Samba)
03 - Samba Para Bean
04 - I Remember You
05 - One Note Samba (Samba De Uma Nota So)
06 - O Pato (The Duck)
07 - Un Abraco No Bonfa (An Embrace To Bonfa)
08 - Stumpy Bossa Nova

Músicos:
Coleman Hawkins - Sax. Tenor
Tommy Flanagan - Claves
Barry Galbraith, Howard Collins - Guitarras
Major Holley - Baixo Acustico
Eddie Locke - Bateria
Willie Rodriguez - Percussão

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O Presidente, a Duquesa e Lady Day

Pouco depois da apresentação no Apollo, sua ligação com Bobby Henderson termina brutalmente. Billie descobre que o jovem tão bem educado já é casado. Ela perdeu um amante, mas encontrará nesse mesmo ano aquele que a irá acompanhar musical e efetivamente até o fim de sua vida. Um jovem saxofonista recém-chegado do Mississipi: Lester Young (1909-1959). Ele vinha de Kansas City, onde tocava com a orquestra de Count Basie e fora contratado por Fletcher Henderson para substituir Coleman Hawkins, o saxofonista que todos adoravam na época. Ele começou no Cotton Club. Não foi fácil para o jovem Lester na época com 27 anos, substituir uma personalidade tão forte como Hawkins. Enquanto o som de Hawkins é pujante e musculoso o de Lester é leve e gracioso. Os músicos da orquestra estão desapontados. Eles preferem Chu Berry (Leon “Chu” Berry, 1908-1941), um saxofonista cujo estilo é mais próximo do de Hawkins. Eles lhe dão claramente a entender que não gostam dele e não param de conversar baixinho enquanto ele toca. Fletcher, todavia, impôs Lester e lhe deu todo o apoio. Chegou até mesmo a hospedá-lo em sua casa durante algum tempo, a até sua mulher, Leora (Leora Meoux Henderson, 1919-1941, esposa, agente e empresária de sua orquestra, às vezes tocava instrumento de sopro) começou a reclamar. Billie o escutou pela primeira vez em um jan sessions. Foi no final de uma noite ou começo de uma manhã, ninguém lembra mais direito. Ali se encontrava a fina flor dos músicos de jazz entre eles o pianista Benny Carter (Benjamim Bennett “Benny” Carter, 1907-2005); Lester se juntou a turma com sua velha gaita reformada tanta vez, que as chaves estão com elásticos. Ainda que ao contrário de Billie, Lester se tenha beneficiado de uma solida formação musical, sua abordagem da musica é muito parecida - Simplicidade, intuição, sentimento. Nenhum efeito nos tempos fortes dos compassos, um Vibrato (efeito ligeiramente tremulante na melodia acrescentado ao tom vocal ou instrumental para maior expressividade e volume, obtendo por variação de altura rápida e leve) discreto, uma variação em torno de uma nota bem escolhida em vez de uma serie de ornamentos cintilantes. Um som ao mesmo tempo melancólico e langoroso e além disso, outra curiosidade: ele tocava seu saxofone tenor como se fosse contralto (mudando a afinação, mas não o timbre). Uma cumplicidade se estabeleceu de imediato entre Billie e ele. Um amor musical à primeira vista. Quando o saxofonista Chu Berry aparece, Benny Carter lhe faz um desafio. Uma justa musical com Lester. Do mesmo modo que Hawkins, Chu Berry é um astro do jazz. Quando ele toca, o publico batem o pés, assobiam e bate palmas em cadencia. Chu disse não ter trazido seu saxofone mais isso não é obstáculo para Bem Carter, que se ofereceu para busca-lo. Ele tinha plena confiança em Lester e esse concurso informal era uma forma de promovê-lo. Com qual peça eles vão começar? Chu Berry escolhe “I Got Rhythm” (Composição do musico clássico/popular judeu-americano George Gershwin, sobre texto de seu irmão Ira). Foi uma péssima escolha. É justamente o cavalo de batalha de Lester que já desenvolveu quinze variações diferentes sobre o mesmo tema. Chu levou uma sova de interpretação. Billie acompanha Lester ate seu hotel por nome Tereza. Enquanto caminham pelas calçadas desertas, de manhã bem cedo, descobre uma serie de gostos comuns entre eles ate marijuana. Tem o mesmo senso de humor. Eles tagarelam e riem bastante, os dois levemente chapados. Ao chegarem diante do hotel, Lester se inclina e beija-lhe a mão.

- Boa noite, Lady ou quem sabe, bom dia, Lady Day....

_ O dia esta claro.

_ Você sabe, o dono da casa esta me esperando, acrescentou ele.

_É um rato grande e gordo que se instalou sobre sua pilha de camisa e que volta sempre, por mais vassouradas que leva...

Billie, horrorizada lhe propõe imediatamente que venha se instalar em sua casa. Sade, que sempre prepara uma pequena ceia para os que deitam de madrugada, o recebeu de braços abertos. O apartamento é uma enfiada de pequenas peças ao comprido, como em um vagão de estrada de ferro, com uma entrada em cada porta. Uma dessas, pomposamente chamada de “sala de musica” é mobiliada com um velho piano desengonçado e as pilhas de disco de Billie.

_Você fica instalado aqui – diz-lhe Sadie, que logo é tomada de afeição por este homenzarrão desajeitado e de olhar reservado, com cabelos avermelhados que levam todos a chama-lo prontamente de Red.

Lester esta encantado. O pequeno apartamento nunca esta vazio, sempre tem frango frito e feijão vermelho para os músicos famintos, os conhecidos do bairro e as putas fugindo da policia, que se esconde o tempo suficiente para serem esquecidas. Os amigos de Billie costumam chamar sua mãe de Mama Holiday. Mas Sadie foi tão regaladamente generosa para com ele que Lester lhe presta outra homenagem. Passa a chama-la de Duquesa. Ele também escolhe para Billie um novo nome que permanecerá com ela mesma depois de sua morte. Muitos já chamavam de Lady. Foi ele quem encontrou Lady Day, acrescentando-lhe uma misteriosa poesia. Por que não Lady Night? Talvez porque ele a considerasse tão bela e luminosa à luz do dia como à noite em um lisonjeiro vestido de cetim, sob o feixe prateado de um refletor. Em resposta, Billie começou a lhe procurar um apelido carinhoso, algo que pudesse lhe qualificar a excelência, tanto como musico de primeiro plano como em sua condição de homem. O homem mais importante dos e Estados Unidos era o presidente Franklin D. Roosevelt (Franklin Delano Roosevelt, 1882-1945, o 32º presidente) . Leste era o melhor musico e merecia se chamado de Prez. O presidente, a duquesa e Lady Day passam juntos momentos deliciosos. Com seu maravilhoso senso de humor, sua benevolência e a elegância de seu caráter, ninguém duvida que a presença de Lester tenha contribuído para adoçar o relacionamento entre Billie e Sadie. Ela compreendeu logo que Lester é inofensivo e que entre eles não se passa nada de caráter sexual. Portanto, ela não tem nada a temer. Ele não vai lhe tirar a filha. Os dois jovens partilham de uma terna cumplicidade, não chegam a ser amantes, são muito mais que amigos. Uma espécie de ato amoroso que encontra seu clímax na fusão musical, ao passo que em casa são como irmãos, paparicados de pequenas atenções por sua mãe. Protetora em demasia, presente, se acreditamos em Billie, que afirma ficar agastada com os conselhos, reprovações e angustias de sua mãe. Ainda que ela demonstre um afeto caloroso e esteja sempre pronta a lhe prestar toda espécie de serviços, também faz marcação cerrada e enfia o nariz por toda parte, como se quisesse se imiscuir em cada aspecto da vida de sua filha e viver, através dela. Se ele vem as vezes escuta-la cantar é também para supervisiona-la, saber com quem ela se encontra, quem anda à volta dela, quanto é que ela ganha. Ela nunca esconde que tem medo de que sua filha vá embora e a deixe abandonada em uma solidão. Como ela mesma fez nos tempos de Baltimore.... Assim ela se gruda em Billie, ocupa o terreno inteiro com sua presença e sua lamúrias constante. Sadie exige demais e Billie precisa mantê-la a distancia. Mas ela não pode passar sem sua mãe. Sente-se responsável por ela. A cada noite lhe telefona para dizer aonde vai e com quem. Ela não diz necessariamente a verdade, mas sua mãe pode dormir tranqüila. A partir do momento em que terminou seu trabalho, Lester acompanha Billie aos restaurantes ou aos clubes. Ela adora escuta-lo iniciando um de seus fantásticos solos às suas costas, mas sem jamais atrapalhar seu canto, sem nunca se meter em seu caminho. Seu saxofone soa como uma segunda voz fazendo eco á sua. E a voz de Lady, sua maneira de moldar e dar às notas uma cor diferente, soa como um saxofone. Só vendo para crer o jeito que ele toca, balançando o saxofone da direita para a esquerda, levantando o instrumento bem alto para um dos lados, ao mesmo tempo em que modula as pernas, enquanto marca a cadencia com a ponta do pé. Além disso, Lester é elegante, com suas roupas bem talhadas. Usa um chapéu negro de copa dura, sem estilo espanhol. É um cara original. Sua maneira de falar é única. É um Jive (gíria dos negros do Harlem) deslocado, cheio de figuras poéticas de comparações, de metáforas invertidas. É preciso se acostumar com ele antes de conseguir compreender tudo. Seu saxofone foi batizado por ele de Lady Violet e arranja apelido para todos os músicos com quem se dá. E divide tudo com Billie, menos a cama. É Billie que o orienta através de Nova York, que o leva a conhecer todos os bons lugares, ensina a reconhecer os odores da grande cidade. As noites passam depressa – música, álcool e maconha. Nem é preciso sair a procura pela droga, há em toda parte. Nessa época a venda da marijuana ainda não era proibida. De fato a proibição perdeu fôlego. A partir de 05 de dezembro de 1933, o consumo de álcool se tornou legal novamente. Os sindicatos do crime se adaptam para o trafico ainda mais suculento dos estupefacientes. As drogas inundam mercado. Os bares, as boates noturnas e os músicos são seus primeiros alvos. Ainda que já tenha começado a falar por toda parte que Lester é tão bom, sob todos os aspectos, quando a mestre Coleman Hawkins, ele sai da orquestra de Fletcher Henderson, Leora, a mulher de Fletcher e o manager da orquestra, insistem com ele vezes sem contar que deve tocar de um jeito diferente, mais forte e mais viril, o mesmo tipo de sonoridade produzida por Coleman Hawkins. Lester prefere sair do conjunto. Ele não consegui de jeito nenhum imitar o “grande som” de Hawkins. Já experimentou toda a sua serie de truques para aumentar seu volume, já tentou tocar de uma porção de maneiras diferenciadas e nada. Mais não adianta. Ele se queixa a Billie que morre de rir. Ela também correu durante algum tempo atrás do “grande som”, o magnífico volume da voz de Bessie Smith. Até que renunciou as tentativas inúteis de cantar “St. Louis Blues "como ela”.

_Esqueça disso – é o que ela lhe aconselha – Nós não temos essa caixa de som e depois imitar qualquer um faz com que a gente perca o próprio “feeling” . Sem ele, você pode fazer o que quiser, não vai passar nunca da estaca zero.

Lester aprende a lição. Então passa a improvisar, marcar os tempos fracos em vez de marcar os fortes, evita o vibrato e inventa uma sonoridade sem timbre, muito peculiar dele, que dança acima das notas. Dessa insuficiência de fôlego nascerá um novo estilo, o precursor do sucesso do bebop, que influenciara de forma permanente todos os saxofonistas de jazz. Lady Day já lhe havia predito:

- Espere só que você vai ver. Daqui a uns tempos, todo mundo vai esta copiando seu estilo.

Mesmo que Fletcher Henderson lhe dê todo o apoio e firme a todos seus músicos que nenhum deles não lhe chega aos pés de Lester que vai embora e ingressa na orquestra de Andy Kirk (Andrew Kirk, 1898-1992), em Kansas City. A orquestra e a mulher de Fletcher acabaram ganhando dele. Fonte:Billie Holiday - Biografia, Sylvia Fol.


Rehearsal for God Bless the Child


Escrita por Billie Holiday e Arthur Herzog Jr. em 1939 com gravação em 09 maio de 1941 pelo SELO Okeh, 799 Seventh Avenue, New York City. Em sua autobiografia - Lady Sings the Blues, ela faz referencia a uma possível briga com sua mãe por causa de dinheiro a levando a compor a musica em conjunto com Herzog. Durante a discussão, Billie teria dito a frase: "God bless the child that's got his own..." (Deus abençoe a criança que tem o seu próprio...) e não completa a frase. A indignação com o incidente a levou a transformar em um ponto de partida para uma das mais belas interpretação de sua carreira. Outras fonte sugerem que a melodia foi tirada da bíblia, onde o sagrado e o profano teria inspirado essa melodia, embora a religião não ter muita importância em sua vida, com referencia em Mateus 25:29 "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado."

domingo, 28 de junho de 2015

1962 - Bluesy Burrell - Kenny Burrell with Coleman Hawkins

Artista: Kenny Burrell & Coleman Hawkins
Álbum: Bluesy Burrell
Selo: Prestige / Moodsville
Ano: 1962 / 2008
Gênero: Jazz, Guitar Jazz

04. Montono Blues
Personnel: Kenny Burrell (guitar); Coleman Hawkins (tenor saxophone); Leo Wright (alto saxophone); Tommy Flanagan, Gildo Mahones (piano); Major Holley, George Tucker (bass); Eddie Locke, Jimmie Smith (drums); Ray Barretto (congas). Recorded at the Van Gelder Studio, Englewood Cliffs, New Jersey on September 14, 1962 and August 15, 1963.

Boa audição - Namastê

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Great Day in Harlem

‘A Great Day in Harlem’, em preto e branco do então free lança Art Kane (Arthur Kanofsky), tirada as 10:00hs da manhã do dia 12 de Agosto de 1958, na 17 East 126th Street, Harlem, de um grupo de 57 notáveis do jazz e onde constam músicos como Hilton Jefferson, Benny Golson, Art Farmer, Wilbur Ware, Art Blakey, Chubby Jackson, Johnny Griffin, Dickie Wells, Buck Clayton, Taft Jordan, Zutty Singleton, Red Allen, Tyree Glenn, Miff Molo, Sonny Greer, Jay C. Higginbotham, Jimmy Jones, Charles Mingus, Jo Jones, Gene Krupa, Max Kaminsky, George Wettling, Bud Freeman, Pee Wee Russell, Ernie Wilkins, Buster Bailey, Osie Johnson, Gigi Gryce, Hank Jones, Eddie Locke, Horace Silver, Luckey Roberts, Maxine Sullivan, Jimmy Rushing, Joe Thomas, Scoville Browne, Stuff Smith, Bill Crump, Coleman Hawkins, Rudy Powell, Oscar Pettiford, Sahib Shihab , Marian McPartland, Sonny Rollins, Lawrence Brown, Mary Lou Williams, Emmett Berry, Thelonius Monk, Vic Dickenson, Milt Hinton, Lester Young, Rex Stewart, J.C. Heard, Gerry Mulligan, Roy Eldgridge, Dizzy Gillespie, Count Basie para a revista 'Esquire magazine'. A fotografia continua a ser um objeto importante no estudo da história do jazz.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

1958 - Thelonious Monk with John Coltrane - Thelonious Monk & John Coltrane

Artista: Thelonious Monk & John Coltrane
Álbum: Thelonious Monk with John Coltrane
Lançamento: 1958
Selo: Milestone
Gênero: Jazz, Bebop, Modern postbebop
 http://borboletasdejade.blogspot.com.br/2008/09/1961-thelonious-monk-with-john-coltrane.html
Resenha

Personnel: Thelonious Monk — piano, John Coltrane — tenor saxophone, Ray 
Copeland — trumpet, Gigi Gryce — alto saxophone, Coleman 
Hawkins — tenor saxophone, Wilbur Ware — bass, Shadow 
Wilson & Art Blakey — drums
Recorded at Reeves Sound Studios, New York City, April 12, 1957 (#6), June 26, 1957 (#3,5) e July, 1957 (#1,2,4)
Boa audição - Namastê

domingo, 5 de abril de 2015

1957 - At the Opera House - Ella Fitzgerald

Artista: Ella Fitzgerald
Álbum: At the Opera House
Lançamento: 1957
Selo: Verve

Recorded - September 29, 1957, Chicago Opera House, Chicago and October 7, 1957
Shrine Auditorium, Los Angeles.
Personnel: Ella Fitzgerald (Vocals); Oscar Peterson (Piano); Ray Brown (Double Bass); Herb Ellis (Guitar); Jo Jones (Drums) - 1-16; Roy Eldridge (Trumpet) - 17,18; J.J. Johnson (Trombone) - 17,18; Sonny Stitt (Alto Saxophone) - 17,18; Lester Young (Tenor Saxophone) - 17,18; Illinois Jacquet (Tenor Saxophone) - 17,18; Coleman Hawkins (Tenor Saxophone) - 17,18; Stan Getz (Tenor Saxophone) - 17,18; Flip Phillips (Tenor Saxophone) - 17,18 & Connie Kay (Drums) - 17,18.


Boa audição - Namastê

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

2006 - Best Jazz 100 - VA

Artista: VA
Titulo: Best Jazz 100
Lançamento: September 4, 2006
Selo: EMI Europe Generic
Genero: Jazz Collections

CD 1: Classic Jazz Vocals

01. I Left My Heart In San Francisco – Julie London
02. Something Cool – June Christy
03. My Funny Valentine – Chet Baker
04. Misty Blue – Ella Fitzgerald
05. Darn That Dream – Nancy Wilson
06. Autumn In New York – Jo Stafford
07. April In Paris – Dinah Shore
08. Do Nothing Till You Here From Me – Abbey Lincoln
09. Day In – Day Out – Mark Murphy
10. It Had To Be You – Dinah Shore
11. Angel Eyes – Jack Jones
12. The Man I Love – Carmen McRae
13. It Don’t Mean A Thing – Annie Ross
14. Here’s That Rainy Day – Sue Raney
15. Stars Fell On Alabama – Jack Teagarden
16. Blue Moon – Billie Holiday
17. A Foggy Day – Dakota Staton
18. Exactly Like You – Dianne Reeves
19. I Ain’t Got Nothin’ But The Blues – Lou Rawls
20. Something To Live For – Lena Horne

CD 2: Swing Classics In Hi-fi


01. For Dancers Only – Billy May And His Orchestra
02. Stompin’ At The Savoy – Benny Goodman & His Orchestra
03. Leap Frog – Les Brown And His Orchestra
04. Satin Doll – Duke Ellington And His Orchestra
05. Let’s Dance – Benny Goodman And His Orchestra
06. T’Ain’t What You Do – Billy May And His Orchestra
07. Opus No. 1 – Glen Grey And The Casa Loma Orchestra
08. Intermission Riff – Stan Kenton And His Orchestra
09. Sleep – Woody Herman And His Orchestra
10. Jumpin’ At The Woodside – Benny Goodman & His Orchestra
11. Harlem Air Shaft – Duke Ellington And His Orchestra
12. I’m Beginning To See The Light – Harry James And His Orchestra
13. A Good Man Is Hard To Find – Les Brown And His Orchestra
14. Annie Laurie – Billy May And His Orchestra
15. The Peanut Vendor – Stan Kenton And His Orchestra
16. Come And Get It – Glen Gray And The Casa Loma Orchestra
17. Margie – Billy May And His Orchestra
18. I’ve Got My Love To Keep Me – Les Brown And His Orchestra
19. Apollo Jumps – Glen Gray And The Casa Loma Orchestra
20. Sing, Sing Sing - Benny Goodman And His Orchestra

CD 3: Latin Jazz

01. Machito – Stan Kenton And His Orchestra
02. Jahberu – Tadd Dameron
03.T in Tin Deo – James Moody & Chano Pozo
04. Basheer’s Dream – Kenny Dorham
05. Congalegra – Horace Parlan
06. Mambo Inn – Grant Green
07. Paco – Gerald Wilson
08. Agua Dulce – The Jazz Crusaders
09. Favela – Clare Fischer (3:46)
10. I’m On My Way – Candido
11. Oye Como Va – Bobby Hutcherson
12. Caravan - Chucho Valdes
13. Contagio – Gonzalo Rubalcaba
14. Dance Of Denial – Ray Barretto
15. The Time Is Now – Eliane Elias

CD 4: Relaxing Jazz


01. At Last – Lou Rawls & Dianne Reeves
02. Makin’ Whoopee – The Three Sounds
03. Namely You – Sonny Rollins
04. Time After Time – Cassandra Wilson
05. Infant Eyes – Wayne Shorter
06. In The Winelight – Kurt Elling (6:44)
07. Cantaloupe Island – Herbie Hancock
08. More Than This – Charlie Hunter & Norah Jones
09. Beatrice – Joe Henderson
10. Lazy Afternoon – Jackie Allen
11. I’ve Got The World On A String – Joe Lovano
12. Make It Go Away - Holly Cole
13. Déjà Vu – Stefon Harris & Jacky Terrasson
14. Don’t Worry Be Happy – Bobby McFerrin

CD 5: Jazz Ballads

01. Someone To Watch Over Me – Coleman Hawkins
02. Easy Living – Clifford Brown
03. It Never Entered My Mind – Miles Davis
04. Violets For Your Furs – Jutta Hipp & Zoot Sims
05. Moonglow – Benny Goodman
06. Like Someone In Love – George Shearing
07. Stairway To The Stars – Bill Evans & Jim Hall
08. Dancing In The Dark – Cannonball Adderley
09. I’m A Fool To Want You – Dexter Gordon
10. Yesterdays – Stan Kenton and his Orchestra
11. The Good Life – Hank Mobley
12. God Bless The Child – Stanley Turrentine
13. Nature Boy - Ike Quebec
14. Spring Can Really Hang You Up The Most – Zoot Sims
15. Laura – Joe Lovano

CD 6: Legends of Jazz

01. Boogie Woogie Stomp – Albert Ammons
02. Summertime – Sidney Bechet
03. Chicago Flyer – Meade Lux Lewis
04. Profoundly Blue – Edmond Hall’s Celeste Quartet
05. Topsy – Ike Quebec
06. Blues For Clarinets – Jimmy Hamilton & The Duke’s Men
07. Lop-Pow – Babs Gonzales’ Three Bips And a Bop
08. Our Delight – Tedd Dameron
09. Boperation – Howard McGhee & Fats Navarro
10. ‘Round Midnight – Thelonious Monk
11. Bouncing With Bud – Bud Powell
12. Born To Be Blue – Wynton Kelly
13. Bags’ Groove – Milt Jackson
14. Safari – Horace Silver
15. Carvin’ The Rock – Lou Donaldson & Clifford Brown
16. Lady Sings The Blues – Herbie Nichols

Boa audição - Namaste

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Presa - Parte 1/3

Ainda que nos anos 30, Billie pudesse decorar todas as palavras de uma canção após havê-las escutados somente duas vezes, já não é mais este o caso em 1946. No decorrer das gravações na Decca, Milt Gabler se da conta de que Billie esta tendo dificuldades para aprender novas canções e de que as sessões de gravações, desse modo, se tornam problemáticas. Não somente Billie continua chegando tarde com também precisa ensaiar muitas vezes um número novo, antes de poder interpreta-lo com a sua habitual qualidade vocal. E ainda precisa ter uma garrafa de conhaque ao alcance das mãos – “Para adoçar a garganta”, diz ela. As horas simplesmente se tornam moeda corrente. O orçamento raramente é respeitado. Certas vezes as gravações têm até mesmo de ser interrompidas, porque Bille não esta se sentindo bem. Ela desaparece no banheiro enquanto todos os músicos esperam, as horas passam e o diretor musical arranca os cabelos. Os rumores aumentam. Entre 1945 e 46 ela registra treze peças para a Decca. Lover Man e Don’t Explain, do mesmo modo que That Old Devil Called Love e Good Morning Heartche são escritas para ela por Irene Wilson e se tornarão momentos memoráveis. O sucesso de Lover Man, caracterizado pelo acompanhamento de um grande conjunto, retirou-a do circulo dos clubes e a conduziu logicamente para as salas de espetáculos. Em fevereiro de 1946 ela canta no salão nobre da prefeitura de Nova York, uma imensa sala, cheia a ponto de estourar. É a primeira vez que ela se apresenta como solista. A imprensa o qualifica com um grande evento. Um show inteiro baseado em uma única artista é coisa raríssima. Ainda que uma parte do palco tenha sido separada para cadeiras, isso não é suficiente para acolher todos os que se apresentam nas portas. Um milhar de fãs permaneceu de fora. É uma noite inesquecível em que Billie, com sua capacidade de reagir perante as grandes ocasiões, demonstrou um grande profissionalismo e deixa florar todo o seu talento. A crítica musical lhe presta homenagem e a maior parte dos jornais diários celebra o acontecimento. Acompanhada pelo quinteto de Joe Guy, Billie interpreta dezoito canções, entre as quais suas próprias composições: Fine and Mellow, Billie´s Blues, Don’t Explain e God Bless the Child. Sem contar com Strange Frutt, são essas canções inextricavelmente ligadas á sua personalidade forte. Sempre que Billie canta, transmite o sentimento de que esta se entregando. Sua voz permanece interior, uma pequena voz íntima que só se dirige a ela ainda que esteja no meio de duas mil pessoas. Quando Ella Frizgerald canta que seu homem partiu, a gente pensa que ele foi até a esquina comprar cigarros; quando é Billie, todos compreendem que ele nunca mas voltará. O sucesso obtido no Town Hall a leva a apresentar-se em outras grandes salas de espetáculos: Eaton Hall, Apollo e duas vezes em abril e maio no Carnegie Hall a pedido de Norman Granz que esta lançando agora em Nova York sai serie de espetáculos Jazz at the Philharmonic. Acompanhada entre outros, por Coleman Hawkins e Buck Clayton, ela reencontra seu querido Lester Young que teve más experiências durante a guerra. Julgado por insubordinação por um tribunal militar passou muitos meses em um campo disciplinar, um acontecimento que despedaçou sei espírito. Mas nem por isso sei talento diminuiu. Norman Granz o leva a participar de suas famosas turnês em companhia dos melhores instrumentistas. Uma noite no Downbeat Club, Billie encontra um jovem baterista branco, Roy Harte (Roy “The Kidd” Harte, 1924-2003) que esta substituindo o percussionista titular. Ao cabo de três semanas, eles se envolvem. Será ele que a fará descobrir uma nova droga sintetizada na Suíça em 1943: o LSD, distribuído sob a forma de pequenos cubos de cristais. Seu grande divertimento é passear de carruagem pelo Central Park após terem dado um desses pequenos “cubinhos de açúcar” a cavalo. Ofegante, esbaforido, cocheiro tenta dominara o animal, tapando-o de desaforo. Os dois amantes se retorcem de tanto rir. Esta não é uma ligação permanente, é mais um passatempo agradável. Eles vão passar alguns dias em Miami e experimentam os olhares de desprezo e as grosseiras recebidas nos bares e restaurantes. Decidem partir para Cuba. Férias, finalmente! Eles podem passear de mãos dadas ao sol ou jantar juntos em um restaurante sem a menor segregação. Na praia, Roy toca flauta. Billie canta tudo que ele pede. Um parêntese maravilhosos em que ela se surpreende a cada dia por gozar dessa felicidade roubada. Nessa ilha esplêndida, eles fazem amor muitas vezes. “– Não precisa ter o menor cuidado- diz ela – Meus ovários estão fodidos.”. Para Roy é uma experiência esmaltadora. A primeira negra de sua vida é uma star, uma mulher livre, uma mulher que ele admira. Harte recorda que Billie tinha o habito de gritar quando fazia amor, “Me usa, me usa!” em vez de “Me beija!”. Ele lhe pergunta o que ela queria dizer com isso. Ela respondeu que ser usada lhe dava um sentido para a vida. Estranha concepção que esclarece seu comportamento ambivalênte. Ter medo que abusem dela e ao mesmo tempo provoca-lo de todas as maneiras possíveis, ate que ela mesma conseguisse experimentar uma excitação sexual. Segundo Roy, Billie era muito voltado para a sexualidade. Mas tarde ele diria que sempre era o primeiro a fatigar. Ela parecia satisfeita, mas alguma coisa faltava, alguma coisa não funcionava totalmente bem... Do mesmo modo que Billie Dove (1903-1997), que havia encantado sua infância, ela sonhava em fazer cinema. Hollywood, seu glamour e suas stars a fascinavam. Já em 1942, por iniciativa de sua amiga Lena Horne (Lena Mary Calhoun Horne 1917- 2010), Billie tinha sido apresentada para aparecer em um filme da Warner Brothers. Ela chegou a ir a Hollywood para um teste, mas ele não tinha levado a nada. Em setembro de 1946, Billie parte para Los Angelis. Joe Glaser lhe conseguira um contrato com a United Artists. Um papel e um filme de Arthur Lubin (Arthur William Lubovsky, 1898-1995, diretor de cinema judeu de origem russa), New Orleans. Para essa ocasião, Glaser lhe pediu para fazer um regime e ajeitar os dentes. Esse filme segundo ele lançaria sua carreira cinematográfica. E Billie não tinha ficado nem um pouco descontente com a possibilidade de tocar no Santo Graal hollywoodiano. O filme perfeitamente de acordo com suas cordas vocais era o de uma cantora de Nova Orleans; a historia relatava o fim da Storyville, o legendário bairro da musica negra. Tratava-se também de uma homenagem ao Jazz, destinada a reunir a fina flor dos músicos, aqueles que fizeram a notoriedade da cidade, Louis Armstrong, Kid Orr, Barney Bigard, Zutty Singleton e a celebre orquestra de Woody Herman. O cenário é pouco artificial e sem profundidade, ao gosto das comedias musicais hollywoodianas da época. Billie cai das nuvens. Ela que sempre lutara para não ser a rainha, ela que soubera impor o seu talento a rainha da Ria 52, Lady Day se encontrava agora no papel de uma criadinha de comedia, servil e obediente. Ainda que lhe gabem a dicção perfeita e a qualidade de seu fraseado, ela é forçada a tomar lições com um professor de dicção que lhe ensina a falar um “inglês de negrinha”, com sotaque mais piegas possível. “Sim, Iaiá Marylee; ás sua orde, sinhazinha Marylee...” . Quanto a Louis Armstrong, ele não tem melhor sorte, é encaixado no papel de “negro de alma branca”, respeitoso, um domestico fiel e bondoso. Só lhe pedem que sorria todo tempo, se possível até enquanto toca o pistão....(continua)

Artista: Billie Holiday
Album: Holiday For Lovers
Lançamento: 2002

Faixas:
1. Moonlight In Vermont
2. I Didn't Know What Time It Was
3. Embraceable You
4. I Wished On The Moon
5. Gee Baby, Ain't I Good To You
6. Speak Low
7. April In Paris
8. Body And Soul
9. They Can't Take That Away From Me
10. One For My Baby (And One More For The Road)
11. Stars Fell On Alabama
12. We'll Be Together Again

Musicos:
Billie Holiday - Vocais
Barney Kessel - Guitarra
Ben Webster - Sax tenor
Harry "Sweets" Edison - Trompete
Jimmy Rowles - Piano
Larry Bunker, Alvin Stoller - Bateria
Producão: Norman Granz

Fontes: Capitol Studios, Hollywood, CA (08/14/1956-01/09/1957); Radio Recorders, Hollywood, CA (08/14/1956-01/09/1957).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Grandes Big Band - Parte I

The Fletcher Henderson Orchestra - 1924
Howard Scott , Coleman Hawkins, Louis Armstrong, Charlie Dixon,
Fletcher Henderson, Kaiser Marshall, Buster Bailey, Elmer Chambers,
Charlie Green, Bob Escudero & Don Redman


The Washingtonians - 1924
Sonny Greer, Charlie Irvis, Bubber Miley, Elmer Snowden,
Otto Hardwick, and Duke Ellington

Buddy Bolden and his Orchestra - 1905
William Warner, Willie Cornish, Buddy Bolden, James Johnson,
Frank Lewis & Jefferson Mumford.


The Count Basie Band - 1938
Walter Page, Jo Jones, Freddie Green, Benny Morton, Count Basie, Herschel Evans,
Buck Clayton, Dicky Wells, Earle Warren, Edison Harry , Washington

King Oliver's Creole Jazz Band - 1923
Baby Dodds, Honore' Dutrey, Joe Oliver, Bill Johnson,
Louis Armstrong, Johnny Dodds, and Lil Hardin

St. Louis Cotton Club Band. Fotografado por Studio Bloco Brothers, ca. 1925.
Missouri Museu de História fotograficas e gravuras .
Coleções Brothers Studio Collection.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

As lentes de Art Kane sobre a perspectiva do Jazz

Eram cerca das 10 da manhã de um dia de Verão de 1958, na 126th Street, entre a Fifth e a Madison no Harlem, 57 músicos de Jazz, representando três gerações, posaram para a câmara de Art Kane (1925-1995), fotógrafo free lance da revista Esquire magazine (publicada em janeiro de 1959), que se tornou uma das mais famosas da história da música. Nela, figuraram três gerações de jazzmen que praticavam estilos tão próximos e diversos como dixieland, new orleans, swing, bop, cool e pós-bop, juntos no mesmo enquadramento, representam o traço de união entre todas as formas e estilos, algo que para Joe McPhee e companhia é muito importante. O documentário "A Great Day in Harlem" - 1994 de Jean Bach, um produtor de rádio de Nova York, contou a história por trás da foto em seu documentário "um grande dia no Harlem", que foi indicado ao Oscar em 1995. O filme conta a incrível história da foto, através de entrevistas com os personagens, detalhes de produção, o comportamento dos músicos e demais envolvidos, fotos alternativas e algumas imagens em filme feitas no dia da foto. Apesar de ser mais conhecido como um dos melhores retratistas norte-americano, das décadas de 60 e 70, Art Kane não é somente isso. Sua fotografia relata toda a mudança social e política da época, opinando, delatando e persuadindo com suas imagens simples e poderosas. Art Kane nasceu em New York em 09 de Abril de 1923. Durante a II Guerra Mundial, serviu à US Army na Europa. Aos 27 anos se graduou na Cooper Union School of Art e tornou-se diretor de arte da revista Seventeen. Deixou a revista em 59 e dedicou seu tempo totalmente à fotografia. Tenha um grande senso de cor e composição que vem de sua grande experiência e conhecimento da área de layout, impressão e artes gráficas. Ministrou vários workshops fotográficos pelo mundo; passou inclusive muito tempo no Brasil entre 1976 e 1977, trabalhando em um livro de fotografia para a Time-Life, gostando muito da terra tupiniquim como chamava carinhosamente o Brasil. Morreu com 69 anos em 03 de Fevereiro de 1995 e infelizmente nenhum destes workshops foram documentados em filme ou vídeo.

Curiosidades:
- A foto inspirou vários “covers” com outros grupos de pessoas (músicos, artistas, pessoas comuns), no mesmo local ou em outras cidades.
- Das crianças que aparecem na foto só uma foi identificada. Taft Jordan Jr, filho do trompetista Taft Jordan (10).
- No filme “o Terminal”, Viktor (Tom Hanks) fica preso no aeroporto de N.York quando se dirige a cidade com o objetivo de completar o sonho de seu falecido pai: obter os autografos de todos os músicos presentes na foto. Ele, um amante do jazz, encontra a foto em um jornal hungaro em 1958 e escreve para os músicos pedindo autografos. Ele recebe quase todos. Ao pai de Viktor Navorski só faltava a assinatura de Benny Golson (02).
- Em 1998, o poeta, escritor e fotógrafo Gordon Parks prestou a devida homenagem ao trabalho de Art Kane, reunindo na mesma rua, à mesma hora, rappers e músicos hip-hop. Chamou-lhe Another Great Day.
- Art Kane retratou Bob Dylan, Stones, Frank Zappa, Janis Joplin, The Who, Jim Morrison, Aretha Franklin e uma enormidade de modelos -como fotógrafo de moda. Mas nada que se compare ao que fez no Harlem. As revistas Vogue e Bazaar publicaram seus primeiros ensaios feitos com uma lente grande angular e efeitos produzidos com imagens prismáticas.



Músicos:
01 - Hilton Jefferson, 02 - Benny Golson, 03 - Art Farmer, 04 - Wilbur Ware, 05 - Art Blakey, 06 - Chubby Jackson, 07 - Johnny Griffin, 08 - Dickie Wells, 09 - Buck Clayton, 10 - Taft Jordan, 11 - Zutty Singleton, 12 - Red Allen, 13 - Tyree Glenn, 14 - Miff Molo, 15 - Sonny Greer, 16 - Jay C. Higginbotham, 17 - Jimmy Jones, 18 - Charles Mingus, 19 - Jo Jones, 20 - Gene Krupa, 21 - Max Kaminsky, 22 - George Wettling, 23 - Bud Freeman, 24 - Pee Wee Russell, 25 - Ernie Wilkins, 26 - Buster Bailey, 27 - Osie Johnson, 28 - Gigi Gryce, 29 - Hank Jones, 30 - Eddie Locke, 31 - Horace Silver, 32 - Luckey Roberts, 33 - Maxine Sullivan, 34 - Jimmy Rushing, 35 - Joe Thomas, 36 - Scoville Browne, 37 - Stuff Smith, 38 - Bill Crump, 39 - Coleman Hawkins, 40 - Rudy Powell, 41 - Oscar Pettiford, 42 - Sahib Shihab, 43 - Marian McPartland, 44 - Sonny Rollins, 45 - Lawrence Brown, 46 - Mary Lou Williams, 47 - Emmett Berry, 48 - Thelonius Monk, 49 - Vic Dickenson, 50 - Milt Hinton, 51 - Lester Young, 52 - Rex Stewart, 53 - J.C. Heard, 54 - Gerry Mulligan, 55 - Roy Eldgridge, 56 - Dizzy Gillespie, 57 - Count Basie,

Fontes: www.harlem.org ,www.artkane.com & www.a-great-day-in-harlem.com .
Boa leitura - Namastê.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Edmond Gregory (Sahib Shihab - 1925-1989)

Thelonious Monk, Sahib Shihab, Count Basie & Coleman Hawkins,
Esquina Magazine Shoot, Harlem, New York - 1958
Fotografado por: Milt Hinton

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

1970 - Tristeza on Piano - Oscar Peterson Trio

Oscar Emmanuel Peterson (Montreal, 15 de agosto de 1925 - 23 de dezembro de 2007). Pianista canadense, foi considerado por muitos críticos como um dos maiores pianistas de jazz de todos os tempos. Com cinco anos de idade começou a estudar trompete e piano com seu pai na idade, onde depois por motivos de doença (tuberculose) dedicou ao piano com maestria ate o fim de sua vida. Em 1944 participa da Johnny Holmes Orchestra, aprendendo composição e arranjo onde três anos mais tarde montou seu primeiro trio com Bert Brown e Frank Gariepy, apresentando em concertos semanais na Alberta Lounge, quando Norman Granz o descobriu levando para tocar no Carnegie Hall. Fundou em 1952 um novo trio com o guitarrista Barney Kessel e baixista Ray Brown, substituido por Herb Ellis um ano mais tarde. Meiado dos anos 50 fez apresentações e concertos com grandes nomes do jazz como: Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Carmen McRae, Louis Armstrong, Lester Young, Count Basie, Charlie Parker, Quincy Jones, Stan Getz, Coleman Hawkins, Dizzy Gillespie, Roy Eldridge, Clark Terry, Freddie Hubbard e com o Modern Jazz Quartet. Nos anos 70 Ray Brown sai do trio e sendo substituido pelo baixista dinamarquês Niels-Henning Orsted Pedersen. Peterson sofreu um derrame em 1993 deixando paralisado o lado esquerdo por dois anos, recuperando tempo depois e tocando de modo limitado. Em 1997 ganhou um Grammy pela sua obra e foi premiado pela International Jazz Hall of Fame. Grava o DVD "A Night in Vienna" em 2003, pelo selo Verve. Apesar de ter perdido um pouco seu charme, Oscar Peterson continua fazendo apresentações nos Estados Unidos e Europa durante um mês por ano, com intervalos de alguns dias para descanso entre uma apresentação e outra. Apresenta acompanhado de Ulf Wakenius (guitarra), David Young (contrabaixo) e Alvin Queens (percussão). Cancelou sua apresentação no Toronto Jazz Festival 2007 e compareceu no dia 8 de junho a um espetáculo em tributo a ele no Carnegie Hall. Uma das grandes lendas do piano no jazz, morreu em 23 de dezembro de 2007, de insuficiência renal, com idade de 82 anos. "Tristeza on Piano" traz Oscar com parceiros de longa carreira com Sam Bass e Bobbycom Sam Bass e Bobby Brown Durham. Gravado em 1970 por Hans-Georg Brunner Schwer. Este álbum é de uma época onde Peterson fez realmente bons álbuns, embora este talvez não seja tão essencial devido a sonoridae um pouco além do esperado do genio. Produzido por: H.G. Brunner-Schwer - New York, pelo selo Verve Records.


01. Tristeza
02. Nightingale
03. Porgy
04. Triste
05. You Stepped Out Of A Dream
06. Watch What Happens
07. Down Here On The Ground
08. Fly Me To The Moon

Musicos:
Oscar Peterson - Piano
Sam Jones - Baixo Acustico
Bobby Brown Durham. - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Great Day in Harlem - 1958

Eram cerca das 10 da manhã de um dia de Verão de 1958. na 126th Street, entre a Fifth e a Madison no Harlem, 57 músicos de Jazz, representando três gerações, posaram para a câmara de Art Kane (1925-1995), fotógrafo free lance da revista Esquire magazine (publicada em janeiro de 1959), que se tornou uma das mais famosas da história da música. Nela, figuraram três gerações de jazzmen que praticavam estilos tão próximos e diversos como dixieland, new orleans, swing, bop, cool e pós-bop, juntos no mesmo enquadramento, representam o traço de união entre todas as formas e estilos, algo que para Joe McPhee e companhia é muito importante. O documentário "A Great Day in Harlem" - 1994 de Jean Bach, um produtor de rádio de Nova York, contou a história por trás da foto em seu documentário "um grande dia no Harlem", que foi indicado ao Oscar em 1995. O filme conta a incrivel história da foto, através de entrevistas com os personagens, detalhes de produção, o comportamento dos músicos e demais envolvidos, fotos alternativas e algumas imagens em filme feitas no dia da foto.Apesar de ser mais conhecido como um dos melhores retratistas norte-americano, das décadas de 60 e 70, Art Kane não é somente isso. Sua fotografia relata toda a mudança social e política da época, opinando, delatando e persuadindo com suas imagens simples e poderosas. Art Kane nasceu em New York em 1923. Durante a II Guerra Mundial, serviu à US Army na Europa. Aos 27 anos se graduou na Cooper Union School of Art e tornou-se diretor de arte da revista Seventeen. Kane deixou a revista em 59 e dedicou seu tempo totalmente à fotografia. Kane tenha um grande senso de cor e composição, que vem de sua grande experiência e conhecimento da área de layout, impressão e artes gráficas. Ministrou vários workshops fotográficos pelo mundo; passou inclusive muito tempo no Brasil entre 1976 e 1977, trabalhando em um livro de fotografia para a Time-Life, gostando muito da terra tupiniqui como chamava carinhosamente o Brasil. Kane morreu em fevereiro de 1995 e infelizmente nenhum destes workshops foram documentados em filme ou vídeo.
Músicos: Hilton Jefferson - Benny Golson - Art Farmer - Wilbur Ware - Art Blakey - Chubby Jackson - Johnny Griffin - Dickie Wells - Buck Clayton - Taft Jordan - Zutty Singleton - Red Allen - Tyree Glenn - Miff Molo - Sonny Greer - Jay C. Higginbotham - Jimmy Jones - Charles Mingus - Jo Jones - Gene Krupa - Max Kaminsky - George Wettling - Bud Freeman - Pee Wee Russell - Ernie Wilkins - Buster Bailey - Osie Johnson - Gigi Gryce - Hank Jones - Eddie Locke - Horace Silver - Luckey Roberts - Maxine Sullivan - Jimmy Rushing - Joe Thomas - Scoville Browne - Stuff Smith - Bill Crump - Coleman Hawkins - Rudy Powell - Oscar Pettiford - Sahib Shihab - Marian McPartland - Sonny Rollins - Lawrence Brown - Mary Lou Williams - Emmett Berry - Thelonius Monk - Vic Dickenson - Milt Hinton - Lester Young - Rex Stewart - J.C. Heard - Gerry Mulligan - Roy Eldgridge - Dizzy Gillespie - Count Basie
Curiosidades:
- A foto inspirou vários “covers” com outros grupos de pessoas (músicos, artistas, pessoas comuns), no mesmo local ou em outras cidades.
- Das crianças que aparecem na foto, só uma foi identificada. Taft Jordan Jr, filho do trompetista Taft Jordan.
- No filme “o Terminal”, Viktor (o ator Tom Hanks) fica preso no aeroporto de N.York quando se dirige a cidade com o objetivo de completar o sonho de seu falecido pai: obter os autografos de todos os músicos presentes na foto. Ele, um amante do jazz, encontra a foto em um jornal hungaro em 1958 e escreve para os músicos pedindo autografos. Ele recebe quase todos. Ao pai de Viktor Navorski só faltava a assinatura de Benny Golson.
- Muitos anos mais tarde, em 1998, o poeta, escritor e fotógrafo Gordon Parks prestou a devida homenagem ao trabalho de Art Kane, reunindo na mesma rua, à mesma hora, rappers e músicos hip-hop. Chamou-lhe Another Great Day.
- Art Kane retratou Dylan, Stones, Frank Zappa, Janis Joplin, The Who, Jim Morrison, Aretha Franklin e uma enormidade de modelos - já que era, também, fotógrafo de moda. Mas nada que se compare ao que fez no Harlem. As revistas Vogue e Bazaar publicaram seus primeiros ensaios feitos com uma lente grande angular e efeitos produzidos com imagens prismáticas.
Fontes: www.harlem.org ,www.artkane.com & www.a-great-day-in-harlem.com .
Boa leitura - Namastê.


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

1968 - Underground -Thelonious Monk Quartet

Acredito que todo apreciador de jazz teve uma porta por onde passou para conhecer esta milenar arte de fazer musica e comigo não foi ao contrario. conheci Thelonious Monk a primeira vista por causa desta magnifica capa onde se estampa um baluarte de material militar e belicos com a figura imponente (Monk) de um veterando de guerra ao piano, perfazendo o que acreditava ser um lope de vanguarda militar. Mas ao ouvir seu conteudo me apaixonei de vez e o jazz passou a correr pelas minha veias como força vital de uma nova paixão. Pertencente à nata do jazz norte-americano Thelonious Monk cresceu em Nova Iorque e começou a estudar piano aos 5 anos. Dedicando-se integralmente à música e ingressou na orquestra de Cootie Williams em 42, mas foi como pianista de Coleman Hawkins que Monk começou a ter seu trabalho prestigiado. Excêntrico e com um estilo inovador, o pianista sofreu várias críticas no início de sua carreira, porém, depois de duas décadas sem alterar seu estilo, foi reconhecido como um dos maiores nomes do jazz mundial. Underground é de 1968 com uma notável assinatura rara e diversificada que Monk colocou em sua pauta musica com Monk ao piano, Larry Gales no baixo, Charlie Rouse no sax tenor, e Ben Riley na bateria. Embora este álbum seja mais amplamente conhecido pela provocadora imagem da capa que mostra Monk como um monge lutador fictício da Resistência Francesa na Segunda Guerra Mundial, ele contém uma série de novas composições, algumas dos quais só aparecem gravadas neste álbum. Este é o último álbum mostrando o Monk Thelonious Quartet. Raise Four é um blues extraordinariamente simples, mas com uma melodia dissonante. Boo Boo's Birthday e Green Chimneys são homenagens de Monk a filha Barbara sendo Boo Boo seu apelido e Green Chimneys o nome da escola que ela estudava. Boo Boo Birthday tem uma estrutura pouco ortodoxo e com uma estrutura pouco harmônica. In Walked Bud é baseada no Blue Skies e dedicado ao amigo e colega pianista Bud Powell. Várias de suas composições se tornaram célebres, sendo que diversas delas constam no Real Book. Sem solfejos aqui fica uma joia nos estandarte do jazz.

Musicas:
01 - Thelonious
02 - Ugly Beauty
03 - Raise Four
04 - Boo Boo's Birthday
05 - Easy Street
06 - Green Chimneys
07 - In Walked Bud

Musicos:
Thelonious Monk - Piano
Larry Gales - Baixo Acustico
Charlie Rouse - Sax tenor
Ben Riley - Bateria

Download Here - Click Aqui
Boa audição - Namastê